desenho de duas pessoas colocando relógios dentro de um cofrinho em formato de porco, uma está apoiada no relógio do lado esquerdo e ao lado direito do cofrinho está outra pessoa, esta em cima de uma escada colocando o relógio dentro do porquinho, mais a direita há um espaço em azul e está escrito: "reserva financeira para empresas? saiba como fazer a sua!"

O que é reserva financeira para empresas? Saiba como fazer a sua!

Se você é empresário, existem grandes chances de  já ter se deparado com algum imprevisto e precisou deslocar uma quantia de dinheiro, que não estava destinada para cobrir esse custo, certo? Isso é muito comum e ter uma reserva financeira para empresa pode te ajudar a não passar por esse tipo de situação.

Imprevistos, emergências e até oportunidades não são previsíveis, mas é possível pensar de maneira estratégica, realizar um planejamento financeiro e assim estar preparado financeiramente para cada uma das situações apresentadas.

Para te ajudar a entender o que é uma reserva financeira para empresas, quais tipos existem e como ela pode ajudar o seu negócio, nós preparamos este conteúdo exclusivo. Confira!

O que é uma reserva financeira para empresas?

Reserva financeira para empresas é quando uma quantia de dinheiro é guardada para um determinado objetivo, este pode ser para situações de oportunidade, urgência ou emergência.

A reserva financeira se difere do caixa do negócio, pois ela é, como o próprio nome já diz, uma reserva de um valor específico por um determinado tempo, enquanto o caixa do negócio é referente aos valores de entrada e saída da empresa, também chamado de fluxo de caixa. Caso você queira saber mais sobre o que é fluxo de caixa operacional, nós temos um artigo sobre. Confira!

Ela também não é o mesmo que o capital de giro, este pode ser entendido como todos os recursos financeiros que a empresa possui para arcar com os custos operacionais, em outras palavras, para se sustentar. 

A reserva financeira tem outra definição, ela é um dinheiro guardado que tem a finalidade de ajudar a conquistar objetivos ou trazer segurança para situações financeiras emergenciais. 

O principal objetivo dela é a tranquilidade financeira, pois ela é um montante guardado pelo empreendedor para momentos de estabilidade, oportunidade e principalmente de crise. 

Por que fazer uma reserva financeira empresarial?

Criar uma reserva financeira empresarial é importante, principalmente, para se prevenir de imprevistos. Mas ela não se restringe apenas a isso. 

Até mesmo quando o negócio estiver prosperando economicamente, é interessante ter um planejamento financeiro para estar preparado para as possíveis mudanças do mercado. 

Por isso, recomendamos que o empreendedor guarde, ou reserve, uma quantidade viável de dinheiro para quando houver situações financeiras inesperadas. Assim, ele pode utilizar o dinheiro da reserva e não vai precisar se preocupar em alocar um valor para cobrir gastos inesperados.


Por exemplo, caso aconteça a perda de clientes ou manutenções do local haverá a reserva financeira de emergência para cobrir esses gastos. Ou também pode ser outro caso, como o de financiar oportunidades para o crescimento do negócio.

Além disso, caso o seu negócio seja sazonal, ou seja, tenha um pico de vendas em determinada época do ano e em outras passa em baixa, é mais importante ainda pensar em  desenvolver uma reserva financeira empresarial. 

Pois com ela o negócio terá tranquilidade financeira em meses do ano em que não há o lucro esperado. Podemos entender com isso que uma reserva financeira não é feita apenas para situações inesperadas, ela pode ser explorada com outras finalidades.

Quais são os tipos de reserva financeira?

Há três tipos principais de reserva: a de oportunidades, a de urgência e a de emergência, esta última mais conhecida e explorada pelos empreendedores. 

A diferença entre cada uma delas é o objetivo final. Enquanto a de oportunidade é para momentos em que o negócio estiver prosperando financeiramente, a de urgência é para situações extremamente delicadas. Além disso, há a reserva de emergência, que é para situações emergenciais. 

O que não pode acontecer é a confusão entre cada uma delas, ou seja, caso você for montar uma para cada objetivo é importante que os valores fiquem muito bem separados para que você utilize cada uma delas para os momentos planejados.

Montar uma reserva financeira de emergência para empresas pode parecer algo muito distante da realidade, mas com um passo a passo fica mais fácil visualizar como é viável fazer isso. Para te auxiliar nessa tarefa, segue estas dicas abaixo.

Como montar uma reserva financeira de emergência?

Uma reserva financeira pode ser criada a partir de uma parte do lucro do negócio ou de economias estratégicas como, por exemplo, corte de gastos e diminuição de despesas. 

Com isso em mente, podemos começar a fazer um planejamento financeiro para montar uma reserva financeira de emergência para a empresa. Segue abaixo os passos para criação de uma reserva financeira. 

Controle de contas

Nesse momento, o empreendedor precisa reavaliar todos os gastos do negócio e identificar quais podem ser eliminados ou,  pelo menos, diminuídos, isto vale para as despesas também.

Para realizar esse controle financeiro empresarial, é possível organizar os valores em planilhas ou até mesmo contratar serviços que te auxiliam com as demandas financeiras do teu negócio. 


Planejamento financeiro

Em seguida, após toda a organização dos valores da empresa, o que vai permitir a visualização de onde será possível conseguir o dinheiro, é o momento de fazer o planejamento financeiro.

De forma resumida, ele é uma forma de garantir a saúde do caixa e o cumprimento das metas financeiras de curto, médio e longo prazo

Assim, o planejamento pode ser entendido como uma lista de metas que precisam ser alcançadas para chegar no objetivo, a reserva. 

Definição de metas

Definir metas é importante para que o empreendedor consiga estabelecer quais ações tomar e, caso elas não apresentem resultados, mudá-las. Isso evita que o empresário fique “andando em círculos”, sem saber quais ações estão gerando resultados ou não. 


Um ponto importante sobre a definição de metas é que elas precisam estar de acordo com a realidade da empresa, ou seja, precisam ser exequíveis, possíveis de serem aplicadas. 

Então, é preciso estabelecer metas financeiras que estão de acordo com a realidade econômica do negócio. 

Isso porque se elas não apresentarem essa característica você corre o risco de implementar metas financeiras que não são possíveis e com isso se frustrar. 


Investimento

Após organizar e planejar as finanças, definir as metas é o momento de saber onde guardar esse dinheiro para começar a reserva financeira. 

Com um investimento bem escolhido, o empreendedor consegue separar o dinheiro e ganhar um retorno maior que o da poupança. 

É importante que o investimento escolhido para montar a reserva financeira de emergência seja de liquidez diária, em outras palavras, que seja possível sacá-lo a qualquer momento, já que o principal objetivo é cobrir despesas inesperadas e situações emergenciais.

Assim, o empresário precisa ter o acesso a reserva de forma facilitada, de nada adianta criar uma reserva financeira em um investimento que é possível sacar a quantia em dias ou semanas, é preciso ter a possibilidade de retirar o dinheiro quando for necessário. 

mesa branca com várias moedas empilhadas formando montes pequenos da direita para a esquerda até chegar em um pote transparente cheio de moedas, a fotografia simula o guardar dinheiro, que pode ser entendido como uma reserva financeira para empresas
Caso você queira saber mais sobre como investir sendo pessoa jurídica,
nós temos um artigo sobre!

Em resumo…


Podemos entender que existem vários tipos de reserva financeira e que elas possuem um objetivo final de acordo com as necessidades da empresa, podendo ser elas, situações de oportunidade, emergência e até urgência.

Para montar uma reserva financeira para uma empresa é muito simples, basta analisar os valores do negócio, identificar onde é possível explorar cortes e, por fim, investir de forma estratégica para conseguir sacar o dinheiro guardado quando for necessário.

A principal vantagem de uma reserva de emergência é a tranquilidade financeira, por mais que imprevistos apareçam, eles vão ser resolvidos sem muitos problemas. Gostou do nosso artigo? Acompanhe o nosso blog caso goste de dicas sobre empreendedorismo, tecnologia, contabilidade e finanças.



mulher branca segurando uma xícara e sorrindo de frente há um computador, do lado direito há uma parte em azul clara escrito: "Investimentos para empresas : como investir sendo PJ?"

Investimentos para empresas: como investir sendo PJ?

Investimentos para empresas é importante para a valorização do dinheiro do negócio. Isso significa que, ao invés dos valores de capital de giro e reversas estarem estagnados na conta corrente, eles podem estar rendendo por meio de aplicações em ativos financeiros. 

Para que isso ocorra, é interessante o empreendedor conhecer melhor investimentos que façam mais sentido para o seu negócio. Por mais que investir pareça algo distante da nossa realidade, essa prática é algo mais próximo do que acreditamos. 

Se você deseja saber mais sobre como investir sendo pessoa jurídica, acompanhe o nosso conteúdo!

Ao analisar possíveis investimentos para pessoas física e jurídica, é perceptível que para a PJ a compra de ativos é restrita. Além disso, há algumas especificidades e diferenças nas regras de alguns produtos financeiros. 

O ideal é buscar investimentos de baixo risco e liquidez diária. Por isso, o mais recomendado aos empreendedores são os investimentos de renda fixa.  

O que é um investimento em renda fixa?

Um investimento em renda fixa é aquele que periodicamente rende uma quantia de acordo com uma taxa fixa. Em outras palavras,  esse tipo de investimento apresenta  uma rentabilidade previsível e não possui  alta volatilidade como outras variedades de investimentos (como ações, por exemplo). 

Quais são os tipos de investimento em renda fixa?

Em renda fixa, os investimentos mais conhecidos e recomendados para pessoa jurídica são: 

  • Certificado de Depósito Bancário – CDB;
  • Fundo de Investimentos; 
  • Letras de Crédito Imobiliário – LCI;
  • Letras de Crédito do Agronegócio – LCA.

Em resumo, o CDB é um investimento baseado em uma taxa de operações interbancárias, ou seja, entre bancos. Essa é uma das maiores vantagens desse investimento, ele pode ser vinculado à taxa básica de juros, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). 

Vale ressaltar também que a segurança do investimento do CDB é alta, já que ele conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Ao falar sobre investimentos e rendimentos, ouvimos a expressão “render 100% do CDI”, o que é entendido como algo necessário para se conseguir lucro com a renda fixa. Por isso, ao escolher um ativo de renda para investir, procure saber qual a taxa de juros que o ativo de renda fixa está relacionado.

Já os fundos de investimentos reúnem vários investidores, também chamados de cotistas, com o objetivo de investir em um setor em comum. Existem tipos de fundos como renda fixa, imobiliários, multimercado e ações, entre outros. 

Com esse investimento, é cobrado o IOF (Imposto sobre operações financeiras). Essa cobrança começa em 96% quando ocorre o primeiro dia do investimento e cai para 0% trinta dias após a operação. Dependendo do fundo, também acontece a cobrança do IR, imposto de renda (alíquota de 22,5% a 15%). 

Há, também, as LCIs e LCAs que, assim como CDB, a remuneração desses investimentos pode ser vinculada a um índice ou prefixada. Por exemplo, uma LCI pode estar vinculada ao IPCA (índice de preços ao consumidor amplo). 

O IPCA é um índice utilizado para observarmos a tendência da inflação. Assim, caso aconteça a compra de um ativo LCI, o investidor pode garantir um ganho real de poder de compra. Tanto LCI quanto LCA contam com a proteção do FGC. 

No caso de pessoa física, há a isenção do IR. Por outro lado, para pessoas jurídicas, isso não acontece. Esses ativos são tributados da mesma maneira que um CDB, ou seja, dependendo do tempo de aplicação. 

E também é possível que empresas participem da Bolsa de Valores comprando ações, mas é válido ressaltar que a rentabilidade variável envolve riscos, tanto moderados quanto altos. 

Nesse caso, então, é importante lembrar que os investimentos em ações para PJ são recomendáveis a longo prazo. Isso significa que a empresa não vai precisar resgatar o dinheiro nos próximos cinco anos, pelo menos. 

Por fim, investir em renda variável ou fixa varia de acordo com a sua necessidade de liquidez. Por isso, recomendamos diversificar a carteira de investimentos, para que ela seja ajustada de acordo com as variáveis que fazem sentido para o seu negócio, como a previsão de contas para o próximo mês e a liquidez de todos os investimentos. 

Uma forma também de investir no seu negócio é deixando as burocracias da sua empresa com especialistas, para que você obtenha tempo para se preocupar com o crescimento do negócio.

Como os investimentos podem colaborar para a empresa?

Como já mencionamos, um dos principais benefícios sobre investimentos para empresas é fazer render o valor que a empresa possui de capital de giro ou reserva para emergência e/ou oportunidade. 

Inclusive, dependendo do ativo investido, esse  rendimento é algo que pode ser diário ou mensal. Por isso, ao investir, é importante analisar o objetivo da empresa e do aporte, para definir qual a liquidez esperada.  

Segurança, rentabilidade e liquidez

imagem com várias moedas empilhadas. cada pilha aumenta da esquerda para a direita até chegar há um potinho transparente com várias moedas, há em cima de cada pilha um ramo verde
Deseja saber mais sobre investimentos na bolsa de valores?
Confira o nosso texto sobre o assunto!

Quando falamos sobre ativos de investimentos, três pontos chaves (chamados também de “tríade” dos investimentos) são importantes de entender: a segurança, a rentabilidade e a liquidez. Podemos simplificar e dizer que:

  • Rentabilidade é o percentual de remuneração (Ex.: 100% do CDI);
  • Liquidez é o tempo de retorno (Ex.: diário ou mensal) e a
  • Segurança está relacionada com o risco (Ex.: volatilidade).

Por exemplo, se você aplicar R$ 100,00 no CDB, o rendimento pode ser 100% do CDI, com uma liquidez diária caso opte por ele. Esse ativo apresenta, também,um baixo risco. 

Isso porque o CDB é um investimento de renda fixa, ou seja, uma modalidade   caracterizada por sua alta segurança, rentabilidade previsível e liquidez determinada por um tempo. É importante ressaltar, também, que essa renda tem um retorno menor que os ativos de renda variável.  

Como é o caso das ações, com elas, é necessário correr mais riscos para conseguir um retorno maior, em outras palavras, se expor a volatilidade.  

Por fim, é válido ressaltar que o saque de renda fixa é algo fácil de ser feito. Caso você aporte valores altos e de forma constante, é possível solicitar o saque e ter o retorno imediato ou um dia útil após a solicitação do pedido. 

Como investir sendo PJ?

O primeiro passo é procurar uma corretora ou banco para realizar o investimento. Hoje em dia, é possível abrir contas em corretoras para pessoas jurídicas. Além disso, é necessário apresentar documentações exigidas pela instituição e isso pode acontecer de forma totalmente online, por meio de aplicativos, por exemplo. 

O segundo passo seria realizar os aportes mensalmente para a PJ, assim, com o tempo e quanto mais aportes realizar, maiores são os rendimentos. Isso acontece devido a um efeito de juros compostos. De forma simplificada, quanto mais e por mais tempo é realizado o investimento, maior é o retorno no momento da retirada. 

Até porque, economizar utilizando a poupança não é algo que pode oferecer tanta rentabilidade como os ativos de renda fixa. E, também, as aplicações realizadas precisam visar um objetivo do negócio (sejam eles de curto, médio ou longo prazo).

Além disso, o importante também é diversificar, ou seja, procurar investir em mais de um ativo de renda fixa e até mesmo renda variável (ações), obtendo uma carteira de investimentos diversificada. 

Investimentos para empresas: declaração de IR

Quando o assunto é investimentos, precisamos nos atentar e declarar o Imposto de Renda (IR). Isso porque tanto a pessoa física quanto a jurídica precisam fazer a declaração para a Receita Federal. 

No caso das pessoas jurídicas, é o IRPJ (Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas). É válido ressaltar que a declaração de IRPJ dos ativos, varia de acordo com o regime tributário (como Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real) que a empresa estiver enquadrada.

Mas se tratando de investimentos, e principalmente renda fixa, é importante salientar que o imposto incide sobre o lucro obtido e não sobre os valores aportados. Então, caso você invista R$ 200,00, é preciso declarar o retorno obtido. 

Se você gostou do artigo e se interessa por assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!


na imagem do lado esquerdo há moedas douradas, prateadas e cor de bronze com um cifrão em formato de B, analogia as moedas digitais, do lado direito há um espaço em azul escrito "Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento"

Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são conceituadas como dinheiro não tangível, mas cambiável. Bitcoin, Litecoin e Ethereum são alguns exemplos das moedas digitais que conquistam cada vez mais espaço dentro do mercado e, consequentemente, estão cada vez mais presentes no horizonte de investimentos dos empreendedores

Mas, devido ao recente aparecimento delas no mercado, muitas dúvidas ainda surgem a respeito do que são moedas digitais, como surgiram, quais os tipos que existem e se é recomendável investir nelas

Para sanar suas dúvidas e te orientar sobre o mercado das criptomoedas, nós, da Contabilivre, preparamos esse conteúdo exclusivo sobre esses criptoativos. Confira!

O que são moedas digitais?

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são ativos financeiros que se assemelham às moedas físicas. Mas, enquanto o real, o dólar, entre outras moedas são controladas por um órgão ou governo, as moedas virtuais, em sua maioria, não possuem um órgão regulador. 

Apesar disso, as moedas digitais têm algumas finalidades parecidas com as moedas físicas, um exemplo é o conceito de meio de pagamento. Em outras palavras, as moedas virtuais podem servir tanto para contratação de serviço quanto para a compra de produtos. 

Portanto, assim como é possível comprar euros, dólares e até o ouro, é possível comprar as criptomoedas. Mas é importante ressaltar que elas possuem muitas diferenças em relação às moedas físicas e, essas características, estão relacionadas ao surgimento delas.

Como surgiram as criptomoedas? 

O surgimento das criptomoedas aconteceu por volta do final da década de 80. O programador David Chaum, nascido nos Estados Unidos, desenvolveu a primeira espécie de dinheiro eletrônico com caráter criptográfico que, anos depois, serviria como uma das bases de conhecimento para orientar o surgimento da, então, famosa Bitcoin.  

Assim, a primeira criptomoeda descentralizada, a Bitcoin, surgiu em 2009 e é a moeda digital que, atualmente, mais movimenta o mercado. Por trás da criação deste criptoativo está o nome, ou apenas pseudônimo, Satoshi Nakamoto. 

Pensadas para atuarem totalmente no meio digital, as moedas virtuais funcionam com a tecnologia de criptografia. Em outras palavras, elas são criptoativos, ou seja, todos os tipos de representação digital de valor que são transacionados eletronicamente e protegidos pela tecnologia de criptografia

Assim, podemos entender que elas são cambiáveis, ou seja, passíveis de venda e compra e, ainda, não tangíveis, ou, melhor dizendo, elas não existem fisicamente. Por fim, além dessas características mais amplas, as moedas apresentam outras particularidades. 

Os tipos de moedas virtuais e suas principais características

Existem vários tipos de criptomoedas e, estas, com diferentes características. Mas nos limitaremos a algumas das mais conhecidas no mercado financeiro: a  Bitcoin, a Litecoin e a Ethereum.

  • A Bitcoin é, como já comentado, reconhecida como a primeira criptomoeda descentralizada. Com essa característica, a Bitcoin é negociada por meio da tecnologia de  blockchain que, de forma resumida e simplificada, é um sistema que permite a transferência de moedas digitais com o modelo peer-to-peer (ponto-a-ponto). 

Em outras palavras, você negocia diretamente com outros detentores do ativo e não precisa de uma instituição intermediária, como, por exemplo, os bancos, para realizar as transações. Além disso, a Bitcoin, ou BTC, foi criada com uma oferta finita, ou seja, há um limite máximo fixo de bitcoins existentes (21 milhões). 

  • A Ethereum é uma criptomoeda e um pouco além disso. Isso porque ela é, também, uma plataforma que, entre outras funções, realiza as transações da ether (ou Ethereum), a moeda virtual. 

Criada pelo programador Vitalik Buterin em 2013, ela utiliza, também, o modelo peer-to-peer e a tecnologia blockchain. Porém, não foi projetada com a ideia de oferta finita, como foi a Bitcoin. Assim, com a Ethereum não há limitação na quantidade da moeda.

  • Por fim, a Litecoin é entendida como uma altcoin, ou seja, ela é uma criptomoeda que surgiu como alternativa à BTC. Assim, altcoins são moedas virtuais “inspiradas” na Bitcoin e, também, possuem como objetivo aprimorar os recursos oferecidos pela BTC. Porém, hoje em dia, no mercado, a Litecoin é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, enquanto isso, referem-se a BTC como o “ouro”  das moedas virtuais. Por fim, Litecoin tem uma quantidade limite de 84 milhões.

Compensa investir em criptomoedas?

Para compreender melhor o investimento em moedas virtuais, é necessário entender outro ponto sobre elas. As criptomoedas são entendidas como ativos multiplicadores de valor. 

Isso significa que, com o tempo, a valorização delas pode aumentar e, por meio da oferta e compra desses ativos, você pode vendê-las, aumentando o seu patrimônio. Assim, é possível investir em moedas digitais, mas é importante ter conhecimento das possibilidades e riscos que esse tipo de aplicação pode apresentar. 

Quando falamos sobre investimento, independente do ativo, é necessário ter em mente algumas questões como: planejamento, objetivos, estratégia e, principalmente, o perfil do investidor. 

Agora, a Bitcoin, e demais moedas, possuem uma característica importante quando falamos sobre investir nesses criptoativos: a alta volatilidade. Isso significa que, nos últimos anos, as moedas virtuais tiveram oscilações significativas em seus preços. 

Criptomoedas, oscilações e perfil de investidor 

Um exemplo é a própria BTC. Em abril de 2021, o ativo Bitcoin superou o valor de R$ 360 mil, sendo que, há um ano atrás, o preço era de R$ 42 mil. Mas não suponha que as moedas digitais apenas valorizam, muito pelo contrário, o preço delas pode cair também. 

Isso depende muito da lei de oferta e procura das criptomoedas. Como o mercado funciona 24 horas, as oscilações variam de acordo com a movimentação dos ativos nas transações, causando, assim, alta volatilidade. 

Por conta disso, antes de investir nas moedas virtuais, é necessário compreender o seu perfil de investidor. 

Para exemplificar e resumir, se o perfil for conservador, ou seja, ele prioriza o investimento conservado – aquele que há a priorização da preservação do capital e apresenta baixa tolerância ao risco -, não é aconselhável que esse perfil opte pelas moedas. Isso porque elas podem, em algum momento, proporcionar perdas.

Agora, se o perfil do investidor for arrojado, o objetivo maior desse tipo de investimento é a rentabilidade. Assim, é mais recomendável o investimento em criptomoedas, uma vez que esse retrato também se apresenta disposto a assumir riscos no momento de aplicar o seu dinheiro.

Em resumo…

O mundo está ficando cada vez mais digital e, o mercado está, também, inserindo cada vez mais a tecnologia em seu funcionamento. A Bolsa de Valores funciona em ambiente totalmente digital e as criptomoedas já são utilizadas como um meio de pagamento. 

Assim, parece que o rumo do mercado, futuramente, é uma digitalização cada vez maior. Por conta disso, é interessante pensar em comprar moedas digitais e, assim, investir nelas. Desde que o investimento, antes, seja pensado com objetivos e, principalmente, planejamento. 

Por isso, é aconselhável que, antes de aplicar capital nas criptomoedas, você planeje seus investimentos, se prevenindo de imprevistos (criando uma reserva de emergência, por exemplo), conhecendo o seu perfil de investidor e, também, adquirindo conhecimento sobre os ativos, ou criptoativos, que deseja aplicar o seu dinheiro.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas.