como calcular o custo de um funcionário

Como calcular o custo de um funcionário

Realizar a gestão de uma empresa não é nada fácil. Esse é um desafio apenas para os fortes, já que envolve muitos aspectos que não podem deixar de ser considerados quando o assunto é a construção de uma empresa de sucesso. Um deles é a importância de saber como calcular o custo de um funcionário.

O processo de contratação da equipe perfeita é iniciado bem antes da seleção dos funcionários. Ele começa na organização das finanças e na determinação dos custos envolvidos com a manutenção daquele profissional.

E então, que tal conhecer um pouco mais sobre a importância desse processo? Continue a leitura para descobrir quais são os principais gastos envolvidos com a contratação de um novo membro da equipe, além de conhecer também a importância desse passo no dia a dia da sua empresa!

Qual é a importância de saber os custos de um funcionário?

Assim como em qualquer área da nossa vida, a gestão financeira das empresas é algo imprescindível para a sua sobrevivência. Afinal, esse dinheiro será responsável por cobrir os gastos de manutenção do seu negócio e também por fazê-lo crescer, a partir de investimentos.

A contratação de um colaborador é sempre um investimento. Por isso, é fundamental que essa decisão seja tomada de maneira consciente, com a consideração do orçamento planejado.

Quanto custa um funcionário para uma empresa?

Sabemos que os colaboradores de uma empresa são fundamentais para a sua construção, participando no dia a dia dos negócios e doando o seu tempo e qualificação em busca dos resultados esperados e, claro, do reconhecimento do negócio e/ou marca.

Sendo assim, responder à pergunta do título é algo um pouco complicado. Afinal, estamos falando sobre um conceito subjetivo. Devemos, também, salientar que há uma grande diferença entre os termos “custo” e “valor”. O primeiro, normalmente, se refere à um gasto. O segundo nos fala sobre investimentos.

  • Algumas das características que fazem um colaborador ser um investimento para a empresa são:
  •  qualificação (cursos feitos por ele, experiência anterior, boas referências, entre outros);
  • exclusividade (o fato do profissional ser essencial para a realização daquele serviço);
  • competências (alguns profissionais são extremamente preparados, dominando soft e hard skills como ninguém).

Entre outros!

Por isso, é fundamental que os colaboradores sejam valorizados em suas remunerações, na oferta de benefícios e também no tratamento oferecido a cada um deles. Não se esqueça de que eles, assim como você, batalharam muito para chegar onde chegaram!

Como calcular o custo de um funcionário?

Quais são os valores atrelados à contratação de um profissional? Eles vão bem além da remuneração mensal! Continue a leitura e descubra quais são alguns dos principais.

Férias

As férias, oferecidas normalmente uma vez por ano, geram encargos de cerca de 11% para a empresa. Elas são um direito garantido aos trabalhadores de qualquer área, desde que atuem no regime CLT.

13º salário

Ainda falando sobre o CLT, o funcionário tem direito ao 13º salário, normalmente pago ao final de cada ano vigente. O valor pago é de uma remuneração extra. Os encargos, nesse caso, são de cerca de 8%.

FGTS

Com encargos de 8%, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é outro direito garantido aos trabalhadores do regime CLT.

Multa para rescisão

Além do FGTS, o empresário precisa arcar com multas de rescisão, caso o funcionário se desligue da empresa. Os cálculos para esses valores envolvem uma série de detalhes, já que é preciso levar em consideração o tempo de serviço, a remuneração e os outros direitos adquiridos pelo profissional.

Treinamentos

Uma das principais características das empresas de sucesso é a sua preocupação com a qualificação e atualização dos membros da sua equipe. Sendo assim, é de suma importância que o gestor invista em treinamentos frequentes, que também devem fazer parte dos cálculos de custo.

Benefícios ofertados

Além disso, é importante também levar em consideração o cálculo dos benefícios, como vale transporte, vale refeição, planos de saúde e muitos outros. Lembrando que a oferta desses serviços é uma importante ferramenta para a retenção de talentos, engajamento da equipe e, consequentemente, a redução dos custos com funcionários.

Folgas

As folgas são outro direito dos trabalhadores. No caso de funcionários que trabalham no dia de folga, há um cálculo específico de adicional além do valor que ele normalmente recebe por hora trabalhada.

Esses são apenas alguns exemplos de cálculos que devem ser feitos. Todos são bem complexos e com muitas variantes.

Como fazer a gestão de folha de pagamento tendo funcionários?

Com tantas informações, fica o questionamento: afinal, como fazer uma boa gestão da folha de pagamento? Essa é, novamente, uma pergunta que pode ter muitas respostas diferentes.

No entanto, a mais prática e realista de todas é: conte com ajuda especializada. Estamos falando sobre um processo muito complexo e que envolve o conhecimento sobre muitas áreas, algo que induz ao erro aqueles que não têm muita experiência no assunto.

E qual é o problema de errar nessas questões? A ineficiência do cálculo pode gerar sérios problemas para a empresa com a Justiça do Trabalho, além de prejudicar as finanças e o funcionamento dos processos internos do empreendimento.

Por isso, é sempre melhor prevenir do que remediar! Que tal contar com a ajuda na Contabilivre? Somos uma empresa altamente especializada no assunto, além de tratar da contabilidade de maneira digital, aliando a tecnologia à tradição nesses processos.

Alguns dos nossos diferenciais são:

  • atendimento personalizado e humanizado, com pessoas de verdade (não somos robôs!);
  • atendemos cidades de várias regiões do Brasil;
  • suporte completamente online;
  •  segurança e privacidade;
  •  redução dos custos da sua empresa com a contabilidade;
  • gama variada de serviços, todos com o objetivo de atendê-lo da melhor forma possível.

Como podemos observar, saber como calcular o custo de um funcionário é algo imprescindível para os negócios. Além de evitar problemas com a gestão, esse processo também otimiza a valorização do profissional. É, portanto, essencial para todos os que estão envolvidos na empresa!

Está pronto para levar essa teoria para a prática na sua empresa? Então, conheça melhor os serviços da Contabilivre e comece a trabalhar com a gente! Assim, a sua rotina será descomplicada e os resultados obtidos nos seus negócios se tornarão muito mais satisfatórios.

contrato social

Saiba o que é contrato social e como criá-lo na hora de abrir sua empresa

Se você está começando a empreender agora e pretende abrir sua própria empresa, é provável que já tenha se esbarrado com o termo “contrato social”. Na verdade, este é um documento essencial — sem ele, a sua empresa não existe oficialmente.

É nele também que se encontram todas as regras sobre o funcionamento da sua empresa — sócios, responsabilidades, entre outras. É por isso que a elaboração deste documento deve ser feita com bastante atenção.

Neste artigo, nós explicamos o que é o contrato social, quais tipos de empresa precisam dele e damos um passo a passo para você elaborar o seu. Confira!

O que é contrato social?

Podemos dizer que o contrato social de uma empresa é a certidão de nascimento do negócio. Ele estabelece o início e registra as principais informações sobre o funcionamento do empreendimento.

Neste documento constam informações como dados pessoais dos sócios, endereço da sede, atividade que a empresa executa, o capital investido no negócio, além dos direitos e deveres de cada sócio, entre outras — informações essenciais para a formalização da sociedade antes do início das operações.

Como todo ato constitucional, o contrato social tem certas formalidades. Isso quer dizer que a elaboração desse documento deve obedecer a alguns requisitos legais, que estão previstos no Código Civil — Lei nº 10.406/2002 —, do artigo nº 997 a 1.000.

Por que ele é tão importante?

A principal função do contrato social é formalizar uma sociedade perante o governo. A partir dele, o empreendedor adquire direitos como:

●     abrir conta-corrente jurídica;

●     emitir notas fiscais;

●     obter empréstimos, entre outros.

Vale destacar que o contrato social é realizado quando a empresa conta com dois ou mais sócios. Por isso, quanto mais minucioso ele for, menores serão as chances de surgirem disputas judiciais ou desentendimentos entre os sócios.

Quais tipos de empresa necessitam de um contrato social?

Apesar de o termo “contrato social” ser usado para caracterizar todos os contratos de constituição de empresas, cada natureza jurídica tem uma denominação específica para o documento — na verdade, o contrato social original está relacionado a empresas do tipo Sociedade Limitada (LTDA).

Sociedade Limitada (LTDA) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

Como dissemos, o contrato social original é o documento constituinte das empresas de natureza jurídica Sociedade Limitada (LTDA) — ou, mais recentemente, da Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Na LTDA, dois ou mais empreendedores se juntam para criar uma sociedade empresarial com responsabilidade limitada. Isso quer dizer que cada um dos sócios tem a participação no capital social e, em caso de falência, os bens pessoais deles são protegidos.

Já na SLU, um único empreendedor pode abrir uma empresa e formalizar o negócio por meio do contrato social, seguindo as mesmas regras.

Sociedade Anônima (S.A.)

Já a Sociedade Anônima (S.A.) se caracteriza por ter capital aberto e fragmentado, por isso, além de seguir as mesmas regras da LTDA e SLU, o contrato social inclui as ações da empresa. Ou seja, é necessário especificar a negociação e a divisão das ações da empresa no documento.

Empresário Individual (EI)

Para as empresas com natureza jurídica Empresário Individual — aquele que exerce uma atividade empresarial em nome próprio —, o contrato social tem o nome de Requerimento de Empresário. Trata-se de um formulário emitido pelo governo federal que funciona como substituto do contrato social padrão.

A principal diferença entre os dois é que o requerimento não permite alterações nem cláusulas extras. Além disso, o patrimônio empresarial não é separado do pessoal, e o empreendedor precisa abrir o negócio com capital mínimo de R$1mil.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), o contrato social tem a mesma função dos documentos que já citamos, mas recebe o nome de Ato Constitutivo. A principal característica desse documento é a adaptação às regras específicas dessa natureza jurídica — capital social mínimo de 100 salários-mínimos vigentes. Ao contrário do contrato do Requerimento de Empresário, o Ato Constitutivo permite a inclusão de cláusulas extras e pode ser alterado.

Porém, vale acrescentar que, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, essa natureza jurídica foi extinta, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Microempreendedor Individual (MEI)

Apesar de o MEI não ser definido como natureza jurídica — trata-se de porte empresarial —, é importante destacar que esse formato simples de empresa dispensa o contrato social.

Para o MEI, basta o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que comprova sua atividade, com faturamento de até R$81 mil anuais, conforme previsto na Resolução CGSIM nº 48.

Como elaborar o contrato social da sua empresa?

O contrato social traz, além das informações básicas sobre a empresa, regras sobre a administração, o funcionamento e o papel de cada sócio na sociedade. Ele define de antemão as obrigações e os direitos de cada um dos envolvidos e serve de base para a solução de conflitos. Por isso é fundamental que o documento seja claro e completo.

Então, por onde começar? A legislação estabelece que o contrato deve trazer as seguintes informações, além das cláusulas estabelecidas pelas partes.

Dados dos sócios

O primeiro passo na elaboração de um contrato social é qualificar os sócios. Ou seja, identificar os indivíduos que farão parte da sociedade. Se forem pessoas jurídicas, será necessário informar a denominação ou a firma, a nacionalidade e a sede dos sócios. Já se forem pessoas físicas, as informações necessárias são nome, nacionalidade, profissão, estado civil e endereço residencial dos sócios.

Dados da empresa

Em seguida, é preciso informar os dados sobre a empresa: denominação (razão social), endereço (sede e filiais), tipo de organização (natureza jurídica) e prazo estimado da sociedade — que pode ser prorrogado posteriormente.

Capital social

Aqui você vai indicar qual é o montante investido pelos sócios para a abertura do negócio. O capital social pode incluir, além da moeda, bens imóveis e móveis — indicados pelo valor.

Quota dos sócios

Você precisará indicar também a participação de cada sócio no capital social investido. Normalmente, essa divisão tem como base o que cada sócio investiu..

Pro labore e participação nos lucros

Outra cláusula importante a ser incluída no contrato social é a definição da remuneração oferecida ao administrador da sociedade (pró-labore) e da divisão de lucro entre os sócios. Aqui, você pode informar a periodicidade e a proporção em que os lucros serão distribuídos. Além disso, você pode determinar a criação de um fundo de reserva para a empresa.

Regras para deliberações

Por fim, é fundamental definir regras para deliberações relevantes da sociedade — por exemplo, a entrada de novos sócios.

Contrato social criado, os sócios têm até 30 dias para fazer a requisição da inscrição. Ela pode ser feita no cartório, em uma junta comercial ou órgão de classe, dependendo da natureza jurídica da sociedade. Essa solicitação deve ser acompanhada do instrumento autenticado do contrato. Para esse processo é essencial contar com a ajuda de um contador.

Em resumo, o contrato social é uma das primeiras obrigações na hora de abrir uma empresa, e é indispensável entender todas as cláusulas que compõem esse documento. Mas, existem outros processos importantes se você está começando a empreender agora.

do lado esquerdo da imagem há uma mesa de madeira com um notebook, um celular e um mini carrinho de super mercado em cima, sob o teclado do notebook há duas mãos, uma delas está segurando um cartão de crédito e a outra está digitando, do lado direito há uma arte em azul que está escrito: "qual a diferença entre marketplace e e-commerce? Entenda tudo sobre!"

Qual a diferença entre marketplace e e-commerce? Entenda tudo sobre!

A internet permite contato com diversas pessoas de diferentes lugares – o que possibilita o alcance de um novo público para a venda de produtos e serviços. Assim, nasceram negócios online que apresentam formas distintas de vender, isso fica nítido com a diferença entre marketplace e e-commerce.

Ao abrir um negócio online, é preciso entender a diferença entre cada um desses modelos de vendas e, assim, escolher qual faz mais sentido para o empreendimento. Por outro lado, também é possível expandir um negócio físico para o digital utilizando o modelo de e-commerce ou de marketplace para alcançar mais pessoas.

Para que você entenda quais as diferenças entre um marketplace e um e-commerce, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que é e-commerce?

O e-commerce, ou comércio eletrônico em português, é uma loja online em que todo o processo, desde a venda até a finalização da compra, acontece no meio digital. 

Algumas pessoas podem achar que, por conta dessa definição, qualquer venda por meio da internet é um e-commerce, mas isto é um equívoco. 

Isso porque esse tipo de comércio apresenta todo o processo de exposição (marketing), venda (contato com a equipe comercial) e pagamento (formas de pagamento) daquele serviço/produto.

De acordo com o site ecommercebrasil, “o e-commerce é uma loja online tradicional em que uma marca comercializa suas mercadorias virtualmente”. Então, a marca é comercializada e todas as etapas estão inseridas nesse contexto digital, desde a venda até a compra.

O e-commerce apresenta o contato direto entre a loja e o cliente, então estamos falando apenas sobre uma empresa que está vendendo para alguém, seja revendedor, fabricante ou o cliente final. 

Exemplos de e-commerce

Para exemplificar a teoria, podemos dar exemplos de e-commerce bastante famosos e que provavelmente você já conhece e até realizou uma compra com eles, como:

  • as Lojas Americanas;
  • as Casas Bahia e 
  • a Magazine Luiza. 

O exemplo de maior sucesso atualmente de e-commerce é a Magazine Luiza. E ela tem tudo a ver com o que queremos te contar nesse artigo: que é possível migrar do físico para o digital e obter sucesso.

Por mais que a loja tenha começado fora do ambiente digital, hoje em dia, as vendas nos canais digitais representam 53% das vendas totais da empresa, ou seja, mais da metade da receita gerada pela Magalu vem do ambiente digital. 

Expandir um negócio físico para o digital pode ser o que a sua empresa precisa para conquistar novos clientes. Caso queira saber mais sobre como dar esse passo, nós temos um artigo sobre

O mais interessante é que as vendas da empresa Magazine Luiza não se limitam ao estilo de venda do e-commerce. Isso porque a rede Magalu já abre espaço para que as transações comerciais também sejam feitas por meio de marketplace

O que é marketplace?

O marketplace é uma espécie de shopping virtual, ou seja, um espaço em que pessoas podem vender seus produtos e serviços, em que há diversas marcas e lojas e diversos tipos de públicos.

Em um marketplace, há várias lojas sendo expostas, então acontece uma oferta muito mais ampla de itens. Podemos dizer que esse tipo de modelo de negócio é uma plataforma que reúne várias empresas. 

Então, o marketplace é a conexão entre compradores e vendedores, é um meio digital e uma plataforma que serve como ponto de contato entre quem deseja vender, o que, por quanto e quem deseja comprar. 

A Magalu, por exemplo, disponibiliza uma parte de seu site para que as pessoas anunciem seus produtos (marketplace) e também realiza a venda da sua própria produção diretamente com o cliente (e-commerce).

Exemplos de marketplace

Outros exemplos de marketplace são o Mercado Livre, a OLX e a Amazon. Porém esse modelo de negócios não se limita apenas aos produtos, o Airbnb oferece um serviço de hotelaria em formato de marketplace. 


Isso porque a plataforma disponibiliza um espaço para que pessoas anunciem suas casas, pousadas, locais de descanso e lazer, para que os usuários possam avaliar se vão ou não alugar uma estadia por um determinado tempo. 

A Uber, aplicativo de locomoção, também é um bom exemplo, pois utiliza o formato de marketplace e oferece um serviço. 

Por fim, o último exemplo é o aplicativo iFood, ele também utiliza o marketplace, uma vez que é uma “ponte” entre quem deseja vender os alimentos e quem deseja comprar com maior custo benefício. 

fotografia tirada com ângulo de cima de uma mesa azul, nela há vários papéis com gráficos coloridos, duas xícaras de café, dois notebooks, dois porta lápis, um tablete e uma calculadora, ao centro da imagem há uma vaso com uma planta verde e no canto inferior direito aparecem as mãos de uma pessoa segurando uma espécie de relatório, como se estivesse em uma startup ou organizando as contas de um e-commerce e/ou marketplace
iFood e Uber são modelos de negócios que começaram como startups. Caso você queira saber mais sobre o que é startup e como tirar a sua ideia do papel,
nós temos um artigo sobre!

Diferenças entre marketplace e e-commerce

Como podemos ver, por mais que ambos estejam no meio digital, o marketplace e o e-commerce são diferentes, enquanto um é uma espécie de shopping online, o outro é uma loja virtual.

Essa pode ser entendida como a principal diferença entre marketplace e e-commerce, mas há outras como o investimento, a visibilidade e a segurança de dados.

Com o detalhamento dessas diferenças, podemos visualizar melhor os prós e contras de ambas as formas de vender pela internet. Confira abaixo os detalhes de cada uma das distinções mencionadas.

Investimento

O investimento para começar um e-commerce é diferente do marketplace, isto porque o empreendedor vai precisar contratar uma plataforma online e arcar com todos os valores de investir nesta tecnologia. 

Por outro lado, ao utilizar um marketplace, não é preciso se preocupar com essa questão, já que a responsabilidade da infraestrutura digital não fica sob a responsabilidade de quem está vendendo diretamente, e sim com quem disponibiliza a plataforma. 

Visibilidade

Muitas vezes quem começa um e-commerce pode encontrar dificuldades ao tentar alcançar um grande público rapidamente. 

Até porque ao entrar no mercado com uma loja virtual, ser notado diante de tanta concorrência é difícil e fica complicado obter visibilidade de forma rápida. 

Com o marketplace é diferente, pois é possível usufruir da presença online de outra empresa e, assim, conseguir ser visível de forma mais rápida e para um público grande, garantindo a visibilidade logo no começo do negócio.

Segurança de Dados

A segurança de dados é muito importante no atual momento devido a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. 

Então, durante as transações e pagamentos online, um e-commerce precisa garantir a segurança das informações que são coletadas do cliente.

Isso significa que é preciso investir em uma plataforma e mecanismos que protejam os dados, evitando a vulnerabilidade das informações. 

Por outro lado, em um marketplace, quem fica responsável por isso é a empresa que disponibiliza o espaço para a venda, ou seja, de quem administra o shopping virtual. 

Os prós e contras


Os benefícios, que também podemos chamar de prós, de um e-commerce, é que o site é do próprio empreendedor e o lucro fica destinado apenas a ele. 

Por outro lado, o contra é que esse retorno pode demorar para vir, devido a dificuldade de visibilidade e maior investimento com o início da empresa.

Os contras de um marketplace é que o empreendedor vai precisar pagar uma taxa de comissão a empresa que administra a plataforma, ela é referente a cada venda realizada e varia de site para site. 

Por outro lado, o pró de um marketplace é que, como percebemos, pode ser mais fácil e rápido obter lucro do que com um e-commerce.  


Em resumo…

A principal diferença entre marketplace e e-commerce é o espaço digital que vai ser vendido, enquanto um é, respectivamente, uma plataforma gerenciada por um terceiro, o outro é um site próprio do empreendedor.

Além disso, há diferença de investimento, visibilidade e responsabilidade pela segurança de dados


Por isso, caso você queira abrir um negócio, é preciso primeiro analisar quais as características da sua empresa e ver qual modelo é mais adequado para você, pensando em quanto precisará investir e qual visibilidade vai precisar nos primeiros meses de vendas. 

Agora que entendeu todas as diferenças, conheça a contabilidade online da Contabilivre, que reúne os melhores especialistas em abertura de empresas.


desenho de duas pessoas colocando relógios dentro de um cofrinho em formato de porco, uma está apoiada no relógio do lado esquerdo e ao lado direito do cofrinho está outra pessoa, esta em cima de uma escada colocando o relógio dentro do porquinho, mais a direita há um espaço em azul e está escrito: "reserva financeira para empresas? saiba como fazer a sua!"

O que é reserva financeira para empresas? Saiba como fazer a sua!

Se você é empresário, existem grandes chances de  já ter se deparado com algum imprevisto e precisou deslocar uma quantia de dinheiro, que não estava destinada para cobrir esse custo, certo? Isso é muito comum e ter uma reserva financeira para empresa pode te ajudar a não passar por esse tipo de situação.

Imprevistos, emergências e até oportunidades não são previsíveis, mas é possível pensar de maneira estratégica, realizar um planejamento financeiro e assim estar preparado financeiramente para cada uma das situações apresentadas.

Para te ajudar a entender o que é uma reserva financeira para empresas, quais tipos existem e como ela pode ajudar o seu negócio, nós preparamos este conteúdo exclusivo. Confira!

O que é uma reserva financeira para empresas?

Reserva financeira para empresas é quando uma quantia de dinheiro é guardada para um determinado objetivo, este pode ser para situações de oportunidade, urgência ou emergência.

A reserva financeira se difere do caixa do negócio, pois ela é, como o próprio nome já diz, uma reserva de um valor específico por um determinado tempo, enquanto o caixa do negócio é referente aos valores de entrada e saída da empresa, também chamado de fluxo de caixa. Caso você queira saber mais sobre o que é fluxo de caixa operacional, nós temos um artigo sobre. Confira!

Ela também não é o mesmo que o capital de giro, este pode ser entendido como todos os recursos financeiros que a empresa possui para arcar com os custos operacionais, em outras palavras, para se sustentar. 

A reserva financeira tem outra definição, ela é um dinheiro guardado que tem a finalidade de ajudar a conquistar objetivos ou trazer segurança para situações financeiras emergenciais. 

O principal objetivo dela é a tranquilidade financeira, pois ela é um montante guardado pelo empreendedor para momentos de estabilidade, oportunidade e principalmente de crise. 

Por que fazer uma reserva financeira empresarial?

Criar uma reserva financeira empresarial é importante, principalmente, para se prevenir de imprevistos. Mas ela não se restringe apenas a isso. 

Até mesmo quando o negócio estiver prosperando economicamente, é interessante ter um planejamento financeiro para estar preparado para as possíveis mudanças do mercado. 

Por isso, recomendamos que o empreendedor guarde, ou reserve, uma quantidade viável de dinheiro para quando houver situações financeiras inesperadas. Assim, ele pode utilizar o dinheiro da reserva e não vai precisar se preocupar em alocar um valor para cobrir gastos inesperados.


Por exemplo, caso aconteça a perda de clientes ou manutenções do local haverá a reserva financeira de emergência para cobrir esses gastos. Ou também pode ser outro caso, como o de financiar oportunidades para o crescimento do negócio.

Além disso, caso o seu negócio seja sazonal, ou seja, tenha um pico de vendas em determinada época do ano e em outras passa em baixa, é mais importante ainda pensar em  desenvolver uma reserva financeira empresarial. 

Pois com ela o negócio terá tranquilidade financeira em meses do ano em que não há o lucro esperado. Podemos entender com isso que uma reserva financeira não é feita apenas para situações inesperadas, ela pode ser explorada com outras finalidades.

Quais são os tipos de reserva financeira?

Há três tipos principais de reserva: a de oportunidades, a de urgência e a de emergência, esta última mais conhecida e explorada pelos empreendedores. 

A diferença entre cada uma delas é o objetivo final. Enquanto a de oportunidade é para momentos em que o negócio estiver prosperando financeiramente, a de urgência é para situações extremamente delicadas. Além disso, há a reserva de emergência, que é para situações emergenciais. 

O que não pode acontecer é a confusão entre cada uma delas, ou seja, caso você for montar uma para cada objetivo é importante que os valores fiquem muito bem separados para que você utilize cada uma delas para os momentos planejados.

Montar uma reserva financeira de emergência para empresas pode parecer algo muito distante da realidade, mas com um passo a passo fica mais fácil visualizar como é viável fazer isso. Para te auxiliar nessa tarefa, segue estas dicas abaixo.

Como montar uma reserva financeira de emergência?

Uma reserva financeira pode ser criada a partir de uma parte do lucro do negócio ou de economias estratégicas como, por exemplo, corte de gastos e diminuição de despesas. 

Com isso em mente, podemos começar a fazer um planejamento financeiro para montar uma reserva financeira de emergência para a empresa. Segue abaixo os passos para criação de uma reserva financeira. 

Controle de contas

Nesse momento, o empreendedor precisa reavaliar todos os gastos do negócio e identificar quais podem ser eliminados ou,  pelo menos, diminuídos, isto vale para as despesas também.

Para realizar esse controle financeiro empresarial, é possível organizar os valores em planilhas ou até mesmo contratar serviços que te auxiliam com as demandas financeiras do teu negócio. 


Planejamento financeiro

Em seguida, após toda a organização dos valores da empresa, o que vai permitir a visualização de onde será possível conseguir o dinheiro, é o momento de fazer o planejamento financeiro.

De forma resumida, ele é uma forma de garantir a saúde do caixa e o cumprimento das metas financeiras de curto, médio e longo prazo

Assim, o planejamento pode ser entendido como uma lista de metas que precisam ser alcançadas para chegar no objetivo, a reserva. 

Definição de metas

Definir metas é importante para que o empreendedor consiga estabelecer quais ações tomar e, caso elas não apresentem resultados, mudá-las. Isso evita que o empresário fique “andando em círculos”, sem saber quais ações estão gerando resultados ou não. 


Um ponto importante sobre a definição de metas é que elas precisam estar de acordo com a realidade da empresa, ou seja, precisam ser exequíveis, possíveis de serem aplicadas. 

Então, é preciso estabelecer metas financeiras que estão de acordo com a realidade econômica do negócio. 

Isso porque se elas não apresentarem essa característica você corre o risco de implementar metas financeiras que não são possíveis e com isso se frustrar. 


Investimento

Após organizar e planejar as finanças, definir as metas é o momento de saber onde guardar esse dinheiro para começar a reserva financeira. 

Com um investimento bem escolhido, o empreendedor consegue separar o dinheiro e ganhar um retorno maior que o da poupança. 

É importante que o investimento escolhido para montar a reserva financeira de emergência seja de liquidez diária, em outras palavras, que seja possível sacá-lo a qualquer momento, já que o principal objetivo é cobrir despesas inesperadas e situações emergenciais.

Assim, o empresário precisa ter o acesso a reserva de forma facilitada, de nada adianta criar uma reserva financeira em um investimento que é possível sacar a quantia em dias ou semanas, é preciso ter a possibilidade de retirar o dinheiro quando for necessário. 

mesa branca com várias moedas empilhadas formando montes pequenos da direita para a esquerda até chegar em um pote transparente cheio de moedas, a fotografia simula o guardar dinheiro, que pode ser entendido como uma reserva financeira para empresas
Caso você queira saber mais sobre como investir sendo pessoa jurídica,
nós temos um artigo sobre!

Em resumo…


Podemos entender que existem vários tipos de reserva financeira e que elas possuem um objetivo final de acordo com as necessidades da empresa, podendo ser elas, situações de oportunidade, emergência e até urgência.

Para montar uma reserva financeira para uma empresa é muito simples, basta analisar os valores do negócio, identificar onde é possível explorar cortes e, por fim, investir de forma estratégica para conseguir sacar o dinheiro guardado quando for necessário.

A principal vantagem de uma reserva de emergência é a tranquilidade financeira, por mais que imprevistos apareçam, eles vão ser resolvidos sem muitos problemas. Gostou do nosso artigo? Acompanhe o nosso blog caso goste de dicas sobre empreendedorismo, tecnologia, contabilidade e finanças.



cinco pessoas unindo suas mãos em símbolo de união do lado esquerdo, no lado direito há um espaço em azul escrito: "Empreendedorismo, motivação e liderança: entenda como deixar a equipe empenhada!"

Empreendedorismo, motivação e liderança: entenda como deixar a equipe empenhada!

Empreendedorismo, motivação e liderança são termos que ganharam repercussão nos últimos anos e também podem ser entendidos como habilidades que devem ser aprimoradas para o desenvolvimento do negócio.

Empreender, motivar e liderar são ações que podem ser trabalhadas e, assim, auxiliam no progresso externo e interno da empresa. Quanto mais elas são praticadas com o tempo, mais são aprimoradas. 

Para entender sobre empreendedorismo, motivação e liderança, e como desenvolver e colocar em prática essas habilidades, nós preparamos um artigo exclusivo. Confira!

Semelhanças entre o empreendedorismo e a liderança

Empreendedorismo, motivação e liderança são termos que apresentam características interessantes e válidas de serem estudadas e desenvolvidas. Para entendê-las melhor, vamos nos atentar às semelhanças entre um empreendedor e um líder.

Os dois papéis apresentam posições de poder, mas têm desenvolvimentos e finalidades distintas. Enquanto o empreendedor tem autoridade por causa do conhecimento sobre a empresa/projeto, o líder recebe essa posição por causa da sua capacidade de cooperação e empatia com a equipe.

Assim, podemos entender que ambos têm como função guiar e impulsionar as pessoas. A junção das características de um empreendedor (conhecimento) e de um líder (inspiração) pode gerar bons resultados, visto que, o engajamento e a motivação dos colaboradores está diretamente relacionado com o sucesso da empresa.

Empreendedorismo

O empreendedorismo é uma qualidade ou até capacidade que uma pessoa tem para identificar problemas, oportunidades e desenvolver soluções que impactam o cotidiano das pessoas.

Essas soluções podem ser projetos ou até mesmo um negócio que seja inovador e ofereça mudanças positivas para a sociedade. Podemos entender, então, que o empreendedorismo está associado com a inovação.

Portanto, uma pessoa com perfil empreendedor é quem consegue enxergar problemas e oportunidades que ninguém tinha visto. E, com isso, criar novas ideias que podem influenciar em melhorias no âmbito externo do negócio.

Caso você queira saber mais sobre empreendedorismo e como a contabilidade pode ajudar o seu negócio, nós temos um artigo sobre.

Motivação

Enquanto o empreendedorismo diz respeito ao ambiente externo, ou seja, identificação de oportunidades com foco em soluções para os clientes, a motivação é sobre a equipe em si, o ambiente interno do negócio. Dentro da dinâmica organizacional, é importante que os colaboradores estejam motivados e em busca de um objetivo comum

A motivação dentro do ambiente de trabalho está relacionada com o engajamento e o desejo de cumprir metas e atingir objetivos. Quanto mais motivado um profissional está em uma empresa, maiores são as chances dele se manter na equipe.

Além disso, ao ser motivado com frequência, o colaborador apresenta mais empenho em seu exercício e, consequentemente, mais produtividade. Desta forma, a motivação organizacional, promovida pela empresa, é fundamental para que a equipe se mantenha em alta por bastante tempo, e o negócio obtenha resultados satisfatórios. 

Liderança

Já a liderança envolve diversos aspectos como a motivação dos colaboradores, o alcance de resultados, a resolução de problemas, entre outras responsabilidades. Ou seja, a presença de um líder não se limita a uma posição executiva, ela é mais abrangente. 

Uma das funções do líder é a tomada de decisões que podem afetar a empresa e, consequentemente, os colaboradores. 

Considerado um dos livros mais importantes sobre liderança, intitulado O Monge e o Executivo, de James C. Hunter, podemos compreender a essência de liderança.

De maneira resumida, a narrativa comenta que o exercício maior de um líder é prestar ações para os liderados, nas palavras do próprio autor é o mesmo que servir a sua equipe. E, para isso, é preciso ser colaborativo e cooperativo.  

Qual o papel do líder?

O papel do líder envolve a motivação dos liderados e as ações colaborativas que cooperam com as tarefas da equipe. Além de guiar as pessoas e fornecer ferramentas, ou meios, que são necessários para o obter resultados e alcançar os objetivos esperados

A ideia de um líder requer um contexto que apresente uma hierarquia horizontal, ou seja, com espaço para diálogos e debate de escolhas. Diferente do entendimento de chefe, que apresenta uma posição autoritária que não condiz mais com as empresas modernas.

Inclusive, segundo Donald H. McGannon, importante empreendedor norte-americano, a liderança é uma ação e não uma posição. Isso significa que ser líder não é o mesmo que ter um dom, mas sim desenvolver habilidades de liderança. 

Por fim, ser um líder requer diversas responsabilidades como, por exemplo:

  • oferecer feedbacks, avaliando o trabalho dos colaboradores e apontar as melhorias;  
  • dar méritos, reconhecimento os pontos positivos e bom trabalho da equipe; 
  • ser atuante e possuir objetivos claros;
  • delegar demandas e/ou pedir auxílio dos seus liderados, quando necessário, e
  • estar sempre atualizado e ser um exemplo a ser seguido.

Como motivar a equipe? Técnicas de motivação e liderança

Existem técnicas de motivação e liderança para que a equipe fique empenhada em suas demandas. Uma delas é a definição de missão e objetivos da empresa. Isso porque, com estes pontos estabelecidos, o líder poderá traçar estratégias para engajar a equipe e juntos alinharem seu papel e contribuição para o futuro do negócio. 

mesa de madeira com quatro notebooks, alguns cadernos, celulares e copos de café em cima, há pessoas estendendo o braço, com as mãos fechadas em punho, esticando para a mesma direção, simbolizando união de equipe
 Caso você queira saber a respeito da automotivação,
nós temos um artigo sobre o tema

Outras técnicas tão importantes como a que citamos, é a valorização do colaborador e comunicação eficaz, que vamos explicar melhor a seguir.

Conheça a comunicação assertiva!

A comunicação assertiva tem como objetivo um comportamento transparente, claro e pacífico. Isso significa que esse tipo de diálogo acontece sem expressões agressivas e ofensas, mesmo em situações em que há opiniões diferentes umas das outras. 

Em outras palavras, é a capacidade de expressar ideias e ouvir opiniões distintas de uma maneira aberta e respeitosa. Para que isso aconteça, é preciso que seja estimulado uma cultura organizacional que esteja voltada para ações empáticas e colaborativas.

A importância da comunicação assertiva dentro das organizações é a redução de conflitos dentro da equipe. Um grupo de pessoas que esteja em sintonia e compartilhe sinergia tende a ser mais empenhado e, com isso, produtivo. 

Além disso, quando há uma comunicação assertiva e eficiente, as pessoas ficam na mesma página e, assim, conseguem desenvolver mais os objetivos estabelecidos. Para conseguir desenvolver essa técnica, nós separamos algumas dicas práticas: 

  1. Seja objetivo, claro, conciso e honesto,
  2. saiba dizer não com empatia e  
  3. saiba receber e dar avaliações ou feedbacks.

Uma das formas de desenvolver comunicação assertiva é buscando entender a escuta ativa. Essa outra técnica também pode ser aplicada em uma empresa e, com isso, conseguir motivar cada vez mais os colaboradores envolvidos no negócio. 

Entenda sobre escuta ativa

A escuta ativa é uma forma de melhorar relacionamentos, sejam eles com clientes ou entre os colaboradores. Isso porque a forma como você se comunica, ou seja, fala com as pessoas, têm muita relação com o que é escutado. 


Essa habilidade de comunicação pressupõe a prática, como o próprio nome já diz, de uma escuta total do que está sendo dito. E não apenas ouvir de maneira passiva.

Os princípios da escuta ativa envolvem a empatia, também trabalhada na comunicação assertiva, perguntas e validação do que é dito. Para colocar em prática essa técnica, é preciso seguir alguns passos, como:

  1. evitar distrações durante a conversa;
  2. não ser seletivo ao ouvir o outro; 
  3. não interromper; 
  4. ouvir e observar com atenção;
  5. fazer perguntas pertinentes e de interesse do próximo e
  6. validar o que foi conversado no final.

Com esses seis passos, é possível praticar a escuta ativa, e com isso, líder (es) e colaboradores podem desenvolver habilidades comunicativas, o que inclui a comunicação assertiva. 

Em resumo…

Para motivar a equipe, é válido que o líder desenvolva  o papel de uma pessoa proativa, empática, honesta e presente com os colaboradores e a empresa. Com isso, a probabilidade da equipe se manter engajada e empenhada é maior. 

Desta forma, uma boa liderança e a motivação da equipe são pontos-chaves para o desenvolvimento e crescimento de um negócio. Eles podem auxiliar a empresa tanto internamente quanto em contato com os clientes. 

Agora que você já sabe como deixar a equipe empenhada, saiba como desburocratizar processos, gerando economia e agilidade com a contabilidade online!



homem branco sentado em um sofá e de frente para uma mesinha em que há um notebook em cima

Contabilidade e tecnologia: vantagens da contabilidade online para startups!

A inovação, tecnologia, agilidade e transformação presentes na Contabilidade online são características que fazem parte do perfil das startups. Elas têm como  base a alta escalabilidade, o modelo replicável e surgem em um contexto de incertezas

É por surgir em um cenário de incertezas que as startups podem enfrentar riscos financeiros. Mas com um gerenciamento contábil online, e com o auxílio da contabilidade e tecnologia, é possível prevenir complicações e planejar as finanças. 

Pensando nisso, nós preparamos um artigo exclusivo para que você saiba quais as vantagens da contabilidade online para startups e porque ela é importante para esse tipo de negócio. Confira! 

Contabilidade e tecnologia: entenda a contabilidade online

A transformação digital ocasionou diversas mudanças estruturais nas organizações, já que o uso da tecnologia digital traz melhorias na agilidade, eficácia e desempenho dos processos. Com a contabilidade não foi diferente, a tecnologia digital agregou às atividades contábeis diversas vantagens, a partir da junção de contabilidade e tecnologia.  

A prestação de serviços contábeis por meios digitais já é uma realidade que muitos negócios adotaram para agilizar processos, economizar tempo e dinheiro. Com o advento da tecnologia, não faz mais sentido acumular pilhas de folhas de pagamento na mesa ou até realizar longas reuniões com um contador. 

Isto porque, o perfil do empresário moderno é entendido como uma pessoa envolvida em diversas tarefas que precisam ser resolvidas em pouco tempo e com muita responsabilidade. É preciso gerir o negócio, organizar documentos, administrar as finanças, coordenar ou gerenciar a equipe, entre outras funções.

Com a contabilidade online, não é preciso manter pilhas de papéis de notas fiscais ou despender tempo em atividades burocráticas. Os dados contábeis, financeiros e os documentos, que precisam ser enviados e recebidos, são registrados e organizados por meio da plataforma da contabilidade online. Assim, o empresário terá acesso e controle da vida contábil e fiscal da sua empresa quando e onde quiser.

Resumindo, a contabilidade online tem por objetivo oferecer um serviço tradicional de uma forma simples e inovadora, resultando em agilidade, inovação e economia de recursos. 

Porque a contabilidade online é importante para startups?

A contabilidade online é importante por dois motivos: a formalização da startup mantê-la regularizada junto ao fisco, com suas obrigações contábeis e fiscais em dia. Além disso, a contabilidade online também é um serviço consultivo, ou seja, o empreendedor pode consultar especialistas e tirar dúvidas sobre os procedimentos burocráticos de forma ágil e fácil.

O empresário que está começando uma startup, ou aquele que já possui uma, entende que para a tirar a ideia do papel e crescer é necessário investimentos. O momento de conseguir investidores pode ser difícil, por isso, apresentar o plano de negócios como uma empresa já formalizada pode ser um diferencial nesse momento.

Para formalizar a sua startup, é preciso elaborar um plano de negócios, ter o contrato social, abrir um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), pagar as taxas necessárias ao governo, definir o porte da empresa, o CNAE e o regime tributário

Esses procedimentos são necessários para abrir uma startup. Para que todas as etapas aconteçam de forma fluída, sem burocracia e economizando tempo e dinheiro, recomendamos que procure os serviços de especialistas da área. 

Agora que você compreende a importância da contabilidade online para as startups, vamos detalhar as suas vantagens. 

Quais as vantagens da contabilidade online para startups?

A contabilidade online cumpre as mesmas funções legais da contabilidade tradicional. Em outras palavras, os serviços prestados por ambos modelos são os mesmos, o atendimento também é feito por profissionais especialistas, e contador responsável com registro no CRC (Conselho Regional Contabilidade), só que de forma online e a distância..

Os escritórios, que prestam serviços de contabilidade online, cumprem as mesmas obrigações legais, e assumem as mesmas responsabilidades que os escritórios convencionais, com atendimento presencial.

A diferença é que as rotinas contábeis e os serviços do contador acontecem a distância, com a intermediação de uma plataforma. A vantagem com este modelo de contabilidade é que as empresas podem controlar todas as suas informações, manter tudo em dia e sob controle.

Outra vantagem é que, por trás de toda a praticidade que a plataforma oferece, existe uma equipe de contadores que ajudam o empresário em qualquer dúvida ou necessidade, de forma personalizada, humanizada e eficiente

Desta forma, as vantagens que contabilidade online oferece para qualquer modelo de empresa, assim como para as startups, são :

  • Rotinas e atendimentos ágeis e práticos;
  • Centralização e registro de informações na plataforma;
  • Automatização de atividades manuais, como cálculos e envio de documentos,
  • Redução de erros com tarefas repetitivas; 
  • Economia, isso porque através da aplicação de tecnologia para automação de processos e inteligência artificial, a contabilidade online tem condições de oferecer preços mais competitivos para os empresários..
  • Autonomia do empreendedor. É possível verificar as tarefas de contabilidade do seu negócio em qualquer lugar com acesso à internet. 

Podemos dizer, então, que a contabilidade online auxilia as startups, assim como o empreendedor, descomplicando a sua rotina contábil e fiscal e ainda permitindo  que informações e documentos importantes fiquem seguros, organizados e disponíveis para acesso onde e quando ele quiser. 

Inclusive o acompanhamento dos valores de entrada e saída da startup pode ser feito através da contabilidade online. Com a visibilidade das informações, o empreendedor consegue tempo hábil para elaborar estratégias e alavancar o negócio. Para que isso aconteça, entenda os três pontos vantajosos que permitem essas ações. Confira abaixo.

Segurança financeira

O contador pode ser responsável pela parte financeira, econômica e patrimonial da empresa. A contabilidade online pode oferecer um planejamento tributário para a startup, o que possibilita uma segurança financeira. 

Além disso, caso aconteça alguma exigência de documentação ou complicações jurídicas, os contadores mantêm o registro das movimentações do negócio, o que também proporciona segurança em relação às finanças. 

Identificação de oportunidades

Assim como pode prevenir complicações futuras, a contabilidade online consegue fornecer a identificação de oportunidades para as startups. Os dados e informações contábeis presentes em relatórios otimizam e atribuem qualidade à tomada de decisão

Em outras palavras, há análises sobre o andamento da empresa, o que possibilita projeções e planejamento de oportunidades para a startup.

Consultoria tributária e empresarial

homem branco segurando um tablet e teclando em cima
Caso queira saber mais sobre a plataforma de contabilidade online,
nós temos um artigo sobre o assunto!

Outra vantagem da contabilidade online para startups é a consultoria tributária e empresarial. Isso significa que o especialista está disponível para auxiliar em várias questões da gestão financeira

Consultoria de precificação de produtos e serviços, redução de custos ou dicas para manter o fluxo de caixa saudável são alguns exemplos. É importante a compreensão de que a contabilidade online permite esse contato consultivo entre empresa e contador

Lei das Startups: entenda o Inova Simples

A Lei Complementar nº 167/2019 apresentou mudanças para as startups com o Inova Simples. Ele é criado para ser um regime especial e simplificado para iniciativas empresariais disruptivas, de inovação e que se autodeclaram como startups.

Assim, a norma ficou conhecida como “a lei das startups” principalmente por contribuir com a criação de um regime tributário exclusivo para esse tipo de negócio. 

O objetivo do regime é atribuir um tratamento diferenciado para estimular a criação, formalização e desenvolvimento das startups. Outro ponto importante é a simplificação no momento de abrir essas empresas. 

Sob o regime Inova, todo o procedimento de abertura pode ser feito de forma online e pelo  Portal Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios). 

De acordo com a Resolução CGSIM nº 55, de 23 de março de 2020, é esperado que a implementação do Inova Simples ocorra a partir do dia 1º de setembro de 2021. 

Para formalizar a sua startup com esse regime, é preciso reunir dados de identificação dos sócios, saber qual a razão social compatível com o Inova, entre outras etapas que um escritório de contabilidade online pode facilitar e agilizar para você.

Em resumo…

As vantagens da contabilidade online envolvem agilizar demandas contábeis, garantir uma segurança financeira e até identificar oportunidades. Além disso, a praticidade de atendimento, a visibilidade de informações e a segurança financeira também são pontos vantajosos para uma startup que busca esse perfil semelhante de parceiros. Em outras palavras, que também seja ágil, automatizado e que agregue na evolução do negócio

Se você gostou deste conteúdo e se interessa por abrir seu negócio de forma fácil, sem burocracias e com profissionais especialistas em contabilidade, abra seu negócio conosco!

homem de costas encarando uma parede com papéis pendurado, do lado direito há um espaço em azul escrito: "O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!"

O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!

Popularizadas nos últimos anos, as startups são empresas que possuem um perfil diferente de negócio. Em 2020, o Brasil já contabilizava 13.400 startups registradas e, com suas características de replicabilidade e inovação, o cenário é para que esse número continue a crescer.

Mas antes de investir nesse negócio, é importante compreender o que é uma startup, se a sua ideia condiz com uma e como tirá-la do papel! Pensando nisso, nós preparamos um artigo para que não reste dúvidas sobre o assunto. Acompanhe!

O que é startup?

Uma startup pode ser entendida como um negócio que tende à inovação. Seu principal objetivo é solucionar um problema! No Brasil, o formato também é caracterizado por empresas que possuem uma cultura jovem e inovadora. 

Nubank, Uber e Airbnb são alguns exemplos! Com o desenvolvimento de soluções inovadoras, esses nomes representam o propósito desse novo perfil de negócio: mudar o padrão do mercado. Foi assim que um cartão de crédito surgiu sem, necessariamente, estar vinculado a um banco físico, proporcionando ao cliente mais controle e autonomia sobre suas ações bancárias por meio do celular. E quem ofereceu essa mudança foi a Nubank!

Outro exemplo é a Uber. Não é mais necessário realizar ligações para chamar um táxi, é possível se locomover por um preço menor por meio de um aplicativo de celular. A inovação consiste na ligação entre tecnologia e uma solução para o cliente

Algumas pessoas se confundem e podem supor que a startup é uma empresa pequena em fase inicial de desenvolvimento. Mas, para Steve Blank, empreendedor no Vale do Silício, isso é um equívoco. Para Blank, as startups são organizações que buscam um modelo de negócio replicável e escalável. 

Em outras palavras, as startups apresentam uma metodologia de produção que pode ser  replicada a outros negócios. E escalável porque a receita pode crescer rapidamente enquanto o custo operacional cresce de maneira mais lenta.

Assim, startup é uma forma de organização que busca entregar uma solução inovadora, replicável e escalável

Como funciona uma startup?

A startup funciona por meio da inovação e para inovar. Além disso, ter foco em entender o seu cliente e a melhoria da sua experiência também caminham junto com esse formato de negócio!  

Desta forma, realizar pesquisas com o intuito de compreender cenários em relação ao cliente com a aplicação de métodos ágeis costumam ser tarefas rotineiras nos projetos. 

Além disso, o que gera valor em uma startup é a ligação dela com a validação inovadora e conquistada no processo de pesquisa. A inovação e as mudanças podem ser totalmente disruptivas ou somente uma melhoria simples de algo que já existe. Isso vai depender dos estudos e resultados que a empresa adquirir.  

Como tirar essa ideia do papel?

Caso você tenha uma ideia que condiz com as características mencionadas, é válido começar a pensar em passos para tirar ela do papel. É importante, primeiro, que o empreendedor valide sua ideia para que depois comece a colocá-la em prática

Ou seja, é necessário saber se a ideia condiz com um modelo de startup ou não, e uma forma é validar se essa futura empresa apresenta quatro características fundamentais: 

  • inovação; 
  • contexto de incertezas;
  • modelo escalável e
  • replicável.

Após compreender as características e, com isso, validar se a sua ideia é uma startup, é o momento de colocá-la em prática.

Para que isso seja feito, é interessante entender o mercado, o modelo de funcionamento da empresa, envolver a tecnologia e, por fim, realizar pesquisas e investimentos. Todos esses passos são válidos para começar uma startup. 

Entender o mercado

Em uma startup, é importante saber quem é o seu público e suas necessidades. Esses fatores podem determinar a capacidade de crescimento da empresa. Uma das opções para entendimento do mercado, é lançar uma versão gratuita, e realizar testes e pesquisa com o público, antes do lançamento oficial. 

O lançamento da versão gratuita é chamado de fase beta e tem como objetivo aprimorar o entregável. Assim, os próprios consumidores do teste e futuros clientes podem apontar erros e validar as funcionalidades do que está sendo entregue. 

Após entender o mercado, é o momento de definir em qual modelo de negócio sua startup se encaixa. 

Modelos para startups

Quando se fala em startup, o modelo de negócio é um dos principais fatores, pois ele diz respeito à como a empresa cria, entrega e captura valor para o cliente. Entretanto, também se faz necessário um plano de negócio, que é o planejamento que deve ser feito para identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos. E os dois são essenciais para você começar a investir em uma startup!

Se você deseja entender mais sobre plano de negócio,
nós temos um artigo sobre como elaborar um.

Como citamos acima, o modelo de negócio é importante para que o produto e/ou serviço, público alvo e transação comercial estejam alinhados e fazendo sentido para todos os envolvidos

Desta forma, a escolha do modelo de negócio é fundamental para que a startup tenha sucesso. Entre os modelos de negócio temos o:

  •  modelo de público, 
  •  de receita e 
  •  de negócio. 

O modelo de público diz respeito a quem irá consumir como, por exemplo, o B2B (business to business) e o B2C (business to consumer).

O B2B é quando a empresa faz negócios com outras empresas e o B2C  é quando a empresa faz negócio com o consumidor final. 

Já o modelo de receita é como o negócio irá realizar a venda. 

Os modelos de receitas podem ser premium (após a compra, o acesso ao serviço/produto é liberado totalmente); freemium (parte do entregável é gratuita para experimentação) ou assinatura (acesso contínuo enquanto o pagamento acontece simultaneamente). 

Podemos resumir, então, os principais modelos de receita para uma startup como a venda direta para o cliente, o acesso de uma parte de forma gratuita e, por fim, a assinatura quando há um valor fixo para acessar o serviço/produto.

Por fim, temos os modelos de negócios para startups. Os  mais comuns são o SaaS (software como serviço); o marketplace (plataforma tecnológica que conecta produtos/serviços, compradores e ofertantes) e o e-commerce (comércio e transação comercial feitos por meio de um equipamento eletrônico).

Envolver a tecnologia no processo

Por conta dos modelos apresentados acima, é fácil compreender como as startup se apoiam tanto em tecnologia e inovação. A essência desse tipo de negócio é a implementação de tecnologias para mudar padrões de mercado e, assim, inovar. 

Ou seja, envolver a tecnologia no processo de criar uma startup é fundamental para o começo do negócio e sua respectiva expansão. Isso porque ela é uma aliada ao lado da constante busca por inovação. 

Atualmente, inovações tecnológicas possibilitam criar e expandir negócios com agilidade e eficiência, um exemplo disso é a computação em nuvem. Isso significa permitir que ferramentas tecnológicas colaborem para a produção de valor. 

Pesquisas e investimentos internos

Após envolver a tecnologia em sua ideia de negócio, é importante começar a realizar as pesquisas e os investimentos com a equipe. Isso significa que uma startup está sempre buscando melhorias internas, com e para os colaboradores. 

Essa constante busca por melhorias é uma das características desse tipo de negócio. As mudanças podem ser tanto na entrega do seu produto/serviço quanto internamente com os colaboradores. 

Vale a pena ressaltar que as startups são conhecidas pelo espírito jovem e a versatilidade de carreiras. Transformações são muito relevantes para esse negócios. Com isso, após realizar pesquisas internas de opinião, é o momento de investir para que os processos mudem.

Por fim…

Podemos resumir que após validação da sua ideia, é preciso seguir alguns passos para montar a sua startup. E isso significa compreender o mercado e pensar em qual dos modelos apresentados se relaciona melhor com a sua ideia.

Manter pesquisas de opinião e investir em equipe e profissionais qualificados também é essencial. Com esses pontos em mente, o empreendedor pode começar a planejar e organizar a sua startup. O seu negócio inovador. 

Se você gostou do conteúdo e se interessa por assuntos como empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!


a esquerda há um notebook com uma tela com cor azul, preta e branca, na parte do teclado duas mãos estão estendidas digitando, do lado direito há um espaço em azul claro escrito: "Profissionais de tecnologia: abertura de empresa"

Profissionais de tecnologia: abertura de empresa

Os profissionais de tecnologia da informação (TI) estão sendo cada dia mais requisitados no mercado de trabalho, e oportunidades é o que não vão faltar na área. Por isso, grande parte destes profissionais vêm buscando por mais liberdade e flexibilidade para prestar serviços ou vender produtos. O caminho é por meio da formalização de seu negócio, ou seja, se tornando uma pessoa jurídica (PJ).

Porém, é preciso que os profissionais de TI saibam as especificidades que são necessárias para realizar a abertura do negócio. Isso porque o processo de abertura de empresa envolve procedimentos burocráticos.

Pensando nisso, produzimos este artigo imperdível, para que você profissional de TI compreenda todos os passos da abertura da sua empresa! Acompanhe o nosso conteúdo!

Profissionais da tecnologia e a abertura de empresa

Os profissionais de tecnologia da informação, que optam por abrir uma empresa, precisam se atentar a algumas regras para que isso ocorra sem muitos impasses. Isso porque diferente do regime trabalhista CLT, que apresenta vínculos empregatícios, entre outros benefícios, com o modelo PJ o profissional de TI deixa de ser um funcionário e, consequentemente, alguns direitos não são contemplados, como:

  • férias remuneradas,
  • recebimento do décimo terceiro e
  • recolhimento do FGTS e INSS.

Por outro lado, com a modalidade de PJ o profissional não tem horários tão estritos, tornando a rotina mais flexível. Além disso, o lucro tende a ser mais alto, devido à variação de trabalhos entregues para diferentes clientes e áreas.

Ao decidir pela gestão do seu negócio, o profissional de TI precisa se formalizar, e o primeiro passo é a criação de um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Para que a abertura da empresa ocorra de forma fluída, é preciso ter conhecimento sobre algumas escolhas que deverão ser realizadas durante o processo de criação do CNPJ. 

Como, por exemplo: qual melhor porte empresarial, a escolha correta do CNAE e o enquadramento do regime tributário. Vamos explicar cada um dos pontos mencionados. Confira:

Porte de empresa para profissionais de tecnologia

Em resumo, porte de empresa é um termo técnico utilizado para classificar os negócios conforme o seu tamanho. No Brasil, existem 5 principais tipos de portes, e um dos critérios adotados para a classificação é o faturamento anual do negócio. 

  • MEI (Microempreendedor Individual) –  limite de faturamento anual de 81 mil reais;
  • ME (Microempresa) – igual ou inferior a R$ 360 mil. 
  • EPP (Empresa de Pequeno Porte) – superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões.
  • Média Empresa – superior a R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões.
  • Grande Empresa – superior a R$ 300 milhões.

Para profissionais de tecnologia da informação, a modalidade MEI não é permitida em   algumas atividades, mais especificamente as que tenham cunho intelectual. Com isso, desenvolvedores de sites, por exemplo, não podem aderir a esse porte.

Isso acontece porque o porte MEI é uma maneira de formalizar profissões. Portanto, atividades intelectuais ou que requerem uma formação intelectual não podem ser realizadas pelo microempreendedor individual. 

Os profissionais de tecnologia que não podem aderir ao MEI são: 

  • programadores, 
  • desenvolvedores,
  • consultoria em tecnologia da informação e 
  • suporte técnico.

Mas há outros portes de empresas – ME e EPP – e esses são permitidos para as atividades mencionadas acima. A frente iremos detalhar um pouco mais sobre a escolha correta do CNAE (atividade), mas antes vamos saber sobre natureza jurídica. 

Natureza Jurídica

A natureza jurídica serve para identificar a constituição empresarial junto à administração pública do país, além de definir direitos e deveres da empresa, a quantidade de sócios e a responsabilidade que eles assumem na sociedade.

Cada uma apresenta as suas particularidades e é válido conhecê-las para saber qual se encaixa mais com o seu caso.

O profissional de tecnologia pode conhecer e entender uma das três naturezas jurídicas mais comuns: EI (Empresário Individual), LTDA (Sociedade de Responsabilidade Limitada) e EIRELI (Empresa Individual ou de Responsabilidade Limitada). 

 EI – Empresário Individual

Como o próprio nome já insinua, a natureza jurídica EI permite apenas um empresário como sócio. Em outras palavras, ela não permite uma sociedade e também não exige um contrato social, utilizando somente o requerimento de empresário individual. Ou seja, é uma pessoa física como titular da empresa.

Sociedade Unipessoal

Em outro sentido, há a Sociedade Unipessoal Limitada, ou seja, o patrimônio pessoal do empresário não é comprometido pelos valores a serem pagos pela empresa. Além disso, esse formato jurídico permite a criação de uma sociedade com um único sócio

A Sociedade Unipessoal foi reestruturada em 2019, o que o fez permitir a presença de somente um sócio. Não se trata, portanto, de um novo formato jurídico, mas sim da possibilidade de usar um formato já existente com uma nova configuração. 

LTDA – Sociedade de Responsabilidade Limitada

Já a natureza jurídica LTDA permite uma sociedade com duas ou mais pessoas, e exige um contrato social, além de identificar uma limitação em relação à sociedade dos sócios. Essa limitação diz respeito às cotas de participação na sociedade. 

Nesse caso, não é permitido a junção do patrimônio empresarial com o pessoal. Assim, os sócios não podem utilizar os próprios bens pessoais para cobrir obrigações de pagamento da empresa.

EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

Por outro lado, EIRELI é a natureza jurídica para empresas que apresentam apenas um sócio e que a responsabilidade dele se limita a apenas o capital social. Em outras palavras, patrimônio pessoal e empresarial não se confundem. Com essa natureza, portanto, em casos de dívidas ou falências, apenas o patrimônio da empresa é comprometido.

 
EIRELI permite apenas um sócio, então não apresenta necessidade de contrato social. Se o empreendedor quiser saber mais sobre a diferença entre LTDA e EIRELI, nós temos um artigo sobre o assunto.

CNAE e regime tributário

Dando continuidade, a escolha do CNAE e do regime tributário é primordial para que o negócio tenha a tributação correta de suas atividades. Mas antes, vamos entender o que é CNAE:

CNAE é um instrumento de padronização nacional formado por uma lista de códigos que identifica as variadas atividades econômicas do país, e deve ser determinado no momento da emissão do CNPJ.

Segue, abaixo, os CNAEs mais comuns e ideais para serem utilizados na área de tecnologia:

  • 6201-5/01 – desenvolvimento de programas de computador sob encomenda;
  • 6202-3/00 –  desenvolvimento de licenciamento de programas de computador customizáveis;
  • 6203-1/00 – desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis
  • 6204-0/00 – consultoria em tecnologia da informação e
  • 6209-1/00 – suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação (não inclui atividades como programação, como desenvolver sites).
  • 6201-5/02 – web design
  • 6311-9/00 – tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
  • 6319-4/00 – portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

Por isso,  é recomendável o auxílio de um contador, para que o profissional de tecnologia seja orientado na escolha ideal do CNAE, e em cada uma das etapas do processo de abertura de empresa.

Visto que, além da escolha correta do CNAE, é necessário saber qual o regime tributário se encaixa ao seu negócio, para que a tributação de imposto seja devidamente feita, e o empreendedor não corra o risco de pagar tributos a mais para o governo.

Quando falamos de regime tributário, existem três principais tipos. Sendo eles:

  • Simples Nacional;
  • Lucro Presumido e
  • Lucro Real.

O Simples Nacional é um regime tributário que tem como objetivo simplificar o recolhimento dos tributos, que são unificados em apenas uma guia de pagamento mensal (o DAS). Esse regime costuma ser a melhor opção para micro e pequenas empresas, mas é preciso seguir alguns requisitos para ser enquadrado no simples.

Sendo eles:

  • ter um faturamento anual de até R$ 4,8 milhões;
  • não possuir débitos;
  • não possuir em seu quadro societário sócios do exterior e
  • ter sua atividade enquadrada na lista de CNAEs aceitas pelo regime.

Lucro Presumido e Lucro real

De forma sucinta, o lucro presumido é o regime tributário em que as margens de lucro da empresa são presumidas para simplificar a fórmula de tributação. Essa margem é estabelecida pelo governo conforme a atividade da empresa (cunho comercial e prestação de serviço). 

Por outro lado, o lucro real é o regime que tem como base o cálculo das margens de lucro reais do negócios. Para realizar esse cálculo, a Receita Federal se baseia no lucro líquido da empresa durante um determinado período. 

Se você deseja saber os detalhes e as diferenças entre os regimes tributários simples nacional, lucro presumido e real, nós temos um artigo sobre. 

Desta forma, concluímos que o enquadramento no regime tributário e a escolha correta do CNAE são muito importantes para que o negócio pague corretamente os seus tributos. 

Por fim…

homem usando fones de ouvido está sentando de frente para um monitor com vários abas abertas e com fundos pretos, a parede ao fundo tem uma projeção dos códigos e do lado direito há um notebook
Saiba mais sobre porte de empresa, qual natureza jurídica escolher e outras informações de contabilidade acompanhando o nosso blog

Podemos afirmar que a abertura de empresas para profissionais de tecnologia precisa envolver alguns passos: 

  1. realizar um plano de negócio;
  2. escolher a razão social, nome fantasia e marca
  3. definir o porte empresarial (ME, EPP, etc.) e natureza jurídica (EI, LTDA, EIRELI, etc.;
  4. escolher o melhor regime tributário;
  5. o CNAE (atividade) ideal;
  6. e a escolha de um contador especializado para realizar todo o processo. 

Agora que você sabe as etapas para a abertura de empresa, conte com a Contabilivre para te auxiliar durante todo o processo. 

Nossos serviços de contabilidade vão além de contabilizar impostos, eles são consultivos, isso agiliza os processos para que você possa ter tempo para as estratégias do seu negócio. Abra a sua empresa conosco. 

no canto esquerdo há dois homens, um de pé olhando papéis em cima do teclado de um computador e outro sentado olhando também, no canto direto há um espaço em azul claro e está escrito: "CPOM: o que é? Entenda a importância do cadastro! "

CPOM: o que é? Entenda a importância do cadastro!

Empreender não é uma tarefa fácil. É preciso cuidar do fluxo de caixa, negociar com fornecedores, prezar pela boa experiência do cliente e estar atento às diferentes siglas de impostos e cadastros. E uma delas é o CPOM.

CPOM é o Cadastro de Empresas de Fora do Município e, em resumo, é um cadastro prévio que é exigido às empresas que prestam serviço em alguns locais do Brasil. Quer entender como funciona? 

Produzimos este artigo completo sobre o CPOM, explicando porque o cadastro é importante e por quais motivos realizá-lo. Confira!

O que é CPOM?

CPOM é um cadastro  exigido quando uma  empresa presta serviços para outras fora do seu município.  

Esse cadastro é exigido em várias cidades, principalmente pelas prefeituras de algumas metrópoles como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas, atenção, a sigla do CPOM pode variar de acordo com o município. Confira outros nomes que o tipo de cadastro pode ter: 

  • RANFS – Registro Auxiliar de Nota Fiscal e
  • CENE – Cadastro de Empresas Não Estabelecidas;

Por que o CPOM é importante e por quais motivos realizar o cadastro?

Além de previsto em lei, o CPOM é importante pois interfere diretamente na precificação do serviço. Pois, conforme contamos aqui, uma das formas de realizar uma precificação eficaz é a partir dos custos. E, se você não tiver cadastrado, você sofrerá a bitributação do ISS. O que, provavelmente, não está incluso na sua precificação.

O ISS – Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza é um dos impostos municipais que as empresas prestadoras de serviço precisam recolher.

Ninguém quer pagar em dobro um imposto, certo? E é por isso que é necessário que o CPOM esteja em dia. Com o ISS previsto, fixo e sem sofrer bitributação, o empreendedor consegue realizar um cálculo real e eficaz para a sua precificação. 

Mas, caso você esqueça do CPOM, o ISS (alíquota varia de 2% a 5%) será recolhido para o município da empresa prestadora de serviço e, também, para o município da empresa contratante (cliente). Isso é chamado de bitributação.

Quem é responsável por realizar o cadastro do CPOM?

O responsável por realizar o cadastro é quem presta o serviço para clientes de outra cidade. Por exemplo, caso a sua empresa seja do Rio de Janeiro (RJ) e preste serviço para uma empresa localizada na cidade de São Paulo (SP), você deve realizar o cadastro no CPOM de São Paulo. 

Então, o primeiro passo é descobrir, em sua base de clientes, onde é necessário realizar o cadastro ou não. Uma planilha listando as cidades e a presença do CPOM, ou órgão similar, pode tornar esse processo mais ágil e sem complicações!

E para não deixar dúvidas, caso a cidade não necessite da tributação, você não precisa se preocupar com o cadastro. Por outro lado, caso necessite, é importante se atentar às cidades que o exigem!

Confira as cidades que têm CPOM ou órgão semelhantes! (RANFS, CENE, DANFS-E, DSR, entre outros):

Cidades do estado de São Paulo

Municípios do estado do Rio de Janeiro

Estado de Minas Gerais

Estado do Rio Grande do Sul

Estado do Paraná

Estado de Santa Catarina

Estado da Bahia

É importante ressaltar que, em nossa lista, não estão todas as cidades. Assim, lembramos de como é importante verificar se há CPOM ou órgãos similares na cidade da empresa tomadora do serviço.

Depois de encontrar a cidade, é o momento de realizar o cadastro!

homem branco de terno sentado em frente á um computador, ao fundo há um vaso com uma planta verde e ao teto há uma luminária
 Saiba os documentos necessários para o cadastro

Para realizar o cadastro é necessário reunir todos os documentos! Para isso, entre em contato com a prefeitura da sua cidade para saber quais são. Isso porque cada prefeitura apresenta um cadastro e, assim, uma exigência de documentos para realizá-lo. 

Mas, na maioria dos casos, os comprovantes (dos últimos seis meses da empresa) são: 

  • IPTU;
  • fatura de conta de luz;
  • fatura de conta de telefone e
  • fatura de internet; 

Isso porque o objetivo do cadastro é comprovar o lugar exato em que a empresa prestadora de serviço está sediada para que, assim, a tributação ocorra de forma correta. Por conta disso, além dos documentos já mencionados, pode ser pedido também:

  • fotos do local;
  • contrato de locação;
  • contrato social/requerimento de empresário e
  • Cartão CNPJ.

Aliás, recomendamos que a inscrição no CPOM seja feita depois que o processo de abertura da sua empresa esteja 100% concluído. 

Inclusive, caso a empresa prestadora de serviço atenda dois ou mais clientes de cidades diferentes da cidade dela, é importante atentar-se ainda mais ao CPOM. Então, o que fazer caso a sua empresa esteja prestando serviços para duas ou mais cidades com o órgão?

Entenda uma alternativa do que fazer nesse caso!

Caso a empresa prestadora de serviço atenda dois clientes ou mais fora do seu município,   é necessário fazer um cadastro em cada um deles.

Porém, se a empresa prestadora de serviço apresenta a maioria dos clientes, ou quase todos, localizados em cidades diferentes, é complicado inscrever a empresa em cada um dos municípios, certo? 

Até porque o imposto interfere na precificação do serviço. Como fazer, então, um preço de serviço para cada cliente de cada cidade que tiver o CPOM? Isto não é viável, certo?. 

Por conta disso, nossa dica é, antes de efetuar um contrato de prestação de serviço, você pode optar por inserir uma cláusula no contrato. Com esta cláusula, estará específico que, caso haja a retenção do imposto, o valor será incluso dentro da nota fiscal. 

Por fim…

Desde fevereiro de 2021, o STF declarou o CPOM como inconstitucional na cidade de São Paulo. Mas por que a cidade ainda está na lista?

Para simplificar, a justiça entendeu que o cadastro é inconstitucional. Por outro lado, essa ação de inconstitucionalidade não foi direta, ou seja, isto faz com que o CPOM permaneça obrigatório!

Isso porque a decisão do STF apenas atinge o contribuinte que entrou com a ação no município de São Paulo. Então, cuidado! Não deixe de realizar o CPOM. 

Agora que já sabe o que é CPOM e sua importância, continue acompanhando nosso blog e  fique por dentro dessas e mais novidades sobre empreendedorismo, tributação e contabilidade! Além de informações, também oferecemos dicas de como manter a contabilidade da sua empresa em dia! 



mulher preta no canto esquerdo utilizando uma roupa preta e segurando um óculos e no canto direito há uma arte em azul escrito: "Razão social, nome fantasia e marca: entenda as diferenças!"

Razão social, nome fantasia e marca: entenda as diferenças!

No momento de abrir uma empresa, o empreendedor pode se deparar com nomenclaturas que soam muito parecidas, mas que possuem significados muito diferentes. Esse é o caso da razão social, nome fantasia e marca.

Além disso, a abertura de uma empresa pode gerar diversas dúvidas. Até porque, iniciar um novo negócio requer tempo, dedicação e aprendizados. 

Então, para te explicar sobre cada um dos nomes mencionados, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que é razão social?

A razão social é o nome de registro de uma empresa junto aos órgãos do governo e junto ao cartório. É o nome que vai constar em contratos, escrituras, documentos legais, notas fiscais, etc. 

Também conhecida como denominação social (ou nome empresarial), a razão social é definida junto ao CNPJ e é entendida como o nome “oficial” da pessoa jurídica

Além disso, a razão social deve ser única para cada pessoa jurídica (PJ) . Isso porque, no momento de abrir uma empresa, a denominação definida não pode estar registrada em nenhuma outra empresa do mesmo estado que a sua e que esteja atuando no mesmo ramo de atividade. 

Caso já exista uma razão social igual a definida, o registro não pode ser realizado. Para evitar isto, o empresário, ou seu contador, deve verificar a viabilidade do nome empresarial para realizar o registro. 

Como definir a razão social para: MEI; ME e EPP?

Para cada porte de empresa a razão social funciona de uma forma. Para exemplificar, abordaremos como é definido a razão social dos seguintes portes de empresa: Microempreendedor Individual (MEI); Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP). 

MEI

A razão social para Microempreendedor Individual – MEI é formada pelo nome do empreendedor mais o número de CPF. Essa lógica de funcionamento é definida pela Receita Federal e pode ser alterada quando o MEI realiza o enquadramento como ME. 

Portanto, o MEI não pode optar por um nome em específico, pois este já está definido segundo a regra explicada acima. Porém, com os demais portes, esse cenário muda. 

ME e EPP

Para a PJ de porte microempresa e empresa de pequeno porte, a razão social é definida com algumas recomendações. Assim, o empresário pode optar por um nome específico (nome de identificação da empresa), mas é interessante que siga algumas regras. 

É importante que a razão social tenha relação com a atividade exercida pela empresa. Além disso, o nome empresarial pode conter o nome completo do empreendedor que pode ser abreviado. Mas, geralmente, , a abreviação não pode acontecer com o último sobrenome.

Por fim, a razão social deve apresentar a natureza jurídica da empresa, como, por exemplo: 

  • EI – Empresário Individual;
  • EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada;
  • Ltda. – Sociedade Limitada; 
  • entre outras. 

Em resumo, a razão social da empresa é formada, geralmente, pelo nome de identificação da empresa (que tenha relação com a atividade exercida); área de atuação (ex. indústria alimentícia, serviços em tecnologia da informação, etc.) e, por fim, a natureza jurídica

Segue, abaixo, exemplos de razão social:

  • Coca Cola Indústrias Ltda;
  • Carrefour Comércio e Indústria Ltda;

É importante ressaltar que a validação da razão social fica sob responsabilidade da Junta Comercial. Por conta disso, para que a definição seja feita de forma correta, é válido entrar em contato com o serviço de profissionais qualificados da área de contabilidade. 

O que é nome fantasia?

O nome fantasia é escolhido logo após definir a razão social, no momento de abertura de uma empresa. Também conhecido como nome comercial, o nome fantasia é entendido como o nome popular do negócio. Em outras palavras, é o nome pensado para ser reconhecido pelo seu público-alvo e clientes. 

O nome fantasia pode, ou não, ser igual a razão social. Mas, geralmente, esse nome é uma abreviação ou uso popular do empreendimento. Por exemplo, o nome popular da empresa “Coca Cola Indústrias Ltda” é, somente, “Coca-cola”.

O nome fantasia também é conhecido como “nome de fachada”

Como escolher um nome fantasia?

No momento de pensar o nome fantasia para o seu negócio, é importante seguir algumas dicas para que ele seja de fato reconhecido. 

A primeira é procurar um nome de fácil recordação, memorização, compreensão e pronúncia. Para isso, é válido evitar nomes que podem gerar dupla interpretação ou interpretação equivocada.

Com a segunda dica, o empreendedor deve pensar em um nome que destaca-se dos concorrentes, chamando a atenção. E, por fim, possuindo relação com a área de atuação da empresa.

A última e terceira dica é conferir a disponibilidade do nome em registros municipais e estaduais. Além de verificar, também, se o domínio para um site e páginas de redes sociais estão disponíveis para o nome fantasia desejado. 

 O que é marca?

A marca é a  identidade de uma empresa (ou de um produto/serviço), como é reconhecida no mercado  . Ela não é o nome popular (nome fantasia) e devido a relação entre marca e nome fantasia, elas são constantemente confundidas. 

A escolha da identidade da marca, geralmente, está relacionada com a estratégia de marketing da empresa. Se esse for o seu caso, é importante que se providencie o registro de marca do negócio. 

O registro da marca precisa ser feito junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial, órgão ligado ao governo, responsável pelas normas que regulam a Propriedade Industrial. 

Por fim, podemos entender que, ao escolher um nome fantasia, é importante que o empreendedor saiba que isto não registra, também, a marca. São processos distintos que podem acontecer durante o momento de abertura da empresa. 

Então, qual a diferença entre razão social e nome fantasia?

Como explicado até agora, razão social e nome fantasia são duas nomenclaturas diferentes. Enquanto a razão social é o nome de registro da companhia, o nome fantasia é a designação popular do título dela. 

De forma resumida, a principal diferença entre razão social e nome fantasia está na finalidade de cada um dos nomes

Isso porque a razão social é para os registros, documentação e oficialidades. Por outro lado, o nome fantasia tem como objetivo final a publicidade da empresa

Assim, o nome fantasia, na prática, é opcional; a razão social é uma obrigatoriedade.

E as diferenças entre nome fantasia e marca?

Agora, a principal diferença entre nome fantasia e marca também é a finalidade. Enquanto o nome fantasia é pensado como algo popular e presente no site (ou até mesmo redes sociais), a marca precisa ser registrada

O nome fantasia é cadastrado na Junta Comercial, enquanto a marca precisa ser registrada e seguir as regras do INPI. É importante ressaltar que apenas o cadastro do nome fantasia não garante que o uso do mesmo seja exclusivo

Por isso, caso o empresário escolha um nome fantasia para a empresa e este envolve uma estratégia de marketing e publicidade, é importante que seja providenciado o registro de marca para garantir a exclusividade

Por fim…

Podemos concluir que razão social, nome fantasia e marca são nomenclaturas distintas e que apresentam várias diferenças entre si. 

Isso porque a finalidade e as características de cada uma delas são diferentes e, no momento de abertura de uma empresa, é necessário entender cada uma para que a escolha, ou definição, sejam feitas da melhor forma.

Com o conhecimento das diferenças entre razão social, nome fantasia e marca, procure abrir sua empresa com especialistas da área. 

Nós oferecemos serviços com um time de contadores para atender você de forma individual e humana, além de uma plataforma de contabilidade online para facilitar a sua rotina.