O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

Controlar os estoques de maneira eficiente é um dos grandes desafios do empreendedor. Quem não consegue executar essa atividade corretamente, imobiliza o seu capital em produtos de pouca demanda e ainda tem de lidar com a falta de espaço. Por isso, entender o que é curva ABC permite implementar melhorias essenciais para o seu negócio. 

Ao cuidar dos estoques, você também ordena o fluxo de caixa de uma maneira simples e prática. Além disso, consegue realizar compras de forma planejada e evita desperdícios de capital em itens que ficam encalhados na prateleira. Se você quer saber como utilizar a curva ABC para potencializar sua gestão, continue a leitura e confira nossas dicas! 

O que é a curva ABC? 

A curva ABC é uma metodologia desenvolvida para classificar as informações e segmentá-las conforme seu grau de importância. Como o próprio nome sugere, existem três categorias principais — A, B e C — nas quais os ativos são segmentados de acordo com a sua participação no faturamento. 

Por exemplo, os itens mais relevantes de seu estoque precisam ficar na curva A. Ela é composta pelos 20% de produtos mais importantes para o faturamento do negócio. Já na parte B, as mercadorias têm menor relevância, mas ainda trazem uma boa fração das receitas. Na curva C, produzem um retorno mais baixo. 

Portanto, essa ferramenta é fundamental para auxiliar o controle e organização do estoque, ranqueando cada item conforme sua prioridade na constituição da receita do negócio. 

Para que serve a curva ABC em um negócio? 

A curva ABC serve para elencar prioridades. Em geral, ela é utilizada na gestão de estoques. Por meio dessa ferramenta é possível evitar que seu dinheiro fique parado nos materiais estocados e, com isso, consegue-se direcionar os recursos para outros fins. 

Porém, quando usada na gestão de estoque, é necessário atentar e fazer bom uso dessa ferramenta a fim de evitar que produtos de alta importância faltem para os clientes. Além disso, a curva ABC pode ajudar a melhorar o planejamento de compra e venda da empresa, gerando melhores resultados no longo prazo. Portanto, vale a pena incorporar essa ferramenta na gestão do seu negócio. 

Como utilizá-la na empresa? 

Agora que você já sabe para que serve a Curva ABC, aprenda como utilizá-la para melhorar a gestão do estoque da sua empresa e garantir bons resultados financeiros e sustentabilidade de longo prazo. Pensando em ajudá-lo, preparamos vários passos para montar a sua curva. Confira! 

Liste os produtos 

A primeira etapa para construir a curva ABC em sua empresa é entender quais são os produtos disponíveis em seu estoque. Por meio desse levantamento, consegue-se uma boa quantidade de informações para otimizar a gestão da empresa. 

Portanto, anote quais são as mercadorias em estoque, seus valores unitários, quanto ela foi vendida nos últimos meses e qual o valor total de receita gerado por meio dela. Para ajudá-lo neste levantamento, pode-se usar um software de gestão ou uma planilha eletrônica. 

Calcule a representatividade 

Após ter todos os produtos listados, bem como as informações sobre eles, é hora de calcular a representatividade de cada item em sua receita. Por meio desse cálculo é possível determinar em qual área da curva a mercadoria vai permanecer. 

Por exemplo, se uma mercadoria gerou um percentual alto de receita para a empresa, ela deve ficar na parte A da curva. Para calcular essa representatividade, basta dividir o valor total recebido nas vendas do item pelo total de receita do negócio no mês. 

Faça a classificação 

Após calcular a representatividade, é hora de determinar a classificação. Para isso, pode-se colocar na parte A da curva os itens com maior importância e que proporcionaram 80% das receitas do negócio. 

Na área B, ficam os itens com média relevância, que geram menos receita. Por fim, as mercadorias de baixa representatividade, que geraram apenas 5% do faturamento do negócio no período de análise. 

Organize os produtos 

Após a classificação feita, é hora de organizar seu estoque. Itens com alta e média demanda devem ser mantidos em estoque para não perder vendas e garantir que o faturamento do negócio continue alto. 

Além disso, vale analisar se os itens de pouca representatividade devem ser mantidos no mix de produtos oferecidos pelo negócio. Se forem itens estratégicos que atraiam clientes, é uma boa manter. Caso contrário, analise o custo-benefício de tê-los no estoque. Caso os gastos sejam maiores que a receita, talvez seja o momento de reduzir a oferta dos mesmos. 

Quais são as vantagens de utilizá-la? 

Utilizar algumas estratégias de gestão de estoques na sua empresa traz diversas melhorias que a tornam mais competitiva e eficiente. Veja, a seguir, quais benefícios você pode obter ao implementar a curva ABC. 

Otimiza as compras 

Um dos principais benefícios de utilizar a curva ABC se refere à sua capacidade de orientar seu processo de decisão quanto às compras. Esse tipo de cuidado é especialmente importante para entender os interesses da sua demanda e quais produtos são bem recebidos pelos clientes. Assim, é possível evitar o acúmulo de estoques e a perda de espaço de armazenamento. 

Gera informações de qualidade 

À medida que sua empresa cresce, aumenta a complexidade das operações e o volume de produtos negociados. Isso significa que é cada vez mais difícil identificar quais produtos oferecem o maior lucro para a empresa e quais não valem a pena. Ao adotar essa técnica, você consegue perceber com mais clareza quais categorias são mais ou menos importantes para a geração de caixa. 

Melhora a saúde financeira 

Ao deixar de fazer compras ruins e fazer seu estoque girar, naturalmente as contas começam a melhorar. Essa mudança está associada ao aumento de vendas de produtos com boa margem de lucro e também à redução das compras de itens com baixa demanda. No longo prazo, esse tipo de cuidado é fundamental para garantir a segurança e a manutenção financeira do seu negócio. 

Em resumo..

Compreendemos o que é curva ABC e aplicar as ideias na empresa contribui para melhorar o volume de vendas e ampliar os resultados obtidos nas operações. Assim, é possível investir em inovações para atrair novos clientes e explorar os produtos com maior margem de lucratividade. 

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Contabilidade para empresas de TI: entenda as particularidades

Contabilidade para empresas de TI: entenda as particularidades

Para além das questões do cotidiano relacionadas com o core business das empresas de TI, há uma série de detalhes importantes que precisam ser observados no dia a dia para garantir que a empresa esteja alinhada com as legislações vigentes.

E um dos pontos que demanda muita atenção é a contabilidade para empresas de TI. E, por isso, é fundamental que você esteja atento para as particularidades da área e, também, de que forma é possível reduzir as chances de pagamento de impostos desnecessários ou, então, ser sancionado pela Receita Federal.

Quer saber mais? Continue lendo e tire suas dúvidas a seguir.

Saiba como escolher os CNAEs

O processo de abertura de um negócio exige, de antemão, que você já tenha algumas decisões tomadas. Um dos pontos fundamentais, é definir quais CNAEs, ou seja,  atividades de atuação que seu negócio vai exercer. Se você tem dúvidas sobre isso, o ideal é contar com um contador para ajudá-lo nesse momento.

Abaixo iremos explicar o que é CNAE e o impacto que ela tem na legalização de sua empresa.

As CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) são uma forma de categorizar e registrar as atividades econômicas realizadas por determinada empresa e é uma padronização nacional.

A informação correta da CNAE é necessária, já que interfere diretamente nas questões tributárias do negócio. Portanto, se no momento de abertura de um CNPJ a classificação estiver errada, a empresa corre o risco de pagar indevidamente as contribuições. E, com isso, pode ter complicações com o Fisco.

Boa parte das CNAEs voltadas para tecnologia não são permitidas ao MEI e, portanto, é preciso estar atento se a atividade que irá exercer se enquadra ou não neste porte de empresa. Para saber quais os principais CNAEs utilizados neste segmento, leia nosso artigo sobre abertura de empresas para profissionais de TI. 

É importante lembrar que as empresas podem escolher mais de um CNAE. Então se, por exemplo, seu negócio vai trabalhar tanto com ensino de TI quanto com desenvolvimento de software, você pode contar com mais de um CNAE. 

Escolha o regime tributário adequado

Outra dúvida comum que pode afetar consideravelmente a contabilidade para empresas de TI é a escolha do regime tributário. Isso é importante, pois pode impactar, por exemplo, no pagamento de alíquotas além do necessário.

Trata-se, assim, das normas que regulamentam cobranças de impostos nas organizações e que estão relacionadas tanto com o Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) quanto à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O regime tributário, portanto, tem impacto direto sobre a contabilidade para empresas de TI. Por isso é importante conhecer sobre os três regimes que temos disponíveis, segundo a legislação tributária atual. Vejamos mais a seguir.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime que, como o próprio nome sugere, tem por objetivo facilitar o pagamento de tributos para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) que tenham faturamento líquido de menos de R$ 4,8 milhões por ano (ou, então, R$ 400 mil por mês). Nesse regime tributário, todos os impostos são unificados em uma única guia chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Lucro Presumido

Diferentemente do que acontece no Simples Nacional, no regime tributário Lucro Presumido, o recolhimento dos impostos é individualizado. Esse regime incide sobre uma receita bruta prevista, pré-fixada por lei. As alíquotas também são pré-determinadas. Por exemplo, PIS e Cofins incidem, de forma cumulativa, 3,65% sobre o faturamento.

Lucro Real

Já no regime tributário Lucro Real, o valor do imposto a ser recolhido incide sobre o valor do lucro líquido declarado na demonstração contábil. O valor atual é de 15% sobre o lucro real bruto.

É um regime mais complexo e que demanda maior atenção, sobre o assunto,  por parte dos gestores das empresas de TI. Normalmente esse regime tributário é adotado por empresas do mercado financeiro e se torna obrigatório também para empresas que possuem faturamento superior a R$ 78 milhões.

Saiba sobre o Simples Nacional

Conforme abordamos acima, o Simples Nacional tem por objetivo facilitar a vida dos empreendedores, pois unifica todos os impostos em uma única guia. Deste modo, é o regime tributário mais escolhido no Brasil. 

Atualmente são cerca de 19 milhões de pequenos negócios que optam por esse regime, segundo dados do Sebrae – o que corresponde a, aproximadamente, 99% das empresas brasileiras.

Isso acontece porque é um regime com alíquota menor comparado com as demais (como o próprio nome já indica, é um regime de alíquota simples).

Ah, e outro ponto, é importante também conferir se as suas escolhas de CNAE se enquadram no Simples Nacional. Isso porque algumas delas não podem ser registradas sob esse regime tributário.

Mas se você tem dúvidas, pode consultar a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional. Na resolução você pode conferir quais são as atividades que são proibidas neste regime e quais podem ser enquadradas. 

A contabilidade para empresas de TI tem, assim, um papel fundamental para evitar falhas que possam gerar problemas futuros devido a erros nas escolhas realizadas. Afinal, a escolha do regime tributário deve considerar questões como CNAE, faturamento, entre outros pontos.

O profissional de contabilidade poderá analisar qual regime tributário poderá ser melhor enquadrado. É fundamental ter atenção neste ponto para não cometer falhas no processo de registro.

Veja como fator R pode ajudar a diminuir a alíquota do imposto 

Se a sua empresa de TI é optante pelo Simples Nacional, o regime conta com seis faixas de faturamento. Delas, algumas podem ser relacionadas com os negócios na área de tecnologia e uma parte delas (Anexos III e V) podem ter uma tributação diferenciada, gerada pelo fator R, que nada mais é do que um cálculo que irá definir se uma empresa prestadora de serviços será tributada pelo Anexos III ou V.  

Neste caso, o fator R influencia sobre a folha salarial. Se os pagamentos estiverem acima de 28% da receita, há uma tributação diferenciada em comparação com outra modalidade.

Como calcular o fator R?

Não tem segredo com o fator R, você irá dividir o valor da sua folha de pagamento (pró-labore, salários e FGTS) pela receita bruta mensal nos últimos 12 meses. A fórmula é simples:

Fator R = Folha de pagamento em 12 meses / Receita bruta em 12 meses

Quando o resultado do fator R for igual ou superior a 28%, as empresas devem ser tributadas pelo Anexo III, que tem alíquotas mais baixas (a partir de 6%). Quando o resultado for inferior a 28%, a tributação é feita pelo Anexo V, cujas alíquotas são mais altas (a partir de 15,5%).

Depois de identificar em qual anexo a sua empresa se encaixa, basta conferir a faixa de faturamento na tabela (receita bruta nos últimos 12 meses) e descobrir qual é a alíquota exata e o valor a deduzir.

Por fim…

Sabemos que a contabilidade para empresas de TI possui muitos detalhes que exigem muita atenção por parte do profissional para que não ocorram erros que possam comprometer a saúde financeira da empresa, que ainda poderá ser caracterizada por sonegação fiscal e trazer sérios prejuízos para sua empresa.

Se você tem dúvidas sobre o assunto, pode ser fundamental contar com o apoio de quem realmente entende do assunto, não é mesmo? Com isso você pode focar no seu core business sem maiores problemas.

Para isso, conte com a Contabilivre. Somos verdadeiramente apaixonados por contabilidade e já ajudamos mais de 7.000 empresas a garantir um funcionamento sem problemas, com maior economia, agilidade e oferecendo o suporte que você merece. Nós temos os melhores especialistas que podem entender melhor a sua necessidade.

Entre em nosso site e conheça nosso trabalho.

Como regularizar empresa inapta? Entenda mais sobre o assunto!

Como regularizar empresa inapta? Entenda mais sobre o assunto!

Uma empresa tem diversas obrigações e o não cumprimento delas pode causar grandes transtornos para o negócio. Aliás, muitas delas não são do conhecimento de grande parte dos gestores e, assim, são pegos de surpresa.

Ao fazer alguma consulta na Receita Federal ou tentar fazer algum cadastro, muitos empreendedores são informados de que o seu CNPJ está inapto. Mas, o que isso significa de fato e como regularizar uma empresa inapta?

Se você também tem essa dúvida, continue com a gente para saber tudo sobre o assunto!

Afinal, o que é uma empresa inapta?

De acordo com a Receita Federal, uma empresa é considerada inapta quando não apresenta demonstrativos e declarações por, pelo menos, dois anos consecutivos. Quando isso ocorre, ela fica incapacitada de realizar transações comerciais e traz diversos outros riscos.

A seguir, conheça melhor os tipos de situação cadastral em que as empresas podem se encontrar:

  • ativa — o CNPJ está regular, não há problemas judiciais nem débitos pertinentes em aberto;
  • suspensa — alguma obrigação fiscal ou jurídica não foi cumprida;
  • baixada — a empresa foi fechada pelo empreendedor ou, até mesmo, pela Receita Federal após 5 anos sem apresentação de informações jurídicas e fiscais;
  • nula — há inconformidade de dados, duplicidade na Inscrição Municipal ou Estadual, suspeita de fraudes, ou outros fatores;
  • inapta — a empresa deixou de cumprir com suas obrigações legais por 2 ou mais anos consecutivos.

Para saber como está a situação cadastral da sua empresa, basta acessar o site da Receita Federal, informar o seu CNPJ e clicar em “consultar”.

É importante frisar que uma empresa com CNPJ suspenso ou inapto pode ser regularizada, enquanto a baixada ou nula não há como regularizar sua situação.

O que torna um CNPJ inapto?

Como você viu, quando uma empresa deixa de apresentar demonstrativos e declarações por 2 ou mais anos consecutivos, ela é considerada inapta. Mas que documentos são esses? Abaixo, veja a lista de documentos que, quando não entregues no período correto, tornam uma empresa inapta:

  • Declaração Simplificada de Pessoa Jurídica — DSPJ;
  • Declaração de Créditos e Débitos Tributários — DCTF;
  • Escrituração Contábil e Fiscal — ECF;
  • Relação Anual de Informações e Salários — RAIS;
  • Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP);
  • Programa Gerador de Documento de Arrecadação do Simples – Declaratório — PGDAS-D);
  • Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (para os optantes pelo Simples Nacional) — DEFIS;
  • Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (para quem é MEI) — DASN-SIMEI.

Qual a diferença entre CNPJ inapto e CNPJ inativo?

A semelhança dos termos causa confusão e dúvidas em muitos empreendedores, mas são situações diferentes. Como já vimos, uma empresa inapta é aquela que não apresenta demonstrativos e declarações de contabilidade por 2 anos consecutivos.

Por sua vez, uma empresa inativa é aquela que passa um mês sem realizar as seguintes atividades:

  • financeiras;
  • operacionais;
  • não operacionais;
  • patrimoniais.

Ou seja, uma empresa inativa é aquela sem movimentação por ao menos um mês. Logo, um negócio que eventualmente não realizar alguma transação por esse período será classificado como inativo.

Quais são as consequências de manter um CNPJ inapto?

A norma mais importante que estabelece orientações sobre uma empresa inapta é a Instrução Normativa RFB 18638/2018. Segundo essa legislação, há as seguintes restrições para um CNPJ inapto:

  • impedimento de participar de novas inscrições;
  • nulidade de documentos fiscais;
  • possibilidade de baixa de ofício de inscrição;
  • responsabilidade dos sócios pelos débitos em cobrança;
  • invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais.

Desse modo, uma empresa com CNPJ inapto não consegue cumprir com suas atividades regulares, pois fica incapacitada de emitir notas fiscais, movimentar contas bancárias e realizar operações comerciais.

Além disso, o empreendedor pode perder o CNPJ e ter a empresa inscrita no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados de Órgãos e Entidades Federais — Cadin —, que impede que negócios inadimplentes funcionem.

Outro ponto importante é que um CNPJ inapto traz prejuízos financeiros e de imagem ao negócio, bem como aos que fazem parceria e negociam com ele. Por esse motivo, é fundamental estar sempre com as obrigações em dia.

Então, como regularizar uma empresa inapta?

Estar com a situação cadastral da empresa como inapta é algo que traz grandes transtornos para o negócio. Mas, como regularizar essa situação? Nós elaboramos um passo a passo. Confira!

1. Descubra quais são as pendências

O primeiro passo é saber, especificamente, quais são as pendências legais que fizeram com que o CNPJ se tornasse inapto. Para isso, o contador ou o responsável pelo registro pode acessar o portal do e-CAC para analisar a situação e saber quais documentos devem ser apresentados ao órgão regulador para normalizar a situação. Outra opção é solicitar um extrato de pendências diretamente no site da Receita Federal ou de forma presencial, no domicílio fiscal em que a empresa está registrada.

2. Providencie a documentação

Depois de saber o que levou o seu CNPJ a ser classificado como inapto, é preciso providenciar os demonstrativos e declarações em atraso e enviar à Receita Federal. Isso pode ser feito pelo próprio site do órgão.

Se você é um MEI, então você mesmo pode regularizar a situação do seu cadastro pelo site do Simples Nacional. Porém, quem for enquadrado no regime tributário do Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido, o ideal é contar com os serviços de um contador, pois as declarações e obrigações legais são mais complexas.

3. Pague os débitos em atraso

O último passo é quitar os débitos junto à Receita Federal. Vale ressaltar que somente após o processamento dos pagamentos é que o cadastro será considerado ativo novamente.

Além dos débitos da documentação encaminhada, há multa para entregas fora do prazo. Em geral, o valor é de R$ 200, mas pode variar dependendo do tipo de empresa e da situação fiscal.

Contudo, a Receita Federal oferece um desconto de até 50% caso o pagamento seja realizado dentro de 30 dias.

Pronto, agora você já sabe como regularizar uma empresa inapta! Como você viu, é importante fazer isso o quanto antes, pois até a sua conclusão, sua empresa não poderá operar normalmente, trazendo grandes prejuízos e, até mesmo, risco de perder o CNPJ.

E para evitar que esse e outros transtornos surjam, é fundamental contar com o auxílio de especialistas no assunto. Aqui na Contabilivre nós cuidamos de toda gestão contábil e fiscal de sua empresa e regularizamos sua empresa, caso esteja com a situação de inaptidão. Então, entre em contato conosco agora mesmo e saiba como nós da Contabilivre podemos ajudar o seu negócio!

Como fazer um plano de crescimento empresarial?

Como fazer um plano de crescimento empresarial?

O maior objetivo de todos os empreendedores é melhorar os resultados e, assim, expandir o seu negócio. No entanto, esse grande desejo também é um grande desafio. Afinal, muitos não sabem por onde começar ou, ainda, têm receio de cometer algum erro no meio do percurso e causar prejuízo para a instituição.

A melhor solução é fazer um plano de crescimento empresarial. Basicamente, é um roteiro que vai guiar os seus passos para que você atinja essa meta e conquiste mais espaço mesmo em um mercado bastante competitivo.

Afinal, é muito difícil ir de um ponto a outro sem saber o caminho correto. E é exatamente isso o que o plano de expansão faz: fornece a melhor estratégia para você.

Se você nunca fez um, não se preocupe! Nós elaboramos um passo a passo que vai ajudar você a elaborar o planejamento ideal para que sua empresa alcance voos mais altos. Acompanhe!

O que é um plano de crescimento empresarial?

Antes de mais nada, é preciso compreender bem o que é um plano de crescimento empresarial. Como o próprio nome sugere, é um planejamento para que o negócio se desenvolva e conquiste mais espaço no mercado.

Ou seja, é um conjunto de orientações e estratégias que o gestor deve seguir para alcançar os objetivos desejados. Para isso, leva-se em consideração uma série de fatores que devem ser analisados e elaborados de acordo com a realidade e as particularidades de cada empresa.

Mas, o que exatamente é crescimento empresarial? Bom, para uma empresa prestadora de serviços, por exemplo, é quando o serviço é ampliado e realizado por mais pessoas. Por sua vez, para uma empresa do varejo, o crescimento é o aumento do número de pontos de vendas. Já para uma indústria, pode ser representado pelo aumento de regiões atendidas pelo produto.

Então, o momento certo de expandir a empresa é quando ela está oferecendo um retorno consistente e satisfatório. Contudo, é preciso muita atenção. Muitos empreendedores conseguem identificar que a empresa está neste momento, mas pecam ao não fazer um planejamento.

Desse modo, investem um valor alto na expansão do negócio e depois se dão conta de que a demanda não era como o esperado ou que não atenderam às necessidades do público. Como consequência, além de não haver qualquer retorno sobre o investimento, ainda há prejuízo.

Por esse motivo, ter um plano de crescimento empresarial bem elaborado é imprescindível para qualquer negócio.

Então, como elaborar um plano eficaz?

Agora que você entendeu o que é e a importância de um plano de crescimento empresarial, é a hora de saber como fazer um planejamento eficaz para garantir o desenvolvimento consistente do seu negócio. A seguir, confira o nosso guia.

1. Defina o tipo de expansão

O primeiro passo é decidir qual será o tipo de crescimento. Afinal, é preciso ter em mente que só “crescer” é muito vago e quando não se tem um objetivo bem definido, não há como traçar estratégias eficientes. Há duas formas de alavancar os resultados de um negócio:

  • crescimento orgânico — a empresa atinge novos públicos. Isso pode ser feito pelo lançamento de um novo produto ou serviço, por exemplo. É mais comum em pequenas e médias empresas;
  • crescimento por aquisição ou fusão — a empresa se une à outra. Não é necessário que atuem no mesmo setor, mas é importante que tenham determinadas afinidades. Esse tipo de expansão é mais comum em grandes empresas.

2. Verifique o histórico de resultados

Um plano eficiente de crescimento deve ser baseado em dados reais e precisos. Então, faça uma análise minuciosa dos resultados mais recentes da empresa, como quais metas foram atingidas em determinado período, quantas negociações foram canceladas e quais motivos levaram a isso, qual valor entrou no caixa com cada venda, entre outros.

Além disso, observe também os KPIs, ou seja, os indicadores de desempenho, como número de leads, taxa de conversão, ticket médio, custo de aquisição por cliente, retorno sobre investimento.

3. Faça uma análise SWOT

A análise SWOT permite que o gestor tenha uma visão detalhada sobre os fatores internos e externos que têm impacto direto na empresa. A sigla se refere às forças (strenghts), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio.

Listar esses pontos permite conhecer melhor tanto a empresa quanto o mercado. Desse modo, é possível fazer um plano de crescimento empresarial mais assertivo, corrigindo o que é preciso e focando nas oportunidades, traçando as estratégias ideais para a expansão.

4. Conheça a fundo o público-alvo

O passo seguinte é conhecer o público que você pretende atingir com o crescimento do negócio. Isso significa descobrir seus hábitos, desejos e necessidades. Assim, você saberá exatamente o que fazer para atraí-lo e fidelizá-lo.

Lembre-se de que quanto mais você conhecê-lo, melhor. Mas, é preciso fazer pesquisas e não apenas idealizar um perfil ideal. Uma das melhores formas é por meio de questionários, seja via internet, seja pessoalmente.

Com os dados em mãos, elabore uma persona, isto é, a representação do cliente ideal. Então, sempre que fizer uma campanha de marketing, por exemplo, ou lançar um produto novo, escolher os canais de comunicação, estratégias de vendas ou qualquer outra ação, tenha a persona em mente.

5. Estabeleça metas

Agora é a hora de traçar as metas. É imprescindível que elas sejam realistas e tangíveis. Na hora de criá-las, não se limite a ter melhores resultados financeiros, como também procure garantir o bem-estar dos colaboradores e a satisfação dos clientes.

Para isso, reflita sobre os seguintes pontos:

  • Quais problemas devem ser corrigidos para alcançar esse objetivo?
  • Por que essa meta é importante para a empresa?
  • Em quais setores as ações devem acontecer?
  • Em quanto tempo as metas deverão ser cumpridas?
  • Quem será o responsável por elas?
  • Quais ferramentas e recursos serão utilizados?
  • Quanto custará?
  • Quais são os resultados esperados?

6. Defina as métricas de desempenho

Depois de traçar as estratégias para atingir as metas, é preciso acompanhar os resultados. A melhor forma é por meio de indicadores de desempenho, como aqueles analisados no início do planejamento.

Eles são dados reais e mostrarão como a empresa está indo. Desse modo, é possível identificar se as estratégias estão dando o resultado esperado ou é preciso ajustá-las durante o percurso para alcançar o objetivo pretendido.

Então, revise o planejamento periodicamente para evitar surpresas desagradáveis.

Como você viu, o plano de crescimento empresarial é a chave para conquistar solidez e mais espaço no mercado, mesmo ele sendo competitivo. Portanto, siga o nosso guia e comece hoje mesmo a planejar as estratégias que levarão a sua empresa aonde você deseja.

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DAS MEI: o que é, para que serve e como gerar

DAS MEI: o que é, para que serve e como gerar

Se você ainda não conhece, o DAS MEI é uma ótima forma de simplificar a arrecadação de um empreendedor. Há diversos benefícios nesse imposto e é muito importante que você entenda bem como tudo isso funciona.

Para quem está começando no empreendedorismo, o enquadramento de MEI é uma ótima escolha, no entanto, sempre é bom almejar o crescimento e há formas menos complicadas para isso.

Se você é um daqueles que sente certa dificuldade com questões contábeis, não se preocupe, vamos explicar de forma simples e direta o DAS MEI e vamos dar orientações para você crescer. Confira!

O que é DAS MEI?

DAS MEI significa Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Esse imposto é único e contempla todas as obrigações de um microempreendedor individual.

O valor normalmente fica abaixo de 100 reais, sendo pago mensalmente. A data de vencimento também costuma ser sempre no dia 20 do mês. Em pagamentos atrasados, o sistema calcula automaticamente os juros na emissão da guia. Estão inclusos no montante total da arrecadação:

  • R$ 5,00 (cinco reais) para atividades que sejam de serviços;
  • R$ 1,00 (1 real) de ICMS para atividades de comércio ou indústria; e
  • 5% do salário mínimo para o INSS.

É fundamental que você mantenha esse pagamento em dia. Dessa forma, você terá sempre o seu CNPJ em situação regular perante as autoridades governamentais. Ainda que você esteja em inatividade, o pagamento mensal é obrigatório.

Para que serve o DAS MEI?

O DAS MEI serve principalmente para simplificar a arrecadação tanto para o estado como para o microempreendedor. Em outros enquadramentos, é comum que o dono do negócio tenha que pagar diversos impostos separadamente e isso é bem complicado para iniciantes.

Além disso, o pagamento em dia dessa contribuição permite que o empreendedor tenha o seu CNPJ regular e possa realizar ações importantes como a emissão de notas fiscais, abertura de conta empresarial, além de assegurar direitos como aposentadoria e auxílio saúde.

Quais os principais benefícios?

Se você não sabia, não se trata apenas de manter os impostos em dia. Por trás desse pagamento, há diversas vantagens para o empreendedor como veremos a partir de agora.

Simplificação da arrecadação

Uma das principais vantagens para o empreendedor é a possibilidade de simplificar ao máximo o seu pagamento de impostos. Por meio de emissão de apenas uma guia por mês, o dono do negócio consegue regularizar obrigações de:

  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social);
  • PIS (Programa de Integração Social);
  • CPP (Contribuição Patronal Previdenciária);
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços);
  • ISS (Imposto sobre serviços).

Documentação

O pagamento em dia do DAS MEI também permite que o empreendedor tenha acesso a documentações importantes para sua operação como CNPJ e Alvará de Funcionamento.

Ampliação de recursos e possibilidades

O DAS MEI também é útil para permitir acesso a produtos e serviços bancários importantes para pessoa jurídica como cartões de crédito, empréstimos e financiamentos. A emissão de nota fiscal também está inclusa neste conjunto de possibilidades.

Facilidades e direitos

O apoio técnico do SEBRAE também é bastante interessante para empreendedores iniciantes. Além disso, o documento garante o direito a benefícios previdenciários e um baixo custo mensal.

Como emitir o DAS MEI?

A emissão da guia de arrecadação é bem simples. A partir de agora, veremos um pequeno passo a passo com todas as etapas para obter esse documento. Acompanhe.

1. Acesse o portal do microempreendedor

O Portal do Empreendedor é o principal canal de comunicação do Governo com o microempreendedor. Nesse site, você encontra diversas orientações e caminhos para realizar tarefas e rotinas contábeis desse perfil.

2. Clique na opção “Já sou MEI”

Nesse setor, você tem diversos serviços para a condução do seu MEI como parcelamentos, pagamentos e declarações. Lá você encontrará a opção para emissão da guia.

3. Clique em “Pagamento de Contribuição Mensal e Parcelamentos”

Nesta página, você encontrará uma série de orientações sobre a emissão, a importância e os detalhes do guia DAS MEI. Também é nesse link que você terá as três principais alternativas de pagamento que são:

  • Pagamento On-line;
  • Débito Automático; e
  • Boleto.

Ainda nessa página, você encontra orientações para quem está com boletos atrasados. O portal oferece algumas alternativas de parcelamento para esses casos.

4. Preencha seus dados

Após a escolha de uma das alternativas anteriores, você deverá preencher os seus dados para ser redirecionado para o site do Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual.

5. Emita a Guia

Finalmente, após estar logado na sua conta, você clicará em “Emitir Guia de Pagamento (DAS)”, informará o Ano Calendário e clicará em OK. Então, você selecionará o mês desejado e clicará no botão “Apurar/Gerar DAS”.

Como a Contabilivre te ajuda a expandir a sua empresa?

Apesar da condução de um MEI ser relativamente simples, é fundamental que o empreendedor tenha todos os seus registros bem organizados, principalmente para evoluir.

O processo de desenquadramento para ME já não é tão simples e conta muito o empreendedor já ter uma assessoria especializada para fazer essa transição de forma segura e inteligente. Entenda agora como a Contabilivre faz essa evolução acontecer.

Organize sua gestão contábil

Tenha um sistema automatizado para registrar e organizar todas as suas ações, documentações e controle de funcionários. Na Contabilivre, você conta com assessoria especializada para manter o seu controle em dia.

Monitore o seu faturamento

Um dos principais pontos de atenção para um MEI é o seu faturamento. Caso o limite permitido seja ultrapassado, o empreendedor deverá pagar uma série de impostos a mais, comprometendo o seu orçamento. Por isso, é fundamental ter um controle como o da Contabilivre para não deixar isso acontecer.

Faça a migração

Se você tem dedicação e esforço, é certo que em algum momento isso acontecerá. Nesse caso, saiba que você pode contar com a Contabilivre e a nossa equipe de contadores para realizar esse processo de maneira simples e correta.Com nossa plataforma online, intuitiva e disponível 24h por dia, você tem acesso a todas as informações, prazos, movimentações e documentos da sua empresa! Pronto! Agora você tem essa situação bem dominada.

Agora que  você conferiu os principais detalhes sobre o DAS MEI e aprendeu a emitir esta guia, aproveite para conferir como a Contabilivre auxilia um MEI a evoluir!

Informalidade empresarial: conheça os riscos para seu negócio

Informalidade empresarial: conheça os riscos para seu negócio

Abrir seu próprio negócio pode ser uma excelente alternativa para quem deseja trabalhar de modo independente.

Nesse sentido, o trabalho autônomo contribui significativamente para a melhoria do cenário econômico nacional e ganhou muita força nos últimos anos, principalmente depois da pandemia causada pelo Coronavírus, em que o país viu a sua taxa de desemprego aumentar exponencialmente.

Contudo, muitas pessoas ainda seguem na informalidade e assim não conseguem ter acesso a alguns benefícios e realizar algumas de suas obrigações, que caso estivessem com a empresa em formalidade não estaria ocorrendo. Além disso, a informalidade acarreta em prejuízos e consequências negativas para a própria empresa.

Por isso, preparamos este artigo, onde iremos mostrar a você os riscos que a informalidade empresarial pode representar para o seu negócio. Acompanhe!

As vantagens de regularizar um negócio

Quando abrimos um negócio, existem obrigações a serem cumpridas como também alguns direitos impostos pela legislação.

O processo de formalização é um procedimento que visa dar validade à existência da empresa, regularizando a sua situação enquanto pessoa jurídica para os órgãos competentes — sejam eles estaduais, municipais ou federais.

Portanto, a formalização comunica que o seu negócio respeita as exigências legais e possui uma chance muito grande de crescer e se firmar no mercado, uma vez que são oferecidas às empresas formais uma série de benefícios. Confira a seguir.

Acesso ao microcrédito

Capital é essencial para o crescimento de qualquer empresa. E, para aquelas pessoas que estão com a situação da sua empresa em dia, é oferecido o benefício do microcrédito, cedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), por meio de uma política de linha de créditos especiais para os pequenos empresários.

Assim, caso sua empresa esteja precisando de suporte financeiro, essa alternativa pode ser muito útil, pois possui taxas de juros inferiores aos empréstimos pessoais, já que a ideia do governo ao criar essa alternativa era promover o crescimento econômico do país.

Inscrição em associações de classe e sindicatos

Hoje, no Brasil contamos com dois tipos de sindicatos: aqueles que representam os trabalhadores e os que representam a classe patronal.

Essas representações são muito importantes, pois visam defender aos interesses da classe junto ao governo, viabilizando as negociações entre empresários e trabalhadores.

No entanto, apenas as empresas que possuem registro estão aptas a se inscreverem nessas entidades para receberem proteção aos benefícios a que possuem direito.

Poder participar de licitações públicas

Ter a possibilidade de contratar com a administração pública é uma excelente oportunidade de crescimento empresarial, além de melhorar sua imagem e credibilidade no mercado. 

Porém, para tanto, é preciso antes ter passado por um processo licitatório, em que só é possível participar se o negócio estiver formalizado, ou seja, sua empresa deve possuir CNPJ.

Conseguir comprar diretamente com fabricantes

Quando compramos direto da fábrica, temos acesso a grandes descontos, algo muito importante para a atuação em um mercado, cada vez mais competitivo. Contudo, as empresas informais não podem realizar essa transação e ficam de fora desse tipo de negociação.

Ter mais segurança para atuar

O Brasil possui órgãos responsáveis pela realização de fiscalizações que visam aplicar sanções a estabelecimentos que funcionam de modo irregular. Isso pode desencadear a apreensão de mercadorias, aplicação de multas e interdições.

Desse modo, a formalização confere às empresas maior segurança para a sua atuação, uma vez que os prejuízos da informalidade podem representar o fim do negócio.

Quais os riscos da informalidade empresarial para o seu negócio?

Como você pode notar, formalizar a situação empresarial pode significar muitas vantagens para o seu negócio, sobretudo pelo fato de você estar cumprindo uma obrigação prevista em lei, que dará à empresa segurança para que possa atuar.

No entanto, caso ainda atue de forma informal, conheça a seguir os problemas e alguns prejuízos que você pode vir a enfrentar pela informalidade de seu empreendimento. Veja!

Impossibilidade de assinar a carteira dos funcionários

Quando uma empresa está atuando na informalidade, consequentemente os seus colaboradores também estarão.

E isso representa danos graves ao trabalhador, que não poderá gozar de alguns direitos como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego, previdência social, entre outros.

Além disso, sua empresa incorrerá em descumprimento de obrigação legalmente imposta, o que pode acarretar pagamento de multas e até mesmo fechamento do negócio. Ou seja, a informalidade pode custar caro ao empreendimento.

Impossibilidade de emissão de nota fiscal

Quando consumimos algum bem ou serviço, precisamos de garantias que serão resguardadas com a apresentação da nota fiscal.

Esse documento é uma comprovação de que o produto foi comprado respeitando todas as obrigações fiscais e assegura proteção, tanto ao consumidor, quanto ao empresário.

No entanto, enquanto estiver na informalidade, a empresa não poderá emitir notas fiscais, nem mesmo as eletrônicas. E isso acaba prejudicando a imagem do empreendimento, já que potenciais clientes podem deixar de fazer negócio com você por não possuírem essa segurança.

Ausência de proteção aos bens do empresário

A informalidade empresarial significa que o estabelecimento comercial atua ilegalmente.

Por essa razão, o empreendedor acaba abrindo mão de uma importante proteção, pois, juridicamente, como não há a separação entre pessoa física ou jurídica, não haverá também diferença entre os bens do empresário e os bens da empresa.

Nessa conjuntura, existe uma possibilidade significativa de perda de bens pessoais, que poderão ser penhorados em razão de dívidas contraídas pela empresa.

Ou seja, a informalidade representa um grave risco para a saúde financeira da sua família e do seu empreendimento.

Limitação de expansão do negócio

A informalidade pode colocar uma empresa em situação de estagnação, devido todas às limitações que já vimos até aqui.

É importante salientar que, caso a sua empresa permaneça ilegal, mas, mesmo assim, continue crescendo, ela acabará chamando a atenção dos concorrentes e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Isso pode acarretar em uma série de transtornos, como interdição do negócio, aplicação de multas e diversas sanções derivadas de denúncias que podem, até mesmo, partir dos seus clientes, ao se sentirem lesados pela falta de segurança ao adquirir seu produto ou serviço.

Por fim…

Como você pode perceber, abrir uma empresa, principalmente no contexto atual, pode ser uma ótima alternativa de crescimento profissional e expansão de renda. Contudo, com todas essas vantagens, vêm também uma série de obrigações que devem ser cumpridas, ou gerará grandes prejuízos para a sua empresa.

Além disso, a formalização empresarial traz segurança e uma série de benefícios e facilidades para a classe empresarial.

O processo de formalização envolve algumas etapas e é crucial poder contar com parceiros que possam te ajudar nesse processo, como a Contabilivre, que pode fazer a diferença no seu negócio!

Aqui você começa seu negócio de maneira simples, segura e conta uma equipe de profissionais especializados em contabilidade que vão auxiliá-lo em todos os processos. Acesse o nosso site e veja como é fácil abrir sua empresa!

atendimento omnichannel

Atendimento omnichannel: por que sua empresa deve implantar?

Não há como negar que a tecnologia causou grandes mudanças em nossas vidas. Desse modo, a transformação digital permitiu que os negócios se adaptassem a essa nova realidade. Afinal, o comportamento do consumidor também se transformou. E isso não se refere apenas à forma de comprar, como também de entrar em contato com a empresa.

Com base nisso, a ferramenta de melhor estratégia é o atendimento omnichannel, que é a utilização de vários meios de comunicação ao mesmo tempo por uma organização. Assim, o cliente pode escolher a forma que achar melhor para ser atendido.

Se você ainda não tinha escutado falar sobre esse tipo de atendimento e tem dúvidas sobre essa ferramenta, fique tranquilo. A seguir, você vai entender o que é, quais são seus benefícios, como escolher os melhores canais de comunicação para sua empresa e muito mais. Acompanhe!

O que é atendimento omnichannel?

Como comentamos anteriormente, esse tipo de atendimento se refere ao uso simultâneo de diferentes canais de comunicação com o objetivo de estreitar o relacionamento entre online e off-line e de melhorar a experiência do cliente.

O termo vem da junção do prefixo latino “omni”, que tem o sentido de “tudo” e “inteiro” com a palavra inglesa “channel” que pode ser traduzida como canal. No entanto, é importante não confundirmos o termo omnichannel com multicanal, pois são dois conceitos diferentes.

Multicanal foca apenas em permitir que o consumidor possa chegar à empresa de diferentes formas. Por sua vez, no omnichannel há uma integração entre todos os canais que a empresa decide utilizar. Assim, é possível que o atendimento se inicie em um ponto e continue em outro.

Além disso, permite que todos os agentes do atendimento tenham acesso ao mesmo conteúdo sobre o cliente, ou seja, há um alinhamento sobre quem é o consumidor e quais são suas dores. Como consequência, consegue-se oferecer uma experiência melhor, garantindo sua satisfação e, consequentemente, sua fidelização.

Como esse tipo de atendimento funciona?

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Digamos que você precise entrar em contato com o suporte de uma empresa da qual é cliente para solucionar algum problema. Pelo telefone, você passa todos os seus dados e as informações referentes à compra. Então, o atendente pede que você entre em contato com a empresa no dia seguinte para que você tenha uma posição referente ao assunto tratado.

No dia seguinte, você opta por entrar em contato pelo chat. Seria um sofrimento ter que repassar todos os dados e ter que relatar novamente o problema, certo? Seria ainda pior se esse atendente precisasse encaminhar você para outro setor, onde seria necessário repetir toda a história, não é mesmo?

Pois bem, com o atendimento omnichannel, o cliente não precisa passar por isso. A cada atendimento, seja qual for o canal escolhido, o agente já saberá seus dados e identificará o problema a ser resolvido, fazendo com que o atendimento seja mais rápido, ágil, eficaz e satisfatório para o consumidor.

Quais são os benefícios dessa estratégia?

Optar por uma estratégia de atendimento omnichannel traz uma série de vantagens para a sua empresa. A seguir, confira as principais.

Personalização

Como há integração entre os diversos canais, também há um registro automático de todos os atendimentos realizados para cada cliente. Assim, é possível que o atendente tenha uma visão completa do perfil e do histórico de relacionamento com o consumidor. Ao ter essas informações, o atendimento é personalizado, isto é, alinhado às necessidades e dores de cada um, permitindo mais efetividade na satisfação e fidelização.

Agilidade

O histórico dos atendimentos também aumenta a produtividade dos colaboradores, que terão todas as informações à mão. Nem eles nem os clientes precisam perder tempo coletando ou repetindo os dados a cada nova sessão.

Imagem da marca

A rapidez na solução de problemas e a disponibilização de diversos canais de comunicação fazem com que sua marca tenha uma imagem positiva no mercado. O público entende que a empresa está realmente preocupada em garantir uma experiência melhor aos clientes.

Visão aprofundada da organização

Por meio da centralização das informações, é possível elaborar relatórios mais detalhados e ter uma visão realista da situação da empresa sob diversos aspectos. Assim, ao analisar esses indicadores, há uma gestão mais eficiente, pois ajuda os gestores a tomarem decisões mais assertivas para melhorar os resultados da organização.

Quais são os canais de comunicação mais utilizados?

Atualmente, os canais de comunicação mais utilizados para o atendimento omnichannel são os aplicativos de mensagens (como WhatsApp e Telegram), redes sociais (Twitter, Instagram, Facebook, LinkedIn, entre outras), email, e chatbots nos sites, que são softwares com inteligência artificial que propõe soluções para as demandas dos clientes.

Como definir os canais para o seu negócio?

Cada empresa conta com suas particularidades. Do mesmo modo, seu público também apresenta uma série de especificidades. Então, em muitos casos, não é interessante trabalhar com todos os canais disponíveis. Mas, como definir os melhores meios de comunicação?

O primeiro passo para isso é conhecer a fundo o seu cliente. Procure identificar quais canais ele prefere utilizar, quais são suas preferências, hábitos de consumo e procura por atendimento, suas demandas e desejos.

Depois de entender quais canais seu público mais utiliza, é preciso pensar em quais sua empresa tem condições de manter. Lembre-se de que deve haver uma integração entre todos eles. Então, em vez de utilizar um canal “da moda”, opte por aqueles aos quais você consegue se dedicar e, assim, oferecer um atendimento de qualidade aos clientes.

Como implementar o atendimento omnichannel na empresa?

Após definir quais canais você utilizará no atendimento omnichannel, é preciso analisar o tempo de resposta naqueles que sua empresa já oferece. Afinal, a demora no tempo de resposta é um dos grandes motivos de feedbacks negativos das organizações. O cliente se frustra e, além de haver o risco dele não fazer novas compras, ainda pode desestimular outros compradores.

Em seguida, é importante integrar todos os canais, tanto online quanto off-line. Somente dessa forma é possível ter um registro de todos os atendimentos. Então, procure um software ou plataforma de confiança para isso.

Outro ponto importante é fazer com que os clientes saibam por quais canais possam entrar em contato com sua empresa. Sendo assim, não deixe de divulgá-los. Por fim, capacite os colaboradores de todos os canais para que prestem um atendimento de excelência ao público.

Por fim…

Como você viu, o atendimento omnichannel é uma estratégia eficaz para impulsionar os resultados de uma empresa. Isso porque ele garante mais agilidade e eficiência sempre que o cliente procurar o seu negócio. Com isso, há mais chance de fidelização de clientes antigos e de conversão de leads em novos consumidores.Quer mais dicas para alavancar sua empresa? Então, siga a página da Contabilivre nas redes sociais e acompanhe as novidades em nossas publicações. Estamos no Facebook, LinkedIn, Instagram e YouTube.

cursos gratuitos para empreendedores

Confira 8 cursos gratuitos para empreendedores para fazer hoje!

É bastante comum vermos histórias de empreendedores que muitas vezes apostam recursos de uma vida ou que fazem dívidas para abrir o seu próprio negócio. Porém, a realidade é que menos de 40% das empresas criadas no Brasil conseguem sobreviver após 5 anos de atividades. E a taxa de sobrevivência de pequenos negócios é ainda menor.

Mas, por que isso acontece? Os principais motivos são a inexperiência e a falta de conhecimento de quem decide empreender. Afinal, entrar no mundo dos negócios requer aprendizado constante. Ou seja, é extremamente importante que você conheça e se mantenha atualizado sobre tudo o que envolve o assunto.

Por esse motivo, listamos 8 cursos gratuitos para empreendedores que você não pode deixar de fazer. Confira!

1. Alinhamento entre Vendas e Marketing — FGV

A Fundação Getúlio Vargas é uma grande referência na educação e oferece gratuitamente o curso que trata sobre venda alinhada à estratégia de marketing, evolução das abordagens de venda e, ainda, sobre a nova realidade de compras. Ele é indicado para estudantes do ensino superior, profissionais de marketing, vendedores e, é claro, para empreendedores, pois abrange assuntos essenciais para o crescimento de uma empresa.

As aulas desse curso da FGV são divididas em 4 aulas e tem no total 5 horas de duração. Não há emissão de certificado, porém, ao final das aulas, há uma avaliação. Se você obtiver uma nota igual ou superior a 7, poderá imprimir uma declaração para comprovar a conclusão do curso.

2. Aprenda a Empreender — Sebrae

O Sebrae oferece diversos cursos gratuitos para empreendedores. O Aprenda a Empreender tem 16 horas de duração para que você aprofunde seus conhecimentos sobre os seguintes módulos: Mercado, Finanças e Empreendedorismo. As aulas também abrangem marketing.

Ou seja, os assuntos essenciais que todo empreendedor precisa dominar para o desenvolvimento de sua empresa. Para obter o certificado digital com autenticidade Sebrae, é preciso concluir o curso em até 30 dias.

3. Finanças Básicas para Empreendedores — Endeavor

Esse curso da Endeavor tem 4 horas de duração e pode ser totalmente feito a distância. As aulas permitem que o aluno tenha conhecimento sobre o fluxo de caixa, ou seja, entradas e saídas do caixa. Além disso, aborda também as projeções financeiras para que o empreendedor consiga buscar os melhores investimentos e estratégias de crescimento por meio da análise da DRE — Demonstrativo de Resultado do Exercício.

A seguir, confira o que você aprenderá em cada módulo:

  • Fluxo de caixa — noções básicas do que é, como gerenciar e analisar um fluxo de caixa, como calcular seu ciclo de caixa e buscar fontes potenciais de recursos para o seu negócio;
  • Projeções financeiras — o que são e como utilizar projeções financeiras, de vendas e dos custos (estrutura dos custos fixos e variáveis);
  • DRE (Demonstrativo de Resultado de Exercício) — entender o que é essa demonstração e sua estrutura, que envolve receita, lucro, EBITDA, depreciação, impostos e outros pontos.

4. Empreendedorismo — Senai

Assim como o Sebrae, o Senai é outra excelente instituição que disponibiliza vários cursos gratuitos para empreendedores. Esse curso de Empreendedorismo é uma ótima opção para quem deseja se tornar um intraempreendedor, bem como para quem quer aprender a gerenciar micro e pequenas empresas.

Ao fazer o curso, você aprenderá como fazer um plano de negócios eficiente, além de entender como identificar novas oportunidades.

5. Negociação — Sebrae

Saber negociar é essencial em qualquer negócio, seja qual for seu segmento e porte. O curso de Negociação do Sebrae apresenta estratégias para todas as negociações que envolvem uma empresa, isto é, com clientes, colaboradores e fornecedores. O curso tem duração de 3 horas e aborda os seguintes módulos:

  • fatores que estimulam conflitos;
  • negociação e conflito;
  • perfil e comportamento do negociador;
  • clima de negociação e estilos de negociadores;
  • desenvolver estratégias de negociação;
  • outros fatores que influenciam nas negociações;
  • avaliação de aprendizagem a partir das negociações realizadas.

6. Como Iniciar seu Próprio Negócio — iPED

Você pode fazer a versão gratuita desse curso e assistir a 20 horas de aula e adquirir um certificado de participação digital. Os 3 capítulos tratam sobre os nichos de mercado, gestão de pessoas, fluxo de caixa e relacionamento com clientes.

Desse modo, você será um empreendedor mais qualificado e certamente conseguirá se destacar no mercado, conquistando um grande diferencial competitivo frente aos concorrentes.

7. Planejamento Estratégico — Endeavor

Elaborar um bom planejamento é a chave para alcançar as metas. Afinal, é ele que permite traçar as melhores estratégias e tomar as decisões mais corretas para alcançar os resultados esperados.

Esse curso da Endeavor foi desenvolvido em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), uma empresa pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas e privadas.

Dividido em 13 aulas, há dois cases para que você possa analisar, além de um rico material complementar para ampliar seus conhecimentos.

8. Plano de Negócios — iPED

Com 44 aulas divididas em 13 capítulos, o curso de Plano de Negócios do iPED é bem detalhado a respeito do plano de negócios e explica passo a passo como você deve fazer o da sua empresa. Entre os conteúdos estão:

  • elaborando um plano de negócios;
  • missão da empresa;
  • setor da atividade e forma jurídica;
  • conhecendo o mercado;
  • ameaças e fraquezas;
  • planejamento financeiro;
  • estrutura do plano financeiro;
  • pontos críticos no desenvolvimento do projeto;
  • mercado-alvo;
  • necessidades do cliente;
  • fornecedores;
  • marketing;
  • estratégia competitiva;
  • indicadores de rentabilidade.

Ou seja, é um dos cursos gratuitos para empreendedores bem completo e que fornece o conhecimento necessário para que um empreendedor seja capaz de fazer uma gestão eficiente e com excelentes resultados.

Em resumo…

Como você viu, há diversos cursos gratuitos para empreendedores. O ideal é não escolher apenas um, mas vários. Afinal, como comentamos, ser um empreendedor de sucesso significa um aprendizado constante. E como as formas de gestão e relações de consumo mudam a todo instante, é fundamental se manter atualizado.

Além do mais, os cursos trazem benefícios e você irá desenvolver várias habilidades, além de melhor compreensão do mercado, ampliação de sua visão estratégica, aumento do seu networking, favorece o aumento de suas chances de crescimento como empreendedor.

E nada melhor do que contar com cursos sem custo e que você pode fazer em casa, adaptando as aulas à sua rotina, não é mesmo? Outra forma de saber tudo o que acontece no mundo do empreendedorismo é ficar de olho nas nossas publicações. Então, siga nossa página nas redes sociais. Estamos no Facebook, LinkedIn, Instagram e YouTube.

posso mudar de contador

Posso mudar de contador? Sim! Entenda como

‘’Afinal, eu posso mudar de contador?’’ Já adiantamos que a resposta é positiva. Você tem todo direito de fazer essa mudança, caso não esteja satisfeito com o profissional ou com a contabilidade atual. E não é para menos, já que as funções do mesmo são essenciais para o bom andamento do negócio.

Isso é, o contador é responsável por garantir que tudo ocorra dentro da regulamentação e normas jurídicas. Isso evita problemas burocráticos e até o pagamento de impostos excessivos e multas. Portanto, a relação entre contador e cliente precisa estar em perfeita sintonia.

Já pensou passar por problemas financeiros e burocráticos porque o contador não atendeu às suas necessidades e expectativas? Para evitar situações como essas, é preciso contar com um profissional de confiança. Assim, se tiver interesse em trocar o seu, continue a leitura e saiba mais!

Posso mudar de contador?

Conforme abordamos, faz parte do seu direito realizar a troca de contador, segundo o Código de Defesa do Consumidor. Entretanto, alguns contratos incluem uma cláusula sobre a geração de multas por rescisão contratual, caso o distrato seja realizado antes do prazo estabelecido em contrato.

De qualquer modo, saiba que essa mudança pode ocorrer a qualquer momento e por qualquer motivo. Você, como gestor do empreendimento, é o responsável por decidir pela troca. Seu negócio, suas regras. Afinal, os riscos de manter um profissional que não gera confiança e satisfação são altos.

Como é feita a mudança de contador?

Mudar de contador ou de contabilidade, é um processo fácil e mais simples do que muitos imaginam. Basta que a empresa formalize a troca dos serviços por e-mail ou carta em Correios.

Essa formalização deve envolver o documento de rescisão contratual com os dados da empresa e a data de encerramento. E ainda, um Termo de Transferência de responsabilidade técnica. 

Juntamente com essa demanda, é preciso que o contador anterior prepare um relatório a respeito da situação financeira da empresa. Isso pode incluir débitos federais, municipais e estaduais, além de dívidas em andamento.

Outra documentação necessária é um contrato de Prestação de Contas de Serviços Contábeis. Este precisa ser elaborado pelo novo contador escolhido e deve expressar a responsabilidade técnica para a empresa contratante.

O que devo considerar ao mudar de contador?

Após entender como ocorre o processo de mudança, é o momento de descobrir o que considerar nesse processo. Afinal, você já percebeu que uma escolha errada envolve muitos riscos. Portanto, é melhor redobrar os cuidados. Confira o que deve ser considerado!

Verifique o contrato vigente

É preciso analisar o contrato dos serviços de contabilidade atual para decidir mais estrategicamente. Isso diz respeito ao prazo de vencimento, multa em caso de rescisão e demais cláusulas vigentes. Essas informações ajudam a calcular os riscos e os gastos financeiros com a nova contratação. A partir disso, fica mais fácil decidir com segurança.

Analise as pendências de contabilidade atuais

Na hora de trocar de profissional é comum que muitas empresas tenham surpresas desagradáveis e não saibam como lidar. Logo, é preciso analisar as pendências de contabilidade atuais. Isso envolve o balanço patrimonial, tributos a serem apurados, dívidas a serem quitadas etc.

Após mudar de contador, se torna mais difícil gerenciar os números e as informações do profissional anterior. Então, certifique-se de manter todos esses pontos sob controle.

Comunique a decisão ao contador atual

A mudança de contador precisa ocorrer com a mesma formalização que qualquer outro tipo de demissão. Conforme informamos anteriormente, essa etapa pode ocorrer por e-mail,  ou carta registrada no Correio. Nesse momento, é preciso comunicar com clareza e empatia, para não criar uma situação desnecessária com o profissional.

Lembre-se que a missão dele não acaba após a demissão. Ainda é necessário que o contador faça um relatório com as pendências atuais da contabilidade, forneça senhas e logins de acesso aos sistemas, além do Termo de Transferência de Responsabilidade Técnica. Tudo isso formaliza a mudança de profissionais.

Contrate o novo contador

Após analisar os pontos mencionados, chegou o momento de efetuar uma nova contratação. Para isso, é necessário efetuar um novo documento para formalizar a contratação de um novo profissional. É importante deixar claro as suas expectativas com o novo contador e deixá-las registradas no documento. Isso diminui as chances de insatisfação por desalinhamento.

Como encontrar um novo contador?

Mesmo com o contrato para elevar as chances de alinhamento do novo contador com a empresa, ainda existem riscos. Por isso, é fundamental seguir algumas recomendações para evitar erros. Elas incluem:

  • recomendação de quem já contratou os serviços do profissional;
  • preço praticado;
  • bom atendimento ao cliente;
  • facilidades e serviços oferecidos;
  • uso de inovações tecnológicas;
  • registro do profissional no Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

Com relação ao uso de inovações tecnológicas, saiba que é possível contar com serviços de contabilidade online. Afinal, diversas demandas se tornam cada vez mais digitalizadas para elevar a praticidade e comodidade dos usuários. Isso porque as operações se tornam mais ágeis e com menos custos, ao não exigir deslocamentos.

Qual é a hora certa de trocar de contador ou de contabilidade?

É importante saber que não existe hora certa para realizar esta troca. Esse momento é decidido de acordo com as necessidades da sua empresa. Lembre-se que insatisfações atuais podem ser sanadas com a adaptação do contador ou aumentarem com o passar do tempo.

Desse modo, fique de olho nos seguintes aspectos que podem motivar a troca de contabilidade empresarial e sinalizar que é o momento certo:

  • pouca proatividade;
  • atendimento ruim;
  • descumprimento dos prazos;
  • não acompanhar as mudanças legislativas;
  • uso de ferramentas desatualizadas;
  • pagar mais tributos do que necessário;
  • não declarar corretamente os bens da empresa, entre outros.

Então, conseguiu encontrar a resposta para ‘’posso mudar de contador’’? Esperamos que com essa e outras respostas encontradas ao longo do artigo você consiga otimizar a contabilidade da sua empresa. Afinal, essa área é fundamental para regularizar as obrigações fiscais e contribuir na tomada de decisões estratégicas.

E aí, deseja realizar a troca de contador e migrar para a contabilidade online? Nós  podemos te ajudar! Aqui na Contabilivre você é atendido por especialistas que estão prontos para esclarecer todas as suas dúvidas, cuidando das gestões contábil e fiscal de sua empresa da melhor forma. Além disso, possuímos uma plataforma online intuitiva e de fácil manuseio, que você consegue acessar 24 horas por dia de qualquer local. 

Entre em contato conosco e venha descomplicar a contabilidade com a Contabilivre! 

certidão negativa de débito

O que é Certidão Negativa de Débitos?

Quando uma empresa precisa comprovar a sua situação legal perante os órgãos, seja para pedido de empréstimos, contratos com fornecedores, entre outros, é exigido a Certidão Negativa de Débitos. Este documento comprova não haver pendências financeiras ou processuais em nome da empresa.

Neste artigo, te ajudamos a entender melhor sobre a CND e sua importância.

O que é a Certidão Negativa de Débitos?

Conforme mencionado, a CND é um documento que comprova não haver pendências financeiras, trabalhistas ou processuais em uma empresa. Desse modo, um negócio pode realizar suas operações normalmente ao solicitar empréstimos, participar de processos de licitações e diversas outras situações.

Isto é, você como Pessoa Física emprestaria dinheiro para alguém que não costuma quitar suas dívidas? Possivelmente, a resposta é negativa, já que isso acarreta prejuízos financeiros. A mesma lógica é aplicada no meio empresarial.

Afinal, para que uma empresa ‘’entre no jogo’’, é preciso que ela respeite as regras, seus adversários e parceiros. Manter pendências financeiras, processuais ou trabalhistas sinaliza que o respeito não ocorreu. Isso porque os envolvidos na empresa podem se prejudicar de alguma maneira.

Diante disso, é preciso que a Certidão Negativa de Débitos seja solicitada nos órgãos do governo federal. Esse processo pode ocorrer presencialmente ou online, podendo ser realizado de forma gratuita ou em alguns casos ser necessário realizar o pagamento de uma taxa. Tudo varia conforme o tipo de certidão emitida e município.

Quais são os tipos de Certidão Negativa de Débitos?

Como visto, existem alguns tipos de certidões negativas, cada uma delas com suas particularidades. Para saber como agir adequadamente, é importante conhecer os tipos existentes. Logo, acompanhe e descubra as diferenças!

Certidão Negativa de Débitos Federais

Trata-se da certidão voltada para comprovação de tributos federais e previdenciários. É o caso do INSS, PIS, Cofins, IRPJ, CSLL, DAS  etc. Tudo depende da empresa responsável pelas pendências. E ainda, essa certidão deve comprovar obrigações acessórias da Dívida Ativa da União.

Certidão Conjunta de Tributos Municipais

Como o próprio nome sugere, é o documento que visa comprovar a regularidade de uma empresa diante da prefeitura municipal. Assim, é preciso garantir que os tributos e as declarações estejam todas em dia.

Certidão Negativa de Débitos Estaduais

Ela refere-se ao documento que comprova a regularidade de um negócio quanto aos tributos estaduais, como ICMS e ITCMD. E ainda, serve para comprovar a ausência de pendências voltadas para obrigações acessórias.

Para que a CND serve para as empresas?

Após conhecer os diferentes tipos de Certidão Negativa de Débitos, é o momento de entender a importância delas para as empresas. Afinal, muitos encaram essa etapa como uma burocracia desnecessária, correto? Não exatamente!

A Certidão Negativa de Débitos eleva a segurança de investidores, instituições financeiras, construtoras e compradores com relação a sua empresa. Lembra quando falamos da importância de respeitar as regras do jogo? Quando esse grupo percebe que a sua corporação faz isso, ele pode ficar do seu lado.

Caso contrário, sem um documento que comprove a idoneidade da instituição, fica mais difícil conseguir apoio. Desse modo, como você espera se manter em funcionamento? Por isso é tão importante garantir a CND.

Ainda assim, a Certidão Negativa de Débitos não é obrigatória. Outro fator importante sobre o documento é que ele tem prazo de validade, assim como qualquer outro comprobatório. Então, certifique-se de efetuar a emissão periódica e fuja de pendências.

Quem pode utilizar este serviço?

Qualquer pessoa pode emitir e consultar a Certidão Negativa de Débitos. Para isso, basta que os interessados se certifiquem que o pagamento dos tributos está em dia. Então, a partir da resposta positiva, você deve acessar o canal de prestação da certidão e informar o CNPJ ou CPF, para pessoas físicas.

A segunda via é solicitada por um caminho parecido. No entanto, é necessário clicar na opção ‘’Consultar certidões de regularidade fiscal emitidas.’’

Onde obter a Certidão Negativa de Débitos?

Conforme mencionado, algumas certidões podem ser emitidas pela internet. Quando isso não é possível, provavelmente ainda existem pendências que impedem a emissão do certificado. Se ainda assim a emissão não for autorizada, as dívidas podem não ser administradas pela Receita Federal.

De qualquer maneira, é válido pesquisar a sua situação fiscal na página web do órgão ou se dirigir ao posto da Receita Federal. A partir disso, todo processo pode ser solucionado e a CND emitida.

No entanto, é importante deixar claro que boa parte dos casos podem ser solucionados virtualmente. Inclusive, esse processo se torna mais ágil, prático e menos burocrático. Assim, a sua empresa garante a regularização rápida e se torna apta para realizar determinadas transações.

Quais os passos para tirar a Certidão Negativa de Débitos?

Descobriu onde obter a CND? Para colocar isso em prática, o processo é simples. Primeiro, reúna os documentos necessários, como: 

Após a reunião dos documentos, acesse o portal de pessoa física ou jurídica, correspondente ao tipo de certidão almejada. Caso não consiga via internet, pode ser necessário se dirigir a um posto da Receita Federal.

Então, conseguiu tirar suas principais dúvidas sobre a consulta e emissão da Certidão Negativa de Débitos? Como visto, garantir esse documento eleva a segurança para que algumas instituições possam apoiar uma empresa e permitir o funcionamento de diversas transações. Logo, é importante garantir a emissão da CND.

Agora que você já sabe a importância das certidões negativas de débitos, aproveite e contate a Contabilivre para te ajudar na emissão dessas certidões.