o que é DMS

O que é DMS? Entenda mais sobre a declaração mensal de serviço

A gestão de negócios é um processo extremamente desafiador e que demanda atenção em muitos aspectos. Um deles é a ocorrência de declarações, que devem ser feitas com uma certa periodicidade a fim de garantir a idoneidade e a organização do seu empreendimento.

Um bom exemplo é a DMS, sigla para Declaração Mensal de Serviços. Esse documento tem como objetivo organizar e facilitar a administração dos recursos de captação de valores a partir da prestação de serviços dos municípios e deve ser preenchido por muitas pessoas em todo o Brasil.

Será que você faz parte desse time? Como fazer essa declaração? Quais são os seus objetivos? O que é DMS? A seguir, responderemos essas e outras perguntas, além de fornecer algumas dicas importantíssimas para ajudá-lo nesse processo. Boa leitura!

O que é DMS?

Imagine organizar os valores oriundos da prestação de serviços de milhares de contribuintes. Essa é, sem dúvidas, uma tarefa e tanto.

Por isso, com o objetivo de padronizar a obtenção dessas informações, foi criada a DMS, uma declaração que sintetiza as informações financeiras de empresas e notas fiscais de prestadores de serviços de vários municípios brasileiros.

Sendo assim, em resumo, a DMS é uma forma dos prestadores enviarem as informações sobre o Imposto Sobre Serviços (ISS) para as prefeituras. Ressaltamos que não são todas as prefeituras que exigem a obrigatoriedade de envio desta declaração, por isso, orientamos que verifique a de sua cidade.

Por que ela foi criada?

O objetivo da criação da DMS foi a substituição do Livro de Registro de Serviços Prestados. Nesse caso, o foco é otimizar o processo, tornando-o não apenas mais simples, mas também mais prático para todos os envolvidos.

Para quem é destinada?

A DMS é destinada a todas as pessoas que são contribuintes ou realizam atividades como prestadores de serviço e que emitem notas fiscais. Portanto, a sua aplicação é bem ampla e é fundamental que gestores de todos os segmentos compreendam melhor esse processo.

O que fazer em caso de erros na declaração?

Errar é humano! Por isso, não se desespere. Caso algum erro tenha sido cometido durante a sua declaração, será possível corrigi-lo. Basta fazer uma nova emissão!

A retificação só não será possível caso o procedimento fiscal tenha começado ou a empresa esteja inscrita na Dívida Ativa, com pagamentos pendentes.

Quais são os tipos de DMS?

De modo geral, há duas formas de Declaração Mensal de Serviços. Falaremos mais sobre cada um deles a seguir!

Normal

Como o nome já indica, essa declaração corresponde àquela que é feita normalmente, a cada mês.

Retificadora

Nesse caso, a DMS corresponde às correções feitas pelo contribuinte em caso de erro na primeira declaração.

Quem precisa apresentar a declaração?

A DMS deve ser preenchida por todos os contribuintes do Imposto Sobre Serviços (ISS), exceto os que se enquadrarem no regime MEI (Microempreendedor Individual), nas Sociedades Uniprofissionais (SUP) e também por profissionais autônomos.

Lembrando que a declaração mensal também deve ser feita pelos contribuintes que não tiveram qualquer movimentação no mês vigente. Esse é um documento obrigatório em todos os casos!

Quais são os benefícios dessa declaração?

A implementação da DMS trouxe uma série de benefícios, tanto para os contribuintes, quanto para os órgãos que precisam fazer o levantamento fiscal dos municípios.

Alguns pontos que não podem deixar de ser considerados são:

  • a facilidade no processo, que deixou de exigir o preenchimento dos livros fiscais;
  • a economia, já que o processo é feito por meios digitais e exclui a necessidade de impressão e gastos com o armazenamento desses documentos físicos;
  • a melhoria nos processos administrativos, já que é muito fácil acessar e processar as informações;
  •  a maior segurança, com a redução de perda de dados e documentos;
  • a praticidade para o contribuinte, que não precisa se dirigir a nenhum local ou perder muito tempo para fazer a declaração.

Como fazer a DMS?

Agora, é hora de descobrirmos como fazer a declaração mensal! Esse é um processo que pode variar um pouco de acordo com o seu município. No entanto, algumas possibilidades para realizá-lo são:

  • uso de sistemas nos portais oficiais das prefeituras;
  •  uso de aplicativos, seja para smartphones ou para computadores;
  •  com o apoio de profissionais da contabilidade, que o ajudarão em todo o processo.

Para tirar todas as dúvidas, é importante entrar em contato com as autoridades da sua região. Eles poderão informá-lo não apenas sobre a emissão da declaração, mas também sobre pontos como o prazo de entrega, aplicação de multas (que são válidas quando a DMS não é entregue dentro do período estipulado) e outros detalhes que não podem ser negligenciados.

Como evitar qualquer tipo de problema com a DMS?

A DMS é apenas uma das declarações necessárias para as empresas ou prestadores de serviço. Sendo assim, é importante que você mantenha a organização, a fim de evitar o pagamento de multas e problemas jurídicos.

Para evitar a burocracia, que tal investir em um serviço especializado? Contar com o apoio de uma empresa de contabilidade pode resolver todos os seus problemas, fazendo com que você possa dedicar o seu tempo ao crescimento do negócio, sem se preocupar com declarações e impostos.

A Contabilivre oferece um serviço personalizado, com todo o suporte que você e a sua empresa precisam para ficar sempre em dia com as declarações.

Agora que você já sabe o que é DMS e como ela funciona, é fácil perceber toda a relevância de compreender esses processos. No entanto, lidar com esses aspectos nem sempre é tão fácil e, nesses momentos, é possível contar com uma assessoria contábil para que tudo flua com mais naturalidade nos seus negócios!

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como calcular o custo de um funcionário

Como calcular o custo de um funcionário

Realizar a gestão de uma empresa não é nada fácil. Esse é um desafio apenas para os fortes, já que envolve muitos aspectos que não podem deixar de ser considerados quando o assunto é a construção de uma empresa de sucesso. Um deles é a importância de saber como calcular o custo de um funcionário.

O processo de contratação da equipe perfeita é iniciado bem antes da seleção dos funcionários. Ele começa na organização das finanças e na determinação dos custos envolvidos com a manutenção daquele profissional.

E então, que tal conhecer um pouco mais sobre a importância desse processo? Continue a leitura para descobrir quais são os principais gastos envolvidos com a contratação de um novo membro da equipe, além de conhecer também a importância desse passo no dia a dia da sua empresa!

Qual é a importância de saber os custos de um funcionário?

Assim como em qualquer área da nossa vida, a gestão financeira das empresas é algo imprescindível para a sua sobrevivência. Afinal, esse dinheiro será responsável por cobrir os gastos de manutenção do seu negócio e também por fazê-lo crescer, a partir de investimentos.

A contratação de um colaborador é sempre um investimento. Por isso, é fundamental que essa decisão seja tomada de maneira consciente, com a consideração do orçamento planejado.

Quanto custa um funcionário para uma empresa?

Sabemos que os colaboradores de uma empresa são fundamentais para a sua construção, participando no dia a dia dos negócios e doando o seu tempo e qualificação em busca dos resultados esperados e, claro, do reconhecimento do negócio e/ou marca.

Sendo assim, responder à pergunta do título é algo um pouco complicado. Afinal, estamos falando sobre um conceito subjetivo. Devemos, também, salientar que há uma grande diferença entre os termos “custo” e “valor”. O primeiro, normalmente, se refere à um gasto. O segundo nos fala sobre investimentos.

  • Algumas das características que fazem um colaborador ser um investimento para a empresa são:
  •  qualificação (cursos feitos por ele, experiência anterior, boas referências, entre outros);
  • exclusividade (o fato do profissional ser essencial para a realização daquele serviço);
  • competências (alguns profissionais são extremamente preparados, dominando soft e hard skills como ninguém).

Entre outros!

Por isso, é fundamental que os colaboradores sejam valorizados em suas remunerações, na oferta de benefícios e também no tratamento oferecido a cada um deles. Não se esqueça de que eles, assim como você, batalharam muito para chegar onde chegaram!

Como calcular o custo de um funcionário?

Quais são os valores atrelados à contratação de um profissional? Eles vão bem além da remuneração mensal! Continue a leitura e descubra quais são alguns dos principais.

Férias

As férias, oferecidas normalmente uma vez por ano, geram encargos de cerca de 11% para a empresa. Elas são um direito garantido aos trabalhadores de qualquer área, desde que atuem no regime CLT.

13º salário

Ainda falando sobre o CLT, o funcionário tem direito ao 13º salário, normalmente pago ao final de cada ano vigente. O valor pago é de uma remuneração extra. Os encargos, nesse caso, são de cerca de 8%.

FGTS

Com encargos de 8%, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é outro direito garantido aos trabalhadores do regime CLT.

Multa para rescisão

Além do FGTS, o empresário precisa arcar com multas de rescisão, caso o funcionário se desligue da empresa. Os cálculos para esses valores envolvem uma série de detalhes, já que é preciso levar em consideração o tempo de serviço, a remuneração e os outros direitos adquiridos pelo profissional.

Treinamentos

Uma das principais características das empresas de sucesso é a sua preocupação com a qualificação e atualização dos membros da sua equipe. Sendo assim, é de suma importância que o gestor invista em treinamentos frequentes, que também devem fazer parte dos cálculos de custo.

Benefícios ofertados

Além disso, é importante também levar em consideração o cálculo dos benefícios, como vale transporte, vale refeição, planos de saúde e muitos outros. Lembrando que a oferta desses serviços é uma importante ferramenta para a retenção de talentos, engajamento da equipe e, consequentemente, a redução dos custos com funcionários.

Folgas

As folgas são outro direito dos trabalhadores. No caso de funcionários que trabalham no dia de folga, há um cálculo específico de adicional além do valor que ele normalmente recebe por hora trabalhada.

Esses são apenas alguns exemplos de cálculos que devem ser feitos. Todos são bem complexos e com muitas variantes.

Como fazer a gestão de folha de pagamento tendo funcionários?

Com tantas informações, fica o questionamento: afinal, como fazer uma boa gestão da folha de pagamento? Essa é, novamente, uma pergunta que pode ter muitas respostas diferentes.

No entanto, a mais prática e realista de todas é: conte com ajuda especializada. Estamos falando sobre um processo muito complexo e que envolve o conhecimento sobre muitas áreas, algo que induz ao erro aqueles que não têm muita experiência no assunto.

E qual é o problema de errar nessas questões? A ineficiência do cálculo pode gerar sérios problemas para a empresa com a Justiça do Trabalho, além de prejudicar as finanças e o funcionamento dos processos internos do empreendimento.

Por isso, é sempre melhor prevenir do que remediar! Que tal contar com a ajuda na Contabilivre? Somos uma empresa altamente especializada no assunto, além de tratar da contabilidade de maneira digital, aliando a tecnologia à tradição nesses processos.

Alguns dos nossos diferenciais são:

  • atendimento personalizado e humanizado, com pessoas de verdade (não somos robôs!);
  • atendemos cidades de várias regiões do Brasil;
  • suporte completamente online;
  •  segurança e privacidade;
  •  redução dos custos da sua empresa com a contabilidade;
  • gama variada de serviços, todos com o objetivo de atendê-lo da melhor forma possível.

Como podemos observar, saber como calcular o custo de um funcionário é algo imprescindível para os negócios. Além de evitar problemas com a gestão, esse processo também otimiza a valorização do profissional. É, portanto, essencial para todos os que estão envolvidos na empresa!

Está pronto para levar essa teoria para a prática na sua empresa? Então, conheça melhor os serviços da Contabilivre e comece a trabalhar com a gente! Assim, a sua rotina será descomplicada e os resultados obtidos nos seus negócios se tornarão muito mais satisfatórios.

contrato social

Saiba o que é contrato social e como criá-lo na hora de abrir sua empresa

Se você está começando a empreender agora e pretende abrir sua própria empresa, é provável que já tenha se esbarrado com o termo “contrato social”. Na verdade, este é um documento essencial — sem ele, a sua empresa não existe oficialmente.

É nele também que se encontram todas as regras sobre o funcionamento da sua empresa — sócios, responsabilidades, entre outras. É por isso que a elaboração deste documento deve ser feita com bastante atenção.

Neste artigo, nós explicamos o que é o contrato social, quais tipos de empresa precisam dele e damos um passo a passo para você elaborar o seu. Confira!

O que é contrato social?

Podemos dizer que o contrato social de uma empresa é a certidão de nascimento do negócio. Ele estabelece o início e registra as principais informações sobre o funcionamento do empreendimento.

Neste documento constam informações como dados pessoais dos sócios, endereço da sede, atividade que a empresa executa, o capital investido no negócio, além dos direitos e deveres de cada sócio, entre outras — informações essenciais para a formalização da sociedade antes do início das operações.

Como todo ato constitucional, o contrato social tem certas formalidades. Isso quer dizer que a elaboração desse documento deve obedecer a alguns requisitos legais, que estão previstos no Código Civil — Lei nº 10.406/2002 —, do artigo nº 997 a 1.000.

Por que ele é tão importante?

A principal função do contrato social é formalizar uma sociedade perante o governo. A partir dele, o empreendedor adquire direitos como:

●     abrir conta-corrente jurídica;

●     emitir notas fiscais;

●     obter empréstimos, entre outros.

Vale destacar que o contrato social é realizado quando a empresa conta com dois ou mais sócios. Por isso, quanto mais minucioso ele for, menores serão as chances de surgirem disputas judiciais ou desentendimentos entre os sócios.

Quais tipos de empresa necessitam de um contrato social?

Apesar de o termo “contrato social” ser usado para caracterizar todos os contratos de constituição de empresas, cada natureza jurídica tem uma denominação específica para o documento — na verdade, o contrato social original está relacionado a empresas do tipo Sociedade Limitada (LTDA).

Sociedade Limitada (LTDA) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

Como dissemos, o contrato social original é o documento constituinte das empresas de natureza jurídica Sociedade Limitada (LTDA) — ou, mais recentemente, da Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Na LTDA, dois ou mais empreendedores se juntam para criar uma sociedade empresarial com responsabilidade limitada. Isso quer dizer que cada um dos sócios tem a participação no capital social e, em caso de falência, os bens pessoais deles são protegidos.

Já na SLU, um único empreendedor pode abrir uma empresa e formalizar o negócio por meio do contrato social, seguindo as mesmas regras.

Sociedade Anônima (S.A.)

Já a Sociedade Anônima (S.A.) se caracteriza por ter capital aberto e fragmentado, por isso, além de seguir as mesmas regras da LTDA e SLU, o contrato social inclui as ações da empresa. Ou seja, é necessário especificar a negociação e a divisão das ações da empresa no documento.

Empresário Individual (EI)

Para as empresas com natureza jurídica Empresário Individual — aquele que exerce uma atividade empresarial em nome próprio —, o contrato social tem o nome de Requerimento de Empresário. Trata-se de um formulário emitido pelo governo federal que funciona como substituto do contrato social padrão.

A principal diferença entre os dois é que o requerimento não permite alterações nem cláusulas extras. Além disso, o patrimônio empresarial não é separado do pessoal, e o empreendedor precisa abrir o negócio com capital mínimo de R$1mil.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), o contrato social tem a mesma função dos documentos que já citamos, mas recebe o nome de Ato Constitutivo. A principal característica desse documento é a adaptação às regras específicas dessa natureza jurídica — capital social mínimo de 100 salários-mínimos vigentes. Ao contrário do contrato do Requerimento de Empresário, o Ato Constitutivo permite a inclusão de cláusulas extras e pode ser alterado.

Porém, vale acrescentar que, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, essa natureza jurídica foi extinta, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Microempreendedor Individual (MEI)

Apesar de o MEI não ser definido como natureza jurídica — trata-se de porte empresarial —, é importante destacar que esse formato simples de empresa dispensa o contrato social.

Para o MEI, basta o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que comprova sua atividade, com faturamento de até R$81 mil anuais, conforme previsto na Resolução CGSIM nº 48.

Como elaborar o contrato social da sua empresa?

O contrato social traz, além das informações básicas sobre a empresa, regras sobre a administração, o funcionamento e o papel de cada sócio na sociedade. Ele define de antemão as obrigações e os direitos de cada um dos envolvidos e serve de base para a solução de conflitos. Por isso é fundamental que o documento seja claro e completo.

Então, por onde começar? A legislação estabelece que o contrato deve trazer as seguintes informações, além das cláusulas estabelecidas pelas partes.

Dados dos sócios

O primeiro passo na elaboração de um contrato social é qualificar os sócios. Ou seja, identificar os indivíduos que farão parte da sociedade. Se forem pessoas jurídicas, será necessário informar a denominação ou a firma, a nacionalidade e a sede dos sócios. Já se forem pessoas físicas, as informações necessárias são nome, nacionalidade, profissão, estado civil e endereço residencial dos sócios.

Dados da empresa

Em seguida, é preciso informar os dados sobre a empresa: denominação (razão social), endereço (sede e filiais), tipo de organização (natureza jurídica) e prazo estimado da sociedade — que pode ser prorrogado posteriormente.

Capital social

Aqui você vai indicar qual é o montante investido pelos sócios para a abertura do negócio. O capital social pode incluir, além da moeda, bens imóveis e móveis — indicados pelo valor.

Quota dos sócios

Você precisará indicar também a participação de cada sócio no capital social investido. Normalmente, essa divisão tem como base o que cada sócio investiu..

Pro labore e participação nos lucros

Outra cláusula importante a ser incluída no contrato social é a definição da remuneração oferecida ao administrador da sociedade (pró-labore) e da divisão de lucro entre os sócios. Aqui, você pode informar a periodicidade e a proporção em que os lucros serão distribuídos. Além disso, você pode determinar a criação de um fundo de reserva para a empresa.

Regras para deliberações

Por fim, é fundamental definir regras para deliberações relevantes da sociedade — por exemplo, a entrada de novos sócios.

Contrato social criado, os sócios têm até 30 dias para fazer a requisição da inscrição. Ela pode ser feita no cartório, em uma junta comercial ou órgão de classe, dependendo da natureza jurídica da sociedade. Essa solicitação deve ser acompanhada do instrumento autenticado do contrato. Para esse processo é essencial contar com a ajuda de um contador.

Em resumo, o contrato social é uma das primeiras obrigações na hora de abrir uma empresa, e é indispensável entender todas as cláusulas que compõem esse documento. Mas, existem outros processos importantes se você está começando a empreender agora.

Quantas empresas posso abrir em meu nome?

Dentro do mundo dos negócios, novas oportunidades podem aparecer, incluindo a de uma nova sociedade ou até mesmo a abertura de mais uma empresa. Mas, neste momento, algumas dúvidas podem ficar no ar: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” ou “em quantas posso ser sócio?”. A resposta é simples, mas requer mais explicações: depende de cada caso.

Para saber se é possível ou não abrir mais uma empresa em seu nome, é preciso checar o tipo de empresa que você, empresário, tem e qual está planejando participar no futuro. Cada tipo de empresa possui suas características e regras que influenciam na abertura de outras no nome da mesma pessoa. 

Trouxemos um conteúdo exclusivo para você entender as regras que influenciam essa tomada de decisão. Confira!

Quando posso abrir mais de uma empresa no meu nome?

Só é possível abrir uma outra empresa em alguns casos específicos. Isso acontece porque, para uma nova constituição, é preciso saber qual o tipo de negócio o empresário já tem e qual pretende abrir. 

Devido aos diversos portes empresariais e naturezas jurídicas, criam-se cenários em que há possibilidade, ou não, de abrir outro negócio. Além disso, é válido ressaltar que o regime tributário, no caso o Simples Nacional, também impõe algumas regras e limitações no momento de abertura de uma nova companhia.

Há vários outros cenários e, cada um, com uma restrição ou permissão. Pensando em te explicar todos os pormenores de cada um, segue, abaixo, as respostas para cada segmento de empresa. Assim, não sobrará mais dúvidas sobre ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? “.

No caso do Microempreendedor Individual (MEl)

O Microempreendedor Individual (MEI) não tem permissão para ser proprietário de qualquer outro tipo de empresa

Para poder abrir outro negócio, ou participar como sócio do quadro societário de empresas  Limitadas, o empreendedor deve realizar o processo de desenquadramento do MEI

Após finalizar o desenquadramento, o empresário pode participar de outra empresa, seja em sua abertura ou fazendo parte do quadro societário. Assim, aparecem outras alternativas para se formalizar como Pessoa Jurídica.

São muitos detalhes no processo de desenquadramento e ele pode ser muito burocrático. Por isso, se for mudar de MEI para ME , opte por contratar um contador.   

Para isso, confira os serviços da Contabilivre! Conte com os melhores especialistas para alterar sua MEI para ME e sem burocracias!

Quantas empresas o Empresário Individual (EI) pode abrir em seu nome?

Agora, se o seu caso se enquadra no Empresário Individual (EI), a resposta para a pergunta: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” é outra, mas ainda com as suas particularidades. 

Para o Empresário Individual, é possível abrir mais de uma empresa, mas esta afirmação requer um bom entendimento para evitar erros. Quem tem uma empresa de natureza jurídica EI, não pode ter outra do mesmo tipo.

Este empresário, poderá, apenas, participar do quadro societário de empresas limitadas, e/ou abrir uma empresa EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) ou uma Sociedade Limitada Unipessoal.  

E o Empreendedor Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)?

Agora, se for o Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) , também pode surgir a pergunta: quantas empresas posso abrir em meu nome ? “

Neste caso, quem tem uma  EIRELI, não pode abrir outra empresa que seja da mesma modalidade. Porém, pode abrir um novo negócio em seu nome na categoria de Empreendedor Individual (EI). 

Além disso, poderá participar do quadro societário de quantas empresas quiser e que sejam do tipo LTDA (Limitada). Contudo, há algumas regras que precisam ser checadas antes. 

Os detalhes que precisam de atenção no momento de entrar em uma sociedade de uma (ou mais) empresa LTDA é referente aos negócios enquadrados no Simples Nacional.

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Outra pergunta frequente é: “em quantas empresas posso ser sócio?”

Outra dúvida que muitos empresários podem ter, além de “quantas empresas posso abrir em meu nome?”, é sobre a participação em quadro societário. Afinal, “em quantos posso participar?” E, a resposta, irá, novamente, depender do tipo de empresa

Se a empresa for Sociedade Anônima (S/A) ou Sociedade Limitada (LTDA), não há limitações para ser sócio. Contudo, se alguma das empresas for enquadrada no sistema de tributação simplificada, popularmente conhecido como Simples Nacional, é necessário saber que existem alguns limites. 

Simples Nacional e o quadro societário em mais de uma empresa

O Simples Nacional é um regime simplificado de recolhimento dos tributos, que são unificados em apenas uma guia de pagamento mensal (o DAS), para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), ou seja, o regime funciona em todos os entes federados

Portanto, ele abrange vários níveis: a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, reunindo tributos de impostos estaduais, municipais e federais em uma única guia. 

Então, quando um empresário possui uma empresa (EIRELI, Sociedade LTDA e EI) e pretende ser sócio de uma outra que está enquadrada no Simples, ele precisa se atentar à soma do faturamento bruto anual de todos seus negócios. 

Isso porque é possível ter duas ou mais empresas no Simples Nacional. Mas o empreendedor precisa respeitar o limite máximo de faturamento do programa para que nenhuma das empresas sejam desenquadradas do sistema.

Assim, segundo a lei, o valor máximo da soma dos faturamentos brutos anuais global das empresas não pode ultrapassar R$ 4.800.000,00. Caso a soma de todas as empresas for maior que o limite, os dois negócios são desenquadrados do Simples Nacional. 

Essa regra corresponde à participação societária em empresas optantes pelo Simples e também aquelas que não, ou seja, caso o sócio, ou titular, com participação maior que 10% da sociedade, tenha uma empresa não optante pelo Simples, o faturamento dela também conta nesta norma. 

Por isso, é preciso ficar atento se as empresas estão, ou não, cadastradas no regime tributário Simples Nacional e, também, verificar a soma do faturamento anual das empresas para não deslizar nas regras e condições para todas as empresas que você for sócio ou proprietário.

Em resumo…

Essas são as especificações referentes à participação de quadro societário e podemos perceber que não há muitas restrições, desde que os limites estabelecidos de empresas com o regime Simples Nacional sejam respeitados. 

E, referente à abertura de mais de uma empresa em seu nome, é preciso sempre ficar atento à natureza jurídica da empresa que você já possui, e seguir as regras de cada uma, conforme apontamos no conteúdo. 

Agora que você já sabe a resposta para a questão: ” quantas empresas posso abrir em meu nome ? ” e está querendo evitar burocracias (nesse processo) conheça os serviços de contabilidade online da Contabilivre. 

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