Lucratividade e rentabilidade: entenda as principais diferenças

Lucratividade e rentabilidade: entenda as principais

Lucratividade e rentabilidade parecem sinônimos, no entanto, são conceitos diferentes e uma análise que trata os termos como se fossem a mesma coisa é falha.

Seja em relação a planejamento, execução ou análise de resultados, o ideal é considerar a particularidade de cada termo para uma gestão detalhada e mais precisa.

Pensando nisso, desenvolvemos este artigo, onde iremos mostrar  as  principais diferenças destes dois indicadores de desempenho e seus conceitos. Confira!

O que é lucratividade?

A lucratividade é uma métrica fundamental para demonstrar a saúde financeira de um negócio. Ou seja, um KPI (Key Performance Indicator ou índice chave de desempenho ) medido pelo ROS (Return On Sales ou retorno sobre as vendas).

O ponto central da lucratividade está na relação entre lucro líquido e vendas em percentual. O objetivo é demonstrar os valores disponíveis para cobrir custos e gerar lucros para a empresa.

O que é lucro?

Para um melhor entendimento da lucratividade, é bom que você entenda que o lucro é o valor final da receita menos os tributos e gastos, podendo ser subdividido em duas categorias:

  • lucro bruto: que é a receita total menos os custos variáveis;
  • lucro líquido: que é a receita total menos o custo total.

Para que serve a lucratividade?

A principal função da lucratividade é auxiliar o gestor na mensuração do esforço para realizar vendas. Nesse caminho, é possível identificar se custos fixos e variáveis estão com boa margem e comparar os resultados com a concorrência.

Além disso, uma análise sobre a lucratividade do negócio contribui para o processo de precificação de produtos, auxiliando o gestor em vendas sazonais e mensuração de médias mensais.

O que é rentabilidade?

Por outro lado, a função da rentabilidade é mostrar o retorno obtido por um negócio. Então, é provável que uma empresa seja lucrativa, mas não seja rentável.

Quais os principais índices de rentabilidade?

A rentabilidade é essencial para mensurar o potencial de retorno de um negócio para o empreendedor. Veja a partir de agora os 3 principais índices utilizados.

ROI – Retorno sobre o Investimento 

A função do ROI é medir o retorno sobre o investimento de um negócio. É o principal indicador que demonstra a rentabilidade. É encontrado o valor investido e comparado com os ganhos.

EBTIDA 

A sigla em português significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização” e é um índice muito utilizado para avaliar organizações em relação a resultados, empréstimos, juros e outros itens no sentido de identificar se um projeto é rentável ou não.

ROE – Retorno sobre o Patrimônio Líquido 

Por último, o índice ROE mostra o retorno sobre o patrimônio líquido da organização. Esse é mais um índice fundamental para a rentabilidade, pois analisa valores do DRE e mostra resultados de um negócio.

Quais as principais diferenças entre lucratividade e rentabilidade?

Após conhecermos melhor lucratividade e rentabilidade, podemos elencar com mais clareza os seus principais pontos de diferença. Entenda como muda a avaliação.

Em relação à base

Entenda que a função da lucratividade é fazer uma comparação entre lucro final e faturamento. Por outro lado, a rentabilidade faz comparação entre lucro final e investimentos iniciais.

A abrangência da lucratividade está focada em cálculos sobre custos, preços, competitividade e receita, sinalizando se os resultados desses itens são bons ou ruins.

Por sua vez, a rentabilidade tem a função de medir a capacidade de um projeto como um todo. A função da rentabilidade é mostrar na prática que nem sempre um produto vendável e altamente lucrativo será necessariamente rentável no final. Entenda agora os principais cenários de diferenciação entre lucratividade e rentabilidade.

Quando um produto é lucrativo, mas não é rentável?

Um gasto exorbitante em estrutura de negócio reflete bem essa situação, ou seja, não adianta encontrar uma alternativa muito lucrativa, se ela precisa de uma base cara para implementar, entende?

Quando um produto é rentável, mas não é lucrativo?

Inverso da situação anterior, imagine uma infraestrutura acessível e barata, porém com um produto de margem baixíssima de lucros. É algo que tende a não funcionar.

Quando um produto é rentável e lucrativo?

Esse cenário é o ideal para qualquer negócio. Ou seja, é quando você encontra um produto altamente lucrativo e sem necessidade de um investimento inicial muito caro ou desproporcional.

Avaliando estes cenários acima, podemos perceber que os dois indicadores estão relacionados, contudo, possuem aspectos diferentes. É superimportante que os gestores saibam realizar o cálculo destes dois indicadores, pois com ele conseguirá fazer análises e direcionar estratégias de acordo com a necessidade da empresa. Vejamos mais a seguir.

Em relação aos cálculos

A diferenciação destes dois indicadores se transfere também para as formas de cálculo, que utilizam bases diferentes. Veja a partir de agora como funcionam esses cálculos para lucratividade e rentabilidade.

Lucratividade (%) = Lucro Líquido / Receita Bruta x 100

A função da lucratividade é medir a porcentagem de lucros do negócio. O lucro líquido é formado pelo lucro bruto menos os custos e despesas fixas. E a Receita Bruta é baseada na soma de todos os recebimentos da empresa sem os descontos.

Em um exemplo hipotético, um monitor de PC é vendido a R$400 reais, deduzidos desse valor R$50 reais de impostos e R$150 reais de custo pela compra. Nesse caso, o seu lucro estará na casa de 50% do valor de revenda, sendo um lucro líquido de R$200 reais. Simulando a venda de 10 monitores em um mês, calculamos que:

Lucratividade (%) = Lucro Líquido / Receita Bruta x 100

Lucratividade (%) = R$ 2.000,00 / R$ 4.000,00 x 100

Lucratividade (%) = 0,5 x 100

Lucratividade (%) = 50%

Rentabilidade (%) = Lucro Líquido / Investimentos x 100

Por outro lado, a rentabilidade refere-se a um retorno que o produto gera para o negócio, como vimos ao longo do artigo. Sobre o lucro líquido, já explicamos no conceito anterior. Então resta o investimento que totaliza o montante investido em início de negócios.

Podemos continuar no mesmo exemplo dos monitores e vamos acrescentar a informação da necessidade de um aluguel de sala para armazenar os aparelhos, custando  R$1.000 reais. Nesse caso, temos que:

Rentabilidade (%) = Lucro Líquido / Investimentos x 100

Rentabilidade (%) = R$ 2.000,00 / R$ 1.000 x 100

Rentabilidade (%) = 2 x 100

Rentabilidade (%) = 200%

Finalmente, podemos dizer que a rentabilidade foi positiva, já que para cada 1 real investido, houve retorno de 2 reais no montante final. Então, o negócio foi 100% rentável para a empresa.

Por fim…

Percebeu como os dois termos têm diferenças sutis, mas fundamentais na hora de compor uma análise? Entender as particularidades de cada um, é de extrema importância para que sejam tomadas decisões assertivas para o negócio.

Agora que você conheceu melhor sobre lucratividade e rentabilidade e suas principais diferenças, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro dessas e mais novidades sobre empreendedorismo, tributação e contabilidade!

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arte roxa e azul, do lado esquerdo está escrito: KPI em azul com o fundo roxo, do lado direito há um fundo azul claro com o escrito em branco: "O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho! "

O que são KPIs de vendas? Conheça os principais indicadores de desempenho!

A gestão em um negócio é essencial para o desenvolvimento dele, certo? Mas tão importante quanto é o acompanhamento do desempenho da empresa. Para isso, existem os KPIs – Key Performance Indicators, ou, indicadores-chave de performance. Existem KPIs específicos para processos, como os KPIs de vendas.

Os indicadores de performance são ferramentas que, atreladas a tecnologia, auxiliam os gestores da empresa a mensurar o desempenho dela. E os KPIs de vendas são medidores do crescimento do negócio no que se refere às vendas da empresa.

Para te explicar o que são os KPIs de vendas e te auxiliar com a implementação deles em seu negócio, nós preparamos esse artigo exclusivo. Confira!

O que são KPIs?

Os KPIs são ferramentas de gestão com a finalidade de medir o desempenho da empresa e, assim, indicar se os resultados estão sendo alcançados e, consequentemente, visualizar o crescimento do negócio.  Assim, podemos entender que os KPIs são formas de medir os processos de uma empresa.

Peter Drucker, considerado o pai da administração, afirmava que: “o que não pode ser medido não pode ser gerenciado”. Podemos entender, por meio desta frase, que não é possível saber o desempenho de um negócio, e muito menos de suas vendas, se não há ferramentas e métodos para obter dados e números que nos ajude a avaliar os resultados.

O que são KPIs de vendas?

Os KPIs de vendas são os indicadores que estão relacionados com as metas de vendas do negócio. Isso significa que eles demonstram, em dados,  se você está no caminho certo para alcançar suas metas, ou se é necessário ajustes no planejamento e estratégias para obter os resultados esperados.

Assim, ao definir as metas de vendas é preciso acompanhá-las e, para isso, é preciso escolher   indicadores que façam sentido, e que te auxiliem para boas tomadas de decisões.

Isto porque existem vários tipos de KPIs e talvez, aplicar todos, não ajudará a mensurar as metas da empresa, e muito menos auxiliar no desenvolvimento ou crescimento do seu negócio.

Quais são os KPIs de vendas?

computador em cima de uma mesa de madeira com um papel com gráficos coloridos e uma caneta demonstrando KPIs
 Entenda como aplicar os indicadores de vendas em seu negócio 

Como já mencionado, existem vários KPIs que podem auxiliar o empreendedor a medir o desempenho de suas vendas. Eles estão inseridos em um processo conhecido como funil de vendas que pode ser entendido como a jornada do cliente até o momento da compra.

Nós reunimos os cinco principais KPIs de vendas para que você, após conhecê-los, possa aplicar aquele que mais se adequa ao seu negócio. Segue, abaixo, alguns KPIs de vendas.

Número de leads

Em um processo de vendas, os clientes são o ponto inicial da operação. E os leads são entendidos como os potenciais clientes, ou seja, aquelas pessoas que são interessadas em seu produto/serviço.

Assim, o número de leads obtidos, ou seja, o contato de pessoas interessadas em seu serviço/produto, é um indicador que revela o desempenho das campanhas de marketing, por exemplo.

Pois, com esses números, o empreendedor pode avaliar se suas metas de campanhas de publicidade estão surtindo o efeito esperado ou não. E, caso não estejam, pode traçar estratégias novas para alcançar os resultados.

Taxa de conversão

A taxa de conversão é aquela que mede a quantidade de leads que foram convertidos em vendas. Ou seja, quantos dos contatos de pessoas interessadas realizaram a compra do serviço/produto.

Por exemplo, se um empreendimento recebe 20 ligações de pessoas interessadas (leads), a conversão acontece quando 10, destas 20 ligações, efetuam a compra. Assim, a taxa de conversão é a relação entre o número de ligações pelo número de compras efetuadas.

Geralmente, a taxa de conversão é obtida para saber um percentual. Em nosso exemplo podemos dizer que obtivemos um percentual de 50%, então a taxa de conversão foi de 50%.

Ticket médio

O ticket médio é o indicador que avalia o valor médio das vendas de uma empresa em um determinado período. Esse indicador acompanha o comportamento do cliente com a marca, e pode ser feito ao relacionar as vendas realizadas em um período com o faturamento total delas.

Então, o valor do ticket médio de uma empresa é o faturamento dela dividido pela quantidade de operações de vendas feitas em um dado período. Por exemplo, se um empreendimento fatura R$ 50.000,00 em um mês e realizou 500 vendas, o ticket médio é:

  • 50.000/500 = 100
  • Ou seja, o ticket médio é de R$100,00.

Esse KPI é muito utilizado para auxiliar em planejamento, previsão e também tomada de decisão sobre as vendas de um negócio. 

Custo de Aquisição por Cliente – CAC

O CAC (custo de aquisição por cliente) é outro indicador de desempenho que auxilia na medição de metas de vendas. Isso porque ele revela, como o próprio nome diz, o custo que o empreendedor tem ao adquirir clientes.

Assim, para calcular o CAC é preciso somar todos os investimentos da empresa utilizados para adquirir um cliente. Após realizar essa soma, é preciso dividir o número da soma pelo número de clientes conquistados.

A conta do CAC fica: 

  • CAC = investimento na aquisição de clientes/ número de clientes conquistados

O CAC é fundamental para que o empreendedor saiba se o custo está adequado para o negócio. Um CAC muito alto significa que a empresa precisa reajustar os valores dos gastos com os clientes. 

ROI – Retorno sobre o investimento

O ROI é outro KPI interessante de ser aplicado nas vendas de um negócio. Isso porque ele permite que o empreendedor saiba o quanto de dinheiro a empresa está perdendo ou ganhando com os investimentos feitos.

Para calcular o ROI é preciso, primeiro, subtrair o ganho obtido pelo investimento pelo próprio valor investido. Depois, divide-se o resultado da subtração pelo resultado do valor do investimento.

Por exemplo, caso o empreendedor tenha investido R$ 40.000,00 e obteve um ganho de R$ 200.000,00 reais. Assim, o cálculo do ROI é:

  • ROI = (ganho obtido – investimento) / investimento 
  • ROI = (200.000 – 40.000)/ 40.000 = 4

Então, em nosso exemplo, o retorno foi de 4 vezes o valor investido. Inclusive, o ROI também é um indicador medido em porcentagem, ou seja, multiplica-o por 100, resultando em um ROI de 400%.

Em resumo…

Podemos concluir que os KPIs são ferramentas úteis para medir os processos de uma empresa, principalmente se for a venda de um produto ou serviço. Inclusive, muitas vezes os KPIs são medidos automaticamente por meio de softwares.

Atualmente, com a tecnologia, as plataformas de gestão auxiliam o empreendedor a se organizar e, assim, conseguir tempo hábil para planejar novas metas e objetivos para o negócio.

Por fim, uma das tecnologias atuais muito benéfica para o empresário é a contabilidade online. Com ela, o empreendedor tem controle da vida contábil e fiscal da empresa e, assim, consegue otimizar seu tempo, e se dedicar ao crescimento do seu negócio.

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