Importância da análise SWOT na hora de abrir uma empresa

Importância da análise SWOT na hora de abrir uma empresa

Você consegue identificar os maiores pontos fortes e fracos de sua empresa? Um dos principais erros de um negócio é não conseguir reconhecer os fatores internos e externos que exercem força na rotina e nos resultados alcançados. É por isso que a análise SWOT se mostra como uma excelente ferramenta para conhecer melhor o próprio empreendimento. 

Essa é uma ferramenta essencial para qualquer empresa, mesmo aquelas que estão no início da jornada, pois permite ter acesso a informações fundamentais para o planejamento do negócio, tal como ajuda a prevenir erros. 

Neste artigo, vamos apresentar mais sobre o conceito da análise SWOT e mostrar os benefícios que a metodologia oferece para as empresas. Acompanhe e saiba mais! 

O que é a análise SWOT? 

Muito utilizada no processo de montagem do planejamento estratégico, a análise SWOT representa um esquema que permite analisar as forças (strengths), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio. 

São essas palavras-chave que formam a sigla e representam a ideia da ferramenta. Além disso, você pode encontrar essa ideia com o nome de FOFA, que significa Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. 

Por meio desses conceitos, é possível conhecer melhor a empresa, antes mesmo de ser lançada no mercado. Afinal, é necessário fazer um estudo sobre os seus principais pontos, considerando tanto os aspectos positivos quanto os negativos. 

Ao mesmo tempo, a análise SWOT oferece a oportunidade de entender como os elementos externos podem interferir no sucesso de uma empresa. Isso porque, a ferramenta busca compreender também as ameaças do mercado, como concorrentes, mudanças e crises, assim como as oportunidades, por exemplo, tendências, demandas e crescimento. 

Como essa ferramenta funciona? 

Para utilizar esse método durante o planejamento do seu negócio, é fundamental dividir uma folha em quatro partes. Cada uma dessas seções será destinada para uma letra da sigla e para a análise de um componente do conceito. 

No segmento das forças, o que deve ser observado é o que a sua empresa pode oferecer de positivo para o mercado. Pense nos processos internos que fazem a diferença, como produtos ou serviços inovadores, equipe capacitada, liderança inspiradora e demais aspectos relevantes. 

Já na parte das fraquezas, chega a hora de avaliar o que ainda não está como deveria. Pontos fracos, como problemas de logística, falta de profissionais para todos os setores, dívidas, entre outros, prejudicam o andamento da empresa. 

Dando sequência à elaboração da análise SWOT, é necessário observar também as oportunidades. Por ser um fator externo, considere estudar o mercado e identificar aspectos positivos que ajudam a alavancar o negócio. É possível pensar, por exemplo, em vendas sazonais, aumento da procura por determinados serviços, baixa nos preços dos materiais etc. 

Para fechar com chave de ouro, é hora de considerar as ameaças. Reflita sobre as táticas utilizadas pelos concorrentes, confira se alguma legislação requer mudanças nas atividades, observe como está o mercado da área de atuação, entre outros quesitos importantes. 

Ao concluir a análise, tente lançar estratégias que fortaleçam os aspectos negativos da empresa, aumentando suas forças. Além disso, garanta que os pontos fortes se mantenham, para que haja o crescimento sustentável do negócio

Por que é importante fazer a análise SWOT ao abrir uma empresa? 

Será que o uso da análise SWOT só é importante para as empresas que já estão no mercado? A resposta é: não! Essa ferramenta pode ser de grande utilidade para quem está começando, viabilizando um rápido retorno positivo. 

Veja só as vantagens de utilizar essa técnica na hora de abrir uma empresa

Permite conhecer melhor o mercado

Uma das maiores vantagens que a análise SWOT proporciona é a de conhecer o mercado em que você vai se inserir. Afinal, com a avaliação de aspectos externos, como as ameaças e oportunidades, é possível identificar a atuação dos concorrentes e as tendências da área

Ao entender como funciona o mercado, também é possível conhecer melhor o perfil de compra dos clientes. Isso garante a definição de estratégias mais eficientes de atração e retenção do público. 

Ajuda a fortalecer os pontos fracos da empresa

Como visto, é possível encontrar brechas que pedem por melhorias no seu plano de negócios. Dessa maneira, a sua empresa chega ao mercado com menos falhas e muito mais força, permitindo um ótimo desenvolvimento. 

É interessante destacar que os pontos fracos da empresa, quando não recebem a devida atenção, podem gerar uma série de prejuízos, tanto no que diz respeito às finanças quanto à reputação no mercado. Por esse motivo, é importante mantê-los sob controle antes de dar início ao negócio. 

Reduz riscos

Mais uma das vantagens de utilizar a análise SWOT durante a fase de planejamento de abertura da empresa, é a redução de riscos. Vale ressaltar também que diminuir as chances de um investimento dar errado é essencial para que a empresa continue tomando decisões assertivas. 

Contribui para a definição de metas

Quando o negócio tem objetivos bem definidos, todos os processos internos se voltam para a realização dessas metas. Desse modo, é possível conquistar resultados mais expressivos e trabalhar de acordo com planejamentos bem elaborados

Ao identificar as forças e fraquezas de uma empresa, você consegue definir metas para aplicar melhorias e incrementar o plano de negócio. Quanto mais engajadas forem essas ações, maiores as chances de conquistar o sucesso logo nos primeiros anos. 

Garante um planejamento mais estratégico

O planejamento deve ser uma das principais preocupações na hora de montar uma empresa. Afinal, quanto mais estratégias forem lançadas, mais oportunidades o empreendimento tem de alcançar os resultados esperados e de marcar presença no mercado. 

No entanto, é essencial que essas táticas estejam adequadas para o nicho de atuação e para o tipo de negócio. Por esse motivo, é fundamental conhecer a empresa para alinhar os planos com a proposta organizacional. 

Entendeu por que a análise SWOT é uma ferramenta tão utilizada no mundo dos negócios? Como você viu, dar atenção a alguns conceitos-chave é uma excelente saída para montar um planejamento eficiente e garantir o sucesso das ações da sua empresa, independentemente do tempo e da posição da marca no mercado. 

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Livro caixa: o que é e dicas de como preencher

Livro caixa: o que é e dicas de como preencher

Caso você possua um negócio, certamente já ouviu falar no livro-caixa. Trata-se de um documento que auxilia o setor contábil a acompanhar os fluxos financeiros, como entradas e saídas de caixa, além de facilitar a escrituração contábil — registro dos processos administrativos da empresa. 

Seja mantida no papel ou por meio de uma ferramenta online, o fato é que esse procedimento é fundamental para controlar tudo o que acontece com o capital do seu empreendimento. Assim, fica mais fácil garantir a saúde financeira e, consequentemente, o sucesso do negócio. Continue acompanhando o conteúdo a seguir e aprenda mais sobre o assunto!

Qual a utilidade de um livro-caixa?

Conforme mencionado acima, o livro-caixa serve para contabilizar as entradas e saídas financeiras do seu negócio. Nesse sentido, é indispensável que o setor contábil tenha armazenado todas as informações sobre pagamentos de conta de água, energia, telefonia e gastos com fornecedores e colaboradores

Além disso, vale destacar a necessidade de guardar os comprovantes de qualquer transação financeira, a fim de facilitar a manutenção do livro. Todo esse controle pode parecer trabalhoso, mas é crucial para evitar problemas de DRE (Demonstração de Resultados), por exemplo, ou complicações na hora de fazer o balanço patrimonial da instituição. 

Qual a importância de ter um livro-caixa?

Agora que você tem uma noção geral sobre o objetivo desse documento, vamos detalhar sua importância para qualquer negócio. Veja mais abaixo.

Fazer o controle de pagamentos e recebimentos

Como você viu nos tópicos anteriores, ter um registro físico ou virtual de tudo o que entra e sai dos cofres da empresa é essencial para manter sua saúde financeira. Além disso, ao ter um controle das finanças, fica mais fácil descobrir quais setores do negócio precisam economizar recursos, por exemplo. 

Uma organização opera sob inúmeros processos corporativos que são difíceis de acompanhar sem a devida organização e, alguns deles, podem não trazer tantos benefícios como esperado. 

Acompanhar o balanço mensal

Depois de registrar toda a movimentação financeira da empresa, você poderá fazer o balanço mensal com mais clareza. Como as informações de rendimentos brutos e gastos estão descritas no documento, é possível identificar o desempenho do negócio em um determinado mês e, caso necessário, tomar medidas preventivas. 

Facilitar a comunicação com órgãos competentes

Outra função importante do livro-caixa é que sua existência agiliza o processo de prestar contas à Receita Federal. Sem esse documento, você terá que buscar todas as informações contábeis da sua empresa ao longo de um ano manualmente. Mas, ao ter esse registro, todos os dados estarão reunidos em um só lugar, evitando quaisquer problemas fiscais. 

Quais empresas devem manter um livro-caixa?

No geral, qualquer tipo de negócio deve manter um livro caixa sempre atualizado. Porém, essa medida costuma ser facultativa para alguns negócios e obrigatória para outros. Segundo a Lei 9.317/96, todas as empresas optantes do Simples Nacional são obrigadas a ter esse registro, seguindo as normas estabelecidas pela legislação. 

Como é a estrutura e o preenchimento de um livro- caixa?

Depois de entender mais a fundo a importância e a função de um livro-caixa, chegou a hora de você saber como preenchê-lo corretamente. Mas, antes vamos falar sobre a estrutura do documento; alguns dados precisam ter uma coluna inteiramente dedicada. São eles:

  • data do registro: representa a data dos recebimentos;
  • histórico: apresenta as informações do fluxo financeiro em si. Indique se a transação consiste em uma entrada ou saída;
  • entradas e saídas: é necessário criar colunas separadas para os diferentes valores. Tudo o que entra deve estar agrupado em uma coluna e tudo o sai deve estar em outra;
  • saldo atual: informa o saldo atual da conta em questão — saldo anterior + crédito – débito;
  • anotações: espaço reservado para eventuais anotações extraordinárias. 

Depois disso, você deve realizar a escrituração do documento. Esse processo costuma ser dividido em três etapas, que podem ser conferidas a seguir.

  1. Termo de abertura: deve conter informações sobre a finalidade do documento, dados essenciais do negócio — endereço, CNPJ e outros. Também é necessário indicar o número de folhas, a data e, por fim, a assinatura;
  2. Folhas de escrituração: deve indicar os registros de entrada e saída de capital. O recomendado é preencher essas informações em ordem cronológica; 
  3. Termo de encerramento: trata-se da última página. Nesse espaço, deve-se repetir as informações da página inicial, bem como a assinatura do responsável. 

Feita a estruturação do livro-caixa corretamente, preenchê-lo é a parte mais fácil. Existem apenas duas recomendações para tornar o documento ainda mais organizado. Uma delas é incluir as informações em ordem cronológica, a fim de facilitar a localização de dados específicos futuramente. 

A outra dica é registrar todas as movimentações financeiras, por mais banais que sejam. Manter esses dados armazenados te dará uma noção mais realista sobre a situação do seu negócio. Para não errar, crie o hábito — e eduque sua equipe contábil — de anotar qualquer transação somente após o recebimento ou saída. Assim, evita-se eventuais erros gerados por falta de atenção. 

Qual a diferença entre livro-caixa e fluxo de caixa?

Agora que você já sabe como manter um livro caixa, deve estar se perguntando se esse documento está relacionado ao fluxo de caixa. Muitos empreendedores ainda confundem essas duas particularidades do setor contábil, que são coisas completamente diferentes. 

Como deixamos claro, o livro-caixa é um documento físico que reúne os recebimentos e pagamentos feitos pela empresa em um determinado período. Já o fluxo de caixa consiste em todas as transações financeiras, além das entradas e saídas, como investimentos, financiamentos, atividades operacionais, entre outros. Sua função é conferir uma visão geral do negócio, ou mesmo proporcionar previsões futuras. 

Manter um livro-caixa é extremamente importante para o êxito de qualquer negócio, bem como sua saúde financeira. Além disso, vale reforçar que apenas as empresas sob o regime Simples Nacional são obrigadas a manter esse documento atualizado, mas a recomendação fica para todas as instituições. 

Se você gostou do conteúdo e se interessa por assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!

Gestão 4.0: o que é e qual sua importância para seu negócio?

Empresas modificam seus modelos de negócio conforme a sociedade evolui, bem como os fatores ligados a ela. Um deles é a tecnologia, que nos apresenta inovações todos os anos, transformando até mesmo os hábitos de consumo. Nesse sentido, o contato entre público e empresa aumentou, proporcionando uma nova forma de gerir empreendimentos: a gestão 4.0.

Com novos recursos digitais, automatização de processos e maior proximidade com os clientes, esse modelo de gestão empresarial mostrou que, hoje, é necessário bem mais do que apenas as práticas tradicionais para manter uma companhia competitiva. Quer saber como impulsionar seus negócios com essa nova gestão? Acompanhe o artigo a seguir!

Entenda seu conceito e sua importância

Esse conceito surgiu a partir da Indústria 4.0. Os avanços tecnológicos, as mudanças nos processos de produção, atividades operacionais e no posicionamento do mercado impactou diversos segmentos profundamente. Assim, esse modelo de gestão se baseia no dinamismo necessário que toda empresa deve ter para se manter relevante em um cenário cada vez mais competitivo.

Como dissemos inicialmente, o comportamento do consumidor está em constante transformação. Atualmente, focar somente em um produto ou serviço já não é mais suficiente para satisfazer o público; é preciso entregar uma experiência mais rica, que inclui atendimento eficaz, comunicação adequada e relacionamento mais próximo.

Conheça os pilares desse modelo de gestão

Por trás de cada estratégia adotada pela empresa, deve haver uma razão que justifique seu uso. Nesse sentido, é importante que o empreendimento compreenda os pilares da gestão 4.0 para que sua aplicação traga resultados positivos concretos. Dessa forma, é fundamental que a organização construa seu novo alicerce em modelos de negócio focados no cliente.

Automação de processos

Por ser altamente influenciada pela tecnologia, a automação de processos foi o fator que mais apresentou avanços nos últimos anos. Hoje, vemos softwares realizando desde tarefas simples até análises complexas que baseiam inúmeros processos de decisão. Por isso, caso a empresa deseje acompanhar esses avanços, é essencial adotar a automação em algum nível — controle de fluxo de caixa, emissão de notas fiscais etc.

Relacionamento com o cliente

Como você viu mais acima, o relacionamento com o cliente é um dos pilares que apoiam esse novo modelo de gestão. Desde as estratégias de marketing até a qualidade dos produtos fabricados são pensados para satisfazer o público. Para isso, as empresas devem estar preparadas para integrar seus canais de comunicação.

Integração da comunicação

Consumidores hoje estão bastante exigentes, além de serem omnichannel — presentes em todos os canais de comunicação — são bem ágeis para tomar decisões de compra. Isso acontece porque ele sabe utilizar a internet muito bem para encontrar as melhores experiências e preços. Desse modo, uma das formas de implementar a gestão 4.0 na organização é respeitando seu pilar de integração dos canais de vendas e comunicação.

Análise de dados

Atualmente, os dados são vistos como o “novo petróleo” e não é por acaso. Na Indústria 4.0, eles sustentam inúmeros processos de produção, planejados para demandas específicas. Nesse sentido, é fundamental que as empresas que desejam se encaixar nesse novo cenário, saibam coletar esses dados para gerar insights.

Processo virtuais

Como a Indústria 4.0 se baseia em conceitos como a IoT (Internet das Coisas) e a transformação digital, também absorve seus processos e ferramentas. Um ótimo exemplo disso são as organizações que, antes de lançar um produto no mercado, realizam testes com MVP (Mínimo Produto Viável) — versão mais “enxuta” do produto final.

Confira as vantagens da gestão 4.0 para o negócio

Qualquer instituição que resolve adotar esse modelo de gestão confirma que está pronta para enfrentar as novas exigências do mercado. Incorporar a tecnologia e otimizar seus processos para suprir as demandas dos clientes, traz inúmeros ganhos a longo prazo, que vão desde o aumento da competitividade até a maiores possibilidades para inovação. Confira outros benefícios abaixo.

Maior competitividade

Ao tirar proveito da tecnologia e seus recursos, muitas empresas perceberam que podem elevar seu potencial de crescimento. Aquelas que conseguiram se adaptar à gestão 4.0 viram os benefícios de utilizar uma atuação estratégica, que permite se posicionar com mais força no mercado. O resultado é uma companhia cada vez mais sólida, que sabe o que precisa melhorar para fortalecer suas qualidades.

Proximidade com a inovação

Por falar em melhorias, essa é uma das consequências de adotar esse modelo de gestão. No mercado atual, é praticamente impossível alcançar novos ares sem inovar e aprimorar serviços, produtos e processos. Por isso, a empresa passa a desenvolver a cultura da inovação internamente.

Atuação estratégica

Quando a organização passa a seguir os moldes da Indústria 4.0, assume que está preparada para atuar de forma estratégica. Isso significa agir conforme objetivos que direcionarão os esforços dos colaboradores para atingir metas, que levarão a empresa a se desenvolver de forma geral.

Gestão baseada em dados

Outro benefício da gestão 4.0 é que ela favorece o trabalho baseado em dados, pré-requisito para qualquer empresa ligada à era digital. Acompanhar tais informações permite descobrir as preferências dos consumidores, por exemplo, aumentar as vendas ou mesmo fazer a gestão de perdas. 

Veja como impulsionar sua empresa por esse modelo

De acordo com o livro Management 4.0: Cases and Methods for the 4th Industrial Revolution, estamos vivenciando a “revolução do consumidor”. Isso se baseia em conceitos como a IoT, que inclui a presença da tecnologia não só no ambiente profissional, como nas relações de consumo. Assim, para que a empresa consiga acompanhar a evolução da gestão 4.0, ela precisa se digitalizar o quanto antes. Sem isso, jamais poderá pensar em um futuro para a organização.

Conforme você viu por aqui, qualquer empresa que deseja se manter relevante no mercado, precisa adotar a gestão 4.0. Afinal, é por meio dela que a organização conseguirá as ferramentas para acompanhar as evoluções do seu setor e se adaptar às demandas dos consumidores, cada vez mais exigentes.

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papel do contador

Qual o papel do contador e como ele pode auxiliar no crescimento da sua empresa?

Gerenciar um negócio é sempre algo desafiador, sobretudo se considerarmos o grande número de dados envolvidos na operação e que estamos em um país repleto de boas oportunidades, mas muito burocrático. Por isso mesmo, é muito interessante entender qual o papel do contador e como ele pode auxiliar no crescimento da sua empresa.

Tal profissional pode ser de suma importância para oferecer melhor embasamento na tomada de decisão e também para manter a organização em sintonia com as exigências da nossa lei, evitando problemas jurídicos e eventuais dores de cabeça no futuro. Continue lendo e descubra como fazer isso!

Como o contador pode ajudar na estratégia da sua empresa?

Antes de mais nada, você precisa saber que, no Brasil, todas as empresas precisam de um contador de acordo com a lei, com a exceção de microempreendedores individuais. Isso ocorre porque o Novo Código Civil exige que o negócio conte com um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração e nos resultados econômicos.

Por isso, o profissional habilitado em ciências contábeis é indispensável, desde o momento de abertura, ajudando nas escolhas e trazendo mais segurança, especialmente em um país com uma carga tributária tão diversa e uma tremenda variedade de impostos, dificultando que as obrigações trabalhistas e fiscais permaneçam em dia.

Em quais atividades o contador pode ajudar?

O contador pode ser responsável por diversas ações dentro de uma empresa. No momento de abertura, por exemplo, ele ajuda a decidir pelo enquadramento mais adequado de regime tributário. Já com a operação em andamento, é esse profissional que faz a manutenção dos livros contábeis, planejamentos e certifica as obrigações fiscais.

Outro ponto no qual a contabilidade é essencial é para evitar o pagamento indevido de impostos que estejam fora da classificação de atividades do negócio. O profissional de ciências contábeis também ajuda a organizar o orçamento, reduzindo os riscos de formação de dívidas e eventuais complicações com o Fisco.

Como contratar um bom contador?

Agora que você já viu como o contador pode ajudar na estratégia da sua empresa e algumas das suas principais funções dentro do negócio, é bem provável que você esteja considerando a contratação de um profissional do ramo, tanto para melhorar a sua operação quanto para ficar em sintonia com a lei. Veja abaixo algumas dicas para isso.

Considere as necessidades da empresa

O primeiro passo para contratar um bom contador é considerar as necessidades da empresa. Como você viu, não há exigência legal para que o microempreendedor individual contrate um profissional do ramo, mas o fato é que, mesmo que você seja um MEI, essa pode ser uma ajuda essencial para não se endividar, evitar dores de cabeça, fazer um plano de negócios e muito mais.

Nesses casos, inclusive, um contador online pode ser uma excelente alternativa, que proporciona uma série de vantagens. Ele será uma peça estratégica, executando desde os processos mais simples aos mais complexos, facilitando sua vida e dando um valioso suporte para resolver suas dúvidas e agregar valor à organização.

Use as indicações de clientes e parceiros

Outro passo importante para contratar um bom contador é usar as indicações de clientes e parceiros. É bem provável que outras pessoas que atuem no seu segmento já tenham feito uso dos serviços de um profissional ou empresa do ramo, podendo oferecer informações relevantes em termos de credibilidade e competência.

Outra opção interessante é realizar pesquisas pela internet, analisando referências profissionais antes de buscar os valores e formalizar um contrato. Lembre-se que, por conta da tecnologia, vocês não precisam estar localizados na mesma cidade e tudo pode ser feito de forma digital, desde que o suporte seja adequado.

Verifique a formação profissional

Não importa se você está pensando em contratar um contador ou uma empresa de contabilidade: eles precisam ter uma formação adequada para prestarem o serviço, além dos registros nas devidas instituições do setor. Somente assim eles estarão habilitados a auxiliar sua empresa na gestão fiscal e na responsabilidade de envio dos dados à Receita Federal.

Pensando em um especialista, ele deve contar com um diploma válido de nível superior no curso de Contabilidade ou Ciências Contábeis, além de estar registrado no CRC (Conselho Regional de Contabilidade) estadual. As empresas que oferecem serviços contábeis também são obrigadas ao registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade.

Contador online ou tradicional?

A modernidade trouxe mais opções para quem deseja ter segurança nas operações fiscais, contábeis e tributárias da empresa. Nesse contexto, o contador online pode ser uma alternativa ao tradicional. Os escritórios que funcionam digitalmente cumprem as mesmas obrigações e podem assumir as mesmas responsabilidades que os físicos.

A grande diferença é que os contatos e atendimentos ocorrem remotamente, por meio de uma plataforma própria, onde você pode encaminhar mensagens e/ou e-mails. Além disso, são oferecidas ferramentas que facilitam a rotina, como softwares para emissão de notas, funcionalidades de cálculos de impostos, envio virtual de documentos, e muito mais.

Você receberá notificações na sua caixa de entrada, permitindo um excelente controle de prazos e movimentações. Levando em consideração que o serviço será prestado online, com ações automatizadas e escaláveis, o contador online consegue oferecer preços mais acessíveis, adaptados às suas necessidades e pagos todos os meses.

Contador terceirizado ou na empresa: qual é melhor?

Ter um contador na empresa pode ser uma opção interessante para instituições de grande porte. No entanto, o fato é que a qualificação de profissionais ou escritórios de contabilidade online e terceirizados é absolutamente a mesma, com os devidos registros e autorizações efetivadas no Conselho Regional de Contabilidade estadual.

Por isso, terceirizar esse setor pode ser uma escolha bastante interessante para o seu negócio, permitindo manter um alto padrão de qualidade, mas conquistando mais economia, agilidade e praticidade na sua gestão. Você fica em dia com o seu planejamento, obrigações fiscais e trabalhistas, mas sem ter que minar o seu orçamento para isso!

Como você pôde ver, o papel do contador é crucial para o sucesso do negócio. Com a plataforma da Contabilivre, você ganha agilidade, praticidade e qualidade de serviços de escrita contábil e fiscal, através de uma plataforma extremamente intuitiva e fácil de se utilizar, organizando suas guias e notas fiscais de maneira simples e altamente eficiente.

Gostou de aprender o papel do contador e como ele pode auxiliar no crescimento da sua empresa? Quer terceirizar o serviço com uma solução moderna e com alta credibilidade no segmento? Então, não perca mais tempo e entre em contato conosco!

o que é natureza jurídica

O que é natureza jurídica? Entenda quais são e como escolher

Iniciar a empreender no Brasil e abrir sua própria empresa, costuma ser um processo complicado, com uma série de regras e exigências feitas pelo poder público. Felizmente, essa realidade vem mudando, mas ainda demanda certas definições relevantes. Por isso, preparamos um post explicando o que é natureza jurídica e como eleger a mais adequada.

Para fazer isso da melhor maneira, basta compreender adequadamente do que se trata e entender qual a melhor opção para o seu negócio, de acordo com as características relacionadas ao seu segmento, classificações e objetivos. Quer aprender mais sobre esse assunto tão relevante? Então, continue lendo o artigo!

O que é natureza jurídica?

A natureza jurídica é uma espécie de classificação pela qual se determina a categorização e estrutura de uma empresa, definindo exigências e normas que terão que ser obedecidas pelos sócios. Ela deve estar em consonância com o porte, a composição do quadro societário, o plano de negócios , o valor do capital social e a própria finalidade da entidade. 

É fundamental ressaltar que a natureza jurídica não possui relação direta com o porte de uma empresa. A mesma possui relação de como a instituição será gerida e, por exemplo, se será por um sócio ou mais, e qual será a atuação que esse sócio terá na organização. Sendo assim, quando uma organização está em fase de abertura, ela precisa, obrigatoriamente, se enquadrar em uma das naturezas jurídicas disponíveis na legislação brasileira. Isso é importante também para o Governo, tendo em vista que facilita o controle e ajuda na fiscalização dos empreendimentos que atuam em território nacional.

Agora que você já descobriu o que é natureza jurídica e está mais familiarizado com o conceito, a seguir, vamos esclarecer quais são as principais opções disponíveis atualmente no Brasil e suas características, de forma que você ganhe mais embasamento para uma melhor tomada de decisão na hora de escolher a natureza jurídica mais adequada para seu negócio. Confira.

Quais os tipos de natureza jurídica?

EMPRESÁRIO INDIVIDUAL 

O empresário individual constitui uma natureza jurídica na qual o empreendedor atua sozinho, ou seja, não possui sócios no negócio. Tal opção conta com algumas peculiaridades, dentre as quais está o fato de o nome empresarial ser o mesmo nome do empresário (que pode ser abreviado, exceto o último sobrenome e você pode incluir alguma palavra que conste na CNAE da empresa).

Outro ponto é que as eventuais dívidas podem ser garantidas pelo seu patrimônio pessoal, ou seja,o patrimônio do empresário, se mistura com o da empresa. Além disso, a atividade tem que ser desempenhada por ele, embora seja permitido contar com funcionários que ajudem na sua execução.

EIRELI

EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), é uma natureza jurídica com requisitos mais específicos, sendo uma opção para quem deseja atuar sozinho e sem participação de sócios.

No entanto, como exigência, era obrigatório o investimento com capital social relativamente elevado, que fosse equivalente a, no mínimo, cem salários-mínimos vigentes. Por outro lado, esse poderia ser um aspecto positivo, especialmente na proteção dos bens pessoais, pois o patrimônio do dono ficava separado do empresarial. 

Recentemente essa natureza jurídica foi extinta, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Sociedade Simples 

A natureza jurídica de Sociedade Simples tem características bastante específicas e é mais voltada para empresas prestadoras de serviços, que são formadas por dois ou mais sócios do mesmo ramo. Via de regra, é uma escolha comum para profissionais de formação técnica, como cooperativas de médicos, dentistas, contadores e assim por diante.

Além disso, os próprios sócios exercem a atividade para qual a sociedade se dedica, e podem ingressar diretamente com a prestação de serviço, sem demandar capital em bens ou contribuição financeira.

Sociedade Empresária Limitada

LTDA é mais uma sigla bastante recorrente no mundo empresarial e quer dizer Limitada. Trata-se de uma natureza jurídica na qual a responsabilidade dos sócios é, como o próprio nome já diz, limitada às suas cotas de participação. Na prática, isso quer dizer que o patrimônio pessoal não se mistura ao empresarial. 

A constituição deve ser feita por duas ou mais pessoas, que definirão o capital social coerente com as atividades desenvolvidas.

Sociedade Limitada Unipessoal 

A SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) foi criada para empresas que possuem somente um sócio e possui a vantagem do patrimônio pessoal não se misturar ao da empresa. Além disso, outro ponto é que diferente da extinta EIRELI, o capital social exigido não possui um alto valor. 

 Sociedade Anônima

As sociedades anônimas, também conhecidas pela famosa sigla S/A, é um tipo de natureza jurídica que não atua com sócios e cotas, mas sim acionistas e ações. É uma opção para quem deseja uma empresa em sintonia com o mercado financeiro, pois é permitido que se vendam e comprem ativos da instituição livremente.

Por isso, esse acaba sendo o regime de escolha de muitas grandes corporações, por exemplo. Existem duas modalidades dentro das sociedades anônimas: as de capital aberto, estão disponíveis na bolsa de valores, e as de capital fechado, nas quais as transações são exclusivas apenas para quem for “convidado” ou então para os acionistas já envolvidos.

Qual a importância de escolher a natureza jurídica adequada?

A escolha da natureza jurídica adequada é imprescindível para evitar problemas com órgãos públicos, além de ser essencial para uma boa administração financeira e tributária. É por meio da natureza selecionada que serão estipuladas as regras e obrigações, bem como os direitos e deveres do empreendedor e da empresa.

No entanto, você precisará considerar os objetivos, quadro societário, capital social mínimo e diversos outros pontos para formalizar o seu negócio. Nesse contexto, o apoio de um serviço de contabilidade pode ser fundamental, de forma a se manter em sintonia com a legislação brasileira e fazer o enquadramento correto para as suas necessidades.

Como você pôde ver, a escolha da natureza jurídica adequada é algo indispensável, que vai impactar na sua gestão e no seu orçamento e também nas exigências públicas que serão feitas ao seu empreendimento. 

Gostou de aprender o que é natureza jurídica? Quer aumentar os seus conhecimentos? Então, não deixe de conferir nosso outro conteúdo “Como abrir uma empresa: o guia completo para se tornar um empreendedor”!

alterar cnae mei

Precisa alterar a CNAE do seu MEI? Aprenda como!

Você sabia que ao abrir uma microempresa individual você não precisa se manter no mesmo ramo enquanto ela estiver funcionando? É possível alterar a CNAE do MEI mantendo o mesmo CNPJ, ou seja, sem a necessidade de fechar uma empresa para abrir outra.

Essa é uma ação que facilita bastante a vida do microempreendedor que deseja começar a atuar em outro segmento, ou acrescentar atividades em seu MEI. Também é muito importante manter essas atividades regularizadas.

Se você está precisando fazer essa alteração, vai gostar de saber que o processo é muito fácil. É possível realizá-lo pela internet e nem sempre é necessário buscar a ajuda de especialistas. Para simplificar ainda mais, preparamos este conteúdo com um passo a passo mostrando como você pode fazer a alteração da CNAE do seu MEI. Acompanhe!

O que é CNAE?

Uma das principais informações que precisam ser fornecidas no cadastro de uma microempresa individual é a área de atuação, ou seja, a CNAE. Essa sigla significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

A CNAE é um código que contém sete dígitos. Ela indica qual é o ramo de atuação do microempreendedor individual, no entanto, não é uma classificação exclusiva para esse tipo de negócio. Categoriza, também, empresas maiores, privadas e públicas, profissionais autônomos e organizações sem fins lucrativos.

Qual a diferença entre CNAE e código de serviço?

É importante não confundir a CNAE com o código de serviço. Como você viu, a CNAE é um tipo de classificação que indica qual é o ramo de atuação de uma determinada empresa; quanto ao código do serviço, ele tem relação com as notas fiscais que são emitidas de acordo com os serviços que foram prestados.

Quando o MEI prestar um serviço, ele precisa fazer a emissão da nota declarando nela qual atividade ele exerceu. Então, ele utiliza o código de serviço indicado pela prefeitura para manter a regularidade das atividades e das notas.

É possível alterar a CNAE?

Pode acontecer de o microempreendedor decidir mudar o seu foco principal de atuação, seja para buscar melhores oportunidades ou por ter escolhido uma atividade errada na hora de abrir a sua empresa.

Em ambos os casos não existe necessidade de baixar um CNPJ para abrir outro com a CNAE correta. É possível manter esse número de registro da empresa e fazer a alteração apenas da atividade principal que ela exerce.

Essa é uma ação bastante simples que requer apenas um ajuste no cadastro do MEI. Inclusive, ele pode acrescentar outras CNAEs se assim desejar. Isso porque na abertura do MEI precisamos definir uma atividade principal, que será aquela que constará na maioria das notas.

Além da possibilidade de alterar a atividade do MEI, é possível ter CNAEs secundárias. Elas são referentes a serviços prestados de forma ocasional e que servem como apoio para as atividades exercidas pela empresa.

Caso a empresa já tenha várias atividades atreladas ao seu CNPJ, pode, por exemplo, alterar a CNAE do MEI colocando uma secundária no lugar da principal. São pequenas adequações feitas no cadastro que possibilitam a regularização dos serviços oferecidos.

Da mesma forma como podemos adicionar atividades, é possível retirar algumas do cadastro. Isso pode acontecer quando elas estão inadequadas e não se relacionam com a atividade principal, por exemplo.

Como alterar a CNAE passo a passo?

Como você viu, é possível alterar a CNAE do MEI de diferentes formas. Podemos mudar o ramo de atuação da empresa, definir uma nova atividade principal entre aquelas já selecionadas, acrescentar novas atividades ao CNPJ ou retirar aquelas que não serão mais utilizadas.

O processo para fazer essas alterações é o mesmo. A seguir, criamos um passo a passo simples para que você possa fazer essa mudança em sua empresa.

Passo 1

Para alterar a CNAE do MEI, primeiro você precisa acessar os dados cadastrais da sua empresa entrando na plataforma gov.br e clicar em “Solicitar”. Para acessar o sistema você precisará colocar o seu login e senha, e logo após informar o código do Simples Nacional.

Passo 2

Confira os seus dados e faça as mudanças que deseja. Você vai estar dentro do cadastro do MEI, então, também é possível alterar o nome fantasia, o telefone, endereço e uma série de outras informações.

Passo 3

Quando chegar à lista de atividades, basta procurar aquela que deseja acrescentar como sua atividade principal. Você verá uma pequena lista com as CNAEs que já estão atreladas ao CNPJ e ali pode excluir aquelas que não deseja mais.

Passo 4

Depois que já tiver inserido ou excluído todas as CNAEs que deseja, basta salvar os dados cadastrais e imprimir o seu certificado atualizado. Para imprimir o CNPJ é preciso entrar no site da Receita Federal.

Não se esqueça de que, ao alterar sua atividade principal, pode ser que o código de serviço que você usa em suas notas fiscais deva ser alterado. Como dito, vai depender do município no qual você tem o MEI aberto.

Sendo assim, é importante entrar em contato com a prefeitura no setor que dá suporte para o microempreendedor, informar a situação e esclarecer as dúvidas, se é possível manter o código que já foi registrado ou se haverá necessidade de alterá-lo também.

Caso seja necessário fazer essa alteração, a prefeitura vai informar quais são os trâmites para fazer essa mudança. Haverá alguns documentos que precisam ser preenchidos e levados até o setor responsável, para alterar o seu cadastro na plataforma que faz a emissão das notas fiscais eletrônicas.

Como você pode ver, alterar a CNAE do MEI não é um processo tão complexo, inclusive porque pode ser feito pela internet. No entanto, se você tiver dúvidas, dificuldades ou não sentir segurança para realizar essa ação por conta própria, procure o auxílio de um escritório de contabilidade.

Vale conversar com um especialista para ajudar na identificação da CNAE mais adequada para a atividade que você quer exercer. Assim, pode fazer a sua inscrição municipal e o seu cadastro na nota fiscal eletrônica de forma definitiva, sem a necessidade de novas mudanças.

Lembrando que todo esse processo de alterar a CNAE do MEI pode ser feito pelo contador, sem que você tenha nenhuma preocupação com isso. Ter esse suporte é uma segurança a mais para que tudo seja feito do jeito certo, e a sua empresa esteja totalmente regularizada para a Receita Federal e a prefeitura do seu município.

Contar com um especialista em contabilidade é muito importante porque existem outros detalhes que exigem atenção. Veja como esse serviço pode ajudar o seu negócio.

Agora que você já sabe como é fácil realizar a alteração da CNAE, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro dessas e outras novidades sobre empreendedorismo, contabilidade e tecnologia!

como conseguir capital de giro

Como conseguir capital de giro? Confira 5 opções

Qualquer empresa que esteja operando no mercado atual, independentemente do seu ramo ou segmento, precisa estar pronta para enfrentar as oscilações da economia e contar com reservas financeiras para superar eventuais imprevistos. Pensando nisso, entender o que é e como conseguir capital de giro pode ser muito importante.

Felizmente, existem algumas opções para isso, bem como atitudes estratégicas e ações pontuais que podem contribuir não apenas para angariar recursos, como também para a redução de despesas e até a otimização dos processos internos. Continue lendo e descubra como fazer!

O conceito de capital de giro

O capital de giro é um conceito extremamente importante para empresas e empreendimentos de qualquer porte, uma vez que pode ajudar a garantir a sobrevivência do negócio, sobretudo em momentos difíceis financeiramente. Ele está relacionado com os valores que podem ser usados para custear e manter as despesas operacionais em dia.

Na prática, trata-se do resultado da diferença entre o dinheiro disponível e o que é gasto, seja com despesas fixas ou variáveis, necessárias para produção, comercialização ou prestação de serviços. O capital de giro, portanto, é uma reserva de rápida renovação, que pode ser direcionado para suprir as demandas da gestão econômica ao longo do tempo.

Como calcular o capital de giro necessário

Como dissemos, o capital de giro pode ser imprescindível para assegurar a continuidade do funcionamento da sua empresa, especialmente na adversidade. Por isso, você deve garantir a presença desse recurso no seu orçamento e no plano de negócios, de forma que possa sobreviver mesmo em períodos de baixa ou nos quais ocorreu alguma eventualidade.

Existem estratégias distintas para o seu cálculo e isso pode variar de acordo com o segmento. No entanto, uma fórmula simples é: CGL = AC – PC. CGL é o capital de giro líquido, quanto o AC se refere ao ativo circulante, que são o caixa, investimentos, contas a receber e outros recursos. Já o PC é o passivo circulante, ou seja, custos, fornecedores, empréstimos etc.

5 opções para conseguir dinheiro para ter um capital de giro

Agora que você já está mais familiarizado com o conceito de capital de giro e viu que ele é extremamente necessário para assegurar a sobrevivência de uma empresa, capitalizando suas operações em momentos de crise ou antes do recebimento de ativos, vamos enumerar algumas opções para que você conte com tal recurso em seu negócio. Confira.

1. Faça um planejamento financeiro

O primeiro passo para conseguir dinheiro para ter um capital de giro é fazer um bom planejamento financeiro. Inclusive, se isso não faz parte do plano de negócios da sua empresa, você já está atrasado. Afinal, é uma ferramenta importante não apenas para estruturar todas as entradas e saídas, mas também para embasar suas tomadas de decisão.  

Com isso, você ganha uma visão mais ampla do negócio, assegurando caminhos mais tranquilos e ações mais acertadas, inclusive em momentos complicados. Somente dessa maneira você conseguirá juntar recursos para compor esse fundo, que poderá ser utilizado quando houver um período de baixa ou imprevistos, garantindo suas operações.

2. Elimine despesas desnecessárias

Se você precisava de uma motivação a mais para eliminar despesas desnecessárias, a elaboração de um capital de giro para o seu negócio pode ser o que faltava. Ao cortar gastos e identificar os custos que podem ser eliminados mais facilmente, você previne futuras perdas de controle e conseguirá juntar um dinheiro a mais todos os meses. 

Dentro do contexto empresarial, isso pode ser feito de diversas maneiras, como pela promoção de sustentabilidade nas ações internas, com redução de contas de energia e similares. Também é crucial apostar no uso inteligente dos recursos humanos, alocando colaboradores de acordo com seus talentos e extraindo o melhor que podem oferecer.

3. Tenha um controle de estoque eficaz

Falando em eliminar despesas desnecessárias, você não pode abrir mão de um controle de estoque eficaz. Trata-se de um setor que, dependendo do seu segmento de mercado, pode ter uma enorme interferência sobre o capital de giro da sua empresa, fazendo com que seja indispensável atingir um ponto de equilíbrio nesse sentido.

Você pode fazer isso por meio de planilhas ou, de preferência, com alguma solução em tecnologia, como softwares de gestão. Ter itens parados por muito tempo, por exemplo, pode colocar o seu negócio em uma situação difícil em relação às finanças. Por outro lado, a falta de determinados artigos pode comprometer as vendas e, consequentemente, sua lucratividade.

4. Renegocie valores com fornecedores

Você ainda está precisando de dinheiro para a criação de capital de giro para a sua empresa? Pois renegociar com fornecedores pode ser imprescindível. Por mais desafiadora que seja essa tarefa, é a única maneira de conseguir preços melhores e mais competitivos, sobretudo quando vocês já possuem um bom relacionamento.

Tenha em mente que, se você realiza todos os pagamentos em dia, a tendência é que seus parceiros comerciais façam de tudo para manter a relação. Na prática, isso pode significar mais descontos, crédito e liberdade para negociar prazos. Por isso, foque em conseguir condições que colaborem para a estabilidade financeira do seu negócio.

5. Considere a antecipação de recebíveis

Por fim, para conseguir capital de giro, você pode cogitar a antecipação de recebíveis. Essa pode ser uma opção mais recomendada quando a sua empresa estiver em uma posição complicada ou em situações difíceis, como atrasos de salários dos colaboradores ou a necessidade de pagar alguma dívida que não pode ser negociada.  

Os empréstimos tradicionais e linhas de crédito poderiam ser uma alternativa, mas eles costumam ser mais burocráticos e demorados. Com a antecipação de recebíveis, o seu credor tem um menor risco de inadimplência, o que se reflete na redução das taxas de juros e melhores condições de pagamento.

Como você pôde ver, o capital de giro é essencial para sua empresa. Nesse sentido, o auxílio de um serviço de contabilidade é crucial, uma vez que ajuda a organizar financeiramente o negócio, evita multas por problemas com o Fisco, ajuda na tomada de decisões e reduz a burocracia na hora de conseguir crédito, como na antecipação de recebíveis.

Gostou de aprender como conseguir capital de giro? Quer contar com ajuda especializada para a sua contabilidade? Então, não perca mais tempo e entre em contato conosco!

o que é nire e para que serve

O que é nire e para que serve?

Ter o próprio negócio é algo com o qual muitas pessoas sonham. Afinal, isso representa certa independência financeira e abre, sem dúvidas, muitas portas para a vida profissional. O que poucas pessoas consideram antes de dar esse passo, no entanto, é a responsabilidade do processo.

Para nos tornarmos bons empreendedores, precisamos também focar em uma educação de qualidade. Ela envolve conhecimentos sobre gestão, finanças e, claro, termos relacionados a esse universo. Um bom exemplo é o NIRE.

Não sabe o que é NIRE? Ao longo da nossa conversa, explicaremos o que é essa sigla, qual é a sua importância para os negócios, como descobrir o seu número e muito mais. Além disso, daremos algumas dicas para tornar mais simples o processo de abertura da sua empresa. Boa leitura!

O que é NIRE?

A sigla NIRE corresponde ao Número de Identificação do Registro de Empresas. Ele é um cadastro emitido pela Junta Comercial dos estados brasileiros, sendo um comprovante de que a empresa em questão é válida e segue todas as normas estaduais e federais para o seu funcionamento.

De modo geral, o NIRE é composto por 11 números. Eles servem como um “documento de identidade” das empresas, e serão utilizados pelos órgãos competentes para identificá-las nos registros oficiais.

Você pode encontrá-lo de duas formas:

  •  No Contrato Social, Estatuto Social ou Certidões Simplificadas no caso das empresas registradas na Junta Comercial.
  •  No selo dos órgãos responsáveis (disponibilizados no ato do registro), no caso de empresas que foram registradas em cartórios ou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Como fazer a consulta do número do NIRE?

A consulta do número NIRE muda de Estado para Estado. Infelizmente, nem todos disponibilizam essa informação de maneira simplificada, mas em alguns casos a obtenção da numeração é bem intuitiva.

O primeiro passo para conseguir acesso a esse número é entrar no portal da Junta Comercial do seu Estado. Procure a sessão “pesquisar empresas” e preencha as informações solicitadas: razão social, CNPJ, entre outros.

Outra alternativa para consultar o NIRE é a partir da emissão do seu Certificado da Condição do Microempreendedor Individual (CCMEI), caso a sua empresa seja do tipo MEI. Neste documento, estarão presentes todas as informações da sua empresa, incluindo o número em questão.

Para obtê-lo, é simples. Você precisa acessar o Portal do Empreendedor, clicar na opção “Já sou MEI” e selecionar a alternativa “Emissão de Comprovante (CCMEI)”. Preencha os dados solicitados e pronto! Depois, o usuário é redirecionado para o download do arquivo em formato PDF.

No entanto, fique atento: os novos registros não têm a obrigatoriedade de conter essa informação, após a publicação da Lei n° 13.874/2019. Nesses casos, é necessário que o MEI solicite a informação à Junta Comercial.

Quais são as diferenças entre NIRE e Inscrição Estadual (IE)?

Esses termos costumam gerar muita dúvida entre os novos empreendedores. Afinal, qual é a diferença entre os conceitos acima citados?

A Inscrição Estadual corresponde a um número de cadastro no ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviço). É uma liberação para que a empresa possa funcionar dentro da unidade federativa em que a sede esteja implementada.

O NIRE, por sua vez, é um cadastro feito com a Junta Comercial. Seu objetivo é comprovar a existência da empresa.

Quais são os objetivos do NIRE?

Além de comprovar que a sua empresa realmente existe e está válida, o NIRE tem uma série de funções. A principal delas é possibilitar a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), com a Receita Federal Brasileira.

Em seguida, a partir da emissão do seu CNPJ, é possível obter a Inscrição Estadual em seu estado e garantir que os seus serviços estão liberados para serem prestados. Assim, você tem segurança e estabilidade, garantindo que não estará à mercê de fiscalizações ou outros problemas jurídicos com o seu empreendimento.

O NIRE também é fundamental para:

  • emitir notas fiscais;
  • participar de licitações;
  • preencher formulários para compra de mercadorias e muito mais.

Sendo assim, a emissão do NIRE é o pontapé inicial para que a sua empresa possa funcionar!

Como tornar o processo de abertura da empresa mais simples?

Para finalizar, é hora de conhecermos algumas dicas para facilitar o processo de abertura da sua empresa. Confira a seguir!

Saiba o que você realmente quer

O que você deseja para a sua empresa? Quais são os objetivos? Qual será o nicho? Como está o mercado? Qual é o seu público-alvo? Antes de qualquer passo, é fundamental que você tenha tudo isso bem definido. A elaboração de um plano de negócios é essencial para o processo.

Leia bastante sobre o assunto

Com tudo em mente, é hora de adquirir conhecimento. Ler sobre o assunto é uma das melhores formas de aprender. Ao abrir este artigo, você já se comprometeu em conhecer melhor os termos envolvidos no processo de abertura de empresas e já deu um grande passo rumo ao sucesso!

Escolha o seu tipo de empresa e os CNAEs corretos

Depois, é hora de determinar o porte empresarial em que sua empresa irá se enquadrar, como MEI, ME, EPP. Qual a natureza jurídica, como EI, Ltda, SLU, entre outros e os CNAEs corretos (atividades). Pesquise sobre cada um deles e descubra qual atende melhor às suas necessidades e particularidades!

Faça cursos, se possível

Outra maneira de aprender mais sobre o tema é fazendo cursos. Eles podem ser na área administrativa, na de finanças, em gestão ou em vários outros assuntos. Lembrando que você não precisa ser formado em uma graduação para empreender e que esses cursos podem ser feitos até mesmo online.

Busque ajuda, se necessário

Nenhum homem é uma ilha, certo? Por isso, muitas vezes, você precisará contar com alguma ajuda especializada para dar segmento ao seu propósito. Informe-se com as autoridades competentes e tire as suas dúvidas sempre que for necessário!

Conte com uma assessoria contábil

Por fim, não deixe de contar com a ajuda de uma boa assessoria contábil. O processo de abertura de empresas envolve muitos detalhes que podem passar despercebidos para quem não tem muita experiência no assunto. A boa notícia é que esse tipo de serviço pode ser oferecido inteiramente online, facilitando muito a sua vida.

Como podemos ver, o conceito de NIRE é simples, mas muito importante para quem tem uma empresa. Conhecer termos como esse é algo imprescindível para qualquer novo empresário. Você está no caminho certo, ou seja, se informando. Mas não pare por aí e continue na sua jornada de conhecimento!

Quer saber mais sobre assuntos muito importantes para quem vai abrir o próprio negócio? Confira outro artigo do nosso blog e saiba como calcular o custo de um funcionário. Boa leitura!

como calcular o custo de um funcionário

Como calcular o custo de um funcionário

Realizar a gestão de uma empresa não é nada fácil. Esse é um desafio apenas para os fortes, já que envolve muitos aspectos que não podem deixar de ser considerados quando o assunto é a construção de uma empresa de sucesso. Um deles é a importância de saber como calcular o custo de um funcionário.

O processo de contratação da equipe perfeita é iniciado bem antes da seleção dos funcionários. Ele começa na organização das finanças e na determinação dos custos envolvidos com a manutenção daquele profissional.

E então, que tal conhecer um pouco mais sobre a importância desse processo? Continue a leitura para descobrir quais são os principais gastos envolvidos com a contratação de um novo membro da equipe, além de conhecer também a importância desse passo no dia a dia da sua empresa!

Qual é a importância de saber os custos de um funcionário?

Assim como em qualquer área da nossa vida, a gestão financeira das empresas é algo imprescindível para a sua sobrevivência. Afinal, esse dinheiro será responsável por cobrir os gastos de manutenção do seu negócio e também por fazê-lo crescer, a partir de investimentos.

A contratação de um colaborador é sempre um investimento. Por isso, é fundamental que essa decisão seja tomada de maneira consciente, com a consideração do orçamento planejado.

Quanto custa um funcionário para uma empresa?

Sabemos que os colaboradores de uma empresa são fundamentais para a sua construção, participando no dia a dia dos negócios e doando o seu tempo e qualificação em busca dos resultados esperados e, claro, do reconhecimento do negócio e/ou marca.

Sendo assim, responder à pergunta do título é algo um pouco complicado. Afinal, estamos falando sobre um conceito subjetivo. Devemos, também, salientar que há uma grande diferença entre os termos “custo” e “valor”. O primeiro, normalmente, se refere à um gasto. O segundo nos fala sobre investimentos.

  • Algumas das características que fazem um colaborador ser um investimento para a empresa são:
  •  qualificação (cursos feitos por ele, experiência anterior, boas referências, entre outros);
  • exclusividade (o fato do profissional ser essencial para a realização daquele serviço);
  • competências (alguns profissionais são extremamente preparados, dominando soft e hard skills como ninguém).

Entre outros!

Por isso, é fundamental que os colaboradores sejam valorizados em suas remunerações, na oferta de benefícios e também no tratamento oferecido a cada um deles. Não se esqueça de que eles, assim como você, batalharam muito para chegar onde chegaram!

Como calcular o custo de um funcionário?

Quais são os valores atrelados à contratação de um profissional? Eles vão bem além da remuneração mensal! Continue a leitura e descubra quais são alguns dos principais.

Férias

As férias, oferecidas normalmente uma vez por ano, geram encargos de cerca de 11% para a empresa. Elas são um direito garantido aos trabalhadores de qualquer área, desde que atuem no regime CLT.

13º salário

Ainda falando sobre o CLT, o funcionário tem direito ao 13º salário, normalmente pago ao final de cada ano vigente. O valor pago é de uma remuneração extra. Os encargos, nesse caso, são de cerca de 8%.

FGTS

Com encargos de 8%, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é outro direito garantido aos trabalhadores do regime CLT.

Multa para rescisão

Além do FGTS, o empresário precisa arcar com multas de rescisão, caso o funcionário se desligue da empresa. Os cálculos para esses valores envolvem uma série de detalhes, já que é preciso levar em consideração o tempo de serviço, a remuneração e os outros direitos adquiridos pelo profissional.

Treinamentos

Uma das principais características das empresas de sucesso é a sua preocupação com a qualificação e atualização dos membros da sua equipe. Sendo assim, é de suma importância que o gestor invista em treinamentos frequentes, que também devem fazer parte dos cálculos de custo.

Benefícios ofertados

Além disso, é importante também levar em consideração o cálculo dos benefícios, como vale transporte, vale refeição, planos de saúde e muitos outros. Lembrando que a oferta desses serviços é uma importante ferramenta para a retenção de talentos, engajamento da equipe e, consequentemente, a redução dos custos com funcionários.

Folgas

As folgas são outro direito dos trabalhadores. No caso de funcionários que trabalham no dia de folga, há um cálculo específico de adicional além do valor que ele normalmente recebe por hora trabalhada.

Esses são apenas alguns exemplos de cálculos que devem ser feitos. Todos são bem complexos e com muitas variantes.

Como fazer a gestão de folha de pagamento tendo funcionários?

Com tantas informações, fica o questionamento: afinal, como fazer uma boa gestão da folha de pagamento? Essa é, novamente, uma pergunta que pode ter muitas respostas diferentes.

No entanto, a mais prática e realista de todas é: conte com ajuda especializada. Estamos falando sobre um processo muito complexo e que envolve o conhecimento sobre muitas áreas, algo que induz ao erro aqueles que não têm muita experiência no assunto.

E qual é o problema de errar nessas questões? A ineficiência do cálculo pode gerar sérios problemas para a empresa com a Justiça do Trabalho, além de prejudicar as finanças e o funcionamento dos processos internos do empreendimento.

Por isso, é sempre melhor prevenir do que remediar! Que tal contar com a ajuda na Contabilivre? Somos uma empresa altamente especializada no assunto, além de tratar da contabilidade de maneira digital, aliando a tecnologia à tradição nesses processos.

Alguns dos nossos diferenciais são:

  • atendimento personalizado e humanizado, com pessoas de verdade (não somos robôs!);
  • atendemos cidades de várias regiões do Brasil;
  • suporte completamente online;
  •  segurança e privacidade;
  •  redução dos custos da sua empresa com a contabilidade;
  • gama variada de serviços, todos com o objetivo de atendê-lo da melhor forma possível.

Como podemos observar, saber como calcular o custo de um funcionário é algo imprescindível para os negócios. Além de evitar problemas com a gestão, esse processo também otimiza a valorização do profissional. É, portanto, essencial para todos os que estão envolvidos na empresa!

Está pronto para levar essa teoria para a prática na sua empresa? Então, conheça melhor os serviços da Contabilivre e comece a trabalhar com a gente! Assim, a sua rotina será descomplicada e os resultados obtidos nos seus negócios se tornarão muito mais satisfatórios.

contrato social

Saiba o que é contrato social e como criá-lo na hora de abrir sua empresa

Se você está começando a empreender agora e pretende abrir sua própria empresa, é provável que já tenha se esbarrado com o termo “contrato social”. Na verdade, este é um documento essencial — sem ele, a sua empresa não existe oficialmente.

É nele também que se encontram todas as regras sobre o funcionamento da sua empresa — sócios, responsabilidades, entre outras. É por isso que a elaboração deste documento deve ser feita com bastante atenção.

Neste artigo, nós explicamos o que é o contrato social, quais tipos de empresa precisam dele e damos um passo a passo para você elaborar o seu. Confira!

O que é contrato social?

Podemos dizer que o contrato social de uma empresa é a certidão de nascimento do negócio. Ele estabelece o início e registra as principais informações sobre o funcionamento do empreendimento.

Neste documento constam informações como dados pessoais dos sócios, endereço da sede, atividade que a empresa executa, o capital investido no negócio, além dos direitos e deveres de cada sócio, entre outras — informações essenciais para a formalização da sociedade antes do início das operações.

Como todo ato constitucional, o contrato social tem certas formalidades. Isso quer dizer que a elaboração desse documento deve obedecer a alguns requisitos legais, que estão previstos no Código Civil — Lei nº 10.406/2002 —, do artigo nº 997 a 1.000.

Por que ele é tão importante?

A principal função do contrato social é formalizar uma sociedade perante o governo. A partir dele, o empreendedor adquire direitos como:

●     abrir conta-corrente jurídica;

●     emitir notas fiscais;

●     obter empréstimos, entre outros.

Vale destacar que o contrato social é realizado quando a empresa conta com dois ou mais sócios. Por isso, quanto mais minucioso ele for, menores serão as chances de surgirem disputas judiciais ou desentendimentos entre os sócios.

Quais tipos de empresa necessitam de um contrato social?

Apesar de o termo “contrato social” ser usado para caracterizar todos os contratos de constituição de empresas, cada natureza jurídica tem uma denominação específica para o documento — na verdade, o contrato social original está relacionado a empresas do tipo Sociedade Limitada (LTDA).

Sociedade Limitada (LTDA) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

Como dissemos, o contrato social original é o documento constituinte das empresas de natureza jurídica Sociedade Limitada (LTDA) — ou, mais recentemente, da Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Na LTDA, dois ou mais empreendedores se juntam para criar uma sociedade empresarial com responsabilidade limitada. Isso quer dizer que cada um dos sócios tem a participação no capital social e, em caso de falência, os bens pessoais deles são protegidos.

Já na SLU, um único empreendedor pode abrir uma empresa e formalizar o negócio por meio do contrato social, seguindo as mesmas regras.

Sociedade Anônima (S.A.)

Já a Sociedade Anônima (S.A.) se caracteriza por ter capital aberto e fragmentado, por isso, além de seguir as mesmas regras da LTDA e SLU, o contrato social inclui as ações da empresa. Ou seja, é necessário especificar a negociação e a divisão das ações da empresa no documento.

Empresário Individual (EI)

Para as empresas com natureza jurídica Empresário Individual — aquele que exerce uma atividade empresarial em nome próprio —, o contrato social tem o nome de Requerimento de Empresário. Trata-se de um formulário emitido pelo governo federal que funciona como substituto do contrato social padrão.

A principal diferença entre os dois é que o requerimento não permite alterações nem cláusulas extras. Além disso, o patrimônio empresarial não é separado do pessoal, e o empreendedor precisa abrir o negócio com capital mínimo de R$1mil.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), o contrato social tem a mesma função dos documentos que já citamos, mas recebe o nome de Ato Constitutivo. A principal característica desse documento é a adaptação às regras específicas dessa natureza jurídica — capital social mínimo de 100 salários-mínimos vigentes. Ao contrário do contrato do Requerimento de Empresário, o Ato Constitutivo permite a inclusão de cláusulas extras e pode ser alterado.

Porém, vale acrescentar que, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, essa natureza jurídica foi extinta, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Microempreendedor Individual (MEI)

Apesar de o MEI não ser definido como natureza jurídica — trata-se de porte empresarial —, é importante destacar que esse formato simples de empresa dispensa o contrato social.

Para o MEI, basta o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que comprova sua atividade, com faturamento de até R$81 mil anuais, conforme previsto na Resolução CGSIM nº 48.

Como elaborar o contrato social da sua empresa?

O contrato social traz, além das informações básicas sobre a empresa, regras sobre a administração, o funcionamento e o papel de cada sócio na sociedade. Ele define de antemão as obrigações e os direitos de cada um dos envolvidos e serve de base para a solução de conflitos. Por isso é fundamental que o documento seja claro e completo.

Então, por onde começar? A legislação estabelece que o contrato deve trazer as seguintes informações, além das cláusulas estabelecidas pelas partes.

Dados dos sócios

O primeiro passo na elaboração de um contrato social é qualificar os sócios. Ou seja, identificar os indivíduos que farão parte da sociedade. Se forem pessoas jurídicas, será necessário informar a denominação ou a firma, a nacionalidade e a sede dos sócios. Já se forem pessoas físicas, as informações necessárias são nome, nacionalidade, profissão, estado civil e endereço residencial dos sócios.

Dados da empresa

Em seguida, é preciso informar os dados sobre a empresa: denominação (razão social), endereço (sede e filiais), tipo de organização (natureza jurídica) e prazo estimado da sociedade — que pode ser prorrogado posteriormente.

Capital social

Aqui você vai indicar qual é o montante investido pelos sócios para a abertura do negócio. O capital social pode incluir, além da moeda, bens imóveis e móveis — indicados pelo valor.

Quota dos sócios

Você precisará indicar também a participação de cada sócio no capital social investido. Normalmente, essa divisão tem como base o que cada sócio investiu..

Pro labore e participação nos lucros

Outra cláusula importante a ser incluída no contrato social é a definição da remuneração oferecida ao administrador da sociedade (pró-labore) e da divisão de lucro entre os sócios. Aqui, você pode informar a periodicidade e a proporção em que os lucros serão distribuídos. Além disso, você pode determinar a criação de um fundo de reserva para a empresa.

Regras para deliberações

Por fim, é fundamental definir regras para deliberações relevantes da sociedade — por exemplo, a entrada de novos sócios.

Contrato social criado, os sócios têm até 30 dias para fazer a requisição da inscrição. Ela pode ser feita no cartório, em uma junta comercial ou órgão de classe, dependendo da natureza jurídica da sociedade. Essa solicitação deve ser acompanhada do instrumento autenticado do contrato. Para esse processo é essencial contar com a ajuda de um contador.

Em resumo, o contrato social é uma das primeiras obrigações na hora de abrir uma empresa, e é indispensável entender todas as cláusulas que compõem esse documento. Mas, existem outros processos importantes se você está começando a empreender agora.