cursos gratuitos para empreendedores

Confira 8 cursos gratuitos para empreendedores para fazer hoje!

É bastante comum vermos histórias de empreendedores que muitas vezes apostam recursos de uma vida ou que fazem dívidas para abrir o seu próprio negócio. Porém, a realidade é que menos de 40% das empresas criadas no Brasil conseguem sobreviver após 5 anos de atividades. E a taxa de sobrevivência de pequenos negócios é ainda menor.

Mas, por que isso acontece? Os principais motivos são a inexperiência e a falta de conhecimento de quem decide empreender. Afinal, entrar no mundo dos negócios requer aprendizado constante. Ou seja, é extremamente importante que você conheça e se mantenha atualizado sobre tudo o que envolve o assunto.

Por esse motivo, listamos 8 cursos gratuitos para empreendedores que você não pode deixar de fazer. Confira!

1. Alinhamento entre Vendas e Marketing — FGV

A Fundação Getúlio Vargas é uma grande referência na educação e oferece gratuitamente o curso que trata sobre venda alinhada à estratégia de marketing, evolução das abordagens de venda e, ainda, sobre a nova realidade de compras. Ele é indicado para estudantes do ensino superior, profissionais de marketing, vendedores e, é claro, para empreendedores, pois abrange assuntos essenciais para o crescimento de uma empresa.

As aulas desse curso da FGV são divididas em 4 aulas e tem no total 5 horas de duração. Não há emissão de certificado, porém, ao final das aulas, há uma avaliação. Se você obtiver uma nota igual ou superior a 7, poderá imprimir uma declaração para comprovar a conclusão do curso.

2. Aprenda a Empreender — Sebrae

O Sebrae oferece diversos cursos gratuitos para empreendedores. O Aprenda a Empreender tem 16 horas de duração para que você aprofunde seus conhecimentos sobre os seguintes módulos: Mercado, Finanças e Empreendedorismo. As aulas também abrangem marketing.

Ou seja, os assuntos essenciais que todo empreendedor precisa dominar para o desenvolvimento de sua empresa. Para obter o certificado digital com autenticidade Sebrae, é preciso concluir o curso em até 30 dias.

3. Finanças Básicas para Empreendedores — Endeavor

Esse curso da Endeavor tem 4 horas de duração e pode ser totalmente feito a distância. As aulas permitem que o aluno tenha conhecimento sobre o fluxo de caixa, ou seja, entradas e saídas do caixa. Além disso, aborda também as projeções financeiras para que o empreendedor consiga buscar os melhores investimentos e estratégias de crescimento por meio da análise da DRE — Demonstrativo de Resultado do Exercício.

A seguir, confira o que você aprenderá em cada módulo:

  • Fluxo de caixa — noções básicas do que é, como gerenciar e analisar um fluxo de caixa, como calcular seu ciclo de caixa e buscar fontes potenciais de recursos para o seu negócio;
  • Projeções financeiras — o que são e como utilizar projeções financeiras, de vendas e dos custos (estrutura dos custos fixos e variáveis);
  • DRE (Demonstrativo de Resultado de Exercício) — entender o que é essa demonstração e sua estrutura, que envolve receita, lucro, EBITDA, depreciação, impostos e outros pontos.

4. Empreendedorismo — Senai

Assim como o Sebrae, o Senai é outra excelente instituição que disponibiliza vários cursos gratuitos para empreendedores. Esse curso de Empreendedorismo é uma ótima opção para quem deseja se tornar um intraempreendedor, bem como para quem quer aprender a gerenciar micro e pequenas empresas.

Ao fazer o curso, você aprenderá como fazer um plano de negócios eficiente, além de entender como identificar novas oportunidades.

5. Negociação — Sebrae

Saber negociar é essencial em qualquer negócio, seja qual for seu segmento e porte. O curso de Negociação do Sebrae apresenta estratégias para todas as negociações que envolvem uma empresa, isto é, com clientes, colaboradores e fornecedores. O curso tem duração de 3 horas e aborda os seguintes módulos:

  • fatores que estimulam conflitos;
  • negociação e conflito;
  • perfil e comportamento do negociador;
  • clima de negociação e estilos de negociadores;
  • desenvolver estratégias de negociação;
  • outros fatores que influenciam nas negociações;
  • avaliação de aprendizagem a partir das negociações realizadas.

6. Como Iniciar seu Próprio Negócio — iPED

Você pode fazer a versão gratuita desse curso e assistir a 20 horas de aula e adquirir um certificado de participação digital. Os 3 capítulos tratam sobre os nichos de mercado, gestão de pessoas, fluxo de caixa e relacionamento com clientes.

Desse modo, você será um empreendedor mais qualificado e certamente conseguirá se destacar no mercado, conquistando um grande diferencial competitivo frente aos concorrentes.

7. Planejamento Estratégico — Endeavor

Elaborar um bom planejamento é a chave para alcançar as metas. Afinal, é ele que permite traçar as melhores estratégias e tomar as decisões mais corretas para alcançar os resultados esperados.

Esse curso da Endeavor foi desenvolvido em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), uma empresa pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas e privadas.

Dividido em 13 aulas, há dois cases para que você possa analisar, além de um rico material complementar para ampliar seus conhecimentos.

8. Plano de Negócios — iPED

Com 44 aulas divididas em 13 capítulos, o curso de Plano de Negócios do iPED é bem detalhado a respeito do plano de negócios e explica passo a passo como você deve fazer o da sua empresa. Entre os conteúdos estão:

  • elaborando um plano de negócios;
  • missão da empresa;
  • setor da atividade e forma jurídica;
  • conhecendo o mercado;
  • ameaças e fraquezas;
  • planejamento financeiro;
  • estrutura do plano financeiro;
  • pontos críticos no desenvolvimento do projeto;
  • mercado-alvo;
  • necessidades do cliente;
  • fornecedores;
  • marketing;
  • estratégia competitiva;
  • indicadores de rentabilidade.

Ou seja, é um dos cursos gratuitos para empreendedores bem completo e que fornece o conhecimento necessário para que um empreendedor seja capaz de fazer uma gestão eficiente e com excelentes resultados.

Em resumo…

Como você viu, há diversos cursos gratuitos para empreendedores. O ideal é não escolher apenas um, mas vários. Afinal, como comentamos, ser um empreendedor de sucesso significa um aprendizado constante. E como as formas de gestão e relações de consumo mudam a todo instante, é fundamental se manter atualizado.

Além do mais, os cursos trazem benefícios e você irá desenvolver várias habilidades, além de melhor compreensão do mercado, ampliação de sua visão estratégica, aumento do seu networking, favorece o aumento de suas chances de crescimento como empreendedor.

E nada melhor do que contar com cursos sem custo e que você pode fazer em casa, adaptando as aulas à sua rotina, não é mesmo? Outra forma de saber tudo o que acontece no mundo do empreendedorismo é ficar de olho nas nossas publicações. Então, siga nossa página nas redes sociais. Estamos no Facebook, LinkedIn, Instagram e YouTube.

contrato social

Saiba o que é contrato social e como criá-lo na hora de abrir sua empresa

Se você está começando a empreender agora e pretende abrir sua própria empresa, é provável que já tenha se esbarrado com o termo “contrato social”. Na verdade, este é um documento essencial — sem ele, a sua empresa não existe oficialmente.

É nele também que se encontram todas as regras sobre o funcionamento da sua empresa — sócios, responsabilidades, entre outras. É por isso que a elaboração deste documento deve ser feita com bastante atenção.

Neste artigo, nós explicamos o que é o contrato social, quais tipos de empresa precisam dele e damos um passo a passo para você elaborar o seu. Confira!

O que é contrato social?

Podemos dizer que o contrato social de uma empresa é a certidão de nascimento do negócio. Ele estabelece o início e registra as principais informações sobre o funcionamento do empreendimento.

Neste documento constam informações como dados pessoais dos sócios, endereço da sede, atividade que a empresa executa, o capital investido no negócio, além dos direitos e deveres de cada sócio, entre outras — informações essenciais para a formalização da sociedade antes do início das operações.

Como todo ato constitucional, o contrato social tem certas formalidades. Isso quer dizer que a elaboração desse documento deve obedecer a alguns requisitos legais, que estão previstos no Código Civil — Lei nº 10.406/2002 —, do artigo nº 997 a 1.000.

Por que ele é tão importante?

A principal função do contrato social é formalizar uma sociedade perante o governo. A partir dele, o empreendedor adquire direitos como:

●     abrir conta-corrente jurídica;

●     emitir notas fiscais;

●     obter empréstimos, entre outros.

Vale destacar que o contrato social é realizado quando a empresa conta com dois ou mais sócios. Por isso, quanto mais minucioso ele for, menores serão as chances de surgirem disputas judiciais ou desentendimentos entre os sócios.

Quais tipos de empresa necessitam de um contrato social?

Apesar de o termo “contrato social” ser usado para caracterizar todos os contratos de constituição de empresas, cada natureza jurídica tem uma denominação específica para o documento — na verdade, o contrato social original está relacionado a empresas do tipo Sociedade Limitada (LTDA).

Sociedade Limitada (LTDA) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

Como dissemos, o contrato social original é o documento constituinte das empresas de natureza jurídica Sociedade Limitada (LTDA) — ou, mais recentemente, da Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Na LTDA, dois ou mais empreendedores se juntam para criar uma sociedade empresarial com responsabilidade limitada. Isso quer dizer que cada um dos sócios tem a participação no capital social e, em caso de falência, os bens pessoais deles são protegidos.

Já na SLU, um único empreendedor pode abrir uma empresa e formalizar o negócio por meio do contrato social, seguindo as mesmas regras.

Sociedade Anônima (S.A.)

Já a Sociedade Anônima (S.A.) se caracteriza por ter capital aberto e fragmentado, por isso, além de seguir as mesmas regras da LTDA e SLU, o contrato social inclui as ações da empresa. Ou seja, é necessário especificar a negociação e a divisão das ações da empresa no documento.

Empresário Individual (EI)

Para as empresas com natureza jurídica Empresário Individual — aquele que exerce uma atividade empresarial em nome próprio —, o contrato social tem o nome de Requerimento de Empresário. Trata-se de um formulário emitido pelo governo federal que funciona como substituto do contrato social padrão.

A principal diferença entre os dois é que o requerimento não permite alterações nem cláusulas extras. Além disso, o patrimônio empresarial não é separado do pessoal, e o empreendedor precisa abrir o negócio com capital mínimo de R$1mil.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), o contrato social tem a mesma função dos documentos que já citamos, mas recebe o nome de Ato Constitutivo. A principal característica desse documento é a adaptação às regras específicas dessa natureza jurídica — capital social mínimo de 100 salários-mínimos vigentes. Ao contrário do contrato do Requerimento de Empresário, o Ato Constitutivo permite a inclusão de cláusulas extras e pode ser alterado.

Porém, vale acrescentar que, de acordo com a Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, essa natureza jurídica foi extinta, e todas as empresas individuais de responsabilidade limitada passaram a ser consideradas sociedades limitadas unipessoais.

Microempreendedor Individual (MEI)

Apesar de o MEI não ser definido como natureza jurídica — trata-se de porte empresarial —, é importante destacar que esse formato simples de empresa dispensa o contrato social.

Para o MEI, basta o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que comprova sua atividade, com faturamento de até R$81 mil anuais, conforme previsto na Resolução CGSIM nº 48.

Como elaborar o contrato social da sua empresa?

O contrato social traz, além das informações básicas sobre a empresa, regras sobre a administração, o funcionamento e o papel de cada sócio na sociedade. Ele define de antemão as obrigações e os direitos de cada um dos envolvidos e serve de base para a solução de conflitos. Por isso é fundamental que o documento seja claro e completo.

Então, por onde começar? A legislação estabelece que o contrato deve trazer as seguintes informações, além das cláusulas estabelecidas pelas partes.

Dados dos sócios

O primeiro passo na elaboração de um contrato social é qualificar os sócios. Ou seja, identificar os indivíduos que farão parte da sociedade. Se forem pessoas jurídicas, será necessário informar a denominação ou a firma, a nacionalidade e a sede dos sócios. Já se forem pessoas físicas, as informações necessárias são nome, nacionalidade, profissão, estado civil e endereço residencial dos sócios.

Dados da empresa

Em seguida, é preciso informar os dados sobre a empresa: denominação (razão social), endereço (sede e filiais), tipo de organização (natureza jurídica) e prazo estimado da sociedade — que pode ser prorrogado posteriormente.

Capital social

Aqui você vai indicar qual é o montante investido pelos sócios para a abertura do negócio. O capital social pode incluir, além da moeda, bens imóveis e móveis — indicados pelo valor.

Quota dos sócios

Você precisará indicar também a participação de cada sócio no capital social investido. Normalmente, essa divisão tem como base o que cada sócio investiu..

Pro labore e participação nos lucros

Outra cláusula importante a ser incluída no contrato social é a definição da remuneração oferecida ao administrador da sociedade (pró-labore) e da divisão de lucro entre os sócios. Aqui, você pode informar a periodicidade e a proporção em que os lucros serão distribuídos. Além disso, você pode determinar a criação de um fundo de reserva para a empresa.

Regras para deliberações

Por fim, é fundamental definir regras para deliberações relevantes da sociedade — por exemplo, a entrada de novos sócios.

Contrato social criado, os sócios têm até 30 dias para fazer a requisição da inscrição. Ela pode ser feita no cartório, em uma junta comercial ou órgão de classe, dependendo da natureza jurídica da sociedade. Essa solicitação deve ser acompanhada do instrumento autenticado do contrato. Para esse processo é essencial contar com a ajuda de um contador.

Em resumo, o contrato social é uma das primeiras obrigações na hora de abrir uma empresa, e é indispensável entender todas as cláusulas que compõem esse documento. Mas, existem outros processos importantes se você está começando a empreender agora.