Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço?

O que é preciso para abrir uma empresa prestadora de serviço?

Se você chegou até este artigo, provavelmente tem interesse em abrir uma empresa de prestação de serviço. Por isso, estamos aqui para passar algumas informações essenciais e ajudá-lo em tudo que você precisar.

Saiba que o setor de serviços tem preenchido grande parte do mercado de empreendimentos no Brasil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% das empresas brasileiras dispõem de oferta de serviço.

Mas você sabe realmente o que é uma empresa prestadora de serviço? Esse setor atua realizando serviços para pessoas físicas ou jurídicas, com intuito de receber valores financeiros. Vale destacar, que essa modalidade de empreendimento não realiza venda de produtos e nem fabricação, ok?!

Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço? Continue a leitura!

Veja a importância de formalizar a empresa 

Segundo o Jornal Contábil, devido ao alto índice de desemprego provocado pela pandemia, o número de empresas prestadoras de serviços cresceu mais de 54,7% entre janeiro e abril de 2021 no Brasil. Algumas das empresas de serviço mais criadas nesse período foram de:

  • encanador:
  • eletricista;
  •  instalador e limpeza de ar-condicionado;
  •  cabeleireiro;
  •  manicure.

Esse setor reúne um leque de oportunidades. Isso porque possui vários segmentos de atuação. Uma das principais vantagens deste ramo é o custo, que dependendo da atividade exercida pode ser baixo, e com isso o investimento inicial para a abertura da sua empresa pode ser menor do que você pensa.

Antes de mais nada, salientamos a importância de você ter uma empresa totalmente legalizada. Ela traz diversos confortos e vantagens para o seu negócio. Ao realizar a formalização, você vai poder estar em dia com o fisco ao pagar todos os impostos e obrigações necessárias.

A regularização é importante para ajudar no cumprimento de todas as regras trabalhistas, quando a empresa admite funcionários. Auxilia ainda, na emissão de notas fiscais para os clientes que são atendidos pelos seus serviços.

Agora que decidiu abrir a sua empresa, qual é o próximo passo? Por onde começar?

A melhor atitude é procurar um escritório de contabilidade para receber todas as informações necessárias e fazer as escolhas ideais para a sua vida de empreendedorismo.

Neste momento é importante também decidir em qual ramo de atuação você deseja trabalhar. Após tomar essa decisão, é indispensável traçar um Plano de Negócio para apontar todos os objetivos que o seu negócio pretende alcançar.

Mas para que isso aconteça de maneira certa, você precisa conhecer os portes de empresa que existem e assim, decidir qual é o ideal para a sua atuação no mundo dos negócios. 

Porte da empresa

Antes de dar início à abertura de sua empresa, você precisa saber qual tipo de negócio você vai abrir. Normalmente as empresas são instituídas de acordo com o porte de negócio que o proprietário deseja trabalhar.

a. Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é uma modalidade de empreendimento, que foi criado para regularizar as atividades de pessoas que atuam em trabalhos autônomos. É o tipo de negócio mais criado nos últimos anos, por apresentar diversas vantagens, como a isenção de tributos federais e o recolhimento de imposto facilitado em uma única guia. 

Ao regularizar a instituição, o proprietário recebe um CNPJ e fica apto a emitir nota fiscal de serviço e a ter direito aos benefícios prestados pela Previdência Social. Para ser MEI, o empreendedor deve ter uma renda de até R$81 mil reais ao ano, o que equivale a R$6.750 mensais.

b. Microempresa (ME)

São consideradas Microempresas (ME), as instituições que têm um faturamento de até R$360 mil por ano. Conforme o tipo de negócio, ela pode contratar de 9 a 19 funcionários e ainda tem a liberdade de escolher entre um dos tipos de regime tributário e a natureza jurídica do negócio.

c. Empresa de Pequeno Porte (EPP)

As Empresas de Pequeno Porte (EPP), são criadas por empreendedores que desejam ter uma receita bruta entre R$360 mil e R$4,8 milhões por ano, e podem contratar entre 10 e 49 funcionários.

Agora que já definiu o porte para sua empresa, chegou a hora de optar por um dos regimes tributários existentes no Brasil. Confira abaixo!

Regime de tributação 

A escolha dos tributos é uma decisão um tanto delicada, para decidir quais os valores dos impostos que a sua instituição terá de pagar. Ter um contador para fazer todos os cálculos ajuda você a cumprir as suas obrigações fiscais. Conheça os tributos que são exigidos das empresas.

a. Simples Nacional

O Simples Nacional tem a competência de simplificar os recolhimentos dos tributos, pois é pago mensalmente em uma única guia chamada DAS. Ele facilita o cumprimento das obrigações previdenciárias, trabalhistas e tributárias. No entanto, é importante atender a alguns requisitos para participar desse tipo de regime, como a tipologia da atividade (CNAE) e o limite máximo anual de renda da empresa.

b. Lucro Presumido 

Nesse tipo de regime tributário, os impostos são recolhidos em guias individuais. As organizações desse tipo tributário devem declarar IRPJ e arcar com diversas obrigações. O Lucro Presumido tem os valores do IRPJ e CSLL direcionado a uma margem de Lucro Presumido. 

c. Lucro Real 

Os tributos são calculados segundo o lucro real da empresa. Os cálculos devem ser feitos com muito cuidado para não perder alguns benefícios. Em caso de ocorrer perda no período em que os cálculos forem feitos, é possível conceder a isenção do pagamento do imposto de renda. No Lucro Real já estão embutidos: PIS, COFINS, Contribuição Social e Imposto de Renda.

Natureza jurídica da empresa

A Natureza Jurídica é outro ponto fundamental que precisa ser bem definido por quem deseja abrir uma empresa. A escolha ajuda a entender qual será o valor do capital para iniciar o negócio, quais leis serão aplicadas e se é aconselhado ter sócio ou não. Conheça os principais tipos de Natureza Jurídica que existem:

a. Empresas Individuais

As Empresas Individuais surgiram especialmente para fazer a regularização de inúmeros negócios autônomos, que aconteciam sem CNPJ, e com isso não tinham segurança jurídica, e não recebiam seus benefícios, como o INSS. Elas não necessitam de sócio para serem iniciadas, mas cada uma tem regras específicas. Estas são as modalidades de Empresas Individuais:

  • Empresas individuais (EI);
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

b. Sociedades

Caso você deseje ter uma organização com no mínimo dois sócios, você pode optar por uma dessas tipologias:

  •  Sociedade Limitada (LTDA): é uma modalidade de empresa que trabalha como prestador de serviços de forma geral;
  •  Sociedade Simples (SS): é um tipo de empresa voltada para área artística, intelectual e científica, como os artistas plásticos, médicos e cooperativas;
  • Sociedade Anônima (SA): tem o capital dividido em ações, ou seja, as ações pertencem aos acionistas. Elas podem ser vendidas no mercado de balcão ou nas Bolsas de Valores.

Saiba como abrir uma empresa de prestação de serviço

Agora que você conheceu os principais pontos que precisam ser definidos para abertura de sua empresa, chegou o momento principal, a criação de seu CNPJ. Mas, como isso funciona? 

Contar com o apoio de um contador é essencial para que você tenha informações de tudo que precisa ser providenciado, como algumas autorizações para iniciar o processo de regularização do seu negócio. São necessárias algumas documentações pessoais, para serem levadas à Junta Comercial do Estado ou Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, conforme a atividade escolhida. Veja quais documentos são essenciais:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de endereço;
  • certidão de casamento (caso exista);
  • cópia do IPTU ou registro que contenha inscrição imobiliária, ou a indicação fiscal do imóvel do local em que a empresa será posicionada;
  • contrato social da empresa (caso tenha sócio);
  • autorização da análise prévia da viabilidade de localização.

Em seguida, é gerado o Número de Identidade do Registro de Empresa (NIRE). Esse número é um código que será utilizado para requerer o CNPJ, por meio do site da Receita Federal. Logo após, conseguirá dar entrada na regularização junto ao seu município e com isso já terá sua empresa devidamente legalizada.

Percebeu como abrir uma empresa prestadora de serviço requer ações importantes para atender a todas as normas de criação? Recorrer a um escritório de contabilidade eficiente pode ajudar a realizar todos os processos de abertura, e também a gerenciar o orçamento do seu negócio de maneira correta. Ao optar por uma empresa especialista no assunto, a abertura da sua empresa poderá ser com baixo custo, de forma rápida, sem burocracia e dentro de toda legalidade. 

A Contabilivre é especialista em Abrir Micro e Pequenas Empresas de Serviço, por isso, você pode contar com os nossos especialistas para ajudá-lo!

alterar cnae mei

Precisa alterar a CNAE do seu MEI? Aprenda como!

Você sabia que ao abrir uma microempresa individual você não precisa se manter no mesmo ramo enquanto ela estiver funcionando? É possível alterar a CNAE do MEI mantendo o mesmo CNPJ, ou seja, sem a necessidade de fechar uma empresa para abrir outra.

Essa é uma ação que facilita bastante a vida do microempreendedor que deseja começar a atuar em outro segmento, ou acrescentar atividades em seu MEI. Também é muito importante manter essas atividades regularizadas.

Se você está precisando fazer essa alteração, vai gostar de saber que o processo é muito fácil. É possível realizá-lo pela internet e nem sempre é necessário buscar a ajuda de especialistas. Para simplificar ainda mais, preparamos este conteúdo com um passo a passo mostrando como você pode fazer a alteração da CNAE do seu MEI. Acompanhe!

O que é CNAE?

Uma das principais informações que precisam ser fornecidas no cadastro de uma microempresa individual é a área de atuação, ou seja, a CNAE. Essa sigla significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

A CNAE é um código que contém sete dígitos. Ela indica qual é o ramo de atuação do microempreendedor individual, no entanto, não é uma classificação exclusiva para esse tipo de negócio. Categoriza, também, empresas maiores, privadas e públicas, profissionais autônomos e organizações sem fins lucrativos.

Qual a diferença entre CNAE e código de serviço?

É importante não confundir a CNAE com o código de serviço. Como você viu, a CNAE é um tipo de classificação que indica qual é o ramo de atuação de uma determinada empresa; quanto ao código do serviço, ele tem relação com as notas fiscais que são emitidas de acordo com os serviços que foram prestados.

Quando o MEI prestar um serviço, ele precisa fazer a emissão da nota declarando nela qual atividade ele exerceu. Então, ele utiliza o código de serviço indicado pela prefeitura para manter a regularidade das atividades e das notas.

É possível alterar a CNAE?

Pode acontecer de o microempreendedor decidir mudar o seu foco principal de atuação, seja para buscar melhores oportunidades ou por ter escolhido uma atividade errada na hora de abrir a sua empresa.

Em ambos os casos não existe necessidade de baixar um CNPJ para abrir outro com a CNAE correta. É possível manter esse número de registro da empresa e fazer a alteração apenas da atividade principal que ela exerce.

Essa é uma ação bastante simples que requer apenas um ajuste no cadastro do MEI. Inclusive, ele pode acrescentar outras CNAEs se assim desejar. Isso porque na abertura do MEI precisamos definir uma atividade principal, que será aquela que constará na maioria das notas.

Além da possibilidade de alterar a atividade do MEI, é possível ter CNAEs secundárias. Elas são referentes a serviços prestados de forma ocasional e que servem como apoio para as atividades exercidas pela empresa.

Caso a empresa já tenha várias atividades atreladas ao seu CNPJ, pode, por exemplo, alterar a CNAE do MEI colocando uma secundária no lugar da principal. São pequenas adequações feitas no cadastro que possibilitam a regularização dos serviços oferecidos.

Da mesma forma como podemos adicionar atividades, é possível retirar algumas do cadastro. Isso pode acontecer quando elas estão inadequadas e não se relacionam com a atividade principal, por exemplo.

Como alterar a CNAE passo a passo?

Como você viu, é possível alterar a CNAE do MEI de diferentes formas. Podemos mudar o ramo de atuação da empresa, definir uma nova atividade principal entre aquelas já selecionadas, acrescentar novas atividades ao CNPJ ou retirar aquelas que não serão mais utilizadas.

O processo para fazer essas alterações é o mesmo. A seguir, criamos um passo a passo simples para que você possa fazer essa mudança em sua empresa.

Passo 1

Para alterar a CNAE do MEI, primeiro você precisa acessar os dados cadastrais da sua empresa entrando na plataforma gov.br e clicar em “Solicitar”. Para acessar o sistema você precisará colocar o seu login e senha, e logo após informar o código do Simples Nacional.

Passo 2

Confira os seus dados e faça as mudanças que deseja. Você vai estar dentro do cadastro do MEI, então, também é possível alterar o nome fantasia, o telefone, endereço e uma série de outras informações.

Passo 3

Quando chegar à lista de atividades, basta procurar aquela que deseja acrescentar como sua atividade principal. Você verá uma pequena lista com as CNAEs que já estão atreladas ao CNPJ e ali pode excluir aquelas que não deseja mais.

Passo 4

Depois que já tiver inserido ou excluído todas as CNAEs que deseja, basta salvar os dados cadastrais e imprimir o seu certificado atualizado. Para imprimir o CNPJ é preciso entrar no site da Receita Federal.

Não se esqueça de que, ao alterar sua atividade principal, pode ser que o código de serviço que você usa em suas notas fiscais deva ser alterado. Como dito, vai depender do município no qual você tem o MEI aberto.

Sendo assim, é importante entrar em contato com a prefeitura no setor que dá suporte para o microempreendedor, informar a situação e esclarecer as dúvidas, se é possível manter o código que já foi registrado ou se haverá necessidade de alterá-lo também.

Caso seja necessário fazer essa alteração, a prefeitura vai informar quais são os trâmites para fazer essa mudança. Haverá alguns documentos que precisam ser preenchidos e levados até o setor responsável, para alterar o seu cadastro na plataforma que faz a emissão das notas fiscais eletrônicas.

Como você pode ver, alterar a CNAE do MEI não é um processo tão complexo, inclusive porque pode ser feito pela internet. No entanto, se você tiver dúvidas, dificuldades ou não sentir segurança para realizar essa ação por conta própria, procure o auxílio de um escritório de contabilidade.

Vale conversar com um especialista para ajudar na identificação da CNAE mais adequada para a atividade que você quer exercer. Assim, pode fazer a sua inscrição municipal e o seu cadastro na nota fiscal eletrônica de forma definitiva, sem a necessidade de novas mudanças.

Lembrando que todo esse processo de alterar a CNAE do MEI pode ser feito pelo contador, sem que você tenha nenhuma preocupação com isso. Ter esse suporte é uma segurança a mais para que tudo seja feito do jeito certo, e a sua empresa esteja totalmente regularizada para a Receita Federal e a prefeitura do seu município.

Contar com um especialista em contabilidade é muito importante porque existem outros detalhes que exigem atenção. Veja como esse serviço pode ajudar o seu negócio.

Agora que você já sabe como é fácil realizar a alteração da CNAE, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro dessas e outras novidades sobre empreendedorismo, contabilidade e tecnologia!

principais tipos de empresa

Conheça os principais tipos de empresa antes de abrir seu negócio

Pensando em abrir uma empresa? Antes de tudo, é fundamental entender os principais tipos e enquadramentos aceitos pela legislação brasileira a fim de evitar eventuais problemas com o fisco.

No texto de hoje preparamos um guia introdutório para quem quer começar sua jornada de empreendedorismo com o pé direito. Confira agora!

Quais são os tipos de empresa existentes no Brasil?

Hoje, no Brasil, existem seis principais naturezas jurídicas para empresas: elas variam não apenas no tipo societário, mas também nas exigências e normas que regem seu funcionamento. Abaixo você confere as principais informações sobre cada tipo de empresa.

MEI

Um dos portes mais buscados nos últimos anos, o MEI, ou Microempreendedor Individual, é o modelo empresarial feito sob medida para pessoas que trabalham por conta própria e precisam do CNPJ. Um dos fatores que tornam esse modelo tão atrativo é que o imposto possui um valor fixo mensal, de acordo com o segmento da empresa, visto que há isenção de tributos federais, como Imposto de Renda (IR) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por exemplo.

O MEI, porém, possui algumas limitações. Por ser voltado justamente para microempreendedores, esse tipo de empresa prevê um limite de faturamento anual, e existem também limitações em relação à quantidade de funcionários permitidos e para os tipos de atividade exercidas.

Empresário Individual

Como o próprio nome indica, o Empresário Individual (EI) é um tipo de natureza jurídica que assume um único proprietário, sem admitir a presença de sócios. Nesse modelo, os bens pessoais do empresário não se diferenciam dos bens da empresa aberta, podendo ser usados para sanar eventuais dívidas.

Diferentemente do MEI, o EI tem muito mais flexibilidade tanto na contratação de funcionários quanto no seu faturamento.

Sociedade Empresária Limitada

A Sociedade Empresária Limitada é um dos modelos mais populares no Brasil e garante ao titular a possibilidade de incluir um ou mais sócios sem que seus bens pessoais se misturem aos da empresa. Assim, além de terem sua participação definida pelo montante investido, nenhum dos associados seria financeiramente responsabilizado em caso de complicações financeiras na empresa.

Sociedade Simples

A Sociedade Simples, constituída por duas ou mais pessoas, volta-se para atividades não empresariais de prestação de serviço que se enquadrem em natureza intelectual ou cooperativa, como médicos, dentistas, advogados etc.

Nessa modalidade, os próprios sócios exercem a atividade para qual a sociedade se dedica, e podem ingressar diretamente com a prestação de serviço, sem demandar capital em bens ou contribuição financeira.

Sociedade Anônima

Na Sociedade Anônima (S.A) os sócios, conhecidos como acionistas, têm sua responsabilidade definida pela quantidade de ações que possuem na empresa e, assim como em outras modalidades de sociedade, na Sociedade Anônima os acionistas têm o patrimônio pessoal separado do patrimônio da empresa.

Nesse modelo, inclusive, é possível ter uma empresa tanto de capital aberto quanto de capital fechado, ou seja, uma empresa que vende, ou não, suas ações na bolsa de valores.

Sociedade Limitada Unipessoal

Na SLU não há a obrigatoriedade de haver sócios no quadro da empresa, garantindo a separação entre o patrimônio do empreendedor e do negócio. A vantagem desta natureza jurídica é que o capital social mínimo exigido é de R$1 mil reais.

Quais os principais portes?

Agora que você conhece os principais tipos de empresa, é importante entender também as variações de porte reconhecidas no Brasil. O porte, como o próprio nome indica, é um termo utilizado para referenciar o tamanho do negócio com base ou no faturamento anual, ou no número de colaboradores contratados, a depender do órgão considerado na classificação.

Microempreendedor Individual: Atualmente o MEI tem um limite anual de faturamento de R$81 mil reais e pode ter somente um colaborador contratado na empresa;

Microempresa: O faturamento anual máximo para esse modelo é de R$360 mil reais e permite até 20 colaboradores;

Empresa de Pequeno Porte: Para essa modalidade o faturamento máximo é de R$4,8 milhões, podendo ter até 100 colaboradores;

Empresa de Médio Porte: O faturamento não pode passar de R$300 milhões, devendo também ser superior a R$4,8 milhões anuais. A quantidade de colaboradores permitida depende do segmento da empresa e varia de 50 a 499 colaboradores permitidos;

Empresa de Grande Porte: Para este porte, o faturamento anual bruto deve ser maior do que R$300 milhões. Caso desenvolva atividades comerciais ou de prestação de serviços, esse porte admite mais de 100 colaboradores contratados. Já se a empresa voltar para atividades industriais, o número admitido passa a ser de pelo menos 500 colaboradores.

Agora que você já sabe os principais portes e suas definições, à frente iremos detalhar os regimes tributários existentes no Brasil.

3. Quais os regimes tributários?

Os regimes tributários trazem um conjunto de normas e leis que indicam os principais tributos devidos ao Governo por uma empresa. Esse índice varia, principalmente, com a arrecadação anual do negócio e, no Brasil, são três:

Lucro Presumido: Indicado para empresas que faturam até R$78 milhões de reais por ano, variando sua alíquota de acordo com o segmento que a empresa exerce. Aqui, o cálculo do tributo é feito com base na presunção do lucro da empresa dentro de seu faturamento bruto anual.

Lucro Real: Obrigatório para alguns negócios como instituições bancárias e cooperativas de crédito, por exemplo, o Lucro Real se vale do lucro líquido da empresa como base de cálculo para o Imposto de Renda da empresa.

Simples Nacional: Com alíquotas que variam, essa opção visa simplificar o processo de pagamentos de tributo, unificando os impostos em uma única guia, e costuma ser a mais indicada para empresas com faturamento de até R$4,8 milhões de reais ao ano.

4. Qual o melhor tipo de empresa para abrir?

Agora que você já conhece os principais tipos de empresas, portes e regimes tributários do Brasil fica fácil responder: o melhor tipo de empresa depende de uma análise cuidadosa da estrutura de negócios pretendida, juntamente com esses três fatores que apresentamos hoje.

Contar com a ajuda de um profissional de contabilidade é essencial nesse momento, já que o enquadramento errado traz risco de pagamento de impostos muito mais caros e a perda de algumas vantagens que certos enquadramentos trazem para seu tipo de negócio.

Ficou interessado? Aproveite então para conferir nosso conteúdo sobre como abrir uma empresa e conheça os primeiros passos na sua jornada de empreendedorismo!

o que é nire e para que serve

O que é nire e para que serve?

Ter o próprio negócio é algo com o qual muitas pessoas sonham. Afinal, isso representa certa independência financeira e abre, sem dúvidas, muitas portas para a vida profissional. O que poucas pessoas consideram antes de dar esse passo, no entanto, é a responsabilidade do processo.

Para nos tornarmos bons empreendedores, precisamos também focar em uma educação de qualidade. Ela envolve conhecimentos sobre gestão, finanças e, claro, termos relacionados a esse universo. Um bom exemplo é o NIRE.

Não sabe o que é NIRE? Ao longo da nossa conversa, explicaremos o que é essa sigla, qual é a sua importância para os negócios, como descobrir o seu número e muito mais. Além disso, daremos algumas dicas para tornar mais simples o processo de abertura da sua empresa. Boa leitura!

O que é NIRE?

A sigla NIRE corresponde ao Número de Identificação do Registro de Empresas. Ele é um cadastro emitido pela Junta Comercial dos estados brasileiros, sendo um comprovante de que a empresa em questão é válida e segue todas as normas estaduais e federais para o seu funcionamento.

De modo geral, o NIRE é composto por 11 números. Eles servem como um “documento de identidade” das empresas, e serão utilizados pelos órgãos competentes para identificá-las nos registros oficiais.

Você pode encontrá-lo de duas formas:

  •  No Contrato Social, Estatuto Social ou Certidões Simplificadas no caso das empresas registradas na Junta Comercial.
  •  No selo dos órgãos responsáveis (disponibilizados no ato do registro), no caso de empresas que foram registradas em cartórios ou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Como fazer a consulta do número do NIRE?

A consulta do número NIRE muda de Estado para Estado. Infelizmente, nem todos disponibilizam essa informação de maneira simplificada, mas em alguns casos a obtenção da numeração é bem intuitiva.

O primeiro passo para conseguir acesso a esse número é entrar no portal da Junta Comercial do seu Estado. Procure a sessão “pesquisar empresas” e preencha as informações solicitadas: razão social, CNPJ, entre outros.

Outra alternativa para consultar o NIRE é a partir da emissão do seu Certificado da Condição do Microempreendedor Individual (CCMEI), caso a sua empresa seja do tipo MEI. Neste documento, estarão presentes todas as informações da sua empresa, incluindo o número em questão.

Para obtê-lo, é simples. Você precisa acessar o Portal do Empreendedor, clicar na opção “Já sou MEI” e selecionar a alternativa “Emissão de Comprovante (CCMEI)”. Preencha os dados solicitados e pronto! Depois, o usuário é redirecionado para o download do arquivo em formato PDF.

No entanto, fique atento: os novos registros não têm a obrigatoriedade de conter essa informação, após a publicação da Lei n° 13.874/2019. Nesses casos, é necessário que o MEI solicite a informação à Junta Comercial.

Quais são as diferenças entre NIRE e Inscrição Estadual (IE)?

Esses termos costumam gerar muita dúvida entre os novos empreendedores. Afinal, qual é a diferença entre os conceitos acima citados?

A Inscrição Estadual corresponde a um número de cadastro no ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviço). É uma liberação para que a empresa possa funcionar dentro da unidade federativa em que a sede esteja implementada.

O NIRE, por sua vez, é um cadastro feito com a Junta Comercial. Seu objetivo é comprovar a existência da empresa.

Quais são os objetivos do NIRE?

Além de comprovar que a sua empresa realmente existe e está válida, o NIRE tem uma série de funções. A principal delas é possibilitar a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), com a Receita Federal Brasileira.

Em seguida, a partir da emissão do seu CNPJ, é possível obter a Inscrição Estadual em seu estado e garantir que os seus serviços estão liberados para serem prestados. Assim, você tem segurança e estabilidade, garantindo que não estará à mercê de fiscalizações ou outros problemas jurídicos com o seu empreendimento.

O NIRE também é fundamental para:

  • emitir notas fiscais;
  • participar de licitações;
  • preencher formulários para compra de mercadorias e muito mais.

Sendo assim, a emissão do NIRE é o pontapé inicial para que a sua empresa possa funcionar!

Como tornar o processo de abertura da empresa mais simples?

Para finalizar, é hora de conhecermos algumas dicas para facilitar o processo de abertura da sua empresa. Confira a seguir!

Saiba o que você realmente quer

O que você deseja para a sua empresa? Quais são os objetivos? Qual será o nicho? Como está o mercado? Qual é o seu público-alvo? Antes de qualquer passo, é fundamental que você tenha tudo isso bem definido. A elaboração de um plano de negócios é essencial para o processo.

Leia bastante sobre o assunto

Com tudo em mente, é hora de adquirir conhecimento. Ler sobre o assunto é uma das melhores formas de aprender. Ao abrir este artigo, você já se comprometeu em conhecer melhor os termos envolvidos no processo de abertura de empresas e já deu um grande passo rumo ao sucesso!

Escolha o seu tipo de empresa e os CNAEs corretos

Depois, é hora de determinar o porte empresarial em que sua empresa irá se enquadrar, como MEI, ME, EPP. Qual a natureza jurídica, como EI, Ltda, SLU, entre outros e os CNAEs corretos (atividades). Pesquise sobre cada um deles e descubra qual atende melhor às suas necessidades e particularidades!

Faça cursos, se possível

Outra maneira de aprender mais sobre o tema é fazendo cursos. Eles podem ser na área administrativa, na de finanças, em gestão ou em vários outros assuntos. Lembrando que você não precisa ser formado em uma graduação para empreender e que esses cursos podem ser feitos até mesmo online.

Busque ajuda, se necessário

Nenhum homem é uma ilha, certo? Por isso, muitas vezes, você precisará contar com alguma ajuda especializada para dar segmento ao seu propósito. Informe-se com as autoridades competentes e tire as suas dúvidas sempre que for necessário!

Conte com uma assessoria contábil

Por fim, não deixe de contar com a ajuda de uma boa assessoria contábil. O processo de abertura de empresas envolve muitos detalhes que podem passar despercebidos para quem não tem muita experiência no assunto. A boa notícia é que esse tipo de serviço pode ser oferecido inteiramente online, facilitando muito a sua vida.

Como podemos ver, o conceito de NIRE é simples, mas muito importante para quem tem uma empresa. Conhecer termos como esse é algo imprescindível para qualquer novo empresário. Você está no caminho certo, ou seja, se informando. Mas não pare por aí e continue na sua jornada de conhecimento!

Quer saber mais sobre assuntos muito importantes para quem vai abrir o próprio negócio? Confira outro artigo do nosso blog e saiba como calcular o custo de um funcionário. Boa leitura!

documentos para abrir uma empresa

Documentos para abrir uma empresa: entenda quais são

Sabia que o seu sonho de ter o próprio negócio se parece com o de muitas pessoas? Nos últimos anos, empreender no Brasil tem se tornado um projeto de vida cada vez mais buscado. Isso ocorreu de forma intensa nos primeiros meses de 2020.

Segundo informações do Mapa de Empresas, apresentado pelo Ministério da Economia, o número de novas empresas foi positivo em 2020. Foram criadas cerca de 686.849 empresas, somente nos primeiros quatro meses. Dentre essas, em média, 18.466.444 estão em plena atividade. Para que você possa fazer parte dessa estatística é importante saber quais os documentos para abrir uma empresa. Acompanhe que vamos orientá-lo da melhor forma!

Quais documentos são necessários?

Para que você “dê vida ao seu negócio“, é necessário passar por um período burocrático, um tanto rápido, até que a sua instituição seja criada. Abrir a própria empresa é uma excelente estratégia para ganhar independência financeira. Os documentos solicitados para dar início a essa formação são os pessoais e os expedidos pelos órgão públicos. Observe!

Documentos pessoais

Os documentos pessoais que você deve apresentar para iniciar processo de abertura da empresa, são:

  • cópia do CPF e RG;
  • cópia de certidão de casamento (se houver)
  • cópia de comprovante de endereço residencial;
  • duas últimas declarações do Imposto de Renda (caso tenha);
  • carteira do órgão regulamentador (OAB, CORE, CFM, etc.) caso a organização tenha ligação a alguma profissão ou área unida a qualquer desses órgãos.
  • cópia do IPTU ou comprovante de locação da sede da empresa.

Documentos criados por instituições

Há também, os documentos que os próprios órgão públicos expedem para formalizar o negócio e obter o número do CNPJ. Os documento essenciais são:

  • Contrato social;
  • Registro na Junta comercial;
  • Alvará de funcionamento;
  • Inscrição estadual.

Além de apresentar os devidos registros, é importante que você escolha a razão social e o nome fantasia para o seu negócio. Você também deve selecionar a atividade que a sua empresa vai oferecer ao seu público, ou seja, escolher o código CNAE correto.

Como é o processo de abertura?

Antes de dar início ao processo de abertura da sua empresa, recomendamos que tenha decidido qual segmento de mercado quer empreender, e que conheça quais os documentos, os registros e todas as formalidades que são determinantes para que o seu negócio esteja presente no mundo empresarial.

Devido à necessidade de atender a todas as normas de criação do negócio é importante realizar tudo com muito cuidado, para que todos os procedimentos aconteçam dentro dos regulamentos, e assim, as operações posteriores da empresa aconteçam sem transtornos. Veja alguns passos que devem ser seguidos para abrir a sua empresa:

  • verificar a possibilidade em atuar no local;
  • criar um nome válido; 
  • elaborar o Contrato Social;
  • fazer registro na Junta Comercial;
  • registar no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • obter o Alvará de Funcionamento;
  • adquirir a Inscrição Estadual (caso seja necessário);
  • registro na Previdência Social;
  • solicitar autorização para emitir notas fiscais.

Custo para abrir uma empresa

Essa é uma dúvida que as pessoas que pensam em empreender normalmente possuem. O custo médio para abrir uma empresa, varia entre R$ 500,00 e R$1.500,00. O que vai determinar o valor será a modalidade do empreendimento, a cidade onde será registrada, o regime tributário e o ramo da atividade. 

 Ao abrir a sua empresa por meio de um escritório de contabilidade, você fará tudo dentro das conformidades e de forma correta, e ainda irá contar com os serviços de contabilidade que são essenciais para reduzir os futuros impostos e manter sua empresa sempre regularizada junto ao fisco.

No processo de abertura estão inclusos taxas obrigatórias para que ocorra a licença de funcionamento, certificados e consultorias. O gasto citado, é para atender aos seguintes requisitos:

  • Junta Comercial (DARE) – Documentos de arrecadação de receitas estaduais;
  • Alvará de funcionamento;
  • Certificado digital;
  • Consultoria e assessoria.

Temos uma boa informação para você: Sabia que a Contabilivre realiza todo o processo de abertura de empresas de forma gratuita e sem burocracias? Fale com nossos especialistas.

Regimes tributários

Outra dúvida que muitos empreendedores têm é sobre o regime tributário, que  vai determinar a tributação que a empresa vai se enquadrar. Desta forma, é  importante que você esteja bem informado sobre cada regime tributário e quais impostos irão incidir após sua empresa estar formalizada. Vamos apresentar os principais regimes tributários e tributos a serem pagos.

Simples Nacional

O Simples Nacional é o regime tributário mais escolhido pela maioria das empresas no Brasil, devido ao mesmo  simplificar o recolhimento dos tributos, que acontece de forma unificada em uma única guia de pagamento a cada mês (DAS).

Outro motivo da opção parte da facilidade de efetivar as obrigações trabalhistas, tributárias e previdenciárias. Porém, para que a empresa possa participar desse programa é importante atender a alguns requisitos, entre eles: o limite máximo de receita bruta anual, enquanto o porte ME (Microempresa) tem o limite de R$ 4,8 milhões, os optantes pelo MEI (Micro Empreendedor Individual) tem o limite de R$ 81 mil. Outro requisito é que a atividade (CNAE) da empresa seja permitida pelo Simples Nacional.

LP (Lucro presumido)

O Lucro Presumido tem as alíquotas de IRPJ e CSLL incidente em uma margem de Lucro Presumido. Com o intuito de que a tributação seja simplificada, a Receita Federal faz os cálculos em cima de uma margem de lucro pré-definida. Ela sofre variação de acordo com o tipo de atividade das empresas. Vale ressaltar que, para participar desse regime, a empresa deve ter, anualmente, um faturamento de até R$ 78 milhões;

Nessa modalidade tributária, os impostos são recolhidos em guias individuais. As empresas que participam dessa tipologia de regime, têm o compromisso de declarar IRPJ e assumir inúmeras obrigações, segundo exigência do Lucro Presumido. 

LR (Lucro Real)

Normalmente as empresas que optam pelo Lucro Real são as multinacionais ou as corporações. Os tributos são calculados com referência no Lucro Real. Nesse caso, os serviços contábeis devem ser realizados com muita cautela para não perder algumas vantagens.

Para esses tipos de empresa, o Lucro Real é uma ótima opção. Caso ocorra alguma perda no decorrer do período calculado, é concedida a isenção do pagamento de imposto. Já estão inseridos no Lucro Real, a Contribuição Social, o Imposto de Renda, o PIS e o COFINS.

Agora que você já sabe quais são os documentos para abrir uma empresa, é importante também, buscar um escritório de contabilidade confiável para desfrutar de todos os benefícios, como a criação e emissão de todos os documentos exigidos pelos órgãos públicos de forma correta e sem burocracia. E claro, receber as orientações fundamentais para você estar em dias com todas as suas obrigações de empreendedor e ajudar a organizar as suas finanças. Gostou do conteúdo? Então, fale com a gente! Estamos aptos a abrir a sua empresa dentro de todas as normas legais.

contrato social

Saiba o que é contrato social e como criá-lo na hora de abrir sua empresa

Se você está começando a empreender agora e pretende abrir sua própria empresa, é provável que já tenha se esbarrado com o termo “contrato social”. Na verdade, este é um documento essencial — sem ele, a sua empresa não existe oficialmente.

É nele também que se encontram todas as regras sobre o funcionamento da sua empresa — sócios, responsabilidades, entre outras. É por isso que a elaboração deste documento deve ser feita com bastante atenção.

Neste artigo, nós explicamos o que é o contrato social, quais tipos de empresa precisam dele e damos um passo a passo para você elaborar o seu. Confira!

O que é contrato social?

Podemos dizer que o contrato social de uma empresa é a certidão de nascimento do negócio. Ele estabelece o início e registra as principais informações sobre o funcionamento do empreendimento.

Neste documento constam informações como dados pessoais dos sócios, endereço da sede, atividade que a empresa executa, o capital investido no negócio, além dos direitos e deveres de cada sócio, entre outras — informações essenciais para a formalização da sociedade antes do início das operações.

Como todo ato constitucional, o contrato social tem certas formalidades. Isso quer dizer que a elaboração desse documento deve obedecer a alguns requisitos legais, que estão previstos no Código Civil — Lei nº 10.406/2002 —, do artigo nº 997 a 1.000.

Por que ele é tão importante?

A principal função do contrato social é formalizar uma sociedade perante o governo. A partir dele, o empreendedor adquire direitos como:

●     abrir conta-corrente jurídica;

●     emitir notas fiscais;

●     obter empréstimos, entre outros.

Vale destacar que o contrato social é realizado quando a empresa conta com dois ou mais sócios. Por isso, quanto mais minucioso ele for, menores serão as chances de surgirem disputas judiciais ou desentendimentos entre os sócios.

Quais tipos de empresa necessitam de um contrato social?

Apesar de o termo “contrato social” ser usado para caracterizar todos os contratos de constituição de empresas, cada natureza jurídica tem uma denominação específica para o documento — na verdade, o contrato social original está relacionado a empresas do tipo Sociedade Limitada (LTDA).

Sociedade Limitada (LTDA) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

Como dissemos, o contrato social original é o documento constituinte das empresas de natureza jurídica Sociedade Limitada (LTDA) — ou, mais recentemente, da Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Na LTDA, dois ou mais empreendedores se juntam para criar uma sociedade empresarial com responsabilidade limitada. Isso quer dizer que cada um dos sócios tem a participação no capital social e, em caso de falência, os bens pessoais deles são protegidos.

Já na SLU, um único empreendedor pode abrir uma empresa e formalizar o negócio por meio do contrato social, seguindo as mesmas regras.

Sociedade Anônima (S.A.)

Já a Sociedade Anônima (S.A.) se caracteriza por ter capital aberto e fragmentado, por isso, além de seguir as mesmas regras da LTDA e SLU, o contrato social inclui as ações da empresa. Ou seja, é necessário especificar a negociação e a divisão das ações da empresa no documento.

Empresário Individual (EI)

Para as empresas com natureza jurídica Empresário Individual — aquele que exerce uma atividade empresarial em nome próprio —, o contrato social tem o nome de Requerimento de Empresário. Trata-se de um formulário emitido pelo governo federal que funciona como substituto do contrato social padrão.

A principal diferença entre os dois é que o requerimento não permite alterações nem cláusulas extras. Além disso, o patrimônio empresarial não é separado do pessoal, e o empreendedor precisa abrir o negócio com capital mínimo de R$1mil.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), o contrato social tem a mesma função dos documentos que já citamos, mas recebe o nome de Ato Constitutivo. A principal característica desse documento é a adaptação às regras específicas dessa natureza jurídica — capital social mínimo de 100 salários-mínimos vigentes. Ao contrário do contrato do Requerimento de Empresário, o Ato Constitutivo permite a inclusão de cláusulas extras e pode ser alterado.

Porém, vale acrescentar que, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, essa natureza jurídica foi extinta, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Microempreendedor Individual (MEI)

Apesar de o MEI não ser definido como natureza jurídica — trata-se de porte empresarial —, é importante destacar que esse formato simples de empresa dispensa o contrato social.

Para o MEI, basta o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que comprova sua atividade, com faturamento de até R$81 mil anuais, conforme previsto na Resolução CGSIM nº 48.

Como elaborar o contrato social da sua empresa?

O contrato social traz, além das informações básicas sobre a empresa, regras sobre a administração, o funcionamento e o papel de cada sócio na sociedade. Ele define de antemão as obrigações e os direitos de cada um dos envolvidos e serve de base para a solução de conflitos. Por isso é fundamental que o documento seja claro e completo.

Então, por onde começar? A legislação estabelece que o contrato deve trazer as seguintes informações, além das cláusulas estabelecidas pelas partes.

Dados dos sócios

O primeiro passo na elaboração de um contrato social é qualificar os sócios. Ou seja, identificar os indivíduos que farão parte da sociedade. Se forem pessoas jurídicas, será necessário informar a denominação ou a firma, a nacionalidade e a sede dos sócios. Já se forem pessoas físicas, as informações necessárias são nome, nacionalidade, profissão, estado civil e endereço residencial dos sócios.

Dados da empresa

Em seguida, é preciso informar os dados sobre a empresa: denominação (razão social), endereço (sede e filiais), tipo de organização (natureza jurídica) e prazo estimado da sociedade — que pode ser prorrogado posteriormente.

Capital social

Aqui você vai indicar qual é o montante investido pelos sócios para a abertura do negócio. O capital social pode incluir, além da moeda, bens imóveis e móveis — indicados pelo valor.

Quota dos sócios

Você precisará indicar também a participação de cada sócio no capital social investido. Normalmente, essa divisão tem como base o que cada sócio investiu..

Pro labore e participação nos lucros

Outra cláusula importante a ser incluída no contrato social é a definição da remuneração oferecida ao administrador da sociedade (pró-labore) e da divisão de lucro entre os sócios. Aqui, você pode informar a periodicidade e a proporção em que os lucros serão distribuídos. Além disso, você pode determinar a criação de um fundo de reserva para a empresa.

Regras para deliberações

Por fim, é fundamental definir regras para deliberações relevantes da sociedade — por exemplo, a entrada de novos sócios.

Contrato social criado, os sócios têm até 30 dias para fazer a requisição da inscrição. Ela pode ser feita no cartório, em uma junta comercial ou órgão de classe, dependendo da natureza jurídica da sociedade. Essa solicitação deve ser acompanhada do instrumento autenticado do contrato. Para esse processo é essencial contar com a ajuda de um contador.

Em resumo, o contrato social é uma das primeiras obrigações na hora de abrir uma empresa, e é indispensável entender todas as cláusulas que compõem esse documento. Mas, existem outros processos importantes se você está começando a empreender agora.

como abrir uma empresa

Como abrir uma empresa: guia para se tornar um empreendedor

Quer saber como abrir uma empresa no Brasil? Saiba que esse processo não é simples e costuma envolver muita burocracia, principalmente para quem não é familiarizado com a área.

Porém, com o suporte de profissionais experientes, você pode torná-lo menos complexo e ainda tomar as melhores decisões para o seu negócio. Com isso, é possível evitar prejuízos financeiros e problemas com o fisco.

Por esse motivo, preparamos este artigo para fornecer um guia completo sobre o processo de abertura de uma empresa. Após a leitura, você entenderá como ser um empreendedor. Vamos lá?

Quanto custa abrir uma empresa?

O custo médio de abertura de uma empresa no Brasil pode variar entre R$500 e R$1,5 mil. Alguns aspectos que influenciam nesse valor são:

  • localização, já que os órgãos de cada local têm tabelas de valores próprias;
  • complexidade da empresa, que define quais são os tributos que devem ser pagos, o porte e a atividade que será exercida;
  •  valor cobrado pelo contador, que é essencial para que o processo seja realizado de maneira adequada.

Além disso, existem outros custos para que o negócio inicie as suas atividades como:

  • aluguel;
  • contas de luz, água, internet e telefone;
  • folha de pagamentos;
  • tributos.

Agora que você já sabe quais são os principais gastos para abrir a sua empresa, abaixo iremos abordar todos os passos fundamentais para iniciar o processo, e um dos primeiros é ter conhecimento sobre a documentação necessária para abertura de seu negócio.

Quais são os documentos necessários para abrir uma empresa?

A abertura de uma empresa no Brasil ainda é um processo burocrático. Por isso, é importante entender quais são os documentos necessários para que seja realizado com sucesso. Abaixo, apresentamos os principais:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de endereço residencial e da sede da empresa;
  • última declaração do imposto de renda;
  • carteira do órgão regulamentador (como por exemplo: CREA, CRA, OAB, entre outros);
  • certidão de casamento, se houver;
  • nome fantasia da empresa;
  •  IPTU ou outro documento que comprove a inscrição imobiliária do imóvel em que a empresa será instalada;
  • atividades da empresa.

Cabe destacar que se existirem sócios, todos devem enviar os documentos pessoais para o processo de abertura da companhia.

Juntado toda a documentação necessária, o seguinte passo é definir qual será o porte para que o seu negócio se enquadre na categoria correta. No tópico a seguir, apresentamos os principais.

Quais são os portes das empresas?

Se você tem dúvidas em relação ao porte das empresas, saiba que ele é definido a partir de algumas informações como a movimentação financeira ou a capacidade produtiva do negócio. A seguir, apresentamos as principais características de cada um para que você entenda melhor sobre o assunto. Acompanhe!

Microempreendedor Individual (MEI)

Esse é o menor porte de empresa que existe no Brasil e, atualmente, o MEI pode ter um faturamento anual de até R$81mil e somente 1 empreendedor. Porém, mesmo que as receitas do seu negócio estejam dentro desse limite, é importante saber se as atividades desenvolvidas se enquadram nas ocupações permitidas, ok?

Microempresa (ME) 

As microempresas podem ter um faturamento anual de até R$360 mil e até 20 colaboradores. Esse tipo de empresa pode aderir ao regime de tributação do Simples Nacional. Além disso, podem ter acesso a linhas de crédito com custos menores e prazos maiores.

Empresa de Pequeno Porte (EPP) 

As EPPs podem ter um faturamento de até R$4,8 milhões por ano e até 100 colaboradores. Assim como as MEs, as empresas de pequeno porte podem aderir ao Simples Nacional. Porém, conforme o faturamento do negócio aumenta, pode ser que o melhor regime de tributação não seja esse. Por isso, é importante ter o auxílio de um contador de confiança para escolher as melhores opções para a sua empresa, certo?

Empresa de Médio Porte 

As empresas desse porte podem ter um faturamento bruto anual entre R$4,8 milhões e R$300 milhões. Já em relação à capacidade produtiva, podem ter:

  • entre 50 e 99 funcionários, se desenvolverem atividades comerciais ou de prestação de serviços;
  • entre 100 e 499 funcionários, se desenvolverem atividades industriais.

Empresa de Grande Porte 

As empresas de grande porte podem ter um faturamento bruto anual maior que R$300 milhões. Já em relação à capacidade produtiva, podem ter:

  •  acima de 100 colaboradores, se desenvolverem atividades comerciais ou de prestação de serviços;
  • acima de 500 colaboradores, se desenvolverem atividades industriais.

Portanto, é importante que você avalie os dados em relação ao faturamento do seu negócio e à quantidade de pessoas ocupadas para saber qual é o porte que a sua empresa deve se enquadrar. Além disso, é essencial definir a natureza jurídica do seu negócio e para entendermos cada natureza jurídica, como funcionam e seus benefícios, explicamos abaixo. 

O que é natureza jurídica e quais são as principais?

A natureza jurídica de uma empresa se refere ao seu regime jurídico, ou seja, representa os deveres, regras e exigências que os sócios devem cumprir. A seguir, apresentamos as principais. Acompanhe!

Empresário Individual

Nesse tipo de natureza jurídica, o empreendedor atua sozinho, não precisando ter sócios. O empresário não pode separar o patrimônio empresarial do pessoal e além disso, o capital exigido é de R$1.000 reais.

EIRELI 

Na Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), o patrimônio do dono é separado do empresarial e não há exigência de sócios. Além disso, o capital social necessário deve ser equivalente a 100 salários mínimos vigentes. Cabe destacar que essa natureza jurídica foi extinta, de acordo com a Lei 14.195, de 26 de agosto de 2021.

Sociedade Simples Limitada 

Esse tipo de natureza jurídica não tem uma finalidade mercantil. Em geral, é formada por dois ou mais profissionais que atuam no mesmo ramo de maneira coletiva como advogados, médicos, contadores, etc.

Agora que você já sabe o que é natureza jurídica e qual deve ser adotada, é importante escolher a atividade econômica e o regime tributário do seu negócio. Nos tópicos abaixo, faremos uma abordagem sobre o assunto.

Como escolher a atividade da sua empresa?

Você já tem em mente o que irá desempenhar na empresa, mas não sabe qual atividade é a correta para o seu negócio? Saiba que a atividade de sua organização é chamada CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas, que é um código formado por sete dígitos e a escolha correta do mesmo, determina quais são as obrigações tributárias e acessórias das empresas, assim como os benefícios fiscais que podem ter direito. Ressaltamos que uma empresa pode ter mais de uma CNAE, um sendo o principal da empresa e os demais como secundários, desde que todos tenham correlação. Devido à sua importância, você deve contar com o auxílio de um contador para fazer a escolha correta e evitar prejuízos para o seu negócio.

A seguir, explicamos como você pode escolher o regime tributário ideal para o seu empreendimento. 

O que é regime tributário e como escolher o ideal na hora de abrir a empresa?

O regime de tributação se refere à legislação que define a cobrança de impostos por CNPJ. A sua definição varia de acordo com o faturamento da empresa, o seu porte, o tipo de atividade exercida, além de outros aspectos relevantes. Os principais tipos são:

  • Lucro Presumido: é indicado para empresas com faturamento anual de até R$78 milhões. Além disso, também é recomendado para aquelas que têm um lucro elevado e que não devem ser enquadradas, obrigatoriamente, no regime de Lucro Real;
  • Lucro Real: é obrigatório para alguns tipos de negócios como empresas de arrendamento mercantil e cooperativas de crédito. É um regime que tem uma complexidade maior que o anterior e é indicado para empresas com margem de lucro de até 32%;
  • Simples Nacional: é indicado para microempresas e empresas de pequeno porte que têm uma receita bruta de até R$4,8 milhões por ano.

Em relação à escolha do regime tributário ideal para o seu negócio, não existe uma fórmula certa, pois a mesma empresa pode mudar o modelo utilizado de um ano para outro. Por isso, é importante contar com o suporte de um contador especializado para garantir a escolha mais adequada, ok? A seguir, falamos brevemente sobre esse assunto.

Por que contratar um contador de confiança? 

O suporte de um profissional da área é essencial para que a sua empresa evite problemas com o fisco e atue de maneira regular. Para isso, você pode contar com os serviços da Contabilivre, uma plataforma inteligente, em que os profissionais de contabilidade trabalham com total compromisso, responsabilidade e transparência focados em resolver os problemas do seu negócio.

Entender como abrir uma empresa no Brasil é essencial para quem pretende empreender. Isso porque o processo é burocrático e envolve uma série de documentos e conceitos que nem sempre são fáceis de compreender. Por isso, é essencial contar com o auxílio de profissionais especializados para garantir que tudo seja feito de maneira adequada. 

E aí, gostou deste artigo? Entendeu a importância de contar com o auxílio de um contador para abrir o seu negócio? Então, entre contato conosco e saiba como podemos ajudá-lo nesse processo. Até a próxima!

O que é plano de negócios Definições, funções e como elaborar

O que é plano de negócios? Definições, funções e como elaborar

O plano de negócios é um documento ou relatório de planejamento que descreve os objetivos de uma empresa — com ele é possível identificar os custos de implementação de uma ideia, reduzir vulnerabilidades, riscos e incertezas que afetam o desenvolvimento mais sustentável de uma organização. 

Existem quatro etapas importantes para a operacionalização de um negócio antes do início efetivo das atividades corporativas: a identificação de oportunidades, a elaboração do plano de negócios, a captação de recursos e o gerenciamento da empresa.

Todas essas etapas são cruciais para o sucesso de um novo empreendimento, contudo, o plano de negócios tem maior destaque. Isso porque a ferramenta baseia os demais requisitos, auxiliando no planejamento e na análise de viabilidade da empresa, prevenindo riscos e combatendo obstáculos que possam impedir o crescimento da organização.

Além disso, ao projetar perspectivas com um plano de negócios bem estruturado, o empreendedor consegue determinar em qual momento os seus esforços serão recompensados, além do estágio em que será necessário fazer investimentos para não limitar o desenvolvimento sustentável da empresa.

Neste artigo, trazemos dicas importantes sobre como montar, compreender e executar um plano de negócios, para que você não perca uma boa oportunidade e empreenda com planejamento. Confira!

O que é um Plano de Negócios?

O plano de negócios descreve quais caminhos precisam ser percorridos para que os objetivos e metas de lucratividade e de crescimento da empresa sejam alcançados. Com essa ferramenta é possível identificar se uma ideia de negócio é viável ou não, o que diminui riscos e incertezas para o empreendedor.

As informações compartilhadas nesse documento baseiam decisões estratégicas e ações no dia a dia das organizações. Além disso, muitas vezes, ele é exigido por bancos e investidores para atestar a viabilidade de uma empresa.

Logo, o documento contém todas as etapas exigidas durante a estruturação de uma empresa, assim como atesta a viabilidade do empreendimento e possíveis ocorrências sob o ponto de vista estratégico, mercadológico, operacional e financeiro, por exemplo.

Por que um Plano de Negócios é importante?

Entendemos, portanto, que o plano de negócios é uma ferramenta indispensável, pois oferece caminhos viáveis para que a empresa concretize objetivos como lucratividade e crescimento no mercado.

A importância de um plano de negócio está diretamente relacionada com as funções desse documento. Com ele, o empreendedor toma decisões de investimento e gerenciamento mais estratégicas.

Além disso, por meio de um plano de negócios, o gestor conquista investidores, adquire empréstimos e contrata financiamentos. É importante ressaltar que o documento não elimina os riscos no futuro. Entretanto, ele tem um grande potencial de reduzir a ocorrência de erros.

Mesmo porque, sem uma análise aprofundada sobre a empresa e o monitoramento de todos os elementos que interferem na viabilidade do negócio — variáveis de mercado, eficiência de processos, qualificação da força de trabalho, efetividade no controle financeiro, entre outros, nenhum planejamento será suficiente para trazer os resultados esperados pela equipe gerencial.

Veja a seguir, os motivos pelos quais um plano de negócios é extremamente funcional, tanto no início das operações corporativas quanto em outras fases de crescimento da empresa.

Compreender o nível de competitividade do seu mercado

Quais são as tendências ou maiores ameaças em seu setor? O mercado em que você atua está se desenvolvendo ou retraindo? Qual é o tamanho do mercado-alvo para o produto ou serviço que você pretende comercializar?

Um plano de negócios bem estruturado pode viabilizar uma compreensão mais profunda do seu mercado de atuação —  isso permitirá que você utilize essas informações para tomar decisões estratégicas que viabilizam e potencializam fatores competitivos que edificam a permanência da sua empresa no mercado e a liderança em relação aos seus concorrentes.

Delimitar o perfil do seu consumidor ideal

Você conhece a persona do seu negócio? Essa é uma representação semi-fictícia do seu cliente ideal, aquele que integra o público pelo qual os seus esforços de marketing e de vendas devem ser direcionados.

Quais diferenciais competitivos e motivos influenciam o consumo desse público? Uma análise aprofundada do cliente é essencial para o sucesso da empresa e o plano de negócios pode ser uma boa ferramenta para isso.

Ao compreender melhor o seu público, você consegue criar produtos e serviços mais adequados e atraentes para eles e ainda reduzir o budget e o ROI dos esforços de marketing e vendas da empresa.

Avaliar a viabilidade da empresa

Quão boa é essa ideia? Como essa oportunidade se tornará um negócio reconhecido no mercado? Como parte do processo de estruturação de um plano de negócios, a pesquisa do mercado-alvo e do cenário competitivo da empresa aumenta a percepção de viabilidade das operações.

Documentar o modelo de negócios

“De que forma a sua empresa gerará lucro?” Além de responder a essa pergunta para tomar melhores decisões, você terá que demonstrar isso aos investidores e prováveis parceiros da sua empresa.

Com essa documentação você também será capaz de enfrentar os desafios mais comuns associados ao seu modelo de negócios.

Determinar necessidades financeiras

A sua empresa precisa levantar capital junto a instituições financeiras e terceiros ou você tem reservas para arcar com os custos e o capital de giro necessário para que as operações sejam mantidas durante essa primeira fase?

Você também precisa definir o percentual desse capital para cada setor e o quanto essa alocação de investimento é crítica e favorece o crescimento sustentável da empresa.

Atrair investidores

Que tal atrair várias propostas de investimento para que os seus objetivos sejam alcançados com mais rapidez? O plano de negócios responde às principais perguntas de potenciais investidores interessados na sua marca.

Com ele você cria e perpetua as projeções financeiras do seu negócio, define a melhor estratégia de saídas de capital e edifica o nível de confiabilidade da sua empresa no mercado.

Atrair talentos

Para atrair e reter talentos na empresa, é necessário ter um plano de negócios abrangente. Esse documento pode inspirar os colaboradores e demonstrar a solidez necessária para o desenvolvimento profissional da equipe de trabalho.

Com um plano de carreira atraente, muitos talentos serão atraídos para a sua equipe, aumentando a produtividade e a eficiência de suas operações. Aos poucos, o seu negócio entrará em um círculo virtuoso baseado na motivação, no engajamento e na colaboração dos profissionais com os resultados globais da empresa.  

Sanar dúvidas de gerenciamento

O plano de negócios é como um roteiro que pode ser consultado a qualquer momento para basear decisões e sanar dúvidas, tanto para projetos de curto prazo quanto para planos de longo prazo.

Atrair parceiros de negócio

Os parceiros de negócio são fornecedores e terceiros que não atuam no core da empresa, porém, são essenciais para a operacionalidade dos processos. Quanto mais qualificados, melhor será a contribuição desses agentes para o crescimento da organização.

A documentação de informações estratégicas também permite que a sua empresa conquiste a confiança de fornecedores, assim como prazos mais interessantes e promoções exclusivas.

Posicionar a sua marca

Como o plano de negócios delimita o papel da sua empresa no mercado, você também consegue posicionar a sua marca junto aos seus clientes, investidores, parceiros e outros stakeholders.

Assim, é possível colocar em prática boas práticas de branding que ajudam a aumentar o reconhecimento da sua marca e o processo de fidelização dos consumidores.

Reposicionar a empresa em casos de mudança

As eventualidades acontecem em qualquer segmento e tamanho de negócio. São variáveis de mercado, falta de mão de obra qualificada, problemas de adaptação com a entrada de um concorrente direto e outros acontecimentos que afetam a lucratividade da sua empresa.

Quais ações permitem que a sua empresa reaja adequadamente aos acontecimentos imprevistos? Como aumentar a previsibilidade das suas operações para que, ao ocorrer qualquer problema, seja possível contorná-lo sem gerar prejuízos? Essas questões serão respondidas com o seu plano de negócio.

Encontrar oportunidades de crescimento

Por meio de informações sobre a sua empresa você também consegue criar projeções mais precisas sobre o comportamento do seu negócio frente a todas as variáveis que influenciam o seu mercado.

Com um plano de negócios você será capaz de assumir novos projetos e oportunidades de crescimento com potencial para aumentar a rentabilidade e a lucratividade da sua organização.

Quais elementos integram um Plano de Negócios?

Para elaborar um plano de negócios é necessário pensar a respeito de alguns pontos que tangem a ideia do empreendimento. Primeiro, é recomendável que o empreendedor saiba quais os diferenciais buscar, pois, suas ideias e projeções devem se destacar no mercado.

Inclusive, é importante ressaltar que cada projeto tem as suas particularidades. Por conta disso, o plano de negócio pode variar de um empreendimento para outro.

A seguir, você encontrará alguns elementos que podem embasar a criação desse planejamento. De forma geral, um plano de negócios integra o sumário executivo, uma análise profunda do mercado, planos operacionais e de marketing, projeções financeiras e mercadológicas.

Sumário executivo

O documento tem como primeira parte um sumário executivo que reúne os tópicos de cada sessão, assim como um resumo da ideia do empreendimento e uma breve descrição da empresa.

O sumário executivo precisa ser simples e conciso, mas deve abranger todas as informações tratadas no plano de negócios.

Análise de mercado

Na análise de mercado, você vai identificar o segmento de mercado que sua empresa pretende atuar, assim como qual a necessidade do seu público alvo (clientes), quais são seus principais concorrentes e fornecedores.

Por meio do conhecimento profundo do seu mercado você também determina os melhores canais de distribuição do seu produto ou serviço.

Além disso, uma análise competitiva identifica lacunas que podem se tornar potenciais de venda, ajuda a criar um portfólio mais adequado para o perfil de consumo do seu público, permite descobrir tendências de venda e oportunidades de crescimento. Para efetivar essa avaliação mercadológica, é necessário:

● determinar os seus principais concorrentes;

● definir quais produtos ou serviços os seus concorrentes oferecem e competem de forma direta com o seu portfólio;

● pesquisar novas táticas de vendas e outras usadas de forma eficiente pelos seus concorrentes;

● avaliar preços praticados;

● mapear as vantagens competitivas de outros negócios;

● analisar a logística de distribuição mais usada no seu mercado;

● estudar a estratégia de conteúdo, presença em mídias sociais e SEO usadas pelos seus concorrentes;

● identificar a infraestrutura de TI que suporta os processos de outras empresas em seu nicho de atuação;

● observar promoções;

● executar uma análise SWOT e mapear pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças do seu negócio.

Já em relação à segmentação de clientes, processo pelo qual a empresa classifica o seu público em grupos com base em características e condições específicas (localização geográfica, interesses, hábitos, expectativas, dados demográficos, ou renda, por exemplo) , é possível melhorar os esforços de marketing, atendimento e vendas para as necessidades identificadas, aumentando o probabilidade de conversões e fidelização dos consumidores.

Plano de marketing

O plano de marketing é uma ferramenta estratégica que o empreendedor utilizará para alcançar suas metas de vendas e crescimento da empresa. 

Nesta etapa, é importante estruturar as estratégias com base em 4 pilares:

●     Produto;

●     Preço;

●     Praça;

●     Promoção.

Os 4 P´s apresentados acima, também são conhecidos como mix de marketing, devem ser trabalhados em conjunto para influenciar a resposta do consumidor perante a sua marca, produto ou serviço.

Plano operacional

O plano operacional descreve a localização da sua empresa, as características específicas da sua infraestrutura (tipos de ativos, funcionalidades desejáveis, recursos para viabilizar o funcionamento desses equipamentos, entre outros aspectos), além de informações sobre a força de trabalho, a capacidade produtiva e o tempo necessário para a realização de cada etapa produtiva, por exemplo.

Ou seja, nessa seção são listadas informações para o pleno e correto funcionamento do negócio, tanto em relação ao arranjo físico (ou layout), que define a distribuição dos setores, equipamentos, móveis e funcionários no espaço físico da empresa, quanto às etapas e processos exigidos para que os produtos e serviços cheguem até os clientes.

Projeções financeiras

No plano financeiro, é possível realizar projeções de custos iniciais, investimento inicial, capital de giro, análise comparativa entre receitas e custos, entre outros. Com os valores apurados é possível construir o demonstrativo de resultados – relatório gerencial do plano financeiro. Com esse relatório, o empreendedor analisa as receitas e despesas e, assim, faz projeções para saber se a empresa pode operar com lucro ou prejuízo.

Projeções mercadológicas

Esta é a última etapa de um plano de negócio e consiste em analisar possíveis cenários futuros para o negócio, sejam positivos, sejam negativos, assim como quais caminhos podem minimizar prejuízos e potencializar o lucro da empresa.

Logo, o plano de negócio permite construir cenários e simular situações variadas, preparando o negócio tanto para os resultados pessimistas (queda em vendas ou aumento dos custos, por exemplo) quanto para as ocorrências mais otimistas (aumento de faturamento e diminuição de despesas, por exemplo).

Afinal, como fazer um Plano de Negócios Canvas?

O Business Model Canvas é uma ferramenta essencial para a criação de um planejamento abrangente e efetivo. Isso porque ele cria um mapa visual em que são analisados aspectos como:

●     Proposta de valor: sem um propósito claro, como saberemos se um modelo é bom ou não?;

●     Segmento de clientes;

●     Canais de recepção e distribuição de produtos, matéria-prima e insumos;

●     Canais de relacionamento com os clientes;

●     Atividade chave;

●     Recursos que amparam os processos;

●     Parceiros de negócios;

●     Fontes de receita;

●     Estrutura de custos.

Com o plano de negócios elaborado de forma estratégica, é possível trilhar um rumo mais objetivo e seguro para começar um empreendimento.

É perceptível que com a criação deste documento, o futuro empresário pode seguir um caminho mais seguro, baseado em dados. Ou seja, elaborar um plano de negócio é um dos primeiros passos para um empreendimento sustentável e mais lucrativo. Entretanto, sempre tenha atenção, para que o mesmo esteja constantemente atualizado.Agora que já sabe a importância de um plano de negócio, aproveite para conhecer melhor a Contabilivre e a nossa equipe de contadores. Então, que tal simular as taxas incididas na abertura de uma empresa?



Quantas empresas posso abrir em meu nome?

Dentro do mundo dos negócios, novas oportunidades podem aparecer, incluindo a de uma nova sociedade ou até mesmo a abertura de mais uma empresa. Mas, neste momento, algumas dúvidas podem ficar no ar: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” ou “em quantas posso ser sócio?”. A resposta é simples, mas requer mais explicações: depende de cada caso.

Para saber se é possível ou não abrir mais uma empresa em seu nome, é preciso checar o tipo de empresa que você, empresário, tem e qual está planejando participar no futuro. Cada tipo de empresa possui suas características e regras que influenciam na abertura de outras no nome da mesma pessoa. 

Trouxemos um conteúdo exclusivo para você entender as regras que influenciam essa tomada de decisão. Confira!

Quando posso abrir mais de uma empresa no meu nome?

Só é possível abrir uma outra empresa em alguns casos específicos. Isso acontece porque, para uma nova constituição, é preciso saber qual o tipo de negócio o empresário já tem e qual pretende abrir. 

Devido aos diversos portes empresariais e naturezas jurídicas, criam-se cenários em que há possibilidade, ou não, de abrir outro negócio. Além disso, é válido ressaltar que o regime tributário, no caso o Simples Nacional, também impõe algumas regras e limitações no momento de abertura de uma nova companhia.

Há vários outros cenários e, cada um, com uma restrição ou permissão. Pensando em te explicar todos os pormenores de cada um, segue, abaixo, as respostas para cada segmento de empresa. Assim, não sobrará mais dúvidas sobre ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? “.

No caso do Microempreendedor Individual (MEl)

O Microempreendedor Individual (MEI) não tem permissão para ser proprietário de qualquer outro tipo de empresa

Para poder abrir outro negócio, ou participar como sócio do quadro societário de empresas  Limitadas, o empreendedor deve realizar o processo de desenquadramento do MEI

Após finalizar o desenquadramento, o empresário pode participar de outra empresa, seja em sua abertura ou fazendo parte do quadro societário. Assim, aparecem outras alternativas para se formalizar como Pessoa Jurídica.

São muitos detalhes no processo de desenquadramento e ele pode ser muito burocrático. Por isso, se for mudar de MEI para ME , opte por contratar um contador.   

Para isso, confira os serviços da Contabilivre! Conte com os melhores especialistas para alterar sua MEI para ME e sem burocracias!

Quantas empresas o Empresário Individual (EI) pode abrir em seu nome?

Agora, se o seu caso se enquadra no Empresário Individual (EI), a resposta para a pergunta: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” é outra, mas ainda com as suas particularidades. 

Para o Empresário Individual, é possível abrir mais de uma empresa, mas esta afirmação requer um bom entendimento para evitar erros. Quem tem uma empresa de natureza jurídica EI, não pode ter outra do mesmo tipo.

Este empresário, poderá, apenas, participar do quadro societário de empresas limitadas, e/ou abrir uma empresa EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) ou uma Sociedade Limitada Unipessoal.  

E o Empreendedor Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)?

Agora, se for o Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) , também pode surgir a pergunta: quantas empresas posso abrir em meu nome ? “

Neste caso, quem tem uma  EIRELI, não pode abrir outra empresa que seja da mesma modalidade. Porém, pode abrir um novo negócio em seu nome na categoria de Empreendedor Individual (EI). 

Além disso, poderá participar do quadro societário de quantas empresas quiser e que sejam do tipo LTDA (Limitada). Contudo, há algumas regras que precisam ser checadas antes. 

Os detalhes que precisam de atenção no momento de entrar em uma sociedade de uma (ou mais) empresa LTDA é referente aos negócios enquadrados no Simples Nacional.

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Outra pergunta frequente é: “em quantas empresas posso ser sócio?”

Outra dúvida que muitos empresários podem ter, além de “quantas empresas posso abrir em meu nome?”, é sobre a participação em quadro societário. Afinal, “em quantos posso participar?” E, a resposta, irá, novamente, depender do tipo de empresa

Se a empresa for Sociedade Anônima (S/A) ou Sociedade Limitada (LTDA), não há limitações para ser sócio. Contudo, se alguma das empresas for enquadrada no sistema de tributação simplificada, popularmente conhecido como Simples Nacional, é necessário saber que existem alguns limites. 

Simples Nacional e o quadro societário em mais de uma empresa

O Simples Nacional é um regime simplificado de recolhimento dos tributos, que são unificados em apenas uma guia de pagamento mensal (o DAS), para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), ou seja, o regime funciona em todos os entes federados

Portanto, ele abrange vários níveis: a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, reunindo tributos de impostos estaduais, municipais e federais em uma única guia. 

Então, quando um empresário possui uma empresa (EIRELI, Sociedade LTDA e EI) e pretende ser sócio de uma outra que está enquadrada no Simples, ele precisa se atentar à soma do faturamento bruto anual de todos seus negócios. 

Isso porque é possível ter duas ou mais empresas no Simples Nacional. Mas o empreendedor precisa respeitar o limite máximo de faturamento do programa para que nenhuma das empresas sejam desenquadradas do sistema.

Assim, segundo a lei, o valor máximo da soma dos faturamentos brutos anuais global das empresas não pode ultrapassar R$ 4.800.000,00. Caso a soma de todas as empresas for maior que o limite, os dois negócios são desenquadrados do Simples Nacional. 

Essa regra corresponde à participação societária em empresas optantes pelo Simples e também aquelas que não, ou seja, caso o sócio, ou titular, com participação maior que 10% da sociedade, tenha uma empresa não optante pelo Simples, o faturamento dela também conta nesta norma. 

Por isso, é preciso ficar atento se as empresas estão, ou não, cadastradas no regime tributário Simples Nacional e, também, verificar a soma do faturamento anual das empresas para não deslizar nas regras e condições para todas as empresas que você for sócio ou proprietário.

Em resumo…

Essas são as especificações referentes à participação de quadro societário e podemos perceber que não há muitas restrições, desde que os limites estabelecidos de empresas com o regime Simples Nacional sejam respeitados. 

E, referente à abertura de mais de uma empresa em seu nome, é preciso sempre ficar atento à natureza jurídica da empresa que você já possui, e seguir as regras de cada uma, conforme apontamos no conteúdo. 

Agora que você já sabe a resposta para a questão: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” e está querendo evitar burocracias (nesse processo) conheça os serviços de contabilidade online da Contabilivre. 

Na Contabilivre, é fácil abrir seu negócio e desburocratizar processos com uma equipe de profissionais especializados em contabilidade.  Clique para abrir seu negócio com a gente! 


Uma imagem cortada ao meio, do lado esquerdo há um homem e um mulher sentados olhando um notebook, no lado direito há um espaço em azul claro com a frase: como expandir um negócio físico para o digital?

Como expandir um negócio físico para o digital?

Expandir um negócio físico para o digital pode ser o que a sua empresa precisa para conquistar novos clientes. O ambiente online está repleto de usuários e, consequentemente, de consumidores de diversas partes do país que podem conhecer os seus serviços ou produtos independente da localização do seu empreendimento

Já era possível notar o crescimento das vendas online antes mesmo do contexto da pandemia do  coronavírus. Mas com a necessidade do isolamento social no ano de 2020, o processo foi acelerado e trouxe um “boom” muito grande para o setor. 

Então, expandir um negócio físico para o digital está se tornando cada vez mais frequente.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o número de transações efetuadas em e-commerce cresceu 65,7% em relação a 2019.

Parece ser uma boa expandir um negócio físico para o digital, não é mesmo? Mas para isso, é necessário seguir alguns passos. Acompanhe o conteúdo que preparamos a seguir e tire suas dúvidas! 

Conheça seu modelo de negócio

Antes de começar a investir em presença digital, ou seja, em expandir um negócio físico para o digital, é importante entender como o seu modelo de negócio funciona no ambiente online.

Se você tem uma loja de roupas em um espaço físico e quer levá-la para o online, por exemplo, o primeiro passo é criar uma vitrine virtual para exibir seus produtos.

Mas se a sua empresa é uma prestadora de serviços talvez você deva começar investindo em plataformas de comunicação, e por aí vai. 

Um ponto muito importante para quem deseja expandir um negócio físico para o digital é saber onde o público-alvo está para que seus produtos ou serviços cheguem até os possíveis clientes. Por isso, a presença digital é uma peça fundamental.  

Está precisando de ajuda na contabilidade da sua empresa? Entre em contato com a Contabilivre, contabilidade online e prática!

Crie um site para expandir um negócio físico para o digital

O site pode ser definido como a estrutura do seu negócio, ele é a vitrine da sua loja no ambiente online ou o escritório da sua empresa, por exemplo. Por meio de uma plataforma, os usuários encontram informações sobre os seus serviços e produtos, realizam compras e entram em contato com a sua empresa, se precisarem. 


O site precisa ser pensado para que o usuário tenha uma boa experiência e se interesse pelas mercadorias que seu negócio oferece. Independente se você irá criar o seu próprio site (existem plataformas simples e até gratuitas) ou contratará uma pessoa para isso, alguns pontos precisam ser levados em consideração: 

  1. Não esqueça de disponibilizar uma versão para dispositivos móveis;
  2. O site precisa ser atrativo, mas cuidado com os exageros. Disponibilize as informações de forma que o usuário encontre com facilidade seus serviços ou produtos principais;
  3. Você vai precisar escolher, comprar um domínio e contratar um serviço de hospedagem. 

Ter um site para a sua empresa é positivo até mesmo para o seu negócio físico. Um relatório divulgado pelo Thinkwithgoogle indicou que 63% das experiências de compra registradas no mercado mundial, em 2018, começaram online. 


Dessa forma, mesmo quando um usuário compra em uma loja física, há uma chance significativa da jornada de compra dele começar pelo site.

Use o WhatsApp Business

A comunicação com o consumidor é um dos principais fatores para determinar o sucesso de seu negócio online. Isso porque, sem o contato presencial, é preciso disponibilizar canais abertos e efetivos na qual o usuário pode tirar dúvidas, marcar uma reunião, comprar e ter um suporte à disposição.

Também é importante que os colaboradores do seu negócio estejam preparados para se relacionar com os clientes no online. Além da forma de comunicação tradicional, vale criar uma conta no WhatsApp Business, versão voltada para os negócios. 

A plataforma permite que o consumidor entre em contato de forma rápida e simples com a empresa em uma conta profissional. 

Saiba mais sobre os pagamentos online

Um desenho digital, do lado esquerdo tem uma tela de computador azul e grande com várias propagandas de promoções aparecendo e, no lado direito, tem uma mulher vestindo roupas azuis sentada olhando a tela, com uma empresa que provavelmente foi expandir um negócio físico para o digital

Ao expandir um negócio físico para o digital, o empreendedor pode ter dúvidas em relação às transações online. No entanto, não é preciso se preocupar com isso. Existem diversas empresas que atuam como intermediárias dessas transações, elas fazem o meio de campo entre o seu negócio e as bandeiras de cartão de crédito

Pesquise por empresas com credibilidade, confiança e segurança para o cliente e para você. Vale também conferir o prazo que as empresas intermediárias liberam o pagamento.

Também é possível receber pagamentos por boleto bancário, o documento pode ser gerado em plataformas digitais. Os cuidados são os mesmos, vale escolher soluções populares que tenham credibilidade no mercado. 

Há, também, o Pix, um meio de pagamento e transações sem taxas e que acontece em menos de 10s. Ele é uma opção que pretende substituir os outros tipos de transações e está disponível para ativação dentro dos aplicativos de bancos. 

Tenha presença digital 

Não adianta nada criar um site e os usuários não chegarem até ele. Por isso, é preciso usar das estratégias do marketing digital para fazer com que seus produtos e/ou serviços sejam vistos por mais pessoas. 

Diversas são as formas de fazer marketing digital, seja pelas redes sociais da empresa, por divulgação de influenciadores ou anúncios nas plataformas digitais. O ponto chave mesmo é conseguir fazer com que a sua marca tenha um alcance maior entre seu público-alvo

As redes sociais também são uma vitrine para exibir seus produtos ou serviços. Sendo assim, vale se aprofundar nos recursos que as ferramentas oferecem e usá-los para atrair mais público ao perfil comercial da sua empresa. 

Estruture a distribuição

No meio digital, é preciso que seus produtos cheguem até a casa dos consumidores. É verdade que as entregas são um fator complexo, mas elas fazem parte dos processos de um negócio online. 

Por isso, é preciso criar uma estrutura de entrega, indo desde a embalagem segura do produto até a logística de transporte. 

Você pode optar por criar essa própria logística ou usar uma transportadora parceira. Não esqueça que o cliente gosta de acompanhar as etapas da entrega. Sendo assim, é preciso fornecer um código de rastreio para cada pedido

Essa é uma etapa fundamental para a transição para o online, uma vez que os clientes se importam bastante com o prazo de entrega. 

Já prestadores de serviços, que não realizam a distribuição de um produto, mas sim oferecem um serviço, precisam prestar seu trabalho de forma online. Nesse contexto,  a comunicação com os clientes é fundamental. Disponibilize plataformas de sistemas, de armazenamento e de videoconferência. 

Uma consultoria jurídica, tributária, cursos online são exemplos de serviços que podem expandir seu negócio físico para o digital usando plataformas que auxiliem na comunicação entre colaboradores e clientes. 

Você está pronto! 

A expansão de um negócio físico para o digital é marcado por mudanças nos processos da empresa. Se antes toda venda ou serviço era realizado presencialmente, quando o cliente ia para sua loja, agora, ele pode realizar a compra sem sair de casa. Mas, para isso, o negócio precisa se adaptar ao novo comportamento do consumidor. 

Siga essas dicas e não deixe de levar seu negócio físico também para o online. Assim, você terá mais chances de conseguir clientes e aumentar suas vendas. 

Agora que você já sabe como expandir seu negócio físico para o digital, aproveite para deixar as obrigações contábeis da sua empresa com a Contabilivre! Simplificamos tudo para você focar ao máximo no desenvolvimento da sua empresa.