DIRF 2022

DIRF 2022 o que é, pra que serve e como fazer a declaração

Realizar a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte de 2022 (DIRF 2022) é uma das obrigações básicas para qualquer empresa brasileira que deseja se manter regular perante o Fisco, evitando multas, processos administrativos ou judiciais, entre outros problemas. 

Como se trata de um documento obrigatório e exigido pelo Governo, é fundamental que os contribuintes conheçam sobre o assunto. Por isso, trouxemos este conteúdo que explica melhor sobre o conceito dessa declaração, sua finalidade, importância, entre outras informações relevantes. Confira!

O que é DIRF e para que ela serve?

A Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) é uma obrigação acessória a ser preenchida e entregue conforme as normas da Receita Federal do Brasil. Esse documento é emitido por uma pessoa pagadora (podendo ser pessoa física ou jurídica) com a finalidade de informar à Receita Federal os valores referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Contribuições Sociais Retidas na Fonte (CSRF) que foram retidos de pagamentos feitos a terceiros.

Saiba que a DIRF informa o quanto foi recolhido de IR sobre pagamentos do ano anterior ao de sua emissão. Por exemplo, a DIRF de 2022 trará dados dos pagamentos realizados no ano de 2021. No final do ano de 2020, a Receita Federal publicou a Instrução Normativa nº 1.990/20, que atualiza as disposições legais que tratam da entrega da DIRF, tratando-se da norma vigente referente ao assunto. De forma geral, as informações que devem estar no documento são:

  • rendimentos tributários creditados ou pagos para pessoas jurídicas e empregados, incluindo suas respectivas retenções, mesmo que o beneficiário empregado esteja residente no exterior;
  • rendimentos sem vínculo empregatício, como de royalties ou aluguéis, desde que o valor total seja superior a R$6 mil reais. Essa informação deve ser incluída mesmo que o valor não tenha sido objeto de retenção de IR na fonte;
  • lucros e dividendos pagos aos sócios da empresa;
  • dados de pagamento a planos privados de assistência à saúde quando firmado na modalidade coletivo empresarial. Nesse caso, o plano deve ser contratado pela fonte pagadora em benefício dos colaboradores.

Para realizar a entrega desta declaração, você pode utilizar o Programa Gerador da Declaração. Este programa pode ser baixado diretamente pelo site oficial da Receita Federal.

Qual é sua importância?

Esse documento comprova à Receita Federal que os tributos foram recolhidos adequadamente e evita a sonegação de impostos. Para o Governo, o documento ajuda na fiscalização das empresas, fazendo com que ele saiba quais estão cumprindo as regras de recolhimento do IR adequadamente.

Por isso, entender sobre o assunto é fundamental para assegurar o seu compliance perante o Fisco, minimizando problemas legais, multas e acometimento do crime de sonegação fiscal, o que significa que os autores estão sujeitos a medidas criminais.

No entanto, saiba que a DIRF é submetida a análises pelos fiscais da Receita Federal, o que significa que ela poderá ser rejeitada caso seja encontrada alguma falha na declaração que impeça que ela seja aceita pelo órgão fiscalizador.

Além disso, deixar de enviar o documento dentro do prazo gerará uma multa de 2% por mês-calendário sobre o valor do IR que foi informado na declaração. Essa multa tem o valor mínimo de R$200,00 para pessoas físicas ou jurídicas inativas, incluindo as optantes do Simples Nacional. Para os demais casos (como empresas ativas), a multa pelo descumprimento é de R$500,00.

Quem deve entregar a DIRF?

Qualquer fonte pagadora que tenha que reter o IRRF ou CSRF de seu beneficiário deve entregar a DIRF anualmente. A lista daqueles que deverão apresentar a DIRF está no Art. 2º da IN RFB nº 1.990/20, mas eles podem ser assim resumidos:

  • empresas que recolheram IRRF, mesmo que seja por somente um mês;
  • empresas que realizaram transação de valores monetários ao exterior, mesmo que o valor não seja tributado;
  • pessoas jurídicas que farão pagamentos fazendo o recolhimento de tributos como PIS/PASEP, CSLL ou COFINS;
  • pessoas físicas e jurídicas na condição de sócio ostensivo de sociedade em conta de participação.

Porém, saiba que as obrigações da empresa não terminam com o envio da declaração, é necessário disponibilizar aos colaboradores o Informe de Rendimentos para aqueles que têm o rendimento igual ou acima de R$28.559,70 por ano. Esse documento é importante para aqueles que precisam preencher e enviar o Imposto de Renda para Pessoas Físicas (IRPF).

O que é declaração com e sem retenção de IR?

Essa declaração pode ser feita de duas formas, com ou sem a retenção do imposto de renda. O primeiro deve ser feito por pessoas jurídicas ou físicas que retiverem IR devido a créditos ou pagamento de rendimentos. Exemplos de entidades são:

  • empresas privadas no Brasil;
  • condomínios edilícios;
  • entidades públicas;
  • organizações individuais.

No segundo caso, mesmo as empresas que não retiveram o IR estão obrigadas a emitir o DIRF. Veja exemplos:

  • entidades nacionais e regionais que administram desportos olímpicos;
  • candidatos de cargos eletivos, incluindo os suplentes e vices;
  • pessoas jurídicas ou físicas que são residentes e domiciliadas no Brasil, desde que tenham efetuado crédito, pagamento, remessa ou entrega de valores a outra pessoa no exterior.

É importante saber que as empresas optantes pelo regime tributário Simples Nacional não estão dispensadas da emissão da DIRF. Por se tratar de um assunto mais complicado, é fundamental que os empregadores contem com o suporte de contadores especializados na área, assim eles saberão mais detalhadamente sobre a obrigatoriedade da DIRF e o posicionamento da empresa quanto a essa questão.

Quando deve ser enviada a DIRF?

Habitualmente, o prazo para entrega da DIRF é até a última hora do dia 28 de fevereiro, porém, neste ano foi antecipada para até o dia 25 do mesmo mês. A DIRF 2022 é uma das obrigações mais relevantes para que empresas se mantenham regulares perante o Fisco. Apesar do documento poder ser gerado pelo programa gerador da DIRF 2022, é crucial que o negócio receba suporte de contadores especializados, assim você garante que a obrigação seja cumprida conforme a legislação.

A Contabilivre é um escritório de contabilidade online que realiza a emissão deste documento e cuida da totalidade das gestões contábil e fiscal da sua empresa. Além disso, ela oferece um atendimento eficiente e humanizado, com uma plataforma amigável e intuitiva, desenvolvida para otimizar e descomplicar as rotinas contábil e fiscal da sua empresa.

Se você gostou do nosso conteúdo e se interessa por assuntos de contabilidade e empreendedorismo, acompanhe nosso blog e compartilhe este material em suas redes sociais!

mulher branca segurando uma xícara e sorrindo de frente há um computador, do lado direito há uma parte em azul clara escrito: "Investimentos para empresas : como investir sendo PJ?"

Investimentos para empresas: como investir sendo PJ?

Investimentos para empresas é importante para a valorização do dinheiro do negócio. Isso significa que, ao invés dos valores de capital de giro e reversas estarem estagnados na conta corrente, eles podem estar rendendo por meio de aplicações em ativos financeiros. 

Para que isso ocorra, é interessante o empreendedor conhecer melhor investimentos que façam mais sentido para o seu negócio. Por mais que investir pareça algo distante da nossa realidade, essa prática é algo mais próximo do que acreditamos. 

Se você deseja saber mais sobre como investir sendo pessoa jurídica, acompanhe o nosso conteúdo!

Ao analisar possíveis investimentos para pessoas física e jurídica, é perceptível que para a PJ a compra de ativos é restrita. Além disso, há algumas especificidades e diferenças nas regras de alguns produtos financeiros. 

O ideal é buscar investimentos de baixo risco e liquidez diária. Por isso, o mais recomendado aos empreendedores são os investimentos de renda fixa.  

O que é um investimento em renda fixa?

Um investimento em renda fixa é aquele que periodicamente rende uma quantia de acordo com uma taxa fixa. Em outras palavras,  esse tipo de investimento apresenta  uma rentabilidade previsível e não possui  alta volatilidade como outras variedades de investimentos (como ações, por exemplo). 

Quais são os tipos de investimento em renda fixa?

Em renda fixa, os investimentos mais conhecidos e recomendados para pessoa jurídica são: 

  • Certificado de Depósito Bancário – CDB;
  • Fundo de Investimentos; 
  • Letras de Crédito Imobiliário – LCI;
  • Letras de Crédito do Agronegócio – LCA.

Em resumo, o CDB é um investimento baseado em uma taxa de operações interbancárias, ou seja, entre bancos. Essa é uma das maiores vantagens desse investimento, ele pode ser vinculado à taxa básica de juros, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). 

Vale ressaltar também que a segurança do investimento do CDB é alta, já que ele conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Ao falar sobre investimentos e rendimentos, ouvimos a expressão “render 100% do CDI”, o que é entendido como algo necessário para se conseguir lucro com a renda fixa. Por isso, ao escolher um ativo de renda para investir, procure saber qual a taxa de juros que o ativo de renda fixa está relacionado.

Já os fundos de investimentos reúnem vários investidores, também chamados de cotistas, com o objetivo de investir em um setor em comum. Existem tipos de fundos como renda fixa, imobiliários, multimercado e ações, entre outros. 

Com esse investimento, é cobrado o IOF (Imposto sobre operações financeiras). Essa cobrança começa em 96% quando ocorre o primeiro dia do investimento e cai para 0% trinta dias após a operação. Dependendo do fundo, também acontece a cobrança do IR, imposto de renda (alíquota de 22,5% a 15%). 

Há, também, as LCIs e LCAs que, assim como CDB, a remuneração desses investimentos pode ser vinculada a um índice ou prefixada. Por exemplo, uma LCI pode estar vinculada ao IPCA (índice de preços ao consumidor amplo). 

O IPCA é um índice utilizado para observarmos a tendência da inflação. Assim, caso aconteça a compra de um ativo LCI, o investidor pode garantir um ganho real de poder de compra. Tanto LCI quanto LCA contam com a proteção do FGC. 

No caso de pessoa física, há a isenção do IR. Por outro lado, para pessoas jurídicas, isso não acontece. Esses ativos são tributados da mesma maneira que um CDB, ou seja, dependendo do tempo de aplicação. 

E também é possível que empresas participem da Bolsa de Valores comprando ações, mas é válido ressaltar que a rentabilidade variável envolve riscos, tanto moderados quanto altos. 

Nesse caso, então, é importante lembrar que os investimentos em ações para PJ são recomendáveis a longo prazo. Isso significa que a empresa não vai precisar resgatar o dinheiro nos próximos cinco anos, pelo menos. 

Por fim, investir em renda variável ou fixa varia de acordo com a sua necessidade de liquidez. Por isso, recomendamos diversificar a carteira de investimentos, para que ela seja ajustada de acordo com as variáveis que fazem sentido para o seu negócio, como a previsão de contas para o próximo mês e a liquidez de todos os investimentos. 

Uma forma também de investir no seu negócio é deixando as burocracias da sua empresa com especialistas, para que você obtenha tempo para se preocupar com o crescimento do negócio.

Como os investimentos podem colaborar para a empresa?

Como já mencionamos, um dos principais benefícios sobre investimentos para empresas é fazer render o valor que a empresa possui de capital de giro ou reserva para emergência e/ou oportunidade. 

Inclusive, dependendo do ativo investido, esse  rendimento é algo que pode ser diário ou mensal. Por isso, ao investir, é importante analisar o objetivo da empresa e do aporte, para definir qual a liquidez esperada.  

Segurança, rentabilidade e liquidez

imagem com várias moedas empilhadas. cada pilha aumenta da esquerda para a direita até chegar há um potinho transparente com várias moedas, há em cima de cada pilha um ramo verde
Deseja saber mais sobre investimentos na bolsa de valores?
Confira o nosso texto sobre o assunto!

Quando falamos sobre ativos de investimentos, três pontos chaves (chamados também de “tríade” dos investimentos) são importantes de entender: a segurança, a rentabilidade e a liquidez. Podemos simplificar e dizer que:

  • Rentabilidade é o percentual de remuneração (Ex.: 100% do CDI);
  • Liquidez é o tempo de retorno (Ex.: diário ou mensal) e a
  • Segurança está relacionada com o risco (Ex.: volatilidade).

Por exemplo, se você aplicar R$ 100,00 no CDB, o rendimento pode ser 100% do CDI, com uma liquidez diária caso opte por ele. Esse ativo apresenta, também,um baixo risco. 

Isso porque o CDB é um investimento de renda fixa, ou seja, uma modalidade   caracterizada por sua alta segurança, rentabilidade previsível e liquidez determinada por um tempo. É importante ressaltar, também, que essa renda tem um retorno menor que os ativos de renda variável.  

Como é o caso das ações, com elas, é necessário correr mais riscos para conseguir um retorno maior, em outras palavras, se expor a volatilidade.  

Por fim, é válido ressaltar que o saque de renda fixa é algo fácil de ser feito. Caso você aporte valores altos e de forma constante, é possível solicitar o saque e ter o retorno imediato ou um dia útil após a solicitação do pedido. 

Como investir sendo PJ?

O primeiro passo é procurar uma corretora ou banco para realizar o investimento. Hoje em dia, é possível abrir contas em corretoras para pessoas jurídicas. Além disso, é necessário apresentar documentações exigidas pela instituição e isso pode acontecer de forma totalmente online, por meio de aplicativos, por exemplo. 

O segundo passo seria realizar os aportes mensalmente para a PJ, assim, com o tempo e quanto mais aportes realizar, maiores são os rendimentos. Isso acontece devido a um efeito de juros compostos. De forma simplificada, quanto mais e por mais tempo é realizado o investimento, maior é o retorno no momento da retirada. 

Até porque, economizar utilizando a poupança não é algo que pode oferecer tanta rentabilidade como os ativos de renda fixa. E, também, as aplicações realizadas precisam visar um objetivo do negócio (sejam eles de curto, médio ou longo prazo).

Além disso, o importante também é diversificar, ou seja, procurar investir em mais de um ativo de renda fixa e até mesmo renda variável (ações), obtendo uma carteira de investimentos diversificada. 

Investimentos para empresas: declaração de IR

Quando o assunto é investimentos, precisamos nos atentar e declarar o Imposto de Renda (IR). Isso porque tanto a pessoa física quanto a jurídica precisam fazer a declaração para a Receita Federal. 

No caso das pessoas jurídicas, é o IRPJ (Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas). É válido ressaltar que a declaração de IRPJ dos ativos, varia de acordo com o regime tributário (como Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real) que a empresa estiver enquadrada.

Mas se tratando de investimentos, e principalmente renda fixa, é importante salientar que o imposto incide sobre o lucro obtido e não sobre os valores aportados. Então, caso você invista R$ 200,00, é preciso declarar o retorno obtido. 

Se você gostou do artigo e se interessa por assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!