do lado esquerdo da imagem há uma mesa de madeira com um notebook, um celular e um mini carrinho de super mercado em cima, sob o teclado do notebook há duas mãos, uma delas está segurando um cartão de crédito e a outra está digitando, do lado direito há uma arte em azul que está escrito: "qual a diferença entre marketplace e e-commerce? Entenda tudo sobre!"

Qual a diferença entre marketplace e e-commerce? Entenda tudo sobre!

A internet permite contato com diversas pessoas de diferentes lugares – o que possibilita o alcance de um novo público para a venda de produtos e serviços. Assim, nasceram negócios online que apresentam formas distintas de vender, isso fica nítido com a diferença entre marketplace e e-commerce.

Ao abrir um negócio online, é preciso entender a diferença entre cada um desses modelos de vendas e, assim, escolher qual faz mais sentido para o empreendimento. Por outro lado, também é possível expandir um negócio físico para o digital utilizando o modelo de e-commerce ou de marketplace para alcançar mais pessoas.

Para que você entenda quais as diferenças entre um marketplace e um e-commerce, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que é e-commerce?

O e-commerce, ou comércio eletrônico em português, é uma loja online em que todo o processo, desde a venda até a finalização da compra, acontece no meio digital. 

Algumas pessoas podem achar que, por conta dessa definição, qualquer venda por meio da internet é um e-commerce, mas isto é um equívoco. 

Isso porque esse tipo de comércio apresenta todo o processo de exposição (marketing), venda (contato com a equipe comercial) e pagamento (formas de pagamento) daquele serviço/produto.

De acordo com o site ecommercebrasil, “o e-commerce é uma loja online tradicional em que uma marca comercializa suas mercadorias virtualmente”. Então, a marca é comercializada e todas as etapas estão inseridas nesse contexto digital, desde a venda até a compra.

O e-commerce apresenta o contato direto entre a loja e o cliente, então estamos falando apenas sobre uma empresa que está vendendo para alguém, seja revendedor, fabricante ou o cliente final. 

Exemplos de e-commerce

Para exemplificar a teoria, podemos dar exemplos de e-commerce bastante famosos e que provavelmente você já conhece e até realizou uma compra com eles, como:

  • as Lojas Americanas;
  • as Casas Bahia e 
  • a Magazine Luiza. 

O exemplo de maior sucesso atualmente de e-commerce é a Magazine Luiza. E ela tem tudo a ver com o que queremos te contar nesse artigo: que é possível migrar do físico para o digital e obter sucesso.

Por mais que a loja tenha começado fora do ambiente digital, hoje em dia, as vendas nos canais digitais representam 53% das vendas totais da empresa, ou seja, mais da metade da receita gerada pela Magalu vem do ambiente digital. 

Expandir um negócio físico para o digital pode ser o que a sua empresa precisa para conquistar novos clientes. Caso queira saber mais sobre como dar esse passo, nós temos um artigo sobre

O mais interessante é que as vendas da empresa Magazine Luiza não se limitam ao estilo de venda do e-commerce. Isso porque a rede Magalu já abre espaço para que as transações comerciais também sejam feitas por meio de marketplace

O que é marketplace?

O marketplace é uma espécie de shopping virtual, ou seja, um espaço em que pessoas podem vender seus produtos e serviços, em que há diversas marcas e lojas e diversos tipos de públicos.

Em um marketplace, há várias lojas sendo expostas, então acontece uma oferta muito mais ampla de itens. Podemos dizer que esse tipo de modelo de negócio é uma plataforma que reúne várias empresas. 

Então, o marketplace é a conexão entre compradores e vendedores, é um meio digital e uma plataforma que serve como ponto de contato entre quem deseja vender, o que, por quanto e quem deseja comprar. 

A Magalu, por exemplo, disponibiliza uma parte de seu site para que as pessoas anunciem seus produtos (marketplace) e também realiza a venda da sua própria produção diretamente com o cliente (e-commerce).

Exemplos de marketplace

Outros exemplos de marketplace são o Mercado Livre, a OLX e a Amazon. Porém esse modelo de negócios não se limita apenas aos produtos, o Airbnb oferece um serviço de hotelaria em formato de marketplace. 


Isso porque a plataforma disponibiliza um espaço para que pessoas anunciem suas casas, pousadas, locais de descanso e lazer, para que os usuários possam avaliar se vão ou não alugar uma estadia por um determinado tempo. 

A Uber, aplicativo de locomoção, também é um bom exemplo, pois utiliza o formato de marketplace e oferece um serviço. 

Por fim, o último exemplo é o aplicativo iFood, ele também utiliza o marketplace, uma vez que é uma “ponte” entre quem deseja vender os alimentos e quem deseja comprar com maior custo benefício. 

fotografia tirada com ângulo de cima de uma mesa azul, nela há vários papéis com gráficos coloridos, duas xícaras de café, dois notebooks, dois porta lápis, um tablete e uma calculadora, ao centro da imagem há uma vaso com uma planta verde e no canto inferior direito aparecem as mãos de uma pessoa segurando uma espécie de relatório, como se estivesse em uma startup ou organizando as contas de um e-commerce e/ou marketplace
iFood e Uber são modelos de negócios que começaram como startups. Caso você queira saber mais sobre o que é startup e como tirar a sua ideia do papel,
nós temos um artigo sobre!

Diferenças entre marketplace e e-commerce

Como podemos ver, por mais que ambos estejam no meio digital, o marketplace e o e-commerce são diferentes, enquanto um é uma espécie de shopping online, o outro é uma loja virtual.

Essa pode ser entendida como a principal diferença entre marketplace e e-commerce, mas há outras como o investimento, a visibilidade e a segurança de dados.

Com o detalhamento dessas diferenças, podemos visualizar melhor os prós e contras de ambas as formas de vender pela internet. Confira abaixo os detalhes de cada uma das distinções mencionadas.

Investimento

O investimento para começar um e-commerce é diferente do marketplace, isto porque o empreendedor vai precisar contratar uma plataforma online e arcar com todos os valores de investir nesta tecnologia. 

Por outro lado, ao utilizar um marketplace, não é preciso se preocupar com essa questão, já que a responsabilidade da infraestrutura digital não fica sob a responsabilidade de quem está vendendo diretamente, e sim com quem disponibiliza a plataforma. 

Visibilidade

Muitas vezes quem começa um e-commerce pode encontrar dificuldades ao tentar alcançar um grande público rapidamente. 

Até porque ao entrar no mercado com uma loja virtual, ser notado diante de tanta concorrência é difícil e fica complicado obter visibilidade de forma rápida. 

Com o marketplace é diferente, pois é possível usufruir da presença online de outra empresa e, assim, conseguir ser visível de forma mais rápida e para um público grande, garantindo a visibilidade logo no começo do negócio.

Segurança de Dados

A segurança de dados é muito importante no atual momento devido a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. 

Então, durante as transações e pagamentos online, um e-commerce precisa garantir a segurança das informações que são coletadas do cliente.

Isso significa que é preciso investir em uma plataforma e mecanismos que protejam os dados, evitando a vulnerabilidade das informações. 

Por outro lado, em um marketplace, quem fica responsável por isso é a empresa que disponibiliza o espaço para a venda, ou seja, de quem administra o shopping virtual. 

Os prós e contras


Os benefícios, que também podemos chamar de prós, de um e-commerce, é que o site é do próprio empreendedor e o lucro fica destinado apenas a ele. 

Por outro lado, o contra é que esse retorno pode demorar para vir, devido a dificuldade de visibilidade e maior investimento com o início da empresa.

Os contras de um marketplace é que o empreendedor vai precisar pagar uma taxa de comissão a empresa que administra a plataforma, ela é referente a cada venda realizada e varia de site para site. 

Por outro lado, o pró de um marketplace é que, como percebemos, pode ser mais fácil e rápido obter lucro do que com um e-commerce.  


Em resumo…

A principal diferença entre marketplace e e-commerce é o espaço digital que vai ser vendido, enquanto um é, respectivamente, uma plataforma gerenciada por um terceiro, o outro é um site próprio do empreendedor.

Além disso, há diferença de investimento, visibilidade e responsabilidade pela segurança de dados


Por isso, caso você queira abrir um negócio, é preciso primeiro analisar quais as características da sua empresa e ver qual modelo é mais adequado para você, pensando em quanto precisará investir e qual visibilidade vai precisar nos primeiros meses de vendas. 

Agora que entendeu todas as diferenças, conheça a contabilidade online da Contabilivre, que reúne os melhores especialistas em abertura de empresas.


desenho de duas pessoas colocando relógios dentro de um cofrinho em formato de porco, uma está apoiada no relógio do lado esquerdo e ao lado direito do cofrinho está outra pessoa, esta em cima de uma escada colocando o relógio dentro do porquinho, mais a direita há um espaço em azul e está escrito: "reserva financeira para empresas? saiba como fazer a sua!"

O que é reserva financeira para empresas? Saiba como fazer a sua!

Se você é empresário, existem grandes chances de  já ter se deparado com algum imprevisto e precisou deslocar uma quantia de dinheiro, que não estava destinada para cobrir esse custo, certo? Isso é muito comum e ter uma reserva financeira para empresa pode te ajudar a não passar por esse tipo de situação.

Imprevistos, emergências e até oportunidades não são previsíveis, mas é possível pensar de maneira estratégica, realizar um planejamento financeiro e assim estar preparado financeiramente para cada uma das situações apresentadas.

Para te ajudar a entender o que é uma reserva financeira para empresas, quais tipos existem e como ela pode ajudar o seu negócio, nós preparamos este conteúdo exclusivo. Confira!

O que é uma reserva financeira para empresas?

Reserva financeira para empresas é quando uma quantia de dinheiro é guardada para um determinado objetivo, este pode ser para situações de oportunidade, urgência ou emergência.

A reserva financeira se difere do caixa do negócio, pois ela é, como o próprio nome já diz, uma reserva de um valor específico por um determinado tempo, enquanto o caixa do negócio é referente aos valores de entrada e saída da empresa, também chamado de fluxo de caixa. Caso você queira saber mais sobre o que é fluxo de caixa operacional, nós temos um artigo sobre. Confira!

Ela também não é o mesmo que o capital de giro, este pode ser entendido como todos os recursos financeiros que a empresa possui para arcar com os custos operacionais, em outras palavras, para se sustentar. 

A reserva financeira tem outra definição, ela é um dinheiro guardado que tem a finalidade de ajudar a conquistar objetivos ou trazer segurança para situações financeiras emergenciais. 

O principal objetivo dela é a tranquilidade financeira, pois ela é um montante guardado pelo empreendedor para momentos de estabilidade, oportunidade e principalmente de crise. 

Por que fazer uma reserva financeira empresarial?

Criar uma reserva financeira empresarial é importante, principalmente, para se prevenir de imprevistos. Mas ela não se restringe apenas a isso. 

Até mesmo quando o negócio estiver prosperando economicamente, é interessante ter um planejamento financeiro para estar preparado para as possíveis mudanças do mercado. 

Por isso, recomendamos que o empreendedor guarde, ou reserve, uma quantidade viável de dinheiro para quando houver situações financeiras inesperadas. Assim, ele pode utilizar o dinheiro da reserva e não vai precisar se preocupar em alocar um valor para cobrir gastos inesperados.


Por exemplo, caso aconteça a perda de clientes ou manutenções do local haverá a reserva financeira de emergência para cobrir esses gastos. Ou também pode ser outro caso, como o de financiar oportunidades para o crescimento do negócio.

Além disso, caso o seu negócio seja sazonal, ou seja, tenha um pico de vendas em determinada época do ano e em outras passa em baixa, é mais importante ainda pensar em  desenvolver uma reserva financeira empresarial. 

Pois com ela o negócio terá tranquilidade financeira em meses do ano em que não há o lucro esperado. Podemos entender com isso que uma reserva financeira não é feita apenas para situações inesperadas, ela pode ser explorada com outras finalidades.

Quais são os tipos de reserva financeira?

Há três tipos principais de reserva: a de oportunidades, a de urgência e a de emergência, esta última mais conhecida e explorada pelos empreendedores. 

A diferença entre cada uma delas é o objetivo final. Enquanto a de oportunidade é para momentos em que o negócio estiver prosperando financeiramente, a de urgência é para situações extremamente delicadas. Além disso, há a reserva de emergência, que é para situações emergenciais. 

O que não pode acontecer é a confusão entre cada uma delas, ou seja, caso você for montar uma para cada objetivo é importante que os valores fiquem muito bem separados para que você utilize cada uma delas para os momentos planejados.

Montar uma reserva financeira de emergência para empresas pode parecer algo muito distante da realidade, mas com um passo a passo fica mais fácil visualizar como é viável fazer isso. Para te auxiliar nessa tarefa, segue estas dicas abaixo.

Como montar uma reserva financeira de emergência?

Uma reserva financeira pode ser criada a partir de uma parte do lucro do negócio ou de economias estratégicas como, por exemplo, corte de gastos e diminuição de despesas. 

Com isso em mente, podemos começar a fazer um planejamento financeiro para montar uma reserva financeira de emergência para a empresa. Segue abaixo os passos para criação de uma reserva financeira. 

Controle de contas

Nesse momento, o empreendedor precisa reavaliar todos os gastos do negócio e identificar quais podem ser eliminados ou,  pelo menos, diminuídos, isto vale para as despesas também.

Para realizar esse controle financeiro empresarial, é possível organizar os valores em planilhas ou até mesmo contratar serviços que te auxiliam com as demandas financeiras do teu negócio. 


Planejamento financeiro

Em seguida, após toda a organização dos valores da empresa, o que vai permitir a visualização de onde será possível conseguir o dinheiro, é o momento de fazer o planejamento financeiro.

De forma resumida, ele é uma forma de garantir a saúde do caixa e o cumprimento das metas financeiras de curto, médio e longo prazo

Assim, o planejamento pode ser entendido como uma lista de metas que precisam ser alcançadas para chegar no objetivo, a reserva. 

Definição de metas

Definir metas é importante para que o empreendedor consiga estabelecer quais ações tomar e, caso elas não apresentem resultados, mudá-las. Isso evita que o empresário fique “andando em círculos”, sem saber quais ações estão gerando resultados ou não. 


Um ponto importante sobre a definição de metas é que elas precisam estar de acordo com a realidade da empresa, ou seja, precisam ser exequíveis, possíveis de serem aplicadas. 

Então, é preciso estabelecer metas financeiras que estão de acordo com a realidade econômica do negócio. 

Isso porque se elas não apresentarem essa característica você corre o risco de implementar metas financeiras que não são possíveis e com isso se frustrar. 


Investimento

Após organizar e planejar as finanças, definir as metas é o momento de saber onde guardar esse dinheiro para começar a reserva financeira. 

Com um investimento bem escolhido, o empreendedor consegue separar o dinheiro e ganhar um retorno maior que o da poupança. 

É importante que o investimento escolhido para montar a reserva financeira de emergência seja de liquidez diária, em outras palavras, que seja possível sacá-lo a qualquer momento, já que o principal objetivo é cobrir despesas inesperadas e situações emergenciais.

Assim, o empresário precisa ter o acesso a reserva de forma facilitada, de nada adianta criar uma reserva financeira em um investimento que é possível sacar a quantia em dias ou semanas, é preciso ter a possibilidade de retirar o dinheiro quando for necessário. 

mesa branca com várias moedas empilhadas formando montes pequenos da direita para a esquerda até chegar em um pote transparente cheio de moedas, a fotografia simula o guardar dinheiro, que pode ser entendido como uma reserva financeira para empresas
Caso você queira saber mais sobre como investir sendo pessoa jurídica,
nós temos um artigo sobre!

Em resumo…


Podemos entender que existem vários tipos de reserva financeira e que elas possuem um objetivo final de acordo com as necessidades da empresa, podendo ser elas, situações de oportunidade, emergência e até urgência.

Para montar uma reserva financeira para uma empresa é muito simples, basta analisar os valores do negócio, identificar onde é possível explorar cortes e, por fim, investir de forma estratégica para conseguir sacar o dinheiro guardado quando for necessário.

A principal vantagem de uma reserva de emergência é a tranquilidade financeira, por mais que imprevistos apareçam, eles vão ser resolvidos sem muitos problemas. Gostou do nosso artigo? Acompanhe o nosso blog caso goste de dicas sobre empreendedorismo, tecnologia, contabilidade e finanças.



do lado esquerdo há uma fotografia em que aparece uma pessoa de terno segurando um tablet, deste aparelho sai duas linhas luminosas que se conectam com uma das mãos do homem, do lado direito há um espaço em azul escrito: "o que é fintech? entenda como funciona!"

O que é fintech? Entenda como funciona!

Com as mudanças tecnológicas muitas inovações vieram para aprimorar os processos das empresas, principalmente as do setor financeiro. Estas que aliam a tecnologia e as finanças são chamadas de fintechs e por mais que muitas pessoas estejam familiarizadas com o nome, é comum surgir dúvidas como o que é fintech, como ela funciona e quais são os seus benefícios


As fintechs são muito parecidas com as startups, por isso pode acontecer a confusão entre os termos, que apresentam uma diferença bastante sutil. Para entender a distinção entre eles, podemos utilizar exemplos de negócios que demonstram, também, quais produtos e serviços são oferecidos por cada uma. 

Pensando em te ajudar a diferenciar esses dois tipos de empresas e também te explicar quais são as soluções e benefícios oferecidos pelas fintechs, nós preparamos este artigo exclusivo. Confira!

O que é fintech?

Fintech é o termo utilizado para se referir às startups ou empresas que desenvolvem produtos financeiros e que são totalmente digitais, ou seja, o uso da tecnologia é primordial, sendo a origem do negócio. 

Por isso, elas são empresas chamadas de “nativas digitais”, em outras palavras, os sistemas operacionais são construídos dentro de plataformas digitais

O termo “fintech” é uma junção das palavras em inglês “financial” e “technology”, em tradução livre, tecnologia financeira. 

Portanto, as fintechs são empresas que criam soluções inovadoras para o setor financeiro, um exemplo muito recorrente são os bancos digitais que estão crescendo em números nos últimos anos. 

Mas é importante ressaltar que as fintechs não se restringem apenas aos bancos digitais, esse modelo de negócios vai muito além e oferece diversos serviços/produtos do setor financeiro, utilizando a tecnologia a seu favor.

Para entendermos mais sobre a diversidade de serviços/produtos precisamos compreender como uma fintech funciona. 

Como funciona uma fintech?

De forma resumida, uma fintech funciona utilizando avanços tecnológicos para solucionar problemas ou dores que existem em uma dada atividade tradicional, analógica e que envolve finanças.

Então, podemos entender que o serviços/produtos precisa ter uma junção do setor financeiro com a tecnologia para que possamos classificar uma empresa como fintech. 

Além dos bancos digitais, há outras empresas que podem ser classificadas como fintechs. Confira abaixo alguns exemplos.

  • Corretoras de investimentos;
  • plataformas de pagamento via meio digital, utilizando o pix;
  • plataformas de gestão financeira;
  • sites de financiamento coletivo;
  • plataformas de contabilidade online;
  • entre outros.

Exemplos de fintechs brasileiras

No Brasil, as fintechs começaram a despontar por volta de 2010, um dos pioneiros foi o GuiaBolso, em 2014. De forma resumida, ele é uma plataforma de controle financeiro que funciona por meio de site e aplicativo, ajudando os brasileiros com o controle de gastos e gestão das finanças pessoais e domésticas. 

A principal ideia da plataforma é auxiliar com o controle do orçamento pessoal de forma prática e totalmente digital, juntando finanças e tecnologia. Os bancos digitais também são exemplos de pioneirismo das fintechs. 

O Nubank, por exemplo, é atualmente uma das principais fintechs brasileiras, da América Latina e também uma das startups mais valiosas do mundo. Mas cuidado para não confundir os termos, fintechs e startups não são sinônimos.  

Diferença entre fintech e startup

Uma startup também é uma empresa que tende à inovação e seu principal objetivo é solucionar um problema utilizando a tecnologia, assim como as fintechs. 

Por isso, podemos dizer que a semelhança entre ambas é utilizar a tecnologia para solucionar problemas que processos analógicos não conseguiam resolver de forma prática. Mas a diferença está, principalmente, no segmento de atuação do mercado. 

Enquanto uma startup pode, de modo geral, atuar em qualquer segmento, as fintechs são exclusivamente voltadas para o mercado financeiro. 

Então, toda fintech é uma startup, pois utiliza a tecnologia para oferecer soluções inovadoras, replicáveis e escaláveis. Por outro lado, não é toda startup que pode ser definida como fintech, pois pode atuar em um segmento de mercado que não é o financeiro. 

Um exemplo de startup que não tem relação com o setor financeiro são os aplicativos de locomoção, como o Uber e 99 taxis. Outro segmento é o de entrega de alimentos, o aplicativo iFood, que você provavelmente já ouviu falar, começou como uma startup. 

pessoas sentadas em uma mesa de madeira clara, da esquerda para a direita há uma mulher negra, uma mulher de origem asiática, um homem branco, de pé há um homem negro e em seguida uma mulher branca. Todos estão trabalhando com notebooks, cadernos e canetas.
Caso você queira saber mais sobre o que é startups, como elas funcionam e como tirar a sua ideia do papel, nós temos um artigo sobre!

De forma geral, algumas das maiores empresas do mundo começaram como uma startup, como a Google, a Netflix, o Spotify, e a grande diferença entre elas é o segmento de mercado. A primeira está voltada para tecnologia e sistema de busca e as outras estão para o entretenimento. Há diversos outros tipos de segmentos, confira abaixo os possíveis segmentos de startups: 

  • Lawtech ou Legaltech são startups que oferecem produtos tecnológicos para a área jurídica;
  • Edtech, para a área da educação;
  • Foodtech são voltadas para o setor alimentício;
  • Proptech ou Imobtech é o setor imobiliário e
  • Fintech, o setor financeiro. 

Os benefícios das fintechs

As fintechs proporcionam diversos benefícios como agilidade, desburocratização, economia e soluções personalizadas. Para ser ágil, a empresa utiliza o meio digital e online para oferecer serviços/produtos para as pessoas físicas e jurídicas.

Os processos são desburocratizados, principalmente porque a maioria dos problemas são resolvidos de forma prática e simples, utilizando a internet para conectar a fintech e seus clientes.

Por exemplo, atualmente não é mais preciso ir a uma agência bancária para abrir conta para uma pessoa jurídica (PJ). Isto pode ser resolvido de forma fácil e prática por meio do aplicativo dos bancos digitais.

A abertura de conta para PJ, atualmente, não tem tarifas de manutenção, o que pode resultar em economia para o empreendedor, uma vez que os custos com a aquisição do serviço das fintechs são bastante reduzidos.

Há também a personalização, ou seja, no momento de entregar o serviços/ produtos é possível oferecer exatamente aquilo que o cliente precisa. Isto acontece porque há uma preocupação e foco voltados totalmente para o usuário/cliente. 


Assim, as fintechs têm o potencial de atender as mais variadas demandas. Pois, ao conhecer as necessidades dos clientes, elas conseguem oferecer serviços/produtos. Ou seja, em outras palavras, soluções tecnológicas e personalizadas sem burocracias, com agilidade e economia.

Exemplos de serviços/produtos das fintechs

Como vimos até aqui, as fintechs oferecem diferenciais ao aliar tecnologia, finanças e evitar burocracias, satisfazendo seus clientes. Mas quais são os exemplos de serviços/produtos e soluções que elas oferecem? 

Há uma variedade de serviços/produtos que aliam a tecnologia e o setor financeiro e conseguem desburocratizar processos que antes demoravam muito tempo. Confira alguns exemplos. 

  • Cartão de crédito sem anuidade;
  • maiores possibilidades de obtenção de empréstimos;
  • contas bancárias online;
  • gestão financeira; 
  • e controle da contabilidade empresarial. 

Como citamos, o controle da contabilidade empresarial é uma das soluções que uma fintech pode oferecer. Para entendermos como a contabilidade no modelo de fintech funciona e seus benefícios, explicamos abaixo.

Conheça a contabilidade online

Como já mencionamos, a tecnologia mudou as finanças e revolucionou o mercado, ao proporcionar mudanças e espaço para que empresas inovadoras ofereçam serviços/produtos de qualidade para seus clientes. Com a contabilidade não foi diferente.

Existem empresas no mercado, que são fintechs, e oferecem serviços de contabilidade online. Essa prestação de serviços já é uma realidade que muitos negócios adotaram, pois perceberam que podem agilizar processos e economizar tempo e dinheiro. 

A Contabilivre é um escritório de contabilidade online que oferece um atendimento eficiente e humanizado, com  uma plataforma amigável e intuitiva, desenvolvida para otimizar e descomplicar a rotina contábil e fiscal da sua empresa. Isso  permite que você desloque tempo para as estratégias do seu negócio, buscando a evolução dele. 

Nós oferecemos um atendimento especializado, com profissionais capacitados e proativos para atender às suas necessidades e dúvidas. Caso deseje falar com os nossos especialistas clique no botão abaixo.


cinco pessoas unindo suas mãos em símbolo de união do lado esquerdo, no lado direito há um espaço em azul escrito: "Empreendedorismo, motivação e liderança: entenda como deixar a equipe empenhada!"

Empreendedorismo, motivação e liderança: entenda como deixar a equipe empenhada!

Empreendedorismo, motivação e liderança são termos que ganharam repercussão nos últimos anos e também podem ser entendidos como habilidades que devem ser aprimoradas para o desenvolvimento do negócio.

Empreender, motivar e liderar são ações que podem ser trabalhadas e, assim, auxiliam no progresso externo e interno da empresa. Quanto mais elas são praticadas com o tempo, mais são aprimoradas. 

Para entender sobre empreendedorismo, motivação e liderança, e como desenvolver e colocar em prática essas habilidades, nós preparamos um artigo exclusivo. Confira!

Semelhanças entre o empreendedorismo e a liderança

Empreendedorismo, motivação e liderança são termos que apresentam características interessantes e válidas de serem estudadas e desenvolvidas. Para entendê-las melhor, vamos nos atentar às semelhanças entre um empreendedor e um líder.

Os dois papéis apresentam posições de poder, mas têm desenvolvimentos e finalidades distintas. Enquanto o empreendedor tem autoridade por causa do conhecimento sobre a empresa/projeto, o líder recebe essa posição por causa da sua capacidade de cooperação e empatia com a equipe.

Assim, podemos entender que ambos têm como função guiar e impulsionar as pessoas. A junção das características de um empreendedor (conhecimento) e de um líder (inspiração) pode gerar bons resultados, visto que, o engajamento e a motivação dos colaboradores está diretamente relacionado com o sucesso da empresa.

Empreendedorismo

O empreendedorismo é uma qualidade ou até capacidade que uma pessoa tem para identificar problemas, oportunidades e desenvolver soluções que impactam o cotidiano das pessoas.

Essas soluções podem ser projetos ou até mesmo um negócio que seja inovador e ofereça mudanças positivas para a sociedade. Podemos entender, então, que o empreendedorismo está associado com a inovação.

Portanto, uma pessoa com perfil empreendedor é quem consegue enxergar problemas e oportunidades que ninguém tinha visto. E, com isso, criar novas ideias que podem influenciar em melhorias no âmbito externo do negócio.

Caso você queira saber mais sobre empreendedorismo e como a contabilidade pode ajudar o seu negócio, nós temos um artigo sobre.

Motivação

Enquanto o empreendedorismo diz respeito ao ambiente externo, ou seja, identificação de oportunidades com foco em soluções para os clientes, a motivação é sobre a equipe em si, o ambiente interno do negócio. Dentro da dinâmica organizacional, é importante que os colaboradores estejam motivados e em busca de um objetivo comum

A motivação dentro do ambiente de trabalho está relacionada com o engajamento e o desejo de cumprir metas e atingir objetivos. Quanto mais motivado um profissional está em uma empresa, maiores são as chances dele se manter na equipe.

Além disso, ao ser motivado com frequência, o colaborador apresenta mais empenho em seu exercício e, consequentemente, mais produtividade. Desta forma, a motivação organizacional, promovida pela empresa, é fundamental para que a equipe se mantenha em alta por bastante tempo, e o negócio obtenha resultados satisfatórios. 

Liderança

Já a liderança envolve diversos aspectos como a motivação dos colaboradores, o alcance de resultados, a resolução de problemas, entre outras responsabilidades. Ou seja, a presença de um líder não se limita a uma posição executiva, ela é mais abrangente. 

Uma das funções do líder é a tomada de decisões que podem afetar a empresa e, consequentemente, os colaboradores. 

Considerado um dos livros mais importantes sobre liderança, intitulado O Monge e o Executivo, de James C. Hunter, podemos compreender a essência de liderança.

De maneira resumida, a narrativa comenta que o exercício maior de um líder é prestar ações para os liderados, nas palavras do próprio autor é o mesmo que servir a sua equipe. E, para isso, é preciso ser colaborativo e cooperativo.  

Qual o papel do líder?

O papel do líder envolve a motivação dos liderados e as ações colaborativas que cooperam com as tarefas da equipe. Além de guiar as pessoas e fornecer ferramentas, ou meios, que são necessários para o obter resultados e alcançar os objetivos esperados

A ideia de um líder requer um contexto que apresente uma hierarquia horizontal, ou seja, com espaço para diálogos e debate de escolhas. Diferente do entendimento de chefe, que apresenta uma posição autoritária que não condiz mais com as empresas modernas.

Inclusive, segundo Donald H. McGannon, importante empreendedor norte-americano, a liderança é uma ação e não uma posição. Isso significa que ser líder não é o mesmo que ter um dom, mas sim desenvolver habilidades de liderança. 

Por fim, ser um líder requer diversas responsabilidades como, por exemplo:

  • oferecer feedbacks, avaliando o trabalho dos colaboradores e apontar as melhorias;  
  • dar méritos, reconhecimento os pontos positivos e bom trabalho da equipe; 
  • ser atuante e possuir objetivos claros;
  • delegar demandas e/ou pedir auxílio dos seus liderados, quando necessário, e
  • estar sempre atualizado e ser um exemplo a ser seguido.

Como motivar a equipe? Técnicas de motivação e liderança

Existem técnicas de motivação e liderança para que a equipe fique empenhada em suas demandas. Uma delas é a definição de missão e objetivos da empresa. Isso porque, com estes pontos estabelecidos, o líder poderá traçar estratégias para engajar a equipe e juntos alinharem seu papel e contribuição para o futuro do negócio. 

mesa de madeira com quatro notebooks, alguns cadernos, celulares e copos de café em cima, há pessoas estendendo o braço, com as mãos fechadas em punho, esticando para a mesma direção, simbolizando união de equipe
 Caso você queira saber a respeito da automotivação,
nós temos um artigo sobre o tema

Outras técnicas tão importantes como a que citamos, é a valorização do colaborador e comunicação eficaz, que vamos explicar melhor a seguir.

Conheça a comunicação assertiva!

A comunicação assertiva tem como objetivo um comportamento transparente, claro e pacífico. Isso significa que esse tipo de diálogo acontece sem expressões agressivas e ofensas, mesmo em situações em que há opiniões diferentes umas das outras. 

Em outras palavras, é a capacidade de expressar ideias e ouvir opiniões distintas de uma maneira aberta e respeitosa. Para que isso aconteça, é preciso que seja estimulado uma cultura organizacional que esteja voltada para ações empáticas e colaborativas.

A importância da comunicação assertiva dentro das organizações é a redução de conflitos dentro da equipe. Um grupo de pessoas que esteja em sintonia e compartilhe sinergia tende a ser mais empenhado e, com isso, produtivo. 

Além disso, quando há uma comunicação assertiva e eficiente, as pessoas ficam na mesma página e, assim, conseguem desenvolver mais os objetivos estabelecidos. Para conseguir desenvolver essa técnica, nós separamos algumas dicas práticas: 

  1. Seja objetivo, claro, conciso e honesto,
  2. saiba dizer não com empatia e  
  3. saiba receber e dar avaliações ou feedbacks.

Uma das formas de desenvolver comunicação assertiva é buscando entender a escuta ativa. Essa outra técnica também pode ser aplicada em uma empresa e, com isso, conseguir motivar cada vez mais os colaboradores envolvidos no negócio. 

Entenda sobre escuta ativa

A escuta ativa é uma forma de melhorar relacionamentos, sejam eles com clientes ou entre os colaboradores. Isso porque a forma como você se comunica, ou seja, fala com as pessoas, têm muita relação com o que é escutado. 


Essa habilidade de comunicação pressupõe a prática, como o próprio nome já diz, de uma escuta total do que está sendo dito. E não apenas ouvir de maneira passiva.

Os princípios da escuta ativa envolvem a empatia, também trabalhada na comunicação assertiva, perguntas e validação do que é dito. Para colocar em prática essa técnica, é preciso seguir alguns passos, como:

  1. evitar distrações durante a conversa;
  2. não ser seletivo ao ouvir o outro; 
  3. não interromper; 
  4. ouvir e observar com atenção;
  5. fazer perguntas pertinentes e de interesse do próximo e
  6. validar o que foi conversado no final.

Com esses seis passos, é possível praticar a escuta ativa, e com isso, líder (es) e colaboradores podem desenvolver habilidades comunicativas, o que inclui a comunicação assertiva. 

Em resumo…

Para motivar a equipe, é válido que o líder desenvolva  o papel de uma pessoa proativa, empática, honesta e presente com os colaboradores e a empresa. Com isso, a probabilidade da equipe se manter engajada e empenhada é maior. 

Desta forma, uma boa liderança e a motivação da equipe são pontos-chaves para o desenvolvimento e crescimento de um negócio. Eles podem auxiliar a empresa tanto internamente quanto em contato com os clientes. 

Agora que você já sabe como deixar a equipe empenhada, saiba como desburocratizar processos, gerando economia e agilidade com a contabilidade online!



homem de costas encarando uma parede com papéis pendurado, do lado direito há um espaço em azul escrito: "O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!"

O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!

Popularizadas nos últimos anos, as startups são empresas que possuem um perfil diferente de negócio. Em 2020, o Brasil já contabilizava 13.400 startups registradas e, com suas características de replicabilidade e inovação, o cenário é para que esse número continue a crescer.

Mas antes de investir nesse negócio, é importante compreender o que é uma startup, se a sua ideia condiz com uma e como tirá-la do papel! Pensando nisso, nós preparamos um artigo para que não reste dúvidas sobre o assunto. Acompanhe!

O que é startup?

Uma startup pode ser entendida como um negócio que tende à inovação. Seu principal objetivo é solucionar um problema! No Brasil, o formato também é caracterizado por empresas que possuem uma cultura jovem e inovadora. 

Nubank, Uber e Airbnb são alguns exemplos! Com o desenvolvimento de soluções inovadoras, esses nomes representam o propósito desse novo perfil de negócio: mudar o padrão do mercado. Foi assim que um cartão de crédito surgiu sem, necessariamente, estar vinculado a um banco físico, proporcionando ao cliente mais controle e autonomia sobre suas ações bancárias por meio do celular. E quem ofereceu essa mudança foi a Nubank!

Outro exemplo é a Uber. Não é mais necessário realizar ligações para chamar um táxi, é possível se locomover por um preço menor por meio de um aplicativo de celular. A inovação consiste na ligação entre tecnologia e uma solução para o cliente

Algumas pessoas se confundem e podem supor que a startup é uma empresa pequena em fase inicial de desenvolvimento. Mas, para Steve Blank, empreendedor no Vale do Silício, isso é um equívoco. Para Blank, as startups são organizações que buscam um modelo de negócio replicável e escalável. 

Em outras palavras, as startups apresentam uma metodologia de produção que pode ser  replicada a outros negócios. E escalável porque a receita pode crescer rapidamente enquanto o custo operacional cresce de maneira mais lenta.

Assim, startup é uma forma de organização que busca entregar uma solução inovadora, replicável e escalável

Como funciona uma startup?

A startup funciona por meio da inovação e para inovar. Além disso, ter foco em entender o seu cliente e a melhoria da sua experiência também caminham junto com esse formato de negócio!  

Desta forma, realizar pesquisas com o intuito de compreender cenários em relação ao cliente com a aplicação de métodos ágeis costumam ser tarefas rotineiras nos projetos. 

Além disso, o que gera valor em uma startup é a ligação dela com a validação inovadora e conquistada no processo de pesquisa. A inovação e as mudanças podem ser totalmente disruptivas ou somente uma melhoria simples de algo que já existe. Isso vai depender dos estudos e resultados que a empresa adquirir.  

Como tirar essa ideia do papel?

Caso você tenha uma ideia que condiz com as características mencionadas, é válido começar a pensar em passos para tirar ela do papel. É importante, primeiro, que o empreendedor valide sua ideia para que depois comece a colocá-la em prática

Ou seja, é necessário saber se a ideia condiz com um modelo de startup ou não, e uma forma é validar se essa futura empresa apresenta quatro características fundamentais: 

  • inovação; 
  • contexto de incertezas;
  • modelo escalável e
  • replicável.

Após compreender as características e, com isso, validar se a sua ideia é uma startup, é o momento de colocá-la em prática.

Para que isso seja feito, é interessante entender o mercado, o modelo de funcionamento da empresa, envolver a tecnologia e, por fim, realizar pesquisas e investimentos. Todos esses passos são válidos para começar uma startup. 

Entender o mercado

Em uma startup, é importante saber quem é o seu público e suas necessidades. Esses fatores podem determinar a capacidade de crescimento da empresa. Uma das opções para entendimento do mercado, é lançar uma versão gratuita, e realizar testes e pesquisa com o público, antes do lançamento oficial. 

O lançamento da versão gratuita é chamado de fase beta e tem como objetivo aprimorar o entregável. Assim, os próprios consumidores do teste e futuros clientes podem apontar erros e validar as funcionalidades do que está sendo entregue. 

Após entender o mercado, é o momento de definir em qual modelo de negócio sua startup se encaixa. 

Modelos para startups

Quando se fala em startup, o modelo de negócio é um dos principais fatores, pois ele diz respeito à como a empresa cria, entrega e captura valor para o cliente. Entretanto, também se faz necessário um plano de negócio, que é o planejamento que deve ser feito para identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos. E os dois são essenciais para você começar a investir em uma startup!

Se você deseja entender mais sobre plano de negócio,
nós temos um artigo sobre como elaborar um.

Como citamos acima, o modelo de negócio é importante para que o produto e/ou serviço, público alvo e transação comercial estejam alinhados e fazendo sentido para todos os envolvidos

Desta forma, a escolha do modelo de negócio é fundamental para que a startup tenha sucesso. Entre os modelos de negócio temos o:

  •  modelo de público, 
  •  de receita e 
  •  de negócio. 

O modelo de público diz respeito a quem irá consumir como, por exemplo, o B2B (business to business) e o B2C (business to consumer).

O B2B é quando a empresa faz negócios com outras empresas e o B2C  é quando a empresa faz negócio com o consumidor final. 

Já o modelo de receita é como o negócio irá realizar a venda. 

Os modelos de receitas podem ser premium (após a compra, o acesso ao serviço/produto é liberado totalmente); freemium (parte do entregável é gratuita para experimentação) ou assinatura (acesso contínuo enquanto o pagamento acontece simultaneamente). 

Podemos resumir, então, os principais modelos de receita para uma startup como a venda direta para o cliente, o acesso de uma parte de forma gratuita e, por fim, a assinatura quando há um valor fixo para acessar o serviço/produto.

Por fim, temos os modelos de negócios para startups. Os  mais comuns são o SaaS (software como serviço); o marketplace (plataforma tecnológica que conecta produtos/serviços, compradores e ofertantes) e o e-commerce (comércio e transação comercial feitos por meio de um equipamento eletrônico).

Envolver a tecnologia no processo

Por conta dos modelos apresentados acima, é fácil compreender como as startup se apoiam tanto em tecnologia e inovação. A essência desse tipo de negócio é a implementação de tecnologias para mudar padrões de mercado e, assim, inovar. 

Ou seja, envolver a tecnologia no processo de criar uma startup é fundamental para o começo do negócio e sua respectiva expansão. Isso porque ela é uma aliada ao lado da constante busca por inovação. 

Atualmente, inovações tecnológicas possibilitam criar e expandir negócios com agilidade e eficiência, um exemplo disso é a computação em nuvem. Isso significa permitir que ferramentas tecnológicas colaborem para a produção de valor. 

Pesquisas e investimentos internos

Após envolver a tecnologia em sua ideia de negócio, é importante começar a realizar as pesquisas e os investimentos com a equipe. Isso significa que uma startup está sempre buscando melhorias internas, com e para os colaboradores. 

Essa constante busca por melhorias é uma das características desse tipo de negócio. As mudanças podem ser tanto na entrega do seu produto/serviço quanto internamente com os colaboradores. 

Vale a pena ressaltar que as startups são conhecidas pelo espírito jovem e a versatilidade de carreiras. Transformações são muito relevantes para esse negócios. Com isso, após realizar pesquisas internas de opinião, é o momento de investir para que os processos mudem.

Por fim…

Podemos resumir que após validação da sua ideia, é preciso seguir alguns passos para montar a sua startup. E isso significa compreender o mercado e pensar em qual dos modelos apresentados se relaciona melhor com a sua ideia.

Manter pesquisas de opinião e investir em equipe e profissionais qualificados também é essencial. Com esses pontos em mente, o empreendedor pode começar a planejar e organizar a sua startup. O seu negócio inovador. 

Se você gostou do conteúdo e se interessa por assuntos como empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!


arte roxa e azul, do lado esquerdo está escrito: KPI em azul com o fundo roxo, do lado direito há um fundo azul claro com o escrito em branco: "O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho! "

O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho!

A gestão em um negócio é essencial para o desenvolvimento dele, certo? Mas tão importante quanto é o acompanhamento do desempenho da empresa. Para isso, existem os KPIs – Key Performance Indicators, ou, indicadores-chave de performance. Existem KPIs específicos para processos, como os KPIs de vendas.

Os indicadores de performance são ferramentas que, atreladas a tecnologia, auxiliam os gestores da empresa a mensurar o desempenho dela. E os KPIs de vendas são medidores do crescimento do negócio no que se refere às vendas da empresa. 

Para te explicar o que são os KPIs de vendas e te auxiliar com a implementação deles em seu negócio, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que são KPIs?

Os KPIs são ferramentas de gestão com a finalidade de medir o desempenho da empresa e, assim, indicar se os resultados estão sendo alcançados e, consequentemente, visualizar o crescimento do negócio.  Assim, podemos entender que os KPIs são formas de medir os processos de uma empresa. 

Peter Drucker, considerado o pai da administração, afirmava que: “o que não pode ser medido não pode ser gerenciado”. Podemos entender, por meio desta frase, que não é possível saber o desempenho de um negócio, e muito menos de suas vendas, se não há ferramentas e métodos para obter dados e números que nos ajude a avaliar os resultados. 

O que são KPIs de vendas?

Os KPIs de vendas são os indicadores que estão relacionados com as metas de vendas do negócio. Isso significa que eles demonstram, em dados,  se você está no caminho certo para alcançar suas metas, ou se é necessário ajustes no planejamento e estratégias para obter os resultados esperados.    

Assim, ao definir as metas de vendas é preciso acompanhá-las e, para isso, é preciso escolher   indicadores que façam sentido, e que te auxiliem para boas tomadas de decisões

Isto porque existem vários tipos de KPIs e talvez, aplicar todos, não ajudará a mensurar as metas da empresa, e muito menos auxiliar no desenvolvimento ou crescimento do seu negócio.. 

Quais são os KPIs de vendas?

computador em cima de uma mesa de madeira com um papel com gráficos coloridos e uma caneta demonstrando KPIs
 Entenda como aplicar os indicadores de vendas em seu negócio 

Como já mencionado, existem vários KPIs que podem auxiliar o empreendedor a medir o desempenho de suas vendas. Eles estão inseridos em um processo conhecido como funil de vendas que pode ser entendido como a jornada do cliente até o momento da compra

Nós reunimos os cinco principais KPIs de vendas para que você, após conhecê-los, possa aplicar aquele que mais se adequa ao seu negócio. Segue, abaixo, alguns KPIs de vendas.

Número de leads

Em um processo de vendas, os clientes são o ponto inicial da operação. E os leads são entendidos como os potenciais clientes, ou seja, aquelas pessoas que são interessadas em seu produto/serviço. 

Assim, o número de leads obtidos, ou seja, o contato de pessoas interessadas em seu serviço/produto, é um indicador que revela o desempenho das campanhas de marketing, por exemplo. 

Pois, com esses números, o empreendedor pode avaliar se suas metas de campanhas de publicidade estão surtindo o efeito esperado ou não. E, caso não estejam, pode traçar estratégias novas para alcançar os resultados.

Taxa de conversão

A taxa de conversão é aquela que mede a quantidade de leads que foram convertidos em vendas. Ou seja, quantos dos contatos de pessoas interessadas realizaram a compra do serviço/produto. 

Por exemplo, se um empreendimento recebe 20 ligações de pessoas interessadas (leads), a conversão acontece quando 10, destas 20 ligações, efetuam a compra. Assim, a taxa de conversão é a relação entre o número de ligações pelo número de compras efetuadas

Geralmente, a taxa de conversão é obtida para saber um percentual. Em nosso exemplo podemos dizer que obtivemos um percentual de 50%, então a taxa de conversão foi de 50%. 

Ticket médio

O ticket médio é o indicador que avalia o valor médio das vendas de uma empresa em um determinado período. Esse indicador acompanha o comportamento do cliente com a marca, e pode ser feito ao relacionar as vendas realizadas em um período com o faturamento total delas. 

Então, o valor do ticket médio de uma empresa é o faturamento dela dividido pela quantidade de operações de vendas feitas em um dado período. Por exemplo, se um empreendimento fatura R$ 50.000,00 em um mês e realizou 500 vendas, o ticket médio é:

  • 50.000/500 = 100
  • Ou seja, o ticket médio é de R$ 100,00.

Esse KPI é muito utilizado para auxiliar em planejamento, previsão e também tomada de decisão sobre as vendas de um negócio. 

Custo de Aquisição por Cliente – CAC

O CAC (custo de aquisição por cliente) é outro indicador de desempenho que auxilia na medição de metas de vendas. Isso porque ele revela, como o próprio nome diz, o custo que o empreendedor tem ao adquirir clientes.

Assim, para calcular o CAC é preciso somar todos os investimentos da empresa utilizados para adquirir um cliente. Após realizar essa soma, é preciso dividir o número da soma pelo número de clientes conquistados. 

A conta do CAC fica: 

  • CAC = investimento na aquisição de clientes/ número de clientes conquistados 

O CAC é fundamental para que o empreendedor saiba se o custo está adequado para o negócio. Um CAC muito alto significa que a empresa precisa reajustar os valores dos gastos com os clientes. 

ROI – Retorno sobre o investimento

O ROI é outro KPI interessante de ser aplicado nas vendas de um negócio. Isso porque ele permite que o empreendedor saiba o quanto de dinheiro a empresa está perdendo ou ganhando com os investimentos feitos.

Para calcular o ROI é preciso, primeiro, subtrair o ganho obtido pelo investimento pelo próprio valor investido. Depois, divide-se o resultado da subtração pelo resultado do valor do investimento. 

Por exemplo, caso o empreendedor tenha investido R$ 40.000,00 e obteve um ganho de R$ 200.000,00 reais. Assim, o cálculo do ROI é:

  • ROI = (ganho obtido – investimento) / investimento 
  • ROI = (200.000 – 40.000)/ 40.000 = 4

Então, em nosso exemplo, o retorno foi de 4 vezes o valor investido. Inclusive, o ROI também é um indicador medido em porcentagem, ou seja, multiplica-o por 100, resultando em um ROI de 400%.

Em resumo…

Podemos concluir que os KPIs são ferramentas úteis para medir os processos de uma empresa, principalmente se for a venda de um produto ou serviço. Inclusive, muitas vezes os KPIs são medidos automaticamente por meio de softwares. 

Atualmente, com a tecnologia, as plataformas de gestão auxiliam o empreendedor a se organizar e, assim, conseguir tempo hábil para planejar novas metas e objetivos para o negócio.

Por fim, uma das tecnologias atuais muito benéfica para o empresário é a contabilidade online. Com ela, o empreendedor tem controle da vida contábil e fiscal da empresa e, assim, consegue otimizar seu tempo, e se dedicar ao crescimento do seu negócio.. 

Para usufruir dos benefícios da contabilidade online, você pode entrar em contato conosco. Nós oferecemos suporte e auxílio personalizado, utilizando a tecnologia a nosso favor. Conheça mais sobre nossos serviços!


no canto esquerdo há uma mão segurando tacos de madeira empilhados em uma torre, no canto direto tem uma parte em azul que está escrito "Quais os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar?"

Quais os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar?

Não contratar um contador, ou escritório de contabilidade, pode ocasionar diversas problemáticas para o empreendedor. Pagamento indevido de impostos; lentidão na abertura do CNPJ, entre outros fatores, são alguns dos riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar. 

Para te orientar sobre os perigos que uma empresa sem escritório de contabilidade pode encarar, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

Toda empresa precisa de contador?

Sim, todas as empresas, exceto MEI – Microempreendedor Individual, precisam de contador, sendo isto obrigatório por lei.

De acordo com a lei 10.406/2002 (Novo Código Civil), art. 1.179, “o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico”.

Conforme trecho da lei nº 10.406/02 mencionado acima, a empresa precisa realizar a escrituração contábil e o levantamento anual do Balanço Patrimonial. De acordo com a mesma lei, estes registros devem ser assinados por um profissional habilitado em ciências contábeis e pelo empresário ou sociedade.

É válido lembrar que o Brasil apresenta uma diversa carga tributária, ou seja, há uma grande variedade de impostos que o cidadão precisa pagar. Com as empresas, este cenário não muda muito. Assim, é notável como a atuação de um especialista em contabilidade é muito importante e necessário dentro de uma empresa.

Por fim, podemos entender que a admissão de um contador é necessária, uma vez que esse profissional deve, segundo a lei, realizar as obrigações contábeis e fiscais do negócio em um país que possui uma das maiores cargas tributárias.

Quais as responsabilidades do contador em uma empresa?  

O profissional contábil é responsável por diversas ações dentro de uma empresa. Desde a abertura do negócio, é recomendável a procura pelo contador. Isso porque, diante da burocracia e demais processos, abrir um CNPJ requer conhecimento técnico para que ocorra de forma eficiente, evitando complicações. 

No momento de abertura de empresa 

Antes de pontuarmos as adversidades que podem acontecer durante o processo de abertura de uma empresa, é necessário entender suas características para definir seu porte. Isso porque, caso a empresa seja de porte ME – Microempresa, é preciso a contratação de um especialista da área para realizar a abertura do negócio. 

Por outro lado, o empreendedor que deseja ser MEI não precisa desse suporte. Para conseguir abrir uma MEI, é possível acessar o Portal do Empreendedor e realizar a abertura. Mas, quando for necessário  migrar de MEI para ME é crucial a contratação de especialistas para que tudo ocorra de forma efetiva. 

Isso porque o profissional de contabilidade é responsável, no momento de abertura, em otimizar e realizar de forma efetiva algumas definições

Uma delas é a escolha correta do CNAE, que determina quais os impostos e obrigações acessórias da empresa, assim como o enquadramento do regime tributário.

Todas as atividades mencionadas (escolha correta do CNAE, enquadramento no regime tributário), entre outras, são necessárias para a abertura de uma empresa  de maneira correta ou para a migração de MEI para ME. 

Caso isso não aconteça, o empreendedor pode enfrentar problemas de irregularidade junto ao fisco. 

Durante o tempo de vida da empresa

Além de ser importante durante a abertura de empresa, a atuação de um contador é necessária, também, durante a existência da pessoa jurídica. Isso porque esse profissional é responsável por diversos outros compromissos tributários e de gestão de um negócio. 

Alguns exemplos de responsabilidades do profissional contábil, durante a existência da empresa, são: 

Diante das tarefas e necessidades contábeis de uma empresa, é essencial a contratação de um contador ou escritório de contabilidade para a manutenção da vida financeira da empresa.  Uma vez que essas responsabilidades não fiquem nas mãos de um especialista, o empreendedor corre o risco de ter a saúde financeira e a gestão do seu negócio afetadas.  

Quais os riscos ao não contratar um contador ou escritório de contabilidade? 

calculadora no canto esquerdo da imagem, no centro há papéis com tabelas e números e uma caneta, no canto direito da imagem há notas de dinheiro
Compreenda os possíveis riscos de uma empresa sem contador

Diversos riscos podem ser evitados quando o empreendedor opta por contratar um especialista da área. Alguns exemplos são: atraso para abrir um CNPJ, contratempos com o Fisco (autoridade fazendária de fiscalização da legislação tributária), entre outros. Segue, abaixo, a explicação detalhada dos possíveis problemas ao não contratar um especialista.

Gasto indevido de dinheiro

Com o auxílio do contador na definição das atividades da empresa (CNAE) e, também, com o enquadramento correto do regime tributário, o empreendedor evita gastar dinheiro desnecessariamente. 

Isso porque esses fatores influenciam diretamente nos impostos que serão pagos. Além disso, outro risco que pode acontecer é a lentidão para abertura de CNPJ.

Lentidão para abertura de CNPJ

Ao abrir um CNPJ, o empreendedor pode enfrentar diversas burocracias e detalhes no meio do processo que, dependendo do caso, podem atrasar, ou deixar lento, o processo de abertura. 

Para que isso não ocorra, e você economize tempo, o contador é o profissional que, além de otimizar o processo, garante que tudo ocorra de maneira adequada.  

Em outras palavras, o contador fica responsável pelos trâmites burocráticos e assegura que tudo seja realizado corretamente. 

Pagamento indevido de impostos

Outro ponto importante e que precisa ocorrer perfeitamente é o pagamento de impostos. Caso o empreendedor não tenha o auxílio de um contador, ele corre o risco de pagar indevidamente os tributos. 

Isso porque é o contador que verifica o enquadramento correto do regime tributário e a classificação de atividades econômicas do negócio. Em ambos os casos, enquadramento indevido e classificação equivocada, o empresário pode tanto realizar um pagamento de impostos maior que o devido quanto praticar sonegação fiscal. 

Ambos os processos interferem diretamente no pagamento de impostos. Por conta disso, o empreendedor precisa estar atento e optar por contratar um profissional qualificado. Pois, além desses serviços, o empresário também terá o acompanhamento do pagamento dos tributos e atividades contábeis do seu negócio. 

Formação de dívidas 

Com o acompanhamento do contador nos detalhes das responsabilidades contábeis, o empresário deixa de correr outro risco: a formação de dívidas. Por conta da variedade de carga tributária do país, é possível esquecer prazos das taxas ou impostos que precisam ser pagos. Ao contratar um contador, esse risco diminui muito. 

Além disso, é o profissional de contabilidade que vai verificar quais impostos a empresa precisa pagar de acordo com o regime tributário. Então, com todo o pagamento garantido, o empreendedor não corre o risco, assim, de entrar em débito com os órgãos públicos. 

Complicações com o Fisco 

Outro risco que uma empresa pode enfrentar são as complicações com o Fisco –  órgãos governamentais que fiscalizam as responsabilidades fiscais das empresas. Na maioria dos casos, estes exigem que as empresas mantenham em dia: 

Caso as exigências não sejam cumpridas, a empresa pode tornar-se irregular e enfrentar complicações. Para evitar futuras irregularidades fiscais, o contador é o profissional que auxilia com diversas tarefas como: 

  • cálculo de imposto e auxílio em cálculos de pró-labore
  • controle de entrada e saída de valores; 
  • identificação de pontos para redução de custos; 
  • realização de balanços patrimoniais;
  • manutenção da contabilidade da empresa com gestão de documentos fiscais e contábeis;
  • auxílio no fechamento da folha de pagamento.

Com tudo isso analisado, é perceptível que é muito importante para a saúde financeira e segurança de um negócio, contratar um especialista, ou escritório de contabilidade, qualificado.

A importância de contratar um especialista qualificado 

Além dos pontos mencionados, o profissional de contabilidade também garante que o empresário, ou sociedade, possa concentrar-se totalmente nas atividades de execução do negócio sem precisar ministrar tempo e demandas de contabilidade. 

Assim, podemos concluir que o empreendedor, com tempo e dedicação, pode focar na gestão do seu negócio cada vez mais. Dessa forma, o empreendedor pode se dedicar muito mais ao crescimento da empresa. 

Agora que as dúvidas sobre os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar foram analisadas, é importante pensar no próximo passo para o crescimento do seu negócio. A contratação de um serviço de assessoria contábil e fiscal qualificado, seguro e otimizado, como a contabilidade online, é um exemplo dos novos recursos do mercado que trazem diversos benefícios para o empresário.

Para usufruir dos benefícios, você pode entrar em contato conosco. Temos um time de contadores para atender você de forma individual e humana, além de uma plataforma de contabilidade online para facilitar a sua rotina.

desenho em tons de verde do lado esquerdo da imagem, nele há um homem desenhado de costas encarando um poste que tem setas para a direita e para a esquerda. do lado direito há uma parte em azul escrito: O que é tomada de decisão e por que é tão importante?

O que é tomada de decisão e por que é tão importante?

No mundo dos negócios, assim como na vida como um todo, tomar decisões não é tarefa fácil pois envolve escolhas e consequências. A tomada de decisão, dentro de uma empresa, é um processo de escolhas entre alternativas, seja em momentos que a empresa enfrenta um problema ou até uma oportunidade. Esta ação tem grande impacto no momento presente e futuro da organização.

Em razão disso, preparamos esse artigo exclusivo para te informar sobre a tomada de decisão, a importância dela e como ela funciona. Confira! 

 O que é tomada de decisão e qual sua importância? 

A tomada de decisão, ou processo decisório, é um procedimento de escolha entre alternativas. Elas podem ser de oportunidades ou de resoluções para adversidades que o negócio enfrenta. 

O objetivo principal da tomada de decisão é tentar mitigar as incertezas do empreendedor visando um crescimento saudável do negócio e mantê-lo competitivo no mercado.  

O processo de escolha é importante pois atua para que a organização obtenha a melhor das oportunidades apresentadas ou a mais eficiente solução das dificuldades notadas. 

É fundamental salientar que esse processo não garante que a escolha seja totalmente eficiente, ele apenas auxilia para que o momento de tomada de decisão seja o mais racional e estratégico possível. 

Segundo Herbert Alexander Simon, economista que em 1978 ganhou o Prêmio Nobel de economia pela teoria da Tomada de Decisão, “o papel das técnicas é estruturar o processo decisório, ajudando os gerentes a eliminar a improvisação e aumentar o grau de certeza na tomada de decisões”. 

Portanto, a tomada de decisão consiste em fazer uma escolha analisando as possibilidades e optando por aquela que mais faz sentido para o negócio. Isso porque cada processo de tomada de decisão resulta em uma escolha que pode gerar consequências, sejam elas positivas ou negativas. 

Desta forma,  é recomendável que os responsáveis pela tomada de decisão sigam um passo a passo com as 5 etapas do processo, para que este ocorra da forma mais eficiente possível.  


Como funciona um processo de tomada de decisão? Passo a passo

mulher branca sentada em uma mesa segurando um papel e colocando a mão no rosto com tom de dúvida, na mesa que ela está sentada há um laptop, papéis, xícara de café, óculos e canela, a foto está em tons de bege
Aplique o passo a passo a seguir para tomar decisões estratégicas

Todo processo decisório apresenta etapas que, ao serem seguidas, podem levar a uma escolha eficiente. É interessante ressaltar que toda tomada de decisão assertiva, ou seja, aquela que visa a evolução da instituição, é precedida por uma visão analítica e plural. 

Assim, é válido que o empresário siga, na medida do possível, as etapas a seguir com o foco no pensamento crítico e diverso. Com isso, no momento de tomar uma decisão, o empreendedor pode encontrar mais alternativas para analisar.

Como já mencionado, dentro de uma organização o processo de tomada de decisão envolve tanto a solução de problemas quanto a escolha de oportunidades. Contudo, o procedimento geralmente é aplicado quando um entrave surge na companhia. 

Por conta disso, o passo a passo abaixo é explicado para resolução de problemáticas, mas o processo é o mesmo caso a escolha seja entre oportunidades e não resoluções. 

Confira as cinco principais etapas do processo de tomada de decisão com base em uma problemática. Segue, abaixo, o passo a passo.

1. Identificação do problema 

O primeiro passo é identificar a causa do problema, ou seja, a origem. Pois, descrever de forma detalhada o problema e os motivos que o levaram a acontecer, facilita e guia o restante das etapas. Além disso, norteia de forma estratégica o responsável, ou responsáveis, pela tomada de decisão. 

O começo de uma problemática pode ter diversos motivos como, por exemplo, frustração, interesse ou desafio perante as dificuldades para atingir objetivos da companhia. Por meio da identificação dessas causas, é possível avaliar a gravidade e a urgência e, assim, começar a priorizar as problemáticas.

É válido ressaltar que o processo de priorização é quando há a identificação de mais de uma situação que precisa ser resolvida. Em caso de identificação de apenas uma situação,  é possível ir direto para a etapa de coleta e diagnóstico da tomada de decisão. 

2. Coleta de dados e diagnóstico

A coleta de dados é a segunda parte do processo decisório e envolve o estudo da situação por meio de informações e dados. Com isso, será possível realizar um diagnóstico da problemática e entender mais a fundo o cenário que ela está inserida. Para isso é recomendado procurar fontes de informação dentro da empresa.

A forma de coleta dessas informações irá depender do problema identificado e contexto. Segue, abaixo, alguns exemplos de técnicas que podem ser usadas para a coleta desses dados. 

  • entrevistar colaboradores, clientes e/ou fornecedores que estejam diretamente ligados ao problema;
  • analisar relatórios e acompanhamento de períodos anteriores; 
  • rever processos internos;
  • conhecer e buscar serviços de pesquisas de mercado. 

Além das opções apresentadas, há outro conceito e processo interessante e que está ganhando espaço dentro das empresas, o BI. 

O Business Intelligence é um processo de coleta e análise de dados. Um dos objetivos dele é justamente transformar os dados da sua empresa em um direcionamento para solucionar problemas ou sugerir melhorias nos processos. 

Após conseguir o conhecimento detalhado do contexto que precisa de uma tomada de decisão, o empresário pode seguir para a próxima etapa. Com a identificação e conhecimento mais aprofundado, é necessário começar a pensar nas alternativas. 

2. Identificação das alternativas

O terceiro passo envolve identificar opções para a resolução do problema. Para isso, a empresa pode reunir seus colaboradores e/ou equipes para que eles possam contribuir com experiências, conhecimento ou até mesmo por ter maior proximidade com a problemática. 

Nesse momento, algumas técnicas são recomendadas para que as ideias fluam e, assim, o responsável pela tomada de decisão consiga achar a melhor resposta. O Brainstorming é uma das técnicas recomendadas para isso. 

Essa técnica consiste em solicitar e escrever todas as ideias e palavras-chaves de sugestões dos colaboradores em um papel. Após isso, é possível analisar quais são as mais viáveis e que atenderão as necessidades da empresa. 

4. Análise das alternativas 

Após identificar as possíveis alternativas, é interessante que o empreendedor identifique os critérios que irá utilizar para analisar cada  uma e verificar qual é a mais válida. Esta é uma das mais importantes etapas do processo decisório. Por conta disso, é válido traçar  cenários de consequência e resultado que as alternativas levantadas podem gerar.

Nesta etapa é necessário avaliar as consequências que cada opção pode trazer, sejam elas positivas ou negativas, para assim, decidir qual a melhor para o contexto ou para o resultado que se deseja alcançar. 

Por fim, é importante salientar que essa etapa do processo precisa ter como objetivo principal entender quais são as melhores alternativas, ou seja, aquelas que atendam às necessidades da empresa. Este é o ponto chave para avaliar qual a decisão mais eficiente a tomar. 

5. Decisão e acompanhamento

Após identificar o problema, estudá-lo por meio de dados, identificar e analisar as alternativas, a tomada de decisão pode ser feita sem muitas preocupações. Isso porque os cenários foram estudados e as perspectivas analisadas de maneira estratégica. 

Por fim, é necessário fazer o acompanhamento dos resultados da tomada de decisão para verificar a eficiência do que foi escolhido. Isso pode ser feito por meio de pesquisas internas e também avaliações do impacto da decisão tomada. 

Algumas vezes podemos, mesmo com o procedimento, tomar decisões equivocadas que não vão resolver as problemáticas do negócio. Contudo, com acompanhamento e olhar crítico a respeito de todo o processo, é possível identificar os erros cometidos para que, assim, consigamos obter os melhores resultados do processo de tomada de decisão


na imagem do lado esquerdo contém uma mão segurando um papel com gráficos coloridos, do lado direito há uma parte azul que está escrita "O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar"

O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar

No momento de empreender, há quatro etapas importantes a serem criadas e desenvolvidas antes do negócio começar de fato: a identificação de oportunidades, a elaboração do plano de negócios, a captação de recursos e o gerenciamento da empresa. 

Todas são cruciais para o sucesso de um empreendimento, contudo, uma delas se destaca: o plano de negócios. Isso porque ele é uma ferramenta que auxilia o empreendedor a identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos

É com um plano de negócios que o empreendedor pode evitar riscos e prevenir a empresa de cenários inóspitos, ao projetar perspectivas com essa ferramenta. Para te auxiliar a compreender e executar esse planejamento, nós preparamos esse artigo. Confira!

O que é Plano de Negócios? 

O plano de negócios é um documento, ou relatório, de planejamento que descreve os objetivos de uma empresa e quais caminhos precisam ser percorridos para que estes objetivos sejam alcançados. Com esse documento, é possível identificar se uma ideia de negócio é viável ou não, o que diminui riscos e incertezas para o empreendedor. 

O plano contém as etapas de planejamento e montagem da empresa, ou seja, ele demonstra o futuro do empreendimento sob pontos de vistas: estratégicos, mercadológicos, operacionais, financeiros, entre outros. 

Assim, podemos entender que o plano é uma ferramenta com funções importantes uma vez que demonstra caminhos necessários para que o seu negócio percorra e concretize os objetivos.

Quais as funções de um plano de negócio? 

A função de um plano de negócio é demonstrar a viabilidade de um empreendimento. Explicaremos, adiante, como esse processo de analisar a viabilidade funciona.

É perceptível que o perfil de um empreendedor apresenta muitas características como a criatividade e a capacidade de visualizar oportunidades. Com isso, é possível desenvolver várias ideias para um negócio por meio da visão de possibilidades do mercado. 

Para que o empreendedor possa visualizar qual das ideias é a mais promissora é recomendável a elaboração de um plano de negócio. Assim, com ele, é possível saber a projeção da empresa e, consequentemente, a viabilidade dela.

Além disso, um plano de negócios tem como proposta descrever a empresa buscando sempre uma visão analítica. Pois, é efetuando esse relatório que o empreendedor conseguirá projetar o seu negócio em metas alcançáveis.  Desta forma, podemos entender a importância de criar um plano de negócios e de mantê-lo vivo e sempre atualizado. 

Por que um plano de negócios é importante?

A importância de um plano de negócio está diretamente relacionada com as funções dele, como a viabilidade, a estabilidade e o crescimento da empresa. Uma vez que com esse planejamento o empreendedor pode pensar de forma estratégica antes de investir seu capital.

É importante ressaltar que um plano de negócios não elimina os riscos no futuro, mas pode diminuir a possibilidade de erros. Até porque com falta de análise e estudos, tanto sobre o mercado quanto a respeito da futura empresa, pode fazer com que o investimento não dê os resultados esperados.

Então, com o plano de negócios é possível visualizar os dados dos recursos necessários para que o empreendimento saia do papel de maneira eficiente. E, no caso do empreendimento já ser entendido como viável, o plano de negócio é importante para outras situações. 

Isso porque ele é significativo à medida que pode ser consultado para apoiar o gerenciamento do negócio, otimizar a comunicação entre colaboradores, auxiliar em argumentações e tomadas de decisão, entre outras finalidades. 

Segue alguns exemplos de cenários em que o plano de negócios pode ser utilizado em uma empresa já em atividade:

  • apresentação para investidores; 
  • consulta para orientar os colaboradores; 
  • auxílio na comunicação entre sócios.

Além disso, é válido que o plano seja atualizado constantemente. Assim, com as consultas e atualizações, o empreendedor pode avaliar, no decorrer do tempo, os resultados e saber se eles correspondem com o que foi estimado como objetivo. 
Por mais que a principal finalidade do plano seja atribuir ao empreendedor uma visualização da viabilidade e concretude de suas ideias, ele tem os variados fins mencionados. Isso evidencia, ainda mais, a importância de criar um plano de negócios.


Como elaborar um plano de negócios?

mesa com muitos papéis coloridos em tons de rosa, verde, amarelo e azul. encostados na mesa há várias pessoas, mas apenas suas mãos e parte de seus corpos aparecem, eles estão construindo um plano de negócios
Conheça as seções de um plano de negócio

Para elaborar um plano de negócios é necessário pensar a respeito de alguns pontos que tangem a ideia do empreendimento. Primeiro, é recomendável que o empreendedor saiba quais os diferenciais que busca explorar com o negócio, ou seja, como a ideia destaca-se das que operam atualmente no mercado. 

Inclusive, é importante ressaltar que cada ideia de empreendimento e empresa possuem particularidades. Por conta disso, o plano de negócio pode variar de um empreendimento para outro. Assim, vamos te guiar a realizar um que possa te ajudar e recomendamos que, se tiver dúvidas, busque exemplos. Mas, de forma geral, um plano de negócios apresenta:

Sumário executivo

O começo desse documento de gestão contém o sumário executivo que reúne os tópicos de cada sessão do plano, um resumo da ideia do empreendimento e uma breve descrição da empresa. O sumário executivo precisa ser simples, conciso e com diferencial.

Análise de mercado 

Na análise de mercado, você vai identificar o segmento de mercado que sua empresa pretende atuar, assim como qual a necessidade do seu público alvo (clientes), quais são seus principais concorrentes e fornecedores.

Por meio do conhecimento do segmento de mercado – conjunto de pessoas ou empresas com características em comum – é possível também saber e definir os canais de distribuição do seu serviço ou produto.  

Plano de marketing

O plano de marketing é uma ferramenta estratégica que o empreendedor utilizará para alcançar suas metas de vendas e crescimento da empresa.  

Nesta etapa, é importante estruturar as estratégias de marketing com base em 4 pilares básicos, que são: 

  • Produto (o que a empresa vende); 
  • Preço (quanto será cobrado); 
  • Praça (em qual canal ou meio será ofertado);
  • e promoção (como você vai vai promover o produto/serviço) 

Os 4 P´s apresentados acima, também são conhecidos como mix de marketing e  devem ser trabalhados em conjunto para influenciar a resposta do consumidor perante a sua marca, produto ou serviço. 

Plano operacional 

Esta seção contém os processos detalhados de “como fazer o produto ou serviço”- parte operacional. 

Isso significa que no plano operacional há a descrição da localização, das instalações físicas, dos equipamentos, dos recursos humanos (pessoas e respectivos cargos), capacidade produtiva, tempo necessário para cada etapa do processo de produção   produto e/ou quantidade de clientes atendidos no mês. 

Nessa etapa há, também, o arranjo físico (ou layout) que define a distribuição dos setores, equipamentos, móveis e funcionários no espaço físico do estabelecimento. É válido inserir o desenho de uma planta arquitetônica.  

Plano financeiro

No plano financeiro, é possível realizar projeções de custos iniciais, investimento inicial, capital de giro, análise comparativa entre receitas e custos, entre outros. Com os valores levantados é possível construir o demonstrativo de resultados – relatório gerencial do plano financeiro. Com esse relatório, o empreendedor irá  analisar as receitas e despesas e, assim, saber se a empresa vai operar com lucro ou prejuízos. 

Análise de cenário

Esta é a última etapa de um plano de negócio e consiste em analisar possíveis situações que o empreendedor pode vir a enfrentar, sejam positivas ou negativas, e quais caminhos ele deve seguir. 

Assim, é necessário construir cenários com simulação de valores e situações variadas, preparando um cenário que o negócio apresente resultados pessimistas (queda em vendas ou aumento dos custos) e também otimistas (aumento de faturamento e diminuição de despesas).

Com estas simulações é possível definir ações de prevenção para os cenários negativos, evitando as adversidades, e elaborar ações para potencializar os cenários positivos. 

Em resumo…

Com o plano de negócios elaborado de forma estratégica, é possível ter um norte mais concreto e seguro para começar um empreendimento. 

É perceptível que, ao criar um plano de negócio, o futuro empresário pode seguir um caminho mais seguro, baseado em um estudo de suas ideias, recursos e opções. Ou seja, elaborar um plano de negócio é um dos primeiros passos para um empreendimento mais seguro e com muito potencial

Isso acontece porque, com o planejamento adequado analisando e documentando valores, concorrência, público alvo e pesquisa de mercado, entre outros, é possível criar um documento útil em muitos sentidos. Seja no momento da abertura ou até para a expansão, um  plano de negócios é uma ferramenta crucial do empreendedorismo

Agora que já sabe a importância de um plano de negócio, aproveite para conhecer melhor a Contabilivre e a nossa equipe de contadores, que vão ajudar você a realizar a abertura da sua empresa de forma simples e online!



na imagem do lado esquerdo há moedas douradas, prateadas e cor de bronze com um cifrão em formato de B, analogia as moedas digitais, do lado direito há um espaço em azul escrito "Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento"

Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são conceituadas como dinheiro não tangível, mas cambiável. Bitcoin, Litecoin e Ethereum são alguns exemplos das moedas digitais que conquistam cada vez mais espaço dentro do mercado e, consequentemente, estão cada vez mais presentes no horizonte de investimentos dos empreendedores

Mas, devido ao recente aparecimento delas no mercado, muitas dúvidas ainda surgem a respeito do que são moedas digitais, como surgiram, quais os tipos que existem e se é recomendável investir nelas

Para sanar suas dúvidas e te orientar sobre o mercado das criptomoedas, nós, da Contabilivre, preparamos esse conteúdo exclusivo sobre esses criptoativos. Confira!

O que são moedas digitais?

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são ativos financeiros que se assemelham às moedas físicas. Mas, enquanto o real, o dólar, entre outras moedas são controladas por um órgão ou governo, as moedas virtuais, em sua maioria, não possuem um órgão regulador. 

Apesar disso, as moedas digitais têm algumas finalidades parecidas com as moedas físicas, um exemplo é o conceito de meio de pagamento. Em outras palavras, as moedas virtuais podem servir tanto para contratação de serviço quanto para a compra de produtos. 

Portanto, assim como é possível comprar euros, dólares e até o ouro, é possível comprar as criptomoedas. Mas é importante ressaltar que elas possuem muitas diferenças em relação às moedas físicas e, essas características, estão relacionadas ao surgimento delas.

Como surgiram as criptomoedas? 

O surgimento das criptomoedas aconteceu por volta do final da década de 80. O programador David Chaum, nascido nos Estados Unidos, desenvolveu a primeira espécie de dinheiro eletrônico com caráter criptográfico que, anos depois, serviria como uma das bases de conhecimento para orientar o surgimento da, então, famosa Bitcoin.  

Assim, a primeira criptomoeda descentralizada, a Bitcoin, surgiu em 2009 e é a moeda digital que, atualmente, mais movimenta o mercado. Por trás da criação deste criptoativo está o nome, ou apenas pseudônimo, Satoshi Nakamoto. 

Pensadas para atuarem totalmente no meio digital, as moedas virtuais funcionam com a tecnologia de criptografia. Em outras palavras, elas são criptoativos, ou seja, todos os tipos de representação digital de valor que são transacionados eletronicamente e protegidos pela tecnologia de criptografia

Assim, podemos entender que elas são cambiáveis, ou seja, passíveis de venda e compra e, ainda, não tangíveis, ou, melhor dizendo, elas não existem fisicamente. Por fim, além dessas características mais amplas, as moedas apresentam outras particularidades. 

Os tipos de moedas virtuais e suas principais características

Existem vários tipos de criptomoedas e, estas, com diferentes características. Mas nos limitaremos a algumas das mais conhecidas no mercado financeiro: a  Bitcoin, a Litecoin e a Ethereum.

  • A Bitcoin é, como já comentado, reconhecida como a primeira criptomoeda descentralizada. Com essa característica, a Bitcoin é negociada por meio da tecnologia de  blockchain que, de forma resumida e simplificada, é um sistema que permite a transferência de moedas digitais com o modelo peer-to-peer (ponto-a-ponto). 

Em outras palavras, você negocia diretamente com outros detentores do ativo e não precisa de uma instituição intermediária, como, por exemplo, os bancos, para realizar as transações. Além disso, a Bitcoin, ou BTC, foi criada com uma oferta finita, ou seja, há um limite máximo fixo de bitcoins existentes (21 milhões). 

  • A Ethereum é uma criptomoeda e um pouco além disso. Isso porque ela é, também, uma plataforma que, entre outras funções, realiza as transações da ether (ou Ethereum), a moeda virtual. 

Criada pelo programador Vitalik Buterin em 2013, ela utiliza, também, o modelo peer-to-peer e a tecnologia blockchain. Porém, não foi projetada com a ideia de oferta finita, como foi a Bitcoin. Assim, com a Ethereum não há limitação na quantidade da moeda.

  • Por fim, a Litecoin é entendida como uma altcoin, ou seja, ela é uma criptomoeda que surgiu como alternativa à BTC. Assim, altcoins são moedas virtuais “inspiradas” na Bitcoin e, também, possuem como objetivo aprimorar os recursos oferecidos pela BTC. Porém, hoje em dia, no mercado, a Litecoin é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, enquanto isso, referem-se a BTC como o “ouro”  das moedas virtuais. Por fim, Litecoin tem uma quantidade limite de 84 milhões.

Compensa investir em criptomoedas?

Para compreender melhor o investimento em moedas virtuais, é necessário entender outro ponto sobre elas. As criptomoedas são entendidas como ativos multiplicadores de valor. 

Isso significa que, com o tempo, a valorização delas pode aumentar e, por meio da oferta e compra desses ativos, você pode vendê-las, aumentando o seu patrimônio. Assim, é possível investir em moedas digitais, mas é importante ter conhecimento das possibilidades e riscos que esse tipo de aplicação pode apresentar. 

Quando falamos sobre investimento, independente do ativo, é necessário ter em mente algumas questões como: planejamento, objetivos, estratégia e, principalmente, o perfil do investidor. 

Agora, a Bitcoin, e demais moedas, possuem uma característica importante quando falamos sobre investir nesses criptoativos: a alta volatilidade. Isso significa que, nos últimos anos, as moedas virtuais tiveram oscilações significativas em seus preços. 

Criptomoedas, oscilações e perfil de investidor 

Um exemplo é a própria BTC. Em abril de 2021, o ativo Bitcoin superou o valor de R$ 360 mil, sendo que, há um ano atrás, o preço era de R$ 42 mil. Mas não suponha que as moedas digitais apenas valorizam, muito pelo contrário, o preço delas pode cair também. 

Isso depende muito da lei de oferta e procura das criptomoedas. Como o mercado funciona 24 horas, as oscilações variam de acordo com a movimentação dos ativos nas transações, causando, assim, alta volatilidade. 

Por conta disso, antes de investir nas moedas virtuais, é necessário compreender o seu perfil de investidor. 

Para exemplificar e resumir, se o perfil for conservador, ou seja, ele prioriza o investimento conservado – aquele que há a priorização da preservação do capital e apresenta baixa tolerância ao risco -, não é aconselhável que esse perfil opte pelas moedas. Isso porque elas podem, em algum momento, proporcionar perdas.

Agora, se o perfil do investidor for arrojado, o objetivo maior desse tipo de investimento é a rentabilidade. Assim, é mais recomendável o investimento em criptomoedas, uma vez que esse retrato também se apresenta disposto a assumir riscos no momento de aplicar o seu dinheiro.

Em resumo…

O mundo está ficando cada vez mais digital e, o mercado está, também, inserindo cada vez mais a tecnologia em seu funcionamento. A Bolsa de Valores funciona em ambiente totalmente digital e as criptomoedas já são utilizadas como um meio de pagamento. 

Assim, parece que o rumo do mercado, futuramente, é uma digitalização cada vez maior. Por conta disso, é interessante pensar em comprar moedas digitais e, assim, investir nelas. Desde que o investimento, antes, seja pensado com objetivos e, principalmente, planejamento. 

Por isso, é aconselhável que, antes de aplicar capital nas criptomoedas, você planeje seus investimentos, se prevenindo de imprevistos (criando uma reserva de emergência, por exemplo), conhecendo o seu perfil de investidor e, também, adquirindo conhecimento sobre os ativos, ou criptoativos, que deseja aplicar o seu dinheiro.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas.