Sonegação de impostos: entenda os riscos e as consequências

Sonegação de impostos: entenda os riscos e as consequências

Entre os problemas que podem surgir no comando de uma empresa, a sonegação de impostos é um dos mais graves. Além de prejudicar o desenvolvimento do negócio, uma gestão conivente com tal situação cria diversas situações de medo, insegurança e instabilidade para todos os envolvidos.

No Brasil, muitos empreendedores desconhecem os pormenores da legislação, fazendo com que a sonegação ocorra de maneira não intencional.

Por isso, é necessário investir em mecanismos internos que conduzam a uma atuação em dia com as obrigações fiscais da corporação. Esse tipo de código de conduta traz tranquilidade e segurança para que os líderes possam se concentrar no desenvolvimento e expansão da empresa.

Se você quer saber mais sobre os riscos e consequências da sonegação de impostos, continue a leitura e confira nosso conteúdo!

O que é sonegação de impostos?

A evasão fiscal ou sonegação de impostos se refere ao ato de não efetuar o pagamento de tributos devidos ao Estado. Isso é normalmente feito por meio de declarações fraudulentas e informações desconectadas da realidade.

Tal prática é considerada um crime, caracterizado pela Lei nº 4.729 de 14 de julho de 1965. Esse tipo de ação ilegal é cometida por empresários ou pessoas físicas, sendo fruto de má-fé ou apenas por conta do desconhecimento quanto à legislação tributária brasileira.

De um lado, a economia traz grandes desafios para quem encara a vida empreendedora, enquanto, do outro, o sistema de tributos do Brasil se torna cada vez mais complexo e demandante para a equipe contábil.

Quais são os tipos de sonegação de impostos?

Entender quais são os tipos de sonegação de impostos é um passo importante para você evitar cometer esse erro e ter tranquilidade na gestão fiscal do seu negócio. Com o objetivo de ajudá-lo nessa tarefa, apresentamos a seguir os principais existentes. Vale a pena conferir!

Ocultação de documentos financeiros 

Esse tipo de sonegação é muito comum nos negócios e é importante não fazê-lo. A ocultação de documentos pode ocorrer, por exemplo, quando são realizadas vendas e não são emitidas as notas fiscais.

Ou seja, quando uma organização oculta movimentações efetuadas ao longo de um período em suas declarações, está realizando esse tipo de sonegação de imposto. Essa atitude, como qualquer outra que envolva sonegação, é considerada crime e pode causar prejuízos ao negócio.

Mentira na informação de dados

Esse tipo de sonegação pode ser utilizada com a intenção de obter uma alíquota reduzida de impostos. Porém, ao adotá-la, você incorre em riscos de levar multas e acabar tendo um custo maior em seu negócio.

Ela acontece quando são efetivadas declarações de vendas com valor menor do que o realmente aconteceu, ou por meio de informações de quantidades inferiores. Vale procurar alternativas legais para diminuir a carga de impostos da sua empresa. Para isso, procure um contador e verifique quais são as possibilidades.

Abertura de empresa em nome de laranjas

Outro ato ilícito referente à abertura de empresas se refere ao uso de laranjas. Esse termo é usado para designar as situações em que uma empresa é criada com o nome e dados de outras pessoas a fim de evitar impostos, custos e enquadramento em novas categorias empresariais.

Portanto, abrir uma empresa em nome de indivíduos que não são sócios do negócio é considerado crime de estelionato/fraude, conforme estabelecido pelo Código Penal por meio do Decreto-Lei 2.848/40.

Apropriação indébita 

Essa é outra atitude criminosa de sonegação que é preciso evitar. Ela ocorre por meio de impostos descontados de terceiros. Por exemplo, se o imposto de renda foi descontado de um funcionário, mas não foi pago à Receita Federal, está ocorrendo apropriação indébita.

Há outros meios pelos quais as organizações cometem esse terceiro tipo de sonegação e pode envolver funcionários, sindicatos, clientes e fornecedores. Portanto, tome cuidado para não cometer esse crime e cumpra todas as obrigações fiscais do seu negócio. Caso precise de auxílio na gestão fiscal, vale procurar um contador habilitado.

Sonegar impostos é crime?

Agora que você já entende quais são os tipos de sonegação, vale entender quais são as leis que declaram que essa é uma infração penal. Como já foi abordado aqui, sonegar impostos é considerado um delito e esse fato está presente na lei 4.729, de julho de 1965. Tal legislação esclarece logo em seu início que agir de maneira a sonegar impostos é considerado crime.

Paralelamente, ela apresenta quais são os atos considerados como sonegação e mostra as penalidades para esse desvio de conduta. Há ainda uma lei complementar assinada em 1990, a lei 8.137. Nela, ocorre a definição dos crimes de evasão fiscal e estipula várias penalidades. Vale conferir ambas as leis a fim de evitar problemas em seu negócio.

Além disso, procure um contador especializado com o fim de estipular o melhor regime fiscal para sua empresa e garantir a redução de impostos de maneira legal. Assim, você consegue gerenciar sua organização dentro da lei e de maneira eficiente.

Quais são as consequências de sonegar impostos? 

Além de prejudicar a imagem da empresa em seu mercado e também atrapalhar a relação com os consumidores, existem implicações financeiras e legais quanto aos crimes de sonegação. A lei estabelece a punição para os crimes referentes à sonegação fiscal, prevendo uma pena de 6 meses até 2 anos de reclusão, além da multa.

Para os réus primários, há possibilidade de evitar a prisão. Entretanto, os valores cobrados podem exceder em dez vezes o valor do tributo sonegado. Quanto à multa, ela depende da situação em que o crime foi revelado.

Nos casos em que a empresa cometeu um erro e notificou o órgão público, é necessário pagar o valor da multa, com um acréscimo de 20% e mais os juros. Já nos casos em que é o próprio governo que observa a sonegação, o valor de acréscimo chega a 75%, mais os juros.

Como a contabilidade pode ajudar na gestão fiscal da empresa?

Como o sistema tributário brasileiro é extremamente complexo, há necessidade de contar com uma equipe altamente qualificada para lidar com os aspectos fiscais de seu negócio.

Assim, é possível monitorar o comportamento de todos os agentes envolvidos na empresa, além de evitar erros que levem à evasão fiscal. Isso significa que uma boa equipe contábil previne a sonegação proveniente, tanto da má-fé de alguns membros da empresa quanto da falta de conhecimento das responsabilidades fiscais com as quais a empresa deve arcar.

Viu como a sonegação de impostos pode arruinar seu negócio? Ao adotar alguns cuidados, é possível potencializar o trabalho do seu time contábil e contribuir para que seu negócio mantenha uma postura fiscal impecável. Assim, você consegue se concentrar em seus clientes e no desenvolvimento dos seus projetos.

Quer melhorar o desempenho de sua empresa? Então entre em contato conosco e descubra como a Contabilivre pode auxiliar o aspecto fiscal do seu negócio!

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

Controlar os estoques de maneira eficiente é um dos grandes desafios do empreendedor. Quem não consegue executar essa atividade corretamente, imobiliza o seu capital em produtos de pouca demanda e ainda tem de lidar com a falta de espaço. Por isso, entender o que é curva ABC permite implementar melhorias essenciais para o seu negócio. 

Ao cuidar dos estoques, você também ordena o fluxo de caixa de uma maneira simples e prática. Além disso, consegue realizar compras de forma planejada e evita desperdícios de capital em itens que ficam encalhados na prateleira. Se você quer saber como utilizar a curva ABC para potencializar sua gestão, continue a leitura e confira nossas dicas! 

O que é a curva ABC? 

A curva ABC é uma metodologia desenvolvida para classificar as informações e segmentá-las conforme seu grau de importância. Como o próprio nome sugere, existem três categorias principais — A, B e C — nas quais os ativos são segmentados de acordo com a sua participação no faturamento. 

Por exemplo, os itens mais relevantes de seu estoque precisam ficar na curva A. Ela é composta pelos 20% de produtos mais importantes para o faturamento do negócio. Já na parte B, as mercadorias têm menor relevância, mas ainda trazem uma boa fração das receitas. Na curva C, produzem um retorno mais baixo. 

Portanto, essa ferramenta é fundamental para auxiliar o controle e organização do estoque, ranqueando cada item conforme sua prioridade na constituição da receita do negócio. 

Para que serve a curva ABC em um negócio? 

A curva ABC serve para elencar prioridades. Em geral, ela é utilizada na gestão de estoques. Por meio dessa ferramenta é possível evitar que seu dinheiro fique parado nos materiais estocados e, com isso, consegue-se direcionar os recursos para outros fins. 

Porém, quando usada na gestão de estoque, é necessário atentar e fazer bom uso dessa ferramenta a fim de evitar que produtos de alta importância faltem para os clientes. Além disso, a curva ABC pode ajudar a melhorar o planejamento de compra e venda da empresa, gerando melhores resultados no longo prazo. Portanto, vale a pena incorporar essa ferramenta na gestão do seu negócio. 

Como utilizá-la na empresa? 

Agora que você já sabe para que serve a Curva ABC, aprenda como utilizá-la para melhorar a gestão do estoque da sua empresa e garantir bons resultados financeiros e sustentabilidade de longo prazo. Pensando em ajudá-lo, preparamos vários passos para montar a sua curva. Confira! 

Liste os produtos 

A primeira etapa para construir a curva ABC em sua empresa é entender quais são os produtos disponíveis em seu estoque. Por meio desse levantamento, consegue-se uma boa quantidade de informações para otimizar a gestão da empresa. 

Portanto, anote quais são as mercadorias em estoque, seus valores unitários, quanto ela foi vendida nos últimos meses e qual o valor total de receita gerado por meio dela. Para ajudá-lo neste levantamento, pode-se usar um software de gestão ou uma planilha eletrônica. 

Calcule a representatividade 

Após ter todos os produtos listados, bem como as informações sobre eles, é hora de calcular a representatividade de cada item em sua receita. Por meio desse cálculo é possível determinar em qual área da curva a mercadoria vai permanecer. 

Por exemplo, se uma mercadoria gerou um percentual alto de receita para a empresa, ela deve ficar na parte A da curva. Para calcular essa representatividade, basta dividir o valor total recebido nas vendas do item pelo total de receita do negócio no mês. 

Faça a classificação 

Após calcular a representatividade, é hora de determinar a classificação. Para isso, pode-se colocar na parte A da curva os itens com maior importância e que proporcionaram 80% das receitas do negócio. 

Na área B, ficam os itens com média relevância, que geram menos receita. Por fim, as mercadorias de baixa representatividade, que geraram apenas 5% do faturamento do negócio no período de análise. 

Organize os produtos 

Após a classificação feita, é hora de organizar seu estoque. Itens com alta e média demanda devem ser mantidos em estoque para não perder vendas e garantir que o faturamento do negócio continue alto. 

Além disso, vale analisar se os itens de pouca representatividade devem ser mantidos no mix de produtos oferecidos pelo negócio. Se forem itens estratégicos que atraiam clientes, é uma boa manter. Caso contrário, analise o custo-benefício de tê-los no estoque. Caso os gastos sejam maiores que a receita, talvez seja o momento de reduzir a oferta dos mesmos. 

Quais são as vantagens de utilizá-la? 

Utilizar algumas estratégias de gestão de estoques na sua empresa traz diversas melhorias que a tornam mais competitiva e eficiente. Veja, a seguir, quais benefícios você pode obter ao implementar a curva ABC. 

Otimiza as compras 

Um dos principais benefícios de utilizar a curva ABC se refere à sua capacidade de orientar seu processo de decisão quanto às compras. Esse tipo de cuidado é especialmente importante para entender os interesses da sua demanda e quais produtos são bem recebidos pelos clientes. Assim, é possível evitar o acúmulo de estoques e a perda de espaço de armazenamento. 

Gera informações de qualidade 

À medida que sua empresa cresce, aumenta a complexidade das operações e o volume de produtos negociados. Isso significa que é cada vez mais difícil identificar quais produtos oferecem o maior lucro para a empresa e quais não valem a pena. Ao adotar essa técnica, você consegue perceber com mais clareza quais categorias são mais ou menos importantes para a geração de caixa. 

Melhora a saúde financeira 

Ao deixar de fazer compras ruins e fazer seu estoque girar, naturalmente as contas começam a melhorar. Essa mudança está associada ao aumento de vendas de produtos com boa margem de lucro e também à redução das compras de itens com baixa demanda. No longo prazo, esse tipo de cuidado é fundamental para garantir a segurança e a manutenção financeira do seu negócio. 

Em resumo..

Compreendemos o que é curva ABC e aplicar as ideias na empresa contribui para melhorar o volume de vendas e ampliar os resultados obtidos nas operações. Assim, é possível investir em inovações para atrair novos clientes e explorar os produtos com maior margem de lucratividade. 

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Como regularizar empresa inapta? Entenda mais sobre o assunto!

Como regularizar empresa inapta? Entenda mais sobre o assunto!

Uma empresa tem diversas obrigações e o não cumprimento delas pode causar grandes transtornos para o negócio. Aliás, muitas delas não são do conhecimento de grande parte dos gestores e, assim, são pegos de surpresa.

Ao fazer alguma consulta na Receita Federal ou tentar fazer algum cadastro, muitos empreendedores são informados de que o seu CNPJ está inapto. Mas, o que isso significa de fato e como regularizar uma empresa inapta?

Se você também tem essa dúvida, continue com a gente para saber tudo sobre o assunto!

Afinal, o que é uma empresa inapta?

De acordo com a Receita Federal, uma empresa é considerada inapta quando não apresenta demonstrativos e declarações por, pelo menos, dois anos consecutivos. Quando isso ocorre, ela fica incapacitada de realizar transações comerciais e traz diversos outros riscos.

A seguir, conheça melhor os tipos de situação cadastral em que as empresas podem se encontrar:

  • ativa — o CNPJ está regular, não há problemas judiciais nem débitos pertinentes em aberto;
  • suspensa — alguma obrigação fiscal ou jurídica não foi cumprida;
  • baixada — a empresa foi fechada pelo empreendedor ou, até mesmo, pela Receita Federal após 5 anos sem apresentação de informações jurídicas e fiscais;
  • nula — há inconformidade de dados, duplicidade na Inscrição Municipal ou Estadual, suspeita de fraudes, ou outros fatores;
  • inapta — a empresa deixou de cumprir com suas obrigações legais por 2 ou mais anos consecutivos.

Para saber como está a situação cadastral da sua empresa, basta acessar o site da Receita Federal, informar o seu CNPJ e clicar em “consultar”.

É importante frisar que uma empresa com CNPJ suspenso ou inapto pode ser regularizada, enquanto a baixada ou nula não há como regularizar sua situação.

O que torna um CNPJ inapto?

Como você viu, quando uma empresa deixa de apresentar demonstrativos e declarações por 2 ou mais anos consecutivos, ela é considerada inapta. Mas que documentos são esses? Abaixo, veja a lista de documentos que, quando não entregues no período correto, tornam uma empresa inapta:

  • Declaração Simplificada de Pessoa Jurídica — DSPJ;
  • Declaração de Créditos e Débitos Tributários — DCTF;
  • Escrituração Contábil e Fiscal — ECF;
  • Relação Anual de Informações e Salários — RAIS;
  • Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP);
  • Programa Gerador de Documento de Arrecadação do Simples – Declaratório — PGDAS-D);
  • Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (para os optantes pelo Simples Nacional) — DEFIS;
  • Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (para quem é MEI) — DASN-SIMEI.

Qual a diferença entre CNPJ inapto e CNPJ inativo?

A semelhança dos termos causa confusão e dúvidas em muitos empreendedores, mas são situações diferentes. Como já vimos, uma empresa inapta é aquela que não apresenta demonstrativos e declarações de contabilidade por 2 anos consecutivos.

Por sua vez, uma empresa inativa é aquela que passa um mês sem realizar as seguintes atividades:

  • financeiras;
  • operacionais;
  • não operacionais;
  • patrimoniais.

Ou seja, uma empresa inativa é aquela sem movimentação por ao menos um mês. Logo, um negócio que eventualmente não realizar alguma transação por esse período será classificado como inativo.

Quais são as consequências de manter um CNPJ inapto?

A norma mais importante que estabelece orientações sobre uma empresa inapta é a Instrução Normativa RFB 18638/2018. Segundo essa legislação, há as seguintes restrições para um CNPJ inapto:

  • impedimento de participar de novas inscrições;
  • nulidade de documentos fiscais;
  • possibilidade de baixa de ofício de inscrição;
  • responsabilidade dos sócios pelos débitos em cobrança;
  • invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais.

Desse modo, uma empresa com CNPJ inapto não consegue cumprir com suas atividades regulares, pois fica incapacitada de emitir notas fiscais, movimentar contas bancárias e realizar operações comerciais.

Além disso, o empreendedor pode perder o CNPJ e ter a empresa inscrita no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados de Órgãos e Entidades Federais — Cadin —, que impede que negócios inadimplentes funcionem.

Outro ponto importante é que um CNPJ inapto traz prejuízos financeiros e de imagem ao negócio, bem como aos que fazem parceria e negociam com ele. Por esse motivo, é fundamental estar sempre com as obrigações em dia.

Então, como regularizar uma empresa inapta?

Estar com a situação cadastral da empresa como inapta é algo que traz grandes transtornos para o negócio. Mas, como regularizar essa situação? Nós elaboramos um passo a passo. Confira!

1. Descubra quais são as pendências

O primeiro passo é saber, especificamente, quais são as pendências legais que fizeram com que o CNPJ se tornasse inapto. Para isso, o contador ou o responsável pelo registro pode acessar o portal do e-CAC para analisar a situação e saber quais documentos devem ser apresentados ao órgão regulador para normalizar a situação. Outra opção é solicitar um extrato de pendências diretamente no site da Receita Federal ou de forma presencial, no domicílio fiscal em que a empresa está registrada.

2. Providencie a documentação

Depois de saber o que levou o seu CNPJ a ser classificado como inapto, é preciso providenciar os demonstrativos e declarações em atraso e enviar à Receita Federal. Isso pode ser feito pelo próprio site do órgão.

Se você é um MEI, então você mesmo pode regularizar a situação do seu cadastro pelo site do Simples Nacional. Porém, quem for enquadrado no regime tributário do Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido, o ideal é contar com os serviços de um contador, pois as declarações e obrigações legais são mais complexas.

3. Pague os débitos em atraso

O último passo é quitar os débitos junto à Receita Federal. Vale ressaltar que somente após o processamento dos pagamentos é que o cadastro será considerado ativo novamente.

Além dos débitos da documentação encaminhada, há multa para entregas fora do prazo. Em geral, o valor é de R$ 200, mas pode variar dependendo do tipo de empresa e da situação fiscal.

Contudo, a Receita Federal oferece um desconto de até 50% caso o pagamento seja realizado dentro de 30 dias.

Pronto, agora você já sabe como regularizar uma empresa inapta! Como você viu, é importante fazer isso o quanto antes, pois até a sua conclusão, sua empresa não poderá operar normalmente, trazendo grandes prejuízos e, até mesmo, risco de perder o CNPJ.

E para evitar que esse e outros transtornos surjam, é fundamental contar com o auxílio de especialistas no assunto. Aqui na Contabilivre nós cuidamos de toda gestão contábil e fiscal de sua empresa e regularizamos sua empresa, caso esteja com a situação de inaptidão. Então, entre em contato conosco agora mesmo e saiba como nós da Contabilivre podemos ajudar o seu negócio!

Como fazer um plano de crescimento empresarial?

Como fazer um plano de crescimento empresarial?

O maior objetivo de todos os empreendedores é melhorar os resultados e, assim, expandir o seu negócio. No entanto, esse grande desejo também é um grande desafio. Afinal, muitos não sabem por onde começar ou, ainda, têm receio de cometer algum erro no meio do percurso e causar prejuízo para a instituição.

A melhor solução é fazer um plano de crescimento empresarial. Basicamente, é um roteiro que vai guiar os seus passos para que você atinja essa meta e conquiste mais espaço mesmo em um mercado bastante competitivo.

Afinal, é muito difícil ir de um ponto a outro sem saber o caminho correto. E é exatamente isso o que o plano de expansão faz: fornece a melhor estratégia para você.

Se você nunca fez um, não se preocupe! Nós elaboramos um passo a passo que vai ajudar você a elaborar o planejamento ideal para que sua empresa alcance voos mais altos. Acompanhe!

O que é um plano de crescimento empresarial?

Antes de mais nada, é preciso compreender bem o que é um plano de crescimento empresarial. Como o próprio nome sugere, é um planejamento para que o negócio se desenvolva e conquiste mais espaço no mercado.

Ou seja, é um conjunto de orientações e estratégias que o gestor deve seguir para alcançar os objetivos desejados. Para isso, leva-se em consideração uma série de fatores que devem ser analisados e elaborados de acordo com a realidade e as particularidades de cada empresa.

Mas, o que exatamente é crescimento empresarial? Bom, para uma empresa prestadora de serviços, por exemplo, é quando o serviço é ampliado e realizado por mais pessoas. Por sua vez, para uma empresa do varejo, o crescimento é o aumento do número de pontos de vendas. Já para uma indústria, pode ser representado pelo aumento de regiões atendidas pelo produto.

Então, o momento certo de expandir a empresa é quando ela está oferecendo um retorno consistente e satisfatório. Contudo, é preciso muita atenção. Muitos empreendedores conseguem identificar que a empresa está neste momento, mas pecam ao não fazer um planejamento.

Desse modo, investem um valor alto na expansão do negócio e depois se dão conta de que a demanda não era como o esperado ou que não atenderam às necessidades do público. Como consequência, além de não haver qualquer retorno sobre o investimento, ainda há prejuízo.

Por esse motivo, ter um plano de crescimento empresarial bem elaborado é imprescindível para qualquer negócio.

Então, como elaborar um plano eficaz?

Agora que você entendeu o que é e a importância de um plano de crescimento empresarial, é a hora de saber como fazer um planejamento eficaz para garantir o desenvolvimento consistente do seu negócio. A seguir, confira o nosso guia.

1. Defina o tipo de expansão

O primeiro passo é decidir qual será o tipo de crescimento. Afinal, é preciso ter em mente que só “crescer” é muito vago e quando não se tem um objetivo bem definido, não há como traçar estratégias eficientes. Há duas formas de alavancar os resultados de um negócio:

  • crescimento orgânico — a empresa atinge novos públicos. Isso pode ser feito pelo lançamento de um novo produto ou serviço, por exemplo. É mais comum em pequenas e médias empresas;
  • crescimento por aquisição ou fusão — a empresa se une à outra. Não é necessário que atuem no mesmo setor, mas é importante que tenham determinadas afinidades. Esse tipo de expansão é mais comum em grandes empresas.

2. Verifique o histórico de resultados

Um plano eficiente de crescimento deve ser baseado em dados reais e precisos. Então, faça uma análise minuciosa dos resultados mais recentes da empresa, como quais metas foram atingidas em determinado período, quantas negociações foram canceladas e quais motivos levaram a isso, qual valor entrou no caixa com cada venda, entre outros.

Além disso, observe também os KPIs, ou seja, os indicadores de desempenho, como número de leads, taxa de conversão, ticket médio, custo de aquisição por cliente, retorno sobre investimento.

3. Faça uma análise SWOT

A análise SWOT permite que o gestor tenha uma visão detalhada sobre os fatores internos e externos que têm impacto direto na empresa. A sigla se refere às forças (strenghts), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio.

Listar esses pontos permite conhecer melhor tanto a empresa quanto o mercado. Desse modo, é possível fazer um plano de crescimento empresarial mais assertivo, corrigindo o que é preciso e focando nas oportunidades, traçando as estratégias ideais para a expansão.

4. Conheça a fundo o público-alvo

O passo seguinte é conhecer o público que você pretende atingir com o crescimento do negócio. Isso significa descobrir seus hábitos, desejos e necessidades. Assim, você saberá exatamente o que fazer para atraí-lo e fidelizá-lo.

Lembre-se de que quanto mais você conhecê-lo, melhor. Mas, é preciso fazer pesquisas e não apenas idealizar um perfil ideal. Uma das melhores formas é por meio de questionários, seja via internet, seja pessoalmente.

Com os dados em mãos, elabore uma persona, isto é, a representação do cliente ideal. Então, sempre que fizer uma campanha de marketing, por exemplo, ou lançar um produto novo, escolher os canais de comunicação, estratégias de vendas ou qualquer outra ação, tenha a persona em mente.

5. Estabeleça metas

Agora é a hora de traçar as metas. É imprescindível que elas sejam realistas e tangíveis. Na hora de criá-las, não se limite a ter melhores resultados financeiros, como também procure garantir o bem-estar dos colaboradores e a satisfação dos clientes.

Para isso, reflita sobre os seguintes pontos:

  • Quais problemas devem ser corrigidos para alcançar esse objetivo?
  • Por que essa meta é importante para a empresa?
  • Em quais setores as ações devem acontecer?
  • Em quanto tempo as metas deverão ser cumpridas?
  • Quem será o responsável por elas?
  • Quais ferramentas e recursos serão utilizados?
  • Quanto custará?
  • Quais são os resultados esperados?

6. Defina as métricas de desempenho

Depois de traçar as estratégias para atingir as metas, é preciso acompanhar os resultados. A melhor forma é por meio de indicadores de desempenho, como aqueles analisados no início do planejamento.

Eles são dados reais e mostrarão como a empresa está indo. Desse modo, é possível identificar se as estratégias estão dando o resultado esperado ou é preciso ajustá-las durante o percurso para alcançar o objetivo pretendido.

Então, revise o planejamento periodicamente para evitar surpresas desagradáveis.

Como você viu, o plano de crescimento empresarial é a chave para conquistar solidez e mais espaço no mercado, mesmo ele sendo competitivo. Portanto, siga o nosso guia e comece hoje mesmo a planejar as estratégias que levarão a sua empresa aonde você deseja.

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Crédito para abrir empresa: confira algumas dicas e sugestões

Crédito para abrir empresa: confira algumas dicas e sugestões

Ao abrir um negócio é fundamental que tenhamos o capital para o seu investimento. Para isso, muitas pessoas recorrem aos empréstimos concedidos pelas instituições bancárias para o pleno desenvolvimento da empresa. Contudo, existem inúmeras regras para que esses créditos sejam liberados e é essencial que o administrador tome alguns cuidados a fim de conseguir cumprir com as suas obrigações junto ao banco.

Levando em consideração essas informações, este artigo se propõe a oferecer algumas dicas a quem está começando um novo empreendimento e necessita recorrer à concessão de crédito para conquistar os seus objetivos. Confira a seguir.

Por que pedir um empréstimo para abrir um negócio próprio?

Independentemente do porte da organização, é necessário que o proprietário detenha um capital de giro que garantirá o pleno funcionamento do negócio até que ele comece a dar retorno financeiro. Então, o empréstimo funciona como uma ótima alternativa que ajudará a otimizar os resultados do empreendimento. Esses valores disponibilizados pelas instituições financeiras poderão ajudar a:

  • Quitar possíveis dívidas;
  • Investir em capacitação dos colaboradores;
  • Adquirir o maquinário necessário;
  • Automatizar processos;
  • Executar ideias e solidificá-las.

Quando começamos um empreendimento com dinheiro no caixa, as limitações de cunho econômico podem ser superadas, criando inúmeras possibilidades de inovação. Isso é crucial para gerar estabilidade nos primeiros meses de funcionamento da empresa, já que o capital de giro suprirá as demandas iniciais até que os lucros comecem a surgir.

O que saber antes de fazer um empréstimo?

Embora as vantagens de se fazer um empréstimo sejam inúmeras, é crucial que o investidor tome uma série de cuidados, visando ao cumprimento das suas obrigações, junto ao banco, e ao sucesso do seu negócio em longo prazo. Veja abaixo, o que devemos saber antes de solicitar crédito para abrir uma empresa.

1. Entenda suas necessidades financeiras

Antes de qualquer decisão, é preciso avaliar a sua realidade financeira, verificando em que fase seu empreendimento se encontra. Portanto, elaborar um planejamento financeiro, levando em consideração o que é necessário para investir nesse exato momento, fará parte desse processo de análise.

Outro ponto fundamental é calcular a entrada de capital nos primeiros meses de funcionamento, a fim de não contrair mais dívidas. O estudo de mercado, nesse aspecto, constitui-se parte importante da avaliação. Além disso, é preciso saber se o valor da parcela do empréstimo se enquadra na realidade financeira do seu empreendimento.

2. Conheça as formas de crédito

Hoje, é possível ter acesso a diversas formas de crédito, cada um com suas taxas, juros e valores. Para que seja escolhido o ideal para você, é preciso levar em consideração as necessidades do seu negócio, pois, cada um deles possui vantagens e desvantagens.

Dessa forma, antes de solicitar crédito para a abertura do seu negócio, esteja a par das possibilidades, fazendo pesquisas nas instituições bancárias, escolhendo a modalidade mais atrativa. É importante salientar que quanto melhor for seu histórico de relacionamento com o banco, maior será a possibilidade de concessão de empréstimo.

3. Desenvolva um plano de negócio

Para que uma instituição libere um crédito para um administrador, é essencial que ela acredite na ideia do negócio.

Ou seja, é preciso que os bancos estejam convencidos que o seu empreendimento é viável, do ponto de vista financeiro. Nesse caso, a elaboração de um plano de negócio estruturado poderá cumprir esse requisito.

Assim, apresente de maneira objetiva e organizada os resultados esperados para o seu empreendimento, além dos planos que visem ao seu crescimento. Mostre também de que forma será possível quitar as parcelas, entre outras informações.

O plano de negócio se mostra fundamental, inclusive, para que você consiga antever as ameaças e oportunidades às quais a sua empresa estará sujeita, melhorando a tomada de decisão e, consequentemente, potencializando os lucros.

Quais são as opções de concessão de crédito para abrir empresa?

Agora que sabemos a importância do empréstimo e o que é necessário saber antes de solicitá-lo, falaremos sobre algumas das opções de concessão de crédito disponíveis para quem deseja abrir uma empresa. Confira a seguir.

1. Empréstimo Pessoal

Esse tipo de empréstimo consiste em solicitar uma quantia a determinada instituição financeira, que precisará ser paga com acréscimo de juros, dentro de um prazo predeterminado. É também conhecido como crédito pessoal e é a modalidade ideal para quem precisa de crédito sem precisar justificar a sua utilidade.

2. Crédito para capital de giro

O crédito para capital de giro, como o próprio nome sugere, é ideal para os novos empreendedores que não possuem capital para desenvolver a sua empresa, ou seja, para “tirá-la do papel”. Sabemos que leva um tempo até que o investimento retorne em forma de lucros, portanto, esse crédito se faz fundamental até a empresa se estabilizar.

Para ter acesso a esse crédito, não é necessário apresentar a sua finalidade, bastando solicitá-lo em uma instituição financeira, onde serão ofertadas algumas opções de pagamento, podendo ser efetuada de maneira bimestral, semestral ou integral ou quando findo o contrato.

3. Microfinanças

O microfinanciamento é um tipo de empréstimo para pessoas físicas ou empreendedores que desejam iniciar ou expandir um negócio. O modelo é voltado tanto para empreendedores formais – quanto para empreendedores informais que não têm fácil acesso a empréstimos ou crédito tradicionais.

Por meio do microfinanciamento, cada empreendedor pode arrecadar até R$ 20 mil. As vantagens dessa operação incluem juros mais baixos, isenção de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e facilidade de aprovação.

Os empreendedores também podem empregar o Microfinanciamento Produtivo (MPO) para Pequenas Empresas (EPP) e Microempreendedores Individuais (MEI) com renda anual de até R$ 200 mil. Nesse caso, os agentes financeiros orientam os empreendedores sobre o uso consciente do dinheiro, com foco na expansão dos negócios e na saúde financeira.

4. Financiamento coletivo

Muito famosa na internet, a “vaquinha” como é popularmente conhecida, refere-se a doações realizadas por plataformas específicas, em que você publicará a sua ideia e estipulará uma meta de arrecadação, durante um determinado período. Desse modo, os doadores poderão receber, em troca, brindes ou outros bônus.

No entanto, para que o público se convença da relevância e necessidade do empreendimento, é preciso garantir uma boa apresentação da proposta. Para tanto, você pode se valer da produção de vídeos, apostando em uma comunicação direta, clara e criativa. Além disso, as redes sociais podem ser aliadas no processo de divulgação e engajamento da sua ideia.

5. Investidores-anjo

Os investidores-anjo é uma solução implantada pela Lei Complementar 155/2016, que os coloca em posição similar a de sócio. Nesse sentido, eles podem investir com valores entre 50 a 600 mil reais e terão direito a, no máximo, 50% dos lucros do empreendimento — empresas de pequeno porte e microempresa — , pelo período de cinco anos.

Para optar por esse tipo de crédito, é necessário enviar a sua ideia para o site “Anjos do Brasil”, e, com ela, um plano de negócio elaborado de maneira criteriosa — contendo, por exemplo, previsão de lucros e estudo de mercado —, já que não basta apenas ter um projeto original para garantir um investidor.

Por fim…

A solicitação de crédito junto às instituições financeiras pode ser uma ótima alternativa para as pessoas que desejam abrir o próprio negócio, mas não possuem o capital suficiente para o seu desenvolvimento. No entanto, é preciso fazer uma análise minuciosa das propostas, considerando sua capacidade financeira. Além disso, por existirem diversas opções no mercado, é preciso também verificar qual a que melhor supre as necessidades do seu negócio.

Então, o empréstimo é algo a se considerar, visto que, um novo empreendimento necessita de estrutura financeira suficiente capaz de atender às demandas relacionadas às atividades-fim e outras despesas, que o fará funcionar de modo estável e com menos risco possível.

Gostou do nosso artigo? Então continue por aqui e entenda a importância da informatização para as pequenas empresas!

Indicadores financeiros de uma empresa: veja os principais

Indicadores financeiros de uma empresa: veja os principais

Para empresas que visam ao crescimento, é fundamental entender como analisar os resultados que a empresa vem obtendo. Para isso, um ótimo aliado são  os indicadores financeiros, sejam eles administrativos ou operacionais, pois com eles é possível realizar uma análise minuciosa dos setores de uma organização. Por meio deles é preciso ter mais controle sobre gastos e faturamento, identificando possíveis erros e elaborando estratégias para superá-los.

Levando em consideração essas informações, preparamos este artigo, em que iremos abordar o conceito, a importância e alguns tipos de indicadores para você utilizar em sua empresa. Confira a seguir.

O que são indicadores financeiros?

Os indicadores financeiros são informações de cunho quantitativo, capazes de mostrar aos gestores a real situação de uma organização, por meio de resultados contábeis. Portanto, são excelentes recursos que auxiliam na tomada de decisão e ajudam a reduzir os riscos.

Nesse sentido, os indicadores financeiros se valem de dados históricos que revelarão se a empresa consegue dar lucros, se essa margem é alta ou se está endividada. Essas informações possibilitam o embasamento da tomada de decisão dentro de uma organização, fazendo dessa uma ação mais consciente e precisa.

Qual a importância dos indicadores financeiros?

Como percebemos até aqui, os indicadores financeiros cumprem um papel essencial em uma organização, pois eles oferecem informações valiosas para um negócio.

Quando um produto está com um aumento de vendas significativo, isso pode indicar uma boa notícia, mas apenas com a utilização dos indicadores que teremos uma visão mais global da situação.

Além disso, essas ferramentas permitem que vejamos com detalhes as potencialidades e as fraquezas existentes na administração de uma empresa. A partir dessa análise, será possível traçar estratégias visando à melhoria dos resultados e à correção de erros.

Dessa forma, os indicadores ajudam a organização na conquista dos seus objetivos, propiciando uma melhoria constante. Outro fato importante sobre eles, é o fato de se constituírem fontes de informações essenciais para possíveis investidores.

Quais são os principais indicadores financeiros?

Agora que já dominamos o conceito e a importância dos indicadores financeiros, tratamos os principais indicadores para uma organização acompanhar. Confira:

  1. Margem Bruta

A margem bruta afere o lucro bruto de um negócio em valor percentual. Desse modo, o seu cálculo leva em consideração o faturamento total e o custo das mercadorias vendidas (CMV) ou do produto vendido (CPV). Nesse caso, é utilizada a seguinte fórmula:

  • MB Lucro Bruto / Faturamento * 100.

Assim, para encontrar o valor do lucro, é preciso diminuir do faturamento o custo dos itens vendidos. Depois, é preciso dividir o lucro pelo faturamento e multiplicar por 100 encontrando, assim, o valor em forma de percentual.

2. Margem Líquida

A margem líquida, como o nome sugere, afere o lucro líquido de uma empresa. Ao contrário da margem bruta, ela considera todas as despesas, sejam elas diretas ou não, que se relacionam com os gastos de prestação de serviços e produção ou venda de produtos. Para encontrar esse valor, devemos utilizar a seguinte fórmula:

  • Margem Líquida = Lucro Líquido / Receita Líquida * 100.

3. Custos Fixos e Custos Variáveis

Os custos de uma empresa, considerados também como custos essenciais às suas operações, podem ser fixos ou variáveis. Os custos fixos são despesas que permanecem iguais mês a mês, independentemente das flutuações na produção ou nas vendas. Por exemplo, os salários dos trabalhadores da linha de produção são um custo fixo, assim como o aluguel da fábrica.

Mesmo que a produção caia em alguns períodos e aumente em outros, a massa salarial permanecerá sem novas contratações. O mesmo vale para aluguéis em propriedades de fábrica. Por outro lado, o custo de obtenção de uma mercadoria ou matéria-prima é variável. Se a empresa vende ou produz mais, também precisa gastar mais para reabastecer seu estoque.

4. Ponto de Equilíbrio

O ponto de equilíbrio marca o momento em que a receita se iguala a custos e despesas. Representa o valor mínimo de receita que a empresa precisa para cobrir todos os custos sem registrar perdas. O resultado deve ser sempre o menor possível, ao contrário das margens de lucro (quanto maior, melhor).

Além disso, quanto mais rápido uma empresa atingir o ponto de equilíbrio, mais rápido as vendas começarão a ser contabilizadas nos lucros. O cálculo do ponto de equilíbrio requer três informações:

  • Margem de contribuição em percentual;
  • Custos fixos;
  • Despesas fixas.

Para tanto, é utilizada a seguinte fórmula:

  • PE = (custos fixos + despesas fixas) / margem de contribuição em percentual.

5. Retorno sobre Investimentos (ROI)

O retorno sobre o investimento (ROI), também conhecido como taxa de retorno, mede o retorno de um investimento em um determinado período de tempo. É uma métrica usada tanto por investidores quanto por gestores de empresas. A fórmula para calcular o ROI é a seguinte:

  • ROI = Resultado Obtido subtraído pelo Investimento Aportado/ Investimento Aportado * 100.

Esse indicador pode ser utilizado em inúmeras situações, tais quais: ativos financeiros, campanhas de marketing ou negócio próprio.

Em resumo…

Podemos concluir que os indicadores financeiros são fundamentais para o controle econômico de qualquer organização, independentemente do porte, e devem ser acompanhados constantemente a fim de detectar falhas ou prejuízos. Desse modo, a tomada de decisão em direção às melhorias da empresa serão mais assertivas e embasadas em informações objetivas e precisas.

A tecnologia a seu favor

Sabemos que as novas tecnologias têm propiciado facilidade aos processos, otimização do trabalho, que estarão menos suscetíveis a falhas, já que conta com processos automatizados, que prezam pela segurança dos dados.

A contabilidade online torna possível ao empresário aproveitar melhor o seu tempo e ter mais controle sobre a empresa. A Contabilivre está apta a cuidar de toda gestão contábil e fiscal fazendo uso das novas tecnologias disponíveis no mercado.

Agora que você sabe um pouco mais sobre indicadores financeiros, que tal conhecer um pouco mais sobre a Contabilivre? Acesse o nosso site e veja como podemos descomplicar a contabilidade da sua empresa!

Emitir nota fiscal eletrônica: Aprenda o passo a passo!

Emitir nota fiscal eletrônica: Aprenda o passo a passo!

A transformação digital já impulsiona os negócios há muito tempo. Nesse cenário, emitir Nota Fiscal Eletrônica se tornou uma prática essencial para qualquer empresa.

Apesar de ainda encontrarmos algum nível de burocracia, esse serviço tende a facilitar a operação, promover mais legalidade nos negócios e eliminar a sonegação. É por isso que você deve aprender esse passo a passo.

Neste conteúdo, listamos os principais pontos que você deve saber sobre a Nota Fiscal Eletrônica e a importância de soluções contábeis para os negócios. Confira!

O que é uma Nota Fiscal Eletrônica?

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento que substitui o antigo talão de notas e agiliza o serviço do empreendedor. Ela foi desenvolvida com o intuito de diminuir custos com papel e reduzir o nível de burocracia para emissão.

Utilizar um sistema de emissão de Nota Fiscal Eletrônica não é apenas uma saída inteligente. Há diversos benefícios para o empreendedor ao adotar um sistema de emissão como esse. Entre os principais, destacamos:

  • melhor controle de faturamento;
  • registro informatizado;
  • menor custo;
  • melhor controle para gestão fiscal e contábil, dentre outros.

Finalmente, a Nota Fiscal Eletrônica é um importante documento para registro de operações de compra e venda de produtos e/ou serviços e para recolhimento de impostos.

Como funciona a nota fiscal eletrônica?

A Nota Fiscal Eletrônica funciona como um recurso específico de um sistema governamental ou privado para emissão de Notas Fiscais. Não necessariamente, esse documento precisa ser impresso.

Então, ele pode ser enviado de forma eletrônica para o consumidor e evitar custos com papel. Além disso, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica funciona 24 horas por dia. Dessa forma, por meio da internet, você pode emiti-la a qualquer hora e em qualquer lugar.

Quais os principais tipos de nota?

Há basicamente três tipos de Nota Fiscal que podem ser emitidas de forma eletrônica. Conheça a partir de agora, quais são elas, como funcionam e para que finalidades são usadas.

NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento que é emitido para registrar vendas de produtos. Por meio dela, é possível recolher o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica)

Já a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica é emitida exclusivamente para registrar prestações de serviços. O principal imposto relacionado ao caso é o ISS (Imposto Sobre Serviços).

NFC-e (Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica)

A Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica tem a função de registrar vendas diretas de produtos e serviços ao consumidor. Pode substituir o cupom fiscal e é utilizada no varejo.

Como emitir Nota Fiscal Eletrônica?

Todo o processo para emissão de Nota Fiscal Eletrônica pode ser feito de forma virtual. A partir de agora, compartilharemos o passo a passo com as principais etapas.

1. Defina o tipo de Nota Fiscal Eletrônica que você emitirá

O primeiro passo é definir o tipo de Nota Fiscal que a sua empresa emitirá. Vimos que há três tipos principais, basta escolher de acordo com o que você comercializa. Em alguns casos, é possível emitir mais de um tipo de Nota Fiscal Eletrônica.

2. Cadastre-se nos portais governamentais

Cada região pode ter suas particularidades nesse momento. A habilitação do emissor de NF-e geralmente deve ser feita diretamente no site do SEFAZ (Secretaria de Fazenda do Estado).

Já a habilitação do emissor da NFS-e deve ser feita diretamente no site da prefeitura do município onde o negócio irá funcionar. Os serviços contábeis sempre são fundamentais nesse momento, já que cada cidade pode ter um processo diferente, por exemplo.

3. Tire o seu certificado digital

O certificado digital é um documento fundamental para garantir a validade jurídica das notas fiscais eletrônicas, já que funciona como uma assinatura digital da marca. Empresas experientes e capacitadas como a Contabilivre, já contam com empresas parceiras certificadoras.

Cabe ressaltar que as empresas de serviço não são obrigadas a adquirir um certificado digital, já que elas podem gerar um acesso por meio de Senha WEB e emitir Nota Fiscal Eletrônica por este sistema.

4. Utilize uma solução digital para emissão

O SEFAZ e as prefeituras oferecem uma versão gratuita de solução para emissão de nota fiscal eletrônica, no entanto, cabe ressaltar que as soluções gratuitas sempre têm suas limitações.

Já as plataformas pagas comportam mais funcionalidades, aprimoram o controle e garantem qualidade, independente do volume de notas tiradas mensalmente.

Além disso, são integrados com inteligência comercial e auxiliam o gestor a fazer a gestão contábil do negócio. Dessa forma, considere sempre essa possibilidade para garantir o controle do seu negócio.

5. Emita a Nota Fiscal Eletrônica

Com todos os passos anteriores concluídos, você poderá emitir a sua nota normalmente a partir do sistema. Você terá uma função Emitir NF-e ou NFS-e ou semelhante. A partir disso, basta preencher as informações de acordo com a venda.

Por que a Contabilivre tem a melhor solução contábil para sua empresa?

Manter a competitividade é um desafio no mercado atual. Os empreendedores sempre precisam pensar em inovações, diferenciais e ideias para se destacar, porém, como fazer isso e ainda ter que se preocupar com o registro fiscal e contábil?

Com a Contabilivre você ficará livre para focar na evolução do seu negócio. Isso mesmo. Temos todas as soluções contábeis que você precisa, inclusive a emissão de Nota Fiscal Eletrônica caso a sua cidade esteja liberada em nossa plataforma. Entre as principais soluções que oferecemos, destacamos:

Neste artigo, você aprendeu como emitir Nota Fiscal Eletrônica, entendeu os conceitos, os principais tipos e as vantagens desse documento fundamental para os negócios. Além disso, conheceu o nosso trabalho.

Se ficou alguma dúvida sobre como emitir Nota Fiscal Eletrônica, não se preocupe. Visite nosso site e conheça mais detalhes sobre esse e outros serviços contábeis.

DAS MEI: o que é, para que serve e como gerar

DAS MEI: o que é, para que serve e como gerar

Se você ainda não conhece, o DAS MEI é uma ótima forma de simplificar a arrecadação de um empreendedor. Há diversos benefícios nesse imposto e é muito importante que você entenda bem como tudo isso funciona.

Para quem está começando no empreendedorismo, o enquadramento de MEI é uma ótima escolha, no entanto, sempre é bom almejar o crescimento e há formas menos complicadas para isso.

Se você é um daqueles que sente certa dificuldade com questões contábeis, não se preocupe, vamos explicar de forma simples e direta o DAS MEI e vamos dar orientações para você crescer. Confira!

O que é DAS MEI?

DAS MEI significa Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Esse imposto é único e contempla todas as obrigações de um microempreendedor individual.

O valor normalmente fica abaixo de 100 reais, sendo pago mensalmente. A data de vencimento também costuma ser sempre no dia 20 do mês. Em pagamentos atrasados, o sistema calcula automaticamente os juros na emissão da guia. Estão inclusos no montante total da arrecadação:

  • R$ 5,00 (cinco reais) para atividades que sejam de serviços;
  • R$ 1,00 (1 real) de ICMS para atividades de comércio ou indústria; e
  • 5% do salário mínimo para o INSS.

É fundamental que você mantenha esse pagamento em dia. Dessa forma, você terá sempre o seu CNPJ em situação regular perante as autoridades governamentais. Ainda que você esteja em inatividade, o pagamento mensal é obrigatório.

Para que serve o DAS MEI?

O DAS MEI serve principalmente para simplificar a arrecadação tanto para o estado como para o microempreendedor. Em outros enquadramentos, é comum que o dono do negócio tenha que pagar diversos impostos separadamente e isso é bem complicado para iniciantes.

Além disso, o pagamento em dia dessa contribuição permite que o empreendedor tenha o seu CNPJ regular e possa realizar ações importantes como a emissão de notas fiscais, abertura de conta empresarial, além de assegurar direitos como aposentadoria e auxílio saúde.

Quais os principais benefícios?

Se você não sabia, não se trata apenas de manter os impostos em dia. Por trás desse pagamento, há diversas vantagens para o empreendedor como veremos a partir de agora.

Simplificação da arrecadação

Uma das principais vantagens para o empreendedor é a possibilidade de simplificar ao máximo o seu pagamento de impostos. Por meio de emissão de apenas uma guia por mês, o dono do negócio consegue regularizar obrigações de:

  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social);
  • PIS (Programa de Integração Social);
  • CPP (Contribuição Patronal Previdenciária);
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços);
  • ISS (Imposto sobre serviços).

Documentação

O pagamento em dia do DAS MEI também permite que o empreendedor tenha acesso a documentações importantes para sua operação como CNPJ e Alvará de Funcionamento.

Ampliação de recursos e possibilidades

O DAS MEI também é útil para permitir acesso a produtos e serviços bancários importantes para pessoa jurídica como cartões de crédito, empréstimos e financiamentos. A emissão de nota fiscal também está inclusa neste conjunto de possibilidades.

Facilidades e direitos

O apoio técnico do SEBRAE também é bastante interessante para empreendedores iniciantes. Além disso, o documento garante o direito a benefícios previdenciários e um baixo custo mensal.

Como emitir o DAS MEI?

A emissão da guia de arrecadação é bem simples. A partir de agora, veremos um pequeno passo a passo com todas as etapas para obter esse documento. Acompanhe.

1. Acesse o portal do microempreendedor

O Portal do Empreendedor é o principal canal de comunicação do Governo com o microempreendedor. Nesse site, você encontra diversas orientações e caminhos para realizar tarefas e rotinas contábeis desse perfil.

2. Clique na opção “Já sou MEI”

Nesse setor, você tem diversos serviços para a condução do seu MEI como parcelamentos, pagamentos e declarações. Lá você encontrará a opção para emissão da guia.

3. Clique em “Pagamento de Contribuição Mensal e Parcelamentos”

Nesta página, você encontrará uma série de orientações sobre a emissão, a importância e os detalhes do guia DAS MEI. Também é nesse link que você terá as três principais alternativas de pagamento que são:

  • Pagamento On-line;
  • Débito Automático; e
  • Boleto.

Ainda nessa página, você encontra orientações para quem está com boletos atrasados. O portal oferece algumas alternativas de parcelamento para esses casos.

4. Preencha seus dados

Após a escolha de uma das alternativas anteriores, você deverá preencher os seus dados para ser redirecionado para o site do Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual.

5. Emita a Guia

Finalmente, após estar logado na sua conta, você clicará em “Emitir Guia de Pagamento (DAS)”, informará o Ano Calendário e clicará em OK. Então, você selecionará o mês desejado e clicará no botão “Apurar/Gerar DAS”.

Como a Contabilivre te ajuda a expandir a sua empresa?

Apesar da condução de um MEI ser relativamente simples, é fundamental que o empreendedor tenha todos os seus registros bem organizados, principalmente para evoluir.

O processo de desenquadramento para ME já não é tão simples e conta muito o empreendedor já ter uma assessoria especializada para fazer essa transição de forma segura e inteligente. Entenda agora como a Contabilivre faz essa evolução acontecer.

Organize sua gestão contábil

Tenha um sistema automatizado para registrar e organizar todas as suas ações, documentações e controle de funcionários. Na Contabilivre, você conta com assessoria especializada para manter o seu controle em dia.

Monitore o seu faturamento

Um dos principais pontos de atenção para um MEI é o seu faturamento. Caso o limite permitido seja ultrapassado, o empreendedor deverá pagar uma série de impostos a mais, comprometendo o seu orçamento. Por isso, é fundamental ter um controle como o da Contabilivre para não deixar isso acontecer.

Faça a migração

Se você tem dedicação e esforço, é certo que em algum momento isso acontecerá. Nesse caso, saiba que você pode contar com a Contabilivre e a nossa equipe de contadores para realizar esse processo de maneira simples e correta.Com nossa plataforma online, intuitiva e disponível 24h por dia, você tem acesso a todas as informações, prazos, movimentações e documentos da sua empresa! Pronto! Agora você tem essa situação bem dominada.

Agora que  você conferiu os principais detalhes sobre o DAS MEI e aprendeu a emitir esta guia, aproveite para conferir como a Contabilivre auxilia um MEI a evoluir!

Informalidade empresarial: conheça os riscos para seu negócio

Informalidade empresarial: conheça os riscos para seu negócio

Abrir seu próprio negócio pode ser uma excelente alternativa para quem deseja trabalhar de modo independente.

Nesse sentido, o trabalho autônomo contribui significativamente para a melhoria do cenário econômico nacional e ganhou muita força nos últimos anos, principalmente depois da pandemia causada pelo Coronavírus, em que o país viu a sua taxa de desemprego aumentar exponencialmente.

Contudo, muitas pessoas ainda seguem na informalidade e assim não conseguem ter acesso a alguns benefícios e realizar algumas de suas obrigações, que caso estivessem com a empresa em formalidade não estaria ocorrendo. Além disso, a informalidade acarreta em prejuízos e consequências negativas para a própria empresa.

Por isso, preparamos este artigo, onde iremos mostrar a você os riscos que a informalidade empresarial pode representar para o seu negócio. Acompanhe!

As vantagens de regularizar um negócio

Quando abrimos um negócio, existem obrigações a serem cumpridas como também alguns direitos impostos pela legislação.

O processo de formalização é um procedimento que visa dar validade à existência da empresa, regularizando a sua situação enquanto pessoa jurídica para os órgãos competentes — sejam eles estaduais, municipais ou federais.

Portanto, a formalização comunica que o seu negócio respeita as exigências legais e possui uma chance muito grande de crescer e se firmar no mercado, uma vez que são oferecidas às empresas formais uma série de benefícios. Confira a seguir.

Acesso ao microcrédito

Capital é essencial para o crescimento de qualquer empresa. E, para aquelas pessoas que estão com a situação da sua empresa em dia, é oferecido o benefício do microcrédito, cedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), por meio de uma política de linha de créditos especiais para os pequenos empresários.

Assim, caso sua empresa esteja precisando de suporte financeiro, essa alternativa pode ser muito útil, pois possui taxas de juros inferiores aos empréstimos pessoais, já que a ideia do governo ao criar essa alternativa era promover o crescimento econômico do país.

Inscrição em associações de classe e sindicatos

Hoje, no Brasil contamos com dois tipos de sindicatos: aqueles que representam os trabalhadores e os que representam a classe patronal.

Essas representações são muito importantes, pois visam defender aos interesses da classe junto ao governo, viabilizando as negociações entre empresários e trabalhadores.

No entanto, apenas as empresas que possuem registro estão aptas a se inscreverem nessas entidades para receberem proteção aos benefícios a que possuem direito.

Poder participar de licitações públicas

Ter a possibilidade de contratar com a administração pública é uma excelente oportunidade de crescimento empresarial, além de melhorar sua imagem e credibilidade no mercado. 

Porém, para tanto, é preciso antes ter passado por um processo licitatório, em que só é possível participar se o negócio estiver formalizado, ou seja, sua empresa deve possuir CNPJ.

Conseguir comprar diretamente com fabricantes

Quando compramos direto da fábrica, temos acesso a grandes descontos, algo muito importante para a atuação em um mercado, cada vez mais competitivo. Contudo, as empresas informais não podem realizar essa transação e ficam de fora desse tipo de negociação.

Ter mais segurança para atuar

O Brasil possui órgãos responsáveis pela realização de fiscalizações que visam aplicar sanções a estabelecimentos que funcionam de modo irregular. Isso pode desencadear a apreensão de mercadorias, aplicação de multas e interdições.

Desse modo, a formalização confere às empresas maior segurança para a sua atuação, uma vez que os prejuízos da informalidade podem representar o fim do negócio.

Quais os riscos da informalidade empresarial para o seu negócio?

Como você pode notar, formalizar a situação empresarial pode significar muitas vantagens para o seu negócio, sobretudo pelo fato de você estar cumprindo uma obrigação prevista em lei, que dará à empresa segurança para que possa atuar.

No entanto, caso ainda atue de forma informal, conheça a seguir os problemas e alguns prejuízos que você pode vir a enfrentar pela informalidade de seu empreendimento. Veja!

Impossibilidade de assinar a carteira dos funcionários

Quando uma empresa está atuando na informalidade, consequentemente os seus colaboradores também estarão.

E isso representa danos graves ao trabalhador, que não poderá gozar de alguns direitos como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego, previdência social, entre outros.

Além disso, sua empresa incorrerá em descumprimento de obrigação legalmente imposta, o que pode acarretar pagamento de multas e até mesmo fechamento do negócio. Ou seja, a informalidade pode custar caro ao empreendimento.

Impossibilidade de emissão de nota fiscal

Quando consumimos algum bem ou serviço, precisamos de garantias que serão resguardadas com a apresentação da nota fiscal.

Esse documento é uma comprovação de que o produto foi comprado respeitando todas as obrigações fiscais e assegura proteção, tanto ao consumidor, quanto ao empresário.

No entanto, enquanto estiver na informalidade, a empresa não poderá emitir notas fiscais, nem mesmo as eletrônicas. E isso acaba prejudicando a imagem do empreendimento, já que potenciais clientes podem deixar de fazer negócio com você por não possuírem essa segurança.

Ausência de proteção aos bens do empresário

A informalidade empresarial significa que o estabelecimento comercial atua ilegalmente.

Por essa razão, o empreendedor acaba abrindo mão de uma importante proteção, pois, juridicamente, como não há a separação entre pessoa física ou jurídica, não haverá também diferença entre os bens do empresário e os bens da empresa.

Nessa conjuntura, existe uma possibilidade significativa de perda de bens pessoais, que poderão ser penhorados em razão de dívidas contraídas pela empresa.

Ou seja, a informalidade representa um grave risco para a saúde financeira da sua família e do seu empreendimento.

Limitação de expansão do negócio

A informalidade pode colocar uma empresa em situação de estagnação, devido todas às limitações que já vimos até aqui.

É importante salientar que, caso a sua empresa permaneça ilegal, mas, mesmo assim, continue crescendo, ela acabará chamando a atenção dos concorrentes e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Isso pode acarretar em uma série de transtornos, como interdição do negócio, aplicação de multas e diversas sanções derivadas de denúncias que podem, até mesmo, partir dos seus clientes, ao se sentirem lesados pela falta de segurança ao adquirir seu produto ou serviço.

Por fim…

Como você pode perceber, abrir uma empresa, principalmente no contexto atual, pode ser uma ótima alternativa de crescimento profissional e expansão de renda. Contudo, com todas essas vantagens, vêm também uma série de obrigações que devem ser cumpridas, ou gerará grandes prejuízos para a sua empresa.

Além disso, a formalização empresarial traz segurança e uma série de benefícios e facilidades para a classe empresarial.

O processo de formalização envolve algumas etapas e é crucial poder contar com parceiros que possam te ajudar nesse processo, como a Contabilivre, que pode fazer a diferença no seu negócio!

Aqui você começa seu negócio de maneira simples, segura e conta uma equipe de profissionais especializados em contabilidade que vão auxiliá-lo em todos os processos. Acesse o nosso site e veja como é fácil abrir sua empresa!

O que é RAIS? Entenda tudo sobre a Relação Anual de Informações Sociais

O que é RAIS? Entenda tudo sobre a Relação Anual de Informações Sociais

As informações contidas na RAIS têm sido de grande valia para a definição de políticas públicas mais adequadas à realidade do trabalhador brasileiro, assim como a avaliação do cumprimento da legislação trabalhista no país.

Por esse motivo, a transmissão da RAIS é obrigatória às pessoas de natureza jurídica, empregadoras ou não, no ano-base da ocorrência das informações, desde que não façam parte do grupo de empresas obrigadas ao envio de eventos periódicos ao eSocial.

Neste artigo vamos abordar sobre o que é RAIS, qual o objetivo desse instrumento, quais informações devem ser transmitidas, entre outras. Confira!

Afinal, o que é RAIS?

RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) é um instrumento utilizado pelo Governo Federal para inferir dados do mercado de trabalho formal no Brasil. 

O Ministério do Trabalho e Previdência é responsável pela apuração anual das informações transmitidas por todo estabelecimento sediado no país, desde que a obrigatoriedade do relatório foi instaurada pelo Decreto nº 76.900, em 23 de dezembro de 1975.

Qual o objetivo desse instrumento de declaração de informações?

Conforme falamos, a RAIS é instrumento de transmissão de informações entre empresas e o Ministério do Trabalho e Previdência, com o objetivo de amparar a tomada de decisão do governo acerca do mercado de trabalho no país. 

Por meio dessa declaração, o Governo Federal apura dados estatísticos sobre as suas ações que fomentam o emprego no país, a partir da relação entre números de novas contratações e número de demissões, além de outros dados contidos no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS referente à população brasileira.

Segundo o site oficial que informa sobre a Relacão Anual de Informações Sociais, RAIS é o instrumento que baseia o atendimento das necessidades:

  • da legislação da nacionalização do trabalho;
  • de controle dos registros do FGTS;
  • dos Sistemas de Arrecadação e de Concessão e Benefícios Previdenciários;
  • de estudos técnicos de natureza estatística e atuarial;
  • de identificação do trabalhador com direito ao abono salarial PIS/PASEP.

De quem é a obrigatoriedade pela declaração da RAIS?

A obrigatoriedade da emissão e transmissão da declaração da RAIS é estendida para: 

  • inscritos no CNPJ;
  • todos os empregadores, conforme definidos na CLT;
  • todas as pessoas jurídicas de direito privado, inclusive as empresas públicas domiciliadas no País, com registro, ou não, nas Juntas Comerciais, no Ministério da Economia/Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, nas Secretarias de Finanças ou da Fazenda dos governos estaduais e nos cartórios de registro de pessoa jurídica;
  • empresas individuais, inclusive as que não possuem empregados;
  • cartórios extrajudiciais e consórcios de empresas;
  • empregadores urbanos pessoas físicas (autônomos e profissionais liberais) que mantiveram empregados no ano-base;
  • órgãos da administração direta e indireta dos governos federal, estadual ou municipal, inclusive as fundações supervisionadas e entidades criadas por lei, com atribuições de fiscalização do exercício das profissões liberais;
  • condomínios e sociedades civis;
  • empregadores rurais pessoas físicas que mantiveram empregados no ano-base;
  • filiais, agências, sucursais, representações ou quaisquer outras formas de entidades vinculadas à pessoa jurídica domiciliada no exterior;
  • grupos 3, 4, 5 e 6 definidos no eSocial. 

Já as empresas sem empregados no ano-base ou sem movimentação devem se atentar à obrigatoriedade do envio da RAIS Negativa.

O que é RAIS negativa?

A declaração da RAIS Negativa é utilizada quando a empresa não teve funcionários durante o ano-base. Basicamente são utilizados os mesmos formulários de arquivos normais. A diferença é que são preenchidos somente os dados cadastrais do estabelecimento, cadastrado com CNPJ.

Quais informações devem constar na relação?

Na lista de informações, devem ser declaradas todas as contribuições patrimoniais do ano e todos os trabalhadores empregados em regime de CLT (Lei Consolidada do Trabalho), ou em regime de contrato de trabalho por tempo determinado ou por tempo indeterminado, inclusive por experiência, incluindo:

  • data de admissão;
  • dados do trabalhador como data de nascimento e previdência;
  • a data e o motivo da rescisão do contrato;
  • o valor da indenização envolvida;
  • valores das parcelas consolidadas e não consolidadas do salário mensal do trabalhador e desdobramento de cada parcela.

Como é feita a entrega da RAIS?

A entrega da declaração da RAIS deve ser efetuada a partir do aplicativo GDRAIS, disponível no site oficial, na página de download.

Como a RAIS está associada ao eSocial?

A partir de 2019, as empresas que integram o grupo de pessoas jurídicas obrigadas ao envio de eventos periódicos ao eSocial — com faturamento inferior a R$ 78 milhões (exceto optantes do Simples Nacional) ou superior a R$ 78 milhões — não são mais obrigadas a transmitir a declaração da RAIS, conforme Portaria SEPRT Nº 1.127/2019. 

Isso porque o eSocial — Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas — é um sistema digital do governo que simplificou a entrega de quinze obrigações trabalhistas, inclusive a do Relatório Anual de Informações Sociais.

Portanto, somente as demais pessoas jurídicas de direito privado e de direito público, bem como pessoas físicas equiparadas a empresas, tiveram a sua obrigatoriedade mantida depois do eSocial, conforme previsto no Decreto nº 76.900, de 23 de dezembro de 1975.

A RAIS está inclusa nos processos contábeis da Contabilivre?

Sim, a Declaração da RAIS faz parte dos serviços de assessoria contábil e fiscal da Contabilivre. E será apurada conforme outras obrigações anuais.    

E o controle de toda documentação e informações pertinentes à empresa ficam disponíveis 24h por dia, em uma plataforma online totalmente intuitiva e de fácil manuseio, facilitando a tomada de decisão e o processo de gerenciamento da sua empresa.

Em resumo…

 Agora que você sabe o que é RAIS e quais empresas são obrigadas a transmitir as informações trabalhistas para o Governo Federal, que tal conhecer um pouco mais sobre a Contabilivre? Acesse o nosso site e veja como podemos descomplicar a contabilidade da sua empresa!