Obrigações acessórias: entenda quais são e qual sua importância

Obrigações acessórias: entenda quais são e qual sua importância

Manter uma empresa regularizada é fundamental para que ela possa manter suas atividades. Mas, para isso, é preciso cumprir uma série de exigências legais e tributárias. Entre as tributárias, há dois tipos de obrigações: acessórias e principais.

No entanto, muitos empreendedores e gestores ainda têm muitas dúvidas com relação a elas. Se esse também é o seu caso, não se preocupe. A gente preparou este conteúdo completo para explicar tudo o que você precisa saber. Acompanhe!

O que são obrigações acessórias?

Também chamadas de declarações acessórias, são documentos que devem ser entregues mensalmente, trimestralmente ou anualmente ao Governo. Vale lembrar que há obrigações acessórias tanto da esfera federal quanto das estadual e municipal.

Como o próprio nome sugere, são declarações auxiliares exigidas pelas autoridades para que obtenham informações referentes às operações da empresa. Ou seja, são relatórios (eletrônicos, em sua maioria) com dados importantes e que foram utilizados para apurar os impostos, encargos e contribuições do negócio, que constituem a obrigação principal.

É importante ressaltar que os tipos e a quantidade de obrigações acessórias variam de acordo com o tipo de atividade e regime tributário de cada empresa.

Qual a diferença entre obrigações acessórias e principais?

Como citamos no início, há dois tipos de obrigações que uma empresa precisa cumprir: acessórias e principais. Entender a diferença entre elas é bastante simples. Obrigações principais são aquelas que tem como  objetivo o pagamento de algum tributo, como impostos, taxas, contribuições,  entre outros.

Um bom exemplo é o pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), entre outras.

Por sua vez, as obrigações acessórias são relatórios fornecidos ao Governo para ajudar na fiscalização, ou seja, para comprovar que sua empresa está cumprindo com todas as regras fiscais que sua atividade exige.

O não cumprimento das obrigações acessórias dentro do prazo correto podem gerar multas (obrigações principais) e, em alguns casos, problemas ainda mais graves para a sua empresa. Para evitar que isso aconteça, é extremamente importante fazer uma boa gestão contábil.

Quais são as obrigações acessórias?

Nós comentamos que as obrigações acessórias variam de acordo com o regime tributário de cada empresa. Contudo, algumas são comuns a todos eles. São elas:

  • EFD ICMS/IPI — Escrituração Fiscal Digital, conhecida como SPED Fiscal, que contém as escriturações dos documentos fiscais, registros e apuração dos impostos;
  • SEFIP/GFIP — Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, que origina a GFIP, que é a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
  • CAGED — Cadastro Geral de Empregados e Desempregados;
  • ECD — Escrituração Contábil Digital (obrigatória para empresas do Lucro Real e Lucro Presumido. Já para empresas do Simples Nacional, sua entrega é facultativa);
  • ECF — Escrituração Contábil Fiscal;
  • DIRF — Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte;
  • RAIS — Relação Anual de Informações Sociais.

No entanto, algumas obrigações acessórias são obrigatórias apenas para alguns regimes tributários. A seguir, confira quais são elas.

Simples Nacional

Voltado para empresas de pequeno e médio porte, a guia do Simples Nacional compreende o recolhimento dos seguintes impostos: PIS, COFINS, CSLL, IRPJ, CPP, entre outros. Além disso, é preciso cumprir as seguintes obrigações acessórias:

  • DEFIS — a Declaração de Informações Econômicas e Fiscais tem como objetivo a declaração das despesas ao longo do ano, distribuição societária dos sócios, quantidade de empregados no período, entre outros. Seu prazo de entrega é até o dia 31 de março de cada ano subsequente;
  • DAS — o Documento de Arrecadação do Simples Nacional é o imposto calculado mensalmente sobre o faturamento do seu negócio. Se a empresa não teve movimento no mês, fica isenta do pagamento deste imposto;
  • DIRF — a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte deve ser enviado mensalmente pelas empresas que fazem a retenção do IRRF, e refere-se aos rendimentos pagos a pessoas físicas;
  • DESTDA — a Declaração de Substituição Tributária Diferencial de Alíquotas e Antecipação é uma obrigação mensal para o recolhimento de ICMS (Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços).

Lucro Presumido

As empresas enquadradas no Lucro Presumido contam com uma quantidade maior de obrigações acessórias, que variam conforme a atividade de cada empresa. Além da Escrituração Fiscal Digital (EFD), SPED Fiscal, Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF), Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), há as seguintes obrigações:

  • DES — a Declaração Eletrônica de Serviços deve ser feita por empresas prestadoras de serviço e entregue ao órgão municipal. Por não ser uma obrigação federal nem estadual, é preciso informar-se junto à prefeitura se ela deve ser feita. Afinal, algumas não exigem sua declaração. Seu objetivo é demonstrar todos os serviços que foram prestados no período de um mês.
  • DCTF — a Declaração de Débitos Tributários Federais é uma declaração de competência da União. Deve ser emitida anualmente com a relação de todos os tributos recolhidos no exercício anual anterior;
  • EFD Contribuições — a Escrituração Fiscal Digital Incidentes sobre a Receita é de natureza federal e faz parte do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Seu objetivo é declarar as contribuições para o PIS/Pasep, Cofins e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta. Desse modo, inclui empresas de comércio, serviços e indústrias;
  • GIA Estadual — a Guia de Informações e Apuração Estadual consiste no envio de dados sobre a apuração e recolhimento do ICMS pelas empresas. Porém, somente as empresas com inscrição estadual é que tem a obrigação de enviá-la;
  • GIA — a Guia de Informações e Apuração de Substituição Tributária corresponde à apuração do recolhimento do ICMS-ST. Desse modo, somente as empresas que vendem produtos correspondentes aos regimes de Substituição Tributária é que estão sujeitas à sua emissão;
  • LFE — o Livro Fiscal Eletrônico contempla somente as empresas que estão situadas no Distrito Federal e serve para comprovar o recolhimento do ICMS ou ISS;
  • SISCOSERV — trata-se do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. Essa obrigação se refere aos serviços de importação e exportação. Portanto, só se destina a empresas que trabalham com esse tipo de atividade.

Lucro Real

Empresas do regime tributário Lucro Real também contam com obrigações acessórias. Além da DES, GIA, DCTF e EFD, há as seguintes:

  • Sintegra — Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços, que deve ser pago por empresas com recolhimento do ICMS e que utilizam o PED (Processamento Eletrônico de Dados) para emissão dos documentos fiscais;
  • EFD ICMS/IPI —substitui a escrituração de livros físicos, como Registro de Apuração do IPI, Registro de Entradas de Inventário, Registro de Apuração do ICMS, entre outros;
  • SEFIP/GFIP — sistema de recolhimento do FGTS junto à Previdência Social;
  • CAGED — para informações admissões e demissões de funcionários CLT;
  • ECD — Escrituração Contábil Digital;
  • ECF — Escrituração Contábil Fiscal;
  • DIRF — Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte;
  • RAIS — Relação Anual de Informações Sociais.

Como você viu, há diversas obrigações acessórias cujo envio é obrigatório de acordo com o regime tributário da sua empresa, e a não emissão desses relatórios pode causar grandes transtornos e até multas para o seu negócio. Portanto, o ideal é contar com um escritório de contabilidade de confiança para fazer a gestão contábil do seu empreendimento.

A Contabilivre é um escritório de contabilidade online que cuida de toda parte contábil e fiscal de sua empresa sem burocracia. Além disso, oferece um atendimento eficiente e humanizado, com uma plataforma totalmente intuitiva, desenvolvida para otimizar e descomplicar as rotinas de sua empresa.

Então, entre em contato com a Contabilivre e saiba como podemos ajudar a manter sua empresa em dia com as obrigações!

Empreendedorismo digital: o que é e por que pode ser uma boa para você

Empreendedorismo digital: o que é e por que pode ser uma boa para você

O empreendedorismo digital é um modelo de negócio que utiliza os meios virtuais para comercializar serviços e produtos. Boa parte das atividades nesse meio, desde a criação até a manutenção, requer apenas um dispositivo móvel com acesso à internet. 

Para iniciar nesse ramo, é preciso ter certas habilidades e entender minimamente de algumas ferramentas virtuais. Também é importante desenvolver conhecimentos gerenciais e financeiros, e se manter atualizado das tendências do mercado. 

Acompanhe a seguir e entenda o que é e por que o empreendedorismo digital pode ser uma boa opção para você! 

Entenda o que é empreendedorismo digital 

Empreendedorismo digital consiste em um formato de negócio que funciona de maneira 100% online. O empreendedor, portanto, utiliza o ambiente virtual para desenvolver todas as atividades. Geralmente, não há necessidade de ter uma estrutura física complexa para iniciar o trabalho, no entanto, é interessante realizar um pequeno investimento para ter mais chances de sucesso. 

E-commerce, marketplace, cursos, blog e serviços online, são ótimos exemplos de empreendimentos digitais. Com o acesso à internet cada vez mais simples e a ampliação das possibilidades de atuação, esse ramo surge como uma forte tendência. 

Isso porque o espaço virtual oferece cada vez mais recursos para que qualquer negócio consiga ser executado sendo reconhecido como uma marca. A atividade, no entanto, precisa ser iniciada com um bom planejamento para que o profissional tenha mais chances de lucros. 

Além disso, é fundamental ter uma boa noção do mercado em que você pretende atuar, além de referências de outros empreendedores. Também é necessário ter em mente que a realidade virtual funciona de uma maneira diferenciada da física, interferindo diretamente no modo como as pessoas se comportam e adquirem bens. 

Saiba o que é necessário para iniciar um negócio digital 

O negócio digital pode ser tanto uma loja online quanto a criação de um perfil em alguma rede social. Atualmente, o leque de possibilidades para quem deseja seguir esse caminho é muito amplo. Para começar o empreendimento, não é necessário investir muito. 

Boa parte dos empreendedores, no entanto, apostam recursos em campanhas de divulgação e marketing digital. A princípio, você precisará apenas de um computador com acesso à internet para começar. Mas além do equipamento, também é interessante desenvolver algumas características para se diferenciar da concorrência. 

Antes de tudo, é essencial fazer pesquisas sobre o mercado e como os consumidores se comportam no ambiente digital. Com isso, fica mais simples escolher um nicho de atuação e desenvolver soluções para as necessidades e demandas de seus possíveis clientes. 

Da mesma forma, é necessário se manter sempre atualizado e ficar por dentro de tudo o que acontece em relação à inovação do mundo virtual. Uma dica é acompanhar notícias, publicações, livros e blogs informativos, além de fazer cursos online ou presenciais. 

Para conseguir monetizar, ainda é preciso buscar maneiras de gerar renda para que o seu negócio seja autossustentável. Você deve pensar sobre os valores dos serviços e produtos, como será a política de troca e devolução, qual o montante suficiente para cobrir todos os gastos, entre outros. 

Veja quais são as principais vantagens de empreender digitalmente 

São inúmeras as vantagens de empreender no meio digital. A principal é que você pode gerenciar o seu negócio de qualquer local, desde que tenha acesso à internet. Com essa mobilidade, você pode passar mais tempo com a família e ter horários mais flexíveis. 

Mesmo assim, no início do trabalho será preciso se dedicar bastante para conquistar o seu espaço no mercado. Ao se tornar um empreendedor digital, você define quais são os períodos ideais para desenvolver as atividades. Além disso, você economizará com o aluguel de um espaço e todas as despesas fixas que envolvem um estabelecimento físico, como contas de água e energia, por exemplo.

Outra vantagem bacana de um empreendimento digital é a facilidade em atingir uma grande quantidade de pessoas. Enquanto um negócio físico tem a atuação limitada por barreiras geográficas e de mobilidade, no ambiente virtual, basta uma boa estratégia de marketing para chegar a diversas partes do país e do mundo. 

Mais um diferencial é que é mais simples escalar um negócio online, ou seja, aumentar o volume de produção e de vendas, sem necessariamente aumentar os investimentos e o custo fixo. Mesmo com todos esses benefícios, isso não quer dizer que você vai trabalhar o dia inteiro, até mesmo porque ninguém é produtivo o tempo todo. 

Confira dicas e exemplos de empreendedorismo digital para se inspirar 

Existem diversas formas e possibilidades de atuação para quem deseja abrir um negócio online, inclusive há opções para quem não tem nenhuma experiência com vendas na internet. 

Os e-commerces, por exemplo, oferecem produtos físicos a diversos compradores. Esse é um mercado em grande expansão no Brasil e no mundo. Os programas de afiliados, da mesma forma, possibilitam que os empreendedores ganhem comissões por cada venda realizada. 

A produção de conteúdo também é uma área que vem crescendo a cada ano. Nela, os profissionais são responsáveis por criar textos, vídeos, infográficos, e-books, entre outros materiais ricos para empresas de diversos segmentos. 

Igualmente, a profissão como influenciador está em alta atualmente, já que não existem limites de atuação. Para seguir nesse ramo, basta criar um canal em alguma rede, como YouTube e Instagram, e fazer parcerias com marcas que têm a meta de aumentar sua audiência. 

Além dessas alternativas, você também pode monetizar um canal próprio e ganhar dinheiro de acordo com a quantidade de visualizações em seus vídeos ou, até mesmo, pela exibição de anúncios.

Por fim…

O importante é ter em mente que existem diversas ferramentas e estratégias que podem ajudar significativamente o seu crescimento. Assim como em um empreendimento físico, é necessário bastante preparo e planejamento para começar a ter um retorno das ações. 

O mercado no ramo do empreendedorismo digital é, de fato, bastante promissor. Independentemente do setor escolhido para iniciar o seu negócio, você tem grandes chances de ter sucesso. Mas lembre-se que, para alcançar bons resultados, é necessário se manter sempre atualizado e acompanhar as mudanças da área. 

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Lucratividade e rentabilidade: entenda as principais diferenças

Lucratividade e rentabilidade: entenda as principais

Lucratividade e rentabilidade parecem sinônimos, no entanto, são conceitos diferentes e uma análise que trata os termos como se fossem a mesma coisa é falha.

Seja em relação a planejamento, execução ou análise de resultados, o ideal é considerar a particularidade de cada termo para uma gestão detalhada e mais precisa.

Pensando nisso, desenvolvemos este artigo, onde iremos mostrar  as  principais diferenças destes dois indicadores de desempenho e seus conceitos. Confira!

O que é lucratividade?

A lucratividade é uma métrica fundamental para demonstrar a saúde financeira de um negócio. Ou seja, um KPI (Key Performance Indicator ou índice chave de desempenho ) medido pelo ROS (Return On Sales ou retorno sobre as vendas).

O ponto central da lucratividade está na relação entre lucro líquido e vendas em percentual. O objetivo é demonstrar os valores disponíveis para cobrir custos e gerar lucros para a empresa.

O que é lucro?

Para um melhor entendimento da lucratividade, é bom que você entenda que o lucro é o valor final da receita menos os tributos e gastos, podendo ser subdividido em duas categorias:

  • lucro bruto: que é a receita total menos os custos variáveis;
  • lucro líquido: que é a receita total menos o custo total.

Para que serve a lucratividade?

A principal função da lucratividade é auxiliar o gestor na mensuração do esforço para realizar vendas. Nesse caminho, é possível identificar se custos fixos e variáveis estão com boa margem e comparar os resultados com a concorrência.

Além disso, uma análise sobre a lucratividade do negócio contribui para o processo de precificação de produtos, auxiliando o gestor em vendas sazonais e mensuração de médias mensais.

O que é rentabilidade?

Por outro lado, a função da rentabilidade é mostrar o retorno obtido por um negócio. Então, é provável que uma empresa seja lucrativa, mas não seja rentável.

Quais os principais índices de rentabilidade?

A rentabilidade é essencial para mensurar o potencial de retorno de um negócio para o empreendedor. Veja a partir de agora os 3 principais índices utilizados.

ROI – Retorno sobre o Investimento 

A função do ROI é medir o retorno sobre o investimento de um negócio. É o principal indicador que demonstra a rentabilidade. É encontrado o valor investido e comparado com os ganhos.

EBTIDA 

A sigla em português significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização” e é um índice muito utilizado para avaliar organizações em relação a resultados, empréstimos, juros e outros itens no sentido de identificar se um projeto é rentável ou não.

ROE – Retorno sobre o Patrimônio Líquido 

Por último, o índice ROE mostra o retorno sobre o patrimônio líquido da organização. Esse é mais um índice fundamental para a rentabilidade, pois analisa valores do DRE e mostra resultados de um negócio.

Quais as principais diferenças entre lucratividade e rentabilidade?

Após conhecermos melhor lucratividade e rentabilidade, podemos elencar com mais clareza os seus principais pontos de diferença. Entenda como muda a avaliação.

Em relação à base

Entenda que a função da lucratividade é fazer uma comparação entre lucro final e faturamento. Por outro lado, a rentabilidade faz comparação entre lucro final e investimentos iniciais.

A abrangência da lucratividade está focada em cálculos sobre custos, preços, competitividade e receita, sinalizando se os resultados desses itens são bons ou ruins.

Por sua vez, a rentabilidade tem a função de medir a capacidade de um projeto como um todo. A função da rentabilidade é mostrar na prática que nem sempre um produto vendável e altamente lucrativo será necessariamente rentável no final. Entenda agora os principais cenários de diferenciação entre lucratividade e rentabilidade.

Quando um produto é lucrativo, mas não é rentável?

Um gasto exorbitante em estrutura de negócio reflete bem essa situação, ou seja, não adianta encontrar uma alternativa muito lucrativa, se ela precisa de uma base cara para implementar, entende?

Quando um produto é rentável, mas não é lucrativo?

Inverso da situação anterior, imagine uma infraestrutura acessível e barata, porém com um produto de margem baixíssima de lucros. É algo que tende a não funcionar.

Quando um produto é rentável e lucrativo?

Esse cenário é o ideal para qualquer negócio. Ou seja, é quando você encontra um produto altamente lucrativo e sem necessidade de um investimento inicial muito caro ou desproporcional.

Avaliando estes cenários acima, podemos perceber que os dois indicadores estão relacionados, contudo, possuem aspectos diferentes. É superimportante que os gestores saibam realizar o cálculo destes dois indicadores, pois com ele conseguirá fazer análises e direcionar estratégias de acordo com a necessidade da empresa. Vejamos mais a seguir.

Em relação aos cálculos

A diferenciação destes dois indicadores se transfere também para as formas de cálculo, que utilizam bases diferentes. Veja a partir de agora como funcionam esses cálculos para lucratividade e rentabilidade.

Lucratividade (%) = Lucro Líquido / Receita Bruta x 100

A função da lucratividade é medir a porcentagem de lucros do negócio. O lucro líquido é formado pelo lucro bruto menos os custos e despesas fixas. E a Receita Bruta é baseada na soma de todos os recebimentos da empresa sem os descontos.

Em um exemplo hipotético, um monitor de PC é vendido a R$400 reais, deduzidos desse valor R$50 reais de impostos e R$150 reais de custo pela compra. Nesse caso, o seu lucro estará na casa de 50% do valor de revenda, sendo um lucro líquido de R$200 reais. Simulando a venda de 10 monitores em um mês, calculamos que:

Lucratividade (%) = Lucro Líquido / Receita Bruta x 100

Lucratividade (%) = R$ 2.000,00 / R$ 4.000,00 x 100

Lucratividade (%) = 0,5 x 100

Lucratividade (%) = 50%

Rentabilidade (%) = Lucro Líquido / Investimentos x 100

Por outro lado, a rentabilidade refere-se a um retorno que o produto gera para o negócio, como vimos ao longo do artigo. Sobre o lucro líquido, já explicamos no conceito anterior. Então resta o investimento que totaliza o montante investido em início de negócios.

Podemos continuar no mesmo exemplo dos monitores e vamos acrescentar a informação da necessidade de um aluguel de sala para armazenar os aparelhos, custando  R$1.000 reais. Nesse caso, temos que:

Rentabilidade (%) = Lucro Líquido / Investimentos x 100

Rentabilidade (%) = R$ 2.000,00 / R$ 1.000 x 100

Rentabilidade (%) = 2 x 100

Rentabilidade (%) = 200%

Finalmente, podemos dizer que a rentabilidade foi positiva, já que para cada 1 real investido, houve retorno de 2 reais no montante final. Então, o negócio foi 100% rentável para a empresa.

Por fim…

Percebeu como os dois termos têm diferenças sutis, mas fundamentais na hora de compor uma análise? Entender as particularidades de cada um, é de extrema importância para que sejam tomadas decisões assertivas para o negócio.

Agora que você conheceu melhor sobre lucratividade e rentabilidade e suas principais diferenças, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro dessas e mais novidades sobre empreendedorismo, tributação e contabilidade!

lucratividade e rentabilidade: entenda as principais diferenças
[Novo eSocial: confira as principais mudanças

Novo eSocial: confira as principais mudanças

O eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) é uma das plataformas online mais importantes que os gestores precisam estar atentos em seu dia a dia. Isso porque ele é uma iniciativa do Governo Federal que tem por objetivo unificar as obrigações das empresas como envio de dados dos colaboradores, comunicação de acidentes de trabalho, entre outros pontos.

Em 2022 a plataforma passou por mais uma mudança e os profissionais de RH e outras áreas correlatas que utilizam o eSocial precisam estar em alerta, pois houve muitas alterações na plataforma que podem alterar suas rotinas de trabalho. 

Em razão disso, preparamos esse artigo exclusivo para te informar sobre as principais mudanças encontradas no novo eSocial. Confira a seguir!

A importância do eSocial

A criação do eSocial veio justamente para conseguir integrar uma série de entregas de obrigações da área trabalhista e contábil. Assim, a ideia é trazer maior praticidade para o dia a dia e reduzir a necessidade de comunicar as mesmas informações em plataformas diferentes. Com isso, há processos mais eficientes para os setores de Recursos Humanos  e Contábil.

Algumas das informações que devem ser comunicadas por meio do eSocial são:

  • registro de admissões e demissões;
  • registro de folha de pagamento;
  • formalizar mudanças de horário de trabalho dos colaboradores (por exemplo, quando um funcionário passa do horário diurno para o noturno);
  • comunicação de aviso prévio;
  • registro de reajustes salariais;
  • recolhimento das contribuições patronais e previdenciárias;
  • realização da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF);
  • Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT).

A ideia do novo eSocial é, justamente, simplificar. Por isso, temos a predominância de processos mais flexíveis e modernização das ações. O eSocial novo está disponível para os mais diferentes regimes tributários, entre eles:

Mudanças do novo eSocial

Mas afinal, o que o novo eSocial traz de transformação para as rotinas de RH, medicina do trabalho, contabilidade e outras áreas? Separamos as principais informações a seguir, mas já adiantamos! As novidades são boas para o seu negócio.

Layout novo

A ideia do novo eSocial é simplificar o sistema como um todo. E isso passa, em primeiro lugar, por um novo layout. Agora não é preciso mais inserir uma série de informações que vinham de outros bancos de dados oficiais. 

Com isso, você tem uma plataforma mais intuitiva, atrativa e que permitirá a realização das atividades no dia a dia com maior segurança e minimização de erros que podem acontecer no uso do sistema.

Outro ponto relacionado, também, é que teremos uma versão de aplicativo mobile, que pode auxiliar os profissionais que estão trabalhando de forma remota, potencializando a mobilidade dos responsáveis pelo preenchimento, trazendo maior comodidade para o dia a dia.

Flexibilização das regras

Mas não é apenas no layout que temos uma maior simplificação, sabia? Pois é, a nova era do eSocial permite facilitar etapas do processo de envio de informações. Por exemplo, temos mudanças nas regras de fechamento da folha de pagamento, que influencia algo que faz parte da sua rotina mensal.

Redução no número de eventos

Outro ponto importante do novo eSocial é ter, também, uma redução no número de eventos que obrigatoriamente devem ser comunicados para o Governo Federal. 

A ideia, assim, é reduzir burocracias que existiam anteriormente e, também, evitar duplicidade de informações que circulam em mais de um evento. Ou seja, praticidade para o seu negócio.

Facilitação na prestação de informações

Ainda com o objetivo de reduzir as burocracias obrigatórias, o novo eSocial simplificado também proporciona uma maior facilidade na prestação de informações que são destinadas para cumprimento de obrigações fiscais.

Informações redundantes, por exemplo, são minimizadas. É o caso, por exemplo, do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e RAT (Risco Ambiental do Trabalho). Como as informações aqui já estão em outras bases de dados, não é preciso registrá-las novamente. Isso só deve ser informado quando há algum tipo de alteração importante ou, então, quando há uma demanda judicial para este fim.

Simplificação de determinadas declarações

De modo geral, todos os processos que puderam ser simplificados foram otimizados no novo eSocial. Por exemplo, para identificação do colaborador, você não precisa mais acrescentar o CPF e o NIS: apenas com o primeiro documento é possível acessar os dados dele. Também há facilidade para declaração de remunerações e pagamentos no dia a dia.

Outras informações também deixam de ser obrigatórias, como outros documentos (CTPS, RG, entre outros) e dados de localização do nascimento do colaborador.

As atualizações do novo eSocial já estão disponíveis!

Gostou dessas novidades? O novo eSocial tem uma série de questões importantes que vão ajudar você a ter rotinas mais simplificadas no preenchimento das informações que devem ser passadas para os órgãos governamentais. Ou seja, a ideia é, justamente, trazer maior comodidade para os responsáveis por essas funções na empresa.

Ele é a única versão disponível desde 23 de maio de 2022. Por isso, se você ainda não se adaptou às mudanças, calma! Com o tempo, verá que isso vai tornar sua rotina ainda melhor.

A nova versão do eSocial já está no ar. E, portanto, fique atento para o cronograma para este ano e evite sanções por atraso. Esperamos que este artigo tenha ajudado você nesta trajetória.

Para otimizar ainda mais as funções no seu setor de RH e, assim, conseguir melhores resultados, conte com uma empresa de contabilidade para ajudá-lo e ter mais tempo dedicado para o seu negócio. A Contabilivre ajuda na sua rotina fiscal, com atendimento personalizado e cuidados realizados por profissionais experientes e competentes.

Com isso, você consegue realizar suas atividades sem maiores contratempos, sem riscos de sofrer com sanções por problemas contábeis ao longo do tempo. Por isso, conte conosco para ajudar seu negócio a crescer com segurança. Gostou de saber mais sobre o eSocial? Então acompanhe, em nossas redes sociais, outras dicas importantes para o sucesso do seu negócio na área contábil. Siga nosso perfil no Facebook, Instagram e nosso canal no YouTube.

Balancete Contábil: entenda o que é e como elaborar

Balancete Contábil: entenda o que é e como elaborar

O balancete contábil é um relatório que apresenta todo o patrimônio de uma empresa, como bens, saldo de contas, direitos e obrigações. O documento é fundamental para levantar informações aos gestores, que podem tomar decisões de forma mais embasada de acordo com a realidade do negócio. 

O relatório pode ser feito em diferentes períodos, de forma mensal, semanal, quinzenal ou até mesmo diária, ou seja, de acordo com as necessidades de cada organização. 

Acompanhe a seguir e entenda mais sobre o que é o balancete contábil e como elaborar o documento na empresa!

Saiba o que é balancete contábil 

O balancete contábil é bastante utilizado para verificar a saúde financeira de um negócio. Com o relatório, é possível ter um controle interno de um período específico do empreendimento, com o principal objetivo de identificar os resultados financeiros. 

O documento, portanto, abrange todas as informações contábeis do negócio, oferecendo ainda dados valiosos para instituições, fornecedores e demais parceiros envolvidos com a organização. Com o balancete, por exemplo, é possível avaliar qual foi o desempenho da empresa ao longo do tempo, já que o relatório contabiliza lucros e prejuízos. 

Ele é adotado justamente para manter a gestão orçamentária mais eficiente e equilibrada, apontando erros, omissões, saldos divergentes, entre outras informações essenciais. Uma das grandes finalidades do balancete contábil é informar os gestores sobre o atual cenário do negócio. 

Ou seja, a ideia é identificar se foram feitos gastos excessivos ou até mesmo desnecessários na companhia. Com o balancete, os líderes ainda conseguem perceber se há falhas no gerenciamento financeiro — um aspecto que torna o documento extremamente relevante para o resultado do empreendimento no mercado. 

Entenda qual a importância do balancete contábil para a saúde da empresa 

O balancete contábil é feito para garantir a integridade das contas, por isso, o relatório é fundamental para a saúde do orçamento da empresa. Por meio dele, os gestores podem obter um panorama e demonstrativo de todas as contas com os seus respectivos saldos. 

Além disso, devido às suas características, o documento pode ser emitido em intervalos menores que um balanço patrimonial, por exemplo, o que auxilia significativamente na gestão estratégica do negócio. Inclusive, o balancete contábil pode ser solicitado por bancos e fornecedores que desejam conhecer melhor as finanças de uma companhia antes de conceder financiamentos, empréstimos, entre outros. 

Na prática, o relatório demonstra as contas de ativos, passivos, receitas e despesas, tudo de forma detalhada a partir de qualquer período — funcionando como uma espécie de extrato bancário do empreendimento. Não existe nenhum tipo de obrigação em relação à elaboração e apresentação do balancete, mesmo que o documento seja imprescindível para uma boa tomada de decisão. 

Muitos gestores ainda não utilizam o balancete contábil com frequência, justamente em razão da dificuldade no momento de consultar e interpretar as informações que constam no documento. Até porque, para interpretá-lo, é essencial conhecer os conceitos e saber o que cada um deles significa na rotina prática de um negócio. Além disso, um dos pontos que também geram dúvidas é em relação às diferenças entre o balanço patrimonial e o balancete contábil, que é o que veremos a seguir.  

Descubra a diferença entre balancete contábil e balanço patrimonial 

O balancete contábil é adotado com mais frequência pelos gestores para a realização do balanço patrimonial, que funciona como um espelho da empresa ao final de cada ano. Mesmo que tenham nomes parecidos, esses demonstrativos apresentam algumas diferenças relevantes. 

De acordo com o Código Civil, no artigo 1.179, todas as organizações são obrigadas a preparar um balanço patrimonial de forma anual, com exceção de Microempreendores Individuais (MEI). Mesmo que o balancete contábil não seja obrigatório, o documento tem sua importância, já que representa um demonstrativo essencial para a elaboração do balanço patrimonial. 

Isso porque o balancete contábil permite analisar períodos maiores ou menores — sendo extremamente útil para definir um planejamento estratégico e financeiro de um negócio. Se um gestor precisa descobrir, por exemplo, como está o progresso da empresa após tomar ações e decisões mais recentes, é possível entender o desempenho e os resultados com o balancete. 

Ou seja, o balancete contábil é entendido como uma prévia do balanço patrimonial. Enquanto o balancete é realizado ao longo do ano, na periodicidade desejada pela gestão, o balanço patrimonial representa o encerramento do exercício anual — podendo ser embasado nos dados dos balancetes contábeis elaborados previamente. 

Confira como o relatório é elaborado 

Habitualmente , o balancete contábil é feito por uma contabilidade  especializada, por meio das movimentações financeiras da organização em determinado período. Há uma série de contas e documentos que devem estar presentes no relatório, como ativos, passivos, patrimônio líquido, impostos, obrigações legais, folhas de pagamento, entre outros. 

Com o apoio de um contador, a empresa conta com mais segurança e tranquilidade, tendo a certeza de que o balancete contábil será feito de forma adequada. Para que o demonstrativo realmente cumpra seu propósito, é interessante ter informações precisas do setor contábil e financeiro, como notas fiscais, extratos bancários, comprovantes de pagamento, duplicatas e relatórios de desempenho. 

Mesmo após a elaboração do balancete, a gestão ainda pode ter dúvidas no momento de analisar as informações levantadas. Por isso mesmo, contar com uma empresa especializada é tão importante. Com a Contabilivre, a contabilidade da sua empresa deixa de ser um problema para virar uma solução. 

Aqui, você é atendido por uma equipe de especialistas preparados para esclarecer dúvidas e cuidar do gerenciamento contábil e fiscal da sua empresa. Todo o trabalho é feito por meio de uma plataforma online, intuitiva e de fácil acesso. Nossos especialistas realizam todos os cálculos necessários para a realização de balancetes e balanços patrimoniais anuais. 

A Contabilivre baseia suas soluções em tecnologia e inovação, e já revolucionou a vida de mais de 7 mil empresas, desburocratizando processos, gerando economia, agilidade e demonstrando que é possível fazer todos os serviços de contabilidade de forma totalmente online. 

Por fim…

Tendo os dados levantados pelo balancete contábil, o empreendimento pode avaliar a saúde financeira e os resultados de ações em determinado período. Com base nessas informações, os gestores conseguem traçar estratégias efetivas e desenvolver uma tomada de decisão mais alinhada à realidade atual do negócio. Aproveite a visita e entre em contato com a equipe da Contabilivre para entender como podemos ajudar a sua empresa com as nossas soluções!

Habilidades empresariais: entenda quais você precisa ter para empreender

Habilidades empresariais: entenda quais você precisa ter para empreender

Muitas pessoas decidem abrir a própria empresa para conquistar independência financeira, ter realização pessoal por trabalhar com o que sempre quis e, principalmente, para tirar os sonhos do papel e transformá-los em realidade.

No entanto, para alcançar sucesso no mercado, é fundamental ter algumas habilidades empresariais. Somente dessa forma é possível traçar o caminho correto e ganhar espaço de destaque no cenário competitivo.

Quer saber quais são elas e como desenvolvê-las? Então, continue com a gente até o final deste artigo para entender mais sobre o assunto.

Descubra quais são as habilidades empresariais mais importantes

Quando falamos em habilidades, nos referimos a aspectos que dizem respeito aos hábitos, saberes, características e comportamento dos empreendedores que têm sucesso no mercado.

É importante saber que todos têm capacidade para ter uma carreira de sucesso como dono do próprio negócio. Para isso, basta desenvolver e aprimorar as competências a seguir.

1. Atitude e determinação

Uma das principais capacidades que você deve desenvolver é a de ter atitude e determinação. Afinal, não é possível abrir e gerir um negócio sendo passivo. Do mesmo modo, não adianta ter boas ideias e não colocá-las em prática.

É preciso coragem para ir à luta e dar início a essa nova jornada, sempre buscando meios de obter sucesso e conquistar cada vez mais espaço.

2. Criatividade

Ao contrário do que muitos imaginam, criatividade não é um dom, é uma habilidade que pode ser adquirida e desenvolvida. Pode apostar: todo empreendedor de sucesso tem uma excelente capacidade criativa. Isso porque no dia a dia de todo negócio é preciso inovar e descobrir maneiras novas e melhores para os problemas que, inevitavelmente, surgem.

3. Propósito

Como comentamos no início, muitas pessoas decidem empreender para ter mais flexibilidade de trabalho e independência financeira. No entanto, o principal motivo é a realização de um sonho, que chamamos de propósito. Então, descubra o que o move e lembre-se de que a cada ação tomada, você fica mais perto da conquista.

4. Boa comunicação

Comunicar-se bem é uma das habilidades empresariais mais importantes. Afinal, é preciso saber fazer com que suas ideias sejam compreendidas pelos demais, sejam eles parceiros, clientes, fornecedores ou funcionários.

Uma comunicação clara e, ao mesmo tempo, empática, faz toda a diferença em qualquer ramo. Para saber se você tem essa habilidade, coloque-se no lugar de quem está ouvindo e questione-se se você entenderia a mensagem que deseja passar.

5. Inteligência emocional

Um assunto que está muito em pauta ultimamente, a inteligência emocional é outro aspecto que todo empreendedor deve ter. Ela se refere à forma como lidamos com as emoções. Ou seja, significa identificar o sentimento e, a partir de então, gerenciar as reações que temos diante das situações.

Ao nos conscientizarmos sobre como reagimos aos problemas, podemos identificar padrões negativos e mudar a postura, obtendo um desenvolvimento melhor na vida pessoal e também no papel profissional, como empreendedor.

Isso porque, em uma empresa, sempre haverá momentos desgastantes e de estresse e é preciso agir de maneira inteligente para resolver os problemas da melhor forma.

6. Visão de mercado

Conhecer bem o mercado permite que você tenha um faro mais aguçado. Isto é, ter uma boa visão de mercado faz com que você identifique boas oportunidades para o desenvolvimento do seu negócio.

Além disso, possibilita que você preveja as consequências das suas ações como empreendedor e também dos fatores externos. Dessa forma, você consegue tomar atitudes antecipadamente para minimizar ou, até mesmo, evitar o surgimento de problemas que podem afetar sua empresa.

7. Organização

Empreender requer realizar uma série de tarefas: lidar com fornecedores, clientes, documentações, funcionários, finanças e estratégias para ter uma colocação cada vez melhor. E, para fazer tudo isso com eficiência é fundamental ter organização.

Uma ótima dica é utilizar aplicativos de gestão de tempo. Por meio deles, você conseguirá planejar melhor o seu dia a dia e não se esquecerá de nenhum compromisso. Além disso, também identificará meios de otimizar os processos.

8. Liderança

Trata-se da capacidade de fazer com que os outros sigam você e suas ideias. Mas lembre-se de que ser um chefe nem sempre significa ser um bom líder. Isso porque a liderança se refere à habilidade em influenciar indivíduos, motivando-os positivamente com relação às suas atividades para que determinado objetivo seja alcançado.

A melhor maneira de fazer isso é sendo um bom exemplo. Também, compreendendo os problemas que os outros membros da equipe ou seus funcionários enfrentam durante a execução de suas tarefas. Ainda, dando feedbacks construtivos e sabendo recebê-los também.

9. Autocrítica

Reconhecer suas qualidades e habilidades é realmente importante. No entanto, também é imprescindível desenvolver a autocrítica, pois é por meio dela que você pode identificar pontos fracos e, assim, buscar meios de se aperfeiçoar constantemente.

Ou seja, quem é capaz de assumir seus erros e dificuldades, também é capaz de desenvolver qualquer aprendizado. Para isso, o ideal é solicitar feedbacks de todos os que fazem parte do seu negócio: clientes, funcionários, parceiros, fornecedores e outros.

Saiba como desenvolver e aprimorar essas habilidades

Como já mencionamos, essas capacidades não são dons. São habilidades que podem, e devem, ser aprendidas e desenvolvidas. Afinal de contas, são elas que levarão você rumo ao sucesso. A seguir, confira como se aperfeiçoar.

Aposte no aprendizado contínuo

Uma das melhores formas de aprimorar as habilidades empresariais é investir em aprendizado. Há diversos cursos gratuitos que você pode fazer online, basta organizar sua rotina e incluí-los como um compromisso em seu cronograma.

Além de aprender mais sobre administração, você também verá como desenvolver melhor as capacidades essenciais que todo empreendedor deve ter.

Invista em networking

Criar uma rede de contatos sempre foi muito importante para um empreendedor. Do mesmo modo, ela ajuda a aprimorar as habilidades que mencionamos no tópico anterior. Há muitas formas de aumentar sua rede de relacionamentos: feiras e eventos, workshops, cursos, redes sociais que tratam do seu nicho de mercado, entre outras.

Estude o seu nicho de mercado

Acredite: compreender a fundo o seu nicho, seja ele de produtos, seja de serviços, ajudará muito a desenvolver as habilidades necessárias. Por exemplo: analisar a concorrência permite que você aprenda com os erros deles e, ainda, que você veja onde estão acertando e procure uma solução ainda melhor para se destacar.

Manter-se atualizado sobre as tendências do mercado também possibilita que você identifique novas oportunidades ou se previna contra determinados problemas que podem ocorrer.

Agora que você sabe quais são as habilidades empresariais mais importantes, faça uma reflexão e procure saber quais delas você já possui e quais necessita aprender. Lembre-se sempre de que, por mais que você ache que já sabe, sempre há como melhorar. E esse é o segredo para alçar voos cada vez mais altos! Quer saber mais sobre o mundo do empreendedorismo? Então, aproveite a visita no blog e saiba como definir a margem de lucro ideal para a sua empresa. Boa leitura!

Contabilidade para franquias: entenda tudo sobre o assunto

Contabilidade para franquias: entenda tudo sobre o assunto

Abrir uma franquia é uma excelente oportunidade para quem quer abrir a própria empresa. Afinal, é um investimento mais seguro que começa do zero e oferece alto potencial de crescimento e de retorno financeiro. Além disso, há diversas opções cujo investimento inicial é baixo em comparação ao rendimento que oferece.

Mas, assim como ocorre em qualquer negócio, a contabilidade tem papel fundamental, pois permite entender como a empresa está posicionada no mercado e, ainda possibilita traçar um plano de desenvolvimento assertivo.

Se você também quer se tornar um franqueado, saiba que a contabilidade para franquia tem particularidades que devem ser conhecidas para ter sucesso no mercado. Por isso, preparamos este conteúdo completo explicando tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Acompanhe!

O que é franquia?

Franquia ou franchising é uma opção de negócio para os empreendedores de primeira viagem ou para quem já conta com uma certa experiência, mas não abre mão de empreender com segurança. Isso porque é uma modalidade que consiste em permitir que outra pessoa utilize a marca e a tecnologia de uma empresa já consolidada no mercado.

Ou seja, é um negócio cujo modelo de operação é copiado e transferido para outro ponto comercial com autorização de quem detém os direitos ou criou aquele modelo inicialmente.

Assim, o franqueado, isto é, aquele que compra os direitos de replicar o modelo, tem a certeza de investir seu dinheiro em um negócio que já deu certo, passou por desafios e deseja ampliar seu alcance.

Outro ponto interessante é o fato de oferecer um produto ou serviço que já foi testado e aprovado pelo público. Então, o empreendedor só precisa garantir uma boa qualidade do trabalho, capacitação dos funcionários e o controle de gastos.

Qual a importância da contabilidade para franquias?

Como comentamos anteriormente, a contabilidade é imprescindível tanto para a manutenção quanto para o crescimento de uma empresa. No caso da contabilidade para franquias, ela tem diferenciais bem específicos, pois apresenta responsabilidades definidas em contrato.

Além disso, também tem a obrigação do cumprimento das legislações fiscais, contábeis e societárias, visto que há uma marca a quem tem a obrigação de prestar contas sobre sua rentabilidade.

Então, por se tratar de um negócio que pertence a uma marca já estabelecida no mercado, a contabilidade para franquias é fundamental para manter uma gestão eficaz, assegurando um bom relacionamento e a transparência entre franqueado e franqueador, evitando prejuízos e erros passíveis de autuação fiscal.

Desse modo, podemos apontar os principais benefícios de uma franquia contar com uma boa assessoria contábil:

  • auxilia nas tomadas de decisões, pois os relatórios disponibilizados pelos contadores fundamentam as deliberações da empresa;
  • evita multas e prejuízos, visto que o planejamento tributário e fiscal impedem impactos negativos nas finanças;
  • permite o acompanhamento de franqueados e investidores. Apesar de a franquia ter certa autonomia, não se trata de um negócio individual. Assim, todas as unidades influenciam na imagem das outras;
  • possibilita a transparência entre franqueados e franqueadores;
  • indica o progresso do negócio porque os indicadores gerados pela contabilidade permitem entender com clareza e certeza sobre o posicionamento do negócio no mercado.

Quais são os diferenciais da contabilidade para franquias?

É preciso esclarecer que a contabilidade para franquias pode ser feita de diversas formas. Isso ocorre porque uma franquia pode operar de formas diferentes. Ela pode ser a de uma tradicional rede de fast-food em uma praça de alimentação de um shopping, por exemplo.

Ou, ainda, de venda de artigos para presentes ou de prestação de serviços. Entretanto, o que todas têm em comum é o fato de que sua contabilidade deve cumprir o que está disposto no contrato entre franqueador e franqueado.

Além disso, é importante ressaltar que o franqueado deve prestar contas de sua rentabilidade e cumprir com todas as condições do contrato e da Lei de Franquias. Outro ponto importante é que há o pagamento de royalties e eles afetam o Imposto de Renda do franqueado.

Também é preciso fazer a atualização monetária do valor da franquia, que depende se ela foi feita por tempo determinado ou de forma definitiva. Por fim, é fundamental entender como será a participação dos lucros no negócio.

Então, as operações contábeis em um negócio tradicional já são bastante complexas. Quando se trata de franquias, elas têm ainda mais particularidades. Dessa maneira, é preciso contar com uma assessoria contábil experiente e com conhecimento desse ramo.

Como funciona a participação nos lucros?

Isso dependerá da forma como foi feita a concessão da franquia. Se foi por prazo determinado, o valor pago inicialmente deve ser contabilizado no Ativo Imobilizado, sofrendo depreciação durante o período de vigência da franquia.

Por outro lado, se a franquia foi concedida por prazo indeterminado, o grupo de Investimentos do Ativo Permanente contabiliza o faturamento mensal ou a participação nos lucros.

Então, a participação nos lucros do franqueador é considerada despesa pelo regime de competência, mesmo que os valores não sejam pagos de forma imediata.

Quais são as formas de contabilização de franquias?

Conforme já mencionado, a contabilização da franquia deve se submeter ao que foi estabelecido em contrato. Quando a aquisição da franquia é feita por tempo indeterminado se trata de uma compra definitiva. Desse modo, a compra deve constar como Investimento no Ativo Permanente e classificada como fundo de comércio.

Caso o pagamento tenha sido a prazo, deve ser contabilizada no passivo circulante ou exigível de longo prazo. Nesse caso, o vencimento deve ser no mínimo um ano depois do Balanço Patrimonial.

Se a finalidade for de extinção, fusão, liquidação, cisão ou incorporação no Balanço Patrimonial, o método utilizado deve ser o mesmo.

Portanto, optar por uma franquia é uma ótima oportunidade para abrir seu próprio negócio de forma segura e com alto potencial de crescimento e rentabilidade. Contudo, a contabilidade para franquias conta com diversos detalhes que a tornam um pouco mais complexa do que a de outros modelos de negócio. Por esse motivo, é imprescindível contar com uma assessoria especializada.

Agora, conheça a contabilidade online da Contabilivre e saiba como a nossa equipe de contadores pode ajudar na abertura de sua empresa! Então, entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar você a impulsionar seu negócio!

Contabilidade para franquias: entenda tudo sobre o assunto
Sonegação de impostos: entenda os riscos e as consequências

Sonegação de impostos: entenda os riscos e as consequências

Entre os problemas que podem surgir no comando de uma empresa, a sonegação de impostos é um dos mais graves. Além de prejudicar o desenvolvimento do negócio, uma gestão conivente com tal situação cria diversas situações de medo, insegurança e instabilidade para todos os envolvidos.

No Brasil, muitos empreendedores desconhecem os pormenores da legislação, fazendo com que a sonegação ocorra de maneira não intencional.

Por isso, é necessário investir em mecanismos internos que conduzam a uma atuação em dia com as obrigações fiscais da corporação. Esse tipo de código de conduta traz tranquilidade e segurança para que os líderes possam se concentrar no desenvolvimento e expansão da empresa.

Se você quer saber mais sobre os riscos e consequências da sonegação de impostos, continue a leitura e confira nosso conteúdo!

O que é sonegação de impostos?

A evasão fiscal ou sonegação de impostos se refere ao ato de não efetuar o pagamento de tributos devidos ao Estado. Isso é normalmente feito por meio de declarações fraudulentas e informações desconectadas da realidade.

Tal prática é considerada um crime, caracterizado pela Lei nº 4.729 de 14 de julho de 1965. Esse tipo de ação ilegal é cometida por empresários ou pessoas físicas, sendo fruto de má-fé ou apenas por conta do desconhecimento quanto à legislação tributária brasileira.

De um lado, a economia traz grandes desafios para quem encara a vida empreendedora, enquanto, do outro, o sistema de tributos do Brasil se torna cada vez mais complexo e demandante para a equipe contábil.

Quais são os tipos de sonegação de impostos?

Entender quais são os tipos de sonegação de impostos é um passo importante para você evitar cometer esse erro e ter tranquilidade na gestão fiscal do seu negócio. Com o objetivo de ajudá-lo nessa tarefa, apresentamos a seguir os principais existentes. Vale a pena conferir!

Ocultação de documentos financeiros 

Esse tipo de sonegação é muito comum nos negócios e é importante não fazê-lo. A ocultação de documentos pode ocorrer, por exemplo, quando são realizadas vendas e não são emitidas as notas fiscais.

Ou seja, quando uma organização oculta movimentações efetuadas ao longo de um período em suas declarações, está realizando esse tipo de sonegação de imposto. Essa atitude, como qualquer outra que envolva sonegação, é considerada crime e pode causar prejuízos ao negócio.

Mentira na informação de dados

Esse tipo de sonegação pode ser utilizada com a intenção de obter uma alíquota reduzida de impostos. Porém, ao adotá-la, você incorre em riscos de levar multas e acabar tendo um custo maior em seu negócio.

Ela acontece quando são efetivadas declarações de vendas com valor menor do que o realmente aconteceu, ou por meio de informações de quantidades inferiores. Vale procurar alternativas legais para diminuir a carga de impostos da sua empresa. Para isso, procure um contador e verifique quais são as possibilidades.

Abertura de empresa em nome de laranjas

Outro ato ilícito referente à abertura de empresas se refere ao uso de laranjas. Esse termo é usado para designar as situações em que uma empresa é criada com o nome e dados de outras pessoas a fim de evitar impostos, custos e enquadramento em novas categorias empresariais.

Portanto, abrir uma empresa em nome de indivíduos que não são sócios do negócio é considerado crime de estelionato/fraude, conforme estabelecido pelo Código Penal por meio do Decreto-Lei 2.848/40.

Apropriação indébita 

Essa é outra atitude criminosa de sonegação que é preciso evitar. Ela ocorre por meio de impostos descontados de terceiros. Por exemplo, se o imposto de renda foi descontado de um funcionário, mas não foi pago à Receita Federal, está ocorrendo apropriação indébita.

Há outros meios pelos quais as organizações cometem esse terceiro tipo de sonegação e pode envolver funcionários, sindicatos, clientes e fornecedores. Portanto, tome cuidado para não cometer esse crime e cumpra todas as obrigações fiscais do seu negócio. Caso precise de auxílio na gestão fiscal, vale procurar um contador habilitado.

Sonegar impostos é crime?

Agora que você já entende quais são os tipos de sonegação, vale entender quais são as leis que declaram que essa é uma infração penal. Como já foi abordado aqui, sonegar impostos é considerado um delito e esse fato está presente na lei 4.729, de julho de 1965. Tal legislação esclarece logo em seu início que agir de maneira a sonegar impostos é considerado crime.

Paralelamente, ela apresenta quais são os atos considerados como sonegação e mostra as penalidades para esse desvio de conduta. Há ainda uma lei complementar assinada em 1990, a lei 8.137. Nela, ocorre a definição dos crimes de evasão fiscal e estipula várias penalidades. Vale conferir ambas as leis a fim de evitar problemas em seu negócio.

Além disso, procure um contador especializado com o fim de estipular o melhor regime fiscal para sua empresa e garantir a redução de impostos de maneira legal. Assim, você consegue gerenciar sua organização dentro da lei e de maneira eficiente.

Quais são as consequências de sonegar impostos? 

Além de prejudicar a imagem da empresa em seu mercado e também atrapalhar a relação com os consumidores, existem implicações financeiras e legais quanto aos crimes de sonegação. A lei estabelece a punição para os crimes referentes à sonegação fiscal, prevendo uma pena de 6 meses até 2 anos de reclusão, além da multa.

Para os réus primários, há possibilidade de evitar a prisão. Entretanto, os valores cobrados podem exceder em dez vezes o valor do tributo sonegado. Quanto à multa, ela depende da situação em que o crime foi revelado.

Nos casos em que a empresa cometeu um erro e notificou o órgão público, é necessário pagar o valor da multa, com um acréscimo de 20% e mais os juros. Já nos casos em que é o próprio governo que observa a sonegação, o valor de acréscimo chega a 75%, mais os juros.

Como a contabilidade pode ajudar na gestão fiscal da empresa?

Como o sistema tributário brasileiro é extremamente complexo, há necessidade de contar com uma equipe altamente qualificada para lidar com os aspectos fiscais de seu negócio.

Assim, é possível monitorar o comportamento de todos os agentes envolvidos na empresa, além de evitar erros que levem à evasão fiscal. Isso significa que uma boa equipe contábil previne a sonegação proveniente, tanto da má-fé de alguns membros da empresa quanto da falta de conhecimento das responsabilidades fiscais com as quais a empresa deve arcar.

Viu como a sonegação de impostos pode arruinar seu negócio? Ao adotar alguns cuidados, é possível potencializar o trabalho do seu time contábil e contribuir para que seu negócio mantenha uma postura fiscal impecável. Assim, você consegue se concentrar em seus clientes e no desenvolvimento dos seus projetos.

Quer melhorar o desempenho de sua empresa? Então entre em contato conosco e descubra como a Contabilivre pode auxiliar o aspecto fiscal do seu negócio!

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

Controlar os estoques de maneira eficiente é um dos grandes desafios do empreendedor. Quem não consegue executar essa atividade corretamente, imobiliza o seu capital em produtos de pouca demanda e ainda tem de lidar com a falta de espaço. Por isso, entender o que é curva ABC permite implementar melhorias essenciais para o seu negócio. 

Ao cuidar dos estoques, você também ordena o fluxo de caixa de uma maneira simples e prática. Além disso, consegue realizar compras de forma planejada e evita desperdícios de capital em itens que ficam encalhados na prateleira. Se você quer saber como utilizar a curva ABC para potencializar sua gestão, continue a leitura e confira nossas dicas! 

O que é a curva ABC? 

A curva ABC é uma metodologia desenvolvida para classificar as informações e segmentá-las conforme seu grau de importância. Como o próprio nome sugere, existem três categorias principais — A, B e C — nas quais os ativos são segmentados de acordo com a sua participação no faturamento. 

Por exemplo, os itens mais relevantes de seu estoque precisam ficar na curva A. Ela é composta pelos 20% de produtos mais importantes para o faturamento do negócio. Já na parte B, as mercadorias têm menor relevância, mas ainda trazem uma boa fração das receitas. Na curva C, produzem um retorno mais baixo. 

Portanto, essa ferramenta é fundamental para auxiliar o controle e organização do estoque, ranqueando cada item conforme sua prioridade na constituição da receita do negócio. 

Para que serve a curva ABC em um negócio? 

A curva ABC serve para elencar prioridades. Em geral, ela é utilizada na gestão de estoques. Por meio dessa ferramenta é possível evitar que seu dinheiro fique parado nos materiais estocados e, com isso, consegue-se direcionar os recursos para outros fins. 

Porém, quando usada na gestão de estoque, é necessário atentar e fazer bom uso dessa ferramenta a fim de evitar que produtos de alta importância faltem para os clientes. Além disso, a curva ABC pode ajudar a melhorar o planejamento de compra e venda da empresa, gerando melhores resultados no longo prazo. Portanto, vale a pena incorporar essa ferramenta na gestão do seu negócio. 

Como utilizá-la na empresa? 

Agora que você já sabe para que serve a Curva ABC, aprenda como utilizá-la para melhorar a gestão do estoque da sua empresa e garantir bons resultados financeiros e sustentabilidade de longo prazo. Pensando em ajudá-lo, preparamos vários passos para montar a sua curva. Confira! 

Liste os produtos 

A primeira etapa para construir a curva ABC em sua empresa é entender quais são os produtos disponíveis em seu estoque. Por meio desse levantamento, consegue-se uma boa quantidade de informações para otimizar a gestão da empresa. 

Portanto, anote quais são as mercadorias em estoque, seus valores unitários, quanto ela foi vendida nos últimos meses e qual o valor total de receita gerado por meio dela. Para ajudá-lo neste levantamento, pode-se usar um software de gestão ou uma planilha eletrônica. 

Calcule a representatividade 

Após ter todos os produtos listados, bem como as informações sobre eles, é hora de calcular a representatividade de cada item em sua receita. Por meio desse cálculo é possível determinar em qual área da curva a mercadoria vai permanecer. 

Por exemplo, se uma mercadoria gerou um percentual alto de receita para a empresa, ela deve ficar na parte A da curva. Para calcular essa representatividade, basta dividir o valor total recebido nas vendas do item pelo total de receita do negócio no mês. 

Faça a classificação 

Após calcular a representatividade, é hora de determinar a classificação. Para isso, pode-se colocar na parte A da curva os itens com maior importância e que proporcionaram 80% das receitas do negócio. 

Na área B, ficam os itens com média relevância, que geram menos receita. Por fim, as mercadorias de baixa representatividade, que geraram apenas 5% do faturamento do negócio no período de análise. 

Organize os produtos 

Após a classificação feita, é hora de organizar seu estoque. Itens com alta e média demanda devem ser mantidos em estoque para não perder vendas e garantir que o faturamento do negócio continue alto. 

Além disso, vale analisar se os itens de pouca representatividade devem ser mantidos no mix de produtos oferecidos pelo negócio. Se forem itens estratégicos que atraiam clientes, é uma boa manter. Caso contrário, analise o custo-benefício de tê-los no estoque. Caso os gastos sejam maiores que a receita, talvez seja o momento de reduzir a oferta dos mesmos. 

Quais são as vantagens de utilizá-la? 

Utilizar algumas estratégias de gestão de estoques na sua empresa traz diversas melhorias que a tornam mais competitiva e eficiente. Veja, a seguir, quais benefícios você pode obter ao implementar a curva ABC. 

Otimiza as compras 

Um dos principais benefícios de utilizar a curva ABC se refere à sua capacidade de orientar seu processo de decisão quanto às compras. Esse tipo de cuidado é especialmente importante para entender os interesses da sua demanda e quais produtos são bem recebidos pelos clientes. Assim, é possível evitar o acúmulo de estoques e a perda de espaço de armazenamento. 

Gera informações de qualidade 

À medida que sua empresa cresce, aumenta a complexidade das operações e o volume de produtos negociados. Isso significa que é cada vez mais difícil identificar quais produtos oferecem o maior lucro para a empresa e quais não valem a pena. Ao adotar essa técnica, você consegue perceber com mais clareza quais categorias são mais ou menos importantes para a geração de caixa. 

Melhora a saúde financeira 

Ao deixar de fazer compras ruins e fazer seu estoque girar, naturalmente as contas começam a melhorar. Essa mudança está associada ao aumento de vendas de produtos com boa margem de lucro e também à redução das compras de itens com baixa demanda. No longo prazo, esse tipo de cuidado é fundamental para garantir a segurança e a manutenção financeira do seu negócio. 

Em resumo..

Compreendemos o que é curva ABC e aplicar as ideias na empresa contribui para melhorar o volume de vendas e ampliar os resultados obtidos nas operações. Assim, é possível investir em inovações para atrair novos clientes e explorar os produtos com maior margem de lucratividade. 

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Contabilidade para empresas de TI: entenda as particularidades

Contabilidade para empresas de TI: entenda as particularidades

Para além das questões do cotidiano relacionadas com o core business das empresas de TI, há uma série de detalhes importantes que precisam ser observados no dia a dia para garantir que a empresa esteja alinhada com as legislações vigentes.

E um dos pontos que demanda muita atenção é a contabilidade para empresas de TI. E, por isso, é fundamental que você esteja atento para as particularidades da área e, também, de que forma é possível reduzir as chances de pagamento de impostos desnecessários ou, então, ser sancionado pela Receita Federal.

Quer saber mais? Continue lendo e tire suas dúvidas a seguir.

Saiba como escolher os CNAEs

O processo de abertura de um negócio exige, de antemão, que você já tenha algumas decisões tomadas. Um dos pontos fundamentais, é definir quais CNAEs, ou seja,  atividades de atuação que seu negócio vai exercer. Se você tem dúvidas sobre isso, o ideal é contar com um contador para ajudá-lo nesse momento.

Abaixo iremos explicar o que é CNAE e o impacto que ela tem na legalização de sua empresa.

As CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) são uma forma de categorizar e registrar as atividades econômicas realizadas por determinada empresa e é uma padronização nacional.

A informação correta da CNAE é necessária, já que interfere diretamente nas questões tributárias do negócio. Portanto, se no momento de abertura de um CNPJ a classificação estiver errada, a empresa corre o risco de pagar indevidamente as contribuições. E, com isso, pode ter complicações com o Fisco.

Boa parte das CNAEs voltadas para tecnologia não são permitidas ao MEI e, portanto, é preciso estar atento se a atividade que irá exercer se enquadra ou não neste porte de empresa. Para saber quais os principais CNAEs utilizados neste segmento, leia nosso artigo sobre abertura de empresas para profissionais de TI. 

É importante lembrar que as empresas podem escolher mais de um CNAE. Então se, por exemplo, seu negócio vai trabalhar tanto com ensino de TI quanto com desenvolvimento de software, você pode contar com mais de um CNAE. 

Escolha o regime tributário adequado

Outra dúvida comum que pode afetar consideravelmente a contabilidade para empresas de TI é a escolha do regime tributário. Isso é importante, pois pode impactar, por exemplo, no pagamento de alíquotas além do necessário.

Trata-se, assim, das normas que regulamentam cobranças de impostos nas organizações e que estão relacionadas tanto com o Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) quanto à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O regime tributário, portanto, tem impacto direto sobre a contabilidade para empresas de TI. Por isso é importante conhecer sobre os três regimes que temos disponíveis, segundo a legislação tributária atual. Vejamos mais a seguir.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime que, como o próprio nome sugere, tem por objetivo facilitar o pagamento de tributos para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) que tenham faturamento líquido de menos de R$ 4,8 milhões por ano (ou, então, R$ 400 mil por mês). Nesse regime tributário, todos os impostos são unificados em uma única guia chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Lucro Presumido

Diferentemente do que acontece no Simples Nacional, no regime tributário Lucro Presumido, o recolhimento dos impostos é individualizado. Esse regime incide sobre uma receita bruta prevista, pré-fixada por lei. As alíquotas também são pré-determinadas. Por exemplo, PIS e Cofins incidem, de forma cumulativa, 3,65% sobre o faturamento.

Lucro Real

Já no regime tributário Lucro Real, o valor do imposto a ser recolhido incide sobre o valor do lucro líquido declarado na demonstração contábil. O valor atual é de 15% sobre o lucro real bruto.

É um regime mais complexo e que demanda maior atenção, sobre o assunto,  por parte dos gestores das empresas de TI. Normalmente esse regime tributário é adotado por empresas do mercado financeiro e se torna obrigatório também para empresas que possuem faturamento superior a R$ 78 milhões.

Saiba sobre o Simples Nacional

Conforme abordamos acima, o Simples Nacional tem por objetivo facilitar a vida dos empreendedores, pois unifica todos os impostos em uma única guia. Deste modo, é o regime tributário mais escolhido no Brasil. 

Atualmente são cerca de 19 milhões de pequenos negócios que optam por esse regime, segundo dados do Sebrae – o que corresponde a, aproximadamente, 99% das empresas brasileiras.

Isso acontece porque é um regime com alíquota menor comparado com as demais (como o próprio nome já indica, é um regime de alíquota simples).

Ah, e outro ponto, é importante também conferir se as suas escolhas de CNAE se enquadram no Simples Nacional. Isso porque algumas delas não podem ser registradas sob esse regime tributário.

Mas se você tem dúvidas, pode consultar a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional. Na resolução você pode conferir quais são as atividades que são proibidas neste regime e quais podem ser enquadradas. 

A contabilidade para empresas de TI tem, assim, um papel fundamental para evitar falhas que possam gerar problemas futuros devido a erros nas escolhas realizadas. Afinal, a escolha do regime tributário deve considerar questões como CNAE, faturamento, entre outros pontos.

O profissional de contabilidade poderá analisar qual regime tributário poderá ser melhor enquadrado. É fundamental ter atenção neste ponto para não cometer falhas no processo de registro.

Veja como fator R pode ajudar a diminuir a alíquota do imposto 

Se a sua empresa de TI é optante pelo Simples Nacional, o regime conta com seis faixas de faturamento. Delas, algumas podem ser relacionadas com os negócios na área de tecnologia e uma parte delas (Anexos III e V) podem ter uma tributação diferenciada, gerada pelo fator R, que nada mais é do que um cálculo que irá definir se uma empresa prestadora de serviços será tributada pelo Anexos III ou V.  

Neste caso, o fator R influencia sobre a folha salarial. Se os pagamentos estiverem acima de 28% da receita, há uma tributação diferenciada em comparação com outra modalidade.

Como calcular o fator R?

Não tem segredo com o fator R, você irá dividir o valor da sua folha de pagamento (pró-labore, salários e FGTS) pela receita bruta mensal nos últimos 12 meses. A fórmula é simples:

Fator R = Folha de pagamento em 12 meses / Receita bruta em 12 meses

Quando o resultado do fator R for igual ou superior a 28%, as empresas devem ser tributadas pelo Anexo III, que tem alíquotas mais baixas (a partir de 6%). Quando o resultado for inferior a 28%, a tributação é feita pelo Anexo V, cujas alíquotas são mais altas (a partir de 15,5%).

Depois de identificar em qual anexo a sua empresa se encaixa, basta conferir a faixa de faturamento na tabela (receita bruta nos últimos 12 meses) e descobrir qual é a alíquota exata e o valor a deduzir.

Por fim…

Sabemos que a contabilidade para empresas de TI possui muitos detalhes que exigem muita atenção por parte do profissional para que não ocorram erros que possam comprometer a saúde financeira da empresa, que ainda poderá ser caracterizada por sonegação fiscal e trazer sérios prejuízos para sua empresa.

Se você tem dúvidas sobre o assunto, pode ser fundamental contar com o apoio de quem realmente entende do assunto, não é mesmo? Com isso você pode focar no seu core business sem maiores problemas.

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