Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço?

O que é preciso para abrir uma empresa prestadora de serviço?

Se você chegou até este artigo, provavelmente tem interesse em abrir uma empresa de prestação de serviço. Por isso, estamos aqui para passar algumas informações essenciais e ajudá-lo em tudo que você precisar.

Saiba que o setor de serviços tem preenchido grande parte do mercado de empreendimentos no Brasil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% das empresas brasileiras dispõem de oferta de serviço.

Mas você sabe realmente o que é uma empresa prestadora de serviço? Esse setor atua realizando serviços para pessoas físicas ou jurídicas, com intuito de receber valores financeiros. Vale destacar, que essa modalidade de empreendimento não realiza venda de produtos e nem fabricação, ok?!

Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço? Continue a leitura!

Veja a importância de formalizar a empresa 

Segundo o Jornal Contábil, devido ao alto índice de desemprego provocado pela pandemia, o número de empresas prestadoras de serviços cresceu mais de 54,7% entre janeiro e abril de 2021 no Brasil. Algumas das empresas de serviço mais criadas nesse período foram de:

  • encanador:
  • eletricista;
  •  instalador e limpeza de ar-condicionado;
  •  cabeleireiro;
  •  manicure.

Esse setor reúne um leque de oportunidades. Isso porque possui vários segmentos de atuação. Uma das principais vantagens deste ramo é o custo, que dependendo da atividade exercida pode ser baixo, e com isso o investimento inicial para a abertura da sua empresa pode ser menor do que você pensa.

Antes de mais nada, salientamos a importância de você ter uma empresa totalmente legalizada. Ela traz diversos confortos e vantagens para o seu negócio. Ao realizar a formalização, você vai poder estar em dia com o fisco ao pagar todos os impostos e obrigações necessárias.

A regularização é importante para ajudar no cumprimento de todas as regras trabalhistas, quando a empresa admite funcionários. Auxilia ainda, na emissão de notas fiscais para os clientes que são atendidos pelos seus serviços.

Agora que decidiu abrir a sua empresa, qual é o próximo passo? Por onde começar?

A melhor atitude é procurar um escritório de contabilidade para receber todas as informações necessárias e fazer as escolhas ideais para a sua vida de empreendedorismo.

Neste momento é importante também decidir em qual ramo de atuação você deseja trabalhar. Após tomar essa decisão, é indispensável traçar um Plano de Negócio para apontar todos os objetivos que o seu negócio pretende alcançar.

Mas para que isso aconteça de maneira certa, você precisa conhecer os portes de empresa que existem e assim, decidir qual é o ideal para a sua atuação no mundo dos negócios. 

Porte da empresa

Antes de dar início à abertura de sua empresa, você precisa saber qual tipo de negócio você vai abrir. Normalmente as empresas são instituídas de acordo com o porte de negócio que o proprietário deseja trabalhar.

a. Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é uma modalidade de empreendimento, que foi criado para regularizar as atividades de pessoas que atuam em trabalhos autônomos. É o tipo de negócio mais criado nos últimos anos, por apresentar diversas vantagens, como a isenção de tributos federais e o recolhimento de imposto facilitado em uma única guia. 

Ao regularizar a instituição, o proprietário recebe um CNPJ e fica apto a emitir nota fiscal de serviço e a ter direito aos benefícios prestados pela Previdência Social. Para ser MEI, o empreendedor deve ter uma renda de até R$81 mil reais ao ano, o que equivale a R$6.750 mensais.

b. Microempresa (ME)

São consideradas Microempresas (ME), as instituições que têm um faturamento de até R$360 mil por ano. Conforme o tipo de negócio, ela pode contratar de 9 a 19 funcionários e ainda tem a liberdade de escolher entre um dos tipos de regime tributário e a natureza jurídica do negócio.

c. Empresa de Pequeno Porte (EPP)

As Empresas de Pequeno Porte (EPP), são criadas por empreendedores que desejam ter uma receita bruta entre R$360 mil e R$4,8 milhões por ano, e podem contratar entre 10 e 49 funcionários.

Agora que já definiu o porte para sua empresa, chegou a hora de optar por um dos regimes tributários existentes no Brasil. Confira abaixo!

Regime de tributação 

A escolha dos tributos é uma decisão um tanto delicada, para decidir quais os valores dos impostos que a sua instituição terá de pagar. Ter um contador para fazer todos os cálculos ajuda você a cumprir as suas obrigações fiscais. Conheça os tributos que são exigidos das empresas.

a. Simples Nacional

O Simples Nacional tem a competência de simplificar os recolhimentos dos tributos, pois é pago mensalmente em uma única guia chamada DAS. Ele facilita o cumprimento das obrigações previdenciárias, trabalhistas e tributárias. No entanto, é importante atender a alguns requisitos para participar desse tipo de regime, como a tipologia da atividade (CNAE) e o limite máximo anual de renda da empresa.

b. Lucro Presumido 

Nesse tipo de regime tributário, os impostos são recolhidos em guias individuais. As organizações desse tipo tributário devem declarar IRPJ e arcar com diversas obrigações. O Lucro Presumido tem os valores do IRPJ e CSLL direcionado a uma margem de Lucro Presumido. 

c. Lucro Real 

Os tributos são calculados segundo o lucro real da empresa. Os cálculos devem ser feitos com muito cuidado para não perder alguns benefícios. Em caso de ocorrer perda no período em que os cálculos forem feitos, é possível conceder a isenção do pagamento do imposto de renda. No Lucro Real já estão embutidos: PIS, COFINS, Contribuição Social e Imposto de Renda.

Natureza jurídica da empresa

A Natureza Jurídica é outro ponto fundamental que precisa ser bem definido por quem deseja abrir uma empresa. A escolha ajuda a entender qual será o valor do capital para iniciar o negócio, quais leis serão aplicadas e se é aconselhado ter sócio ou não. Conheça os principais tipos de Natureza Jurídica que existem:

a. Empresas Individuais

As Empresas Individuais surgiram especialmente para fazer a regularização de inúmeros negócios autônomos, que aconteciam sem CNPJ, e com isso não tinham segurança jurídica, e não recebiam seus benefícios, como o INSS. Elas não necessitam de sócio para serem iniciadas, mas cada uma tem regras específicas. Estas são as modalidades de Empresas Individuais:

  • Empresas individuais (EI);
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

b. Sociedades

Caso você deseje ter uma organização com no mínimo dois sócios, você pode optar por uma dessas tipologias:

  •  Sociedade Limitada (LTDA): é uma modalidade de empresa que trabalha como prestador de serviços de forma geral;
  •  Sociedade Simples (SS): é um tipo de empresa voltada para área artística, intelectual e científica, como os artistas plásticos, médicos e cooperativas;
  • Sociedade Anônima (SA): tem o capital dividido em ações, ou seja, as ações pertencem aos acionistas. Elas podem ser vendidas no mercado de balcão ou nas Bolsas de Valores.

Saiba como abrir uma empresa de prestação de serviço

Agora que você conheceu os principais pontos que precisam ser definidos para abertura de sua empresa, chegou o momento principal, a criação de seu CNPJ. Mas, como isso funciona? 

Contar com o apoio de um contador é essencial para que você tenha informações de tudo que precisa ser providenciado, como algumas autorizações para iniciar o processo de regularização do seu negócio. São necessárias algumas documentações pessoais, para serem levadas à Junta Comercial do Estado ou Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, conforme a atividade escolhida. Veja quais documentos são essenciais:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de endereço;
  • certidão de casamento (caso exista);
  • cópia do IPTU ou registro que contenha inscrição imobiliária, ou a indicação fiscal do imóvel do local em que a empresa será posicionada;
  • contrato social da empresa (caso tenha sócio);
  • autorização da análise prévia da viabilidade de localização.

Em seguida, é gerado o Número de Identidade do Registro de Empresa (NIRE). Esse número é um código que será utilizado para requerer o CNPJ, por meio do site da Receita Federal. Logo após, conseguirá dar entrada na regularização junto ao seu município e com isso já terá sua empresa devidamente legalizada.

Percebeu como abrir uma empresa prestadora de serviço requer ações importantes para atender a todas as normas de criação? Recorrer a um escritório de contabilidade eficiente pode ajudar a realizar todos os processos de abertura, e também a gerenciar o orçamento do seu negócio de maneira correta. Ao optar por uma empresa especialista no assunto, a abertura da sua empresa poderá ser com baixo custo, de forma rápida, sem burocracia e dentro de toda legalidade. 

A Contabilivre é especialista em Abrir Micro e Pequenas Empresas de Serviço, por isso, você pode contar com os nossos especialistas para ajudá-lo!

Importância da análise SWOT na hora de abrir uma empresa

Importância da análise SWOT na hora de abrir uma empresa

Você consegue identificar os maiores pontos fortes e fracos de sua empresa? Um dos principais erros de um negócio é não conseguir reconhecer os fatores internos e externos que exercem força na rotina e nos resultados alcançados. É por isso que a análise SWOT se mostra como uma excelente ferramenta para conhecer melhor o próprio empreendimento. 

Essa é uma ferramenta essencial para qualquer empresa, mesmo aquelas que estão no início da jornada, pois permite ter acesso a informações fundamentais para o planejamento do negócio, tal como ajuda a prevenir erros. 

Neste artigo, vamos apresentar mais sobre o conceito da análise SWOT e mostrar os benefícios que a metodologia oferece para as empresas. Acompanhe e saiba mais! 

O que é a análise SWOT? 

Muito utilizada no processo de montagem do planejamento estratégico, a análise SWOT representa um esquema que permite analisar as forças (strengths), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio. 

São essas palavras-chave que formam a sigla e representam a ideia da ferramenta. Além disso, você pode encontrar essa ideia com o nome de FOFA, que significa Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. 

Por meio desses conceitos, é possível conhecer melhor a empresa, antes mesmo de ser lançada no mercado. Afinal, é necessário fazer um estudo sobre os seus principais pontos, considerando tanto os aspectos positivos quanto os negativos. 

Ao mesmo tempo, a análise SWOT oferece a oportunidade de entender como os elementos externos podem interferir no sucesso de uma empresa. Isso porque, a ferramenta busca compreender também as ameaças do mercado, como concorrentes, mudanças e crises, assim como as oportunidades, por exemplo, tendências, demandas e crescimento. 

Como essa ferramenta funciona? 

Para utilizar esse método durante o planejamento do seu negócio, é fundamental dividir uma folha em quatro partes. Cada uma dessas seções será destinada para uma letra da sigla e para a análise de um componente do conceito. 

No segmento das forças, o que deve ser observado é o que a sua empresa pode oferecer de positivo para o mercado. Pense nos processos internos que fazem a diferença, como produtos ou serviços inovadores, equipe capacitada, liderança inspiradora e demais aspectos relevantes. 

Já na parte das fraquezas, chega a hora de avaliar o que ainda não está como deveria. Pontos fracos, como problemas de logística, falta de profissionais para todos os setores, dívidas, entre outros, prejudicam o andamento da empresa. 

Dando sequência à elaboração da análise SWOT, é necessário observar também as oportunidades. Por ser um fator externo, considere estudar o mercado e identificar aspectos positivos que ajudam a alavancar o negócio. É possível pensar, por exemplo, em vendas sazonais, aumento da procura por determinados serviços, baixa nos preços dos materiais etc. 

Para fechar com chave de ouro, é hora de considerar as ameaças. Reflita sobre as táticas utilizadas pelos concorrentes, confira se alguma legislação requer mudanças nas atividades, observe como está o mercado da área de atuação, entre outros quesitos importantes. 

Ao concluir a análise, tente lançar estratégias que fortaleçam os aspectos negativos da empresa, aumentando suas forças. Além disso, garanta que os pontos fortes se mantenham, para que haja o crescimento sustentável do negócio

Por que é importante fazer a análise SWOT ao abrir uma empresa? 

Será que o uso da análise SWOT só é importante para as empresas que já estão no mercado? A resposta é: não! Essa ferramenta pode ser de grande utilidade para quem está começando, viabilizando um rápido retorno positivo. 

Veja só as vantagens de utilizar essa técnica na hora de abrir uma empresa

Permite conhecer melhor o mercado

Uma das maiores vantagens que a análise SWOT proporciona é a de conhecer o mercado em que você vai se inserir. Afinal, com a avaliação de aspectos externos, como as ameaças e oportunidades, é possível identificar a atuação dos concorrentes e as tendências da área

Ao entender como funciona o mercado, também é possível conhecer melhor o perfil de compra dos clientes. Isso garante a definição de estratégias mais eficientes de atração e retenção do público. 

Ajuda a fortalecer os pontos fracos da empresa

Como visto, é possível encontrar brechas que pedem por melhorias no seu plano de negócios. Dessa maneira, a sua empresa chega ao mercado com menos falhas e muito mais força, permitindo um ótimo desenvolvimento. 

É interessante destacar que os pontos fracos da empresa, quando não recebem a devida atenção, podem gerar uma série de prejuízos, tanto no que diz respeito às finanças quanto à reputação no mercado. Por esse motivo, é importante mantê-los sob controle antes de dar início ao negócio. 

Reduz riscos

Mais uma das vantagens de utilizar a análise SWOT durante a fase de planejamento de abertura da empresa, é a redução de riscos. Vale ressaltar também que diminuir as chances de um investimento dar errado é essencial para que a empresa continue tomando decisões assertivas. 

Contribui para a definição de metas

Quando o negócio tem objetivos bem definidos, todos os processos internos se voltam para a realização dessas metas. Desse modo, é possível conquistar resultados mais expressivos e trabalhar de acordo com planejamentos bem elaborados

Ao identificar as forças e fraquezas de uma empresa, você consegue definir metas para aplicar melhorias e incrementar o plano de negócio. Quanto mais engajadas forem essas ações, maiores as chances de conquistar o sucesso logo nos primeiros anos. 

Garante um planejamento mais estratégico

O planejamento deve ser uma das principais preocupações na hora de montar uma empresa. Afinal, quanto mais estratégias forem lançadas, mais oportunidades o empreendimento tem de alcançar os resultados esperados e de marcar presença no mercado. 

No entanto, é essencial que essas táticas estejam adequadas para o nicho de atuação e para o tipo de negócio. Por esse motivo, é fundamental conhecer a empresa para alinhar os planos com a proposta organizacional. 

Entendeu por que a análise SWOT é uma ferramenta tão utilizada no mundo dos negócios? Como você viu, dar atenção a alguns conceitos-chave é uma excelente saída para montar um planejamento eficiente e garantir o sucesso das ações da sua empresa, independentemente do tempo e da posição da marca no mercado. 

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principais tipos de empresa

Conheça os principais tipos de empresa antes de abrir seu negócio

Pensando em abrir uma empresa? Antes de tudo, é fundamental entender os principais tipos e enquadramentos aceitos pela legislação brasileira a fim de evitar eventuais problemas com o fisco.

No texto de hoje preparamos um guia introdutório para quem quer começar sua jornada de empreendedorismo com o pé direito. Confira agora!

Quais são os tipos de empresa existentes no Brasil?

Hoje, no Brasil, existem seis principais naturezas jurídicas para empresas: elas variam não apenas no tipo societário, mas também nas exigências e normas que regem seu funcionamento. Abaixo você confere as principais informações sobre cada tipo de empresa.

MEI

Um dos portes mais buscados nos últimos anos, o MEI, ou Microempreendedor Individual, é o modelo empresarial feito sob medida para pessoas que trabalham por conta própria e precisam do CNPJ. Um dos fatores que tornam esse modelo tão atrativo é que o imposto possui um valor fixo mensal, de acordo com o segmento da empresa, visto que há isenção de tributos federais, como Imposto de Renda (IR) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por exemplo.

O MEI, porém, possui algumas limitações. Por ser voltado justamente para microempreendedores, esse tipo de empresa prevê um limite de faturamento anual, e existem também limitações em relação à quantidade de funcionários permitidos e para os tipos de atividade exercidas.

Empresário Individual

Como o próprio nome indica, o Empresário Individual (EI) é um tipo de natureza jurídica que assume um único proprietário, sem admitir a presença de sócios. Nesse modelo, os bens pessoais do empresário não se diferenciam dos bens da empresa aberta, podendo ser usados para sanar eventuais dívidas.

Diferentemente do MEI, o EI tem muito mais flexibilidade tanto na contratação de funcionários quanto no seu faturamento.

Sociedade Empresária Limitada

A Sociedade Empresária Limitada é um dos modelos mais populares no Brasil e garante ao titular a possibilidade de incluir um ou mais sócios sem que seus bens pessoais se misturem aos da empresa. Assim, além de terem sua participação definida pelo montante investido, nenhum dos associados seria financeiramente responsabilizado em caso de complicações financeiras na empresa.

Sociedade Simples

A Sociedade Simples, constituída por duas ou mais pessoas, volta-se para atividades não empresariais de prestação de serviço que se enquadrem em natureza intelectual ou cooperativa, como médicos, dentistas, advogados etc.

Nessa modalidade, os próprios sócios exercem a atividade para qual a sociedade se dedica, e podem ingressar diretamente com a prestação de serviço, sem demandar capital em bens ou contribuição financeira.

Sociedade Anônima

Na Sociedade Anônima (S.A) os sócios, conhecidos como acionistas, têm sua responsabilidade definida pela quantidade de ações que possuem na empresa e, assim como em outras modalidades de sociedade, na Sociedade Anônima os acionistas têm o patrimônio pessoal separado do patrimônio da empresa.

Nesse modelo, inclusive, é possível ter uma empresa tanto de capital aberto quanto de capital fechado, ou seja, uma empresa que vende, ou não, suas ações na bolsa de valores.

Sociedade Limitada Unipessoal

Na SLU não há a obrigatoriedade de haver sócios no quadro da empresa, garantindo a separação entre o patrimônio do empreendedor e do negócio. A vantagem desta natureza jurídica é que o capital social mínimo exigido é de R$1 mil reais.

Quais os principais portes?

Agora que você conhece os principais tipos de empresa, é importante entender também as variações de porte reconhecidas no Brasil. O porte, como o próprio nome indica, é um termo utilizado para referenciar o tamanho do negócio com base ou no faturamento anual, ou no número de colaboradores contratados, a depender do órgão considerado na classificação.

Microempreendedor Individual: Atualmente o MEI tem um limite anual de faturamento de R$81 mil reais e pode ter somente um colaborador contratado na empresa;

Microempresa: O faturamento anual máximo para esse modelo é de R$360 mil reais e permite até 20 colaboradores;

Empresa de Pequeno Porte: Para essa modalidade o faturamento máximo é de R$4,8 milhões, podendo ter até 100 colaboradores;

Empresa de Médio Porte: O faturamento não pode passar de R$300 milhões, devendo também ser superior a R$4,8 milhões anuais. A quantidade de colaboradores permitida depende do segmento da empresa e varia de 50 a 499 colaboradores permitidos;

Empresa de Grande Porte: Para este porte, o faturamento anual bruto deve ser maior do que R$300 milhões. Caso desenvolva atividades comerciais ou de prestação de serviços, esse porte admite mais de 100 colaboradores contratados. Já se a empresa voltar para atividades industriais, o número admitido passa a ser de pelo menos 500 colaboradores.

Agora que você já sabe os principais portes e suas definições, à frente iremos detalhar os regimes tributários existentes no Brasil.

3. Quais os regimes tributários?

Os regimes tributários trazem um conjunto de normas e leis que indicam os principais tributos devidos ao Governo por uma empresa. Esse índice varia, principalmente, com a arrecadação anual do negócio e, no Brasil, são três:

Lucro Presumido: Indicado para empresas que faturam até R$78 milhões de reais por ano, variando sua alíquota de acordo com o segmento que a empresa exerce. Aqui, o cálculo do tributo é feito com base na presunção do lucro da empresa dentro de seu faturamento bruto anual.

Lucro Real: Obrigatório para alguns negócios como instituições bancárias e cooperativas de crédito, por exemplo, o Lucro Real se vale do lucro líquido da empresa como base de cálculo para o Imposto de Renda da empresa.

Simples Nacional: Com alíquotas que variam, essa opção visa simplificar o processo de pagamentos de tributo, unificando os impostos em uma única guia, e costuma ser a mais indicada para empresas com faturamento de até R$4,8 milhões de reais ao ano.

4. Qual o melhor tipo de empresa para abrir?

Agora que você já conhece os principais tipos de empresas, portes e regimes tributários do Brasil fica fácil responder: o melhor tipo de empresa depende de uma análise cuidadosa da estrutura de negócios pretendida, juntamente com esses três fatores que apresentamos hoje.

Contar com a ajuda de um profissional de contabilidade é essencial nesse momento, já que o enquadramento errado traz risco de pagamento de impostos muito mais caros e a perda de algumas vantagens que certos enquadramentos trazem para seu tipo de negócio.

Ficou interessado? Aproveite então para conferir nosso conteúdo sobre como abrir uma empresa e conheça os primeiros passos na sua jornada de empreendedorismo!

o que é nire e para que serve

O que é nire e para que serve?

Ter o próprio negócio é algo com o qual muitas pessoas sonham. Afinal, isso representa certa independência financeira e abre, sem dúvidas, muitas portas para a vida profissional. O que poucas pessoas consideram antes de dar esse passo, no entanto, é a responsabilidade do processo.

Para nos tornarmos bons empreendedores, precisamos também focar em uma educação de qualidade. Ela envolve conhecimentos sobre gestão, finanças e, claro, termos relacionados a esse universo. Um bom exemplo é o NIRE.

Não sabe o que é NIRE? Ao longo da nossa conversa, explicaremos o que é essa sigla, qual é a sua importância para os negócios, como descobrir o seu número e muito mais. Além disso, daremos algumas dicas para tornar mais simples o processo de abertura da sua empresa. Boa leitura!

O que é NIRE?

A sigla NIRE corresponde ao Número de Identificação do Registro de Empresas. Ele é um cadastro emitido pela Junta Comercial dos estados brasileiros, sendo um comprovante de que a empresa em questão é válida e segue todas as normas estaduais e federais para o seu funcionamento.

De modo geral, o NIRE é composto por 11 números. Eles servem como um “documento de identidade” das empresas, e serão utilizados pelos órgãos competentes para identificá-las nos registros oficiais.

Você pode encontrá-lo de duas formas:

  •  No Contrato Social, Estatuto Social ou Certidões Simplificadas no caso das empresas registradas na Junta Comercial.
  •  No selo dos órgãos responsáveis (disponibilizados no ato do registro), no caso de empresas que foram registradas em cartórios ou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Como fazer a consulta do número do NIRE?

A consulta do número NIRE muda de Estado para Estado. Infelizmente, nem todos disponibilizam essa informação de maneira simplificada, mas em alguns casos a obtenção da numeração é bem intuitiva.

O primeiro passo para conseguir acesso a esse número é entrar no portal da Junta Comercial do seu Estado. Procure a sessão “pesquisar empresas” e preencha as informações solicitadas: razão social, CNPJ, entre outros.

Outra alternativa para consultar o NIRE é a partir da emissão do seu Certificado da Condição do Microempreendedor Individual (CCMEI), caso a sua empresa seja do tipo MEI. Neste documento, estarão presentes todas as informações da sua empresa, incluindo o número em questão.

Para obtê-lo, é simples. Você precisa acessar o Portal do Empreendedor, clicar na opção “Já sou MEI” e selecionar a alternativa “Emissão de Comprovante (CCMEI)”. Preencha os dados solicitados e pronto! Depois, o usuário é redirecionado para o download do arquivo em formato PDF.

No entanto, fique atento: os novos registros não têm a obrigatoriedade de conter essa informação, após a publicação da Lei n° 13.874/2019. Nesses casos, é necessário que o MEI solicite a informação à Junta Comercial.

Quais são as diferenças entre NIRE e Inscrição Estadual (IE)?

Esses termos costumam gerar muita dúvida entre os novos empreendedores. Afinal, qual é a diferença entre os conceitos acima citados?

A Inscrição Estadual corresponde a um número de cadastro no ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviço). É uma liberação para que a empresa possa funcionar dentro da unidade federativa em que a sede esteja implementada.

O NIRE, por sua vez, é um cadastro feito com a Junta Comercial. Seu objetivo é comprovar a existência da empresa.

Quais são os objetivos do NIRE?

Além de comprovar que a sua empresa realmente existe e está válida, o NIRE tem uma série de funções. A principal delas é possibilitar a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), com a Receita Federal Brasileira.

Em seguida, a partir da emissão do seu CNPJ, é possível obter a Inscrição Estadual em seu estado e garantir que os seus serviços estão liberados para serem prestados. Assim, você tem segurança e estabilidade, garantindo que não estará à mercê de fiscalizações ou outros problemas jurídicos com o seu empreendimento.

O NIRE também é fundamental para:

  • emitir notas fiscais;
  • participar de licitações;
  • preencher formulários para compra de mercadorias e muito mais.

Sendo assim, a emissão do NIRE é o pontapé inicial para que a sua empresa possa funcionar!

Como tornar o processo de abertura da empresa mais simples?

Para finalizar, é hora de conhecermos algumas dicas para facilitar o processo de abertura da sua empresa. Confira a seguir!

Saiba o que você realmente quer

O que você deseja para a sua empresa? Quais são os objetivos? Qual será o nicho? Como está o mercado? Qual é o seu público-alvo? Antes de qualquer passo, é fundamental que você tenha tudo isso bem definido. A elaboração de um plano de negócios é essencial para o processo.

Leia bastante sobre o assunto

Com tudo em mente, é hora de adquirir conhecimento. Ler sobre o assunto é uma das melhores formas de aprender. Ao abrir este artigo, você já se comprometeu em conhecer melhor os termos envolvidos no processo de abertura de empresas e já deu um grande passo rumo ao sucesso!

Escolha o seu tipo de empresa e os CNAEs corretos

Depois, é hora de determinar o porte empresarial em que sua empresa irá se enquadrar, como MEI, ME, EPP. Qual a natureza jurídica, como EI, Ltda, SLU, entre outros e os CNAEs corretos (atividades). Pesquise sobre cada um deles e descubra qual atende melhor às suas necessidades e particularidades!

Faça cursos, se possível

Outra maneira de aprender mais sobre o tema é fazendo cursos. Eles podem ser na área administrativa, na de finanças, em gestão ou em vários outros assuntos. Lembrando que você não precisa ser formado em uma graduação para empreender e que esses cursos podem ser feitos até mesmo online.

Busque ajuda, se necessário

Nenhum homem é uma ilha, certo? Por isso, muitas vezes, você precisará contar com alguma ajuda especializada para dar segmento ao seu propósito. Informe-se com as autoridades competentes e tire as suas dúvidas sempre que for necessário!

Conte com uma assessoria contábil

Por fim, não deixe de contar com a ajuda de uma boa assessoria contábil. O processo de abertura de empresas envolve muitos detalhes que podem passar despercebidos para quem não tem muita experiência no assunto. A boa notícia é que esse tipo de serviço pode ser oferecido inteiramente online, facilitando muito a sua vida.

Como podemos ver, o conceito de NIRE é simples, mas muito importante para quem tem uma empresa. Conhecer termos como esse é algo imprescindível para qualquer novo empresário. Você está no caminho certo, ou seja, se informando. Mas não pare por aí e continue na sua jornada de conhecimento!

Quer saber mais sobre assuntos muito importantes para quem vai abrir o próprio negócio? Confira outro artigo do nosso blog e saiba como calcular o custo de um funcionário. Boa leitura!

a esquerda há um notebook com uma tela com cor azul, preta e branca, na parte do teclado duas mãos estão estendidas digitando, do lado direito há um espaço em azul claro escrito: "Profissionais de tecnologia: abertura de empresa"

Profissionais de tecnologia: abertura de empresa

Os profissionais de tecnologia da informação (TI) estão sendo cada dia mais requisitados no mercado de trabalho, e oportunidades é o que não vão faltar na área. Por isso, grande parte destes profissionais vêm buscando por mais liberdade e flexibilidade para prestar serviços ou vender produtos. O caminho é por meio da formalização de seu negócio, ou seja, se tornando uma pessoa jurídica (PJ).

Porém, é preciso que os profissionais de TI saibam as especificidades que são necessárias para realizar a abertura do negócio. Isso porque o processo de abertura de empresa envolve procedimentos burocráticos.

Pensando nisso, produzimos este artigo imperdível, para que você profissional de TI compreenda todos os passos da abertura da sua empresa! Acompanhe o nosso conteúdo!

Profissionais da tecnologia e a abertura de empresa

Os profissionais de tecnologia da informação, que optam por abrir uma empresa, precisam se atentar a algumas regras para que isso ocorra sem muitos impasses. Isso porque diferente do regime trabalhista CLT, que apresenta vínculos empregatícios, entre outros benefícios, com o modelo PJ o profissional de TI deixa de ser um funcionário e, consequentemente, alguns direitos não são contemplados, como:

  • férias remuneradas,
  • recebimento do décimo terceiro e
  • recolhimento do FGTS e INSS.

Por outro lado, com a modalidade de PJ o profissional não tem horários tão estritos, tornando a rotina mais flexível. Além disso, o lucro tende a ser mais alto, devido à variação de trabalhos entregues para diferentes clientes e áreas.

Ao decidir pela gestão do seu negócio, o profissional de TI precisa se formalizar, e o primeiro passo é a criação de um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Para que a abertura da empresa ocorra de forma fluída, é preciso ter conhecimento sobre algumas escolhas que deverão ser realizadas durante o processo de criação do CNPJ. 

Como, por exemplo: qual melhor porte empresarial, a escolha correta do CNAE e o enquadramento do regime tributário. Vamos explicar cada um dos pontos mencionados. Confira:

Porte de empresa para profissionais de tecnologia

Em resumo, porte de empresa é um termo técnico utilizado para classificar os negócios conforme o seu tamanho. No Brasil, existem 5 principais tipos de portes, e um dos critérios adotados para a classificação é o faturamento anual do negócio. 

  • MEI (Microempreendedor Individual) –  limite de faturamento anual de 81 mil reais;
  • ME (Microempresa) – igual ou inferior a R$ 360 mil. 
  • EPP (Empresa de Pequeno Porte) – superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões.
  • Média Empresa – superior a R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões.
  • Grande Empresa – superior a R$ 300 milhões.

Para profissionais de tecnologia da informação, a modalidade MEI não é permitida em   algumas atividades, mais especificamente as que tenham cunho intelectual. Com isso, desenvolvedores de sites, por exemplo, não podem aderir a esse porte.

Isso acontece porque o porte MEI é uma maneira de formalizar profissões. Portanto, atividades intelectuais ou que requerem uma formação intelectual não podem ser realizadas pelo microempreendedor individual. 

Os profissionais de tecnologia que não podem aderir ao MEI são: 

  • programadores, 
  • desenvolvedores,
  • consultoria em tecnologia da informação e 
  • suporte técnico.

Mas há outros portes de empresas – ME e EPP – e esses são permitidos para as atividades mencionadas acima. A frente iremos detalhar um pouco mais sobre a escolha correta do CNAE (atividade), mas antes vamos saber sobre natureza jurídica. 

Natureza Jurídica

A natureza jurídica serve para identificar a constituição empresarial junto à administração pública do país, além de definir direitos e deveres da empresa, a quantidade de sócios e a responsabilidade que eles assumem na sociedade.

Cada uma apresenta as suas particularidades e é válido conhecê-las para saber qual se encaixa mais com o seu caso.

O profissional de tecnologia pode conhecer e entender uma das três naturezas jurídicas mais comuns: EI (Empresário Individual), LTDA (Sociedade de Responsabilidade Limitada) e EIRELI (Empresa Individual ou de Responsabilidade Limitada). 

 EI – Empresário Individual

Como o próprio nome já insinua, a natureza jurídica EI permite apenas um empresário como sócio. Em outras palavras, ela não permite uma sociedade e também não exige um contrato social, utilizando somente o requerimento de empresário individual. Ou seja, é uma pessoa física como titular da empresa.

Sociedade Unipessoal

Em outro sentido, há a Sociedade Unipessoal Limitada, ou seja, o patrimônio pessoal do empresário não é comprometido pelos valores a serem pagos pela empresa. Além disso, esse formato jurídico permite a criação de uma sociedade com um único sócio

A Sociedade Unipessoal foi reestruturada em 2019, o que o fez permitir a presença de somente um sócio. Não se trata, portanto, de um novo formato jurídico, mas sim da possibilidade de usar um formato já existente com uma nova configuração. 

LTDA – Sociedade de Responsabilidade Limitada

Já a natureza jurídica LTDA permite uma sociedade com duas ou mais pessoas, e exige um contrato social, além de identificar uma limitação em relação à sociedade dos sócios. Essa limitação diz respeito às cotas de participação na sociedade. 

Nesse caso, não é permitido a junção do patrimônio empresarial com o pessoal. Assim, os sócios não podem utilizar os próprios bens pessoais para cobrir obrigações de pagamento da empresa.

EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

Por outro lado, EIRELI é a natureza jurídica para empresas que apresentam apenas um sócio e que a responsabilidade dele se limita a apenas o capital social. Em outras palavras, patrimônio pessoal e empresarial não se confundem. Com essa natureza, portanto, em casos de dívidas ou falências, apenas o patrimônio da empresa é comprometido.

 
EIRELI permite apenas um sócio, então não apresenta necessidade de contrato social. Se o empreendedor quiser saber mais sobre a diferença entre LTDA e EIRELI, nós temos um artigo sobre o assunto.

CNAE e regime tributário

Dando continuidade, a escolha do CNAE e do regime tributário é primordial para que o negócio tenha a tributação correta de suas atividades. Mas antes, vamos entender o que é CNAE:

CNAE é um instrumento de padronização nacional formado por uma lista de códigos que identifica as variadas atividades econômicas do país, e deve ser determinado no momento da emissão do CNPJ.

Segue, abaixo, os CNAEs mais comuns e ideais para serem utilizados na área de tecnologia:

  • 6201-5/01 – desenvolvimento de programas de computador sob encomenda;
  • 6202-3/00 –  desenvolvimento de licenciamento de programas de computador customizáveis;
  • 6203-1/00 – desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis
  • 6204-0/00 – consultoria em tecnologia da informação e
  • 6209-1/00 – suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação (não inclui atividades como programação, como desenvolver sites).
  • 6201-5/02 – web design
  • 6311-9/00 – tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
  • 6319-4/00 – portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

Por isso,  é recomendável o auxílio de um contador, para que o profissional de tecnologia seja orientado na escolha ideal do CNAE, e em cada uma das etapas do processo de abertura de empresa.

Visto que, além da escolha correta do CNAE, é necessário saber qual o regime tributário se encaixa ao seu negócio, para que a tributação de imposto seja devidamente feita, e o empreendedor não corra o risco de pagar tributos a mais para o governo.

Quando falamos de regime tributário, existem três principais tipos. Sendo eles:

  • Simples Nacional;
  • Lucro Presumido e
  • Lucro Real.

O Simples Nacional é um regime tributário que tem como objetivo simplificar o recolhimento dos tributos, que são unificados em apenas uma guia de pagamento mensal (o DAS). Esse regime costuma ser a melhor opção para micro e pequenas empresas, mas é preciso seguir alguns requisitos para ser enquadrado no simples.

Sendo eles:

  • ter um faturamento anual de até R$ 4,8 milhões;
  • não possuir débitos;
  • não possuir em seu quadro societário sócios do exterior e
  • ter sua atividade enquadrada na lista de CNAEs aceitas pelo regime.

Lucro Presumido e Lucro real

De forma sucinta, o lucro presumido é o regime tributário em que as margens de lucro da empresa são presumidas para simplificar a fórmula de tributação. Essa margem é estabelecida pelo governo conforme a atividade da empresa (cunho comercial e prestação de serviço). 

Por outro lado, o lucro real é o regime que tem como base o cálculo das margens de lucro reais do negócios. Para realizar esse cálculo, a Receita Federal se baseia no lucro líquido da empresa durante um determinado período. 

Se você deseja saber os detalhes e as diferenças entre os regimes tributários simples nacional, lucro presumido e real, nós temos um artigo sobre. 

Desta forma, concluímos que o enquadramento no regime tributário e a escolha correta do CNAE são muito importantes para que o negócio pague corretamente os seus tributos. 

Por fim…

homem usando fones de ouvido está sentando de frente para um monitor com vários abas abertas e com fundos pretos, a parede ao fundo tem uma projeção dos códigos e do lado direito há um notebook
Saiba mais sobre porte de empresa, qual natureza jurídica escolher e outras informações de contabilidade acompanhando o nosso blog

Podemos afirmar que a abertura de empresas para profissionais de tecnologia precisa envolver alguns passos: 

  1. realizar um plano de negócio;
  2. escolher a razão social, nome fantasia e marca
  3. definir o porte empresarial (ME, EPP, etc.) e natureza jurídica (EI, LTDA, EIRELI, etc.;
  4. escolher o melhor regime tributário;
  5. o CNAE (atividade) ideal;
  6. e a escolha de um contador especializado para realizar todo o processo. 

Agora que você sabe as etapas para a abertura de empresa, conte com a Contabilivre para te auxiliar durante todo o processo. 

Nossos serviços de contabilidade vão além de contabilizar impostos, eles são consultivos, isso agiliza os processos para que você possa ter tempo para as estratégias do seu negócio. Abra a sua empresa conosco. 

O que é plano de negócios Definições, funções e como elaborar

O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar

O plano de negócios é um documento ou relatório de planejamento que descreve os objetivos de uma empresa — com ele é possível identificar os custos de implementação de uma ideia, reduzir vulnerabilidades, riscos e incertezas que afetam o desenvolvimento mais sustentável de uma organização. 

Existem quatro etapas importantes para a operacionalização de um negócio antes do início efetivo das atividades corporativas: a identificação de oportunidades, a elaboração do plano de negócios, a captação de recursos e o gerenciamento da empresa.

Todas essas etapas são cruciais para o sucesso de um novo empreendimento, contudo, o plano de negócios tem maior destaque. Isso porque a ferramenta baseia os demais requisitos, auxiliando no planejamento e na análise de viabilidade da empresa, prevenindo riscos e combatendo obstáculos que possam impedir o crescimento da organização.

Além disso, ao projetar perspectivas com um plano de negócios bem estruturado, o empreendedor consegue determinar em qual momento os seus esforços serão recompensados, além do estágio em que será necessário fazer investimentos para não limitar o desenvolvimento sustentável da empresa.

Neste artigo, trazemos dicas importantes sobre como montar, compreender e executar um plano de negócios, para que você não perca uma boa oportunidade e empreenda com planejamento. Confira!

O que é um Plano de Negócios?

O plano de negócios descreve quais caminhos precisam ser percorridos para que os objetivos e metas de lucratividade e de crescimento da empresa sejam alcançados. Com essa ferramenta é possível identificar se uma ideia de negócio é viável ou não, o que diminui riscos e incertezas para o empreendedor.

As informações compartilhadas nesse documento baseiam decisões estratégicas e ações no dia a dia das organizações. Além disso, muitas vezes, ele é exigido por bancos e investidores para atestar a viabilidade de uma empresa.

Logo, o documento contém todas as etapas exigidas durante a estruturação de uma empresa, assim como atesta a viabilidade do empreendimento e possíveis ocorrências sob o ponto de vista estratégico, mercadológico, operacional e financeiro, por exemplo.

Por que um Plano de Negócios é importante?

Entendemos, portanto, que o plano de negócios é uma ferramenta indispensável, pois oferece caminhos viáveis para que a empresa concretize objetivos como lucratividade e crescimento no mercado.

A importância de um plano de negócio está diretamente relacionada com as funções desse documento. Com ele, o empreendedor toma decisões de investimento e gerenciamento mais estratégicas.

Além disso, por meio de um plano de negócios, o gestor conquista investidores, adquire empréstimos e contrata financiamentos. É importante ressaltar que o documento não elimina os riscos no futuro. Entretanto, ele tem um grande potencial de reduzir a ocorrência de erros.

Mesmo porque, sem uma análise aprofundada sobre a empresa e o monitoramento de todos os elementos que interferem na viabilidade do negócio — variáveis de mercado, eficiência de processos, qualificação da força de trabalho, efetividade no controle financeiro, entre outros, nenhum planejamento será suficiente para trazer os resultados esperados pela equipe gerencial.

Veja a seguir, os motivos pelos quais um plano de negócios é extremamente funcional, tanto no início das operações corporativas quanto em outras fases de crescimento da empresa.

Compreender o nível de competitividade do seu mercado

Quais são as tendências ou maiores ameaças em seu setor? O mercado em que você atua está se desenvolvendo ou retraindo? Qual é o tamanho do mercado-alvo para o produto ou serviço que você pretende comercializar?

Um plano de negócios bem estruturado pode viabilizar uma compreensão mais profunda do seu mercado de atuação —  isso permitirá que você utilize essas informações para tomar decisões estratégicas que viabilizam e potencializam fatores competitivos que edificam a permanência da sua empresa no mercado e a liderança em relação aos seus concorrentes.

Delimitar o perfil do seu consumidor ideal

Você conhece a persona do seu negócio? Essa é uma representação semi-fictícia do seu cliente ideal, aquele que integra o público pelo qual os seus esforços de marketing e de vendas devem ser direcionados.

Quais diferenciais competitivos e motivos influenciam o consumo desse público? Uma análise aprofundada do cliente é essencial para o sucesso da empresa e o plano de negócios pode ser uma boa ferramenta para isso.

Ao compreender melhor o seu público, você consegue criar produtos e serviços mais adequados e atraentes para eles e ainda reduzir o budget e o ROI dos esforços de marketing e vendas da empresa.

Avaliar a viabilidade da empresa

Quão boa é essa ideia? Como essa oportunidade se tornará um negócio reconhecido no mercado? Como parte do processo de estruturação de um plano de negócios, a pesquisa do mercado-alvo e do cenário competitivo da empresa aumenta a percepção de viabilidade das operações.

Documentar o modelo de negócios

“De que forma a sua empresa gerará lucro?” Além de responder a essa pergunta para tomar melhores decisões, você terá que demonstrar isso aos investidores e prováveis parceiros da sua empresa.

Com essa documentação você também será capaz de enfrentar os desafios mais comuns associados ao seu modelo de negócios.

Determinar necessidades financeiras

A sua empresa precisa levantar capital junto a instituições financeiras e terceiros ou você tem reservas para arcar com os custos e o capital de giro necessário para que as operações sejam mantidas durante essa primeira fase?

Você também precisa definir o percentual desse capital para cada setor e o quanto essa alocação de investimento é crítica e favorece o crescimento sustentável da empresa.

Atrair investidores

Que tal atrair várias propostas de investimento para que os seus objetivos sejam alcançados com mais rapidez? O plano de negócios responde às principais perguntas de potenciais investidores interessados na sua marca.

Com ele você cria e perpetua as projeções financeiras do seu negócio, define a melhor estratégia de saídas de capital e edifica o nível de confiabilidade da sua empresa no mercado.

Atrair talentos

Para atrair e reter talentos na empresa, é necessário ter um plano de negócios abrangente. Esse documento pode inspirar os colaboradores e demonstrar a solidez necessária para o desenvolvimento profissional da equipe de trabalho.

Com um plano de carreira atraente, muitos talentos serão atraídos para a sua equipe, aumentando a produtividade e a eficiência de suas operações. Aos poucos, o seu negócio entrará em um círculo virtuoso baseado na motivação, no engajamento e na colaboração dos profissionais com os resultados globais da empresa.  

Sanar dúvidas de gerenciamento

O plano de negócios é como um roteiro que pode ser consultado a qualquer momento para basear decisões e sanar dúvidas, tanto para projetos de curto prazo quanto para planos de longo prazo.

Atrair parceiros de negócio

Os parceiros de negócio são fornecedores e terceiros que não atuam no core da empresa, porém, são essenciais para a operacionalidade dos processos. Quanto mais qualificados, melhor será a contribuição desses agentes para o crescimento da organização.

A documentação de informações estratégicas também permite que a sua empresa conquiste a confiança de fornecedores, assim como prazos mais interessantes e promoções exclusivas.

Posicionar a sua marca

Como o plano de negócios delimita o papel da sua empresa no mercado, você também consegue posicionar a sua marca junto aos seus clientes, investidores, parceiros e outros stakeholders.

Assim, é possível colocar em prática boas práticas de branding que ajudam a aumentar o reconhecimento da sua marca e o processo de fidelização dos consumidores.

Reposicionar a empresa em casos de mudança

As eventualidades acontecem em qualquer segmento e tamanho de negócio. São variáveis de mercado, falta de mão de obra qualificada, problemas de adaptação com a entrada de um concorrente direto e outros acontecimentos que afetam a lucratividade da sua empresa.

Quais ações permitem que a sua empresa reaja adequadamente aos acontecimentos imprevistos? Como aumentar a previsibilidade das suas operações para que, ao ocorrer qualquer problema, seja possível contorná-lo sem gerar prejuízos? Essas questões serão respondidas com o seu plano de negócio.

Encontrar oportunidades de crescimento

Por meio de informações sobre a sua empresa você também consegue criar projeções mais precisas sobre o comportamento do seu negócio frente a todas as variáveis que influenciam o seu mercado.

Com um plano de negócios você será capaz de assumir novos projetos e oportunidades de crescimento com potencial para aumentar a rentabilidade e a lucratividade da sua organização.

Quais elementos integram um Plano de Negócios?

Para elaborar um plano de negócios é necessário pensar a respeito de alguns pontos que tangem a ideia do empreendimento. Primeiro, é recomendável que o empreendedor saiba quais os diferenciais buscar, pois, suas ideias e projeções devem se destacar no mercado.

Inclusive, é importante ressaltar que cada projeto tem as suas particularidades. Por conta disso, o plano de negócio pode variar de um empreendimento para outro.

A seguir, você encontrará alguns elementos que podem embasar a criação desse planejamento. De forma geral, um plano de negócios integra o sumário executivo, uma análise profunda do mercado, planos operacionais e de marketing, projeções financeiras e mercadológicas.

Sumário executivo

O documento tem como primeira parte um sumário executivo que reúne os tópicos de cada sessão, assim como um resumo da ideia do empreendimento e uma breve descrição da empresa.

O sumário executivo precisa ser simples e conciso, mas deve abranger todas as informações tratadas no plano de negócios.

Análise de mercado

Na análise de mercado, você vai identificar o segmento de mercado que sua empresa pretende atuar, assim como qual a necessidade do seu público alvo (clientes), quais são seus principais concorrentes e fornecedores.

Por meio do conhecimento profundo do seu mercado você também determina os melhores canais de distribuição do seu produto ou serviço.

Além disso, uma análise competitiva identifica lacunas que podem se tornar potenciais de venda, ajuda a criar um portfólio mais adequado para o perfil de consumo do seu público, permite descobrir tendências de venda e oportunidades de crescimento. Para efetivar essa avaliação mercadológica, é necessário:

● determinar os seus principais concorrentes;

● definir quais produtos ou serviços os seus concorrentes oferecem e competem de forma direta com o seu portfólio;

● pesquisar novas táticas de vendas e outras usadas de forma eficiente pelos seus concorrentes;

● avaliar preços praticados;

● mapear as vantagens competitivas de outros negócios;

● analisar a logística de distribuição mais usada no seu mercado;

● estudar a estratégia de conteúdo, presença em mídias sociais e SEO usadas pelos seus concorrentes;

● identificar a infraestrutura de TI que suporta os processos de outras empresas em seu nicho de atuação;

● observar promoções;

● executar uma análise SWOT e mapear pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças do seu negócio.

Já em relação à segmentação de clientes, processo pelo qual a empresa classifica o seu público em grupos com base em características e condições específicas (localização geográfica, interesses, hábitos, expectativas, dados demográficos, ou renda, por exemplo) , é possível melhorar os esforços de marketing, atendimento e vendas para as necessidades identificadas, aumentando o probabilidade de conversões e fidelização dos consumidores.

Plano de marketing

O plano de marketing é uma ferramenta estratégica que o empreendedor utilizará para alcançar suas metas de vendas e crescimento da empresa. 

Nesta etapa, é importante estruturar as estratégias com base em 4 pilares:

●     Produto;

●     Preço;

●     Praça;

●     Promoção.

Os 4 P´s apresentados acima, também são conhecidos como mix de marketing, devem ser trabalhados em conjunto para influenciar a resposta do consumidor perante a sua marca, produto ou serviço.

Plano operacional

O plano operacional descreve a localização da sua empresa, as características específicas da sua infraestrutura (tipos de ativos, funcionalidades desejáveis, recursos para viabilizar o funcionamento desses equipamentos, entre outros aspectos), além de informações sobre a força de trabalho, a capacidade produtiva e o tempo necessário para a realização de cada etapa produtiva, por exemplo.

Ou seja, nessa seção são listadas informações para o pleno e correto funcionamento do negócio, tanto em relação ao arranjo físico (ou layout), que define a distribuição dos setores, equipamentos, móveis e funcionários no espaço físico da empresa, quanto às etapas e processos exigidos para que os produtos e serviços cheguem até os clientes.

Projeções financeiras

No plano financeiro, é possível realizar projeções de custos iniciais, investimento inicial, capital de giro, análise comparativa entre receitas e custos, entre outros. Com os valores apurados é possível construir o demonstrativo de resultados – relatório gerencial do plano financeiro. Com esse relatório, o empreendedor analisa as receitas e despesas e, assim, faz projeções para saber se a empresa pode operar com lucro ou prejuízo.

Projeções mercadológicas

Esta é a última etapa de um plano de negócio e consiste em analisar possíveis cenários futuros para o negócio, sejam positivos, sejam negativos, assim como quais caminhos podem minimizar prejuízos e potencializar o lucro da empresa.

Logo, o plano de negócio permite construir cenários e simular situações variadas, preparando o negócio tanto para os resultados pessimistas (queda em vendas ou aumento dos custos, por exemplo) quanto para as ocorrências mais otimistas (aumento de faturamento e diminuição de despesas, por exemplo).

Afinal, como fazer um Plano de Negócios Canvas?

O Business Model Canvas é uma ferramenta essencial para a criação de um planejamento abrangente e efetivo. Isso porque ele cria um mapa visual em que são analisados aspectos como:

●     Proposta de valor: sem um propósito claro, como saberemos se um modelo é bom ou não?;

●     Segmento de clientes;

●     Canais de recepção e distribuição de produtos, matéria-prima e insumos;

●     Canais de relacionamento com os clientes;

●     Atividade chave;

●     Recursos que amparam os processos;

●     Parceiros de negócios;

●     Fontes de receita;

●     Estrutura de custos.

Com o plano de negócios elaborado de forma estratégica, é possível trilhar um rumo mais objetivo e seguro para começar um empreendimento.

É perceptível que com a criação deste documento, o futuro empresário pode seguir um caminho mais seguro, baseado em dados. Ou seja, elaborar um plano de negócio é um dos primeiros passos para um empreendimento sustentável e mais lucrativo. Entretanto, sempre tenha atenção, para que o mesmo esteja constantemente atualizado.Agora que já sabe a importância de um plano de negócio, aproveite para conhecer melhor a Contabilivre e a nossa equipe de contadores. Então, que tal simular as taxas incididas na abertura de uma empresa?



uma mulher sentada de frente para uma mesa segurando e olhando um papel com uma mão na cabeça, do outro lado tem uma parte em azul que está escrito: "CNAE: o que é e por que é tão importante escolher a correta?"

CNAE: o que é e por que é tão importante escolher a correta?

A Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é um termo um tanto desconhecido para quem deseja empreender e apresenta um caráter essencial no procedimento de abertura de uma empresa. E, ao contrário do CNPJ, o CNAE não é um termo muito conhecido e pode gerar muitas dúvidas.

Para ajudar na compreensão sobre o que é a classificação e a importância de escolher a correta, preparamos esse artigo. Confira!

CNAE: O que é? 

CNAE significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas, sua  função é determinar quais atividades são exercidas por uma  empresa. Além disso, ela tem como objetivo categorizar empresas públicas e privadas, incluindo os profissionais autônomos e até mesmo organizações sem fins lucrativos.

A CNAE é um instrumento de padronização nacional formado por uma lista de códigos que identifica as variadas atividades econômicas no país. E, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um dos órgãos gestores da CNAE, a classificação funciona com a seguinte composição dos códigos de identificação:

  1. seções (correspondem ao primeiro número do código); 
  2. divisões (correspondem ao segundo número);
  3. grupos (terceiro número);
  4. classes (quarto número e código verificador);
  5. e subclasses (correspondem aos dois últimos números); 

A junção destes números,  formam um código específico para determinada atividade econômica. Assim, como há uma grande quantidade e variedade de atividades econômicas no Brasil, há, também, uma grande variabilidade “do CNAE”.

O pronome masculino colocado é uma questão interessante sobre a classificação. É comum ouvir, nas explicações de contadores, a classificação como “o CNAE”; isso porque, dentro do universo da contabilidade, é corriqueiro citar a classificação com o pronome masculino já que os profissionais se referem, no dia a dia, ao “código CNAE” e não a classificação em si.

Além dessa informação sobre a forma como se referir a (ou ao) CNAE, é interessante saber a origem e a função da classificação. A criação da CNAE foi feita justamente para organizar e uniformizar a grande gama de atividades econômicas de forma efetiva e, com isso, aprimorar a gestão tributária, buscando evitar ações fraudulentas. 

Isso porque a CNAE é, também, uma ferramenta para a classificação e organização dos critérios de enquadramento de impostos e é utilizada por diversos órgãos da administração tributária. Devido estas características, a classificação carrega consigo funcionalidades importantes para o enquadramento tributário e a abertura de negócios. 

CNAE: por que é tão importante escolher a correta? 

A CNAE é importante para uma empresa, em primeiro lugar, devido ao papel indispensável no processo de abertura de um CNPJ.

A informação correta da classificação na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica (FCPJ), ou seja, o código da CNAE, é necessária nesse procedimento de abertura da empresa, já que interfere diretamente nas  questões tributárias do negócio.  

Como mencionado acima, a definição da CNAE de uma empresa interfere nos tributos que ela precisa recolher. Portanto, se no momento de abertura de um CNPJ a classificação estiver errada, o empresário corre o risco de pagar indevidamente as contribuições. E, com isso, pode ter complicações com o Fisco.

Isso acontece porque, caso uma pessoa jurídica tenha como dever o recolhimento de determinados impostos e, por conta da classificação errada das atividades, não fizer isso devidamente, a PJ está sujeita a sonegação fiscal. 

Além disso, também pode acontecer outro cenário em que o empresário recolhe impostos que não estão imputados em suas atividades e, assim, paga contribuições além do necessário. 

A escolha correta do código é fundamental, também, para que sejam realizados adequadamente tanto o enquadramento tributário quanto o sindical. Assim, por conta dos pontos mencionados, é necessário que aconteça a escolha correta da CNAE, ou até mesmo das CNAEs.

É possível ter mais de uma CNAE no mesmo CNPJ? 

Sim, é possível ter mais de uma CNAE no mesmo CNPJ, isso porque uma empresa pode ter várias atividades e, assim, uma classificação para cada uma delas. Porém, é necessário atenção em alguns pontos.

Apenas uma CNAE será entendida como principal, ou seja, ela indica qual o ramo de atividade do negócio e, ainda, será por meio deste código principal que o empreendedor irá emitir a maioria das notas fiscais. 

Por outro lado, podem existir as demais CNAEs, compreendidas como secundárias. Esses códigos servirão como um apoio, caso, ocasionalmente, a empresa preste serviços diferentes da atividade classificada no código principal. 

É importante ressaltar que a CNAE principal e as secundárias precisam estar relacionadas. Além disso, a escolha correta de todas elas é fundamental para garantir os enquadramentos adequados já mencionados – sindical e tributário.

Isso acontece porque cada regime tributário possui as suas regras e especificidades. A empresa precisa apresentar um certo porte, faturamento, constituição societária e a atividade exercida (referente ao código) que sejam passíveis de enquadramento em dado regime.

O Simples Nacional, por exemplo, é um regime tributário e, como os outros, possui particularidades e exigências. Alguns exemplos são:

  1. limite de faturamento anual;
  2. não possuir débitos;
  3. não possuir em seu quadro societário sócios do exterior e
  4. ter sua atividade enquadrada na lista de CNAEs aceitas pelo regime.
imagem dos botões de uma calculadora, são pretos e cinzas com números brancos pintados
Entenda a relação entre a CNAE e o regime tributário Simples Nacional

Como saber se o código da CNAE se enquadra no Simples Nacional? 

Após descobrir qual a CNAE correta para a empresa, o próximo passo é saber se o código se enquadra no Simples. Neste momento, é importante ressaltar que todas as CNAEs, seja a principal ou as secundárias, precisam estar de acordo com as regras do regime tributário. 

Para saber a respeito do enquadramento no Simples Nacional, é necessário consultar a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), nº 140 de maio de 2018, art 8º, §1º e 2º, tabelas dos anexos VI e VII.

Por meio dos anexos, é possível ter conhecimento das atividades que são impeditivas e concomitantes ao regime tributário. Em outras palavras, aquelas que estão proibidas ou as que podem ser enquadradas, mas dependem de outros fatores. Além disso, também é possível utilizar outros meios para auxiliar nesse processo. 

Existem portais e sites que disponibilizam tabelas gratuitas para consultar o código da classificação. Uma forma interessante de conseguir a informação, porém não explicam diretamente sobre as alíquotas. Nós, da Contabilivre, disponibilizamos uma tabela que traz mais informações como: o código da CNAE, a descrição, o anexo e a alíquota. 

Por fim, é perceptível que a escolha da CNAE é um processo detalhado e muito importante na abertura da empresa. Por conta disso, não hesite em contratar um contador – o profissional qualificado e essencial para tirar as suas dúvidas a respeito de todo o processo.

Para isso, entre em contato conosco! Nós da Contabilivre realizamos contabilidade online, sem burocracias e disposta a atender as suas necessidades! 

Porque o contador é essencial na escolha do CNAE correto para a empresa?

O contador é o profissional que sabe informar, de maneira exata e correta, se o código se enquadra, ou não, no Simples Nacional. Inclusive, para saber o enquadramento no regime tributário, é necessário, antes, conhecer o CNAE correto para o negócio. 

Para saber o CNAE, o empreendedor pode consultar a Comissão Nacional de Geografia e Estatística (CONCLA). Porém, compreender qual o código correto para a atividade exercida não é uma tarefa tão simples. 

É necessário ter um conhecimento técnico para identificar corretamente o CNAE, visto que este código é tão importante ao determinar o segmento de atuação da empresa e as alíquotas de tributação.

Por isso, no momento da abertura do CNPJ, é recomendado que o empreendedor contrate um contador qualificado. Esse profissional vai auxiliar na escolha do CNAE correto e garantir o enquadramento ideal para a empresa.

Nós, da Contabilivre, trabalhamos com contadores especialistas em abertura de empresas que possuem o conhecimento qualificado sobre o enquadramento no Simples e escolha do CNAE. Entre em contato conosco!