Como calcular o DSR

Como calcular o DSR? Tire suas dúvidas sobre o assunto

Profissionais que seguem o regime CLT têm direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). Apesar de conhecido, o benefício referente a essa demanda ainda gera dúvidas por parte do empregador, principalmente, no que diz respeito a como calcular o DSR

O dia de folga é um momento muito aguardado pelos trabalhadores. Afinal, o descanso é fundamental para recuperação física e mental dos profissionais de todas as áreas. De maneira geral, o DSR é o valor que assabe empresas pagam para os empregadores terem um dia de descanso adequado. 

E se você tem dúvidas sobre o direito e quer saber como calcular o DSR, confira o conteúdo que a Contabilivre preparou a seguir. 

O que é o DSR?

O DSR é a sigla usada para definir o termo Descanso Semanal Remunerado. O intervalo intersemanal é direito de trabalhadores urbanos e rurais que seguem o regime CLT

Criada na década de 40, a lei 605/1949 confere o repouso remunerado e tem ênfase no artigo 7º, inciso XV da Constituição Federal de 1988, como um direito fundamental do trabalhador

LEI Nº 605, DE 5 DE JANEIRO DE 1949. “Art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local.”

Embora a lei expresse preferência em condicionar o repouso aos domingos, as diversas modalidades de trabalho permitem que o descanso possa ser oferecido em qualquer dia da semana. Dependendo da atividade exercida, ainda há uma flexibilização e diferença nas regras. 

Como funciona o DSR?

A lei diz que após seis dias consecutivos de trabalho, o colaborador adquire o direito de usufruir, no sétimo dia, o descanso semanal remunerado por um prazo mínimo de 24 horas

Lembrando que o descanso pode ser concedido antes do sétimo dia, porém, o empregador não deve disponibilizar a folga após esse período. Nessa hipótese, o empresário pode receber multas e outras consequências. 

O descanso deve ocorrer preferencialmente aos domingos, no entanto, sabemos que alguns empreendimentos, principalmente comércio varejista e serviços de saúde, funcionam aos finais de semana. 

A prática é permitida por lei, no entanto, nesse caso, o empregador deve realizar um sistema de escala de revezamento, tendo como objetivo conceder o descanso semanal remunerado ao trabalhador pelo menos por um domingo ao mês. Assim, é garantido aos colaboradores o repouso dominical dentro dessa escala. 

como calcular o dsr
O DSR é um direito que visa conceder descanso adequado aos trabalhadores

Quem tem direito a receber o DSR?

Todos os trabalhadores sujeitos ao regime da CLT, sejam eles mensalistas, horistas ou comissionistas. 

Importante também ressaltar que, para o colaborador ter direito ao DSR, ele precisa cumprir dois requisitos. Um deles se refere à frequência, ou seja, durante a semana que antecede o descanso remunerado, o trabalhador não pode possuir faltas injustificadas

Outro ponto diz respeito à pontualidade, o colaborador possui um limite de 10 minutos diários de tolerância em caso de atraso, sendo cinco minutos no início do expediente e os outros cinco durante as pausas.

Caso o profissional não cumpra esses requisitos, ele ainda tem direito ao dia de descanso, porém, perderá a remuneração referente ao DSR

Não sabe quais direitos trabalhistas sua empresa precisa seguir? A Contabilivre é responsável pela elaboração da folha de pagamento e outros documentos dessa natureza. Saiba como podemos te ajudar! 

O que são faltas justificadas?

Todas as faltas justificadas estão previstas no Art. 473 da CLT. Elas consistem em ausências com uma previsão legal, por exemplo, um atestado médico, certidão de óbito de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente ou irmãos, certidão de casamento, doação voluntária de sangue (por um dia a cada 12 meses).

Além disso, são consideradas faltas justificadas para o fim de se alistar eleitor, ingressar em estabelecimento de ensino superior (prestar vestibular) e acompanhar filho de até seis anos em consulta médica (um dia por ano). Lembrando que todas as situações precisam ser devidamente comprovadas. 

E colaboradores com contrato de trabalho do tipo 12×36?

A reforma trabalhista de 2017 estabeleceu que o contrato na qual o funcionário trabalha por 12 horas seguidas e folga as 36 horas seguintes tirou a possibilidade de receber pelo descanso semanal remunerado. A regra entende que as 36 horas disponibilizadas já são necessárias para assegurar um descanso adequado ao empregador. 

Como calcular o DSR?

As regras para o cálculo do DSR apresentam variações de acordo com as modalidades. Além disso, é preciso levar em consideração que horas extras habitualmente prestadas refletem no cálculo do descanso semanal remunerado.

Por outro lado, não são usados como base de cálculo do descanso semanal remunerado gorjetas e gratificação por tempo de serviço e produtividade. 

Confira como calcular o DSR para as diferentes modalidades:

Mensalistas

O DSR de trabalhadores mensalistas está englobado no salário do colaborador. Mas caso você queira saber quanto desse valor é destinado ao descanso, basta multiplicar o salário (incluir hora extra) pelo número total de descansos no mês. 

Em seguida, basta dividir pelo número de dias úteis. Lembrando que sábado é considerado dia útil. 

Vamos ao exemplo de um trabalhador que recebe um salário de R$ 2 mil. Em um mês, com 25 dias úteis e quatro dias não úteis, temos:

DSR = (salário recebido x número total de descansos no mês) / número dias úteis por mês

DSR = 2.000 x 4 / 25 

Portanto, o Descanso Semanal Remunerado, nesse caso, é de  R$ 320. 

Horistas

Para trabalhadores horistas, o cálculo do descanso é feito com base no valor do sálario-hora. Em outro exemplo, um profissional que ganhe R$ 15/hora e trabalhe 200 horas por mês tem o salário de R$ 3 mil. 

Você também precisará olhar quantos dias úteis esse profissional trabalhou por mês e, depois, anotar quantos dias não úteis (domingos e feriados) tem no calendário. 

Dessa forma, em um mês com quatro dias de descanso e 26 dias úteis, temos:

DSR =  (salário recebido x número total de DSR’s no mês) / número de dias úteis do mês

DSR = 3 mil x 4 / 26

Assim, o valor do DSR, nesse caso, é de R$ 461, 53

Comissionistas 

O profissional comissionista puro, isso é, que recebe seu salário de forma variável, dependendo das comissões do mês também tem direito ao DSR. 

Para realizar o cálculo dessa categoria, basta somar o valor de todas as comissões recebidas em um mês, dividir pelo número de dias úteis no mês e multiplicar o resultado pelo número de dias de descanso desse período. 

Qual a importância de saber como calcular o DSR? 

O repouso constitui uma norma de saúde, medicina e segurança do trabalho. A ação não só visa conceder ao colaborador um período de descanso, após cumprir o período da sua jornada semanal de trabalho, como também oportunizar um momento de socialização com a sua família e amigos

O não pagamento do Descanso Semanal Remunerado implica em multas elevadas para o empregador, geralmente arbitradas judicialmente. Sendo assim, é de extrema importância ficar atento às normas da CLT.

A Contabilivre conta com uma equipe de profissionais especializados para te orientar e tratar esse e diversos outros assuntos com facilidade, segurança e cumprimento dos prazos legais.

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marketing digital para MEI e ME

Marketing Digital para MEI e ME: saiba como pode te ajudar

O marketing digital para MEI e ME pode ser a estratégia que a sua empresa precisa para alavancar as vendas. A estratégia consiste em um conjunto de ações de comunicação utilizando o digital com objetivo de alcançar clientes e gerar vendas.

As redes sociais são uma ótima oportunidade para Microempreendedores individuais e Microempresas divulgarem sua marca. O segredo é saber onde seu público se encontra e criar uma presença digital para que os consumidores tenham interesse no seu produto ou serviço

E o melhor, você pode começar a fazer marketing no ambiente online sem gastar nada, apenas aprendendo e usando aplicativos e softwares gratuitos.

Mas se adaptar ao mundo digital pode ser um desafio no início. Por isso, a Contabilivre preparou um guia com dicas de como aplicar o marketing digital na sua empresa. Confira! 

O que é marketing digital? 

Imagine que você vende um determinado produto ou oferece um serviço, mas as pessoas nem sabem que ele existe ou para que serve. O dever do marketing digital é criar o desejo e a necessidade pelo o que a sua empresa comercializa por meio de canais digitais. 

A estratégia é usada por diversas organizações, desde empresas de grande porte a MEIs e ME. Todo mundo pode usar dessa ferramenta para promover um produto ou serviço, dar credibilidade a marca e criar presença online, além de ser um é um ótimo meio para atrair consumidores

Não sabe qual porte de empresa o seu negócio se enquadra? A Contabilivre pode te ajudar, fale com um de nossos especialistas

Quais plataformas usar para fazer marketing digital para MEI e ME?

Como já dito aqui, existem diversas plataformas de marketing digital. Ferramentas de blogs, de e-mails marketing, de campanhas pagas e de redes sociais são exemplos da diversidade que a área abrange. 

Então, como escolher qual plataforma para fazer marketing digital para MEI e ME? Para isso, você deve saber qual mídia o público que você tem interesse mais consome. As redes sociais são canais universais, ou seja, quase todo mundo está presente lá, por isso, começar levando sua microempresa para essas redes é uma boa opção.

Como usar o Instagram para fazer o marketing digital da minha empresa? 

O Instagram começou como uma rede social de fotos, mas, com os anos, se tornou uma vitrine online, trazendo resultados positivos para empresas. Não à toa que, 90% das contas seguem uma empresa no Instagram

A rede social tem a opção de criar um perfil comercial. O recurso permite informar o endereço comercial e adicionar botões para contato e “Saiba mais” com um link em seu perfil. 

O Instagram ainda conta com ferramentas populares entre os usuários. Os Stories e enquetes são uma ótima forma de fazer com que os usuários interajam e conheçam mais sobre os produtos que oferece

Um dono de restaurante, por exemplo, pode perguntar qual prato os clientes gostariam de ter na semana e aproveitar para divulgar o cardápio. Use e abuse de gifs, enquetes e Stories para interagir com o seu público diariamente

O Feed também faz parte da estratégia e o conteúdo que será postado depende muito do ramo do seu negócio. Uma empresa de engenharia, por exemplo, pode fazer postagens que apresentem os serviços do seu negócio e expliquem assuntos da área. Gerando, assim, interesse do público em acompanhar. 

A periodicidade também é muito importante, no feed, procure postar três vezes na semana. E não se esqueça de acompanhar os comentários e dúvidas para responder aos clientes. 

WhatsApp

Todo mundo usa o WhatsApp para se comunicar, não é mesmo? Por isso, o aplicativo é uma ótima ferramenta de marketing para MEIs e ME, isso porque por meio do canal é possível manter o contato de forma rápida e fácil com o cliente.

O aplicativo possui uma versão própria para negócios, o WhatsApp Business, que além de possuir todas as funcionalidades da versão original permite o empresário adicionar localização, horário de funcionamento e segmento comercial

Os consumidores usam muito o aplicativo para marcar consultas médicas, saber mais informações sobre o serviço e tirar dúvidas. Uma forma de usar o WhatsApp é adicionar um botão em outras redes sociais que direcione o usuário ao app. 

Você ainda pode criar ou participar de grupos de vendas para divulgar seus produtos e serviços. Essa estratégia é muito usada por negócios locais, já que esses grupos de WhatsApp costumam ter membros que moram no mesmo bairro ou regiões próximas, contendo um bom número de potenciais clientes. 

Facebook 

O Brasil tem mais de dois milhões de usuários ativos. As chances de se conectar com pessoas interessadas naquilo que você oferece é alta. Por isso, a rede social é outra opção para sua empresa divulgar produtos e apresentar serviços. 

A rede social é uma ótima plataforma para criar presença digital, despertar sensações e criar conexões que influenciam na decisão da compra. Além de divulgar, serve para o consumidor lembrar da sua empresa. 

Algumas dicas para gerar engajamento no Facebook é a postagem de imagens com citações. Procure escolher frases motivacionais e impactantes de autores relacionados à área de atuação da sua empresa. Esse tipo de post tem um bom número de compartilhamentos. 

É legal também criar postagens com dicas, sempre lembrando na questão de gerar valor para o consumidor. Além disso, não deixe de chamar o usuário para participar da postagem pedindo a opinião deles. 

Quem nunca compartilhou memes nas redes sociais? Provavelmente, todo mundo! Os posts são campeões de interações e sempre geram muitos likes e compartilhamentos. Tente fazer a analogia dos seus serviços ou produtos com memes se fizer sentido para o seu público. 

Outras ferramentas:  Google Meu Negócio

Quer coisa melhor para os negócios do que alguém encontrar sua empresa no Google sem pagar nenhuma publicidade? O Google Meu Negócio é uma ferramenta gratuita que permite inserir informações sobre a sua empresa no buscador mais usado do mundo

Com o recurso, o empreendedor pode adicionar informações do negócio e quando algum usuário digitar o nome da sua empresa no Google aparecerá endereço e contato da sua loja ou serviço. 

Aplicativos e sites

As imagens e artes dos posts são elementos muito importantes para chamar atenção dos clientes. Aplicativos e sites podem ajudar até mesmo quem não entende muito de edição. Existem diversos softwares com modelos pré-prontos e intuitivos para fazer montagens e colagens com seus produtos ou serviços.

É claro que contratar profissionais da área para o serviço deixará tudo mais profissional, mas isso vai depender muito de quanto a sua empresa tem de orçamento para gastar com a área. O que nós queremos passar é ideia de que o marketing digital pode ser adaptado para a realidade de qualquer empresa

Vale a pena investir em Marketing Digital para MEI e ME? 

Como você pode notar, o marketing é fundamental para qualquer negócio, ainda mais para quem é MEI e ME, já que é possível começar a colocar em prática a estratégia por meios gratuitos e conseguir resultados com ela.  Afinal, quem é visto é lembrado! 

O marketing digital é um espaço para diversos profissionais aproveitarem as oportunidades e se destacarem no setor. Porém, é fundamental se capacitar e conhecer algumas ferramentas do meio.

Agora que você já sabe como alavancar suas vendas com a ajuda do marketing digital, aproveite para deixar as contas e obrigações fiscais da sua empresa em dia com a Contabilivre! 

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pix para empresas

Pix para empresas: o que é e qual a vantagem para o seu negócio?

Quem é dono de um negócio já percebeu que a tecnologia inovou a forma dos consumidores realizarem pagamentos. Com o universo online, o que antes se limitava em “é dinheiro ou cartão” ganhou novas opções a serem exploradas, facilitando, assim, a experiência do cliente. Entre essas novas modalidades, não podemos deixar de falar sobre o Pix para empresas

O meio de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central (BC) já está em vigor e tem tudo para trazer vantagens para o seu negócio. Rápido, prático, seguro e sem custo para o consumidor, é isso que o BC promete!  

Quer saber como funciona o Pix para Empresas? Confira tudo sobre a forma de pagamento e saiba se vale a pena implementá-la na sua empresa. No conteúdo que a Contabilivre preparou, você tira todas as suas dúvidas sobre o Pix, acompanhe! 

O que é Pix? 

O Pix é uma forma de pagamento criada e gerida pelo Banco Central que permite enviar e receber dinheiro em até 10 segundos. Um dos pontos centrais da modalidade é o horário de funcionamento. Diferente de outros meios, como boleto, TED e DOC, o Pix pode ser feito em qualquer dia e horário, incluindo feriados e finais de semana.

Com o Pix para empresas, consumidores e empresários têm mais uma opção para realizar transferência e pagar compras e serviços prestados de forma rápida e sem burocracias. Além disso, os empresários podem realizar o pagamento de fornecedores,  salários de funcionários e até tributos federais

Quer saber quais tributos sua empresa precisa pagar? Contate um de nossos especialistas para te ajudar

Vale destacar que o Pix não é um aplicativo, e sim um sistema de pagamentos que diversas instituições financeiras disponibilizam para seus clientes. Esse serviço é oferecido por meio dos próprios apps bancários, provavelmente, já instalado no seu celular e pelo internet banking. 

Como funciona o Pix para empresas? 

O Pix para empresas funciona por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). O serviço é gerido e operado pelo Banco Central e está conectado às contas de Pagamentos Instantâneos, que são as contas das instituições financeiras.

Para receber pagamentos, as empresas precisam se cadastrar no serviço e criar uma chave Pix. Uma característica facilitadora da transação é que o CNPJ, e-mail, chave aleatória gerada pelo sistema e número de celular podem ser registrados como um chave. 

Dessa forma, com o código, a transferência monetária é realizada sem precisar dos dados bancários das pessoas ou de empresas que negociam, basta informar pelo app uma das informações cadastradas

O serviço de pagamentos instantâneos Pix funciona de modo integrado direto do aplicativo do seu banco. E se você não sabe se a instituição financeira na qual sua empresa tem vínculo oferece esse serviço, é só acessar o app bancário e conferir se a opção está disponível. 

O Banco Central anunciou que instituições financeiras com mais de 500 mil clientes têm a obrigação de aderir à plataforma, mas antes mesmo do lançamento, mais de 930 organizações, entre bancos tradicionais, fintechs e plataformas de pagamento já haviam se cadastrado para participar de testes. 

Como o cliente realiza o pagamento? 

Os consumidores têm duas opções para realizarem pagamentos com o PIX. A transação pode ser feita pelo próprio aplicativo bancário usando a chave de identificação do recebedor ou por meio do QR Code gerado ou compartilhado pelo estabelecimento. 

O pagador deve fazer a leitura de um desses códigos pelo celular para ser direcionado a página de pagamentos de seu aplicativo cadastrado no Pix. Caso o recebedor compartilhe o QR Code com o cliente, não será possível usar a câmera para a leitura.

No entanto,  um link é gerado pelo sistema do QR Code Pix,  direcionando o consumidor para o pagamento.

Como cadastrar minha empresa no Pix?

Para realizar o cadastro no Pix, sua empresa precisa de uma uma conta transacional (conta corrente, poupança ou de pagamento) em uma instituição que oferece o serviço. O passo a passo do procedimento pode variar de acordo com a sua instituição financeira. 

O registro pode ser feito pelo próprio aplicativo do banco ou pelo internet banking corporativoNão há restrições em relação ao porte das empresas participantes do Pix. A forma de pagamento está liberada para Microempreendedores individuais (MEIs), Microempresas (ME), Empresa de Pequeno Porte (EPP) e até grandes corporações. 

O que muda são as taxas que cada tipo de empresa paga pelo serviço. MEIs, por exemplo, são isentos de tarifas para realizar pagamentos e transferências, porém, algumas instituições  bancárias cobram quando o empresário recebe recursos com finalidades de compra.  

No caso dos outros portes de empresas, a tarifa em decorrência de envio e de recebimento de pagamentos de clientes é estipulada pelo banco que o seu negócio tem conta. Alguns fintechs, no entanto, não cobram taxas das empresas pelo uso do Pix.

Após o cadastro, um agente financeiro irá te contatar para validar sua inscrição e confirmar as chaves Pix que vão cadastrar no sistema.

Pix é seguro?

Segundo o BC, a segurança foi prioridade no desenvolvimento da forma de pagamento.   Requisitos, como  integridade e autenticidade das informações foram massivamente estudados pelos desenvolvedores do sistema. 

Todas transações do Pix para empresas ocorrem através de mensagens assinadas digitalmente e são trafegadas de forma criptografada, em uma rede protegida.

As informações dos usuários são também são criptografadas, isto é, esses dados apresentam protocolos que impedem terceiros acessarem as suas informações. 

Quais as vantagens? 


O Pix é mais uma opção de pagamento para os clientes. O serviço pode ser uma boa forma do seu negócio diminuir os gastos transacionais.  Além disso, quanto mais usuários o Pix tiver, mais chances a empresa tem em alcançar um fluxo de caixa mais rápido

Fora isso, é possível facilitar algumas funções operacionais do seu negócio, como pagamento de salários, contas e  tributos. O horário de funcionamento é uma das principais vantagens, estando disponível 24 horas por dia

Quais as desvantagens? 

Para realizar transações via Pix é preciso ter conexão com à internet. O pré-requisito, provavelmente, faz com que essa forma de pagamento perca alguns usuários que não costumam contratar redes móveis, sendo essa uma desvantagem da modalidade

As taxas são outro ponto negativo do serviço. Com exceção de MEis, apenas pessoas físicas não pagam taxas pelo uso das funções do Pix. Os valores das tarifas ficam a cargodos bancos e fintechs e variam de acordo com cada instituição

Qual a diferença do PIX para TED e DOC?

TED e DOC são formas de realizar transferências. Já o PIX é um sistema que permite fazer pagamentos em estabelecimentos e de contas, além de transferências bancárias. 

O horário de funcionamento dos serviços é a diferença central das transações. O Pix está disponível 24 horas por dia, 7 dias da semana. O TED e DOC funcionam apenas em dias úteis.

Além disso, o PIX traz mais agilidade para os correntistas, uma vez que as transferências e pagamentos são instantâneos. Enquanto o dinheiro enviado por TED cai até às 17 horas e por DOC a transferência só é completada no dia seguinte.  

Outras formas de pagamento

Embora outras formas de realizar pagamentos sejam mais comuns e usados no dia a dia, como boleto, cartões e até mesmo dinheiro, o Pix para empresas tem tudo para ser popularizado pela sua agilidade e baixo custo de operação. 

Um boleto, por exemplo, demora até três dias, após o pagamento, para ser compensado. O cartão de crédito também é uma forma de pagamento rápida e bastante útil, no entanto, o Pix traz mais versatilidade ao permitir pagar contas de forma instantânea. 

Mudanças na forma de pagamento

As transformações digitais causam mudanças em nossos hábitos dia após dia. O dinheiro se tornou digital e cada vez mais temos que nos adaptar as práticas dos consumidores. Em um mundo cada vez mais online, a facilidade e rapidez é algo essencial para agregar valor aos clientes. 

Agora que você já conhece o Pix e pode facilitar as formas de realizar pagamentos e receber recursos, por que não aproveita para simplificar outros processos da sua empresa? Conheça a Contabilivre e tenha mais agilidade e qualidade nos serviços contábeis de seu negócio. 

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precificação

Precificação: saiba como calcular o preço do seu serviço

A precificação de produtos ou serviços é um elemento fundamental para o seu negócio. Afinal, definir o preço do que você oferece é um dos primeiros passos para que o seu lucro e crescimento estejam garantidos!

Além disso, saber precificar adequadamente é um diferencial no mercado. Pois dessa forma, você pode calcular qual o valor mínimo de um produto e descobrir, por exemplo, quanto de desconto deve oferecer aos seus clientes. E claro, também é possível acompanhar a saúde financeira do seu estabelecimento!

Se você é um Microempreendedor Individual (MEI), possui uma Microempresa (ME) ou uma Empresa de Pequena Porte (EPP) e precisa entender os fatores que implicam no custo e nas despesas do seu produto, esse texto é para você!

Confira o que a Contabilivre preparou sobre precificação e, assim, aplique a estratégia no seu negócio. Acompanhe a seguir! 

Qual a diferença entre preço e valor? 

Saber a diferença entre “preço” e “valor” vai te ajudar a entender melhor o processo de precificação e como os métodos são baseados. Apesar de usarmos os dois termos como sinônimos, eles apresentam sentidos diferentes. 

Preço é um número e está ligado ao dinheiro, por exemplo, mil reais. Já o valor é quanto o seu cliente está disposto a desembolsar pelo seu serviço ou produto. Ele não está relacionado ao dinheiro e sim a percepção que o cliente tem acerca do que você oferece. 

Para um tenista, por exemplo, uma raquete de tênis é essencial para treinar e competir. Provavelmente, ele está disposto a pagar mais por esse material do que uma pessoa que nunca praticou o esporte, já que, para o tenista, uma raquete tem um valor maior. 

Essa premissa parte da percepção de cada um, ou seja, é subjetivo, diferentemente do preço que é objetivo

O que é precificação?

Precificação é o processo usado para definir preços de produtos ou serviços garantindo o lucro de um estabelecimento. Parece simples, mas esse cálculo possui algumas variações que você deve se atentar!

O primeiro ponto é que essa precificação pode ser realizada com base no valor que o produto tem para o cliente, na concorrência, no volume de compra ou na época do ano, por exemplo.

Além disso, outro ponto para se atentar é a margem de lucro. A falta de cuidado com o índice pode trazer um falso sentimento de que está tudo certo com o negócio! Por isso, alertamos: o faturamento indo bem não significa que o seu lucro está bom!

Vamos te ajudar a entender! O dono de restaurante que possui açaí no cardápio, compra o litro do açaí de seu fabricante por R$ 10,00 e vende a mesma quantidade por R$ 15,00. 

O empreendedor pode achar que o seu lucro é R$5. Contudo, não é bem assim! Na precificação temos que colocar os custos e as despesas que esse pequeno empresário teve até o açaí chegar ao cliente. 

É preciso incluir quanto ele gastou no pote, na colher, do tempo de trabalho para montar o produto e por aí vai. Adicionando esses elementos, seu cálculo de precificação estaria fundamentado no custo. 

Por isso, a precificação deve ser um momento de muita atenção para o seu negócio!

Mas, afinal, como precificar meus serviços e produtos? 

Antes de sair estipulando o preço dos seus produtos, é preciso analisar gastos e despesas que a sua empresa possui para se manter em atividade. 

Confira os custos operacionais, como gastos com aluguel, funcionários, equipamentos, energia e internet. Não se esqueça de incluir os custos do produto, como valor da embalagem e outros utensílios. 

Além disso, não podemos esquecer de levar em consideração o regime tributário que a sua empresa se encontra. Afinal, os tributos fazem parte das despesas do seu negócio.

Precisa de ajuda para descobrir seu regime tributário? Fale com a nossa equipe de contadores e descubra! 

Empresas online  também têm custos de operação. Se você é dono de um e-commerce, por exemplo, é preciso colocar no “papel” os gastos com marketing digital, com frete e com a plataforma (caso tenha um site). 

Quais os métodos de precificação?

Baseado no custo

A precificação baseada no custo pode ser feita a partir da fórmula do índice Markup. O Método consiste em apurar o custo do produto (tributos e logística),  identificar as despesas  fixas (aluguel, funcionário e internet) e as despesas variáveis (comissões e impostos do produto). Além disso, você deve selecionar a porcentagem do lucro que deseja. 

Confira o exemplo de um produto com custo de R$ 100, uma despesa fixa de 15%, uma despesa variável de 10% e um lucro de 20%. Vale destacar que as despesas fixas e variáveis e a margem de lucro devem estar em porcentagem. 

Completando os valores na fórmula de Markup temos: 

PV = custo/ 1-(DF% -DV% -Lucro%)

PV = 100/ 1-(0,15-0,10-0,20) 

PV = 100/ 1-0,45

PV= 100/ 0,55 = 181,81 

Sendo R$ 181, 81 o preço de venda que cobre o custo do produto e as despesas e resulta em um lucro de 20%. 

Não sabe como calcular o custo de produção da sua empresa? Esse artigo pode te ajudar!

A dificuldade que você pode encontrar nesse método é definir a margem de lucro de cada mercadoria ou serviço. 

Em algumas situações, o empreendedor pode estipular uma margem muito alta em relação aos concorrentes ou uma quantia muito baixa que não demonstre valor para o consumidor.

Mas fique tranquilo, caso você tenha dificuldade em escolher sua margem de lucro, outro método de precificação pode te ajudar! 

Baseado na concorrência

Como o nome indica, a precificação baseada na concorrência consiste em investigar os preços de produtos ou de prestadores do mesmo serviço. 

Esse método também pode ser usado para calcular a margem de lucro dos seus concorrentes, assim, você pode se basear nos concorrentes para não fugir muito do preço padrão do seu segmento.

Baseado na demanda

Na precificação baseada na demanda, você deve considerar o consumidor para definir o preço da sua mercadoria. Questões, como: “qual a percepção de valor o cliente tem em relação ao meu serviço?” e “quanto eles estão dispostos a pagar pelo produto que eu ofereço?” devem ser respondidas. 

Além da qualidade do produto, o atendimento da empresa, a reputação da mercadoria, a confiabilidade e o nome no mercado são levados em conta para chegar a um preço final. 

O procedimento, no entanto, traz como dificuldade o ajuste do preço do serviço, fica difícil mensurar até quanto o consumidor está determinado a pagar por um bom atendimento ou uma instalação de primeira, por exemplo. 

E o desconto?

Oferecer desconto é uma ótima forma de atrair clientes ao seu negócio e fidelizar o público. Porém, é preciso ter cuidado para não abaixar muito o preço de determinadas mercadorias e sair no prejuízo. 

A promoção deve ser calculada com base na margem de lucro. Dessa forma, o desconto deve ter uma porcentagem menor do que a margem inicial. 

Lembra do exemplo que demos acerca do produto que custa R$ 181,81? A margem de lucro desse material era de 20%, se você usar uma margem de 15%, a mercadoria sairá por R$ 166,60. Nesse caso, tanto o consumidor quanto você saem ganhando. 

Qual a importância da precificação?

Definir o preço dos serviços e mercadorias é imprescindível para o sucesso e a permanência da sua empresa no mercado.

Como você pode perceber, há diferentes formas de precificar. Análise qual melhor maneira de calcular seus produtos ou serviços e aproveite para colocar em prática tudo o que aprendeu com esse artigo. E não esqueça de lembrar do valor que seu serviço ou produto tem para o consumidor. 

Agora que você já sabe como fazer seu negócio alcançar uma boa saúde financeira, que tal  colocar a contabilidade e as responsabilidades fiscais da sua empresa em dia? Conheça a Contabilivre e saiba como podemos te ajudar!

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