Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço?

O que é preciso para abrir uma empresa prestadora de serviço?

Se você chegou até este artigo, provavelmente tem interesse em abrir uma empresa de prestação de serviço. Por isso, estamos aqui para passar algumas informações essenciais e ajudá-lo em tudo que você precisar.

Saiba que o setor de serviços tem preenchido grande parte do mercado de empreendimentos no Brasil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% das empresas brasileiras dispõem de oferta de serviço.

Mas você sabe realmente o que é uma empresa prestadora de serviço? Esse setor atua realizando serviços para pessoas físicas ou jurídicas, com intuito de receber valores financeiros. Vale destacar, que essa modalidade de empreendimento não realiza venda de produtos e nem fabricação, ok?!

Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço? Continue a leitura!

Veja a importância de formalizar a empresa 

Segundo o Jornal Contábil, devido ao alto índice de desemprego provocado pela pandemia, o número de empresas prestadoras de serviços cresceu mais de 54,7% entre janeiro e abril de 2021 no Brasil. Algumas das empresas de serviço mais criadas nesse período foram de:

  • encanador:
  • eletricista;
  •  instalador e limpeza de ar-condicionado;
  •  cabeleireiro;
  •  manicure.

Esse setor reúne um leque de oportunidades. Isso porque possui vários segmentos de atuação. Uma das principais vantagens deste ramo é o custo, que dependendo da atividade exercida pode ser baixo, e com isso o investimento inicial para a abertura da sua empresa pode ser menor do que você pensa.

Antes de mais nada, salientamos a importância de você ter uma empresa totalmente legalizada. Ela traz diversos confortos e vantagens para o seu negócio. Ao realizar a formalização, você vai poder estar em dia com o fisco ao pagar todos os impostos e obrigações necessárias.

A regularização é importante para ajudar no cumprimento de todas as regras trabalhistas, quando a empresa admite funcionários. Auxilia ainda, na emissão de notas fiscais para os clientes que são atendidos pelos seus serviços.

Agora que decidiu abrir a sua empresa, qual é o próximo passo? Por onde começar?

A melhor atitude é procurar um escritório de contabilidade para receber todas as informações necessárias e fazer as escolhas ideais para a sua vida de empreendedorismo.

Neste momento é importante também decidir em qual ramo de atuação você deseja trabalhar. Após tomar essa decisão, é indispensável traçar um Plano de Negócio para apontar todos os objetivos que o seu negócio pretende alcançar.

Mas para que isso aconteça de maneira certa, você precisa conhecer os portes de empresa que existem e assim, decidir qual é o ideal para a sua atuação no mundo dos negócios. 

Porte da empresa

Antes de dar início à abertura de sua empresa, você precisa saber qual tipo de negócio você vai abrir. Normalmente as empresas são instituídas de acordo com o porte de negócio que o proprietário deseja trabalhar.

a. Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é uma modalidade de empreendimento, que foi criado para regularizar as atividades de pessoas que atuam em trabalhos autônomos. É o tipo de negócio mais criado nos últimos anos, por apresentar diversas vantagens, como a isenção de tributos federais e o recolhimento de imposto facilitado em uma única guia. 

Ao regularizar a instituição, o proprietário recebe um CNPJ e fica apto a emitir nota fiscal de serviço e a ter direito aos benefícios prestados pela Previdência Social. Para ser MEI, o empreendedor deve ter uma renda de até R$81 mil reais ao ano, o que equivale a R$6.750 mensais.

b. Microempresa (ME)

São consideradas Microempresas (ME), as instituições que têm um faturamento de até R$360 mil por ano. Conforme o tipo de negócio, ela pode contratar de 9 a 19 funcionários e ainda tem a liberdade de escolher entre um dos tipos de regime tributário e a natureza jurídica do negócio.

c. Empresa de Pequeno Porte (EPP)

As Empresas de Pequeno Porte (EPP), são criadas por empreendedores que desejam ter uma receita bruta entre R$360 mil e R$4,8 milhões por ano, e podem contratar entre 10 e 49 funcionários.

Agora que já definiu o porte para sua empresa, chegou a hora de optar por um dos regimes tributários existentes no Brasil. Confira abaixo!

Regime de tributação 

A escolha dos tributos é uma decisão um tanto delicada, para decidir quais os valores dos impostos que a sua instituição terá de pagar. Ter um contador para fazer todos os cálculos ajuda você a cumprir as suas obrigações fiscais. Conheça os tributos que são exigidos das empresas.

a. Simples Nacional

O Simples Nacional tem a competência de simplificar os recolhimentos dos tributos, pois é pago mensalmente em uma única guia chamada DAS. Ele facilita o cumprimento das obrigações previdenciárias, trabalhistas e tributárias. No entanto, é importante atender a alguns requisitos para participar desse tipo de regime, como a tipologia da atividade (CNAE) e o limite máximo anual de renda da empresa.

b. Lucro Presumido 

Nesse tipo de regime tributário, os impostos são recolhidos em guias individuais. As organizações desse tipo tributário devem declarar IRPJ e arcar com diversas obrigações. O Lucro Presumido tem os valores do IRPJ e CSLL direcionado a uma margem de Lucro Presumido. 

c. Lucro Real 

Os tributos são calculados segundo o lucro real da empresa. Os cálculos devem ser feitos com muito cuidado para não perder alguns benefícios. Em caso de ocorrer perda no período em que os cálculos forem feitos, é possível conceder a isenção do pagamento do imposto de renda. No Lucro Real já estão embutidos: PIS, COFINS, Contribuição Social e Imposto de Renda.

Natureza jurídica da empresa

A Natureza Jurídica é outro ponto fundamental que precisa ser bem definido por quem deseja abrir uma empresa. A escolha ajuda a entender qual será o valor do capital para iniciar o negócio, quais leis serão aplicadas e se é aconselhado ter sócio ou não. Conheça os principais tipos de Natureza Jurídica que existem:

a. Empresas Individuais

As Empresas Individuais surgiram especialmente para fazer a regularização de inúmeros negócios autônomos, que aconteciam sem CNPJ, e com isso não tinham segurança jurídica, e não recebiam seus benefícios, como o INSS. Elas não necessitam de sócio para serem iniciadas, mas cada uma tem regras específicas. Estas são as modalidades de Empresas Individuais:

  • Empresas individuais (EI);
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

b. Sociedades

Caso você deseje ter uma organização com no mínimo dois sócios, você pode optar por uma dessas tipologias:

  •  Sociedade Limitada (LTDA): é uma modalidade de empresa que trabalha como prestador de serviços de forma geral;
  •  Sociedade Simples (SS): é um tipo de empresa voltada para área artística, intelectual e científica, como os artistas plásticos, médicos e cooperativas;
  • Sociedade Anônima (SA): tem o capital dividido em ações, ou seja, as ações pertencem aos acionistas. Elas podem ser vendidas no mercado de balcão ou nas Bolsas de Valores.

Saiba como abrir uma empresa de prestação de serviço

Agora que você conheceu os principais pontos que precisam ser definidos para abertura de sua empresa, chegou o momento principal, a criação de seu CNPJ. Mas, como isso funciona? 

Contar com o apoio de um contador é essencial para que você tenha informações de tudo que precisa ser providenciado, como algumas autorizações para iniciar o processo de regularização do seu negócio. São necessárias algumas documentações pessoais, para serem levadas à Junta Comercial do Estado ou Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, conforme a atividade escolhida. Veja quais documentos são essenciais:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de endereço;
  • certidão de casamento (caso exista);
  • cópia do IPTU ou registro que contenha inscrição imobiliária, ou a indicação fiscal do imóvel do local em que a empresa será posicionada;
  • contrato social da empresa (caso tenha sócio);
  • autorização da análise prévia da viabilidade de localização.

Em seguida, é gerado o Número de Identidade do Registro de Empresa (NIRE). Esse número é um código que será utilizado para requerer o CNPJ, por meio do site da Receita Federal. Logo após, conseguirá dar entrada na regularização junto ao seu município e com isso já terá sua empresa devidamente legalizada.

Percebeu como abrir uma empresa prestadora de serviço requer ações importantes para atender a todas as normas de criação? Recorrer a um escritório de contabilidade eficiente pode ajudar a realizar todos os processos de abertura, e também a gerenciar o orçamento do seu negócio de maneira correta. Ao optar por uma empresa especialista no assunto, a abertura da sua empresa poderá ser com baixo custo, de forma rápida, sem burocracia e dentro de toda legalidade. 

A Contabilivre é especialista em Abrir Micro e Pequenas Empresas de Serviço, por isso, você pode contar com os nossos especialistas para ajudá-lo!

Transformação digital: entenda a importância da informatização de pequenas empresas

Já percebeu que é possível adicionar tecnologia à maioria das atividades cotidianas? A jornada de transformação digital é uma realidade nos mais variados setores do mercado. Isso faz com que o processo de informatização de pequenas empresas se torne cada vez mais necessário.

A digitalização já era uma tendência do mercado, de modo que diversos negócios passaram a iniciar a adaptação. No entanto, com a chegada da pandemia, o ambiente virtual se tornou o local mais seguro para a maioria das interações, acelerando ainda mais o processo de transformação.

É por esse motivo que a informatização, independentemente do porte ou tipo de empresa, deve ser uma preocupação. Neste artigo, vamos mostrar os principais benefícios de investir em tecnologia e dar ótimas dicas para adaptar o negócio e acompanhar a transformação digital. Acompanhe a seguir!

O que é transformação digital?

A Revolução Industrial, do século XVIII, fez uma grande mudança na forma como a sociedade interage, não é mesmo? Diversas atividades que eram realizadas manualmente passaram a ser feitas por máquinas, acelerando a produção dos mais variados segmentos do mercado.

Desde então, muitas outras revoluções vieram. Nesse momento, vivemos o quarto período dessas mudanças. Na chamada Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0, o rápido desenvolvimento tecnológico se torna um dos maiores protagonistas. E é nesse contexto que entra a transformação digital.

Basicamente, trata-se da tendência de informatizar os mais diversos processos de uma empresa, de modo que se tornem mais automatizados e precisos, a fim de melhorar a resolução de problemas, aumentar a produtividade e garantir resultados mais expressivos.

É durante a transformação digital que tendências como a Inteligência Artificial, o Aprendizado de Máquina, a Internet das Coisas, entre várias outras ferramentas, ganham vez e participam ainda mais da rotina da sociedade.

Quais os benefícios da digitalização nos negócios?

Mas, o que um negócio ganha ao investir em informatização? Você também tem essa dúvida? Então, veja só os principais benefícios da digitalização nos negócios!

Redução de tempo

Para começar, é possível produzir mais e em menos tempo. Diversas tarefas conseguem se tornar dezenas de vezes mais rápidas ao serem utilizadas ferramentas tecnológicas. Um exemplo disso é a análise de dados.

Manualmente, processar uma grande quantidade de conteúdo poderia levar dias e, dependendo do tipo de material, o processo seria altamente suscetível a erros. Já com o uso de programas computacionais, tudo isso pode ser feito em segundos, de maneira muito mais precisa.

Diminuição de custos

Os gastos operacionais também diminuem. Afinal, a empresa não precisa mais gastar tanto com a refação e é possível encontrar opções de materiais e programas mais econômicos para a rotina organizacional. Além disso, há a prevenção de riscos, que atua na tomada de decisões mais assertivas, com menos comprometimento às finanças do negócio.

Organização dos documentos

Imagine encontrar justamente o que você precisa em questão de segundos? Mais ainda, pense em como seria prático se fosse possível acessar os documentos da empresa de qualquer lugar que você estivesse.

Quando esses dados são armazenados em armários ou arquivos físicos, essa não é uma realidade. O processo de busca é demorado, assim como envolve a presença no local em que se encontram. Por outro lado, ao informatizar essas informações, tempo e distância deixam de ser um problema.

Segurança dos dados

Mais que praticidade, a tecnologia oferece a oportunidade de proteger todos os dados da melhor maneira. Vale ressaltar que a privacidade é um detalhe importante para qualquer empresa, principalmente no que diz respeito à segurança da informação dos clientes e do próprio negócio.

Integração da empresa

Quando mais de uma pessoa atua em um negócio, é preciso ter uma ótima comunicação para cultivar uma rotina otimizada. Um método que auxilia bastante nisso é a integração. 

Quando todos têm acesso rápido às informações que precisam para realizar as tarefas diárias, é possível obter produtividade e eficiência.

E é justamente essa vantagem que a digitalização oferece. Ter processos integrados, como o pagamento automático de contas e lançamento no sistema, facilita a gestão e a organização do negócio.

Como garantir a informatização de pequenas empresas?

Então, como aproveitar todas essas vantagens? A boa notícia é que temos ótimas dicas que vão ajudar a implementar a informatização nas pequenas empresas. Confira!

Tenha um planejamento

Tudo começa com um bom planejamento. Ao refletir sobre os processos que podem ser informatizados em seu negócio, é possível definir um plano para colocar a digitalização em prática.

Ao mesmo tempo, você pode estabelecer prazos para fazer a adaptação gradual da empresa para o mundo digital. O importante mesmo é colocar no papel todas as ideias e, a partir disso, criar um planejamento eficiente.

Defina os objetivos

Saber o que o negócio pretende alcançar com o investimento em tecnologia também é uma ótima maneira de se preparar para as adaptações. Para isso, pense nas maiores vantagens tecnológicas que você gostaria de usufruir.

Se a redução de custos chamar mais a sua atenção, pense no que isso pode trazer em um determinado prazo. Por exemplo, e se após o planejamento, foi possível observar que em cerca de 2 anos é possível diminuir pela metade o valor dos gastos fixos e aplicar esse valor no crescimento do negócio? Então, esse se torna o principal objetivo organizacional.

Encontre as ferramentas ideais

Acertar nas melhores ferramentas digitais é outro grande benefício. Afinal, é por meio delas que você verá o seu objetivo se tornar realidade. Com tecnologias que são adequadas para a rotina do seu trabalho, é possível alcançar melhores resultados e com muito menos dores de cabeça.

Como a contabilidade online pode ajudar nesse processo?

Nesse contexto, a contabilidade online é uma ótima aliada. Além de praticidade e segurança, o seu negócio pode obter mais eficiência e economia ao investir em um sistema eficiente juntamente com uma empresa correta.

Para isso, garanta que você está investindo em profissionais confiáveis e em processos seguros. Desse modo, é possível cumprir com as obrigações legais e manter a organização do orçamento empresarial em dia.

Gostou de saber mais sobre o processo de informatização de pequenas empresas? Então, aproveite e comece a colocar em prática as dicas deste artigo. Desse modo, você pode conquistar o sucesso esperado e posicionar seu negócio no topo.
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Importância da análise SWOT na hora de abrir uma empresa

Importância da análise SWOT na hora de abrir uma empresa

Você consegue identificar os maiores pontos fortes e fracos de sua empresa? Um dos principais erros de um negócio é não conseguir reconhecer os fatores internos e externos que exercem força na rotina e nos resultados alcançados. É por isso que a análise SWOT se mostra como uma excelente ferramenta para conhecer melhor o próprio empreendimento. 

Essa é uma ferramenta essencial para qualquer empresa, mesmo aquelas que estão no início da jornada, pois permite ter acesso a informações fundamentais para o planejamento do negócio, tal como ajuda a prevenir erros. 

Neste artigo, vamos apresentar mais sobre o conceito da análise SWOT e mostrar os benefícios que a metodologia oferece para as empresas. Acompanhe e saiba mais! 

O que é a análise SWOT? 

Muito utilizada no processo de montagem do planejamento estratégico, a análise SWOT representa um esquema que permite analisar as forças (strengths), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio. 

São essas palavras-chave que formam a sigla e representam a ideia da ferramenta. Além disso, você pode encontrar essa ideia com o nome de FOFA, que significa Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. 

Por meio desses conceitos, é possível conhecer melhor a empresa, antes mesmo de ser lançada no mercado. Afinal, é necessário fazer um estudo sobre os seus principais pontos, considerando tanto os aspectos positivos quanto os negativos. 

Ao mesmo tempo, a análise SWOT oferece a oportunidade de entender como os elementos externos podem interferir no sucesso de uma empresa. Isso porque, a ferramenta busca compreender também as ameaças do mercado, como concorrentes, mudanças e crises, assim como as oportunidades, por exemplo, tendências, demandas e crescimento. 

Como essa ferramenta funciona? 

Para utilizar esse método durante o planejamento do seu negócio, é fundamental dividir uma folha em quatro partes. Cada uma dessas seções será destinada para uma letra da sigla e para a análise de um componente do conceito. 

No segmento das forças, o que deve ser observado é o que a sua empresa pode oferecer de positivo para o mercado. Pense nos processos internos que fazem a diferença, como produtos ou serviços inovadores, equipe capacitada, liderança inspiradora e demais aspectos relevantes. 

Já na parte das fraquezas, chega a hora de avaliar o que ainda não está como deveria. Pontos fracos, como problemas de logística, falta de profissionais para todos os setores, dívidas, entre outros, prejudicam o andamento da empresa. 

Dando sequência à elaboração da análise SWOT, é necessário observar também as oportunidades. Por ser um fator externo, considere estudar o mercado e identificar aspectos positivos que ajudam a alavancar o negócio. É possível pensar, por exemplo, em vendas sazonais, aumento da procura por determinados serviços, baixa nos preços dos materiais etc. 

Para fechar com chave de ouro, é hora de considerar as ameaças. Reflita sobre as táticas utilizadas pelos concorrentes, confira se alguma legislação requer mudanças nas atividades, observe como está o mercado da área de atuação, entre outros quesitos importantes. 

Ao concluir a análise, tente lançar estratégias que fortaleçam os aspectos negativos da empresa, aumentando suas forças. Além disso, garanta que os pontos fortes se mantenham, para que haja o crescimento sustentável do negócio

Por que é importante fazer a análise SWOT ao abrir uma empresa? 

Será que o uso da análise SWOT só é importante para as empresas que já estão no mercado? A resposta é: não! Essa ferramenta pode ser de grande utilidade para quem está começando, viabilizando um rápido retorno positivo. 

Veja só as vantagens de utilizar essa técnica na hora de abrir uma empresa

Permite conhecer melhor o mercado

Uma das maiores vantagens que a análise SWOT proporciona é a de conhecer o mercado em que você vai se inserir. Afinal, com a avaliação de aspectos externos, como as ameaças e oportunidades, é possível identificar a atuação dos concorrentes e as tendências da área

Ao entender como funciona o mercado, também é possível conhecer melhor o perfil de compra dos clientes. Isso garante a definição de estratégias mais eficientes de atração e retenção do público. 

Ajuda a fortalecer os pontos fracos da empresa

Como visto, é possível encontrar brechas que pedem por melhorias no seu plano de negócios. Dessa maneira, a sua empresa chega ao mercado com menos falhas e muito mais força, permitindo um ótimo desenvolvimento. 

É interessante destacar que os pontos fracos da empresa, quando não recebem a devida atenção, podem gerar uma série de prejuízos, tanto no que diz respeito às finanças quanto à reputação no mercado. Por esse motivo, é importante mantê-los sob controle antes de dar início ao negócio. 

Reduz riscos

Mais uma das vantagens de utilizar a análise SWOT durante a fase de planejamento de abertura da empresa, é a redução de riscos. Vale ressaltar também que diminuir as chances de um investimento dar errado é essencial para que a empresa continue tomando decisões assertivas. 

Contribui para a definição de metas

Quando o negócio tem objetivos bem definidos, todos os processos internos se voltam para a realização dessas metas. Desse modo, é possível conquistar resultados mais expressivos e trabalhar de acordo com planejamentos bem elaborados

Ao identificar as forças e fraquezas de uma empresa, você consegue definir metas para aplicar melhorias e incrementar o plano de negócio. Quanto mais engajadas forem essas ações, maiores as chances de conquistar o sucesso logo nos primeiros anos. 

Garante um planejamento mais estratégico

O planejamento deve ser uma das principais preocupações na hora de montar uma empresa. Afinal, quanto mais estratégias forem lançadas, mais oportunidades o empreendimento tem de alcançar os resultados esperados e de marcar presença no mercado. 

No entanto, é essencial que essas táticas estejam adequadas para o nicho de atuação e para o tipo de negócio. Por esse motivo, é fundamental conhecer a empresa para alinhar os planos com a proposta organizacional. 

Entendeu por que a análise SWOT é uma ferramenta tão utilizada no mundo dos negócios? Como você viu, dar atenção a alguns conceitos-chave é uma excelente saída para montar um planejamento eficiente e garantir o sucesso das ações da sua empresa, independentemente do tempo e da posição da marca no mercado. 

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Livro caixa: o que é e dicas de como preencher

Livro caixa: o que é e dicas de como preencher

Caso você possua um negócio, certamente já ouviu falar no livro-caixa. Trata-se de um documento que auxilia o setor contábil a acompanhar os fluxos financeiros, como entradas e saídas de caixa, além de facilitar a escrituração contábil — registro dos processos administrativos da empresa. 

Seja mantida no papel ou por meio de uma ferramenta online, o fato é que esse procedimento é fundamental para controlar tudo o que acontece com o capital do seu empreendimento. Assim, fica mais fácil garantir a saúde financeira e, consequentemente, o sucesso do negócio. Continue acompanhando o conteúdo a seguir e aprenda mais sobre o assunto!

Qual a utilidade de um livro-caixa?

Conforme mencionado acima, o livro-caixa serve para contabilizar as entradas e saídas financeiras do seu negócio. Nesse sentido, é indispensável que o setor contábil tenha armazenado todas as informações sobre pagamentos de conta de água, energia, telefonia e gastos com fornecedores e colaboradores

Além disso, vale destacar a necessidade de guardar os comprovantes de qualquer transação financeira, a fim de facilitar a manutenção do livro. Todo esse controle pode parecer trabalhoso, mas é crucial para evitar problemas de DRE (Demonstração de Resultados), por exemplo, ou complicações na hora de fazer o balanço patrimonial da instituição. 

Qual a importância de ter um livro-caixa?

Agora que você tem uma noção geral sobre o objetivo desse documento, vamos detalhar sua importância para qualquer negócio. Veja mais abaixo.

Fazer o controle de pagamentos e recebimentos

Como você viu nos tópicos anteriores, ter um registro físico ou virtual de tudo o que entra e sai dos cofres da empresa é essencial para manter sua saúde financeira. Além disso, ao ter um controle das finanças, fica mais fácil descobrir quais setores do negócio precisam economizar recursos, por exemplo. 

Uma organização opera sob inúmeros processos corporativos que são difíceis de acompanhar sem a devida organização e, alguns deles, podem não trazer tantos benefícios como esperado. 

Acompanhar o balanço mensal

Depois de registrar toda a movimentação financeira da empresa, você poderá fazer o balanço mensal com mais clareza. Como as informações de rendimentos brutos e gastos estão descritas no documento, é possível identificar o desempenho do negócio em um determinado mês e, caso necessário, tomar medidas preventivas. 

Facilitar a comunicação com órgãos competentes

Outra função importante do livro-caixa é que sua existência agiliza o processo de prestar contas à Receita Federal. Sem esse documento, você terá que buscar todas as informações contábeis da sua empresa ao longo de um ano manualmente. Mas, ao ter esse registro, todos os dados estarão reunidos em um só lugar, evitando quaisquer problemas fiscais. 

Quais empresas devem manter um livro-caixa?

No geral, qualquer tipo de negócio deve manter um livro caixa sempre atualizado. Porém, essa medida costuma ser facultativa para alguns negócios e obrigatória para outros. Segundo a Lei 9.317/96, todas as empresas optantes do Simples Nacional são obrigadas a ter esse registro, seguindo as normas estabelecidas pela legislação. 

Como é a estrutura e o preenchimento de um livro- caixa?

Depois de entender mais a fundo a importância e a função de um livro-caixa, chegou a hora de você saber como preenchê-lo corretamente. Mas, antes vamos falar sobre a estrutura do documento; alguns dados precisam ter uma coluna inteiramente dedicada. São eles:

  • data do registro: representa a data dos recebimentos;
  • histórico: apresenta as informações do fluxo financeiro em si. Indique se a transação consiste em uma entrada ou saída;
  • entradas e saídas: é necessário criar colunas separadas para os diferentes valores. Tudo o que entra deve estar agrupado em uma coluna e tudo o sai deve estar em outra;
  • saldo atual: informa o saldo atual da conta em questão — saldo anterior + crédito – débito;
  • anotações: espaço reservado para eventuais anotações extraordinárias. 

Depois disso, você deve realizar a escrituração do documento. Esse processo costuma ser dividido em três etapas, que podem ser conferidas a seguir.

  1. Termo de abertura: deve conter informações sobre a finalidade do documento, dados essenciais do negócio — endereço, CNPJ e outros. Também é necessário indicar o número de folhas, a data e, por fim, a assinatura;
  2. Folhas de escrituração: deve indicar os registros de entrada e saída de capital. O recomendado é preencher essas informações em ordem cronológica; 
  3. Termo de encerramento: trata-se da última página. Nesse espaço, deve-se repetir as informações da página inicial, bem como a assinatura do responsável. 

Feita a estruturação do livro-caixa corretamente, preenchê-lo é a parte mais fácil. Existem apenas duas recomendações para tornar o documento ainda mais organizado. Uma delas é incluir as informações em ordem cronológica, a fim de facilitar a localização de dados específicos futuramente. 

A outra dica é registrar todas as movimentações financeiras, por mais banais que sejam. Manter esses dados armazenados te dará uma noção mais realista sobre a situação do seu negócio. Para não errar, crie o hábito — e eduque sua equipe contábil — de anotar qualquer transação somente após o recebimento ou saída. Assim, evita-se eventuais erros gerados por falta de atenção. 

Qual a diferença entre livro-caixa e fluxo de caixa?

Agora que você já sabe como manter um livro caixa, deve estar se perguntando se esse documento está relacionado ao fluxo de caixa. Muitos empreendedores ainda confundem essas duas particularidades do setor contábil, que são coisas completamente diferentes. 

Como deixamos claro, o livro-caixa é um documento físico que reúne os recebimentos e pagamentos feitos pela empresa em um determinado período. Já o fluxo de caixa consiste em todas as transações financeiras, além das entradas e saídas, como investimentos, financiamentos, atividades operacionais, entre outros. Sua função é conferir uma visão geral do negócio, ou mesmo proporcionar previsões futuras. 

Manter um livro-caixa é extremamente importante para o êxito de qualquer negócio, bem como sua saúde financeira. Além disso, vale reforçar que apenas as empresas sob o regime Simples Nacional são obrigadas a manter esse documento atualizado, mas a recomendação fica para todas as instituições. 

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Gestão 4.0: o que é e qual sua importância para seu negócio?

Empresas modificam seus modelos de negócio conforme a sociedade evolui, bem como os fatores ligados a ela. Um deles é a tecnologia, que nos apresenta inovações todos os anos, transformando até mesmo os hábitos de consumo. Nesse sentido, o contato entre público e empresa aumentou, proporcionando uma nova forma de gerir empreendimentos: a gestão 4.0.

Com novos recursos digitais, automatização de processos e maior proximidade com os clientes, esse modelo de gestão empresarial mostrou que, hoje, é necessário bem mais do que apenas as práticas tradicionais para manter uma companhia competitiva. Quer saber como impulsionar seus negócios com essa nova gestão? Acompanhe o artigo a seguir!

Entenda seu conceito e sua importância

Esse conceito surgiu a partir da Indústria 4.0. Os avanços tecnológicos, as mudanças nos processos de produção, atividades operacionais e no posicionamento do mercado impactou diversos segmentos profundamente. Assim, esse modelo de gestão se baseia no dinamismo necessário que toda empresa deve ter para se manter relevante em um cenário cada vez mais competitivo.

Como dissemos inicialmente, o comportamento do consumidor está em constante transformação. Atualmente, focar somente em um produto ou serviço já não é mais suficiente para satisfazer o público; é preciso entregar uma experiência mais rica, que inclui atendimento eficaz, comunicação adequada e relacionamento mais próximo.

Conheça os pilares desse modelo de gestão

Por trás de cada estratégia adotada pela empresa, deve haver uma razão que justifique seu uso. Nesse sentido, é importante que o empreendimento compreenda os pilares da gestão 4.0 para que sua aplicação traga resultados positivos concretos. Dessa forma, é fundamental que a organização construa seu novo alicerce em modelos de negócio focados no cliente.

Automação de processos

Por ser altamente influenciada pela tecnologia, a automação de processos foi o fator que mais apresentou avanços nos últimos anos. Hoje, vemos softwares realizando desde tarefas simples até análises complexas que baseiam inúmeros processos de decisão. Por isso, caso a empresa deseje acompanhar esses avanços, é essencial adotar a automação em algum nível — controle de fluxo de caixa, emissão de notas fiscais etc.

Relacionamento com o cliente

Como você viu mais acima, o relacionamento com o cliente é um dos pilares que apoiam esse novo modelo de gestão. Desde as estratégias de marketing até a qualidade dos produtos fabricados são pensados para satisfazer o público. Para isso, as empresas devem estar preparadas para integrar seus canais de comunicação.

Integração da comunicação

Consumidores hoje estão bastante exigentes, além de serem omnichannel — presentes em todos os canais de comunicação — são bem ágeis para tomar decisões de compra. Isso acontece porque ele sabe utilizar a internet muito bem para encontrar as melhores experiências e preços. Desse modo, uma das formas de implementar a gestão 4.0 na organização é respeitando seu pilar de integração dos canais de vendas e comunicação.

Análise de dados

Atualmente, os dados são vistos como o “novo petróleo” e não é por acaso. Na Indústria 4.0, eles sustentam inúmeros processos de produção, planejados para demandas específicas. Nesse sentido, é fundamental que as empresas que desejam se encaixar nesse novo cenário, saibam coletar esses dados para gerar insights.

Processo virtuais

Como a Indústria 4.0 se baseia em conceitos como a IoT (Internet das Coisas) e a transformação digital, também absorve seus processos e ferramentas. Um ótimo exemplo disso são as organizações que, antes de lançar um produto no mercado, realizam testes com MVP (Mínimo Produto Viável) — versão mais “enxuta” do produto final.

Confira as vantagens da gestão 4.0 para o negócio

Qualquer instituição que resolve adotar esse modelo de gestão confirma que está pronta para enfrentar as novas exigências do mercado. Incorporar a tecnologia e otimizar seus processos para suprir as demandas dos clientes, traz inúmeros ganhos a longo prazo, que vão desde o aumento da competitividade até a maiores possibilidades para inovação. Confira outros benefícios abaixo.

Maior competitividade

Ao tirar proveito da tecnologia e seus recursos, muitas empresas perceberam que podem elevar seu potencial de crescimento. Aquelas que conseguiram se adaptar à gestão 4.0 viram os benefícios de utilizar uma atuação estratégica, que permite se posicionar com mais força no mercado. O resultado é uma companhia cada vez mais sólida, que sabe o que precisa melhorar para fortalecer suas qualidades.

Proximidade com a inovação

Por falar em melhorias, essa é uma das consequências de adotar esse modelo de gestão. No mercado atual, é praticamente impossível alcançar novos ares sem inovar e aprimorar serviços, produtos e processos. Por isso, a empresa passa a desenvolver a cultura da inovação internamente.

Atuação estratégica

Quando a organização passa a seguir os moldes da Indústria 4.0, assume que está preparada para atuar de forma estratégica. Isso significa agir conforme objetivos que direcionarão os esforços dos colaboradores para atingir metas, que levarão a empresa a se desenvolver de forma geral.

Gestão baseada em dados

Outro benefício da gestão 4.0 é que ela favorece o trabalho baseado em dados, pré-requisito para qualquer empresa ligada à era digital. Acompanhar tais informações permite descobrir as preferências dos consumidores, por exemplo, aumentar as vendas ou mesmo fazer a gestão de perdas. 

Veja como impulsionar sua empresa por esse modelo

De acordo com o livro Management 4.0: Cases and Methods for the 4th Industrial Revolution, estamos vivenciando a “revolução do consumidor”. Isso se baseia em conceitos como a IoT, que inclui a presença da tecnologia não só no ambiente profissional, como nas relações de consumo. Assim, para que a empresa consiga acompanhar a evolução da gestão 4.0, ela precisa se digitalizar o quanto antes. Sem isso, jamais poderá pensar em um futuro para a organização.

Conforme você viu por aqui, qualquer empresa que deseja se manter relevante no mercado, precisa adotar a gestão 4.0. Afinal, é por meio dela que a organização conseguirá as ferramentas para acompanhar as evoluções do seu setor e se adaptar às demandas dos consumidores, cada vez mais exigentes.

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exclusão do simples nacional

Exclusão do simples nacional: saiba como funciona

Todo ano, muitas empresas são excluídas do Simples Nacional. Isso acontece quando a empresa deixa de cumprir algum dos requisitos para se manter enquadrada no regime, incluindo limite de faturamento, atividades impeditivas, débitos, entre outros.

O resultado é a exclusão deste regime simplificado de tributação, que pode gerar uma série de complicações fiscais e contábeis para o negócio.

Muitas empresas optam por esse regime por ele unificar o recolhimento de todos os tributos em apenas uma guia de pagamento mensal (DAS), além de facilitar o cumprimento de obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, e claro ser uma ótima solução em termos de redução da carga tributária.

Mas é preciso se encaixar nos requisitos do programa para se manter nele e não ser excluído. Quer entender mais sobre esse assunto? Continue a seguir!

Veja como funciona a exclusão do regime

Atualmente a Receita Federal possui um vasto controle eletrônico de muitas situações que ocorrem dentro das empresas que fazem parte do Simples Nacional, não somente a situação fiscal, mas os sócios que a compõem, a regularidade junto aos municípios, entre outros.

Muitas situações que fazem a empresa entrar em desacordo com as regras do Simples Nacional são detectadas pela Receita Federal e podem ser objeto de exclusão, imediata ou não.

Quando a exclusão não é imediata e é passível de regularização, a Receita Federal envia uma notificação por e-mail, descrevendo os motivos pelos quais a empresa poderá sofrer uma exclusão futura e o prazo para regularização.  

Saiba os motivos para a exclusão do Simples Nacional

Você deve estar querendo entender melhor os motivos que podem levar à exclusão da empresa do regime simplificado. Conheça algumas delas a seguir.

Limite de faturamento

Um dos principais impedimentos é quando a empresa ultrapassa o faturamento de R$4,8 milhões anuais. Esse valor é válido para empresas abertas há mais de um ano. No caso de negócios ativos há menos de um ano, o limite de ganhos é de R$400.000,00 mensais.

Atividades impeditivas

Não são todas as atividades que podem ser realizadas por empresas sob esse regime. Contudo, de tempos em tempos o governo permite a entrada de mais CNAEs, abrindo o leque de opções.

Depois do último pacote de mudanças, por exemplo, entraram no regime as empresas do ramo de bebidas alcoólicas, sociedades cooperativas, organizações religiosas de cunho social e outras. As atividades que podem provocar a exclusão do Simples Nacional podem ser conferidas no Portal do Simples Nacional.

Sócio PJ

Toda empresa que possui um sócio Pessoa Jurídica não poderá entrar ou permanecer no Simples Nacional, seja ela nova ou antiga. Caso o quadro societário do negócio mude enquanto a empresa estiver ativa no regime, ocorrerá a exclusão imediata do Simples Nacional.

Além disso, o optante pelo Simples Nacional não poderá se associar a outra Pessoa Jurídica sob o risco de exclusão imediata. Vale destacar que qualquer alteração da situação da empresa deve ser informada à Receita Federal por meio de uma alteração contratual.

Descumprimento da lei

Caso a empresa seja condenada por fraude ou descumprir a legislação brasileira sob qualquer forma, será automaticamente excluída do Simples Nacional.

Para evitar que isso aconteça, é imprescindível emitir todas as notas fiscais necessárias nas prestações de serviços ou venda de produtos. Além disso, vale cuidar para não comercializar mercadorias contrabandeadas ou irregulares.

Empresa com dívidas

Outro impeditivo são os débitos preexistentes ou adquiridos. Para se enquadrar ou se manter no Simples Nacional, a empresa não pode estar em débito com o INSS, a Receita Federal e o município sede. Caso a organização já esteja ativa quando as dívidas forem identificadas, ela será excluída do regime.

Por isso, a recomendação é procurar meios de negociar e quitar qualquer dívida existente o quanto antes. É importante mencionar que esta exclusão não é imediata. Toda vez que a Receita Federal detecta dívidas em um CNPJ, envia uma notificação por e-mail informando os valores em aberto.

Se sua empresa possui dívidas, nós podemos orientar as possíveis formas de saná-las e isso evitará problemas futuros com o fisco.

Entenda o que acontece após a exclusão da empresa

As empresas excluídas do Simples Nacional vão automaticamente para o Lucro Presumido. Essa mudança, geralmente, acontece de forma natural, sem nenhuma avaliação das possíveis vantagens trazidas pelo novo regime tributário.

Uma das maiores diferenças entre esses regimes é a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento de funcionários e sócios. Isso impacta bastante no orçamento de uma empresa que era optante do Simples Nacional e tem um número determinado de funcionários. Além disso, a burocracia aumenta bastante; há obrigações acessórias e diversas guias de impostos a serem pagas.

Descubra se é possível voltar ao regime do Simples Nacional

A exclusão não imediata realizada por conta de débitos federais ou irregularidades municipais ocorre anualmente no dia 31 de dezembro. Isso significa que a empresa inicia o ano seguinte no Lucro Presumido, com todas as obrigações e carga tributária deste regime.

Mas isso não significa que a empresa não poderá retornar ao Simples nesse mesmo ano.

A legislação do Simples Nacional informa que todas as Pessoas Jurídicas podem solicitar entrada no regime simplificado até o dia 31 de janeiro, todos os anos. Essa regra também vale para os que foram excluídos no ano anterior.

Sendo assim, todas as empresas podem estar aptas para ingressar no Simples Nacional desde que sanem suas pendências e realizem o pedido de entrada no regime até o último dia de janeiro. E uma vez aceito o pedido pela Receita Federal, essa opção é retroativa ao dia 1º de janeiro e vale para o ano inteiro.

Portanto, se sua empresa se enquadrar em qualquer situação de exclusão e você precisar de orientação, além das informações que trouxemos neste artigo, a Contabilivre pode auxiliá-lo. Fale com nossos especialistas e tenha o suporte contábil e fiscal de que sua empresa precisa, e tudo de forma simples e online.

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papel do contador

Qual o papel do contador e como ele pode auxiliar no crescimento da sua empresa?

Gerenciar um negócio é sempre algo desafiador, sobretudo se considerarmos o grande número de dados envolvidos na operação e que estamos em um país repleto de boas oportunidades, mas muito burocrático. Por isso mesmo, é muito interessante entender qual o papel do contador e como ele pode auxiliar no crescimento da sua empresa.

Tal profissional pode ser de suma importância para oferecer melhor embasamento na tomada de decisão e também para manter a organização em sintonia com as exigências da nossa lei, evitando problemas jurídicos e eventuais dores de cabeça no futuro. Continue lendo e descubra como fazer isso!

Como o contador pode ajudar na estratégia da sua empresa?

Antes de mais nada, você precisa saber que, no Brasil, todas as empresas precisam de um contador de acordo com a lei, com a exceção de microempreendedores individuais. Isso ocorre porque o Novo Código Civil exige que o negócio conte com um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração e nos resultados econômicos.

Por isso, o profissional habilitado em ciências contábeis é indispensável, desde o momento de abertura, ajudando nas escolhas e trazendo mais segurança, especialmente em um país com uma carga tributária tão diversa e uma tremenda variedade de impostos, dificultando que as obrigações trabalhistas e fiscais permaneçam em dia.

Em quais atividades o contador pode ajudar?

O contador pode ser responsável por diversas ações dentro de uma empresa. No momento de abertura, por exemplo, ele ajuda a decidir pelo enquadramento mais adequado de regime tributário. Já com a operação em andamento, é esse profissional que faz a manutenção dos livros contábeis, planejamentos e certifica as obrigações fiscais.

Outro ponto no qual a contabilidade é essencial é para evitar o pagamento indevido de impostos que estejam fora da classificação de atividades do negócio. O profissional de ciências contábeis também ajuda a organizar o orçamento, reduzindo os riscos de formação de dívidas e eventuais complicações com o Fisco.

Como contratar um bom contador?

Agora que você já viu como o contador pode ajudar na estratégia da sua empresa e algumas das suas principais funções dentro do negócio, é bem provável que você esteja considerando a contratação de um profissional do ramo, tanto para melhorar a sua operação quanto para ficar em sintonia com a lei. Veja abaixo algumas dicas para isso.

Considere as necessidades da empresa

O primeiro passo para contratar um bom contador é considerar as necessidades da empresa. Como você viu, não há exigência legal para que o microempreendedor individual contrate um profissional do ramo, mas o fato é que, mesmo que você seja um MEI, essa pode ser uma ajuda essencial para não se endividar, evitar dores de cabeça, fazer um plano de negócios e muito mais.

Nesses casos, inclusive, um contador online pode ser uma excelente alternativa, que proporciona uma série de vantagens. Ele será uma peça estratégica, executando desde os processos mais simples aos mais complexos, facilitando sua vida e dando um valioso suporte para resolver suas dúvidas e agregar valor à organização.

Use as indicações de clientes e parceiros

Outro passo importante para contratar um bom contador é usar as indicações de clientes e parceiros. É bem provável que outras pessoas que atuem no seu segmento já tenham feito uso dos serviços de um profissional ou empresa do ramo, podendo oferecer informações relevantes em termos de credibilidade e competência.

Outra opção interessante é realizar pesquisas pela internet, analisando referências profissionais antes de buscar os valores e formalizar um contrato. Lembre-se que, por conta da tecnologia, vocês não precisam estar localizados na mesma cidade e tudo pode ser feito de forma digital, desde que o suporte seja adequado.

Verifique a formação profissional

Não importa se você está pensando em contratar um contador ou uma empresa de contabilidade: eles precisam ter uma formação adequada para prestarem o serviço, além dos registros nas devidas instituições do setor. Somente assim eles estarão habilitados a auxiliar sua empresa na gestão fiscal e na responsabilidade de envio dos dados à Receita Federal.

Pensando em um especialista, ele deve contar com um diploma válido de nível superior no curso de Contabilidade ou Ciências Contábeis, além de estar registrado no CRC (Conselho Regional de Contabilidade) estadual. As empresas que oferecem serviços contábeis também são obrigadas ao registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade.

Contador online ou tradicional?

A modernidade trouxe mais opções para quem deseja ter segurança nas operações fiscais, contábeis e tributárias da empresa. Nesse contexto, o contador online pode ser uma alternativa ao tradicional. Os escritórios que funcionam digitalmente cumprem as mesmas obrigações e podem assumir as mesmas responsabilidades que os físicos.

A grande diferença é que os contatos e atendimentos ocorrem remotamente, por meio de uma plataforma própria, onde você pode encaminhar mensagens e/ou e-mails. Além disso, são oferecidas ferramentas que facilitam a rotina, como softwares para emissão de notas, funcionalidades de cálculos de impostos, envio virtual de documentos, e muito mais.

Você receberá notificações na sua caixa de entrada, permitindo um excelente controle de prazos e movimentações. Levando em consideração que o serviço será prestado online, com ações automatizadas e escaláveis, o contador online consegue oferecer preços mais acessíveis, adaptados às suas necessidades e pagos todos os meses.

Contador terceirizado ou na empresa: qual é melhor?

Ter um contador na empresa pode ser uma opção interessante para instituições de grande porte. No entanto, o fato é que a qualificação de profissionais ou escritórios de contabilidade online e terceirizados é absolutamente a mesma, com os devidos registros e autorizações efetivadas no Conselho Regional de Contabilidade estadual.

Por isso, terceirizar esse setor pode ser uma escolha bastante interessante para o seu negócio, permitindo manter um alto padrão de qualidade, mas conquistando mais economia, agilidade e praticidade na sua gestão. Você fica em dia com o seu planejamento, obrigações fiscais e trabalhistas, mas sem ter que minar o seu orçamento para isso!

Como você pôde ver, o papel do contador é crucial para o sucesso do negócio. Com a plataforma da Contabilivre, você ganha agilidade, praticidade e qualidade de serviços de escrita contábil e fiscal, através de uma plataforma extremamente intuitiva e fácil de se utilizar, organizando suas guias e notas fiscais de maneira simples e altamente eficiente.

Gostou de aprender o papel do contador e como ele pode auxiliar no crescimento da sua empresa? Quer terceirizar o serviço com uma solução moderna e com alta credibilidade no segmento? Então, não perca mais tempo e entre em contato conosco!

o que é natureza jurídica

O que é natureza jurídica? Entenda quais são e como escolher

Iniciar a empreender no Brasil e abrir sua própria empresa, costuma ser um processo complicado, com uma série de regras e exigências feitas pelo poder público. Felizmente, essa realidade vem mudando, mas ainda demanda certas definições relevantes. Por isso, preparamos um post explicando o que é natureza jurídica e como eleger a mais adequada.

Para fazer isso da melhor maneira, basta compreender adequadamente do que se trata e entender qual a melhor opção para o seu negócio, de acordo com as características relacionadas ao seu segmento, classificações e objetivos. Quer aprender mais sobre esse assunto tão relevante? Então, continue lendo o artigo!

O que é natureza jurídica?

A natureza jurídica é uma espécie de classificação pela qual se determina a categorização e estrutura de uma empresa, definindo exigências e normas que terão que ser obedecidas pelos sócios. Ela deve estar em consonância com o porte, a composição do quadro societário, o plano de negócios , o valor do capital social e a própria finalidade da entidade. 

É fundamental ressaltar que a natureza jurídica não possui relação direta com o porte de uma empresa. A mesma possui relação de como a instituição será gerida e, por exemplo, se será por um sócio ou mais, e qual será a atuação que esse sócio terá na organização. Sendo assim, quando uma organização está em fase de abertura, ela precisa, obrigatoriamente, se enquadrar em uma das naturezas jurídicas disponíveis na legislação brasileira. Isso é importante também para o Governo, tendo em vista que facilita o controle e ajuda na fiscalização dos empreendimentos que atuam em território nacional.

Agora que você já descobriu o que é natureza jurídica e está mais familiarizado com o conceito, a seguir, vamos esclarecer quais são as principais opções disponíveis atualmente no Brasil e suas características, de forma que você ganhe mais embasamento para uma melhor tomada de decisão na hora de escolher a natureza jurídica mais adequada para seu negócio. Confira.

Quais os tipos de natureza jurídica?

EMPRESÁRIO INDIVIDUAL 

O empresário individual constitui uma natureza jurídica na qual o empreendedor atua sozinho, ou seja, não possui sócios no negócio. Tal opção conta com algumas peculiaridades, dentre as quais está o fato de o nome empresarial ser o mesmo nome do empresário (que pode ser abreviado, exceto o último sobrenome e você pode incluir alguma palavra que conste na CNAE da empresa).

Outro ponto é que as eventuais dívidas podem ser garantidas pelo seu patrimônio pessoal, ou seja,o patrimônio do empresário, se mistura com o da empresa. Além disso, a atividade tem que ser desempenhada por ele, embora seja permitido contar com funcionários que ajudem na sua execução.

EIRELI

EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), é uma natureza jurídica com requisitos mais específicos, sendo uma opção para quem deseja atuar sozinho e sem participação de sócios.

No entanto, como exigência, era obrigatório o investimento com capital social relativamente elevado, que fosse equivalente a, no mínimo, cem salários-mínimos vigentes. Por outro lado, esse poderia ser um aspecto positivo, especialmente na proteção dos bens pessoais, pois o patrimônio do dono ficava separado do empresarial. 

Recentemente essa natureza jurídica foi extinta, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Sociedade Simples 

A natureza jurídica de Sociedade Simples tem características bastante específicas e é mais voltada para empresas prestadoras de serviços, que são formadas por dois ou mais sócios do mesmo ramo. Via de regra, é uma escolha comum para profissionais de formação técnica, como cooperativas de médicos, dentistas, contadores e assim por diante.

Além disso, os próprios sócios exercem a atividade para qual a sociedade se dedica, e podem ingressar diretamente com a prestação de serviço, sem demandar capital em bens ou contribuição financeira.

Sociedade Empresária Limitada

LTDA é mais uma sigla bastante recorrente no mundo empresarial e quer dizer Limitada. Trata-se de uma natureza jurídica na qual a responsabilidade dos sócios é, como o próprio nome já diz, limitada às suas cotas de participação. Na prática, isso quer dizer que o patrimônio pessoal não se mistura ao empresarial. 

A constituição deve ser feita por duas ou mais pessoas, que definirão o capital social coerente com as atividades desenvolvidas.

Sociedade Limitada Unipessoal 

A SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) foi criada para empresas que possuem somente um sócio e possui a vantagem do patrimônio pessoal não se misturar ao da empresa. Além disso, outro ponto é que diferente da extinta EIRELI, o capital social exigido não possui um alto valor. 

 Sociedade Anônima

As sociedades anônimas, também conhecidas pela famosa sigla S/A, é um tipo de natureza jurídica que não atua com sócios e cotas, mas sim acionistas e ações. É uma opção para quem deseja uma empresa em sintonia com o mercado financeiro, pois é permitido que se vendam e comprem ativos da instituição livremente.

Por isso, esse acaba sendo o regime de escolha de muitas grandes corporações, por exemplo. Existem duas modalidades dentro das sociedades anônimas: as de capital aberto, estão disponíveis na bolsa de valores, e as de capital fechado, nas quais as transações são exclusivas apenas para quem for “convidado” ou então para os acionistas já envolvidos.

Qual a importância de escolher a natureza jurídica adequada?

A escolha da natureza jurídica adequada é imprescindível para evitar problemas com órgãos públicos, além de ser essencial para uma boa administração financeira e tributária. É por meio da natureza selecionada que serão estipuladas as regras e obrigações, bem como os direitos e deveres do empreendedor e da empresa.

No entanto, você precisará considerar os objetivos, quadro societário, capital social mínimo e diversos outros pontos para formalizar o seu negócio. Nesse contexto, o apoio de um serviço de contabilidade pode ser fundamental, de forma a se manter em sintonia com a legislação brasileira e fazer o enquadramento correto para as suas necessidades.

Como você pôde ver, a escolha da natureza jurídica adequada é algo indispensável, que vai impactar na sua gestão e no seu orçamento e também nas exigências públicas que serão feitas ao seu empreendimento. 

Gostou de aprender o que é natureza jurídica? Quer aumentar os seus conhecimentos? Então, não deixe de conferir nosso outro conteúdo “Como abrir uma empresa: o guia completo para se tornar um empreendedor”!

alterar cnae mei

Precisa alterar a CNAE do seu MEI? Aprenda como!

Você sabia que ao abrir uma microempresa individual você não precisa se manter no mesmo ramo enquanto ela estiver funcionando? É possível alterar a CNAE do MEI mantendo o mesmo CNPJ, ou seja, sem a necessidade de fechar uma empresa para abrir outra.

Essa é uma ação que facilita bastante a vida do microempreendedor que deseja começar a atuar em outro segmento, ou acrescentar atividades em seu MEI. Também é muito importante manter essas atividades regularizadas.

Se você está precisando fazer essa alteração, vai gostar de saber que o processo é muito fácil. É possível realizá-lo pela internet e nem sempre é necessário buscar a ajuda de especialistas. Para simplificar ainda mais, preparamos este conteúdo com um passo a passo mostrando como você pode fazer a alteração da CNAE do seu MEI. Acompanhe!

O que é CNAE?

Uma das principais informações que precisam ser fornecidas no cadastro de uma microempresa individual é a área de atuação, ou seja, a CNAE. Essa sigla significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

A CNAE é um código que contém sete dígitos. Ela indica qual é o ramo de atuação do microempreendedor individual, no entanto, não é uma classificação exclusiva para esse tipo de negócio. Categoriza, também, empresas maiores, privadas e públicas, profissionais autônomos e organizações sem fins lucrativos.

Qual a diferença entre CNAE e código de serviço?

É importante não confundir a CNAE com o código de serviço. Como você viu, a CNAE é um tipo de classificação que indica qual é o ramo de atuação de uma determinada empresa; quanto ao código do serviço, ele tem relação com as notas fiscais que são emitidas de acordo com os serviços que foram prestados.

Quando o MEI prestar um serviço, ele precisa fazer a emissão da nota declarando nela qual atividade ele exerceu. Então, ele utiliza o código de serviço indicado pela prefeitura para manter a regularidade das atividades e das notas.

É possível alterar a CNAE?

Pode acontecer de o microempreendedor decidir mudar o seu foco principal de atuação, seja para buscar melhores oportunidades ou por ter escolhido uma atividade errada na hora de abrir a sua empresa.

Em ambos os casos não existe necessidade de baixar um CNPJ para abrir outro com a CNAE correta. É possível manter esse número de registro da empresa e fazer a alteração apenas da atividade principal que ela exerce.

Essa é uma ação bastante simples que requer apenas um ajuste no cadastro do MEI. Inclusive, ele pode acrescentar outras CNAEs se assim desejar. Isso porque na abertura do MEI precisamos definir uma atividade principal, que será aquela que constará na maioria das notas.

Além da possibilidade de alterar a atividade do MEI, é possível ter CNAEs secundárias. Elas são referentes a serviços prestados de forma ocasional e que servem como apoio para as atividades exercidas pela empresa.

Caso a empresa já tenha várias atividades atreladas ao seu CNPJ, pode, por exemplo, alterar a CNAE do MEI colocando uma secundária no lugar da principal. São pequenas adequações feitas no cadastro que possibilitam a regularização dos serviços oferecidos.

Da mesma forma como podemos adicionar atividades, é possível retirar algumas do cadastro. Isso pode acontecer quando elas estão inadequadas e não se relacionam com a atividade principal, por exemplo.

Como alterar a CNAE passo a passo?

Como você viu, é possível alterar a CNAE do MEI de diferentes formas. Podemos mudar o ramo de atuação da empresa, definir uma nova atividade principal entre aquelas já selecionadas, acrescentar novas atividades ao CNPJ ou retirar aquelas que não serão mais utilizadas.

O processo para fazer essas alterações é o mesmo. A seguir, criamos um passo a passo simples para que você possa fazer essa mudança em sua empresa.

Passo 1

Para alterar a CNAE do MEI, primeiro você precisa acessar os dados cadastrais da sua empresa entrando na plataforma gov.br e clicar em “Solicitar”. Para acessar o sistema você precisará colocar o seu login e senha, e logo após informar o código do Simples Nacional.

Passo 2

Confira os seus dados e faça as mudanças que deseja. Você vai estar dentro do cadastro do MEI, então, também é possível alterar o nome fantasia, o telefone, endereço e uma série de outras informações.

Passo 3

Quando chegar à lista de atividades, basta procurar aquela que deseja acrescentar como sua atividade principal. Você verá uma pequena lista com as CNAEs que já estão atreladas ao CNPJ e ali pode excluir aquelas que não deseja mais.

Passo 4

Depois que já tiver inserido ou excluído todas as CNAEs que deseja, basta salvar os dados cadastrais e imprimir o seu certificado atualizado. Para imprimir o CNPJ é preciso entrar no site da Receita Federal.

Não se esqueça de que, ao alterar sua atividade principal, pode ser que o código de serviço que você usa em suas notas fiscais deva ser alterado. Como dito, vai depender do município no qual você tem o MEI aberto.

Sendo assim, é importante entrar em contato com a prefeitura no setor que dá suporte para o microempreendedor, informar a situação e esclarecer as dúvidas, se é possível manter o código que já foi registrado ou se haverá necessidade de alterá-lo também.

Caso seja necessário fazer essa alteração, a prefeitura vai informar quais são os trâmites para fazer essa mudança. Haverá alguns documentos que precisam ser preenchidos e levados até o setor responsável, para alterar o seu cadastro na plataforma que faz a emissão das notas fiscais eletrônicas.

Como você pode ver, alterar a CNAE do MEI não é um processo tão complexo, inclusive porque pode ser feito pela internet. No entanto, se você tiver dúvidas, dificuldades ou não sentir segurança para realizar essa ação por conta própria, procure o auxílio de um escritório de contabilidade.

Vale conversar com um especialista para ajudar na identificação da CNAE mais adequada para a atividade que você quer exercer. Assim, pode fazer a sua inscrição municipal e o seu cadastro na nota fiscal eletrônica de forma definitiva, sem a necessidade de novas mudanças.

Lembrando que todo esse processo de alterar a CNAE do MEI pode ser feito pelo contador, sem que você tenha nenhuma preocupação com isso. Ter esse suporte é uma segurança a mais para que tudo seja feito do jeito certo, e a sua empresa esteja totalmente regularizada para a Receita Federal e a prefeitura do seu município.

Contar com um especialista em contabilidade é muito importante porque existem outros detalhes que exigem atenção. Veja como esse serviço pode ajudar o seu negócio.

Agora que você já sabe como é fácil realizar a alteração da CNAE, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro dessas e outras novidades sobre empreendedorismo, contabilidade e tecnologia!

principais tipos de empresa

Conheça os principais tipos de empresa antes de abrir seu negócio

Pensando em abrir uma empresa? Antes de tudo, é fundamental entender os principais tipos e enquadramentos aceitos pela legislação brasileira a fim de evitar eventuais problemas com o fisco.

No texto de hoje preparamos um guia introdutório para quem quer começar sua jornada de empreendedorismo com o pé direito. Confira agora!

Quais são os tipos de empresa existentes no Brasil?

Hoje, no Brasil, existem seis principais naturezas jurídicas para empresas: elas variam não apenas no tipo societário, mas também nas exigências e normas que regem seu funcionamento. Abaixo você confere as principais informações sobre cada tipo de empresa.

MEI

Um dos portes mais buscados nos últimos anos, o MEI, ou Microempreendedor Individual, é o modelo empresarial feito sob medida para pessoas que trabalham por conta própria e precisam do CNPJ. Um dos fatores que tornam esse modelo tão atrativo é que o imposto possui um valor fixo mensal, de acordo com o segmento da empresa, visto que há isenção de tributos federais, como Imposto de Renda (IR) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por exemplo.

O MEI, porém, possui algumas limitações. Por ser voltado justamente para microempreendedores, esse tipo de empresa prevê um limite de faturamento anual, e existem também limitações em relação à quantidade de funcionários permitidos e para os tipos de atividade exercidas.

Empresário Individual

Como o próprio nome indica, o Empresário Individual (EI) é um tipo de natureza jurídica que assume um único proprietário, sem admitir a presença de sócios. Nesse modelo, os bens pessoais do empresário não se diferenciam dos bens da empresa aberta, podendo ser usados para sanar eventuais dívidas.

Diferentemente do MEI, o EI tem muito mais flexibilidade tanto na contratação de funcionários quanto no seu faturamento.

Sociedade Empresária Limitada

A Sociedade Empresária Limitada é um dos modelos mais populares no Brasil e garante ao titular a possibilidade de incluir um ou mais sócios sem que seus bens pessoais se misturem aos da empresa. Assim, além de terem sua participação definida pelo montante investido, nenhum dos associados seria financeiramente responsabilizado em caso de complicações financeiras na empresa.

Sociedade Simples

A Sociedade Simples, constituída por duas ou mais pessoas, volta-se para atividades não empresariais de prestação de serviço que se enquadrem em natureza intelectual ou cooperativa, como médicos, dentistas, advogados etc.

Nessa modalidade, os próprios sócios exercem a atividade para qual a sociedade se dedica, e podem ingressar diretamente com a prestação de serviço, sem demandar capital em bens ou contribuição financeira.

Sociedade Anônima

Na Sociedade Anônima (S.A) os sócios, conhecidos como acionistas, têm sua responsabilidade definida pela quantidade de ações que possuem na empresa e, assim como em outras modalidades de sociedade, na Sociedade Anônima os acionistas têm o patrimônio pessoal separado do patrimônio da empresa.

Nesse modelo, inclusive, é possível ter uma empresa tanto de capital aberto quanto de capital fechado, ou seja, uma empresa que vende, ou não, suas ações na bolsa de valores.

Sociedade Limitada Unipessoal

Na SLU não há a obrigatoriedade de haver sócios no quadro da empresa, garantindo a separação entre o patrimônio do empreendedor e do negócio. A vantagem desta natureza jurídica é que o capital social mínimo exigido é de R$1 mil reais.

Quais os principais portes?

Agora que você conhece os principais tipos de empresa, é importante entender também as variações de porte reconhecidas no Brasil. O porte, como o próprio nome indica, é um termo utilizado para referenciar o tamanho do negócio com base ou no faturamento anual, ou no número de colaboradores contratados, a depender do órgão considerado na classificação.

Microempreendedor Individual: Atualmente o MEI tem um limite anual de faturamento de R$81 mil reais e pode ter somente um colaborador contratado na empresa;

Microempresa: O faturamento anual máximo para esse modelo é de R$360 mil reais e permite até 20 colaboradores;

Empresa de Pequeno Porte: Para essa modalidade o faturamento máximo é de R$4,8 milhões, podendo ter até 100 colaboradores;

Empresa de Médio Porte: O faturamento não pode passar de R$300 milhões, devendo também ser superior a R$4,8 milhões anuais. A quantidade de colaboradores permitida depende do segmento da empresa e varia de 50 a 499 colaboradores permitidos;

Empresa de Grande Porte: Para este porte, o faturamento anual bruto deve ser maior do que R$300 milhões. Caso desenvolva atividades comerciais ou de prestação de serviços, esse porte admite mais de 100 colaboradores contratados. Já se a empresa voltar para atividades industriais, o número admitido passa a ser de pelo menos 500 colaboradores.

Agora que você já sabe os principais portes e suas definições, à frente iremos detalhar os regimes tributários existentes no Brasil.

3. Quais os regimes tributários?

Os regimes tributários trazem um conjunto de normas e leis que indicam os principais tributos devidos ao Governo por uma empresa. Esse índice varia, principalmente, com a arrecadação anual do negócio e, no Brasil, são três:

Lucro Presumido: Indicado para empresas que faturam até R$78 milhões de reais por ano, variando sua alíquota de acordo com o segmento que a empresa exerce. Aqui, o cálculo do tributo é feito com base na presunção do lucro da empresa dentro de seu faturamento bruto anual.

Lucro Real: Obrigatório para alguns negócios como instituições bancárias e cooperativas de crédito, por exemplo, o Lucro Real se vale do lucro líquido da empresa como base de cálculo para o Imposto de Renda da empresa.

Simples Nacional: Com alíquotas que variam, essa opção visa simplificar o processo de pagamentos de tributo, unificando os impostos em uma única guia, e costuma ser a mais indicada para empresas com faturamento de até R$4,8 milhões de reais ao ano.

4. Qual o melhor tipo de empresa para abrir?

Agora que você já conhece os principais tipos de empresas, portes e regimes tributários do Brasil fica fácil responder: o melhor tipo de empresa depende de uma análise cuidadosa da estrutura de negócios pretendida, juntamente com esses três fatores que apresentamos hoje.

Contar com a ajuda de um profissional de contabilidade é essencial nesse momento, já que o enquadramento errado traz risco de pagamento de impostos muito mais caros e a perda de algumas vantagens que certos enquadramentos trazem para seu tipo de negócio.

Ficou interessado? Aproveite então para conferir nosso conteúdo sobre como abrir uma empresa e conheça os primeiros passos na sua jornada de empreendedorismo!