Sonegação de impostos: entenda os riscos e as consequências

Sonegação de impostos: entenda os riscos e as consequências

Entre os problemas que podem surgir no comando de uma empresa, a sonegação de impostos é um dos mais graves. Além de prejudicar o desenvolvimento do negócio, uma gestão conivente com tal situação cria diversas situações de medo, insegurança e instabilidade para todos os envolvidos.

No Brasil, muitos empreendedores desconhecem os pormenores da legislação, fazendo com que a sonegação ocorra de maneira não intencional.

Por isso, é necessário investir em mecanismos internos que conduzam a uma atuação em dia com as obrigações fiscais da corporação. Esse tipo de código de conduta traz tranquilidade e segurança para que os líderes possam se concentrar no desenvolvimento e expansão da empresa.

Se você quer saber mais sobre os riscos e consequências da sonegação de impostos, continue a leitura e confira nosso conteúdo!

O que é sonegação de impostos?

A evasão fiscal ou sonegação de impostos se refere ao ato de não efetuar o pagamento de tributos devidos ao Estado. Isso é normalmente feito por meio de declarações fraudulentas e informações desconectadas da realidade.

Tal prática é considerada um crime, caracterizado pela Lei nº 4.729 de 14 de julho de 1965. Esse tipo de ação ilegal é cometida por empresários ou pessoas físicas, sendo fruto de má-fé ou apenas por conta do desconhecimento quanto à legislação tributária brasileira.

De um lado, a economia traz grandes desafios para quem encara a vida empreendedora, enquanto, do outro, o sistema de tributos do Brasil se torna cada vez mais complexo e demandante para a equipe contábil.

Quais são os tipos de sonegação de impostos?

Entender quais são os tipos de sonegação de impostos é um passo importante para você evitar cometer esse erro e ter tranquilidade na gestão fiscal do seu negócio. Com o objetivo de ajudá-lo nessa tarefa, apresentamos a seguir os principais existentes. Vale a pena conferir!

Ocultação de documentos financeiros 

Esse tipo de sonegação é muito comum nos negócios e é importante não fazê-lo. A ocultação de documentos pode ocorrer, por exemplo, quando são realizadas vendas e não são emitidas as notas fiscais.

Ou seja, quando uma organização oculta movimentações efetuadas ao longo de um período em suas declarações, está realizando esse tipo de sonegação de imposto. Essa atitude, como qualquer outra que envolva sonegação, é considerada crime e pode causar prejuízos ao negócio.

Mentira na informação de dados

Esse tipo de sonegação pode ser utilizada com a intenção de obter uma alíquota reduzida de impostos. Porém, ao adotá-la, você incorre em riscos de levar multas e acabar tendo um custo maior em seu negócio.

Ela acontece quando são efetivadas declarações de vendas com valor menor do que o realmente aconteceu, ou por meio de informações de quantidades inferiores. Vale procurar alternativas legais para diminuir a carga de impostos da sua empresa. Para isso, procure um contador e verifique quais são as possibilidades.

Abertura de empresa em nome de laranjas

Outro ato ilícito referente à abertura de empresas se refere ao uso de laranjas. Esse termo é usado para designar as situações em que uma empresa é criada com o nome e dados de outras pessoas a fim de evitar impostos, custos e enquadramento em novas categorias empresariais.

Portanto, abrir uma empresa em nome de indivíduos que não são sócios do negócio é considerado crime de estelionato/fraude, conforme estabelecido pelo Código Penal por meio do Decreto-Lei 2.848/40.

Apropriação indébita 

Essa é outra atitude criminosa de sonegação que é preciso evitar. Ela ocorre por meio de impostos descontados de terceiros. Por exemplo, se o imposto de renda foi descontado de um funcionário, mas não foi pago à Receita Federal, está ocorrendo apropriação indébita.

Há outros meios pelos quais as organizações cometem esse terceiro tipo de sonegação e pode envolver funcionários, sindicatos, clientes e fornecedores. Portanto, tome cuidado para não cometer esse crime e cumpra todas as obrigações fiscais do seu negócio. Caso precise de auxílio na gestão fiscal, vale procurar um contador habilitado.

Sonegar impostos é crime?

Agora que você já entende quais são os tipos de sonegação, vale entender quais são as leis que declaram que essa é uma infração penal. Como já foi abordado aqui, sonegar impostos é considerado um delito e esse fato está presente na lei 4.729, de julho de 1965. Tal legislação esclarece logo em seu início que agir de maneira a sonegar impostos é considerado crime.

Paralelamente, ela apresenta quais são os atos considerados como sonegação e mostra as penalidades para esse desvio de conduta. Há ainda uma lei complementar assinada em 1990, a lei 8.137. Nela, ocorre a definição dos crimes de evasão fiscal e estipula várias penalidades. Vale conferir ambas as leis a fim de evitar problemas em seu negócio.

Além disso, procure um contador especializado com o fim de estipular o melhor regime fiscal para sua empresa e garantir a redução de impostos de maneira legal. Assim, você consegue gerenciar sua organização dentro da lei e de maneira eficiente.

Quais são as consequências de sonegar impostos? 

Além de prejudicar a imagem da empresa em seu mercado e também atrapalhar a relação com os consumidores, existem implicações financeiras e legais quanto aos crimes de sonegação. A lei estabelece a punição para os crimes referentes à sonegação fiscal, prevendo uma pena de 6 meses até 2 anos de reclusão, além da multa.

Para os réus primários, há possibilidade de evitar a prisão. Entretanto, os valores cobrados podem exceder em dez vezes o valor do tributo sonegado. Quanto à multa, ela depende da situação em que o crime foi revelado.

Nos casos em que a empresa cometeu um erro e notificou o órgão público, é necessário pagar o valor da multa, com um acréscimo de 20% e mais os juros. Já nos casos em que é o próprio governo que observa a sonegação, o valor de acréscimo chega a 75%, mais os juros.

Como a contabilidade pode ajudar na gestão fiscal da empresa?

Como o sistema tributário brasileiro é extremamente complexo, há necessidade de contar com uma equipe altamente qualificada para lidar com os aspectos fiscais de seu negócio.

Assim, é possível monitorar o comportamento de todos os agentes envolvidos na empresa, além de evitar erros que levem à evasão fiscal. Isso significa que uma boa equipe contábil previne a sonegação proveniente, tanto da má-fé de alguns membros da empresa quanto da falta de conhecimento das responsabilidades fiscais com as quais a empresa deve arcar.

Viu como a sonegação de impostos pode arruinar seu negócio? Ao adotar alguns cuidados, é possível potencializar o trabalho do seu time contábil e contribuir para que seu negócio mantenha uma postura fiscal impecável. Assim, você consegue se concentrar em seus clientes e no desenvolvimento dos seus projetos.

Quer melhorar o desempenho de sua empresa? Então entre em contato conosco e descubra como a Contabilivre pode auxiliar o aspecto fiscal do seu negócio!

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

O que é curva ABC e como ela pode auxiliar nos ganhos da sua empresa

Controlar os estoques de maneira eficiente é um dos grandes desafios do empreendedor. Quem não consegue executar essa atividade corretamente, imobiliza o seu capital em produtos de pouca demanda e ainda tem de lidar com a falta de espaço. Por isso, entender o que é curva ABC permite implementar melhorias essenciais para o seu negócio. 

Ao cuidar dos estoques, você também ordena o fluxo de caixa de uma maneira simples e prática. Além disso, consegue realizar compras de forma planejada e evita desperdícios de capital em itens que ficam encalhados na prateleira. Se você quer saber como utilizar a curva ABC para potencializar sua gestão, continue a leitura e confira nossas dicas! 

O que é a curva ABC? 

A curva ABC é uma metodologia desenvolvida para classificar as informações e segmentá-las conforme seu grau de importância. Como o próprio nome sugere, existem três categorias principais — A, B e C — nas quais os ativos são segmentados de acordo com a sua participação no faturamento. 

Por exemplo, os itens mais relevantes de seu estoque precisam ficar na curva A. Ela é composta pelos 20% de produtos mais importantes para o faturamento do negócio. Já na parte B, as mercadorias têm menor relevância, mas ainda trazem uma boa fração das receitas. Na curva C, produzem um retorno mais baixo. 

Portanto, essa ferramenta é fundamental para auxiliar o controle e organização do estoque, ranqueando cada item conforme sua prioridade na constituição da receita do negócio. 

Para que serve a curva ABC em um negócio? 

A curva ABC serve para elencar prioridades. Em geral, ela é utilizada na gestão de estoques. Por meio dessa ferramenta é possível evitar que seu dinheiro fique parado nos materiais estocados e, com isso, consegue-se direcionar os recursos para outros fins. 

Porém, quando usada na gestão de estoque, é necessário atentar e fazer bom uso dessa ferramenta a fim de evitar que produtos de alta importância faltem para os clientes. Além disso, a curva ABC pode ajudar a melhorar o planejamento de compra e venda da empresa, gerando melhores resultados no longo prazo. Portanto, vale a pena incorporar essa ferramenta na gestão do seu negócio. 

Como utilizá-la na empresa? 

Agora que você já sabe para que serve a Curva ABC, aprenda como utilizá-la para melhorar a gestão do estoque da sua empresa e garantir bons resultados financeiros e sustentabilidade de longo prazo. Pensando em ajudá-lo, preparamos vários passos para montar a sua curva. Confira! 

Liste os produtos 

A primeira etapa para construir a curva ABC em sua empresa é entender quais são os produtos disponíveis em seu estoque. Por meio desse levantamento, consegue-se uma boa quantidade de informações para otimizar a gestão da empresa. 

Portanto, anote quais são as mercadorias em estoque, seus valores unitários, quanto ela foi vendida nos últimos meses e qual o valor total de receita gerado por meio dela. Para ajudá-lo neste levantamento, pode-se usar um software de gestão ou uma planilha eletrônica. 

Calcule a representatividade 

Após ter todos os produtos listados, bem como as informações sobre eles, é hora de calcular a representatividade de cada item em sua receita. Por meio desse cálculo é possível determinar em qual área da curva a mercadoria vai permanecer. 

Por exemplo, se uma mercadoria gerou um percentual alto de receita para a empresa, ela deve ficar na parte A da curva. Para calcular essa representatividade, basta dividir o valor total recebido nas vendas do item pelo total de receita do negócio no mês. 

Faça a classificação 

Após calcular a representatividade, é hora de determinar a classificação. Para isso, pode-se colocar na parte A da curva os itens com maior importância e que proporcionaram 80% das receitas do negócio. 

Na área B, ficam os itens com média relevância, que geram menos receita. Por fim, as mercadorias de baixa representatividade, que geraram apenas 5% do faturamento do negócio no período de análise. 

Organize os produtos 

Após a classificação feita, é hora de organizar seu estoque. Itens com alta e média demanda devem ser mantidos em estoque para não perder vendas e garantir que o faturamento do negócio continue alto. 

Além disso, vale analisar se os itens de pouca representatividade devem ser mantidos no mix de produtos oferecidos pelo negócio. Se forem itens estratégicos que atraiam clientes, é uma boa manter. Caso contrário, analise o custo-benefício de tê-los no estoque. Caso os gastos sejam maiores que a receita, talvez seja o momento de reduzir a oferta dos mesmos. 

Quais são as vantagens de utilizá-la? 

Utilizar algumas estratégias de gestão de estoques na sua empresa traz diversas melhorias que a tornam mais competitiva e eficiente. Veja, a seguir, quais benefícios você pode obter ao implementar a curva ABC. 

Otimiza as compras 

Um dos principais benefícios de utilizar a curva ABC se refere à sua capacidade de orientar seu processo de decisão quanto às compras. Esse tipo de cuidado é especialmente importante para entender os interesses da sua demanda e quais produtos são bem recebidos pelos clientes. Assim, é possível evitar o acúmulo de estoques e a perda de espaço de armazenamento. 

Gera informações de qualidade 

À medida que sua empresa cresce, aumenta a complexidade das operações e o volume de produtos negociados. Isso significa que é cada vez mais difícil identificar quais produtos oferecem o maior lucro para a empresa e quais não valem a pena. Ao adotar essa técnica, você consegue perceber com mais clareza quais categorias são mais ou menos importantes para a geração de caixa. 

Melhora a saúde financeira 

Ao deixar de fazer compras ruins e fazer seu estoque girar, naturalmente as contas começam a melhorar. Essa mudança está associada ao aumento de vendas de produtos com boa margem de lucro e também à redução das compras de itens com baixa demanda. No longo prazo, esse tipo de cuidado é fundamental para garantir a segurança e a manutenção financeira do seu negócio. 

Em resumo..

Compreendemos o que é curva ABC e aplicar as ideias na empresa contribui para melhorar o volume de vendas e ampliar os resultados obtidos nas operações. Assim, é possível investir em inovações para atrair novos clientes e explorar os produtos com maior margem de lucratividade. 

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Como fazer um plano de crescimento empresarial?

Como fazer um plano de crescimento empresarial?

O maior objetivo de todos os empreendedores é melhorar os resultados e, assim, expandir o seu negócio. No entanto, esse grande desejo também é um grande desafio. Afinal, muitos não sabem por onde começar ou, ainda, têm receio de cometer algum erro no meio do percurso e causar prejuízo para a instituição.

A melhor solução é fazer um plano de crescimento empresarial. Basicamente, é um roteiro que vai guiar os seus passos para que você atinja essa meta e conquiste mais espaço mesmo em um mercado bastante competitivo.

Afinal, é muito difícil ir de um ponto a outro sem saber o caminho correto. E é exatamente isso o que o plano de expansão faz: fornece a melhor estratégia para você.

Se você nunca fez um, não se preocupe! Nós elaboramos um passo a passo que vai ajudar você a elaborar o planejamento ideal para que sua empresa alcance voos mais altos. Acompanhe!

O que é um plano de crescimento empresarial?

Antes de mais nada, é preciso compreender bem o que é um plano de crescimento empresarial. Como o próprio nome sugere, é um planejamento para que o negócio se desenvolva e conquiste mais espaço no mercado.

Ou seja, é um conjunto de orientações e estratégias que o gestor deve seguir para alcançar os objetivos desejados. Para isso, leva-se em consideração uma série de fatores que devem ser analisados e elaborados de acordo com a realidade e as particularidades de cada empresa.

Mas, o que exatamente é crescimento empresarial? Bom, para uma empresa prestadora de serviços, por exemplo, é quando o serviço é ampliado e realizado por mais pessoas. Por sua vez, para uma empresa do varejo, o crescimento é o aumento do número de pontos de vendas. Já para uma indústria, pode ser representado pelo aumento de regiões atendidas pelo produto.

Então, o momento certo de expandir a empresa é quando ela está oferecendo um retorno consistente e satisfatório. Contudo, é preciso muita atenção. Muitos empreendedores conseguem identificar que a empresa está neste momento, mas pecam ao não fazer um planejamento.

Desse modo, investem um valor alto na expansão do negócio e depois se dão conta de que a demanda não era como o esperado ou que não atenderam às necessidades do público. Como consequência, além de não haver qualquer retorno sobre o investimento, ainda há prejuízo.

Por esse motivo, ter um plano de crescimento empresarial bem elaborado é imprescindível para qualquer negócio.

Então, como elaborar um plano eficaz?

Agora que você entendeu o que é e a importância de um plano de crescimento empresarial, é a hora de saber como fazer um planejamento eficaz para garantir o desenvolvimento consistente do seu negócio. A seguir, confira o nosso guia.

1. Defina o tipo de expansão

O primeiro passo é decidir qual será o tipo de crescimento. Afinal, é preciso ter em mente que só “crescer” é muito vago e quando não se tem um objetivo bem definido, não há como traçar estratégias eficientes. Há duas formas de alavancar os resultados de um negócio:

  • crescimento orgânico — a empresa atinge novos públicos. Isso pode ser feito pelo lançamento de um novo produto ou serviço, por exemplo. É mais comum em pequenas e médias empresas;
  • crescimento por aquisição ou fusão — a empresa se une à outra. Não é necessário que atuem no mesmo setor, mas é importante que tenham determinadas afinidades. Esse tipo de expansão é mais comum em grandes empresas.

2. Verifique o histórico de resultados

Um plano eficiente de crescimento deve ser baseado em dados reais e precisos. Então, faça uma análise minuciosa dos resultados mais recentes da empresa, como quais metas foram atingidas em determinado período, quantas negociações foram canceladas e quais motivos levaram a isso, qual valor entrou no caixa com cada venda, entre outros.

Além disso, observe também os KPIs, ou seja, os indicadores de desempenho, como número de leads, taxa de conversão, ticket médio, custo de aquisição por cliente, retorno sobre investimento.

3. Faça uma análise SWOT

A análise SWOT permite que o gestor tenha uma visão detalhada sobre os fatores internos e externos que têm impacto direto na empresa. A sigla se refere às forças (strenghts), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio.

Listar esses pontos permite conhecer melhor tanto a empresa quanto o mercado. Desse modo, é possível fazer um plano de crescimento empresarial mais assertivo, corrigindo o que é preciso e focando nas oportunidades, traçando as estratégias ideais para a expansão.

4. Conheça a fundo o público-alvo

O passo seguinte é conhecer o público que você pretende atingir com o crescimento do negócio. Isso significa descobrir seus hábitos, desejos e necessidades. Assim, você saberá exatamente o que fazer para atraí-lo e fidelizá-lo.

Lembre-se de que quanto mais você conhecê-lo, melhor. Mas, é preciso fazer pesquisas e não apenas idealizar um perfil ideal. Uma das melhores formas é por meio de questionários, seja via internet, seja pessoalmente.

Com os dados em mãos, elabore uma persona, isto é, a representação do cliente ideal. Então, sempre que fizer uma campanha de marketing, por exemplo, ou lançar um produto novo, escolher os canais de comunicação, estratégias de vendas ou qualquer outra ação, tenha a persona em mente.

5. Estabeleça metas

Agora é a hora de traçar as metas. É imprescindível que elas sejam realistas e tangíveis. Na hora de criá-las, não se limite a ter melhores resultados financeiros, como também procure garantir o bem-estar dos colaboradores e a satisfação dos clientes.

Para isso, reflita sobre os seguintes pontos:

  • Quais problemas devem ser corrigidos para alcançar esse objetivo?
  • Por que essa meta é importante para a empresa?
  • Em quais setores as ações devem acontecer?
  • Em quanto tempo as metas deverão ser cumpridas?
  • Quem será o responsável por elas?
  • Quais ferramentas e recursos serão utilizados?
  • Quanto custará?
  • Quais são os resultados esperados?

6. Defina as métricas de desempenho

Depois de traçar as estratégias para atingir as metas, é preciso acompanhar os resultados. A melhor forma é por meio de indicadores de desempenho, como aqueles analisados no início do planejamento.

Eles são dados reais e mostrarão como a empresa está indo. Desse modo, é possível identificar se as estratégias estão dando o resultado esperado ou é preciso ajustá-las durante o percurso para alcançar o objetivo pretendido.

Então, revise o planejamento periodicamente para evitar surpresas desagradáveis.

Como você viu, o plano de crescimento empresarial é a chave para conquistar solidez e mais espaço no mercado, mesmo ele sendo competitivo. Portanto, siga o nosso guia e comece hoje mesmo a planejar as estratégias que levarão a sua empresa aonde você deseja.

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Crédito para abrir empresa: confira algumas dicas e sugestões

Crédito para abrir empresa: confira algumas dicas e sugestões

Ao abrir um negócio é fundamental que tenhamos o capital para o seu investimento. Para isso, muitas pessoas recorrem aos empréstimos concedidos pelas instituições bancárias para o pleno desenvolvimento da empresa. Contudo, existem inúmeras regras para que esses créditos sejam liberados e é essencial que o administrador tome alguns cuidados a fim de conseguir cumprir com as suas obrigações junto ao banco.

Levando em consideração essas informações, este artigo se propõe a oferecer algumas dicas a quem está começando um novo empreendimento e necessita recorrer à concessão de crédito para conquistar os seus objetivos. Confira a seguir.

Por que pedir um empréstimo para abrir um negócio próprio?

Independentemente do porte da organização, é necessário que o proprietário detenha um capital de giro que garantirá o pleno funcionamento do negócio até que ele comece a dar retorno financeiro. Então, o empréstimo funciona como uma ótima alternativa que ajudará a otimizar os resultados do empreendimento. Esses valores disponibilizados pelas instituições financeiras poderão ajudar a:

  • Quitar possíveis dívidas;
  • Investir em capacitação dos colaboradores;
  • Adquirir o maquinário necessário;
  • Automatizar processos;
  • Executar ideias e solidificá-las.

Quando começamos um empreendimento com dinheiro no caixa, as limitações de cunho econômico podem ser superadas, criando inúmeras possibilidades de inovação. Isso é crucial para gerar estabilidade nos primeiros meses de funcionamento da empresa, já que o capital de giro suprirá as demandas iniciais até que os lucros comecem a surgir.

O que saber antes de fazer um empréstimo?

Embora as vantagens de se fazer um empréstimo sejam inúmeras, é crucial que o investidor tome uma série de cuidados, visando ao cumprimento das suas obrigações, junto ao banco, e ao sucesso do seu negócio em longo prazo. Veja abaixo, o que devemos saber antes de solicitar crédito para abrir uma empresa.

1. Entenda suas necessidades financeiras

Antes de qualquer decisão, é preciso avaliar a sua realidade financeira, verificando em que fase seu empreendimento se encontra. Portanto, elaborar um planejamento financeiro, levando em consideração o que é necessário para investir nesse exato momento, fará parte desse processo de análise.

Outro ponto fundamental é calcular a entrada de capital nos primeiros meses de funcionamento, a fim de não contrair mais dívidas. O estudo de mercado, nesse aspecto, constitui-se parte importante da avaliação. Além disso, é preciso saber se o valor da parcela do empréstimo se enquadra na realidade financeira do seu empreendimento.

2. Conheça as formas de crédito

Hoje, é possível ter acesso a diversas formas de crédito, cada um com suas taxas, juros e valores. Para que seja escolhido o ideal para você, é preciso levar em consideração as necessidades do seu negócio, pois, cada um deles possui vantagens e desvantagens.

Dessa forma, antes de solicitar crédito para a abertura do seu negócio, esteja a par das possibilidades, fazendo pesquisas nas instituições bancárias, escolhendo a modalidade mais atrativa. É importante salientar que quanto melhor for seu histórico de relacionamento com o banco, maior será a possibilidade de concessão de empréstimo.

3. Desenvolva um plano de negócio

Para que uma instituição libere um crédito para um administrador, é essencial que ela acredite na ideia do negócio.

Ou seja, é preciso que os bancos estejam convencidos que o seu empreendimento é viável, do ponto de vista financeiro. Nesse caso, a elaboração de um plano de negócio estruturado poderá cumprir esse requisito.

Assim, apresente de maneira objetiva e organizada os resultados esperados para o seu empreendimento, além dos planos que visem ao seu crescimento. Mostre também de que forma será possível quitar as parcelas, entre outras informações.

O plano de negócio se mostra fundamental, inclusive, para que você consiga antever as ameaças e oportunidades às quais a sua empresa estará sujeita, melhorando a tomada de decisão e, consequentemente, potencializando os lucros.

Quais são as opções de concessão de crédito para abrir empresa?

Agora que sabemos a importância do empréstimo e o que é necessário saber antes de solicitá-lo, falaremos sobre algumas das opções de concessão de crédito disponíveis para quem deseja abrir uma empresa. Confira a seguir.

1. Empréstimo Pessoal

Esse tipo de empréstimo consiste em solicitar uma quantia a determinada instituição financeira, que precisará ser paga com acréscimo de juros, dentro de um prazo predeterminado. É também conhecido como crédito pessoal e é a modalidade ideal para quem precisa de crédito sem precisar justificar a sua utilidade.

2. Crédito para capital de giro

O crédito para capital de giro, como o próprio nome sugere, é ideal para os novos empreendedores que não possuem capital para desenvolver a sua empresa, ou seja, para “tirá-la do papel”. Sabemos que leva um tempo até que o investimento retorne em forma de lucros, portanto, esse crédito se faz fundamental até a empresa se estabilizar.

Para ter acesso a esse crédito, não é necessário apresentar a sua finalidade, bastando solicitá-lo em uma instituição financeira, onde serão ofertadas algumas opções de pagamento, podendo ser efetuada de maneira bimestral, semestral ou integral ou quando findo o contrato.

3. Microfinanças

O microfinanciamento é um tipo de empréstimo para pessoas físicas ou empreendedores que desejam iniciar ou expandir um negócio. O modelo é voltado tanto para empreendedores formais – quanto para empreendedores informais que não têm fácil acesso a empréstimos ou crédito tradicionais.

Por meio do microfinanciamento, cada empreendedor pode arrecadar até R$ 20 mil. As vantagens dessa operação incluem juros mais baixos, isenção de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e facilidade de aprovação.

Os empreendedores também podem empregar o Microfinanciamento Produtivo (MPO) para Pequenas Empresas (EPP) e Microempreendedores Individuais (MEI) com renda anual de até R$ 200 mil. Nesse caso, os agentes financeiros orientam os empreendedores sobre o uso consciente do dinheiro, com foco na expansão dos negócios e na saúde financeira.

4. Financiamento coletivo

Muito famosa na internet, a “vaquinha” como é popularmente conhecida, refere-se a doações realizadas por plataformas específicas, em que você publicará a sua ideia e estipulará uma meta de arrecadação, durante um determinado período. Desse modo, os doadores poderão receber, em troca, brindes ou outros bônus.

No entanto, para que o público se convença da relevância e necessidade do empreendimento, é preciso garantir uma boa apresentação da proposta. Para tanto, você pode se valer da produção de vídeos, apostando em uma comunicação direta, clara e criativa. Além disso, as redes sociais podem ser aliadas no processo de divulgação e engajamento da sua ideia.

5. Investidores-anjo

Os investidores-anjo é uma solução implantada pela Lei Complementar 155/2016, que os coloca em posição similar a de sócio. Nesse sentido, eles podem investir com valores entre 50 a 600 mil reais e terão direito a, no máximo, 50% dos lucros do empreendimento — empresas de pequeno porte e microempresa — , pelo período de cinco anos.

Para optar por esse tipo de crédito, é necessário enviar a sua ideia para o site “Anjos do Brasil”, e, com ela, um plano de negócio elaborado de maneira criteriosa — contendo, por exemplo, previsão de lucros e estudo de mercado —, já que não basta apenas ter um projeto original para garantir um investidor.

Por fim…

A solicitação de crédito junto às instituições financeiras pode ser uma ótima alternativa para as pessoas que desejam abrir o próprio negócio, mas não possuem o capital suficiente para o seu desenvolvimento. No entanto, é preciso fazer uma análise minuciosa das propostas, considerando sua capacidade financeira. Além disso, por existirem diversas opções no mercado, é preciso também verificar qual a que melhor supre as necessidades do seu negócio.

Então, o empréstimo é algo a se considerar, visto que, um novo empreendimento necessita de estrutura financeira suficiente capaz de atender às demandas relacionadas às atividades-fim e outras despesas, que o fará funcionar de modo estável e com menos risco possível.

Gostou do nosso artigo? Então continue por aqui e entenda a importância da informatização para as pequenas empresas!

Emitir nota fiscal eletrônica: Aprenda o passo a passo!

Emitir nota fiscal eletrônica: Aprenda o passo a passo!

A transformação digital já impulsiona os negócios há muito tempo. Nesse cenário, emitir Nota Fiscal Eletrônica se tornou uma prática essencial para qualquer empresa.

Apesar de ainda encontrarmos algum nível de burocracia, esse serviço tende a facilitar a operação, promover mais legalidade nos negócios e eliminar a sonegação. É por isso que você deve aprender esse passo a passo.

Neste conteúdo, listamos os principais pontos que você deve saber sobre a Nota Fiscal Eletrônica e a importância de soluções contábeis para os negócios. Confira!

O que é uma Nota Fiscal Eletrônica?

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento que substitui o antigo talão de notas e agiliza o serviço do empreendedor. Ela foi desenvolvida com o intuito de diminuir custos com papel e reduzir o nível de burocracia para emissão.

Utilizar um sistema de emissão de Nota Fiscal Eletrônica não é apenas uma saída inteligente. Há diversos benefícios para o empreendedor ao adotar um sistema de emissão como esse. Entre os principais, destacamos:

  • melhor controle de faturamento;
  • registro informatizado;
  • menor custo;
  • melhor controle para gestão fiscal e contábil, dentre outros.

Finalmente, a Nota Fiscal Eletrônica é um importante documento para registro de operações de compra e venda de produtos e/ou serviços e para recolhimento de impostos.

Como funciona a nota fiscal eletrônica?

A Nota Fiscal Eletrônica funciona como um recurso específico de um sistema governamental ou privado para emissão de Notas Fiscais. Não necessariamente, esse documento precisa ser impresso.

Então, ele pode ser enviado de forma eletrônica para o consumidor e evitar custos com papel. Além disso, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica funciona 24 horas por dia. Dessa forma, por meio da internet, você pode emiti-la a qualquer hora e em qualquer lugar.

Quais os principais tipos de nota?

Há basicamente três tipos de Nota Fiscal que podem ser emitidas de forma eletrônica. Conheça a partir de agora, quais são elas, como funcionam e para que finalidades são usadas.

NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento que é emitido para registrar vendas de produtos. Por meio dela, é possível recolher o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica)

Já a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica é emitida exclusivamente para registrar prestações de serviços. O principal imposto relacionado ao caso é o ISS (Imposto Sobre Serviços).

NFC-e (Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica)

A Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica tem a função de registrar vendas diretas de produtos e serviços ao consumidor. Pode substituir o cupom fiscal e é utilizada no varejo.

Como emitir Nota Fiscal Eletrônica?

Todo o processo para emissão de Nota Fiscal Eletrônica pode ser feito de forma virtual. A partir de agora, compartilharemos o passo a passo com as principais etapas.

1. Defina o tipo de Nota Fiscal Eletrônica que você emitirá

O primeiro passo é definir o tipo de Nota Fiscal que a sua empresa emitirá. Vimos que há três tipos principais, basta escolher de acordo com o que você comercializa. Em alguns casos, é possível emitir mais de um tipo de Nota Fiscal Eletrônica.

2. Cadastre-se nos portais governamentais

Cada região pode ter suas particularidades nesse momento. A habilitação do emissor de NF-e geralmente deve ser feita diretamente no site do SEFAZ (Secretaria de Fazenda do Estado).

Já a habilitação do emissor da NFS-e deve ser feita diretamente no site da prefeitura do município onde o negócio irá funcionar. Os serviços contábeis sempre são fundamentais nesse momento, já que cada cidade pode ter um processo diferente, por exemplo.

3. Tire o seu certificado digital

O certificado digital é um documento fundamental para garantir a validade jurídica das notas fiscais eletrônicas, já que funciona como uma assinatura digital da marca. Empresas experientes e capacitadas como a Contabilivre, já contam com empresas parceiras certificadoras.

Cabe ressaltar que as empresas de serviço não são obrigadas a adquirir um certificado digital, já que elas podem gerar um acesso por meio de Senha WEB e emitir Nota Fiscal Eletrônica por este sistema.

4. Utilize uma solução digital para emissão

O SEFAZ e as prefeituras oferecem uma versão gratuita de solução para emissão de nota fiscal eletrônica, no entanto, cabe ressaltar que as soluções gratuitas sempre têm suas limitações.

Já as plataformas pagas comportam mais funcionalidades, aprimoram o controle e garantem qualidade, independente do volume de notas tiradas mensalmente.

Além disso, são integrados com inteligência comercial e auxiliam o gestor a fazer a gestão contábil do negócio. Dessa forma, considere sempre essa possibilidade para garantir o controle do seu negócio.

5. Emita a Nota Fiscal Eletrônica

Com todos os passos anteriores concluídos, você poderá emitir a sua nota normalmente a partir do sistema. Você terá uma função Emitir NF-e ou NFS-e ou semelhante. A partir disso, basta preencher as informações de acordo com a venda.

Por que a Contabilivre tem a melhor solução contábil para sua empresa?

Manter a competitividade é um desafio no mercado atual. Os empreendedores sempre precisam pensar em inovações, diferenciais e ideias para se destacar, porém, como fazer isso e ainda ter que se preocupar com o registro fiscal e contábil?

Com a Contabilivre você ficará livre para focar na evolução do seu negócio. Isso mesmo. Temos todas as soluções contábeis que você precisa, inclusive a emissão de Nota Fiscal Eletrônica caso a sua cidade esteja liberada em nossa plataforma. Entre as principais soluções que oferecemos, destacamos:

Neste artigo, você aprendeu como emitir Nota Fiscal Eletrônica, entendeu os conceitos, os principais tipos e as vantagens desse documento fundamental para os negócios. Além disso, conheceu o nosso trabalho.

Se ficou alguma dúvida sobre como emitir Nota Fiscal Eletrônica, não se preocupe. Visite nosso site e conheça mais detalhes sobre esse e outros serviços contábeis.

O que é RAIS? Entenda tudo sobre a Relação Anual de Informações Sociais

O que é RAIS? Entenda tudo sobre a Relação Anual de Informações Sociais

As informações contidas na RAIS têm sido de grande valia para a definição de políticas públicas mais adequadas à realidade do trabalhador brasileiro, assim como a avaliação do cumprimento da legislação trabalhista no país.

Por esse motivo, a transmissão da RAIS é obrigatória às pessoas de natureza jurídica, empregadoras ou não, no ano-base da ocorrência das informações, desde que não façam parte do grupo de empresas obrigadas ao envio de eventos periódicos ao eSocial.

Neste artigo vamos abordar sobre o que é RAIS, qual o objetivo desse instrumento, quais informações devem ser transmitidas, entre outras. Confira!

Afinal, o que é RAIS?

RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) é um instrumento utilizado pelo Governo Federal para inferir dados do mercado de trabalho formal no Brasil. 

O Ministério do Trabalho e Previdência é responsável pela apuração anual das informações transmitidas por todo estabelecimento sediado no país, desde que a obrigatoriedade do relatório foi instaurada pelo Decreto nº 76.900, em 23 de dezembro de 1975.

Qual o objetivo desse instrumento de declaração de informações?

Conforme falamos, a RAIS é instrumento de transmissão de informações entre empresas e o Ministério do Trabalho e Previdência, com o objetivo de amparar a tomada de decisão do governo acerca do mercado de trabalho no país. 

Por meio dessa declaração, o Governo Federal apura dados estatísticos sobre as suas ações que fomentam o emprego no país, a partir da relação entre números de novas contratações e número de demissões, além de outros dados contidos no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS referente à população brasileira.

Segundo o site oficial que informa sobre a Relacão Anual de Informações Sociais, RAIS é o instrumento que baseia o atendimento das necessidades:

  • da legislação da nacionalização do trabalho;
  • de controle dos registros do FGTS;
  • dos Sistemas de Arrecadação e de Concessão e Benefícios Previdenciários;
  • de estudos técnicos de natureza estatística e atuarial;
  • de identificação do trabalhador com direito ao abono salarial PIS/PASEP.

De quem é a obrigatoriedade pela declaração da RAIS?

A obrigatoriedade da emissão e transmissão da declaração da RAIS é estendida para: 

  • inscritos no CNPJ;
  • todos os empregadores, conforme definidos na CLT;
  • todas as pessoas jurídicas de direito privado, inclusive as empresas públicas domiciliadas no País, com registro, ou não, nas Juntas Comerciais, no Ministério da Economia/Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, nas Secretarias de Finanças ou da Fazenda dos governos estaduais e nos cartórios de registro de pessoa jurídica;
  • empresas individuais, inclusive as que não possuem empregados;
  • cartórios extrajudiciais e consórcios de empresas;
  • empregadores urbanos pessoas físicas (autônomos e profissionais liberais) que mantiveram empregados no ano-base;
  • órgãos da administração direta e indireta dos governos federal, estadual ou municipal, inclusive as fundações supervisionadas e entidades criadas por lei, com atribuições de fiscalização do exercício das profissões liberais;
  • condomínios e sociedades civis;
  • empregadores rurais pessoas físicas que mantiveram empregados no ano-base;
  • filiais, agências, sucursais, representações ou quaisquer outras formas de entidades vinculadas à pessoa jurídica domiciliada no exterior;
  • grupos 3, 4, 5 e 6 definidos no eSocial. 

Já as empresas sem empregados no ano-base ou sem movimentação devem se atentar à obrigatoriedade do envio da RAIS Negativa.

O que é RAIS negativa?

A declaração da RAIS Negativa é utilizada quando a empresa não teve funcionários durante o ano-base. Basicamente são utilizados os mesmos formulários de arquivos normais. A diferença é que são preenchidos somente os dados cadastrais do estabelecimento, cadastrado com CNPJ.

Quais informações devem constar na relação?

Na lista de informações, devem ser declaradas todas as contribuições patrimoniais do ano e todos os trabalhadores empregados em regime de CLT (Lei Consolidada do Trabalho), ou em regime de contrato de trabalho por tempo determinado ou por tempo indeterminado, inclusive por experiência, incluindo:

  • data de admissão;
  • dados do trabalhador como data de nascimento e previdência;
  • a data e o motivo da rescisão do contrato;
  • o valor da indenização envolvida;
  • valores das parcelas consolidadas e não consolidadas do salário mensal do trabalhador e desdobramento de cada parcela.

Como é feita a entrega da RAIS?

A entrega da declaração da RAIS deve ser efetuada a partir do aplicativo GDRAIS, disponível no site oficial, na página de download.

Como a RAIS está associada ao eSocial?

A partir de 2019, as empresas que integram o grupo de pessoas jurídicas obrigadas ao envio de eventos periódicos ao eSocial — com faturamento inferior a R$ 78 milhões (exceto optantes do Simples Nacional) ou superior a R$ 78 milhões — não são mais obrigadas a transmitir a declaração da RAIS, conforme Portaria SEPRT Nº 1.127/2019. 

Isso porque o eSocial — Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas — é um sistema digital do governo que simplificou a entrega de quinze obrigações trabalhistas, inclusive a do Relatório Anual de Informações Sociais.

Portanto, somente as demais pessoas jurídicas de direito privado e de direito público, bem como pessoas físicas equiparadas a empresas, tiveram a sua obrigatoriedade mantida depois do eSocial, conforme previsto no Decreto nº 76.900, de 23 de dezembro de 1975.

A RAIS está inclusa nos processos contábeis da Contabilivre?

Sim, a Declaração da RAIS faz parte dos serviços de assessoria contábil e fiscal da Contabilivre. E será apurada conforme outras obrigações anuais.    

E o controle de toda documentação e informações pertinentes à empresa ficam disponíveis 24h por dia, em uma plataforma online totalmente intuitiva e de fácil manuseio, facilitando a tomada de decisão e o processo de gerenciamento da sua empresa.

Em resumo…

 Agora que você sabe o que é RAIS e quais empresas são obrigadas a transmitir as informações trabalhistas para o Governo Federal, que tal conhecer um pouco mais sobre a Contabilivre? Acesse o nosso site e veja como podemos descomplicar a contabilidade da sua empresa! 

certidão negativa de débito

O que é Certidão Negativa de Débitos?

Quando uma empresa precisa comprovar a sua situação legal perante os órgãos, seja para pedido de empréstimos, contratos com fornecedores, entre outros, é exigido a Certidão Negativa de Débitos. Este documento comprova não haver pendências financeiras ou processuais em nome da empresa.

Neste artigo, te ajudamos a entender melhor sobre a CND e sua importância.

O que é a Certidão Negativa de Débitos?

Conforme mencionado, a CND é um documento que comprova não haver pendências financeiras, trabalhistas ou processuais em uma empresa. Desse modo, um negócio pode realizar suas operações normalmente ao solicitar empréstimos, participar de processos de licitações e diversas outras situações.

Isto é, você como Pessoa Física emprestaria dinheiro para alguém que não costuma quitar suas dívidas? Possivelmente, a resposta é negativa, já que isso acarreta prejuízos financeiros. A mesma lógica é aplicada no meio empresarial.

Afinal, para que uma empresa ‘’entre no jogo’’, é preciso que ela respeite as regras, seus adversários e parceiros. Manter pendências financeiras, processuais ou trabalhistas sinaliza que o respeito não ocorreu. Isso porque os envolvidos na empresa podem se prejudicar de alguma maneira.

Diante disso, é preciso que a Certidão Negativa de Débitos seja solicitada nos órgãos do governo federal. Esse processo pode ocorrer presencialmente ou online, podendo ser realizado de forma gratuita ou em alguns casos ser necessário realizar o pagamento de uma taxa. Tudo varia conforme o tipo de certidão emitida e município.

Quais são os tipos de Certidão Negativa de Débitos?

Como visto, existem alguns tipos de certidões negativas, cada uma delas com suas particularidades. Para saber como agir adequadamente, é importante conhecer os tipos existentes. Logo, acompanhe e descubra as diferenças!

Certidão Negativa de Débitos Federais

Trata-se da certidão voltada para comprovação de tributos federais e previdenciários. É o caso do INSS, PIS, Cofins, IRPJ, CSLL, DAS  etc. Tudo depende da empresa responsável pelas pendências. E ainda, essa certidão deve comprovar obrigações acessórias da Dívida Ativa da União.

Certidão Conjunta de Tributos Municipais

Como o próprio nome sugere, é o documento que visa comprovar a regularidade de uma empresa diante da prefeitura municipal. Assim, é preciso garantir que os tributos e as declarações estejam todas em dia.

Certidão Negativa de Débitos Estaduais

Ela refere-se ao documento que comprova a regularidade de um negócio quanto aos tributos estaduais, como ICMS e ITCMD. E ainda, serve para comprovar a ausência de pendências voltadas para obrigações acessórias.

Para que a CND serve para as empresas?

Após conhecer os diferentes tipos de Certidão Negativa de Débitos, é o momento de entender a importância delas para as empresas. Afinal, muitos encaram essa etapa como uma burocracia desnecessária, correto? Não exatamente!

A Certidão Negativa de Débitos eleva a segurança de investidores, instituições financeiras, construtoras e compradores com relação a sua empresa. Lembra quando falamos da importância de respeitar as regras do jogo? Quando esse grupo percebe que a sua corporação faz isso, ele pode ficar do seu lado.

Caso contrário, sem um documento que comprove a idoneidade da instituição, fica mais difícil conseguir apoio. Desse modo, como você espera se manter em funcionamento? Por isso é tão importante garantir a CND.

Ainda assim, a Certidão Negativa de Débitos não é obrigatória. Outro fator importante sobre o documento é que ele tem prazo de validade, assim como qualquer outro comprobatório. Então, certifique-se de efetuar a emissão periódica e fuja de pendências.

Quem pode utilizar este serviço?

Qualquer pessoa pode emitir e consultar a Certidão Negativa de Débitos. Para isso, basta que os interessados se certifiquem que o pagamento dos tributos está em dia. Então, a partir da resposta positiva, você deve acessar o canal de prestação da certidão e informar o CNPJ ou CPF, para pessoas físicas.

A segunda via é solicitada por um caminho parecido. No entanto, é necessário clicar na opção ‘’Consultar certidões de regularidade fiscal emitidas.’’

Onde obter a Certidão Negativa de Débitos?

Conforme mencionado, algumas certidões podem ser emitidas pela internet. Quando isso não é possível, provavelmente ainda existem pendências que impedem a emissão do certificado. Se ainda assim a emissão não for autorizada, as dívidas podem não ser administradas pela Receita Federal.

De qualquer maneira, é válido pesquisar a sua situação fiscal na página web do órgão ou se dirigir ao posto da Receita Federal. A partir disso, todo processo pode ser solucionado e a CND emitida.

No entanto, é importante deixar claro que boa parte dos casos podem ser solucionados virtualmente. Inclusive, esse processo se torna mais ágil, prático e menos burocrático. Assim, a sua empresa garante a regularização rápida e se torna apta para realizar determinadas transações.

Quais os passos para tirar a Certidão Negativa de Débitos?

Descobriu onde obter a CND? Para colocar isso em prática, o processo é simples. Primeiro, reúna os documentos necessários, como: 

Após a reunião dos documentos, acesse o portal de pessoa física ou jurídica, correspondente ao tipo de certidão almejada. Caso não consiga via internet, pode ser necessário se dirigir a um posto da Receita Federal.

Então, conseguiu tirar suas principais dúvidas sobre a consulta e emissão da Certidão Negativa de Débitos? Como visto, garantir esse documento eleva a segurança para que algumas instituições possam apoiar uma empresa e permitir o funcionamento de diversas transações. Logo, é importante garantir a emissão da CND.

Agora que você já sabe a importância das certidões negativas de débitos, aproveite e contate a Contabilivre para te ajudar na emissão dessas certidões.

carnê-leão

Carnê-leão: entenda o que é e como funciona

Você sabe como funciona o carnê-leão? Sempre que um novo ano se inicia, milhões de brasileiros começam a se preocupar com a prestação de contas por meio da declaração do imposto de renda. 

Mas, existem alguns brasileiros que precisam ficar atentos a essa obrigação a cada mês. Isso ocorre, pela obrigatoriedade de pagar o imposto de renda mensalmente. Esse recolhimento é feito por uma guia chamada carnê-leão. Pensando na importância desse assunto, preparamos este conteúdo. 

Nele, mostraremos o conceito de carnê-leão, como funciona o cálculo, bem como suas principais características. Continue lendo!

O que é o carnê-leão?

O carnê-leão é um documento que serve para recolher o imposto de renda mensal de uma pessoa física, que trabalha como autônomo ou como profissional liberal para outra pessoa física.

Ele é cobrado de contribuintes que não fazem o recolhimento do tributo na fonte. De maneira mais simples, quem trabalha como CLT, o imposto é descontado diretamente na folha de pagamento, já para pessoa física, o recolhimento é realizado por meio do carnê-leão. 

Em geral, além de profissionais liberais e autônomos que recebem rendimentos de outra pessoa física com valor maior do que R$1.903,98, o pagamento também é necessário para quem recebe do exterior, aluga imóveis ou recebe pensão alimentícia. 

Em outras palavras, a regra é muito simples. Todos que recebem valores tributáveis em que não ocorre a retenção na fonte devem apurar e pagar o carnê-leão.  

Como funciona o cálculo e preenchimento do carnê-leão?

Uma das principais vantagens do carnê-leão é a sua praticidade e a facilidade no cálculo e preenchimento. Atualmente, todo procedimento é feito pela internet e você não precisa se preocupar tanto com fórmulas ou alíquotas. O sistema já fará toda essa conta automaticamente. 

Assim, basta acessar o Carnê-Leão Web, disponível no portal e-CAC da Receita Federal. Caso você nunca tenha acessado essa página basta criar a sua conta no Gov.br. O site é muito intuitivo e simples. Rapidamente, você conseguirá ter acesso ao sistema. 

Após o login, você deve preencher as 3 primeiras opções básicas de configuração do carnê. Ou seja, se você é autônomo, se recebeu rendimentos ou pagamentos no exterior.  Em seguida, passaremos pela etapa de identificação do contribuinte.

Nesse momento, você preencherá seus dados básicos como endereço, profissão e alguns números de documentos. Em seguida, teremos a página de cálculo do tributo. Você deve selecionar o mensal e fazer o preenchimento das informações solicitadas no mês. No menu lateral é possível selecionar as opções e inserir os dados de rendimentos. 

Ao finalizar o processo, o próprio sistema realizará o cálculo e emitirá a guia para pagamento, e você pode pagar até o último dia útil do mês subsequente ao mês de recebimento, em qualquer agência bancária, contanto que esteja dentro do prazo. 

Tenha muita atenção no preenchimento do documento. Ao finalizar o procedimento, você está assumindo que tem um valor a recolher junto à Receita Federal. Logo, os números precisam estar corretos para evitar problemas futuros com o órgão. 

Como reduzir o imposto de renda legalmente?

Existem formas legais de reduzir o imposto de renda pago mensalmente por meio do carnê-leão. Bem como, aumentar a sua restituição no momento de fazer a declaração anual. Neste tópico, mostraremos algumas dicas interessantes que você pode seguir. Confira!

Evite inserir dependentes que têm renda

Uma das primeiras dicas é evitar colocar dependentes que têm renda. Às vezes, jovens que já trabalham até poderiam ser inseridos na declaração. Mas, a Receita Federal identifica que eles têm recebimento mensal e o valor de desconto por dependente não poderá ser aplicado. 

Reúna notas fiscais de gastos seus e de dependentes

Outra dica interessante é reunir as notas fiscais de gastos de seus dependentes. Despesas médicas, mensalidade de escola, pagamento de tratamentos em clínicas médicas e odontológicas são alguns exemplos que podem deduzir o valor a pagar e, consequentemente, gerar a restituição do imposto de renda. 

Utilize comprovantes de gastos no serviço autônomo

Outra dica interessante é reunir os gastos utilizados na prestação de serviços autônomos. Esses valores também podem ser deduzidos na hora de apurar o imposto de renda. Consequentemente, reduzindo o valor a pagar. 

Quais são os riscos da sonegação nesse processo?

Sonegação fiscal é uma prática que se caracteriza pela omissão de rendimentos, ou seja, ocultação de receitas durante o processo de preenchimento do carnê-leão, bem como da declaração do IR. Esse tipo de conduta é considerado como um crime pela nossa legislação. Logo, ao executar você pode responder penalmente por essa prática. 

Com o avanço da tecnologia, os sistemas que fazem o cruzamento de dados da Receita Federal se modernizaram muito. Assim, sonegar impostos tem se tornado uma prática muito arriscada e com uma grande possibilidade de penalização.

O sistema atualmente é capaz de cruzar dados instantaneamente e notificar o contribuinte quanto a uma tentativa de fraude. Obviamente, existem situações em que a pessoa comete erros inconscientemente. Ou seja, ele não tem conhecimento da lei ou acaba esquecendo de informar algum valor. 

Em caso de equívoco, o contribuinte será notificado e convidado a pagar o valor do tributo antes de uma eventual penalidade. Em caso de multas, elas podem ser reduzidas pela metade, caso a pessoa faça o recolhimento voluntariamente. Ou seja, antes da instauração de algum tipo de procedimento de cobrança. 

Em casos extremos, quando a sonegação é conscientemente cometida pelo contribuinte e de forma reiterada, é possível haver penalidades mais severas, inclusive, que incluem a restrição de direitos e, até mesmo privativas de liberdade. 

Como você pode perceber, o cálculo e preenchimento do carnê-leão não é nenhum bicho de sete cabeças. O mais importante desse processo é fazer a apuração do imposto devido corretamente, desse modo, evitando problemas com a Receita Federal e demais órgãos de fiscalização tributária. 

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DIRF 2022

DIRF 2022 o que é, pra que serve e como fazer a declaração

Realizar a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte de 2022 (DIRF 2022) é uma das obrigações básicas para qualquer empresa brasileira que deseja se manter regular perante o Fisco, evitando multas, processos administrativos ou judiciais, entre outros problemas. 

Como se trata de um documento obrigatório e exigido pelo Governo, é fundamental que os contribuintes conheçam sobre o assunto. Por isso, trouxemos este conteúdo que explica melhor sobre o conceito dessa declaração, sua finalidade, importância, entre outras informações relevantes. Confira!

O que é DIRF e para que ela serve?

A Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) é uma obrigação acessória a ser preenchida e entregue conforme as normas da Receita Federal do Brasil. Esse documento é emitido por uma pessoa pagadora (podendo ser pessoa física ou jurídica) com a finalidade de informar à Receita Federal os valores referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Contribuições Sociais Retidas na Fonte (CSRF) que foram retidos de pagamentos feitos a terceiros.

Saiba que a DIRF informa o quanto foi recolhido de IR sobre pagamentos do ano anterior ao de sua emissão. Por exemplo, a DIRF de 2022 trará dados dos pagamentos realizados no ano de 2021. No final do ano de 2020, a Receita Federal publicou a Instrução Normativa nº 1.990/20, que atualiza as disposições legais que tratam da entrega da DIRF, tratando-se da norma vigente referente ao assunto. De forma geral, as informações que devem estar no documento são:

  • rendimentos tributários creditados ou pagos para pessoas jurídicas e empregados, incluindo suas respectivas retenções, mesmo que o beneficiário empregado esteja residente no exterior;
  • rendimentos sem vínculo empregatício, como de royalties ou aluguéis, desde que o valor total seja superior a R$6 mil reais. Essa informação deve ser incluída mesmo que o valor não tenha sido objeto de retenção de IR na fonte;
  • lucros e dividendos pagos aos sócios da empresa;
  • dados de pagamento a planos privados de assistência à saúde quando firmado na modalidade coletivo empresarial. Nesse caso, o plano deve ser contratado pela fonte pagadora em benefício dos colaboradores.

Para realizar a entrega desta declaração, você pode utilizar o Programa Gerador da Declaração. Este programa pode ser baixado diretamente pelo site oficial da Receita Federal.

Qual é sua importância?

Esse documento comprova à Receita Federal que os tributos foram recolhidos adequadamente e evita a sonegação de impostos. Para o Governo, o documento ajuda na fiscalização das empresas, fazendo com que ele saiba quais estão cumprindo as regras de recolhimento do IR adequadamente.

Por isso, entender sobre o assunto é fundamental para assegurar o seu compliance perante o Fisco, minimizando problemas legais, multas e acometimento do crime de sonegação fiscal, o que significa que os autores estão sujeitos a medidas criminais.

No entanto, saiba que a DIRF é submetida a análises pelos fiscais da Receita Federal, o que significa que ela poderá ser rejeitada caso seja encontrada alguma falha na declaração que impeça que ela seja aceita pelo órgão fiscalizador.

Além disso, deixar de enviar o documento dentro do prazo gerará uma multa de 2% por mês-calendário sobre o valor do IR que foi informado na declaração. Essa multa tem o valor mínimo de R$200,00 para pessoas físicas ou jurídicas inativas, incluindo as optantes do Simples Nacional. Para os demais casos (como empresas ativas), a multa pelo descumprimento é de R$500,00.

Quem deve entregar a DIRF?

Qualquer fonte pagadora que tenha que reter o IRRF ou CSRF de seu beneficiário deve entregar a DIRF anualmente. A lista daqueles que deverão apresentar a DIRF está no Art. 2º da IN RFB nº 1.990/20, mas eles podem ser assim resumidos:

  • empresas que recolheram IRRF, mesmo que seja por somente um mês;
  • empresas que realizaram transação de valores monetários ao exterior, mesmo que o valor não seja tributado;
  • pessoas jurídicas que farão pagamentos fazendo o recolhimento de tributos como PIS/PASEP, CSLL ou COFINS;
  • pessoas físicas e jurídicas na condição de sócio ostensivo de sociedade em conta de participação.

Porém, saiba que as obrigações da empresa não terminam com o envio da declaração, é necessário disponibilizar aos colaboradores o Informe de Rendimentos para aqueles que têm o rendimento igual ou acima de R$28.559,70 por ano. Esse documento é importante para aqueles que precisam preencher e enviar o Imposto de Renda para Pessoas Físicas (IRPF).

O que é declaração com e sem retenção de IR?

Essa declaração pode ser feita de duas formas, com ou sem a retenção do imposto de renda. O primeiro deve ser feito por pessoas jurídicas ou físicas que retiverem IR devido a créditos ou pagamento de rendimentos. Exemplos de entidades são:

  • empresas privadas no Brasil;
  • condomínios edilícios;
  • entidades públicas;
  • organizações individuais.

No segundo caso, mesmo as empresas que não retiveram o IR estão obrigadas a emitir o DIRF. Veja exemplos:

  • entidades nacionais e regionais que administram desportos olímpicos;
  • candidatos de cargos eletivos, incluindo os suplentes e vices;
  • pessoas jurídicas ou físicas que são residentes e domiciliadas no Brasil, desde que tenham efetuado crédito, pagamento, remessa ou entrega de valores a outra pessoa no exterior.

É importante saber que as empresas optantes pelo regime tributário Simples Nacional não estão dispensadas da emissão da DIRF. Por se tratar de um assunto mais complicado, é fundamental que os empregadores contem com o suporte de contadores especializados na área, assim eles saberão mais detalhadamente sobre a obrigatoriedade da DIRF e o posicionamento da empresa quanto a essa questão.

Quando deve ser enviada a DIRF?

Habitualmente, o prazo para entrega da DIRF é até a última hora do dia 28 de fevereiro, porém, neste ano foi antecipada para até o dia 25 do mesmo mês. A DIRF 2022 é uma das obrigações mais relevantes para que empresas se mantenham regulares perante o Fisco. Apesar do documento poder ser gerado pelo programa gerador da DIRF 2022, é crucial que o negócio receba suporte de contadores especializados, assim você garante que a obrigação seja cumprida conforme a legislação.

A Contabilivre é um escritório de contabilidade online que realiza a emissão deste documento e cuida da totalidade das gestões contábil e fiscal da sua empresa. Além disso, ela oferece um atendimento eficiente e humanizado, com uma plataforma amigável e intuitiva, desenvolvida para otimizar e descomplicar as rotinas contábil e fiscal da sua empresa.

Se você gostou do nosso conteúdo e se interessa por assuntos de contabilidade e empreendedorismo, acompanhe nosso blog e compartilhe este material em suas redes sociais!

Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço?

O que é preciso para abrir uma empresa prestadora de serviço?

Se você chegou até este artigo, provavelmente tem interesse em abrir uma empresa de prestação de serviço. Por isso, estamos aqui para passar algumas informações essenciais e ajudá-lo em tudo que você precisar.

Saiba que o setor de serviços tem preenchido grande parte do mercado de empreendimentos no Brasil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% das empresas brasileiras dispõem de oferta de serviço.

Mas você sabe realmente o que é uma empresa prestadora de serviço? Esse setor atua realizando serviços para pessoas físicas ou jurídicas, com intuito de receber valores financeiros. Vale destacar, que essa modalidade de empreendimento não realiza venda de produtos e nem fabricação, ok?!

Quer saber como abrir a sua empresa prestadora de serviço? Continue a leitura!

Veja a importância de formalizar a empresa 

Segundo o Jornal Contábil, devido ao alto índice de desemprego provocado pela pandemia, o número de empresas prestadoras de serviços cresceu mais de 54,7% entre janeiro e abril de 2021 no Brasil. Algumas das empresas de serviço mais criadas nesse período foram de:

  • encanador:
  • eletricista;
  •  instalador e limpeza de ar-condicionado;
  •  cabeleireiro;
  •  manicure.

Esse setor reúne um leque de oportunidades. Isso porque possui vários segmentos de atuação. Uma das principais vantagens deste ramo é o custo, que dependendo da atividade exercida pode ser baixo, e com isso o investimento inicial para a abertura da sua empresa pode ser menor do que você pensa.

Antes de mais nada, salientamos a importância de você ter uma empresa totalmente legalizada. Ela traz diversos confortos e vantagens para o seu negócio. Ao realizar a formalização, você vai poder estar em dia com o fisco ao pagar todos os impostos e obrigações necessárias.

A regularização é importante para ajudar no cumprimento de todas as regras trabalhistas, quando a empresa admite funcionários. Auxilia ainda, na emissão de notas fiscais para os clientes que são atendidos pelos seus serviços.

Agora que decidiu abrir a sua empresa, qual é o próximo passo? Por onde começar?

A melhor atitude é procurar um escritório de contabilidade para receber todas as informações necessárias e fazer as escolhas ideais para a sua vida de empreendedorismo.

Neste momento é importante também decidir em qual ramo de atuação você deseja trabalhar. Após tomar essa decisão, é indispensável traçar um Plano de Negócio para apontar todos os objetivos que o seu negócio pretende alcançar.

Mas para que isso aconteça de maneira certa, você precisa conhecer os portes de empresa que existem e assim, decidir qual é o ideal para a sua atuação no mundo dos negócios. 

Porte da empresa

Antes de dar início à abertura de sua empresa, você precisa saber qual tipo de negócio você vai abrir. Normalmente as empresas são instituídas de acordo com o porte de negócio que o proprietário deseja trabalhar.

a. Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é uma modalidade de empreendimento, que foi criado para regularizar as atividades de pessoas que atuam em trabalhos autônomos. É o tipo de negócio mais criado nos últimos anos, por apresentar diversas vantagens, como a isenção de tributos federais e o recolhimento de imposto facilitado em uma única guia. 

Ao regularizar a instituição, o proprietário recebe um CNPJ e fica apto a emitir nota fiscal de serviço e a ter direito aos benefícios prestados pela Previdência Social. Para ser MEI, o empreendedor deve ter uma renda de até R$81 mil reais ao ano, o que equivale a R$6.750 mensais.

b. Microempresa (ME)

São consideradas Microempresas (ME), as instituições que têm um faturamento de até R$360 mil por ano. Conforme o tipo de negócio, ela pode contratar de 9 a 19 funcionários e ainda tem a liberdade de escolher entre um dos tipos de regime tributário e a natureza jurídica do negócio.

c. Empresa de Pequeno Porte (EPP)

As Empresas de Pequeno Porte (EPP), são criadas por empreendedores que desejam ter uma receita bruta entre R$360 mil e R$4,8 milhões por ano, e podem contratar entre 10 e 49 funcionários.

Agora que já definiu o porte para sua empresa, chegou a hora de optar por um dos regimes tributários existentes no Brasil. Confira abaixo!

Regime de tributação 

A escolha dos tributos é uma decisão um tanto delicada, para decidir quais os valores dos impostos que a sua instituição terá de pagar. Ter um contador para fazer todos os cálculos ajuda você a cumprir as suas obrigações fiscais. Conheça os tributos que são exigidos das empresas.

a. Simples Nacional

O Simples Nacional tem a competência de simplificar os recolhimentos dos tributos, pois é pago mensalmente em uma única guia chamada DAS. Ele facilita o cumprimento das obrigações previdenciárias, trabalhistas e tributárias. No entanto, é importante atender a alguns requisitos para participar desse tipo de regime, como a tipologia da atividade (CNAE) e o limite máximo anual de renda da empresa.

b. Lucro Presumido 

Nesse tipo de regime tributário, os impostos são recolhidos em guias individuais. As organizações desse tipo tributário devem declarar IRPJ e arcar com diversas obrigações. O Lucro Presumido tem os valores do IRPJ e CSLL direcionado a uma margem de Lucro Presumido. 

c. Lucro Real 

Os tributos são calculados segundo o lucro real da empresa. Os cálculos devem ser feitos com muito cuidado para não perder alguns benefícios. Em caso de ocorrer perda no período em que os cálculos forem feitos, é possível conceder a isenção do pagamento do imposto de renda. No Lucro Real já estão embutidos: PIS, COFINS, Contribuição Social e Imposto de Renda.

Natureza jurídica da empresa

A Natureza Jurídica é outro ponto fundamental que precisa ser bem definido por quem deseja abrir uma empresa. A escolha ajuda a entender qual será o valor do capital para iniciar o negócio, quais leis serão aplicadas e se é aconselhado ter sócio ou não. Conheça os principais tipos de Natureza Jurídica que existem:

a. Empresas Individuais

As Empresas Individuais surgiram especialmente para fazer a regularização de inúmeros negócios autônomos, que aconteciam sem CNPJ, e com isso não tinham segurança jurídica, e não recebiam seus benefícios, como o INSS. Elas não necessitam de sócio para serem iniciadas, mas cada uma tem regras específicas. Estas são as modalidades de Empresas Individuais:

  • Empresas individuais (EI);
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

b. Sociedades

Caso você deseje ter uma organização com no mínimo dois sócios, você pode optar por uma dessas tipologias:

  •  Sociedade Limitada (LTDA): é uma modalidade de empresa que trabalha como prestador de serviços de forma geral;
  •  Sociedade Simples (SS): é um tipo de empresa voltada para área artística, intelectual e científica, como os artistas plásticos, médicos e cooperativas;
  • Sociedade Anônima (SA): tem o capital dividido em ações, ou seja, as ações pertencem aos acionistas. Elas podem ser vendidas no mercado de balcão ou nas Bolsas de Valores.

Saiba como abrir uma empresa de prestação de serviço

Agora que você conheceu os principais pontos que precisam ser definidos para abertura de sua empresa, chegou o momento principal, a criação de seu CNPJ. Mas, como isso funciona? 

Contar com o apoio de um contador é essencial para que você tenha informações de tudo que precisa ser providenciado, como algumas autorizações para iniciar o processo de regularização do seu negócio. São necessárias algumas documentações pessoais, para serem levadas à Junta Comercial do Estado ou Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, conforme a atividade escolhida. Veja quais documentos são essenciais:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de endereço;
  • certidão de casamento (caso exista);
  • cópia do IPTU ou registro que contenha inscrição imobiliária, ou a indicação fiscal do imóvel do local em que a empresa será posicionada;
  • contrato social da empresa (caso tenha sócio);
  • autorização da análise prévia da viabilidade de localização.

Em seguida, é gerado o Número de Identidade do Registro de Empresa (NIRE). Esse número é um código que será utilizado para requerer o CNPJ, por meio do site da Receita Federal. Logo após, conseguirá dar entrada na regularização junto ao seu município e com isso já terá sua empresa devidamente legalizada.

Percebeu como abrir uma empresa prestadora de serviço requer ações importantes para atender a todas as normas de criação? Recorrer a um escritório de contabilidade eficiente pode ajudar a realizar todos os processos de abertura, e também a gerenciar o orçamento do seu negócio de maneira correta. Ao optar por uma empresa especialista no assunto, a abertura da sua empresa poderá ser com baixo custo, de forma rápida, sem burocracia e dentro de toda legalidade. 

A Contabilivre é especialista em Abrir Micro e Pequenas Empresas de Serviço, por isso, você pode contar com os nossos especialistas para ajudá-lo!