arte roxa e azul, do lado esquerdo está escrito: KPI em azul com o fundo roxo, do lado direito há um fundo azul claro com o escrito em branco: "O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho! "

O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho!

A gestão em um negócio é essencial para o desenvolvimento dele, certo? Mas tão importante quanto é o acompanhamento do desempenho da empresa. Para isso, existem os KPIs – Key Performance Indicators, ou, indicadores-chave de performance. Existem KPIs específicos para processos, como os KPIs de vendas.

Os indicadores de performance são ferramentas que, atreladas a tecnologia, auxiliam os gestores da empresa a mensurar o desempenho dela. E os KPIs de vendas são medidores do crescimento do negócio no que se refere às vendas da empresa. 

Para te explicar o que são os KPIs de vendas e te auxiliar com a implementação deles em seu negócio, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que são KPIs?

Os KPIs são ferramentas de gestão com a finalidade de medir o desempenho da empresa e, assim, indicar se os resultados estão sendo alcançados e, consequentemente, visualizar o crescimento do negócio.  Assim, podemos entender que os KPIs são formas de medir os processos de uma empresa. 

Peter Drucker, considerado o pai da administração, afirmava que: “o que não pode ser medido não pode ser gerenciado”. Podemos entender, por meio desta frase, que não é possível saber o desempenho de um negócio, e muito menos de suas vendas, se não há ferramentas e métodos para obter dados e números que nos ajude a avaliar os resultados. 

O que são KPIs de vendas?

Os KPIs de vendas são os indicadores que estão relacionados com as metas de vendas do negócio. Isso significa que eles demonstram, em dados,  se você está no caminho certo para alcançar suas metas, ou se é necessário ajustes no planejamento e estratégias para obter os resultados esperados.    

Assim, ao definir as metas de vendas é preciso acompanhá-las e, para isso, é preciso escolher   indicadores que façam sentido, e que te auxiliem para boas tomadas de decisões

Isto porque existem vários tipos de KPIs e talvez, aplicar todos, não ajudará a mensurar as metas da empresa, e muito menos auxiliar no desenvolvimento ou crescimento do seu negócio.. 

Quais são os KPIs de vendas?

computador em cima de uma mesa de madeira com um papel com gráficos coloridos e uma caneta demonstrando KPIs
 Entenda como aplicar os indicadores de vendas em seu negócio 

Como já mencionado, existem vários KPIs que podem auxiliar o empreendedor a medir o desempenho de suas vendas. Eles estão inseridos em um processo conhecido como funil de vendas que pode ser entendido como a jornada do cliente até o momento da compra

Nós reunimos os cinco principais KPIs de vendas para que você, após conhecê-los, possa aplicar aquele que mais se adequa ao seu negócio. Segue, abaixo, alguns KPIs de vendas.

Número de leads

Em um processo de vendas, os clientes são o ponto inicial da operação. E os leads são entendidos como os potenciais clientes, ou seja, aquelas pessoas que são interessadas em seu produto/serviço. 

Assim, o número de leads obtidos, ou seja, o contato de pessoas interessadas em seu serviço/produto, é um indicador que revela o desempenho das campanhas de marketing, por exemplo. 

Pois, com esses números, o empreendedor pode avaliar se suas metas de campanhas de publicidade estão surtindo o efeito esperado ou não. E, caso não estejam, pode traçar estratégias novas para alcançar os resultados.

Taxa de conversão

A taxa de conversão é aquela que mede a quantidade de leads que foram convertidos em vendas. Ou seja, quantos dos contatos de pessoas interessadas realizaram a compra do serviço/produto. 

Por exemplo, se um empreendimento recebe 20 ligações de pessoas interessadas (leads), a conversão acontece quando 10, destas 20 ligações, efetuam a compra. Assim, a taxa de conversão é a relação entre o número de ligações pelo número de compras efetuadas

Geralmente, a taxa de conversão é obtida para saber um percentual. Em nosso exemplo podemos dizer que obtivemos um percentual de 50%, então a taxa de conversão foi de 50%. 

Ticket médio

O ticket médio é o indicador que avalia o valor médio das vendas de uma empresa em um determinado período. Esse indicador acompanha o comportamento do cliente com a marca, e pode ser feito ao relacionar as vendas realizadas em um período com o faturamento total delas. 

Então, o valor do ticket médio de uma empresa é o faturamento dela dividido pela quantidade de operações de vendas feitas em um dado período. Por exemplo, se um empreendimento fatura R$ 50.000,00 em um mês e realizou 500 vendas, o ticket médio é:

  • 50.000/500 = 100
  • Ou seja, o ticket médio é de R$ 100,00.

Esse KPI é muito utilizado para auxiliar em planejamento, previsão e também tomada de decisão sobre as vendas de um negócio. 

Custo de Aquisição por Cliente – CAC

O CAC (custo de aquisição por cliente) é outro indicador de desempenho que auxilia na medição de metas de vendas. Isso porque ele revela, como o próprio nome diz, o custo que o empreendedor tem ao adquirir clientes.

Assim, para calcular o CAC é preciso somar todos os investimentos da empresa utilizados para adquirir um cliente. Após realizar essa soma, é preciso dividir o número da soma pelo número de clientes conquistados. 

A conta do CAC fica: 

  • CAC = investimento na aquisição de clientes/ número de clientes conquistados 

O CAC é fundamental para que o empreendedor saiba se o custo está adequado para o negócio. Um CAC muito alto significa que a empresa precisa reajustar os valores dos gastos com os clientes. 

ROI – Retorno sobre o investimento

O ROI é outro KPI interessante de ser aplicado nas vendas de um negócio. Isso porque ele permite que o empreendedor saiba o quanto de dinheiro a empresa está perdendo ou ganhando com os investimentos feitos.

Para calcular o ROI é preciso, primeiro, subtrair o ganho obtido pelo investimento pelo próprio valor investido. Depois, divide-se o resultado da subtração pelo resultado do valor do investimento. 

Por exemplo, caso o empreendedor tenha investido R$ 40.000,00 e obteve um ganho de R$ 200.000,00 reais. Assim, o cálculo do ROI é:

  • ROI = (ganho obtido – investimento) / investimento 
  • ROI = (200.000 – 40.000)/ 40.000 = 4

Então, em nosso exemplo, o retorno foi de 4 vezes o valor investido. Inclusive, o ROI também é um indicador medido em porcentagem, ou seja, multiplica-o por 100, resultando em um ROI de 400%.

Em resumo…

Podemos concluir que os KPIs são ferramentas úteis para medir os processos de uma empresa, principalmente se for a venda de um produto ou serviço. Inclusive, muitas vezes os KPIs são medidos automaticamente por meio de softwares. 

Atualmente, com a tecnologia, as plataformas de gestão auxiliam o empreendedor a se organizar e, assim, conseguir tempo hábil para planejar novas metas e objetivos para o negócio.

Por fim, uma das tecnologias atuais muito benéfica para o empresário é a contabilidade online. Com ela, o empreendedor tem controle da vida contábil e fiscal da empresa e, assim, consegue otimizar seu tempo, e se dedicar ao crescimento do seu negócio.. 

Para usufruir dos benefícios da contabilidade online, você pode entrar em contato conosco. Nós oferecemos suporte e auxílio personalizado, utilizando a tecnologia a nosso favor. Conheça mais sobre nossos serviços!


mulher preta no canto esquerdo utilizando uma roupa preta e segurando um óculos e no canto direito há uma arte em azul escrito: "Razão social, nome fantasia e marca: entenda as diferenças!"

Razão social, nome fantasia e marca: entenda as diferenças!

No momento de abrir uma empresa, o empreendedor pode se deparar com nomenclaturas que soam muito parecidas, mas que possuem significados muito diferentes. Esse é o caso da razão social, nome fantasia e marca.

Além disso, a abertura de uma empresa pode gerar diversas dúvidas. Até porque, iniciar um novo negócio requer tempo, dedicação e aprendizados. 

Então, para te explicar sobre cada um dos nomes mencionados, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que é razão social?

A razão social é o nome de registro de uma empresa junto aos órgãos do governo e junto ao cartório. É o nome que vai constar em contratos, escrituras, documentos legais, notas fiscais, etc. 

Também conhecida como denominação social (ou nome empresarial), a razão social é definida junto ao CNPJ e é entendida como o nome “oficial” da pessoa jurídica

Além disso, a razão social deve ser única para cada pessoa jurídica (PJ) . Isso porque, no momento de abrir uma empresa, a denominação definida não pode estar registrada em nenhuma outra empresa do mesmo estado que a sua e que esteja atuando no mesmo ramo de atividade. 

Caso já exista uma razão social igual a definida, o registro não pode ser realizado. Para evitar isto, o empresário, ou seu contador, deve verificar a viabilidade do nome empresarial para realizar o registro. 

Como definir a razão social para: MEI; ME e EPP?

Para cada porte de empresa a razão social funciona de uma forma. Para exemplificar, abordaremos como é definido a razão social dos seguintes portes de empresa: Microempreendedor Individual (MEI); Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP). 

MEI

A razão social para Microempreendedor Individual – MEI é formada pelo nome do empreendedor mais o número de CPF. Essa lógica de funcionamento é definida pela Receita Federal e pode ser alterada quando o MEI realiza o enquadramento como ME. 

Portanto, o MEI não pode optar por um nome em específico, pois este já está definido segundo a regra explicada acima. Porém, com os demais portes, esse cenário muda. 

ME e EPP

Para a PJ de porte microempresa e empresa de pequeno porte, a razão social é definida com algumas recomendações. Assim, o empresário pode optar por um nome específico (nome de identificação da empresa), mas é interessante que siga algumas regras. 

É importante que a razão social tenha relação com a atividade exercida pela empresa. Além disso, o nome empresarial pode conter o nome completo do empreendedor que pode ser abreviado. Mas, geralmente, , a abreviação não pode acontecer com o último sobrenome.

Por fim, a razão social deve apresentar a natureza jurídica da empresa, como, por exemplo: 

  • EI – Empresário Individual;
  • EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada;
  • Ltda. – Sociedade Limitada; 
  • entre outras. 

Em resumo, a razão social da empresa é formada, geralmente, pelo nome de identificação da empresa (que tenha relação com a atividade exercida); área de atuação (ex. indústria alimentícia, serviços em tecnologia da informação, etc.) e, por fim, a natureza jurídica

Segue, abaixo, exemplos de razão social:

  • Coca Cola Indústrias Ltda;
  • Carrefour Comércio e Indústria Ltda;

É importante ressaltar que a validação da razão social fica sob responsabilidade da Junta Comercial. Por conta disso, para que a definição seja feita de forma correta, é válido entrar em contato com o serviço de profissionais qualificados da área de contabilidade. 

O que é nome fantasia?

O nome fantasia é escolhido logo após definir a razão social, no momento de abertura de uma empresa. Também conhecido como nome comercial, o nome fantasia é entendido como o nome popular do negócio. Em outras palavras, é o nome pensado para ser reconhecido pelo seu público-alvo e clientes. 

O nome fantasia pode, ou não, ser igual a razão social. Mas, geralmente, esse nome é uma abreviação ou uso popular do empreendimento. Por exemplo, o nome popular da empresa “Coca Cola Indústrias Ltda” é, somente, “Coca-cola”.

O nome fantasia também é conhecido como “nome de fachada”

Como escolher um nome fantasia?

No momento de pensar o nome fantasia para o seu negócio, é importante seguir algumas dicas para que ele seja de fato reconhecido. 

A primeira é procurar um nome de fácil recordação, memorização, compreensão e pronúncia. Para isso, é válido evitar nomes que podem gerar dupla interpretação ou interpretação equivocada.

Com a segunda dica, o empreendedor deve pensar em um nome que destaca-se dos concorrentes, chamando a atenção. E, por fim, possuindo relação com a área de atuação da empresa.

A última e terceira dica é conferir a disponibilidade do nome em registros municipais e estaduais. Além de verificar, também, se o domínio para um site e páginas de redes sociais estão disponíveis para o nome fantasia desejado. 

 O que é marca?

A marca é a  identidade de uma empresa (ou de um produto/serviço), como é reconhecida no mercado  . Ela não é o nome popular (nome fantasia) e devido a relação entre marca e nome fantasia, elas são constantemente confundidas. 

A escolha da identidade da marca, geralmente, está relacionada com a estratégia de marketing da empresa. Se esse for o seu caso, é importante que se providencie o registro de marca do negócio. 

O registro da marca precisa ser feito junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial, órgão ligado ao governo, responsável pelas normas que regulam a Propriedade Industrial. 

Por fim, podemos entender que, ao escolher um nome fantasia, é importante que o empreendedor saiba que isto não registra, também, a marca. São processos distintos que podem acontecer durante o momento de abertura da empresa. 

Então, qual a diferença entre razão social e nome fantasia?

Como explicado até agora, razão social e nome fantasia são duas nomenclaturas diferentes. Enquanto a razão social é o nome de registro da companhia, o nome fantasia é a designação popular do título dela. 

De forma resumida, a principal diferença entre razão social e nome fantasia está na finalidade de cada um dos nomes

Isso porque a razão social é para os registros, documentação e oficialidades. Por outro lado, o nome fantasia tem como objetivo final a publicidade da empresa

Assim, o nome fantasia, na prática, é opcional; a razão social é uma obrigatoriedade.

E as diferenças entre nome fantasia e marca?

Agora, a principal diferença entre nome fantasia e marca também é a finalidade. Enquanto o nome fantasia é pensado como algo popular e presente no site (ou até mesmo redes sociais), a marca precisa ser registrada

O nome fantasia é cadastrado na Junta Comercial, enquanto a marca precisa ser registrada e seguir as regras do INPI. É importante ressaltar que apenas o cadastro do nome fantasia não garante que o uso do mesmo seja exclusivo

Por isso, caso o empresário escolha um nome fantasia para a empresa e este envolve uma estratégia de marketing e publicidade, é importante que seja providenciado o registro de marca para garantir a exclusividade

Por fim…

Podemos concluir que razão social, nome fantasia e marca são nomenclaturas distintas e que apresentam várias diferenças entre si. 

Isso porque a finalidade e as características de cada uma delas são diferentes e, no momento de abertura de uma empresa, é necessário entender cada uma para que a escolha, ou definição, sejam feitas da melhor forma.

Com o conhecimento das diferenças entre razão social, nome fantasia e marca, procure abrir sua empresa com especialistas da área. 

Nós oferecemos serviços com um time de contadores para atender você de forma individual e humana, além de uma plataforma de contabilidade online para facilitar a sua rotina.

no lado esquerdo há uma mesa com pessoas escrevendo em folhas e calculando valores utilizando gráficos, do lado direito há um espaço em azul escrito: O que é orçamento empresarial e qual sua importância?

O que é orçamento empresarial e qual sua importância?

Para manter a saúde financeira de um negócio e também mantê-lo competitivo no mercado, é necessário realizar planejamento, estratégia e controle (ou ajuste) de resultados. Esses são os pilares de um orçamento empresarial – uma ferramenta que busca a projeção financeira do negócio.

Para te orientar sobre o que é o orçamento empresarial, qual sua importância, funções e até os modelos que existem, preparamos este artigo exclusivo. Confira! 

O que é orçamento empresarial? 

Orçamento empresarial é uma ferramenta fundamental do planejamento da empresa, o qual representa a projeção financeira do negócio. Esse planejamento tem como objetivo manter o negócio saudável e competitivo, estabelecendo metas e objetivos orçamentários

A projeção refere-se ao ato de estimar valores importantes do negócio como: 

  • ganhos;
  • despesas;
  • e investimentos;

O orçamento empresarial tem como função analisar com profundidade as condições financeiras da empresa e, assim, estabelecer metas. E, geralmente, estas são estimadas entre 1 a 3 anos, dependendo do segmento de atuação do negócio.

Em outras palavras, o orçamento empresarial é entendido como sendo o plano de negócio da empresa transcrito em números. 

Qual a importância de um orçamento empresarial? 

mesa de madeira com duas pessoas sentadas, em cima da mesa há folhas de gráficos e planejamento, notebook, as pessoas estão realizando um orçamento empresarial
Entenda sobre a importância do orçamento empresarial

Planejar e executar um orçamento empresarial é importante para manter a empresa saudável, relevante e competitiva no mercado. Até porque, segundo um estudo do Sebrae, a ausência de planejamento prévio é um dos principais fatores que ocasionam o fechamento de negócios no Brasil. 

Além disso, com a estimativa de valores, o orçamento empresarial é essencial para que o empresário consiga ter projeções da empresa e tome ações assertivas diante de cenários inesperados. 

Assim, com um modelo de orçamento empresarial, é bem provável que a empresa fique mais preparada para os cenários do mercado e, também, para atingir metas e objetivos. 

Como montar um orçamento empresarial? 

Para montar um orçamento empresarial é preciso seguir alguns passos para conseguir uma visão geral do seu negócio. A partir disso, o empresário consegue visualizar pontos-chaves que indicaram qual o modelo de orçamento empresarial que mais faz sentido para a empresa. 

Passo 1: diagnóstico 

Ao montar um orçamento empresarial é preciso, primeiro, realizar um diagnóstico geral da empresa. Isso porque, para ter uma boa previsão do futuro, é necessário analisar o histórico dos anos anteriores e conhecer bem a situação presente.

Segue algumas informações importantes de serem estudadas para montar o orçamento empresarial: 

  • Média mensal de receita dos anos anteriores;
  • média mensal das despesas fixas e variáveis;
  • sazonalidade das vendas;
  • média de margem de lucro e lucro real;
  • entre outros.

Com essa análise, fica visível as limitações e oportunidades da empresa. 

Passo 2: objetivos e metas 

Após realizar o diagnóstico da empresa e visualizar os dados, começa a segunda etapa: definir os objetivos e as metas que a empresa pretende alcançar. 

Porém, esses devem ser realistas e precisam ser planejados de acordo com os recursos disponíveis. É importante ressaltar que as metas são um fator de suma importância para o sucesso do negócio.

Por fim, são os dados de análise da etapa anterior que auxiliam nesta etapa. 

Passo 3: ferramentas 

Após realizar o diagnóstico, definir objetivos e metas realistas, é o momento de escolher uma boa ferramenta de gestão. Há diversas ferramentas que podem auxiliar. Segue, abaixo, algumas das principais ferramentas de gestão financeira: 

Explorar planilhas de orçamento também é uma alternativa. Inclusive, algumas empresas utilizam softwares para otimizar o processo de coleta dos dados, a organização e a análise de dados.


Quais as funções de um orçamento empresarial? 

Em uma empresa, o orçamento empresarial é, basicamente, o planejamento financeiro organizado para analisar e avaliar a receita, as despesas e os investimentos em um determinado período.

A partir disto, a função do orçamento é traçar metas e objetivos orçamentários que possam ser acompanhados e comparados, visando um maior rendimento do negócio. 

E, caso o planejado não esteja acontecendo, é possível notar isto e definir uma nova rota para alcançar os objetivos e metas desejados. 

Podemos, então, definir que as funções de um orçamento empresarial são:

  • planejamento dos valores; 
  • execução da estratégia e 
  • controle dos resultados.

Mas não há apenas uma forma de colocar em prática um orçamento empresarial. Isso porque existem alguns modelos que são adotados de acordo com as necessidades, preferências e objetivos da empresa. 

Os 4 principais tipos de orçamento empresarial 

Existem variados tipos de orçamento no mercado, mas vamos nos atentar aos principais: o estático, o variável (ou flexível), o orçamento contínuo e orçamento ajustado ou revisado, também conhecido como Forecast.

Orçamento estático 

A principal característica do orçamento estático é que ele não é alterado, independentemente dos resultados da empresa. Sendo assim, todos os componentes do orçamento empresarial são baseados em números já pré-determinados.

Por exemplo, se o orçamento empresarial indica que a empresa gasta R$ 2.000,00 com publicidade ao mês, o valor não pode ser modificado mesmo que a empresa apresente mais caixa para investir. Por fim, a revisão desse orçamento é em períodos fixos que já são, também, pré-determinados. 

Orçamento variável/ flexível 

Por outro lado, o orçamento variável, também chamado de flexível, apresenta a possibilidade de margem de mudanças nas peças orçamentárias de acordo com o volume de produção ou vendas.  

Por exemplo, em um cenário em que acontece um aumento de vendas, é possível investir de forma proporcional em mais publicidade, caso isso também faça sentido com os objetivos e metas da empresa. 

Orçamento contínuo 

O orçamento contínuo, também conhecido como Rolling Forecast, é um modelo mais dinâmico. E uma das principais características desse orçamento é a sua revisão que é feita mensalmente.

Por exemplo, ao final de cada mês, os responsáveis pelo orçamento revisam o documento e adicionam mais um mês no período que está sendo orçado. Assim, um dos principais focos do orçamento é a constante atualização das informações. 

Orçamento ajustado ou revisado (Forecast) 

O orçamento ajustado, também chamado de Forecast (ou orçamento impactado), é caracterizado por suas revisões, assim como o orçamento contínuo. Porém, com esse modelo, o orçamento é projetado para cada mês. 

Com o orçamento impactado, a revisão é feita periodicamente (mensalmente, bimestralmente…). Então, acontece a comparação entre o orçamento do mês anterior com o que foi realizado. A partir disso, é realizado os ajustes, se necessários. 

Por exemplo, é estipulado que uma empresa irá investir, ao ano, R$ 12.000,00 (R$ 1.000,00 ao mês) com publicidade. Porém, ao revisar o orçamento, no final do mês de março, é constatado que foram gastos R$ 2.000,00 naquele mês.

Na revisão do orçamento, janeiro está constando R$ 1.000,00, fevereiro também, mas março está o dobro. Então, o estipulado para o restante do ano vai mudar.

Em vez de ser R$ 9.000,00, serão R$8.000. Portanto, serão gastos, aproximadamente, R$ 888 reais, ao mês, com publicidade. O Forecast é um modelo de orçamento empresarial que visa garantir, mesmo com mudanças não planejadas, metas delineadas.

Em resumo… 

O orçamento empresarial é uma ferramenta importante para o planejamento e previsões financeiras da empresa. É entendido, também, como o plano de negócios traduzido em números.

Por fim, os benefícios de um orçamento empresarial são diversos. Com um orçamento é possível prever meses lentos, para que a empresa possa apresentar com antecedência ações estratégicas, ou até mesmo identificar fundos para investimentos ou reinvestimento.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas! 

no canto esquerdo há uma mão segurando tacos de madeira empilhados em uma torre, no canto direto tem uma parte em azul que está escrito "Quais os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar?"

Quais os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar?

Não contratar um contador, ou escritório de contabilidade, pode ocasionar diversas problemáticas para o empreendedor. Pagamento indevido de impostos; lentidão na abertura do CNPJ, entre outros fatores, são alguns dos riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar. 

Para te orientar sobre os perigos que uma empresa sem escritório de contabilidade pode encarar, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

Toda empresa precisa de contador?

Sim, todas as empresas, exceto MEI – Microempreendedor Individual, precisam de contador, sendo isto obrigatório por lei.

De acordo com a lei 10.406/2002 (Novo Código Civil), art. 1.179, “o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico”.

Conforme trecho da lei nº 10.406/02 mencionado acima, a empresa precisa realizar a escrituração contábil e o levantamento anual do Balanço Patrimonial. De acordo com a mesma lei, estes registros devem ser assinados por um profissional habilitado em ciências contábeis e pelo empresário ou sociedade.

É válido lembrar que o Brasil apresenta uma diversa carga tributária, ou seja, há uma grande variedade de impostos que o cidadão precisa pagar. Com as empresas, este cenário não muda muito. Assim, é notável como a atuação de um especialista em contabilidade é muito importante e necessário dentro de uma empresa.

Por fim, podemos entender que a admissão de um contador é necessária, uma vez que esse profissional deve, segundo a lei, realizar as obrigações contábeis e fiscais do negócio em um país que possui uma das maiores cargas tributárias.

Quais as responsabilidades do contador em uma empresa?  

O profissional contábil é responsável por diversas ações dentro de uma empresa. Desde a abertura do negócio, é recomendável a procura pelo contador. Isso porque, diante da burocracia e demais processos, abrir um CNPJ requer conhecimento técnico para que ocorra de forma eficiente, evitando complicações. 

No momento de abertura de empresa 

Antes de pontuarmos as adversidades que podem acontecer durante o processo de abertura de uma empresa, é necessário entender suas características para definir seu porte. Isso porque, caso a empresa seja de porte ME – Microempresa, é preciso a contratação de um especialista da área para realizar a abertura do negócio. 

Por outro lado, o empreendedor que deseja ser MEI não precisa desse suporte. Para conseguir abrir uma MEI, é possível acessar o Portal do Empreendedor e realizar a abertura. Mas, quando for necessário  migrar de MEI para ME é crucial a contratação de especialistas para que tudo ocorra de forma efetiva. 

Isso porque o profissional de contabilidade é responsável, no momento de abertura, em otimizar e realizar de forma efetiva algumas definições

Uma delas é a escolha correta do CNAE, que determina quais os impostos e obrigações acessórias da empresa, assim como o enquadramento do regime tributário.

Todas as atividades mencionadas (escolha correta do CNAE, enquadramento no regime tributário), entre outras, são necessárias para a abertura de uma empresa  de maneira correta ou para a migração de MEI para ME. 

Caso isso não aconteça, o empreendedor pode enfrentar problemas de irregularidade junto ao fisco. 

Durante o tempo de vida da empresa

Além de ser importante durante a abertura de empresa, a atuação de um contador é necessária, também, durante a existência da pessoa jurídica. Isso porque esse profissional é responsável por diversos outros compromissos tributários e de gestão de um negócio. 

Alguns exemplos de responsabilidades do profissional contábil, durante a existência da empresa, são: 

Diante das tarefas e necessidades contábeis de uma empresa, é essencial a contratação de um contador ou escritório de contabilidade para a manutenção da vida financeira da empresa.  Uma vez que essas responsabilidades não fiquem nas mãos de um especialista, o empreendedor corre o risco de ter a saúde financeira e a gestão do seu negócio afetadas.  

Quais os riscos ao não contratar um contador ou escritório de contabilidade? 

calculadora no canto esquerdo da imagem, no centro há papéis com tabelas e números e uma caneta, no canto direito da imagem há notas de dinheiro
Compreenda os possíveis riscos de uma empresa sem contador

Diversos riscos podem ser evitados quando o empreendedor opta por contratar um especialista da área. Alguns exemplos são: atraso para abrir um CNPJ, contratempos com o Fisco (autoridade fazendária de fiscalização da legislação tributária), entre outros. Segue, abaixo, a explicação detalhada dos possíveis problemas ao não contratar um especialista.

Gasto indevido de dinheiro

Com o auxílio do contador na definição das atividades da empresa (CNAE) e, também, com o enquadramento correto do regime tributário, o empreendedor evita gastar dinheiro desnecessariamente. 

Isso porque esses fatores influenciam diretamente nos impostos que serão pagos. Além disso, outro risco que pode acontecer é a lentidão para abertura de CNPJ.

Lentidão para abertura de CNPJ

Ao abrir um CNPJ, o empreendedor pode enfrentar diversas burocracias e detalhes no meio do processo que, dependendo do caso, podem atrasar, ou deixar lento, o processo de abertura. 

Para que isso não ocorra, e você economize tempo, o contador é o profissional que, além de otimizar o processo, garante que tudo ocorra de maneira adequada.  

Em outras palavras, o contador fica responsável pelos trâmites burocráticos e assegura que tudo seja realizado corretamente. 

Pagamento indevido de impostos

Outro ponto importante e que precisa ocorrer perfeitamente é o pagamento de impostos. Caso o empreendedor não tenha o auxílio de um contador, ele corre o risco de pagar indevidamente os tributos. 

Isso porque é o contador que verifica o enquadramento correto do regime tributário e a classificação de atividades econômicas do negócio. Em ambos os casos, enquadramento indevido e classificação equivocada, o empresário pode tanto realizar um pagamento de impostos maior que o devido quanto praticar sonegação fiscal. 

Ambos os processos interferem diretamente no pagamento de impostos. Por conta disso, o empreendedor precisa estar atento e optar por contratar um profissional qualificado. Pois, além desses serviços, o empresário também terá o acompanhamento do pagamento dos tributos e atividades contábeis do seu negócio. 

Formação de dívidas 

Com o acompanhamento do contador nos detalhes das responsabilidades contábeis, o empresário deixa de correr outro risco: a formação de dívidas. Por conta da variedade de carga tributária do país, é possível esquecer prazos das taxas ou impostos que precisam ser pagos. Ao contratar um contador, esse risco diminui muito. 

Além disso, é o profissional de contabilidade que vai verificar quais impostos a empresa precisa pagar de acordo com o regime tributário. Então, com todo o pagamento garantido, o empreendedor não corre o risco, assim, de entrar em débito com os órgãos públicos. 

Complicações com o Fisco 

Outro risco que uma empresa pode enfrentar são as complicações com o Fisco –  órgãos governamentais que fiscalizam as responsabilidades fiscais das empresas. Na maioria dos casos, estes exigem que as empresas mantenham em dia: 

Caso as exigências não sejam cumpridas, a empresa pode tornar-se irregular e enfrentar complicações. Para evitar futuras irregularidades fiscais, o contador é o profissional que auxilia com diversas tarefas como: 

  • cálculo de imposto e auxílio em cálculos de pró-labore
  • controle de entrada e saída de valores; 
  • identificação de pontos para redução de custos; 
  • realização de balanços patrimoniais;
  • manutenção da contabilidade da empresa com gestão de documentos fiscais e contábeis;
  • auxílio no fechamento da folha de pagamento.

Com tudo isso analisado, é perceptível que é muito importante para a saúde financeira e segurança de um negócio, contratar um especialista, ou escritório de contabilidade, qualificado.

A importância de contratar um especialista qualificado 

Além dos pontos mencionados, o profissional de contabilidade também garante que o empresário, ou sociedade, possa concentrar-se totalmente nas atividades de execução do negócio sem precisar ministrar tempo e demandas de contabilidade. 

Assim, podemos concluir que o empreendedor, com tempo e dedicação, pode focar na gestão do seu negócio cada vez mais. Dessa forma, o empreendedor pode se dedicar muito mais ao crescimento da empresa. 

Agora que as dúvidas sobre os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar foram analisadas, é importante pensar no próximo passo para o crescimento do seu negócio. A contratação de um serviço de assessoria contábil e fiscal qualificado, seguro e otimizado, como a contabilidade online, é um exemplo dos novos recursos do mercado que trazem diversos benefícios para o empresário.

Para usufruir dos benefícios, você pode entrar em contato conosco. Temos um time de contadores para atender você de forma individual e humana, além de uma plataforma de contabilidade online para facilitar a sua rotina.

desenho em tons de verde do lado esquerdo da imagem, nele há um homem desenhado de costas encarando um poste que tem setas para a direita e para a esquerda. do lado direito há uma parte em azul escrito: O que é tomada de decisão e por que é tão importante?

O que é tomada de decisão e por que é tão importante?

No mundo dos negócios, assim como na vida como um todo, tomar decisões não é tarefa fácil pois envolve escolhas e consequências. A tomada de decisão, dentro de uma empresa, é um processo de escolhas entre alternativas, seja em momentos que a empresa enfrenta um problema ou até uma oportunidade. Esta ação tem grande impacto no momento presente e futuro da organização.

Em razão disso, preparamos esse artigo exclusivo para te informar sobre a tomada de decisão, a importância dela e como ela funciona. Confira! 

 O que é tomada de decisão e qual sua importância? 

A tomada de decisão, ou processo decisório, é um procedimento de escolha entre alternativas. Elas podem ser de oportunidades ou de resoluções para adversidades que o negócio enfrenta. 

O objetivo principal da tomada de decisão é tentar mitigar as incertezas do empreendedor visando um crescimento saudável do negócio e mantê-lo competitivo no mercado.  

O processo de escolha é importante pois atua para que a organização obtenha a melhor das oportunidades apresentadas ou a mais eficiente solução das dificuldades notadas. 

É fundamental salientar que esse processo não garante que a escolha seja totalmente eficiente, ele apenas auxilia para que o momento de tomada de decisão seja o mais racional e estratégico possível. 

Segundo Herbert Alexander Simon, economista que em 1978 ganhou o Prêmio Nobel de economia pela teoria da Tomada de Decisão, “o papel das técnicas é estruturar o processo decisório, ajudando os gerentes a eliminar a improvisação e aumentar o grau de certeza na tomada de decisões”. 

Portanto, a tomada de decisão consiste em fazer uma escolha analisando as possibilidades e optando por aquela que mais faz sentido para o negócio. Isso porque cada processo de tomada de decisão resulta em uma escolha que pode gerar consequências, sejam elas positivas ou negativas. 

Desta forma,  é recomendável que os responsáveis pela tomada de decisão sigam um passo a passo com as 5 etapas do processo, para que este ocorra da forma mais eficiente possível.  


Como funciona um processo de tomada de decisão? Passo a passo

mulher branca sentada em uma mesa segurando um papel e colocando a mão no rosto com tom de dúvida, na mesa que ela está sentada há um laptop, papéis, xícara de café, óculos e canela, a foto está em tons de bege
Aplique o passo a passo a seguir para tomar decisões estratégicas

Todo processo decisório apresenta etapas que, ao serem seguidas, podem levar a uma escolha eficiente. É interessante ressaltar que toda tomada de decisão assertiva, ou seja, aquela que visa a evolução da instituição, é precedida por uma visão analítica e plural. 

Assim, é válido que o empresário siga, na medida do possível, as etapas a seguir com o foco no pensamento crítico e diverso. Com isso, no momento de tomar uma decisão, o empreendedor pode encontrar mais alternativas para analisar.

Como já mencionado, dentro de uma organização o processo de tomada de decisão envolve tanto a solução de problemas quanto a escolha de oportunidades. Contudo, o procedimento geralmente é aplicado quando um entrave surge na companhia. 

Por conta disso, o passo a passo abaixo é explicado para resolução de problemáticas, mas o processo é o mesmo caso a escolha seja entre oportunidades e não resoluções. 

Confira as cinco principais etapas do processo de tomada de decisão com base em uma problemática. Segue, abaixo, o passo a passo.

1. Identificação do problema 

O primeiro passo é identificar a causa do problema, ou seja, a origem. Pois, descrever de forma detalhada o problema e os motivos que o levaram a acontecer, facilita e guia o restante das etapas. Além disso, norteia de forma estratégica o responsável, ou responsáveis, pela tomada de decisão. 

O começo de uma problemática pode ter diversos motivos como, por exemplo, frustração, interesse ou desafio perante as dificuldades para atingir objetivos da companhia. Por meio da identificação dessas causas, é possível avaliar a gravidade e a urgência e, assim, começar a priorizar as problemáticas.

É válido ressaltar que o processo de priorização é quando há a identificação de mais de uma situação que precisa ser resolvida. Em caso de identificação de apenas uma situação,  é possível ir direto para a etapa de coleta e diagnóstico da tomada de decisão. 

2. Coleta de dados e diagnóstico

A coleta de dados é a segunda parte do processo decisório e envolve o estudo da situação por meio de informações e dados. Com isso, será possível realizar um diagnóstico da problemática e entender mais a fundo o cenário que ela está inserida. Para isso é recomendado procurar fontes de informação dentro da empresa.

A forma de coleta dessas informações irá depender do problema identificado e contexto. Segue, abaixo, alguns exemplos de técnicas que podem ser usadas para a coleta desses dados. 

  • entrevistar colaboradores, clientes e/ou fornecedores que estejam diretamente ligados ao problema;
  • analisar relatórios e acompanhamento de períodos anteriores; 
  • rever processos internos;
  • conhecer e buscar serviços de pesquisas de mercado. 

Além das opções apresentadas, há outro conceito e processo interessante e que está ganhando espaço dentro das empresas, o BI. 

O Business Intelligence é um processo de coleta e análise de dados. Um dos objetivos dele é justamente transformar os dados da sua empresa em um direcionamento para solucionar problemas ou sugerir melhorias nos processos. 

Após conseguir o conhecimento detalhado do contexto que precisa de uma tomada de decisão, o empresário pode seguir para a próxima etapa. Com a identificação e conhecimento mais aprofundado, é necessário começar a pensar nas alternativas. 

2. Identificação das alternativas

O terceiro passo envolve identificar opções para a resolução do problema. Para isso, a empresa pode reunir seus colaboradores e/ou equipes para que eles possam contribuir com experiências, conhecimento ou até mesmo por ter maior proximidade com a problemática. 

Nesse momento, algumas técnicas são recomendadas para que as ideias fluam e, assim, o responsável pela tomada de decisão consiga achar a melhor resposta. O Brainstorming é uma das técnicas recomendadas para isso. 

Essa técnica consiste em solicitar e escrever todas as ideias e palavras-chaves de sugestões dos colaboradores em um papel. Após isso, é possível analisar quais são as mais viáveis e que atenderão as necessidades da empresa. 

4. Análise das alternativas 

Após identificar as possíveis alternativas, é interessante que o empreendedor identifique os critérios que irá utilizar para analisar cada  uma e verificar qual é a mais válida. Esta é uma das mais importantes etapas do processo decisório. Por conta disso, é válido traçar  cenários de consequência e resultado que as alternativas levantadas podem gerar.

Nesta etapa é necessário avaliar as consequências que cada opção pode trazer, sejam elas positivas ou negativas, para assim, decidir qual a melhor para o contexto ou para o resultado que se deseja alcançar. 

Por fim, é importante salientar que essa etapa do processo precisa ter como objetivo principal entender quais são as melhores alternativas, ou seja, aquelas que atendam às necessidades da empresa. Este é o ponto chave para avaliar qual a decisão mais eficiente a tomar. 

5. Decisão e acompanhamento

Após identificar o problema, estudá-lo por meio de dados, identificar e analisar as alternativas, a tomada de decisão pode ser feita sem muitas preocupações. Isso porque os cenários foram estudados e as perspectivas analisadas de maneira estratégica. 

Por fim, é necessário fazer o acompanhamento dos resultados da tomada de decisão para verificar a eficiência do que foi escolhido. Isso pode ser feito por meio de pesquisas internas e também avaliações do impacto da decisão tomada. 

Algumas vezes podemos, mesmo com o procedimento, tomar decisões equivocadas que não vão resolver as problemáticas do negócio. Contudo, com acompanhamento e olhar crítico a respeito de todo o processo, é possível identificar os erros cometidos para que, assim, consigamos obter os melhores resultados do processo de tomada de decisão


na imagem do lado esquerdo contém uma mão segurando um papel com gráficos coloridos, do lado direito há uma parte azul que está escrita "O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar"

O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar

No momento de empreender, há quatro etapas importantes a serem criadas e desenvolvidas antes do negócio começar de fato: a identificação de oportunidades, a elaboração do plano de negócios, a captação de recursos e o gerenciamento da empresa. 

Todas são cruciais para o sucesso de um empreendimento, contudo, uma delas se destaca: o plano de negócios. Isso porque ele é uma ferramenta que auxilia o empreendedor a identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos

É com um plano de negócios que o empreendedor pode evitar riscos e prevenir a empresa de cenários inóspitos, ao projetar perspectivas com essa ferramenta. Para te auxiliar a compreender e executar esse planejamento, nós preparamos esse artigo. Confira!

O que é Plano de Negócios? 

O plano de negócios é um documento, ou relatório, de planejamento que descreve os objetivos de uma empresa e quais caminhos precisam ser percorridos para que estes objetivos sejam alcançados. Com esse documento, é possível identificar se uma ideia de negócio é viável ou não, o que diminui riscos e incertezas para o empreendedor. 

O plano contém as etapas de planejamento e montagem da empresa, ou seja, ele demonstra o futuro do empreendimento sob pontos de vistas: estratégicos, mercadológicos, operacionais, financeiros, entre outros. 

Assim, podemos entender que o plano é uma ferramenta com funções importantes uma vez que demonstra caminhos necessários para que o seu negócio percorra e concretize os objetivos.

Quais as funções de um plano de negócio? 

A função de um plano de negócio é demonstrar a viabilidade de um empreendimento. Explicaremos, adiante, como esse processo de analisar a viabilidade funciona.

É perceptível que o perfil de um empreendedor apresenta muitas características como a criatividade e a capacidade de visualizar oportunidades. Com isso, é possível desenvolver várias ideias para um negócio por meio da visão de possibilidades do mercado. 

Para que o empreendedor possa visualizar qual das ideias é a mais promissora é recomendável a elaboração de um plano de negócio. Assim, com ele, é possível saber a projeção da empresa e, consequentemente, a viabilidade dela.

Além disso, um plano de negócios tem como proposta descrever a empresa buscando sempre uma visão analítica. Pois, é efetuando esse relatório que o empreendedor conseguirá projetar o seu negócio em metas alcançáveis.  Desta forma, podemos entender a importância de criar um plano de negócios e de mantê-lo vivo e sempre atualizado. 

Por que um plano de negócios é importante?

A importância de um plano de negócio está diretamente relacionada com as funções dele, como a viabilidade, a estabilidade e o crescimento da empresa. Uma vez que com esse planejamento o empreendedor pode pensar de forma estratégica antes de investir seu capital.

É importante ressaltar que um plano de negócios não elimina os riscos no futuro, mas pode diminuir a possibilidade de erros. Até porque com falta de análise e estudos, tanto sobre o mercado quanto a respeito da futura empresa, pode fazer com que o investimento não dê os resultados esperados.

Então, com o plano de negócios é possível visualizar os dados dos recursos necessários para que o empreendimento saia do papel de maneira eficiente. E, no caso do empreendimento já ser entendido como viável, o plano de negócio é importante para outras situações. 

Isso porque ele é significativo à medida que pode ser consultado para apoiar o gerenciamento do negócio, otimizar a comunicação entre colaboradores, auxiliar em argumentações e tomadas de decisão, entre outras finalidades. 

Segue alguns exemplos de cenários em que o plano de negócios pode ser utilizado em uma empresa já em atividade:

  • apresentação para investidores; 
  • consulta para orientar os colaboradores; 
  • auxílio na comunicação entre sócios.

Além disso, é válido que o plano seja atualizado constantemente. Assim, com as consultas e atualizações, o empreendedor pode avaliar, no decorrer do tempo, os resultados e saber se eles correspondem com o que foi estimado como objetivo. 
Por mais que a principal finalidade do plano seja atribuir ao empreendedor uma visualização da viabilidade e concretude de suas ideias, ele tem os variados fins mencionados. Isso evidencia, ainda mais, a importância de criar um plano de negócios.


Como elaborar um plano de negócios?

mesa com muitos papéis coloridos em tons de rosa, verde, amarelo e azul. encostados na mesa há várias pessoas, mas apenas suas mãos e parte de seus corpos aparecem, eles estão construindo um plano de negócios
Conheça as seções de um plano de negócio

Para elaborar um plano de negócios é necessário pensar a respeito de alguns pontos que tangem a ideia do empreendimento. Primeiro, é recomendável que o empreendedor saiba quais os diferenciais que busca explorar com o negócio, ou seja, como a ideia destaca-se das que operam atualmente no mercado. 

Inclusive, é importante ressaltar que cada ideia de empreendimento e empresa possuem particularidades. Por conta disso, o plano de negócio pode variar de um empreendimento para outro. Assim, vamos te guiar a realizar um que possa te ajudar e recomendamos que, se tiver dúvidas, busque exemplos. Mas, de forma geral, um plano de negócios apresenta:

Sumário executivo

O começo desse documento de gestão contém o sumário executivo que reúne os tópicos de cada sessão do plano, um resumo da ideia do empreendimento e uma breve descrição da empresa. O sumário executivo precisa ser simples, conciso e com diferencial.

Análise de mercado 

Na análise de mercado, você vai identificar o segmento de mercado que sua empresa pretende atuar, assim como qual a necessidade do seu público alvo (clientes), quais são seus principais concorrentes e fornecedores.

Por meio do conhecimento do segmento de mercado – conjunto de pessoas ou empresas com características em comum – é possível também saber e definir os canais de distribuição do seu serviço ou produto.  

Plano de marketing

O plano de marketing é uma ferramenta estratégica que o empreendedor utilizará para alcançar suas metas de vendas e crescimento da empresa.  

Nesta etapa, é importante estruturar as estratégias de marketing com base em 4 pilares básicos, que são: 

  • Produto (o que a empresa vende); 
  • Preço (quanto será cobrado); 
  • Praça (em qual canal ou meio será ofertado);
  • e promoção (como você vai vai promover o produto/serviço) 

Os 4 P´s apresentados acima, também são conhecidos como mix de marketing e  devem ser trabalhados em conjunto para influenciar a resposta do consumidor perante a sua marca, produto ou serviço. 

Plano operacional 

Esta seção contém os processos detalhados de “como fazer o produto ou serviço”- parte operacional. 

Isso significa que no plano operacional há a descrição da localização, das instalações físicas, dos equipamentos, dos recursos humanos (pessoas e respectivos cargos), capacidade produtiva, tempo necessário para cada etapa do processo de produção   produto e/ou quantidade de clientes atendidos no mês. 

Nessa etapa há, também, o arranjo físico (ou layout) que define a distribuição dos setores, equipamentos, móveis e funcionários no espaço físico do estabelecimento. É válido inserir o desenho de uma planta arquitetônica.  

Plano financeiro

No plano financeiro, é possível realizar projeções de custos iniciais, investimento inicial, capital de giro, análise comparativa entre receitas e custos, entre outros. Com os valores levantados é possível construir o demonstrativo de resultados – relatório gerencial do plano financeiro. Com esse relatório, o empreendedor irá  analisar as receitas e despesas e, assim, saber se a empresa vai operar com lucro ou prejuízos. 

Análise de cenário

Esta é a última etapa de um plano de negócio e consiste em analisar possíveis situações que o empreendedor pode vir a enfrentar, sejam positivas ou negativas, e quais caminhos ele deve seguir. 

Assim, é necessário construir cenários com simulação de valores e situações variadas, preparando um cenário que o negócio apresente resultados pessimistas (queda em vendas ou aumento dos custos) e também otimistas (aumento de faturamento e diminuição de despesas).

Com estas simulações é possível definir ações de prevenção para os cenários negativos, evitando as adversidades, e elaborar ações para potencializar os cenários positivos. 

Em resumo…

Com o plano de negócios elaborado de forma estratégica, é possível ter um norte mais concreto e seguro para começar um empreendimento. 

É perceptível que, ao criar um plano de negócio, o futuro empresário pode seguir um caminho mais seguro, baseado em um estudo de suas ideias, recursos e opções. Ou seja, elaborar um plano de negócio é um dos primeiros passos para um empreendimento mais seguro e com muito potencial

Isso acontece porque, com o planejamento adequado analisando e documentando valores, concorrência, público alvo e pesquisa de mercado, entre outros, é possível criar um documento útil em muitos sentidos. Seja no momento da abertura ou até para a expansão, um  plano de negócios é uma ferramenta crucial do empreendedorismo

Agora que já sabe a importância de um plano de negócio, aproveite para conhecer melhor a Contabilivre e a nossa equipe de contadores, que vão ajudar você a realizar a abertura da sua empresa de forma simples e online!



na imagem do lado esquerdo há moedas douradas, prateadas e cor de bronze com um cifrão em formato de B, analogia as moedas digitais, do lado direito há um espaço em azul escrito "Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento"

Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são conceituadas como dinheiro não tangível, mas cambiável. Bitcoin, Litecoin e Ethereum são alguns exemplos das moedas digitais que conquistam cada vez mais espaço dentro do mercado e, consequentemente, estão cada vez mais presentes no horizonte de investimentos dos empreendedores

Mas, devido ao recente aparecimento delas no mercado, muitas dúvidas ainda surgem a respeito do que são moedas digitais, como surgiram, quais os tipos que existem e se é recomendável investir nelas

Para sanar suas dúvidas e te orientar sobre o mercado das criptomoedas, nós, da Contabilivre, preparamos esse conteúdo exclusivo sobre esses criptoativos. Confira!

O que são moedas digitais?

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são ativos financeiros que se assemelham às moedas físicas. Mas, enquanto o real, o dólar, entre outras moedas são controladas por um órgão ou governo, as moedas virtuais, em sua maioria, não possuem um órgão regulador. 

Apesar disso, as moedas digitais têm algumas finalidades parecidas com as moedas físicas, um exemplo é o conceito de meio de pagamento. Em outras palavras, as moedas virtuais podem servir tanto para contratação de serviço quanto para a compra de produtos. 

Portanto, assim como é possível comprar euros, dólares e até o ouro, é possível comprar as criptomoedas. Mas é importante ressaltar que elas possuem muitas diferenças em relação às moedas físicas e, essas características, estão relacionadas ao surgimento delas.

Como surgiram as criptomoedas? 

O surgimento das criptomoedas aconteceu por volta do final da década de 80. O programador David Chaum, nascido nos Estados Unidos, desenvolveu a primeira espécie de dinheiro eletrônico com caráter criptográfico que, anos depois, serviria como uma das bases de conhecimento para orientar o surgimento da, então, famosa Bitcoin.  

Assim, a primeira criptomoeda descentralizada, a Bitcoin, surgiu em 2009 e é a moeda digital que, atualmente, mais movimenta o mercado. Por trás da criação deste criptoativo está o nome, ou apenas pseudônimo, Satoshi Nakamoto. 

Pensadas para atuarem totalmente no meio digital, as moedas virtuais funcionam com a tecnologia de criptografia. Em outras palavras, elas são criptoativos, ou seja, todos os tipos de representação digital de valor que são transacionados eletronicamente e protegidos pela tecnologia de criptografia

Assim, podemos entender que elas são cambiáveis, ou seja, passíveis de venda e compra e, ainda, não tangíveis, ou, melhor dizendo, elas não existem fisicamente. Por fim, além dessas características mais amplas, as moedas apresentam outras particularidades. 

Os tipos de moedas virtuais e suas principais características

Existem vários tipos de criptomoedas e, estas, com diferentes características. Mas nos limitaremos a algumas das mais conhecidas no mercado financeiro: a  Bitcoin, a Litecoin e a Ethereum.

  • A Bitcoin é, como já comentado, reconhecida como a primeira criptomoeda descentralizada. Com essa característica, a Bitcoin é negociada por meio da tecnologia de  blockchain que, de forma resumida e simplificada, é um sistema que permite a transferência de moedas digitais com o modelo peer-to-peer (ponto-a-ponto). 

Em outras palavras, você negocia diretamente com outros detentores do ativo e não precisa de uma instituição intermediária, como, por exemplo, os bancos, para realizar as transações. Além disso, a Bitcoin, ou BTC, foi criada com uma oferta finita, ou seja, há um limite máximo fixo de bitcoins existentes (21 milhões). 

  • A Ethereum é uma criptomoeda e um pouco além disso. Isso porque ela é, também, uma plataforma que, entre outras funções, realiza as transações da ether (ou Ethereum), a moeda virtual. 

Criada pelo programador Vitalik Buterin em 2013, ela utiliza, também, o modelo peer-to-peer e a tecnologia blockchain. Porém, não foi projetada com a ideia de oferta finita, como foi a Bitcoin. Assim, com a Ethereum não há limitação na quantidade da moeda.

  • Por fim, a Litecoin é entendida como uma altcoin, ou seja, ela é uma criptomoeda que surgiu como alternativa à BTC. Assim, altcoins são moedas virtuais “inspiradas” na Bitcoin e, também, possuem como objetivo aprimorar os recursos oferecidos pela BTC. Porém, hoje em dia, no mercado, a Litecoin é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, enquanto isso, referem-se a BTC como o “ouro”  das moedas virtuais. Por fim, Litecoin tem uma quantidade limite de 84 milhões.

Compensa investir em criptomoedas?

Para compreender melhor o investimento em moedas virtuais, é necessário entender outro ponto sobre elas. As criptomoedas são entendidas como ativos multiplicadores de valor. 

Isso significa que, com o tempo, a valorização delas pode aumentar e, por meio da oferta e compra desses ativos, você pode vendê-las, aumentando o seu patrimônio. Assim, é possível investir em moedas digitais, mas é importante ter conhecimento das possibilidades e riscos que esse tipo de aplicação pode apresentar. 

Quando falamos sobre investimento, independente do ativo, é necessário ter em mente algumas questões como: planejamento, objetivos, estratégia e, principalmente, o perfil do investidor. 

Agora, a Bitcoin, e demais moedas, possuem uma característica importante quando falamos sobre investir nesses criptoativos: a alta volatilidade. Isso significa que, nos últimos anos, as moedas virtuais tiveram oscilações significativas em seus preços. 

Criptomoedas, oscilações e perfil de investidor 

Um exemplo é a própria BTC. Em abril de 2021, o ativo Bitcoin superou o valor de R$ 360 mil, sendo que, há um ano atrás, o preço era de R$ 42 mil. Mas não suponha que as moedas digitais apenas valorizam, muito pelo contrário, o preço delas pode cair também. 

Isso depende muito da lei de oferta e procura das criptomoedas. Como o mercado funciona 24 horas, as oscilações variam de acordo com a movimentação dos ativos nas transações, causando, assim, alta volatilidade. 

Por conta disso, antes de investir nas moedas virtuais, é necessário compreender o seu perfil de investidor. 

Para exemplificar e resumir, se o perfil for conservador, ou seja, ele prioriza o investimento conservado – aquele que há a priorização da preservação do capital e apresenta baixa tolerância ao risco -, não é aconselhável que esse perfil opte pelas moedas. Isso porque elas podem, em algum momento, proporcionar perdas.

Agora, se o perfil do investidor for arrojado, o objetivo maior desse tipo de investimento é a rentabilidade. Assim, é mais recomendável o investimento em criptomoedas, uma vez que esse retrato também se apresenta disposto a assumir riscos no momento de aplicar o seu dinheiro.

Em resumo…

O mundo está ficando cada vez mais digital e, o mercado está, também, inserindo cada vez mais a tecnologia em seu funcionamento. A Bolsa de Valores funciona em ambiente totalmente digital e as criptomoedas já são utilizadas como um meio de pagamento. 

Assim, parece que o rumo do mercado, futuramente, é uma digitalização cada vez maior. Por conta disso, é interessante pensar em comprar moedas digitais e, assim, investir nelas. Desde que o investimento, antes, seja pensado com objetivos e, principalmente, planejamento. 

Por isso, é aconselhável que, antes de aplicar capital nas criptomoedas, você planeje seus investimentos, se prevenindo de imprevistos (criando uma reserva de emergência, por exemplo), conhecendo o seu perfil de investidor e, também, adquirindo conhecimento sobre os ativos, ou criptoativos, que deseja aplicar o seu dinheiro.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas. 

uma mulher sentada de frente para uma mesa segurando e olhando um papel com uma mão na cabeça, do outro lado tem uma parte em azul que está escrito: "CNAE: o que é e por que é tão importante escolher a correta?"

CNAE: o que é e por que é tão importante escolher a correta?

A Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é um termo um tanto desconhecido para quem deseja empreender e apresenta um caráter essencial no procedimento de abertura de uma empresa. E, ao contrário do CNPJ, o CNAE não é um termo muito conhecido e pode gerar muitas dúvidas.

Para ajudar na compreensão sobre o que é a classificação e a importância de escolher a correta, preparamos esse artigo. Confira!

CNAE: O que é? 

CNAE significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas, sua  função é determinar quais atividades são exercidas por uma  empresa. Além disso, ela tem como objetivo categorizar empresas públicas e privadas, incluindo os profissionais autônomos e até mesmo organizações sem fins lucrativos.

A CNAE é um instrumento de padronização nacional formado por uma lista de códigos que identifica as variadas atividades econômicas no país. E, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um dos órgãos gestores da CNAE, a classificação funciona com a seguinte composição dos códigos de identificação:

  1. seções (correspondem ao primeiro número do código); 
  2. divisões (correspondem ao segundo número);
  3. grupos (terceiro número);
  4. classes (quarto número e código verificador);
  5. e subclasses (correspondem aos dois últimos números); 

A junção destes números,  formam um código específico para determinada atividade econômica. Assim, como há uma grande quantidade e variedade de atividades econômicas no Brasil, há, também, uma grande variabilidade “do CNAE”.

O pronome masculino colocado é uma questão interessante sobre a classificação. É comum ouvir, nas explicações de contadores, a classificação como “o CNAE”; isso porque, dentro do universo da contabilidade, é corriqueiro citar a classificação com o pronome masculino já que os profissionais se referem, no dia a dia, ao “código CNAE” e não a classificação em si.

Além dessa informação sobre a forma como se referir a (ou ao) CNAE, é interessante saber a origem e a função da classificação. A criação da CNAE foi feita justamente para organizar e uniformizar a grande gama de atividades econômicas de forma efetiva e, com isso, aprimorar a gestão tributária, buscando evitar ações fraudulentas. 

Isso porque a CNAE é, também, uma ferramenta para a classificação e organização dos critérios de enquadramento de impostos e é utilizada por diversos órgãos da administração tributária. Devido estas características, a classificação carrega consigo funcionalidades importantes para o enquadramento tributário e a abertura de negócios. 

CNAE: por que é tão importante escolher a correta? 

A CNAE é importante para uma empresa, em primeiro lugar, devido ao papel indispensável no processo de abertura de um CNPJ.

A informação correta da classificação na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica (FCPJ), ou seja, o código da CNAE, é necessária nesse procedimento de abertura da empresa, já que interfere diretamente nas  questões tributárias do negócio.  

Como mencionado acima, a definição da CNAE de uma empresa interfere nos tributos que ela precisa recolher. Portanto, se no momento de abertura de um CNPJ a classificação estiver errada, o empresário corre o risco de pagar indevidamente as contribuições. E, com isso, pode ter complicações com o Fisco.

Isso acontece porque, caso uma pessoa jurídica tenha como dever o recolhimento de determinados impostos e, por conta da classificação errada das atividades, não fizer isso devidamente, a PJ está sujeita a sonegação fiscal. 

Além disso, também pode acontecer outro cenário em que o empresário recolhe impostos que não estão imputados em suas atividades e, assim, paga contribuições além do necessário. 

A escolha correta do código é fundamental, também, para que sejam realizados adequadamente tanto o enquadramento tributário quanto o sindical. Assim, por conta dos pontos mencionados, é necessário que aconteça a escolha correta da CNAE, ou até mesmo das CNAEs.

É possível ter mais de uma CNAE no mesmo CNPJ? 

Sim, é possível ter mais de uma CNAE no mesmo CNPJ, isso porque uma empresa pode ter várias atividades e, assim, uma classificação para cada uma delas. Porém, é necessário atenção em alguns pontos.

Apenas uma CNAE será entendida como principal, ou seja, ela indica qual o ramo de atividade do negócio e, ainda, será por meio deste código principal que o empreendedor irá emitir a maioria das notas fiscais. 

Por outro lado, podem existir as demais CNAEs, compreendidas como secundárias. Esses códigos servirão como um apoio, caso, ocasionalmente, a empresa preste serviços diferentes da atividade classificada no código principal. 

É importante ressaltar que a CNAE principal e as secundárias precisam estar relacionadas. Além disso, a escolha correta de todas elas é fundamental para garantir os enquadramentos adequados já mencionados – sindical e tributário.

Isso acontece porque cada regime tributário possui as suas regras e especificidades. A empresa precisa apresentar um certo porte, faturamento, constituição societária e a atividade exercida (referente ao código) que sejam passíveis de enquadramento em dado regime.

O Simples Nacional, por exemplo, é um regime tributário e, como os outros, possui particularidades e exigências. Alguns exemplos são:

  1. limite de faturamento anual;
  2. não possuir débitos;
  3. não possuir em seu quadro societário sócios do exterior e
  4. ter sua atividade enquadrada na lista de CNAEs aceitas pelo regime.
imagem dos botões de uma calculadora, são pretos e cinzas com números brancos pintados
Entenda a relação entre a CNAE e o regime tributário Simples Nacional

Como saber se o código da CNAE se enquadra no Simples Nacional? 

Após descobrir qual a CNAE correta para a empresa, o próximo passo é saber se o código se enquadra no Simples. Neste momento, é importante ressaltar que todas as CNAEs, seja a principal ou as secundárias, precisam estar de acordo com as regras do regime tributário. 

Para saber a respeito do enquadramento no Simples Nacional, é necessário consultar a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), nº 140 de maio de 2018, art 8º, §1º e 2º, tabelas dos anexos VI e VII.

Por meio dos anexos, é possível ter conhecimento das atividades que são impeditivas e concomitantes ao regime tributário. Em outras palavras, aquelas que estão proibidas ou as que podem ser enquadradas, mas dependem de outros fatores. Além disso, também é possível utilizar outros meios para auxiliar nesse processo. 

Existem portais e sites que disponibilizam tabelas gratuitas para consultar o código da classificação. Uma forma interessante de conseguir a informação, porém não explicam diretamente sobre as alíquotas. Nós, da Contabilivre, disponibilizamos uma tabela que traz mais informações como: o código da CNAE, a descrição, o anexo e a alíquota. 

Por fim, é perceptível que a escolha da CNAE é um processo detalhado e muito importante na abertura da empresa. Por conta disso, não hesite em contratar um contador – o profissional qualificado e essencial para tirar as suas dúvidas a respeito de todo o processo.

Para isso, entre em contato conosco! Nós da Contabilivre realizamos contabilidade online, sem burocracias e disposta a atender as suas necessidades! 

Porque o contador é essencial na escolha do CNAE correto para a empresa?

O contador é o profissional que sabe informar, de maneira exata e correta, se o código se enquadra, ou não, no Simples Nacional. Inclusive, para saber o enquadramento no regime tributário, é necessário, antes, conhecer o CNAE correto para o negócio. 

Para saber o CNAE, o empreendedor pode consultar a Comissão Nacional de Geografia e Estatística (CONCLA). Porém, compreender qual o código correto para a atividade exercida não é uma tarefa tão simples. 

É necessário ter um conhecimento técnico para identificar corretamente o CNAE, visto que este código é tão importante ao determinar o segmento de atuação da empresa e as alíquotas de tributação.

Por isso, no momento da abertura do CNPJ, é recomendado que o empreendedor contrate um contador qualificado. Esse profissional vai auxiliar na escolha do CNAE correto e garantir o enquadramento ideal para a empresa.

Nós, da Contabilivre, trabalhamos com contadores especialistas em abertura de empresas que possuem o conhecimento qualificado sobre o enquadramento no Simples e escolha do CNAE. Entre em contato conosco!


no canto esquerdo há uma mulher branca e loira vestindo uma camisa cinza, do outro lado há uma arte escrita "Venda sem Nota Fiscal: por que não é recomendada?"

Venda sem Nota Fiscal: por que não é recomendada?

Começar um empreendimento requer o conhecimento de algumas burocracias e, também, obrigatoriedades – a Nota Fiscal (NF) é uma delas. Prevista na lei, a nota é um documento obrigatório para a maioria dos empreendedores. Este é um dos motivos da prestação de serviço e venda sem Nota Fiscal não serem recomendadas. 

Por outro lado, alguns empresários, principalmente aqueles de primeira viagem, podem ter muitas dúvidas sobre a emissão da NF, a obrigatoriedade dela e o porquê a venda sem ela não ser recomendada. 

Por isso, preparamos um conteúdo exclusivo sobre a Nota Fiscal e as consequências caso sua emissão não seja realizada. Confira!

Por que a venda sem Nota Fiscal, de produtos e serviços, não é recomendada? 

A venda sem a nota é uma atitude comum, porém não  aconselhável. Isso porque a NF é um documento fiscal obrigatório, previsto na lei e que faz parte da responsabilidade fiscal tributária e das boas práticas comerciais.

O documento é de suma importância uma vez que tem como função registrar e comprovar transações comerciais que são passíveis de tributação. Por conta disso, a emissão da Nota Fiscal é uma responsabilidade de grande parte das empresas. 

Quer abrir uma empresa e não sabe como? Nós da Contabilivre podemos te ajudar com isso e com a contabilidade do seu negócio. Clique aqui para saber mais!

Quem deve emitir a nota fiscal? 

De forma geral, todas as empresas têm a obrigação de emitir o documento e, com isso, evitar a venda sem Nota Fiscal, no caso de produtos e prestação de serviços. Em outros termos, todos os negócios, independente do porte ou natureza jurídica, são aconselhados a emitir a NF.

Apenas no cenário do Microempreendedor Individual (MEI) algumas questões mudam. O MEI é obrigado a emitir a nota, porém apenas para Pessoas Jurídicas. E, ainda, caso ele venda para uma PJ que já tenha emitido uma nota de entrada, o MEI é dispensado de emitir o documento fiscal. 

Mas, de modo geral, a emissão de Nota Fiscal é uma obrigação de todas as empresas que realizam transações comerciais – sejam de produtos ou serviços. A menos que ocorra caso o caso mencionado, uma exceção à regra, acontece a isenção dessa obrigatoriedade.

Agora, quando há essa obrigatoriedade, é importante ressaltar que, como a nota é prevista em lei, a prestação de serviços e venda sem Nota Fiscal são consideradas crime.

Porque a venda sem Nota Fiscal é considerada crime? 

De acordo com a  Lei 8.137/1990, fraudar, adulterar ou deixar de fornecer a Nota Fiscal, quando obrigatória, é um crime contra a ordem tributária, ou seja, sonegação de impostos. 

Isso acontece porque o documento tem relação direta com o recolhimento de impostos, uma vez que a nota também tem como função formalizar a receita da empresa perante os órgãos públicos. 

A sonegação da NF pode ser identificada durante as auditorias da Receita Federal ou denunciada pelos consumidores. E, dependendo da investigação, a situação pode gerar algumas complicações para o empreendedor.

Entenda as complicações que a venda sem Nota Fiscal pode trazer para um negócio

Consequências da prestação de serviços e venda sem Nota Fiscal 

As complicações com a prestação de serviços e venda sem Nota Fiscal são várias, entre elas estão a imagem negativa do negócio, as multas e, dependendo do caso, até a prisão do responsável pela sonegação.

A maioria dos consumidores têm ciência de seus direitos à nota e, muitas vezes, exige o documento fiscal. Até porque os compradores sabem que o documento assegura direitos, como, por exemplo, a garantia.

Por isso, caso a empresa não forneça a Nota Fiscal de saída, denúncias podem acontecer e, com isso, prejudicar a imagem do negócio, comprometendo a relação com clientes e até parceiros. 

Além dessa consequência, há as penalidades legais. De acordo com a Secretária da Fazenda, a multa pela não emissão do documento fiscal pode variar de 10% até 100% do valor da operação – sem mencionar que a multa, dependendo do caso, pode ser cumulativa. 

No caso de reincidência de venda sem Nota Fiscal, dependendo do caso, o empresário pode ser até preso pelo crime de sonegação. De acordo com o Tribunal de Justiça, a detenção por sonegação de impostos varia de seis meses até dois anos de prisão. 

Assim, é perceptível que a prestação de serviços e venda sem Nota Fiscal acarreta muitas consequências para o empreendedor. Além das penalidades, outros fatores podem instigar o empresário a emitir documento, já que a Nota Fiscal tem funcionalidades que podem auxiliá-lo. 

Benefícios da emissão da Nota Fiscal 

Um bom motivo para emitir a NF é a organização contábil, já que a emissão do documento fiscal permite que o empreendedor crie um histórico de transações comerciais. E, por meio dele, é possível visualizar com eficiência os valores de entrada e saída do negócio. 

Outra questão é conseguir manter a empresa regularizada com o Fisco. O Fisco é a autoridade fazendária que fiscaliza os negócios em diferentes âmbitos – um deles é o recolhimento de impostos. 

Assim, com a emissão correta da NF, a Pessoa Jurídica pode ser monitorada pelos órgãos públicos e não enfrentará consequências futuras e relacionadas as obrigações fiscais.

Por fim, outro fator que pode motivar a emissão das notas fiscais é a praticidade. Isso porque, atualmente, existe a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) – com a digitalização do documento está mais prático e fácil emiti-lo.

A NF-e tem as mesmas finalidades da Nota Fiscal, mas diferencia-se por ser digital e funcionar de forma online – essas características garantem um armazenamento mais eficiente e prático desses documentos.

Como emitir Nota Fiscal Eletrônica? 

Para realizar a emissão das notas fiscais eletrônicas é preciso, primeiro, ter o conhecimento do tipo de NF que precisa ser emitida. Isso porque esse documento fiscal varia de acordo com a operação que estiver sendo realizada. 

O segundo passo, para emitir Nota Fiscal Eletrônica, é obter um certificado digital, ou seja, uma assinatura digital do remetente. Isso é necessário para que a nota tenha validade jurídica. Depois, é preciso realizar o cadastro fiscal junto ao governo. A forma de realizar o cadastramento varia de empresa para empresa. 

Por fim, o próximo passo é escolher um software emissor das notas fiscais eletrônicas. Esse passo é muito importante pois, com ele, o empresário pode começar a fazer as emissões do documento fiscal e, assim, manter a empresa regularizada. 

Em resumo…

Com essas informações, é notável como a Nota Fiscal e a emissão dela durante uma transação comercial é importante. Pois, além de ser uma obrigação do empreendedor, dependendo do caso, é um ato relevante para o registro fiscal e as boas práticas da empresa.

Além disso, a emissão da NF agrega benefícios para a rotina de um negócio, como o histórico, registro e organização dos documentos fiscais, fatores que otimizam o trabalho da empresa e mantém a mesma regularizada com os órgãos fiscalizadores.  

E, com a Nota Fiscal Eletrônica, há uma praticidade e agilidade no processo que pode otimizar os afazeres no ambiente de trabalho, facilitando o processo de emissão e armazenamento das notas. 

Por outro lado, o processo de emitir uma Nota Fiscal parece estar repleta de burocracias. As dúvidas sobre o tipo de nota fiscal, o processo de conseguir um certificado digital e o cadastramento podem ser sanadas com o auxílio de um contador. 

Esse é o profissional qualificado para orientar os empreendedores a respeito dos procedimentos mais técnicos. Por fim, é válido ressaltar que há também outras modernizações, além das Notas Fiscais Eletrônicas, no universo do empreendedorismo e uma delas é a contabilidade online. Para obter esse tipo de serviço entre em contato conosco!

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ao lado esquerdo da imagem há uma mulher branca sentada em um sofá segurando na não uma folha de papel e com a outra mão colocada na cabeça, em seu colo há um computador e sua expressão é de assustada, no lado esquerdo há uma parte em azul escrita: O que é COFINS? Entenda tudo sobre a contribuição

O que é COFINS? Entenda tudo sobre a contribuição

O Brasil é um dos países que mais cobra impostos do mundo. Essa questão pode causar muita dor de cabeça para o empresário brasileiro, já que ele acaba recebendo a desafiadora tarefa de compreender melhor cada um dos tributos. Inclusive, uma das contribuições que causa muitos questionamentos, por parte dos empreendedores de primeira viagem, é a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, ou só COFINS. 

São poucos empreendedores que conhecem mais a fundo o imposto. Alguns detalhes como: “quais negócios têm a obrigatoriedade de pagar o tributo?” e “como realizar o cálculo?” passam despercebidos. Mas essas informações são importantes para o contribuinte conhecer os seus deveres e manter o seu negócio regularizado.

Para trazer esses conhecimentos sobre o COFINS, preparamos um artigo exclusivo explicando até os pormenores sobre a contribuição. Confira!

O que é o COFINS? 

O COFINS é um tributo federal que incide na receita bruta da empresa. O destino da arrecadação é custear a seguridade social, ou seja, os serviços que abarcam a previdência, a assistência social e a saúde da população.

O valor da contribuição varia de acordo com a receita bruta mensal de cada empresa. Assim, o cálculo do imposto, muitas vezes, fica a encargo do contador contratado – ou, até do empresário, que precisa estar atento ao cálculo, também, para poder conferi-lo. Por conta disso, é importante que o empreendedor saiba se tem essa obrigatoriedade ou não de realizar o recolhimento do imposto.

Quem deve pagar o COFINS? 

Pessoas Jurídicas de direito privado precisam pagar o COFINS. Para deixar mais claro: quase todas as empresas legalmente constituídas precisam pagar o imposto. Isso porque há, algumas, exceções.  

O Microempreendedor Individual (MEI), as Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP), que estão enquadradas no regime tributário Simples Nacional, não precisam realizar o recolhimento do tributo. Isso acontece porque o pagamento da contribuição é feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), em uma guia única de pagamento do regime tributário.  

O que é o Simples Nacional? 

Como já comentado neste artigo, o Simples Nacional é um regime tributário, que implica o recolhimento, mediante documento único de arrecadação, conforme a Lei Complementar nº 126/2006. 

Empresas de porte MEI, ME ou EPP podem optar pelo regime. Os outros portes não podem escolher pelo Simples. Por isso, os demais empresários precisam realizar o pagamento do imposto e, para saber como calcular o valor, é necessário ter o conhecimento de como a contribuição funciona

Como funciona o cálculo do COFINS?

Como dito anteriormente, antes de realizar o cálculo do COFINS, é necessário a compreensão de como o tributo funciona. Isso porque o cálculo varia de acordo com a incidência do tributo.

O governo oferece as empresas duas formas de incidência do COFINS: a cumulativa e a não-cumulativa. Esse detalhe é importante pois a alíquota – percentual que o tributo incide – muda de acordo com a incidência.

Segue, abaixo, as incidências e suas características principais:

  1. Cumulativa: presente nas companhias que adotam o regime tributário de Lucro Presumido. Nesse caso, a alíquota do cálculo é de 3%.
  2. Não-cumulativa: empresas com o regime de tributação Lucro Real. Nesse caso, o percentual é de 7,6%.

Inclusive, as atividades exercidas pela empresa e suas demais características não interferem no cálculo deste imposto, ou seja, a tributação não muda de acordo com os tipos de serviços ou vendas prestados. 

Logo, os fatores que são levados em consideração, no momento de calcular o COFINS, são a alíquota e o valor da receita bruta da empresa. 

a mesa com uma calculadora sendo segurada por duas mãos que realizam uma conta, como se estivesse calculando o COFINS, há papéis espalhados e no canto esquerdo há uma parte de um notebook e no canto direito há uma xícara de café
Entenda o passo a passo para calcular o COFINS

Como calcular o COFINS na incidência cumulativa? 

O cálculo do COFINS pode parecer complicado, mas não é tão difícil de compreender.   Entendendo o passo a passo para realizar cada conta fica mais visível como calcular este imposto. E, para uma melhor explicação, utilizaremos um exemplo em cada caso. 

No cenário das empresas que se enquadram no regime tributário Lucro Presumido, com  o recolhimento cumulativo, é importante ressaltar, antes de mais nada, que a receita utilizada no cálculo não considera créditos tributários, ou seja, aqueles que são relacionados aos custos, despesas e encargos da empresa. 

Além disso, é necessário saber, também, a respeito de outro imposto, o Programa de Seguridade Social (PIS). Isso porque é comum que PIS e COFINS sejam citados juntos e, muitas vezes, até confundidos como apenas um tributo. 

Ambos possuem finalidades parecidas, assim, são citados juntos como “PIS/COFINS”. Enquanto o COFINS é voltado para a seguridade social, o PIS é para o financiamento de programas de integração social do trabalhador como, por exemplo, o abono salarial e o seguro desemprego.

Devido a essa proximidade das contribuições, é recomendável realizar o cálculo de ambos juntos. Assim, mostraremos o cálculo do COFINS juntamente com a conta do PIS.

Com isso em mente, suponha que uma empresa tem como Receita  Bruta o valor de R$ 10.000,00 e a forma de pagamento dela é por meio do recolhimento cumulativo, ou seja, alíquota do COFINS é de 3% e a do PIS é de 0,65%.

Para realizar o cálculo basta multiplicar a alíquota e o valor da receita: 

  • COFINS = Receita Bruta (10.000) x Alíquota (3%)
  • COFINS = 10.000 x 0,03
  • COFINS = 300

Assim, o valor do imposto COFINS, neste caso, é de R$ 300,00. O cálculo do PIS segue a mesma lógica. 

  • PIS = Receita Bruta (10.000) x Alíquota (0,65%)
  • PIS = 10.000 x 0,0065
  • PIS = 65

Assim, o valor do imposto PIS, neste caso, é de R$ 65,00 Agora, caso fosse outro recolhimento, o não-cumulativo, o cálculo muda.

Como calcular o COFINS na incidência não-cumulativa? 

No caso das empresas que se enquadram no regime tributário Lucro Real, de  recolhimento não-cumulativo, a alíquota do COFINS é de 7,6%. É válido lembrar que, neste cálculo, a receita se difere do regime anterior pois, nesse caso, acontece a apropriação de créditos tributários embutidos em custos, despesas e encargos – fatores que foram desconsiderados na conta anterior. 

Dito isso, para calcular o imposto, na incidência não-cumulativa, é preciso seguir algumas etapas diferentes do que foi feito no outro. Para ilustrarmos melhor, utilizaremos um novo exemplo. 

Desta vez, a receita é de R$ 20.000,00 e o registro em compras, da empresa, é de R$ 10.000,00. A alíquota do COFINS é de 7,6% e a do PIS é 1,65%. Realizaremos, agora, a primeira parte do cálculo:

  • COFINS sobre a venda = 20.000 x 7,6% = 1.520
  • COFINS sobre a compra = 10.000 x 7,6% = 760
  • COFINS = 1.520 – 760
  • COFINS = 760

Assim, o valor do COFINS, neste caso, é de R$ 760,00. Feito isso, seguiremos para o cálculo do PIS. 

  • PIS sobre a venda =  20.000 x 1,65% = 330,00
  • PIS sobre a compra = 10.000 x 1,65% = 165,00
  • PIS = 330 – 165
  • PIS = 165,00

Portanto, o valor do PIS, neste caso, é de R$ 165,000. E, para além dos cálculos em cada regime, é importante saber, também, como realizar o pagamento mensal dessa contribuição. É necessário ressaltar essas duas questões para que o empresário mantenha a empresa sem atrasos fiscais e, com isso, regularizada com o Fisco.

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Como realizar o pagamento?

Para realizar o pagamento do COFINS é preciso emitir o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). Essa guia pode ser emitida pelo Sistema de Cálculo de Acréscimos Legais (Sicalc). 

O DARF é um documento da Receita Federal que realiza o recolhimento dos impostos, taxas e contribuições embutidas em operações comerciais. É válido ressaltar que cada guia do DARF é voltada para o pagamento de um determinado tributo.

Assim, o pagamento do COFINS é realizado separadamente do pagamento do PIS, ou seja, é gerado um DARF para cada contribuição. O prazo máximo para realizar o pagamento dos tributos é até o 25º dia de cada mês.

Por fim…  

Além do pagamento, há outros pontos sobre o COFINS que precisam ser de conhecimento do empreendedor. Detalhes como as questões que tangem produtos isentos dos impostos, como é o caso dos produtos monofásicos, por exemplo. 

Para saber mais sobre esses últimos pormenores mencionados em relação aos produtos e realizar o cálculo do PIS/COFINS com eficiência, é recomendável entrar em contato com um contador. Pois, com um serviço de contabilidade de qualidade, é possível obter o direcionamento apropriado e necessário com as demais burocracias e exceções dos tributos. 

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