homem de costas encarando uma parede com papéis pendurado, do lado direito há um espaço em azul escrito: "O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!"

O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!

Popularizadas nos últimos anos, as startups são empresas que possuem um perfil diferente de negócio. Em 2020, o Brasil já contabilizava 13.400 startups registradas e, com suas características de replicabilidade e inovação, o cenário é para que esse número continue a crescer.

Mas antes de investir nesse negócio, é importante compreender o que é uma startup, se a sua ideia condiz com uma e como tirá-la do papel! Pensando nisso, nós preparamos um artigo para que não reste dúvidas sobre o assunto. Acompanhe!

O que é startup?

Uma startup pode ser entendida como um negócio que tende à inovação. Seu principal objetivo é solucionar um problema! No Brasil, o formato também é caracterizado por empresas que possuem uma cultura jovem e inovadora. 

Nubank, Uber e Airbnb são alguns exemplos! Com o desenvolvimento de soluções inovadoras, esses nomes representam o propósito desse novo perfil de negócio: mudar o padrão do mercado. Foi assim que um cartão de crédito surgiu sem, necessariamente, estar vinculado a um banco físico, proporcionando ao cliente mais controle e autonomia sobre suas ações bancárias por meio do celular. E quem ofereceu essa mudança foi a Nubank!

Outro exemplo é a Uber. Não é mais necessário realizar ligações para chamar um táxi, é possível se locomover por um preço menor por meio de um aplicativo de celular. A inovação consiste na ligação entre tecnologia e uma solução para o cliente

Algumas pessoas se confundem e podem supor que a startup é uma empresa pequena em fase inicial de desenvolvimento. Mas, para Steve Blank, empreendedor no Vale do Silício, isso é um equívoco. Para Blank, as startups são organizações que buscam um modelo de negócio replicável e escalável. 

Em outras palavras, as startups apresentam uma metodologia de produção que pode ser  replicada a outros negócios. E escalável porque a receita pode crescer rapidamente enquanto o custo operacional cresce de maneira mais lenta.

Assim, startup é uma forma de organização que busca entregar uma solução inovadora, replicável e escalável

Como funciona uma startup?

A startup funciona por meio da inovação e para inovar. Além disso, ter foco em entender o seu cliente e a melhoria da sua experiência também caminham junto com esse formato de negócio!  

Desta forma, realizar pesquisas com o intuito de compreender cenários em relação ao cliente com a aplicação de métodos ágeis costumam ser tarefas rotineiras nos projetos. 

Além disso, o que gera valor em uma startup é a ligação dela com a validação inovadora e conquistada no processo de pesquisa. A inovação e as mudanças podem ser totalmente disruptivas ou somente uma melhoria simples de algo que já existe. Isso vai depender dos estudos e resultados que a empresa adquirir.  

Como tirar essa ideia do papel?

Caso você tenha uma ideia que condiz com as características mencionadas, é válido começar a pensar em passos para tirar ela do papel. É importante, primeiro, que o empreendedor valide sua ideia para que depois comece a colocá-la em prática

Ou seja, é necessário saber se a ideia condiz com um modelo de startup ou não, e uma forma é validar se essa futura empresa apresenta quatro características fundamentais: 

  • inovação; 
  • contexto de incertezas;
  • modelo escalável e
  • replicável.

Após compreender as características e, com isso, validar se a sua ideia é uma startup, é o momento de colocá-la em prática.

Para que isso seja feito, é interessante entender o mercado, o modelo de funcionamento da empresa, envolver a tecnologia e, por fim, realizar pesquisas e investimentos. Todos esses passos são válidos para começar uma startup. 

Entender o mercado

Em uma startup, é importante saber quem é o seu público e suas necessidades. Esses fatores podem determinar a capacidade de crescimento da empresa. Uma das opções para entendimento do mercado, é lançar uma versão gratuita, e realizar testes e pesquisa com o público, antes do lançamento oficial. 

O lançamento da versão gratuita é chamado de fase beta e tem como objetivo aprimorar o entregável. Assim, os próprios consumidores do teste e futuros clientes podem apontar erros e validar as funcionalidades do que está sendo entregue. 

Após entender o mercado, é o momento de definir em qual modelo de negócio sua startup se encaixa. 

Modelos para startups

Quando se fala em startup, o modelo de negócio é um dos principais fatores, pois ele diz respeito à como a empresa cria, entrega e captura valor para o cliente. Entretanto, também se faz necessário um plano de negócio, que é o planejamento que deve ser feito para identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos. E os dois são essenciais para você começar a investir em uma startup!

Se você deseja entender mais sobre plano de negócio,
nós temos um artigo sobre como elaborar um.

Como citamos acima, o modelo de negócio é importante para que o produto e/ou serviço, público alvo e transação comercial estejam alinhados e fazendo sentido para todos os envolvidos

Desta forma, a escolha do modelo de negócio é fundamental para que a startup tenha sucesso. Entre os modelos de negócio temos o:

  •  modelo de público, 
  •  de receita e 
  •  de negócio. 

O modelo de público diz respeito a quem irá consumir como, por exemplo, o B2B (business to business) e o B2C (business to consumer).

O B2B é quando a empresa faz negócios com outras empresas e o B2C  é quando a empresa faz negócio com o consumidor final. 

Já o modelo de receita é como o negócio irá realizar a venda. 

Os modelos de receitas podem ser premium (após a compra, o acesso ao serviço/produto é liberado totalmente); freemium (parte do entregável é gratuita para experimentação) ou assinatura (acesso contínuo enquanto o pagamento acontece simultaneamente). 

Podemos resumir, então, os principais modelos de receita para uma startup como a venda direta para o cliente, o acesso de uma parte de forma gratuita e, por fim, a assinatura quando há um valor fixo para acessar o serviço/produto.

Por fim, temos os modelos de negócios para startups. Os  mais comuns são o SaaS (software como serviço); o marketplace (plataforma tecnológica que conecta produtos/serviços, compradores e ofertantes) e o e-commerce (comércio e transação comercial feitos por meio de um equipamento eletrônico).

Envolver a tecnologia no processo

Por conta dos modelos apresentados acima, é fácil compreender como as startup se apoiam tanto em tecnologia e inovação. A essência desse tipo de negócio é a implementação de tecnologias para mudar padrões de mercado e, assim, inovar. 

Ou seja, envolver a tecnologia no processo de criar uma startup é fundamental para o começo do negócio e sua respectiva expansão. Isso porque ela é uma aliada ao lado da constante busca por inovação. 

Atualmente, inovações tecnológicas possibilitam criar e expandir negócios com agilidade e eficiência, um exemplo disso é a computação em nuvem. Isso significa permitir que ferramentas tecnológicas colaborem para a produção de valor. 

Pesquisas e investimentos internos

Após envolver a tecnologia em sua ideia de negócio, é importante começar a realizar as pesquisas e os investimentos com a equipe. Isso significa que uma startup está sempre buscando melhorias internas, com e para os colaboradores. 

Essa constante busca por melhorias é uma das características desse tipo de negócio. As mudanças podem ser tanto na entrega do seu produto/serviço quanto internamente com os colaboradores. 

Vale a pena ressaltar que as startups são conhecidas pelo espírito jovem e a versatilidade de carreiras. Transformações são muito relevantes para esse negócios. Com isso, após realizar pesquisas internas de opinião, é o momento de investir para que os processos mudem.

Por fim…

Podemos resumir que após validação da sua ideia, é preciso seguir alguns passos para montar a sua startup. E isso significa compreender o mercado e pensar em qual dos modelos apresentados se relaciona melhor com a sua ideia.

Manter pesquisas de opinião e investir em equipe e profissionais qualificados também é essencial. Com esses pontos em mente, o empreendedor pode começar a planejar e organizar a sua startup. O seu negócio inovador. 

Se você gostou do conteúdo e se interessa por assuntos como empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!


arte roxa e azul, do lado esquerdo está escrito: KPI em azul com o fundo roxo, do lado direito há um fundo azul claro com o escrito em branco: "O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho! "

O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho!

A gestão em um negócio é essencial para o desenvolvimento dele, certo? Mas tão importante quanto é o acompanhamento do desempenho da empresa. Para isso, existem os KPIs – Key Performance Indicators, ou, indicadores-chave de performance. Existem KPIs específicos para processos, como os KPIs de vendas.

Os indicadores de performance são ferramentas que, atreladas a tecnologia, auxiliam os gestores da empresa a mensurar o desempenho dela. E os KPIs de vendas são medidores do crescimento do negócio no que se refere às vendas da empresa. 

Para te explicar o que são os KPIs de vendas e te auxiliar com a implementação deles em seu negócio, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que são KPIs?

Os KPIs são ferramentas de gestão com a finalidade de medir o desempenho da empresa e, assim, indicar se os resultados estão sendo alcançados e, consequentemente, visualizar o crescimento do negócio.  Assim, podemos entender que os KPIs são formas de medir os processos de uma empresa. 

Peter Drucker, considerado o pai da administração, afirmava que: “o que não pode ser medido não pode ser gerenciado”. Podemos entender, por meio desta frase, que não é possível saber o desempenho de um negócio, e muito menos de suas vendas, se não há ferramentas e métodos para obter dados e números que nos ajude a avaliar os resultados. 

O que são KPIs de vendas?

Os KPIs de vendas são os indicadores que estão relacionados com as metas de vendas do negócio. Isso significa que eles demonstram, em dados,  se você está no caminho certo para alcançar suas metas, ou se é necessário ajustes no planejamento e estratégias para obter os resultados esperados.    

Assim, ao definir as metas de vendas é preciso acompanhá-las e, para isso, é preciso escolher   indicadores que façam sentido, e que te auxiliem para boas tomadas de decisões

Isto porque existem vários tipos de KPIs e talvez, aplicar todos, não ajudará a mensurar as metas da empresa, e muito menos auxiliar no desenvolvimento ou crescimento do seu negócio.. 

Quais são os KPIs de vendas?

computador em cima de uma mesa de madeira com um papel com gráficos coloridos e uma caneta demonstrando KPIs
 Entenda como aplicar os indicadores de vendas em seu negócio 

Como já mencionado, existem vários KPIs que podem auxiliar o empreendedor a medir o desempenho de suas vendas. Eles estão inseridos em um processo conhecido como funil de vendas que pode ser entendido como a jornada do cliente até o momento da compra

Nós reunimos os cinco principais KPIs de vendas para que você, após conhecê-los, possa aplicar aquele que mais se adequa ao seu negócio. Segue, abaixo, alguns KPIs de vendas.

Número de leads

Em um processo de vendas, os clientes são o ponto inicial da operação. E os leads são entendidos como os potenciais clientes, ou seja, aquelas pessoas que são interessadas em seu produto/serviço. 

Assim, o número de leads obtidos, ou seja, o contato de pessoas interessadas em seu serviço/produto, é um indicador que revela o desempenho das campanhas de marketing, por exemplo. 

Pois, com esses números, o empreendedor pode avaliar se suas metas de campanhas de publicidade estão surtindo o efeito esperado ou não. E, caso não estejam, pode traçar estratégias novas para alcançar os resultados.

Taxa de conversão

A taxa de conversão é aquela que mede a quantidade de leads que foram convertidos em vendas. Ou seja, quantos dos contatos de pessoas interessadas realizaram a compra do serviço/produto. 

Por exemplo, se um empreendimento recebe 20 ligações de pessoas interessadas (leads), a conversão acontece quando 10, destas 20 ligações, efetuam a compra. Assim, a taxa de conversão é a relação entre o número de ligações pelo número de compras efetuadas

Geralmente, a taxa de conversão é obtida para saber um percentual. Em nosso exemplo podemos dizer que obtivemos um percentual de 50%, então a taxa de conversão foi de 50%. 

Ticket médio

O ticket médio é o indicador que avalia o valor médio das vendas de uma empresa em um determinado período. Esse indicador acompanha o comportamento do cliente com a marca, e pode ser feito ao relacionar as vendas realizadas em um período com o faturamento total delas. 

Então, o valor do ticket médio de uma empresa é o faturamento dela dividido pela quantidade de operações de vendas feitas em um dado período. Por exemplo, se um empreendimento fatura R$ 50.000,00 em um mês e realizou 500 vendas, o ticket médio é:

  • 50.000/500 = 100
  • Ou seja, o ticket médio é de R$ 100,00.

Esse KPI é muito utilizado para auxiliar em planejamento, previsão e também tomada de decisão sobre as vendas de um negócio. 

Custo de Aquisição por Cliente – CAC

O CAC (custo de aquisição por cliente) é outro indicador de desempenho que auxilia na medição de metas de vendas. Isso porque ele revela, como o próprio nome diz, o custo que o empreendedor tem ao adquirir clientes.

Assim, para calcular o CAC é preciso somar todos os investimentos da empresa utilizados para adquirir um cliente. Após realizar essa soma, é preciso dividir o número da soma pelo número de clientes conquistados. 

A conta do CAC fica: 

  • CAC = investimento na aquisição de clientes/ número de clientes conquistados 

O CAC é fundamental para que o empreendedor saiba se o custo está adequado para o negócio. Um CAC muito alto significa que a empresa precisa reajustar os valores dos gastos com os clientes. 

ROI – Retorno sobre o investimento

O ROI é outro KPI interessante de ser aplicado nas vendas de um negócio. Isso porque ele permite que o empreendedor saiba o quanto de dinheiro a empresa está perdendo ou ganhando com os investimentos feitos.

Para calcular o ROI é preciso, primeiro, subtrair o ganho obtido pelo investimento pelo próprio valor investido. Depois, divide-se o resultado da subtração pelo resultado do valor do investimento. 

Por exemplo, caso o empreendedor tenha investido R$ 40.000,00 e obteve um ganho de R$ 200.000,00 reais. Assim, o cálculo do ROI é:

  • ROI = (ganho obtido – investimento) / investimento 
  • ROI = (200.000 – 40.000)/ 40.000 = 4

Então, em nosso exemplo, o retorno foi de 4 vezes o valor investido. Inclusive, o ROI também é um indicador medido em porcentagem, ou seja, multiplica-o por 100, resultando em um ROI de 400%.

Em resumo…

Podemos concluir que os KPIs são ferramentas úteis para medir os processos de uma empresa, principalmente se for a venda de um produto ou serviço. Inclusive, muitas vezes os KPIs são medidos automaticamente por meio de softwares. 

Atualmente, com a tecnologia, as plataformas de gestão auxiliam o empreendedor a se organizar e, assim, conseguir tempo hábil para planejar novas metas e objetivos para o negócio.

Por fim, uma das tecnologias atuais muito benéfica para o empresário é a contabilidade online. Com ela, o empreendedor tem controle da vida contábil e fiscal da empresa e, assim, consegue otimizar seu tempo, e se dedicar ao crescimento do seu negócio.. 

Para usufruir dos benefícios da contabilidade online, você pode entrar em contato conosco. Nós oferecemos suporte e auxílio personalizado, utilizando a tecnologia a nosso favor. Conheça mais sobre nossos serviços!


no canto esquerdo há uma mão segurando tacos de madeira empilhados em uma torre, no canto direto tem uma parte em azul que está escrito "Quais os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar?"

Quais os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar?

Não contratar um contador, ou escritório de contabilidade, pode ocasionar diversas problemáticas para o empreendedor. Pagamento indevido de impostos; lentidão na abertura do CNPJ, entre outros fatores, são alguns dos riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar. 

Para te orientar sobre os perigos que uma empresa sem escritório de contabilidade pode encarar, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

Toda empresa precisa de contador?

Sim, todas as empresas, exceto MEI – Microempreendedor Individual, precisam de contador, sendo isto obrigatório por lei.

De acordo com a lei 10.406/2002 (Novo Código Civil), art. 1.179, “o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico”.

Conforme trecho da lei nº 10.406/02 mencionado acima, a empresa precisa realizar a escrituração contábil e o levantamento anual do Balanço Patrimonial. De acordo com a mesma lei, estes registros devem ser assinados por um profissional habilitado em ciências contábeis e pelo empresário ou sociedade.

É válido lembrar que o Brasil apresenta uma diversa carga tributária, ou seja, há uma grande variedade de impostos que o cidadão precisa pagar. Com as empresas, este cenário não muda muito. Assim, é notável como a atuação de um especialista em contabilidade é muito importante e necessário dentro de uma empresa.

Por fim, podemos entender que a admissão de um contador é necessária, uma vez que esse profissional deve, segundo a lei, realizar as obrigações contábeis e fiscais do negócio em um país que possui uma das maiores cargas tributárias.

Quais as responsabilidades do contador em uma empresa?  

O profissional contábil é responsável por diversas ações dentro de uma empresa. Desde a abertura do negócio, é recomendável a procura pelo contador. Isso porque, diante da burocracia e demais processos, abrir um CNPJ requer conhecimento técnico para que ocorra de forma eficiente, evitando complicações. 

No momento de abertura de empresa 

Antes de pontuarmos as adversidades que podem acontecer durante o processo de abertura de uma empresa, é necessário entender suas características para definir seu porte. Isso porque, caso a empresa seja de porte ME – Microempresa, é preciso a contratação de um especialista da área para realizar a abertura do negócio. 

Por outro lado, o empreendedor que deseja ser MEI não precisa desse suporte. Para conseguir abrir uma MEI, é possível acessar o Portal do Empreendedor e realizar a abertura. Mas, quando for necessário  migrar de MEI para ME é crucial a contratação de especialistas para que tudo ocorra de forma efetiva. 

Isso porque o profissional de contabilidade é responsável, no momento de abertura, em otimizar e realizar de forma efetiva algumas definições

Uma delas é a escolha correta do CNAE, que determina quais os impostos e obrigações acessórias da empresa, assim como o enquadramento do regime tributário.

Todas as atividades mencionadas (escolha correta do CNAE, enquadramento no regime tributário), entre outras, são necessárias para a abertura de uma empresa  de maneira correta ou para a migração de MEI para ME. 

Caso isso não aconteça, o empreendedor pode enfrentar problemas de irregularidade junto ao fisco. 

Durante o tempo de vida da empresa

Além de ser importante durante a abertura de empresa, a atuação de um contador é necessária, também, durante a existência da pessoa jurídica. Isso porque esse profissional é responsável por diversos outros compromissos tributários e de gestão de um negócio. 

Alguns exemplos de responsabilidades do profissional contábil, durante a existência da empresa, são: 

Diante das tarefas e necessidades contábeis de uma empresa, é essencial a contratação de um contador ou escritório de contabilidade para a manutenção da vida financeira da empresa.  Uma vez que essas responsabilidades não fiquem nas mãos de um especialista, o empreendedor corre o risco de ter a saúde financeira e a gestão do seu negócio afetadas.  

Quais os riscos ao não contratar um contador ou escritório de contabilidade? 

calculadora no canto esquerdo da imagem, no centro há papéis com tabelas e números e uma caneta, no canto direito da imagem há notas de dinheiro
Compreenda os possíveis riscos de uma empresa sem contador

Diversos riscos podem ser evitados quando o empreendedor opta por contratar um especialista da área. Alguns exemplos são: atraso para abrir um CNPJ, contratempos com o Fisco (autoridade fazendária de fiscalização da legislação tributária), entre outros. Segue, abaixo, a explicação detalhada dos possíveis problemas ao não contratar um especialista.

Gasto indevido de dinheiro

Com o auxílio do contador na definição das atividades da empresa (CNAE) e, também, com o enquadramento correto do regime tributário, o empreendedor evita gastar dinheiro desnecessariamente. 

Isso porque esses fatores influenciam diretamente nos impostos que serão pagos. Além disso, outro risco que pode acontecer é a lentidão para abertura de CNPJ.

Lentidão para abertura de CNPJ

Ao abrir um CNPJ, o empreendedor pode enfrentar diversas burocracias e detalhes no meio do processo que, dependendo do caso, podem atrasar, ou deixar lento, o processo de abertura. 

Para que isso não ocorra, e você economize tempo, o contador é o profissional que, além de otimizar o processo, garante que tudo ocorra de maneira adequada.  

Em outras palavras, o contador fica responsável pelos trâmites burocráticos e assegura que tudo seja realizado corretamente. 

Pagamento indevido de impostos

Outro ponto importante e que precisa ocorrer perfeitamente é o pagamento de impostos. Caso o empreendedor não tenha o auxílio de um contador, ele corre o risco de pagar indevidamente os tributos. 

Isso porque é o contador que verifica o enquadramento correto do regime tributário e a classificação de atividades econômicas do negócio. Em ambos os casos, enquadramento indevido e classificação equivocada, o empresário pode tanto realizar um pagamento de impostos maior que o devido quanto praticar sonegação fiscal. 

Ambos os processos interferem diretamente no pagamento de impostos. Por conta disso, o empreendedor precisa estar atento e optar por contratar um profissional qualificado. Pois, além desses serviços, o empresário também terá o acompanhamento do pagamento dos tributos e atividades contábeis do seu negócio. 

Formação de dívidas 

Com o acompanhamento do contador nos detalhes das responsabilidades contábeis, o empresário deixa de correr outro risco: a formação de dívidas. Por conta da variedade de carga tributária do país, é possível esquecer prazos das taxas ou impostos que precisam ser pagos. Ao contratar um contador, esse risco diminui muito. 

Além disso, é o profissional de contabilidade que vai verificar quais impostos a empresa precisa pagar de acordo com o regime tributário. Então, com todo o pagamento garantido, o empreendedor não corre o risco, assim, de entrar em débito com os órgãos públicos. 

Complicações com o Fisco 

Outro risco que uma empresa pode enfrentar são as complicações com o Fisco –  órgãos governamentais que fiscalizam as responsabilidades fiscais das empresas. Na maioria dos casos, estes exigem que as empresas mantenham em dia: 

Caso as exigências não sejam cumpridas, a empresa pode tornar-se irregular e enfrentar complicações. Para evitar futuras irregularidades fiscais, o contador é o profissional que auxilia com diversas tarefas como: 

  • cálculo de imposto e auxílio em cálculos de pró-labore
  • controle de entrada e saída de valores; 
  • identificação de pontos para redução de custos; 
  • realização de balanços patrimoniais;
  • manutenção da contabilidade da empresa com gestão de documentos fiscais e contábeis;
  • auxílio no fechamento da folha de pagamento.

Com tudo isso analisado, é perceptível que é muito importante para a saúde financeira e segurança de um negócio, contratar um especialista, ou escritório de contabilidade, qualificado.

A importância de contratar um especialista qualificado 

Além dos pontos mencionados, o profissional de contabilidade também garante que o empresário, ou sociedade, possa concentrar-se totalmente nas atividades de execução do negócio sem precisar ministrar tempo e demandas de contabilidade. 

Assim, podemos concluir que o empreendedor, com tempo e dedicação, pode focar na gestão do seu negócio cada vez mais. Dessa forma, o empreendedor pode se dedicar muito mais ao crescimento da empresa. 

Agora que as dúvidas sobre os riscos que uma empresa sem contador pode enfrentar foram analisadas, é importante pensar no próximo passo para o crescimento do seu negócio. A contratação de um serviço de assessoria contábil e fiscal qualificado, seguro e otimizado, como a contabilidade online, é um exemplo dos novos recursos do mercado que trazem diversos benefícios para o empresário.

Para usufruir dos benefícios, você pode entrar em contato conosco. Temos um time de contadores para atender você de forma individual e humana, além de uma plataforma de contabilidade online para facilitar a sua rotina.

desenho em tons de verde do lado esquerdo da imagem, nele há um homem desenhado de costas encarando um poste que tem setas para a direita e para a esquerda. do lado direito há uma parte em azul escrito: O que é tomada de decisão e por que é tão importante?

O que é tomada de decisão e por que é tão importante?

No mundo dos negócios, assim como na vida como um todo, tomar decisões não é tarefa fácil pois envolve escolhas e consequências. A tomada de decisão, dentro de uma empresa, é um processo de escolhas entre alternativas, seja em momentos que a empresa enfrenta um problema ou até uma oportunidade. Esta ação tem grande impacto no momento presente e futuro da organização.

Em razão disso, preparamos esse artigo exclusivo para te informar sobre a tomada de decisão, a importância dela e como ela funciona. Confira! 

 O que é tomada de decisão e qual sua importância? 

A tomada de decisão, ou processo decisório, é um procedimento de escolha entre alternativas. Elas podem ser de oportunidades ou de resoluções para adversidades que o negócio enfrenta. 

O objetivo principal da tomada de decisão é tentar mitigar as incertezas do empreendedor visando um crescimento saudável do negócio e mantê-lo competitivo no mercado.  

O processo de escolha é importante pois atua para que a organização obtenha a melhor das oportunidades apresentadas ou a mais eficiente solução das dificuldades notadas. 

É fundamental salientar que esse processo não garante que a escolha seja totalmente eficiente, ele apenas auxilia para que o momento de tomada de decisão seja o mais racional e estratégico possível. 

Segundo Herbert Alexander Simon, economista que em 1978 ganhou o Prêmio Nobel de economia pela teoria da Tomada de Decisão, “o papel das técnicas é estruturar o processo decisório, ajudando os gerentes a eliminar a improvisação e aumentar o grau de certeza na tomada de decisões”. 

Portanto, a tomada de decisão consiste em fazer uma escolha analisando as possibilidades e optando por aquela que mais faz sentido para o negócio. Isso porque cada processo de tomada de decisão resulta em uma escolha que pode gerar consequências, sejam elas positivas ou negativas. 

Desta forma,  é recomendável que os responsáveis pela tomada de decisão sigam um passo a passo com as 5 etapas do processo, para que este ocorra da forma mais eficiente possível.  


Como funciona um processo de tomada de decisão? Passo a passo

mulher branca sentada em uma mesa segurando um papel e colocando a mão no rosto com tom de dúvida, na mesa que ela está sentada há um laptop, papéis, xícara de café, óculos e canela, a foto está em tons de bege
Aplique o passo a passo a seguir para tomar decisões estratégicas

Todo processo decisório apresenta etapas que, ao serem seguidas, podem levar a uma escolha eficiente. É interessante ressaltar que toda tomada de decisão assertiva, ou seja, aquela que visa a evolução da instituição, é precedida por uma visão analítica e plural. 

Assim, é válido que o empresário siga, na medida do possível, as etapas a seguir com o foco no pensamento crítico e diverso. Com isso, no momento de tomar uma decisão, o empreendedor pode encontrar mais alternativas para analisar.

Como já mencionado, dentro de uma organização o processo de tomada de decisão envolve tanto a solução de problemas quanto a escolha de oportunidades. Contudo, o procedimento geralmente é aplicado quando um entrave surge na companhia. 

Por conta disso, o passo a passo abaixo é explicado para resolução de problemáticas, mas o processo é o mesmo caso a escolha seja entre oportunidades e não resoluções. 

Confira as cinco principais etapas do processo de tomada de decisão com base em uma problemática. Segue, abaixo, o passo a passo.

1. Identificação do problema 

O primeiro passo é identificar a causa do problema, ou seja, a origem. Pois, descrever de forma detalhada o problema e os motivos que o levaram a acontecer, facilita e guia o restante das etapas. Além disso, norteia de forma estratégica o responsável, ou responsáveis, pela tomada de decisão. 

O começo de uma problemática pode ter diversos motivos como, por exemplo, frustração, interesse ou desafio perante as dificuldades para atingir objetivos da companhia. Por meio da identificação dessas causas, é possível avaliar a gravidade e a urgência e, assim, começar a priorizar as problemáticas.

É válido ressaltar que o processo de priorização é quando há a identificação de mais de uma situação que precisa ser resolvida. Em caso de identificação de apenas uma situação,  é possível ir direto para a etapa de coleta e diagnóstico da tomada de decisão. 

2. Coleta de dados e diagnóstico

A coleta de dados é a segunda parte do processo decisório e envolve o estudo da situação por meio de informações e dados. Com isso, será possível realizar um diagnóstico da problemática e entender mais a fundo o cenário que ela está inserida. Para isso é recomendado procurar fontes de informação dentro da empresa.

A forma de coleta dessas informações irá depender do problema identificado e contexto. Segue, abaixo, alguns exemplos de técnicas que podem ser usadas para a coleta desses dados. 

  • entrevistar colaboradores, clientes e/ou fornecedores que estejam diretamente ligados ao problema;
  • analisar relatórios e acompanhamento de períodos anteriores; 
  • rever processos internos;
  • conhecer e buscar serviços de pesquisas de mercado. 

Além das opções apresentadas, há outro conceito e processo interessante e que está ganhando espaço dentro das empresas, o BI. 

O Business Intelligence é um processo de coleta e análise de dados. Um dos objetivos dele é justamente transformar os dados da sua empresa em um direcionamento para solucionar problemas ou sugerir melhorias nos processos. 

Após conseguir o conhecimento detalhado do contexto que precisa de uma tomada de decisão, o empresário pode seguir para a próxima etapa. Com a identificação e conhecimento mais aprofundado, é necessário começar a pensar nas alternativas. 

2. Identificação das alternativas

O terceiro passo envolve identificar opções para a resolução do problema. Para isso, a empresa pode reunir seus colaboradores e/ou equipes para que eles possam contribuir com experiências, conhecimento ou até mesmo por ter maior proximidade com a problemática. 

Nesse momento, algumas técnicas são recomendadas para que as ideias fluam e, assim, o responsável pela tomada de decisão consiga achar a melhor resposta. O Brainstorming é uma das técnicas recomendadas para isso. 

Essa técnica consiste em solicitar e escrever todas as ideias e palavras-chaves de sugestões dos colaboradores em um papel. Após isso, é possível analisar quais são as mais viáveis e que atenderão as necessidades da empresa. 

4. Análise das alternativas 

Após identificar as possíveis alternativas, é interessante que o empreendedor identifique os critérios que irá utilizar para analisar cada  uma e verificar qual é a mais válida. Esta é uma das mais importantes etapas do processo decisório. Por conta disso, é válido traçar  cenários de consequência e resultado que as alternativas levantadas podem gerar.

Nesta etapa é necessário avaliar as consequências que cada opção pode trazer, sejam elas positivas ou negativas, para assim, decidir qual a melhor para o contexto ou para o resultado que se deseja alcançar. 

Por fim, é importante salientar que essa etapa do processo precisa ter como objetivo principal entender quais são as melhores alternativas, ou seja, aquelas que atendam às necessidades da empresa. Este é o ponto chave para avaliar qual a decisão mais eficiente a tomar. 

5. Decisão e acompanhamento

Após identificar o problema, estudá-lo por meio de dados, identificar e analisar as alternativas, a tomada de decisão pode ser feita sem muitas preocupações. Isso porque os cenários foram estudados e as perspectivas analisadas de maneira estratégica. 

Por fim, é necessário fazer o acompanhamento dos resultados da tomada de decisão para verificar a eficiência do que foi escolhido. Isso pode ser feito por meio de pesquisas internas e também avaliações do impacto da decisão tomada. 

Algumas vezes podemos, mesmo com o procedimento, tomar decisões equivocadas que não vão resolver as problemáticas do negócio. Contudo, com acompanhamento e olhar crítico a respeito de todo o processo, é possível identificar os erros cometidos para que, assim, consigamos obter os melhores resultados do processo de tomada de decisão


na imagem do lado esquerdo contém uma mão segurando um papel com gráficos coloridos, do lado direito há uma parte azul que está escrita "O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar"

O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar

No momento de empreender, há quatro etapas importantes a serem criadas e desenvolvidas antes do negócio começar de fato: a identificação de oportunidades, a elaboração do plano de negócios, a captação de recursos e o gerenciamento da empresa. 

Todas são cruciais para o sucesso de um empreendimento, contudo, uma delas se destaca: o plano de negócios. Isso porque ele é uma ferramenta que auxilia o empreendedor a identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos

É com um plano de negócios que o empreendedor pode evitar riscos e prevenir a empresa de cenários inóspitos, ao projetar perspectivas com essa ferramenta. Para te auxiliar a compreender e executar esse planejamento, nós preparamos esse artigo. Confira!

O que é Plano de Negócios? 

O plano de negócios é um documento, ou relatório, de planejamento que descreve os objetivos de uma empresa e quais caminhos precisam ser percorridos para que estes objetivos sejam alcançados. Com esse documento, é possível identificar se uma ideia de negócio é viável ou não, o que diminui riscos e incertezas para o empreendedor. 

O plano contém as etapas de planejamento e montagem da empresa, ou seja, ele demonstra o futuro do empreendimento sob pontos de vistas: estratégicos, mercadológicos, operacionais, financeiros, entre outros. 

Assim, podemos entender que o plano é uma ferramenta com funções importantes uma vez que demonstra caminhos necessários para que o seu negócio percorra e concretize os objetivos.

Quais as funções de um plano de negócio? 

A função de um plano de negócio é demonstrar a viabilidade de um empreendimento. Explicaremos, adiante, como esse processo de analisar a viabilidade funciona.

É perceptível que o perfil de um empreendedor apresenta muitas características como a criatividade e a capacidade de visualizar oportunidades. Com isso, é possível desenvolver várias ideias para um negócio por meio da visão de possibilidades do mercado. 

Para que o empreendedor possa visualizar qual das ideias é a mais promissora é recomendável a elaboração de um plano de negócio. Assim, com ele, é possível saber a projeção da empresa e, consequentemente, a viabilidade dela.

Além disso, um plano de negócios tem como proposta descrever a empresa buscando sempre uma visão analítica. Pois, é efetuando esse relatório que o empreendedor conseguirá projetar o seu negócio em metas alcançáveis.  Desta forma, podemos entender a importância de criar um plano de negócios e de mantê-lo vivo e sempre atualizado. 

Por que um plano de negócios é importante?

A importância de um plano de negócio está diretamente relacionada com as funções dele, como a viabilidade, a estabilidade e o crescimento da empresa. Uma vez que com esse planejamento o empreendedor pode pensar de forma estratégica antes de investir seu capital.

É importante ressaltar que um plano de negócios não elimina os riscos no futuro, mas pode diminuir a possibilidade de erros. Até porque com falta de análise e estudos, tanto sobre o mercado quanto a respeito da futura empresa, pode fazer com que o investimento não dê os resultados esperados.

Então, com o plano de negócios é possível visualizar os dados dos recursos necessários para que o empreendimento saia do papel de maneira eficiente. E, no caso do empreendimento já ser entendido como viável, o plano de negócio é importante para outras situações. 

Isso porque ele é significativo à medida que pode ser consultado para apoiar o gerenciamento do negócio, otimizar a comunicação entre colaboradores, auxiliar em argumentações e tomadas de decisão, entre outras finalidades. 

Segue alguns exemplos de cenários em que o plano de negócios pode ser utilizado em uma empresa já em atividade:

  • apresentação para investidores; 
  • consulta para orientar os colaboradores; 
  • auxílio na comunicação entre sócios.

Além disso, é válido que o plano seja atualizado constantemente. Assim, com as consultas e atualizações, o empreendedor pode avaliar, no decorrer do tempo, os resultados e saber se eles correspondem com o que foi estimado como objetivo. 
Por mais que a principal finalidade do plano seja atribuir ao empreendedor uma visualização da viabilidade e concretude de suas ideias, ele tem os variados fins mencionados. Isso evidencia, ainda mais, a importância de criar um plano de negócios.


Como elaborar um plano de negócios?

mesa com muitos papéis coloridos em tons de rosa, verde, amarelo e azul. encostados na mesa há várias pessoas, mas apenas suas mãos e parte de seus corpos aparecem, eles estão construindo um plano de negócios
Conheça as seções de um plano de negócio

Para elaborar um plano de negócios é necessário pensar a respeito de alguns pontos que tangem a ideia do empreendimento. Primeiro, é recomendável que o empreendedor saiba quais os diferenciais que busca explorar com o negócio, ou seja, como a ideia destaca-se das que operam atualmente no mercado. 

Inclusive, é importante ressaltar que cada ideia de empreendimento e empresa possuem particularidades. Por conta disso, o plano de negócio pode variar de um empreendimento para outro. Assim, vamos te guiar a realizar um que possa te ajudar e recomendamos que, se tiver dúvidas, busque exemplos. Mas, de forma geral, um plano de negócios apresenta:

Sumário executivo

O começo desse documento de gestão contém o sumário executivo que reúne os tópicos de cada sessão do plano, um resumo da ideia do empreendimento e uma breve descrição da empresa. O sumário executivo precisa ser simples, conciso e com diferencial.

Análise de mercado 

Na análise de mercado, você vai identificar o segmento de mercado que sua empresa pretende atuar, assim como qual a necessidade do seu público alvo (clientes), quais são seus principais concorrentes e fornecedores.

Por meio do conhecimento do segmento de mercado – conjunto de pessoas ou empresas com características em comum – é possível também saber e definir os canais de distribuição do seu serviço ou produto.  

Plano de marketing

O plano de marketing é uma ferramenta estratégica que o empreendedor utilizará para alcançar suas metas de vendas e crescimento da empresa.  

Nesta etapa, é importante estruturar as estratégias de marketing com base em 4 pilares básicos, que são: 

  • Produto (o que a empresa vende); 
  • Preço (quanto será cobrado); 
  • Praça (em qual canal ou meio será ofertado);
  • e promoção (como você vai vai promover o produto/serviço) 

Os 4 P´s apresentados acima, também são conhecidos como mix de marketing e  devem ser trabalhados em conjunto para influenciar a resposta do consumidor perante a sua marca, produto ou serviço. 

Plano operacional 

Esta seção contém os processos detalhados de “como fazer o produto ou serviço”- parte operacional. 

Isso significa que no plano operacional há a descrição da localização, das instalações físicas, dos equipamentos, dos recursos humanos (pessoas e respectivos cargos), capacidade produtiva, tempo necessário para cada etapa do processo de produção   produto e/ou quantidade de clientes atendidos no mês. 

Nessa etapa há, também, o arranjo físico (ou layout) que define a distribuição dos setores, equipamentos, móveis e funcionários no espaço físico do estabelecimento. É válido inserir o desenho de uma planta arquitetônica.  

Plano financeiro

No plano financeiro, é possível realizar projeções de custos iniciais, investimento inicial, capital de giro, análise comparativa entre receitas e custos, entre outros. Com os valores levantados é possível construir o demonstrativo de resultados – relatório gerencial do plano financeiro. Com esse relatório, o empreendedor irá  analisar as receitas e despesas e, assim, saber se a empresa vai operar com lucro ou prejuízos. 

Análise de cenário

Esta é a última etapa de um plano de negócio e consiste em analisar possíveis situações que o empreendedor pode vir a enfrentar, sejam positivas ou negativas, e quais caminhos ele deve seguir. 

Assim, é necessário construir cenários com simulação de valores e situações variadas, preparando um cenário que o negócio apresente resultados pessimistas (queda em vendas ou aumento dos custos) e também otimistas (aumento de faturamento e diminuição de despesas).

Com estas simulações é possível definir ações de prevenção para os cenários negativos, evitando as adversidades, e elaborar ações para potencializar os cenários positivos. 

Em resumo…

Com o plano de negócios elaborado de forma estratégica, é possível ter um norte mais concreto e seguro para começar um empreendimento. 

É perceptível que, ao criar um plano de negócio, o futuro empresário pode seguir um caminho mais seguro, baseado em um estudo de suas ideias, recursos e opções. Ou seja, elaborar um plano de negócio é um dos primeiros passos para um empreendimento mais seguro e com muito potencial

Isso acontece porque, com o planejamento adequado analisando e documentando valores, concorrência, público alvo e pesquisa de mercado, entre outros, é possível criar um documento útil em muitos sentidos. Seja no momento da abertura ou até para a expansão, um  plano de negócios é uma ferramenta crucial do empreendedorismo

Agora que já sabe a importância de um plano de negócio, aproveite para conhecer melhor a Contabilivre e a nossa equipe de contadores, que vão ajudar você a realizar a abertura da sua empresa de forma simples e online!



na imagem do lado esquerdo há moedas douradas, prateadas e cor de bronze com um cifrão em formato de B, analogia as moedas digitais, do lado direito há um espaço em azul escrito "Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento"

Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são conceituadas como dinheiro não tangível, mas cambiável. Bitcoin, Litecoin e Ethereum são alguns exemplos das moedas digitais que conquistam cada vez mais espaço dentro do mercado e, consequentemente, estão cada vez mais presentes no horizonte de investimentos dos empreendedores

Mas, devido ao recente aparecimento delas no mercado, muitas dúvidas ainda surgem a respeito do que são moedas digitais, como surgiram, quais os tipos que existem e se é recomendável investir nelas

Para sanar suas dúvidas e te orientar sobre o mercado das criptomoedas, nós, da Contabilivre, preparamos esse conteúdo exclusivo sobre esses criptoativos. Confira!

O que são moedas digitais?

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são ativos financeiros que se assemelham às moedas físicas. Mas, enquanto o real, o dólar, entre outras moedas são controladas por um órgão ou governo, as moedas virtuais, em sua maioria, não possuem um órgão regulador. 

Apesar disso, as moedas digitais têm algumas finalidades parecidas com as moedas físicas, um exemplo é o conceito de meio de pagamento. Em outras palavras, as moedas virtuais podem servir tanto para contratação de serviço quanto para a compra de produtos. 

Portanto, assim como é possível comprar euros, dólares e até o ouro, é possível comprar as criptomoedas. Mas é importante ressaltar que elas possuem muitas diferenças em relação às moedas físicas e, essas características, estão relacionadas ao surgimento delas.

Como surgiram as criptomoedas? 

O surgimento das criptomoedas aconteceu por volta do final da década de 80. O programador David Chaum, nascido nos Estados Unidos, desenvolveu a primeira espécie de dinheiro eletrônico com caráter criptográfico que, anos depois, serviria como uma das bases de conhecimento para orientar o surgimento da, então, famosa Bitcoin.  

Assim, a primeira criptomoeda descentralizada, a Bitcoin, surgiu em 2009 e é a moeda digital que, atualmente, mais movimenta o mercado. Por trás da criação deste criptoativo está o nome, ou apenas pseudônimo, Satoshi Nakamoto. 

Pensadas para atuarem totalmente no meio digital, as moedas virtuais funcionam com a tecnologia de criptografia. Em outras palavras, elas são criptoativos, ou seja, todos os tipos de representação digital de valor que são transacionados eletronicamente e protegidos pela tecnologia de criptografia

Assim, podemos entender que elas são cambiáveis, ou seja, passíveis de venda e compra e, ainda, não tangíveis, ou, melhor dizendo, elas não existem fisicamente. Por fim, além dessas características mais amplas, as moedas apresentam outras particularidades. 

Os tipos de moedas virtuais e suas principais características

Existem vários tipos de criptomoedas e, estas, com diferentes características. Mas nos limitaremos a algumas das mais conhecidas no mercado financeiro: a  Bitcoin, a Litecoin e a Ethereum.

  • A Bitcoin é, como já comentado, reconhecida como a primeira criptomoeda descentralizada. Com essa característica, a Bitcoin é negociada por meio da tecnologia de  blockchain que, de forma resumida e simplificada, é um sistema que permite a transferência de moedas digitais com o modelo peer-to-peer (ponto-a-ponto). 

Em outras palavras, você negocia diretamente com outros detentores do ativo e não precisa de uma instituição intermediária, como, por exemplo, os bancos, para realizar as transações. Além disso, a Bitcoin, ou BTC, foi criada com uma oferta finita, ou seja, há um limite máximo fixo de bitcoins existentes (21 milhões). 

  • A Ethereum é uma criptomoeda e um pouco além disso. Isso porque ela é, também, uma plataforma que, entre outras funções, realiza as transações da ether (ou Ethereum), a moeda virtual. 

Criada pelo programador Vitalik Buterin em 2013, ela utiliza, também, o modelo peer-to-peer e a tecnologia blockchain. Porém, não foi projetada com a ideia de oferta finita, como foi a Bitcoin. Assim, com a Ethereum não há limitação na quantidade da moeda.

  • Por fim, a Litecoin é entendida como uma altcoin, ou seja, ela é uma criptomoeda que surgiu como alternativa à BTC. Assim, altcoins são moedas virtuais “inspiradas” na Bitcoin e, também, possuem como objetivo aprimorar os recursos oferecidos pela BTC. Porém, hoje em dia, no mercado, a Litecoin é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, enquanto isso, referem-se a BTC como o “ouro”  das moedas virtuais. Por fim, Litecoin tem uma quantidade limite de 84 milhões.

Compensa investir em criptomoedas?

Para compreender melhor o investimento em moedas virtuais, é necessário entender outro ponto sobre elas. As criptomoedas são entendidas como ativos multiplicadores de valor. 

Isso significa que, com o tempo, a valorização delas pode aumentar e, por meio da oferta e compra desses ativos, você pode vendê-las, aumentando o seu patrimônio. Assim, é possível investir em moedas digitais, mas é importante ter conhecimento das possibilidades e riscos que esse tipo de aplicação pode apresentar. 

Quando falamos sobre investimento, independente do ativo, é necessário ter em mente algumas questões como: planejamento, objetivos, estratégia e, principalmente, o perfil do investidor. 

Agora, a Bitcoin, e demais moedas, possuem uma característica importante quando falamos sobre investir nesses criptoativos: a alta volatilidade. Isso significa que, nos últimos anos, as moedas virtuais tiveram oscilações significativas em seus preços. 

Criptomoedas, oscilações e perfil de investidor 

Um exemplo é a própria BTC. Em abril de 2021, o ativo Bitcoin superou o valor de R$ 360 mil, sendo que, há um ano atrás, o preço era de R$ 42 mil. Mas não suponha que as moedas digitais apenas valorizam, muito pelo contrário, o preço delas pode cair também. 

Isso depende muito da lei de oferta e procura das criptomoedas. Como o mercado funciona 24 horas, as oscilações variam de acordo com a movimentação dos ativos nas transações, causando, assim, alta volatilidade. 

Por conta disso, antes de investir nas moedas virtuais, é necessário compreender o seu perfil de investidor. 

Para exemplificar e resumir, se o perfil for conservador, ou seja, ele prioriza o investimento conservado – aquele que há a priorização da preservação do capital e apresenta baixa tolerância ao risco -, não é aconselhável que esse perfil opte pelas moedas. Isso porque elas podem, em algum momento, proporcionar perdas.

Agora, se o perfil do investidor for arrojado, o objetivo maior desse tipo de investimento é a rentabilidade. Assim, é mais recomendável o investimento em criptomoedas, uma vez que esse retrato também se apresenta disposto a assumir riscos no momento de aplicar o seu dinheiro.

Em resumo…

O mundo está ficando cada vez mais digital e, o mercado está, também, inserindo cada vez mais a tecnologia em seu funcionamento. A Bolsa de Valores funciona em ambiente totalmente digital e as criptomoedas já são utilizadas como um meio de pagamento. 

Assim, parece que o rumo do mercado, futuramente, é uma digitalização cada vez maior. Por conta disso, é interessante pensar em comprar moedas digitais e, assim, investir nelas. Desde que o investimento, antes, seja pensado com objetivos e, principalmente, planejamento. 

Por isso, é aconselhável que, antes de aplicar capital nas criptomoedas, você planeje seus investimentos, se prevenindo de imprevistos (criando uma reserva de emergência, por exemplo), conhecendo o seu perfil de investidor e, também, adquirindo conhecimento sobre os ativos, ou criptoativos, que deseja aplicar o seu dinheiro.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas. 

Quantas empresas posso abrir em meu nome?

Dentro do mundo dos negócios, novas oportunidades podem aparecer, incluindo a de uma nova sociedade ou até mesmo a abertura de mais uma empresa. Mas, neste momento, algumas dúvidas podem ficar no ar: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” ou “em quantas posso ser sócio?”. A resposta é simples, mas requer mais explicações: depende de cada caso.

Para saber se é possível ou não abrir mais uma empresa em seu nome, é preciso checar o tipo de empresa que você, empresário, tem e qual está planejando participar no futuro. Cada tipo de empresa possui suas características e regras que influenciam na abertura de outras no nome da mesma pessoa. 

Trouxemos um conteúdo exclusivo para você entender as regras que influenciam essa tomada de decisão. Confira!

Quando posso abrir mais de uma empresa no meu nome?

Só é possível abrir uma outra empresa em alguns casos específicos. Isso acontece porque, para uma nova constituição, é preciso saber qual o tipo de negócio o empresário já tem e qual pretende abrir. 

Devido aos diversos portes empresariais e naturezas jurídicas, criam-se cenários em que há possibilidade, ou não, de abrir outro negócio. Além disso, é válido ressaltar que o regime tributário, no caso o Simples Nacional, também impõe algumas regras e limitações no momento de abertura de uma nova companhia.

Há vários outros cenários e, cada um, com uma restrição ou permissão. Pensando em te explicar todos os pormenores de cada um, segue, abaixo, as respostas para cada segmento de empresa. Assim, não sobrará mais dúvidas sobre ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? “.

No caso do Microempreendedor Individual (MEl)

O Microempreendedor Individual (MEI) não tem permissão para ser proprietário de qualquer outro tipo de empresa

Para poder abrir outro negócio, ou participar como sócio do quadro societário de empresas  Limitadas, o empreendedor deve realizar o processo de desenquadramento do MEI

Após finalizar o desenquadramento, o empresário pode participar de outra empresa, seja em sua abertura ou fazendo parte do quadro societário. Assim, aparecem outras alternativas para se formalizar como Pessoa Jurídica.

São muitos detalhes no processo de desenquadramento e ele pode ser muito burocrático. Por isso, se for mudar de MEI para ME , opte por contratar um contador.   

Para isso, confira os serviços da Contabilivre! Conte com os melhores especialistas para alterar sua MEI para ME e sem burocracias!

Quantas empresas o Empresário Individual (EI) pode abrir em seu nome?

Agora, se o seu caso se enquadra no Empresário Individual (EI), a resposta para a pergunta: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” é outra, mas ainda com as suas particularidades. 

Para o Empresário Individual, é possível abrir mais de uma empresa, mas esta afirmação requer um bom entendimento para evitar erros. Quem tem uma empresa de natureza jurídica EI, não pode ter outra do mesmo tipo.

Este empresário, poderá, apenas, participar do quadro societário de empresas limitadas, e/ou abrir uma empresa EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) ou uma Sociedade Limitada Unipessoal.  

E o Empreendedor Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)?

Agora, se for o Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) , também pode surgir a pergunta: quantas empresas posso abrir em meu nome ? “

Neste caso, quem tem uma  EIRELI, não pode abrir outra empresa que seja da mesma modalidade. Porém, pode abrir um novo negócio em seu nome na categoria de Empreendedor Individual (EI). 

Além disso, poderá participar do quadro societário de quantas empresas quiser e que sejam do tipo LTDA (Limitada). Contudo, há algumas regras que precisam ser checadas antes. 

Os detalhes que precisam de atenção no momento de entrar em uma sociedade de uma (ou mais) empresa LTDA é referente aos negócios enquadrados no Simples Nacional.

Empreendedor, venha descomplicar a sua rotina com a contabilidade online e simples da Contabilivre! Clique aqui e conheça nossos serviços.

Outra pergunta frequente é: “em quantas empresas posso ser sócio?”

Outra dúvida que muitos empresários podem ter, além de “quantas empresas posso abrir em meu nome?”, é sobre a participação em quadro societário. Afinal, “em quantos posso participar?” E, a resposta, irá, novamente, depender do tipo de empresa

Se a empresa for Sociedade Anônima (S/A) ou Sociedade Limitada (LTDA), não há limitações para ser sócio. Contudo, se alguma das empresas for enquadrada no sistema de tributação simplificada, popularmente conhecido como Simples Nacional, é necessário saber que existem alguns limites. 

Simples Nacional e o quadro societário em mais de uma empresa

O Simples Nacional é um regime simplificado de recolhimento dos tributos, que são unificados em apenas uma guia de pagamento mensal (o DAS), para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), ou seja, o regime funciona em todos os entes federados

Portanto, ele abrange vários níveis: a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, reunindo tributos de impostos estaduais, municipais e federais em uma única guia. 

Então, quando um empresário possui uma empresa (EIRELI, Sociedade LTDA e EI) e pretende ser sócio de uma outra que está enquadrada no Simples, ele precisa se atentar à soma do faturamento bruto anual de todos seus negócios. 

Isso porque é possível ter duas ou mais empresas no Simples Nacional. Mas o empreendedor precisa respeitar o limite máximo de faturamento do programa para que nenhuma das empresas sejam desenquadradas do sistema.

Assim, segundo a lei, o valor máximo da soma dos faturamentos brutos anuais global das empresas não pode ultrapassar R$ 4.800.000,00. Caso a soma de todas as empresas for maior que o limite, os dois negócios são desenquadrados do Simples Nacional. 

Essa regra corresponde à participação societária em empresas optantes pelo Simples e também aquelas que não, ou seja, caso o sócio, ou titular, com participação maior que 10% da sociedade, tenha uma empresa não optante pelo Simples, o faturamento dela também conta nesta norma. 

Por isso, é preciso ficar atento se as empresas estão, ou não, cadastradas no regime tributário Simples Nacional e, também, verificar a soma do faturamento anual das empresas para não deslizar nas regras e condições para todas as empresas que você for sócio ou proprietário.

Em resumo…

Essas são as especificações referentes à participação de quadro societário e podemos perceber que não há muitas restrições, desde que os limites estabelecidos de empresas com o regime Simples Nacional sejam respeitados. 

E, referente à abertura de mais de uma empresa em seu nome, é preciso sempre ficar atento à natureza jurídica da empresa que você já possui, e seguir as regras de cada uma, conforme apontamos no conteúdo. 

Agora que você já sabe a resposta para a questão: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” e está querendo evitar burocracias (nesse processo) conheça os serviços de contabilidade online da Contabilivre. 

Na Contabilivre, é fácil abrir seu negócio e desburocratizar processos com uma equipe de profissionais especializados em contabilidade.  Clique para abrir seu negócio com a gente! 


Imagem com uma computador no canto esquerdo mostrando a alta e queda das ações da Bolsa de Valores e no canto direito uma parte em azul claro escrito: Bolsa de Valores: como funciona e como investir?

Bolsa de Valores: como funciona e como investir?

A maioria das pessoas ainda encara a Bolsa de Valores como algo muito distante e caro. Mas, será que é mesmo? Cada dia que passa, ela se populariza mais, seja porque um conhecido começou a investir ou porque apareceu nos jornais uma notícia sobre a queda ou alta das ações. Afinal, o que é a Bolsa de Valores, como funciona e como investir?

Pensando nisso, preparamos um conteúdo para você tirar todas as suas dúvidas e começar a investir, acompanhe!

O que é a Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores é um  ambiente de negociações para quem pretende vender e quem pretende comprar títulos e ações, ou seja, ela é uma espécie de ponto de encontro seguro no qual os investidores podem negociar títulos e ações de empresas com capitais públicos, mistos e privados.

O objetivo principal da Bolsa, além de realizar as transações de ações e títulos, é proporcionar um ambiente seguro e prático para que as negociações dos acionistas aconteçam de forma eficiente e rápida. Além disso, tem um papel fundamental no momento em que uma empresa decide abrir seu capital, ao gerir as vendas e compras de ações.

Como ela funciona? 

Antigamente, a Bolsa de Valores funcionava dentro de escritórios barulhentos e cheios de funcionários que atendiam e faziam ligações apressadas. Essa visão encontrada em filmes que mostram como era a Bolsa de Nova York, em Wall Street, na década de 20, por exemplo, não existe mais na prática.

Agora, a Bolsa funciona em ambiente totalmente digital, de forma ainda mais rápida e também calma. 

Além disso, em um primeiro momento, é preciso entender que o funcionamento da Bolsa de Valores se divide entre dois tipos de processos, ou “ambientes”, aquele que é do Mercado Primário e outro que é do Secundário

O Mercado Primário é quando uma empresa disponibiliza pela primeira vez suas ações  para venda. Ela realiza, então, a captação de seus recursos para fazer a sua Oferta Pública Inicial (sigla em inglês: IPO) dentro da Bolsa. É nesse momento que os compradores investem de forma mais direta na empresa, comprando “partes” (ações) maiores da mesma.

O Mercado Secundário, porém, é quando a compra acontece de forma meio “indireta”. No momento que não há mais ações para serem compradas diretamente com a companhia, resta, então, tentar negociar com os acionistas. A negociação é feita entre os investidores nesse momento. 

Assim, após ocorrer a venda ou compra, em qualquer um dos mercados (primário: diretamente com a empresa, secundário: diretamente com os acionistas), essa aplicação de investimento é documentada, e os papéis ficam sob tutela da Bolsa. 

O que posso fazer sendo acionista?

Bom, isso depende do tipo de ação que você pretende comprar. As ações chamadas de Ações Ordinárias dão ao investidor o direito ao voto e participações nas operações da empresa. Agora, se você tem um tipo de ação chamada Preferencial, terá o recebimento dos dividendos e juros pagos pela companhia. 

Contudo, o que mais motiva as pessoas a investirem na Bolsa de Valores é comprar ações apenas para vender depois. Parece um pouco contraditório, mas não é. O maior objetivo dos investidores dentro da Bolsa de Valores é conseguir lucrar com suas ações

Eles compram para, depois, venderem por um preço maior do que pagaram. Isso só é possível por conta da queda e da alta das ações do mercado.

Quer abrir uma empresa e não sabe como? A Contabilivre pode te ajudar com isso e com a contabilidade do seu negócio. Clique aqui para saber mais!

Índices da Bolsa de Valores

Para visualizar melhor como funciona a queda ou a alta das ações, é preciso conhecer os índices da Bolsa de Valores. Eles que vão indicar se as ações estão caindo ou não. 

A Bolsa brasileira, chamada de B3 (antiga Bovespa), possui um índice principal que indica a movimentação das ações, chamado Ibovespa. Ele é uma espécie de “termômetro” das principais ações da Bolsa de Valores brasileira.

Quando você ouve que a Bolsa caiu X%, na verdade está ouvindo que o Ibovespa caiu X%. Por ser o índice de referência da B3, e ser composto pelas ações mais negociadas, ele indica as oscilações. 

Em resumo, se as ações mais negociadas estão caindo (Ibovespa),  a tendência é que as outras caiam também (Bolsa de Valores), se estiverem subindo, seguem a mesma lógica. 

Aliás, esse movimento da Bolsa é determinado por fatores internos do mercado, e das empresas e, também, muitas vezes, por fatores externos como a geopolítica do país, a economia mundial e as notícias a respeito das grandes companhias.  

É por isso, por exemplo, que em março de 2020 aconteceram diversas pautas nas negociações da Bolsa, em todo o mundo. Até porque, nesse momento, acontecia o começo da pandemia da covid-19 e, assim, as mudanças e os acontecimentos, como a queda do preço do petróleo e o isolamento social, influenciaram nas oscilações das ações.  

Como investir? 

Primeiro, você precisa conhecer mais a fundo alguns pontos da Bolsa de Valores como: os horários das negociações, saber quanto investir, conhecer as vantagens e desvantagens de investir na Bolsa de Valores. 

Além dos pontos mencionados, é preciso estudos profundos de mercado, os quais   você pode adquirir com muita cautela e tempo. Até porque é necessário um olhar crítico e aguçado sobre o mercado financeiro para saber quando vender e quando comprar

Investir na Bolsa requer prática e tempo. A maior ilusão dos investidores que acabaram de começar é a pressa para ficar muito rico sem estudos de mercado e prática nas vendas e compras de ações.

A Bolsa de Valores trabalha com renda variável, então, a alegria de hoje pode ser a tristeza de amanhã, as mudanças estão sempre acontecendo. 

Horários de negociações: Pregão Regular

Se você é novo no mercado acionário, não deve conhecer o Pregão Regular. Esse é o nome do horário de funcionamento das negociações de ações dentro da Bolsa de Valores.

No caso da B3, o Pregão Regular começa às 10h da manhã e vai até às 17h da tarde, no horário de Brasília. Esse tempo é das negociações em si, sem contar os momentos de pré-abertura e o after market. 

  1. Leilão de Pré- abertura (9h45-10h): as ofertas podem começar, não podem ser canceladas, porém as transações não são concretizadas. 
  2. Negociações (10h-17h): ao coletar as ofertas feitas 15min antes da abertura, a Bolsa de Valores faz uma média dos preços das ofertas para estabelecer o valor de abertura dos ativos; começam as negociações e confirmações;
  3. Call de Fechamento (16h55-17h): acontece um leilão para fechar o valor dos preços dos ativos;
  4. After Market (17h25-18h): cancelamentos de ofertas que não foram concretizadas; negociações com várias restrições; 

Começando a investir…

Para entrar no mercado de ações, primeiro é preciso abrir uma conta em banco ou corretora, transferir o dinheiro que deseja aplicar e começar as negociações. As transações são feitas pela plataforma digital Home Broker. 

Após isso, a questão a ser pensada é o quanto investir. Não há um valor mínimo para investir na Bolsa. Pode-se, por exemplo, começar com menos de cem reais no mercado fracionário – compra de uma ou duas ações apenas, ao invés de um lote completo com 100 ações, por exemplo.

Por outro lado, recomenda-se fazer uma reserva de emergência com uma quantia significativa antes de começar a investir no mercado acionário. Já que o risco de perda é maior, por ele ser um investimento de alto risco. 

Agora, para definir o quanto investir, é interessante fazer uma conta dos seus gastos e ganhos e ver o quanto do seu recebimento seria bom aplicar, isso vai variar do perfil de cada pessoa e seus objetivos com as aplicações.

Depois disso, é preciso ficar atento às taxas cobradas em cada negociação, para que elas não consumam boa parte de seu investimento. Por fim, é recomendado usar uma reserva para aplicar na Bolsa de Valores. 

Isso porque os investimentos na Bolsa podem demorar para dar o retorno esperado ou os valores de ganhos podem virar perdas do dia pra noite, devido a volatilidade do mercado de ações. 

Quais as vantagens de investir na Bolsa de Valores?

O ato de investir na Bolsa de Valores traz, consigo, muitas vantagens para o empreendedor. A primeira delas, e talvez mais importante, seja a possibilidade de grandes ganhos e rendas, já que a Bolsa opera com renda variável. 

Assim, a alta variação do preço das ações, em um curto período de tempo, permite que o investimento gere ganhos muito maiores em menos tempo se comparados aos investimento de renda fixa, por exemplo. 

Além disso, existem os proventos, parte dos lucros do negócio, que são repassados para os acionistas. Com isso, o lucro não vem só das negociações durante o Pregão Regular, mas, também, da posse das ações. 

Há outras vantagens como por exemplo: 

  1. Rentabilidade: cenário de juros baixos no Brasil;
  2. Acessibilidade: não precisa de muito dinheiro para começar a investir;
  3. Oportunidade: ser sócio de uma empresa;

E as desvantagens?

Por outro lado, há sim as desvantagens de investir na bolsa. O primeiro deles é o alto risco. Por ser de caráter variável, e com mercado muito volátil, os investimentos na Bolsa de Valores podem acarretar em grandes prejuízos para os investidores se as ações caem.

Por isso é muito importante estudar e conhecer a fundo o mercado, seus negócios, negociações e até futuras ações, para estar preparado e conhecer o seu perfil de risco. 

Agora que você já entende sobre o mercado de ações, aproveite para deixar as obrigações contábeis da sua empresa com a Contabilivre! Simplificamos tudo para você poder focar no desenvolvimento da sua empresa. 

Uma imagem cortada ao meio, do lado esquerdo há um homem e um mulher sentados olhando um notebook, no lado direito há um espaço em azul claro com a frase: como expandir um negócio físico para o digital?

Como expandir um negócio físico para o digital?

Expandir um negócio físico para o digital pode ser o que a sua empresa precisa para conquistar novos clientes. O ambiente online está repleto de usuários e, consequentemente, de consumidores de diversas partes do país que podem conhecer os seus serviços ou produtos independente da localização do seu empreendimento

Já era possível notar o crescimento das vendas online antes mesmo do contexto da pandemia do  coronavírus. Mas com a necessidade do isolamento social no ano de 2020, o processo foi acelerado e trouxe um “boom” muito grande para o setor. 

Então, expandir um negócio físico para o digital está se tornando cada vez mais frequente.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o número de transações efetuadas em e-commerce cresceu 65,7% em relação a 2019.

Parece ser uma boa expandir um negócio físico para o digital, não é mesmo? Mas para isso, é necessário seguir alguns passos. Acompanhe o conteúdo que preparamos a seguir e tire suas dúvidas! 

Conheça seu modelo de negócio

Antes de começar a investir em presença digital, ou seja, em expandir um negócio físico para o digital, é importante entender como o seu modelo de negócio funciona no ambiente online.

Se você tem uma loja de roupas em um espaço físico e quer levá-la para o online, por exemplo, o primeiro passo é criar uma vitrine virtual para exibir seus produtos.

Mas se a sua empresa é uma prestadora de serviços talvez você deva começar investindo em plataformas de comunicação, e por aí vai. 

Um ponto muito importante para quem deseja expandir um negócio físico para o digital é saber onde o público-alvo está para que seus produtos ou serviços cheguem até os possíveis clientes. Por isso, a presença digital é uma peça fundamental.  

Está precisando de ajuda na contabilidade da sua empresa? Entre em contato com a Contabilivre, contabilidade online e prática!

Crie um site para expandir um negócio físico para o digital

O site pode ser definido como a estrutura do seu negócio, ele é a vitrine da sua loja no ambiente online ou o escritório da sua empresa, por exemplo. Por meio de uma plataforma, os usuários encontram informações sobre os seus serviços e produtos, realizam compras e entram em contato com a sua empresa, se precisarem. 


O site precisa ser pensado para que o usuário tenha uma boa experiência e se interesse pelas mercadorias que seu negócio oferece. Independente se você irá criar o seu próprio site (existem plataformas simples e até gratuitas) ou contratará uma pessoa para isso, alguns pontos precisam ser levados em consideração: 

  1. Não esqueça de disponibilizar uma versão para dispositivos móveis;
  2. O site precisa ser atrativo, mas cuidado com os exageros. Disponibilize as informações de forma que o usuário encontre com facilidade seus serviços ou produtos principais;
  3. Você vai precisar escolher, comprar um domínio e contratar um serviço de hospedagem. 

Ter um site para a sua empresa é positivo até mesmo para o seu negócio físico. Um relatório divulgado pelo Thinkwithgoogle indicou que 63% das experiências de compra registradas no mercado mundial, em 2018, começaram online. 


Dessa forma, mesmo quando um usuário compra em uma loja física, há uma chance significativa da jornada de compra dele começar pelo site.

Use o WhatsApp Business

A comunicação com o consumidor é um dos principais fatores para determinar o sucesso de seu negócio online. Isso porque, sem o contato presencial, é preciso disponibilizar canais abertos e efetivos na qual o usuário pode tirar dúvidas, marcar uma reunião, comprar e ter um suporte à disposição.

Também é importante que os colaboradores do seu negócio estejam preparados para se relacionar com os clientes no online. Além da forma de comunicação tradicional, vale criar uma conta no WhatsApp Business, versão voltada para os negócios. 

A plataforma permite que o consumidor entre em contato de forma rápida e simples com a empresa em uma conta profissional. 

Saiba mais sobre os pagamentos online

Um desenho digital, do lado esquerdo tem uma tela de computador azul e grande com várias propagandas de promoções aparecendo e, no lado direito, tem uma mulher vestindo roupas azuis sentada olhando a tela, com uma empresa que provavelmente foi expandir um negócio físico para o digital

Ao expandir um negócio físico para o digital, o empreendedor pode ter dúvidas em relação às transações online. No entanto, não é preciso se preocupar com isso. Existem diversas empresas que atuam como intermediárias dessas transações, elas fazem o meio de campo entre o seu negócio e as bandeiras de cartão de crédito

Pesquise por empresas com credibilidade, confiança e segurança para o cliente e para você. Vale também conferir o prazo que as empresas intermediárias liberam o pagamento.

Também é possível receber pagamentos por boleto bancário, o documento pode ser gerado em plataformas digitais. Os cuidados são os mesmos, vale escolher soluções populares que tenham credibilidade no mercado. 

Há, também, o Pix, um meio de pagamento e transações sem taxas e que acontece em menos de 10s. Ele é uma opção que pretende substituir os outros tipos de transações e está disponível para ativação dentro dos aplicativos de bancos. 

Tenha presença digital 

Não adianta nada criar um site e os usuários não chegarem até ele. Por isso, é preciso usar das estratégias do marketing digital para fazer com que seus produtos e/ou serviços sejam vistos por mais pessoas. 

Diversas são as formas de fazer marketing digital, seja pelas redes sociais da empresa, por divulgação de influenciadores ou anúncios nas plataformas digitais. O ponto chave mesmo é conseguir fazer com que a sua marca tenha um alcance maior entre seu público-alvo

As redes sociais também são uma vitrine para exibir seus produtos ou serviços. Sendo assim, vale se aprofundar nos recursos que as ferramentas oferecem e usá-los para atrair mais público ao perfil comercial da sua empresa. 

Estruture a distribuição

No meio digital, é preciso que seus produtos cheguem até a casa dos consumidores. É verdade que as entregas são um fator complexo, mas elas fazem parte dos processos de um negócio online. 

Por isso, é preciso criar uma estrutura de entrega, indo desde a embalagem segura do produto até a logística de transporte. 

Você pode optar por criar essa própria logística ou usar uma transportadora parceira. Não esqueça que o cliente gosta de acompanhar as etapas da entrega. Sendo assim, é preciso fornecer um código de rastreio para cada pedido

Essa é uma etapa fundamental para a transição para o online, uma vez que os clientes se importam bastante com o prazo de entrega. 

Já prestadores de serviços, que não realizam a distribuição de um produto, mas sim oferecem um serviço, precisam prestar seu trabalho de forma online. Nesse contexto,  a comunicação com os clientes é fundamental. Disponibilize plataformas de sistemas, de armazenamento e de videoconferência. 

Uma consultoria jurídica, tributária, cursos online são exemplos de serviços que podem expandir seu negócio físico para o digital usando plataformas que auxiliem na comunicação entre colaboradores e clientes. 

Você está pronto! 

A expansão de um negócio físico para o digital é marcado por mudanças nos processos da empresa. Se antes toda venda ou serviço era realizado presencialmente, quando o cliente ia para sua loja, agora, ele pode realizar a compra sem sair de casa. Mas, para isso, o negócio precisa se adaptar ao novo comportamento do consumidor. 

Siga essas dicas e não deixe de levar seu negócio físico também para o online. Assim, você terá mais chances de conseguir clientes e aumentar suas vendas. 

Agora que você já sabe como expandir seu negócio físico para o digital, aproveite para deixar as obrigações contábeis da sua empresa com a Contabilivre! Simplificamos tudo para você focar ao máximo no desenvolvimento da sua empresa.  

defis

O que é Defis e qual o prazo de entrega?

Entre as obrigações acessórias que as empresas optantes pelo regime do Simples Nacional precisam cumprir, temos a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais, conhecida por Defis

O documento é a maneira de informar à Receita Federal os dados econômicos e fiscais do seu negócio e, assim, comprovar os impostos recolhidos durante o ano.  

No início do ano, muitas empresas procuram saber mais sobre a declaração, tendo em vista que o prazo de entrega é 31 de março. Por isso, preparamos um conteúdo para você tirar todas as suas dúvidas sobre a Defis. Confira! 

O que é Defis e para que serve?

A Defis é uma declaração enviada à Receita Federal, órgão que fiscaliza os dados econômicos e fiscais das empresas enquadradas no Simples Nacional, para verificar se o seu negócio recolheu todos os impostos necessários do regime tributário enquadrado.

Na prática, a obrigatoriedade funciona como uma versão simplificada da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ).  

Se você nunca ouviu falar da Defis, talvez já tenha escutado sobre a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN), isso porque a Defis substituiu o documento, conforme determinado na Resolução CGSN 94/2011

Como o Simples Nacional foi criado com o intuito de simplificar o regime tributário e reduzir a burocracia das Micros e Pequenas Empresas, a Defis surge com o intuito de facilitar a vida do empresário. Pois, empresas enquadradas no Simples Nacional não precisam enviar o IRPJ aos órgãos fiscalizadores, apenas a Defis. 

Quais informações devem constar na declaração?

As principais informações exigidas na Defis estão relacionadas aos ganhos econômicos e dados fiscais da empresa, no início e final do período que contempla a declaração. Confira a lista completa:

  • Ganhos de capital;
  • Número de funcionários no início e no final do período que abrange a declaração; 
  • Lucro contábil, caso a ME ou EPP tenha evidenciado lucro acima do limite apontado no parágrafo 1º do art. 2 da Resolução CGSN Nº 140, de 22 de maio de 2018
  • O saldo disponível em caixa no início e final do período considerado pela declaração;
  • O total de despesas (operacionais e não-operacionais, custos, salários, entre outros) no período que contempla a declaração; 
  • Mudança de endereço, caso o estabelecimento tenha mudado no período abrangido;
  • Identificação de cada um dos sócios da empresa
  1. Rendimentos que eles apresentam;
  2. Documentos dos responsáveis pela companhia; 
  3. Dividendos referentes aos sócios;
  4. Percentual de participação individual no capital social da empresa;
  5. Pró-labore referentes aos sócios;
  6. Imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos pagos a cada sócio pela ME/EPP

Precisa de ajuda para preencher a Defis? Contate nossos contadores especialistas! 

Como é feita a entrega da Defis

A entrega da Defis é feita pelo Programa Gerador do Documento de Arrecadação Simples Nacional (PGDAS-D) pelo site do Simples Nacional utilizando o código de acesso ou certificado digital da empresa. 

Na plataforma, é preciso adicionar os documentos requeridos e selecionar o ano-calendário referente à declaração. 

Vale informar que a declaração é referente ao ano-calendário anterior ao do exercício fiscal, ou seja, a entrega da Defis com prazo para 31 de março de 2021 é feita com base nos dados do ano de 2020. 

Como evitar erros no preenchimento e na entrega

defis
Entenda tudo sobre o Defis

O preenchimento e envio da Defis no PGDAS-D é simples. No entanto, a quantidade de documentos necessários pode fazer você se perder na hora de enviar todas as informações no sistema. Fora isso, é preciso que todos os dados estejam corretos, e essa análise é feita por meio de uma assessoria contábil especializada. 

Para isso, você conta com a ajuda da Contabilivre. Nossos planos incluem a elaboração do Defis. Assim, é possível realizar a entrega da declaração no prazo e com segurança. 

Prazo e consequências por não entregar a Defis

O prazo para entregar a Defis é até o dia 31 de março do ano subsequente ao período abrangente da declaração.

Embora essa obrigação acessória não resulte em multas por atraso, a falta da entrega impedirá a apuração e geração do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) a partir de Abril do ano vigente (mês subsequente ao prazo de entrega).

O não pagamento do DAS, por sua vez, acarreta em juros e multas que podem trazer graves consequências para a sua empresa. As implicações envolvem ter o CNPJ cancelado, perda dos benefícios previdenciários e até mesmo a exclusão da empresa do regime do Simples Nacional. 

Quer saber mais sobre DAS? Confira

O DAS é uma guia de pagamento contendo todos os impostos que as empresas optantes pelo Simples Nacional precisam pagar. A guia é uma forma de simplificar a tributação de Micro e Pequenas empresas ao oferecer alíquotas menores ao negócio. 

Apesar de simplificado, o DAS engloba vários impostos, são eles:

  • IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica)
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) 
  • ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação)
  • Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
  • PIS (Programa de Integração Social)arrecadação voltada para o pagamento de abono salarial e seguro-desemprego;
  • CPP — (Contribuição Patronal Previdenciária)
  • ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza)

Por que devo enviar a Defis?

O envio adequado feito dentro do prazo garante às empresas a proteção contra penalizações aplicadas pela Receita Federal ao seu negócio. A Defis é só mais um dos documentos necessários para manter sua empresa legalizada e livre de punições. 

O envio da declaração faz parte das obrigações acessórias de uma empresa. Fugir da burocracia não é a solução, afinal, a empresa precisa ser legalizada para realizar as atividades no cumprimento da lei. 

Entender os objetivos de cada declaração e documento é a saída para organizar sua empresa. Assim, você poderá usar o seu tempo para focar no crescimento do seu negócio.

Agora que você já sabe o que é a Defis, aproveite entrar em contato com a Contabilivre. Te ajudamos com essa e outras declarações!