Contabilidade para empresas de TI: entenda as particularidades

Contabilidade para empresas de TI: entenda as particularidades

Para além das questões do cotidiano relacionadas com o core business das empresas de TI, há uma série de detalhes importantes que precisam ser observados no dia a dia para garantir que a empresa esteja alinhada com as legislações vigentes.

E um dos pontos que demanda muita atenção é a contabilidade para empresas de TI. E, por isso, é fundamental que você esteja atento para as particularidades da área e, também, de que forma é possível reduzir as chances de pagamento de impostos desnecessários ou, então, ser sancionado pela Receita Federal.

Quer saber mais? Continue lendo e tire suas dúvidas a seguir.

Saiba como escolher os CNAEs

O processo de abertura de um negócio exige, de antemão, que você já tenha algumas decisões tomadas. Um dos pontos fundamentais, é definir quais CNAEs, ou seja,  atividades de atuação que seu negócio vai exercer. Se você tem dúvidas sobre isso, o ideal é contar com um contador para ajudá-lo nesse momento.

Abaixo iremos explicar o que é CNAE e o impacto que ela tem na legalização de sua empresa.

As CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) são uma forma de categorizar e registrar as atividades econômicas realizadas por determinada empresa e é uma padronização nacional.

A informação correta da CNAE é necessária, já que interfere diretamente nas questões tributárias do negócio. Portanto, se no momento de abertura de um CNPJ a classificação estiver errada, a empresa corre o risco de pagar indevidamente as contribuições. E, com isso, pode ter complicações com o Fisco.

Boa parte das CNAEs voltadas para tecnologia não são permitidas ao MEI e, portanto, é preciso estar atento se a atividade que irá exercer se enquadra ou não neste porte de empresa. Para saber quais os principais CNAEs utilizados neste segmento, leia nosso artigo sobre abertura de empresas para profissionais de TI. 

É importante lembrar que as empresas podem escolher mais de um CNAE. Então se, por exemplo, seu negócio vai trabalhar tanto com ensino de TI quanto com desenvolvimento de software, você pode contar com mais de um CNAE. 

Escolha o regime tributário adequado

Outra dúvida comum que pode afetar consideravelmente a contabilidade para empresas de TI é a escolha do regime tributário. Isso é importante, pois pode impactar, por exemplo, no pagamento de alíquotas além do necessário.

Trata-se, assim, das normas que regulamentam cobranças de impostos nas organizações e que estão relacionadas tanto com o Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) quanto à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O regime tributário, portanto, tem impacto direto sobre a contabilidade para empresas de TI. Por isso é importante conhecer sobre os três regimes que temos disponíveis, segundo a legislação tributária atual. Vejamos mais a seguir.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime que, como o próprio nome sugere, tem por objetivo facilitar o pagamento de tributos para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) que tenham faturamento líquido de menos de R$ 4,8 milhões por ano (ou, então, R$ 400 mil por mês). Nesse regime tributário, todos os impostos são unificados em uma única guia chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Lucro Presumido

Diferentemente do que acontece no Simples Nacional, no regime tributário Lucro Presumido, o recolhimento dos impostos é individualizado. Esse regime incide sobre uma receita bruta prevista, pré-fixada por lei. As alíquotas também são pré-determinadas. Por exemplo, PIS e Cofins incidem, de forma cumulativa, 3,65% sobre o faturamento.

Lucro Real

Já no regime tributário Lucro Real, o valor do imposto a ser recolhido incide sobre o valor do lucro líquido declarado na demonstração contábil. O valor atual é de 15% sobre o lucro real bruto.

É um regime mais complexo e que demanda maior atenção, sobre o assunto,  por parte dos gestores das empresas de TI. Normalmente esse regime tributário é adotado por empresas do mercado financeiro e se torna obrigatório também para empresas que possuem faturamento superior a R$ 78 milhões.

Saiba sobre o Simples Nacional

Conforme abordamos acima, o Simples Nacional tem por objetivo facilitar a vida dos empreendedores, pois unifica todos os impostos em uma única guia. Deste modo, é o regime tributário mais escolhido no Brasil. 

Atualmente são cerca de 19 milhões de pequenos negócios que optam por esse regime, segundo dados do Sebrae – o que corresponde a, aproximadamente, 99% das empresas brasileiras.

Isso acontece porque é um regime com alíquota menor comparado com as demais (como o próprio nome já indica, é um regime de alíquota simples).

Ah, e outro ponto, é importante também conferir se as suas escolhas de CNAE se enquadram no Simples Nacional. Isso porque algumas delas não podem ser registradas sob esse regime tributário.

Mas se você tem dúvidas, pode consultar a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional. Na resolução você pode conferir quais são as atividades que são proibidas neste regime e quais podem ser enquadradas. 

A contabilidade para empresas de TI tem, assim, um papel fundamental para evitar falhas que possam gerar problemas futuros devido a erros nas escolhas realizadas. Afinal, a escolha do regime tributário deve considerar questões como CNAE, faturamento, entre outros pontos.

O profissional de contabilidade poderá analisar qual regime tributário poderá ser melhor enquadrado. É fundamental ter atenção neste ponto para não cometer falhas no processo de registro.

Veja como fator R pode ajudar a diminuir a alíquota do imposto 

Se a sua empresa de TI é optante pelo Simples Nacional, o regime conta com seis faixas de faturamento. Delas, algumas podem ser relacionadas com os negócios na área de tecnologia e uma parte delas (Anexos III e V) podem ter uma tributação diferenciada, gerada pelo fator R, que nada mais é do que um cálculo que irá definir se uma empresa prestadora de serviços será tributada pelo Anexos III ou V.  

Neste caso, o fator R influencia sobre a folha salarial. Se os pagamentos estiverem acima de 28% da receita, há uma tributação diferenciada em comparação com outra modalidade.

Como calcular o fator R?

Não tem segredo com o fator R, você irá dividir o valor da sua folha de pagamento (pró-labore, salários e FGTS) pela receita bruta mensal nos últimos 12 meses. A fórmula é simples:

Fator R = Folha de pagamento em 12 meses / Receita bruta em 12 meses

Quando o resultado do fator R for igual ou superior a 28%, as empresas devem ser tributadas pelo Anexo III, que tem alíquotas mais baixas (a partir de 6%). Quando o resultado for inferior a 28%, a tributação é feita pelo Anexo V, cujas alíquotas são mais altas (a partir de 15,5%).

Depois de identificar em qual anexo a sua empresa se encaixa, basta conferir a faixa de faturamento na tabela (receita bruta nos últimos 12 meses) e descobrir qual é a alíquota exata e o valor a deduzir.

Por fim…

Sabemos que a contabilidade para empresas de TI possui muitos detalhes que exigem muita atenção por parte do profissional para que não ocorram erros que possam comprometer a saúde financeira da empresa, que ainda poderá ser caracterizada por sonegação fiscal e trazer sérios prejuízos para sua empresa.

Se você tem dúvidas sobre o assunto, pode ser fundamental contar com o apoio de quem realmente entende do assunto, não é mesmo? Com isso você pode focar no seu core business sem maiores problemas.

Para isso, conte com a Contabilivre. Somos verdadeiramente apaixonados por contabilidade e já ajudamos mais de 7.000 empresas a garantir um funcionamento sem problemas, com maior economia, agilidade e oferecendo o suporte que você merece. Nós temos os melhores especialistas que podem entender melhor a sua necessidade.

Entre em nosso site e conheça nosso trabalho.

Como regularizar empresa inapta? Entenda mais sobre o assunto!

Como regularizar empresa inapta? Entenda mais sobre o assunto!

Uma empresa tem diversas obrigações e o não cumprimento delas pode causar grandes transtornos para o negócio. Aliás, muitas delas não são do conhecimento de grande parte dos gestores e, assim, são pegos de surpresa.

Ao fazer alguma consulta na Receita Federal ou tentar fazer algum cadastro, muitos empreendedores são informados de que o seu CNPJ está inapto. Mas, o que isso significa de fato e como regularizar uma empresa inapta?

Se você também tem essa dúvida, continue com a gente para saber tudo sobre o assunto!

Afinal, o que é uma empresa inapta?

De acordo com a Receita Federal, uma empresa é considerada inapta quando não apresenta demonstrativos e declarações por, pelo menos, dois anos consecutivos. Quando isso ocorre, ela fica incapacitada de realizar transações comerciais e traz diversos outros riscos.

A seguir, conheça melhor os tipos de situação cadastral em que as empresas podem se encontrar:

  • ativa — o CNPJ está regular, não há problemas judiciais nem débitos pertinentes em aberto;
  • suspensa — alguma obrigação fiscal ou jurídica não foi cumprida;
  • baixada — a empresa foi fechada pelo empreendedor ou, até mesmo, pela Receita Federal após 5 anos sem apresentação de informações jurídicas e fiscais;
  • nula — há inconformidade de dados, duplicidade na Inscrição Municipal ou Estadual, suspeita de fraudes, ou outros fatores;
  • inapta — a empresa deixou de cumprir com suas obrigações legais por 2 ou mais anos consecutivos.

Para saber como está a situação cadastral da sua empresa, basta acessar o site da Receita Federal, informar o seu CNPJ e clicar em “consultar”.

É importante frisar que uma empresa com CNPJ suspenso ou inapto pode ser regularizada, enquanto a baixada ou nula não há como regularizar sua situação.

O que torna um CNPJ inapto?

Como você viu, quando uma empresa deixa de apresentar demonstrativos e declarações por 2 ou mais anos consecutivos, ela é considerada inapta. Mas que documentos são esses? Abaixo, veja a lista de documentos que, quando não entregues no período correto, tornam uma empresa inapta:

  • Declaração Simplificada de Pessoa Jurídica — DSPJ;
  • Declaração de Créditos e Débitos Tributários — DCTF;
  • Escrituração Contábil e Fiscal — ECF;
  • Relação Anual de Informações e Salários — RAIS;
  • Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP);
  • Programa Gerador de Documento de Arrecadação do Simples – Declaratório — PGDAS-D);
  • Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (para os optantes pelo Simples Nacional) — DEFIS;
  • Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (para quem é MEI) — DASN-SIMEI.

Qual a diferença entre CNPJ inapto e CNPJ inativo?

A semelhança dos termos causa confusão e dúvidas em muitos empreendedores, mas são situações diferentes. Como já vimos, uma empresa inapta é aquela que não apresenta demonstrativos e declarações de contabilidade por 2 anos consecutivos.

Por sua vez, uma empresa inativa é aquela que passa um mês sem realizar as seguintes atividades:

  • financeiras;
  • operacionais;
  • não operacionais;
  • patrimoniais.

Ou seja, uma empresa inativa é aquela sem movimentação por ao menos um mês. Logo, um negócio que eventualmente não realizar alguma transação por esse período será classificado como inativo.

Quais são as consequências de manter um CNPJ inapto?

A norma mais importante que estabelece orientações sobre uma empresa inapta é a Instrução Normativa RFB 18638/2018. Segundo essa legislação, há as seguintes restrições para um CNPJ inapto:

  • impedimento de participar de novas inscrições;
  • nulidade de documentos fiscais;
  • possibilidade de baixa de ofício de inscrição;
  • responsabilidade dos sócios pelos débitos em cobrança;
  • invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais.

Desse modo, uma empresa com CNPJ inapto não consegue cumprir com suas atividades regulares, pois fica incapacitada de emitir notas fiscais, movimentar contas bancárias e realizar operações comerciais.

Além disso, o empreendedor pode perder o CNPJ e ter a empresa inscrita no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados de Órgãos e Entidades Federais — Cadin —, que impede que negócios inadimplentes funcionem.

Outro ponto importante é que um CNPJ inapto traz prejuízos financeiros e de imagem ao negócio, bem como aos que fazem parceria e negociam com ele. Por esse motivo, é fundamental estar sempre com as obrigações em dia.

Então, como regularizar uma empresa inapta?

Estar com a situação cadastral da empresa como inapta é algo que traz grandes transtornos para o negócio. Mas, como regularizar essa situação? Nós elaboramos um passo a passo. Confira!

1. Descubra quais são as pendências

O primeiro passo é saber, especificamente, quais são as pendências legais que fizeram com que o CNPJ se tornasse inapto. Para isso, o contador ou o responsável pelo registro pode acessar o portal do e-CAC para analisar a situação e saber quais documentos devem ser apresentados ao órgão regulador para normalizar a situação. Outra opção é solicitar um extrato de pendências diretamente no site da Receita Federal ou de forma presencial, no domicílio fiscal em que a empresa está registrada.

2. Providencie a documentação

Depois de saber o que levou o seu CNPJ a ser classificado como inapto, é preciso providenciar os demonstrativos e declarações em atraso e enviar à Receita Federal. Isso pode ser feito pelo próprio site do órgão.

Se você é um MEI, então você mesmo pode regularizar a situação do seu cadastro pelo site do Simples Nacional. Porém, quem for enquadrado no regime tributário do Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido, o ideal é contar com os serviços de um contador, pois as declarações e obrigações legais são mais complexas.

3. Pague os débitos em atraso

O último passo é quitar os débitos junto à Receita Federal. Vale ressaltar que somente após o processamento dos pagamentos é que o cadastro será considerado ativo novamente.

Além dos débitos da documentação encaminhada, há multa para entregas fora do prazo. Em geral, o valor é de R$ 200, mas pode variar dependendo do tipo de empresa e da situação fiscal.

Contudo, a Receita Federal oferece um desconto de até 50% caso o pagamento seja realizado dentro de 30 dias.

Pronto, agora você já sabe como regularizar uma empresa inapta! Como você viu, é importante fazer isso o quanto antes, pois até a sua conclusão, sua empresa não poderá operar normalmente, trazendo grandes prejuízos e, até mesmo, risco de perder o CNPJ.

E para evitar que esse e outros transtornos surjam, é fundamental contar com o auxílio de especialistas no assunto. Aqui na Contabilivre nós cuidamos de toda gestão contábil e fiscal de sua empresa e regularizamos sua empresa, caso esteja com a situação de inaptidão. Então, entre em contato conosco agora mesmo e saiba como nós da Contabilivre podemos ajudar o seu negócio!

Indicadores financeiros de uma empresa: veja os principais

Indicadores financeiros de uma empresa: veja os principais

Para empresas que visam ao crescimento, é fundamental entender como analisar os resultados que a empresa vem obtendo. Para isso, um ótimo aliado são  os indicadores financeiros, sejam eles administrativos ou operacionais, pois com eles é possível realizar uma análise minuciosa dos setores de uma organização. Por meio deles é preciso ter mais controle sobre gastos e faturamento, identificando possíveis erros e elaborando estratégias para superá-los.

Levando em consideração essas informações, preparamos este artigo, em que iremos abordar o conceito, a importância e alguns tipos de indicadores para você utilizar em sua empresa. Confira a seguir.

O que são indicadores financeiros?

Os indicadores financeiros são informações de cunho quantitativo, capazes de mostrar aos gestores a real situação de uma organização, por meio de resultados contábeis. Portanto, são excelentes recursos que auxiliam na tomada de decisão e ajudam a reduzir os riscos.

Nesse sentido, os indicadores financeiros se valem de dados históricos que revelarão se a empresa consegue dar lucros, se essa margem é alta ou se está endividada. Essas informações possibilitam o embasamento da tomada de decisão dentro de uma organização, fazendo dessa uma ação mais consciente e precisa.

Qual a importância dos indicadores financeiros?

Como percebemos até aqui, os indicadores financeiros cumprem um papel essencial em uma organização, pois eles oferecem informações valiosas para um negócio.

Quando um produto está com um aumento de vendas significativo, isso pode indicar uma boa notícia, mas apenas com a utilização dos indicadores que teremos uma visão mais global da situação.

Além disso, essas ferramentas permitem que vejamos com detalhes as potencialidades e as fraquezas existentes na administração de uma empresa. A partir dessa análise, será possível traçar estratégias visando à melhoria dos resultados e à correção de erros.

Dessa forma, os indicadores ajudam a organização na conquista dos seus objetivos, propiciando uma melhoria constante. Outro fato importante sobre eles, é o fato de se constituírem fontes de informações essenciais para possíveis investidores.

Quais são os principais indicadores financeiros?

Agora que já dominamos o conceito e a importância dos indicadores financeiros, tratamos os principais indicadores para uma organização acompanhar. Confira:

  1. Margem Bruta

A margem bruta afere o lucro bruto de um negócio em valor percentual. Desse modo, o seu cálculo leva em consideração o faturamento total e o custo das mercadorias vendidas (CMV) ou do produto vendido (CPV). Nesse caso, é utilizada a seguinte fórmula:

  • MB Lucro Bruto / Faturamento * 100.

Assim, para encontrar o valor do lucro, é preciso diminuir do faturamento o custo dos itens vendidos. Depois, é preciso dividir o lucro pelo faturamento e multiplicar por 100 encontrando, assim, o valor em forma de percentual.

2. Margem Líquida

A margem líquida, como o nome sugere, afere o lucro líquido de uma empresa. Ao contrário da margem bruta, ela considera todas as despesas, sejam elas diretas ou não, que se relacionam com os gastos de prestação de serviços e produção ou venda de produtos. Para encontrar esse valor, devemos utilizar a seguinte fórmula:

  • Margem Líquida = Lucro Líquido / Receita Líquida * 100.

3. Custos Fixos e Custos Variáveis

Os custos de uma empresa, considerados também como custos essenciais às suas operações, podem ser fixos ou variáveis. Os custos fixos são despesas que permanecem iguais mês a mês, independentemente das flutuações na produção ou nas vendas. Por exemplo, os salários dos trabalhadores da linha de produção são um custo fixo, assim como o aluguel da fábrica.

Mesmo que a produção caia em alguns períodos e aumente em outros, a massa salarial permanecerá sem novas contratações. O mesmo vale para aluguéis em propriedades de fábrica. Por outro lado, o custo de obtenção de uma mercadoria ou matéria-prima é variável. Se a empresa vende ou produz mais, também precisa gastar mais para reabastecer seu estoque.

4. Ponto de Equilíbrio

O ponto de equilíbrio marca o momento em que a receita se iguala a custos e despesas. Representa o valor mínimo de receita que a empresa precisa para cobrir todos os custos sem registrar perdas. O resultado deve ser sempre o menor possível, ao contrário das margens de lucro (quanto maior, melhor).

Além disso, quanto mais rápido uma empresa atingir o ponto de equilíbrio, mais rápido as vendas começarão a ser contabilizadas nos lucros. O cálculo do ponto de equilíbrio requer três informações:

  • Margem de contribuição em percentual;
  • Custos fixos;
  • Despesas fixas.

Para tanto, é utilizada a seguinte fórmula:

  • PE = (custos fixos + despesas fixas) / margem de contribuição em percentual.

5. Retorno sobre Investimentos (ROI)

O retorno sobre o investimento (ROI), também conhecido como taxa de retorno, mede o retorno de um investimento em um determinado período de tempo. É uma métrica usada tanto por investidores quanto por gestores de empresas. A fórmula para calcular o ROI é a seguinte:

  • ROI = Resultado Obtido subtraído pelo Investimento Aportado/ Investimento Aportado * 100.

Esse indicador pode ser utilizado em inúmeras situações, tais quais: ativos financeiros, campanhas de marketing ou negócio próprio.

Em resumo…

Podemos concluir que os indicadores financeiros são fundamentais para o controle econômico de qualquer organização, independentemente do porte, e devem ser acompanhados constantemente a fim de detectar falhas ou prejuízos. Desse modo, a tomada de decisão em direção às melhorias da empresa serão mais assertivas e embasadas em informações objetivas e precisas.

A tecnologia a seu favor

Sabemos que as novas tecnologias têm propiciado facilidade aos processos, otimização do trabalho, que estarão menos suscetíveis a falhas, já que conta com processos automatizados, que prezam pela segurança dos dados.

A contabilidade online torna possível ao empresário aproveitar melhor o seu tempo e ter mais controle sobre a empresa. A Contabilivre está apta a cuidar de toda gestão contábil e fiscal fazendo uso das novas tecnologias disponíveis no mercado.

Agora que você sabe um pouco mais sobre indicadores financeiros, que tal conhecer um pouco mais sobre a Contabilivre? Acesse o nosso site e veja como podemos descomplicar a contabilidade da sua empresa!

atendimento omnichannel

Atendimento omnichannel: por que sua empresa deve implantar?

Não há como negar que a tecnologia causou grandes mudanças em nossas vidas. Desse modo, a transformação digital permitiu que os negócios se adaptassem a essa nova realidade. Afinal, o comportamento do consumidor também se transformou. E isso não se refere apenas à forma de comprar, como também de entrar em contato com a empresa.

Com base nisso, a ferramenta de melhor estratégia é o atendimento omnichannel, que é a utilização de vários meios de comunicação ao mesmo tempo por uma organização. Assim, o cliente pode escolher a forma que achar melhor para ser atendido.

Se você ainda não tinha escutado falar sobre esse tipo de atendimento e tem dúvidas sobre essa ferramenta, fique tranquilo. A seguir, você vai entender o que é, quais são seus benefícios, como escolher os melhores canais de comunicação para sua empresa e muito mais. Acompanhe!

O que é atendimento omnichannel?

Como comentamos anteriormente, esse tipo de atendimento se refere ao uso simultâneo de diferentes canais de comunicação com o objetivo de estreitar o relacionamento entre online e off-line e de melhorar a experiência do cliente.

O termo vem da junção do prefixo latino “omni”, que tem o sentido de “tudo” e “inteiro” com a palavra inglesa “channel” que pode ser traduzida como canal. No entanto, é importante não confundirmos o termo omnichannel com multicanal, pois são dois conceitos diferentes.

Multicanal foca apenas em permitir que o consumidor possa chegar à empresa de diferentes formas. Por sua vez, no omnichannel há uma integração entre todos os canais que a empresa decide utilizar. Assim, é possível que o atendimento se inicie em um ponto e continue em outro.

Além disso, permite que todos os agentes do atendimento tenham acesso ao mesmo conteúdo sobre o cliente, ou seja, há um alinhamento sobre quem é o consumidor e quais são suas dores. Como consequência, consegue-se oferecer uma experiência melhor, garantindo sua satisfação e, consequentemente, sua fidelização.

Como esse tipo de atendimento funciona?

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Digamos que você precise entrar em contato com o suporte de uma empresa da qual é cliente para solucionar algum problema. Pelo telefone, você passa todos os seus dados e as informações referentes à compra. Então, o atendente pede que você entre em contato com a empresa no dia seguinte para que você tenha uma posição referente ao assunto tratado.

No dia seguinte, você opta por entrar em contato pelo chat. Seria um sofrimento ter que repassar todos os dados e ter que relatar novamente o problema, certo? Seria ainda pior se esse atendente precisasse encaminhar você para outro setor, onde seria necessário repetir toda a história, não é mesmo?

Pois bem, com o atendimento omnichannel, o cliente não precisa passar por isso. A cada atendimento, seja qual for o canal escolhido, o agente já saberá seus dados e identificará o problema a ser resolvido, fazendo com que o atendimento seja mais rápido, ágil, eficaz e satisfatório para o consumidor.

Quais são os benefícios dessa estratégia?

Optar por uma estratégia de atendimento omnichannel traz uma série de vantagens para a sua empresa. A seguir, confira as principais.

Personalização

Como há integração entre os diversos canais, também há um registro automático de todos os atendimentos realizados para cada cliente. Assim, é possível que o atendente tenha uma visão completa do perfil e do histórico de relacionamento com o consumidor. Ao ter essas informações, o atendimento é personalizado, isto é, alinhado às necessidades e dores de cada um, permitindo mais efetividade na satisfação e fidelização.

Agilidade

O histórico dos atendimentos também aumenta a produtividade dos colaboradores, que terão todas as informações à mão. Nem eles nem os clientes precisam perder tempo coletando ou repetindo os dados a cada nova sessão.

Imagem da marca

A rapidez na solução de problemas e a disponibilização de diversos canais de comunicação fazem com que sua marca tenha uma imagem positiva no mercado. O público entende que a empresa está realmente preocupada em garantir uma experiência melhor aos clientes.

Visão aprofundada da organização

Por meio da centralização das informações, é possível elaborar relatórios mais detalhados e ter uma visão realista da situação da empresa sob diversos aspectos. Assim, ao analisar esses indicadores, há uma gestão mais eficiente, pois ajuda os gestores a tomarem decisões mais assertivas para melhorar os resultados da organização.

Quais são os canais de comunicação mais utilizados?

Atualmente, os canais de comunicação mais utilizados para o atendimento omnichannel são os aplicativos de mensagens (como WhatsApp e Telegram), redes sociais (Twitter, Instagram, Facebook, LinkedIn, entre outras), email, e chatbots nos sites, que são softwares com inteligência artificial que propõe soluções para as demandas dos clientes.

Como definir os canais para o seu negócio?

Cada empresa conta com suas particularidades. Do mesmo modo, seu público também apresenta uma série de especificidades. Então, em muitos casos, não é interessante trabalhar com todos os canais disponíveis. Mas, como definir os melhores meios de comunicação?

O primeiro passo para isso é conhecer a fundo o seu cliente. Procure identificar quais canais ele prefere utilizar, quais são suas preferências, hábitos de consumo e procura por atendimento, suas demandas e desejos.

Depois de entender quais canais seu público mais utiliza, é preciso pensar em quais sua empresa tem condições de manter. Lembre-se de que deve haver uma integração entre todos eles. Então, em vez de utilizar um canal “da moda”, opte por aqueles aos quais você consegue se dedicar e, assim, oferecer um atendimento de qualidade aos clientes.

Como implementar o atendimento omnichannel na empresa?

Após definir quais canais você utilizará no atendimento omnichannel, é preciso analisar o tempo de resposta naqueles que sua empresa já oferece. Afinal, a demora no tempo de resposta é um dos grandes motivos de feedbacks negativos das organizações. O cliente se frustra e, além de haver o risco dele não fazer novas compras, ainda pode desestimular outros compradores.

Em seguida, é importante integrar todos os canais, tanto online quanto off-line. Somente dessa forma é possível ter um registro de todos os atendimentos. Então, procure um software ou plataforma de confiança para isso.

Outro ponto importante é fazer com que os clientes saibam por quais canais possam entrar em contato com sua empresa. Sendo assim, não deixe de divulgá-los. Por fim, capacite os colaboradores de todos os canais para que prestem um atendimento de excelência ao público.

Por fim…

Como você viu, o atendimento omnichannel é uma estratégia eficaz para impulsionar os resultados de uma empresa. Isso porque ele garante mais agilidade e eficiência sempre que o cliente procurar o seu negócio. Com isso, há mais chance de fidelização de clientes antigos e de conversão de leads em novos consumidores.Quer mais dicas para alavancar sua empresa? Então, siga a página da Contabilivre nas redes sociais e acompanhe as novidades em nossas publicações. Estamos no Facebook, LinkedIn, Instagram e YouTube.

Transformação digital: entenda a importância da informatização de pequenas empresas

Já percebeu que é possível adicionar tecnologia à maioria das atividades cotidianas? A jornada de transformação digital é uma realidade nos mais variados setores do mercado. Isso faz com que o processo de informatização de pequenas empresas se torne cada vez mais necessário.

A digitalização já era uma tendência do mercado, de modo que diversos negócios passaram a iniciar a adaptação. No entanto, com a chegada da pandemia, o ambiente virtual se tornou o local mais seguro para a maioria das interações, acelerando ainda mais o processo de transformação.

É por esse motivo que a informatização, independentemente do porte ou tipo de empresa, deve ser uma preocupação. Neste artigo, vamos mostrar os principais benefícios de investir em tecnologia e dar ótimas dicas para adaptar o negócio e acompanhar a transformação digital. Acompanhe a seguir!

O que é transformação digital?

A Revolução Industrial, do século XVIII, fez uma grande mudança na forma como a sociedade interage, não é mesmo? Diversas atividades que eram realizadas manualmente passaram a ser feitas por máquinas, acelerando a produção dos mais variados segmentos do mercado.

Desde então, muitas outras revoluções vieram. Nesse momento, vivemos o quarto período dessas mudanças. Na chamada Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0, o rápido desenvolvimento tecnológico se torna um dos maiores protagonistas. E é nesse contexto que entra a transformação digital.

Basicamente, trata-se da tendência de informatizar os mais diversos processos de uma empresa, de modo que se tornem mais automatizados e precisos, a fim de melhorar a resolução de problemas, aumentar a produtividade e garantir resultados mais expressivos.

É durante a transformação digital que tendências como a Inteligência Artificial, o Aprendizado de Máquina, a Internet das Coisas, entre várias outras ferramentas, ganham vez e participam ainda mais da rotina da sociedade.

Quais os benefícios da digitalização nos negócios?

Mas, o que um negócio ganha ao investir em informatização? Você também tem essa dúvida? Então, veja só os principais benefícios da digitalização nos negócios!

Redução de tempo

Para começar, é possível produzir mais e em menos tempo. Diversas tarefas conseguem se tornar dezenas de vezes mais rápidas ao serem utilizadas ferramentas tecnológicas. Um exemplo disso é a análise de dados.

Manualmente, processar uma grande quantidade de conteúdo poderia levar dias e, dependendo do tipo de material, o processo seria altamente suscetível a erros. Já com o uso de programas computacionais, tudo isso pode ser feito em segundos, de maneira muito mais precisa.

Diminuição de custos

Os gastos operacionais também diminuem. Afinal, a empresa não precisa mais gastar tanto com a refação e é possível encontrar opções de materiais e programas mais econômicos para a rotina organizacional. Além disso, há a prevenção de riscos, que atua na tomada de decisões mais assertivas, com menos comprometimento às finanças do negócio.

Organização dos documentos

Imagine encontrar justamente o que você precisa em questão de segundos? Mais ainda, pense em como seria prático se fosse possível acessar os documentos da empresa de qualquer lugar que você estivesse.

Quando esses dados são armazenados em armários ou arquivos físicos, essa não é uma realidade. O processo de busca é demorado, assim como envolve a presença no local em que se encontram. Por outro lado, ao informatizar essas informações, tempo e distância deixam de ser um problema.

Segurança dos dados

Mais que praticidade, a tecnologia oferece a oportunidade de proteger todos os dados da melhor maneira. Vale ressaltar que a privacidade é um detalhe importante para qualquer empresa, principalmente no que diz respeito à segurança da informação dos clientes e do próprio negócio.

Integração da empresa

Quando mais de uma pessoa atua em um negócio, é preciso ter uma ótima comunicação para cultivar uma rotina otimizada. Um método que auxilia bastante nisso é a integração. 

Quando todos têm acesso rápido às informações que precisam para realizar as tarefas diárias, é possível obter produtividade e eficiência.

E é justamente essa vantagem que a digitalização oferece. Ter processos integrados, como o pagamento automático de contas e lançamento no sistema, facilita a gestão e a organização do negócio.

Como garantir a informatização de pequenas empresas?

Então, como aproveitar todas essas vantagens? A boa notícia é que temos ótimas dicas que vão ajudar a implementar a informatização nas pequenas empresas. Confira!

Tenha um planejamento

Tudo começa com um bom planejamento. Ao refletir sobre os processos que podem ser informatizados em seu negócio, é possível definir um plano para colocar a digitalização em prática.

Ao mesmo tempo, você pode estabelecer prazos para fazer a adaptação gradual da empresa para o mundo digital. O importante mesmo é colocar no papel todas as ideias e, a partir disso, criar um planejamento eficiente.

Defina os objetivos

Saber o que o negócio pretende alcançar com o investimento em tecnologia também é uma ótima maneira de se preparar para as adaptações. Para isso, pense nas maiores vantagens tecnológicas que você gostaria de usufruir.

Se a redução de custos chamar mais a sua atenção, pense no que isso pode trazer em um determinado prazo. Por exemplo, e se após o planejamento, foi possível observar que em cerca de 2 anos é possível diminuir pela metade o valor dos gastos fixos e aplicar esse valor no crescimento do negócio? Então, esse se torna o principal objetivo organizacional.

Encontre as ferramentas ideais

Acertar nas melhores ferramentas digitais é outro grande benefício. Afinal, é por meio delas que você verá o seu objetivo se tornar realidade. Com tecnologias que são adequadas para a rotina do seu trabalho, é possível alcançar melhores resultados e com muito menos dores de cabeça.

Como a contabilidade online pode ajudar nesse processo?

Nesse contexto, a contabilidade online é uma ótima aliada. Além de praticidade e segurança, o seu negócio pode obter mais eficiência e economia ao investir em um sistema eficiente juntamente com uma empresa correta.

Para isso, garanta que você está investindo em profissionais confiáveis e em processos seguros. Desse modo, é possível cumprir com as obrigações legais e manter a organização do orçamento empresarial em dia.

Gostou de saber mais sobre o processo de informatização de pequenas empresas? Então, aproveite e comece a colocar em prática as dicas deste artigo. Desse modo, você pode conquistar o sucesso esperado e posicionar seu negócio no topo.
Quer dar o primeiro passo? Então, saiba como apostar na contabilidade online. Conheça a Contabilivre agora mesmo! Simplificamos tudo para você focar ao máximo no desenvolvimento da sua empresa!

o que é DMS

O que é DMS? Entenda mais sobre a declaração mensal de serviço

A gestão de negócios é um processo extremamente desafiador e que demanda atenção em muitos aspectos. Um deles é a ocorrência de declarações, que devem ser feitas com uma certa periodicidade a fim de garantir a idoneidade e a organização do seu empreendimento.

Um bom exemplo é a DMS, sigla para Declaração Mensal de Serviços. Esse documento tem como objetivo organizar e facilitar a administração dos recursos de captação de valores a partir da prestação de serviços dos municípios e deve ser preenchido por muitas pessoas em todo o Brasil.

Será que você faz parte desse time? Como fazer essa declaração? Quais são os seus objetivos? O que é DMS? A seguir, responderemos essas e outras perguntas, além de fornecer algumas dicas importantíssimas para ajudá-lo nesse processo. Boa leitura!

O que é DMS?

Imagine organizar os valores oriundos da prestação de serviços de milhares de contribuintes. Essa é, sem dúvidas, uma tarefa e tanto.

Por isso, com o objetivo de padronizar a obtenção dessas informações, foi criada a DMS, uma declaração que sintetiza as informações financeiras de empresas e notas fiscais de prestadores de serviços de vários municípios brasileiros.

Sendo assim, em resumo, a DMS é uma forma dos prestadores enviarem as informações sobre o Imposto Sobre Serviços (ISS) para as prefeituras. Ressaltamos que não são todas as prefeituras que exigem a obrigatoriedade de envio desta declaração, por isso, orientamos que verifique a de sua cidade.

Por que ela foi criada?

O objetivo da criação da DMS foi a substituição do Livro de Registro de Serviços Prestados. Nesse caso, o foco é otimizar o processo, tornando-o não apenas mais simples, mas também mais prático para todos os envolvidos.

Para quem é destinada?

A DMS é destinada a todas as pessoas que são contribuintes ou realizam atividades como prestadores de serviço e que emitem notas fiscais. Portanto, a sua aplicação é bem ampla e é fundamental que gestores de todos os segmentos compreendam melhor esse processo.

O que fazer em caso de erros na declaração?

Errar é humano! Por isso, não se desespere. Caso algum erro tenha sido cometido durante a sua declaração, será possível corrigi-lo. Basta fazer uma nova emissão!

A retificação só não será possível caso o procedimento fiscal tenha começado ou a empresa esteja inscrita na Dívida Ativa, com pagamentos pendentes.

Quais são os tipos de DMS?

De modo geral, há duas formas de Declaração Mensal de Serviços. Falaremos mais sobre cada um deles a seguir!

Normal

Como o nome já indica, essa declaração corresponde àquela que é feita normalmente, a cada mês.

Retificadora

Nesse caso, a DMS corresponde às correções feitas pelo contribuinte em caso de erro na primeira declaração.

Quem precisa apresentar a declaração?

A DMS deve ser preenchida por todos os contribuintes do Imposto Sobre Serviços (ISS), exceto os que se enquadrarem no regime MEI (Microempreendedor Individual), nas Sociedades Uniprofissionais (SUP) e também por profissionais autônomos.

Lembrando que a declaração mensal também deve ser feita pelos contribuintes que não tiveram qualquer movimentação no mês vigente. Esse é um documento obrigatório em todos os casos!

Quais são os benefícios dessa declaração?

A implementação da DMS trouxe uma série de benefícios, tanto para os contribuintes, quanto para os órgãos que precisam fazer o levantamento fiscal dos municípios.

Alguns pontos que não podem deixar de ser considerados são:

  • a facilidade no processo, que deixou de exigir o preenchimento dos livros fiscais;
  • a economia, já que o processo é feito por meios digitais e exclui a necessidade de impressão e gastos com o armazenamento desses documentos físicos;
  • a melhoria nos processos administrativos, já que é muito fácil acessar e processar as informações;
  •  a maior segurança, com a redução de perda de dados e documentos;
  • a praticidade para o contribuinte, que não precisa se dirigir a nenhum local ou perder muito tempo para fazer a declaração.

Como fazer a DMS?

Agora, é hora de descobrirmos como fazer a declaração mensal! Esse é um processo que pode variar um pouco de acordo com o seu município. No entanto, algumas possibilidades para realizá-lo são:

  • uso de sistemas nos portais oficiais das prefeituras;
  •  uso de aplicativos, seja para smartphones ou para computadores;
  •  com o apoio de profissionais da contabilidade, que o ajudarão em todo o processo.

Para tirar todas as dúvidas, é importante entrar em contato com as autoridades da sua região. Eles poderão informá-lo não apenas sobre a emissão da declaração, mas também sobre pontos como o prazo de entrega, aplicação de multas (que são válidas quando a DMS não é entregue dentro do período estipulado) e outros detalhes que não podem ser negligenciados.

Como evitar qualquer tipo de problema com a DMS?

A DMS é apenas uma das declarações necessárias para as empresas ou prestadores de serviço. Sendo assim, é importante que você mantenha a organização, a fim de evitar o pagamento de multas e problemas jurídicos.

Para evitar a burocracia, que tal investir em um serviço especializado? Contar com o apoio de uma empresa de contabilidade pode resolver todos os seus problemas, fazendo com que você possa dedicar o seu tempo ao crescimento do negócio, sem se preocupar com declarações e impostos.

A Contabilivre oferece um serviço personalizado, com todo o suporte que você e a sua empresa precisam para ficar sempre em dia com as declarações.

Agora que você já sabe o que é DMS e como ela funciona, é fácil perceber toda a relevância de compreender esses processos. No entanto, lidar com esses aspectos nem sempre é tão fácil e, nesses momentos, é possível contar com uma assessoria contábil para que tudo flua com mais naturalidade nos seus negócios!

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homem de costas encarando uma parede com papéis pendurado, do lado direito há um espaço em azul escrito: "O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!"

O que é startup ? Entenda como tirar a sua ideia do papel!

Popularizadas nos últimos anos, as startups são empresas que possuem um perfil diferente de negócio. Em 2020, o Brasil já contabilizava 13.400 startups registradas e, com suas características de replicabilidade e inovação, o cenário é para que esse número continue a crescer.

Mas antes de investir nesse negócio, é importante compreender o que é uma startup, se a sua ideia condiz com uma e como tirá-la do papel! Pensando nisso, nós preparamos um artigo para que não reste dúvidas sobre o assunto. Acompanhe!

O que é startup?

Uma startup pode ser entendida como um negócio que tende à inovação. Seu principal objetivo é solucionar um problema! No Brasil, o formato também é caracterizado por empresas que possuem uma cultura jovem e inovadora. 

Nubank, Uber e Airbnb são alguns exemplos! Com o desenvolvimento de soluções inovadoras, esses nomes representam o propósito desse novo perfil de negócio: mudar o padrão do mercado. Foi assim que um cartão de crédito surgiu sem, necessariamente, estar vinculado a um banco físico, proporcionando ao cliente mais controle e autonomia sobre suas ações bancárias por meio do celular. E quem ofereceu essa mudança foi a Nubank!

Outro exemplo é a Uber. Não é mais necessário realizar ligações para chamar um táxi, é possível se locomover por um preço menor por meio de um aplicativo de celular. A inovação consiste na ligação entre tecnologia e uma solução para o cliente

Algumas pessoas se confundem e podem supor que a startup é uma empresa pequena em fase inicial de desenvolvimento. Mas, para Steve Blank, empreendedor no Vale do Silício, isso é um equívoco. Para Blank, as startups são organizações que buscam um modelo de negócio replicável e escalável. 

Em outras palavras, as startups apresentam uma metodologia de produção que pode ser  replicada a outros negócios. E escalável porque a receita pode crescer rapidamente enquanto o custo operacional cresce de maneira mais lenta.

Assim, startup é uma forma de organização que busca entregar uma solução inovadora, replicável e escalável

Como funciona uma startup?

A startup funciona por meio da inovação e para inovar. Além disso, ter foco em entender o seu cliente e a melhoria da sua experiência também caminham junto com esse formato de negócio!  

Desta forma, realizar pesquisas com o intuito de compreender cenários em relação ao cliente com a aplicação de métodos ágeis costumam ser tarefas rotineiras nos projetos. 

Além disso, o que gera valor em uma startup é a ligação dela com a validação inovadora e conquistada no processo de pesquisa. A inovação e as mudanças podem ser totalmente disruptivas ou somente uma melhoria simples de algo que já existe. Isso vai depender dos estudos e resultados que a empresa adquirir.  

Como tirar essa ideia do papel?

Caso você tenha uma ideia que condiz com as características mencionadas, é válido começar a pensar em passos para tirar ela do papel. É importante, primeiro, que o empreendedor valide sua ideia para que depois comece a colocá-la em prática

Ou seja, é necessário saber se a ideia condiz com um modelo de startup ou não, e uma forma é validar se essa futura empresa apresenta quatro características fundamentais: 

  • inovação; 
  • contexto de incertezas;
  • modelo escalável e
  • replicável.

Após compreender as características e, com isso, validar se a sua ideia é uma startup, é o momento de colocá-la em prática.

Para que isso seja feito, é interessante entender o mercado, o modelo de funcionamento da empresa, envolver a tecnologia e, por fim, realizar pesquisas e investimentos. Todos esses passos são válidos para começar uma startup. 

Entender o mercado

Em uma startup, é importante saber quem é o seu público e suas necessidades. Esses fatores podem determinar a capacidade de crescimento da empresa. Uma das opções para entendimento do mercado, é lançar uma versão gratuita, e realizar testes e pesquisa com o público, antes do lançamento oficial. 

O lançamento da versão gratuita é chamado de fase beta e tem como objetivo aprimorar o entregável. Assim, os próprios consumidores do teste e futuros clientes podem apontar erros e validar as funcionalidades do que está sendo entregue. 

Após entender o mercado, é o momento de definir em qual modelo de negócio sua startup se encaixa. 

Modelos para startups

Quando se fala em startup, o modelo de negócio é um dos principais fatores, pois ele diz respeito à como a empresa cria, entrega e captura valor para o cliente. Entretanto, também se faz necessário um plano de negócio, que é o planejamento que deve ser feito para identificar a viabilidade da empresa e, assim, prevenir riscos. E os dois são essenciais para você começar a investir em uma startup!

Se você deseja entender mais sobre plano de negócio,
nós temos um artigo sobre como elaborar um.

Como citamos acima, o modelo de negócio é importante para que o produto e/ou serviço, público alvo e transação comercial estejam alinhados e fazendo sentido para todos os envolvidos

Desta forma, a escolha do modelo de negócio é fundamental para que a startup tenha sucesso. Entre os modelos de negócio temos o:

  •  modelo de público, 
  •  de receita e 
  •  de negócio. 

O modelo de público diz respeito a quem irá consumir como, por exemplo, o B2B (business to business) e o B2C (business to consumer).

O B2B é quando a empresa faz negócios com outras empresas e o B2C  é quando a empresa faz negócio com o consumidor final. 

Já o modelo de receita é como o negócio irá realizar a venda. 

Os modelos de receitas podem ser premium (após a compra, o acesso ao serviço/produto é liberado totalmente); freemium (parte do entregável é gratuita para experimentação) ou assinatura (acesso contínuo enquanto o pagamento acontece simultaneamente). 

Podemos resumir, então, os principais modelos de receita para uma startup como a venda direta para o cliente, o acesso de uma parte de forma gratuita e, por fim, a assinatura quando há um valor fixo para acessar o serviço/produto.

Por fim, temos os modelos de negócios para startups. Os  mais comuns são o SaaS (software como serviço); o marketplace (plataforma tecnológica que conecta produtos/serviços, compradores e ofertantes) e o e-commerce (comércio e transação comercial feitos por meio de um equipamento eletrônico).

Envolver a tecnologia no processo

Por conta dos modelos apresentados acima, é fácil compreender como as startup se apoiam tanto em tecnologia e inovação. A essência desse tipo de negócio é a implementação de tecnologias para mudar padrões de mercado e, assim, inovar. 

Ou seja, envolver a tecnologia no processo de criar uma startup é fundamental para o começo do negócio e sua respectiva expansão. Isso porque ela é uma aliada ao lado da constante busca por inovação. 

Atualmente, inovações tecnológicas possibilitam criar e expandir negócios com agilidade e eficiência, um exemplo disso é a computação em nuvem. Isso significa permitir que ferramentas tecnológicas colaborem para a produção de valor. 

Pesquisas e investimentos internos

Após envolver a tecnologia em sua ideia de negócio, é importante começar a realizar as pesquisas e os investimentos com a equipe. Isso significa que uma startup está sempre buscando melhorias internas, com e para os colaboradores. 

Essa constante busca por melhorias é uma das características desse tipo de negócio. As mudanças podem ser tanto na entrega do seu produto/serviço quanto internamente com os colaboradores. 

Vale a pena ressaltar que as startups são conhecidas pelo espírito jovem e a versatilidade de carreiras. Transformações são muito relevantes para esse negócios. Com isso, após realizar pesquisas internas de opinião, é o momento de investir para que os processos mudem.

Por fim…

Podemos resumir que após validação da sua ideia, é preciso seguir alguns passos para montar a sua startup. E isso significa compreender o mercado e pensar em qual dos modelos apresentados se relaciona melhor com a sua ideia.

Manter pesquisas de opinião e investir em equipe e profissionais qualificados também é essencial. Com esses pontos em mente, o empreendedor pode começar a planejar e organizar a sua startup. O seu negócio inovador. 

Se você gostou do conteúdo e se interessa por assuntos como empreendedorismo e tecnologia, acompanhe o nosso blog!


a esquerda há um notebook com uma tela com cor azul, preta e branca, na parte do teclado duas mãos estão estendidas digitando, do lado direito há um espaço em azul claro escrito: "Profissionais de tecnologia: abertura de empresa"

Profissionais de tecnologia: abertura de empresa

Os profissionais de tecnologia da informação (TI) estão sendo cada dia mais requisitados no mercado de trabalho, e oportunidades é o que não vão faltar na área. Por isso, grande parte destes profissionais vêm buscando por mais liberdade e flexibilidade para prestar serviços ou vender produtos. O caminho é por meio da formalização de seu negócio, ou seja, se tornando uma pessoa jurídica (PJ).

Porém, é preciso que os profissionais de TI saibam as especificidades que são necessárias para realizar a abertura do negócio. Isso porque o processo de abertura de empresa envolve procedimentos burocráticos.

Pensando nisso, produzimos este artigo imperdível, para que você profissional de TI compreenda todos os passos da abertura da sua empresa! Acompanhe o nosso conteúdo!

Profissionais da tecnologia e a abertura de empresa

Os profissionais de tecnologia da informação, que optam por abrir uma empresa, precisam se atentar a algumas regras para que isso ocorra sem muitos impasses. Isso porque diferente do regime trabalhista CLT, que apresenta vínculos empregatícios, entre outros benefícios, com o modelo PJ o profissional de TI deixa de ser um funcionário e, consequentemente, alguns direitos não são contemplados, como:

  • férias remuneradas,
  • recebimento do décimo terceiro e
  • recolhimento do FGTS e INSS.

Por outro lado, com a modalidade de PJ o profissional não tem horários tão estritos, tornando a rotina mais flexível. Além disso, o lucro tende a ser mais alto, devido à variação de trabalhos entregues para diferentes clientes e áreas.

Ao decidir pela gestão do seu negócio, o profissional de TI precisa se formalizar, e o primeiro passo é a criação de um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Para que a abertura da empresa ocorra de forma fluída, é preciso ter conhecimento sobre algumas escolhas que deverão ser realizadas durante o processo de criação do CNPJ. 

Como, por exemplo: qual melhor porte empresarial, a escolha correta do CNAE e o enquadramento do regime tributário. Vamos explicar cada um dos pontos mencionados. Confira:

Porte de empresa para profissionais de tecnologia

Em resumo, porte de empresa é um termo técnico utilizado para classificar os negócios conforme o seu tamanho. No Brasil, existem 5 principais tipos de portes, e um dos critérios adotados para a classificação é o faturamento anual do negócio. 

  • MEI (Microempreendedor Individual) –  limite de faturamento anual de 81 mil reais;
  • ME (Microempresa) – igual ou inferior a R$ 360 mil. 
  • EPP (Empresa de Pequeno Porte) – superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões.
  • Média Empresa – superior a R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões.
  • Grande Empresa – superior a R$ 300 milhões.

Para profissionais de tecnologia da informação, a modalidade MEI não é permitida em   algumas atividades, mais especificamente as que tenham cunho intelectual. Com isso, desenvolvedores de sites, por exemplo, não podem aderir a esse porte.

Isso acontece porque o porte MEI é uma maneira de formalizar profissões. Portanto, atividades intelectuais ou que requerem uma formação intelectual não podem ser realizadas pelo microempreendedor individual. 

Os profissionais de tecnologia que não podem aderir ao MEI são: 

  • programadores, 
  • desenvolvedores,
  • consultoria em tecnologia da informação e 
  • suporte técnico.

Mas há outros portes de empresas – ME e EPP – e esses são permitidos para as atividades mencionadas acima. A frente iremos detalhar um pouco mais sobre a escolha correta do CNAE (atividade), mas antes vamos saber sobre natureza jurídica. 

Natureza Jurídica

A natureza jurídica serve para identificar a constituição empresarial junto à administração pública do país, além de definir direitos e deveres da empresa, a quantidade de sócios e a responsabilidade que eles assumem na sociedade.

Cada uma apresenta as suas particularidades e é válido conhecê-las para saber qual se encaixa mais com o seu caso.

O profissional de tecnologia pode conhecer e entender uma das três naturezas jurídicas mais comuns: EI (Empresário Individual), LTDA (Sociedade de Responsabilidade Limitada) e EIRELI (Empresa Individual ou de Responsabilidade Limitada). 

 EI – Empresário Individual

Como o próprio nome já insinua, a natureza jurídica EI permite apenas um empresário como sócio. Em outras palavras, ela não permite uma sociedade e também não exige um contrato social, utilizando somente o requerimento de empresário individual. Ou seja, é uma pessoa física como titular da empresa.

Sociedade Unipessoal

Em outro sentido, há a Sociedade Unipessoal Limitada, ou seja, o patrimônio pessoal do empresário não é comprometido pelos valores a serem pagos pela empresa. Além disso, esse formato jurídico permite a criação de uma sociedade com um único sócio

A Sociedade Unipessoal foi reestruturada em 2019, o que o fez permitir a presença de somente um sócio. Não se trata, portanto, de um novo formato jurídico, mas sim da possibilidade de usar um formato já existente com uma nova configuração. 

LTDA – Sociedade de Responsabilidade Limitada

Já a natureza jurídica LTDA permite uma sociedade com duas ou mais pessoas, e exige um contrato social, além de identificar uma limitação em relação à sociedade dos sócios. Essa limitação diz respeito às cotas de participação na sociedade. 

Nesse caso, não é permitido a junção do patrimônio empresarial com o pessoal. Assim, os sócios não podem utilizar os próprios bens pessoais para cobrir obrigações de pagamento da empresa.

EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

Por outro lado, EIRELI é a natureza jurídica para empresas que apresentam apenas um sócio e que a responsabilidade dele se limita a apenas o capital social. Em outras palavras, patrimônio pessoal e empresarial não se confundem. Com essa natureza, portanto, em casos de dívidas ou falências, apenas o patrimônio da empresa é comprometido.

 
EIRELI permite apenas um sócio, então não apresenta necessidade de contrato social. Se o empreendedor quiser saber mais sobre a diferença entre LTDA e EIRELI, nós temos um artigo sobre o assunto.

CNAE e regime tributário

Dando continuidade, a escolha do CNAE e do regime tributário é primordial para que o negócio tenha a tributação correta de suas atividades. Mas antes, vamos entender o que é CNAE:

CNAE é um instrumento de padronização nacional formado por uma lista de códigos que identifica as variadas atividades econômicas do país, e deve ser determinado no momento da emissão do CNPJ.

Segue, abaixo, os CNAEs mais comuns e ideais para serem utilizados na área de tecnologia:

  • 6201-5/01 – desenvolvimento de programas de computador sob encomenda;
  • 6202-3/00 –  desenvolvimento de licenciamento de programas de computador customizáveis;
  • 6203-1/00 – desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis
  • 6204-0/00 – consultoria em tecnologia da informação e
  • 6209-1/00 – suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação (não inclui atividades como programação, como desenvolver sites).
  • 6201-5/02 – web design
  • 6311-9/00 – tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
  • 6319-4/00 – portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

Por isso,  é recomendável o auxílio de um contador, para que o profissional de tecnologia seja orientado na escolha ideal do CNAE, e em cada uma das etapas do processo de abertura de empresa.


Visto que, além da escolha correta do CNAE, é necessário saber qual o regime tributário se encaixa ao seu negócio, para que a tributação de imposto seja devidamente feita, e o empreendedor não corra o risco de pagar tributos a mais para o governo.

Quando falamos de regime tributário, existem três principais tipos. Sendo eles:

  • Simples Nacional;
  • Lucro Presumido e
  • Lucro Real.

O Simples Nacional é um regime tributário que tem como objetivo simplificar o recolhimento dos tributos, que são unificados em apenas uma guia de pagamento mensal (o DAS). Esse regime costuma ser a melhor opção para micro e pequenas empresas, mas é preciso seguir alguns requisitos para ser enquadrado no simples.

Sendo eles:

  • ter um faturamento anual de até R$ 4,8 milhões;
  • não possuir débitos;
  • não possuir em seu quadro societário sócios do exterior e
  • ter sua atividade enquadrada na lista de CNAEs aceitas pelo regime.

Lucro Presumido e Lucro real

De forma sucinta, o lucro presumido é o regime tributário em que as margens de lucro da empresa são presumidas para simplificar a fórmula de tributação. Essa margem é estabelecida pelo governo conforme a atividade da empresa (cunho comercial e prestação de serviço). 

Por outro lado, o lucro real é o regime que tem como base o cálculo das margens de lucro reais do negócios. Para realizar esse cálculo, a Receita Federal se baseia no lucro líquido da empresa durante um determinado período. 

Se você deseja saber os detalhes e as diferenças entre os regimes tributários simples nacional, lucro presumido e real, nós temos um artigo sobre. 

Desta forma, concluímos que o enquadramento no regime tributário e a escolha correta do CNAE são muito importantes para que o negócio pague corretamente os seus tributos. 

Por fim…

homem usando fones de ouvido está sentando de frente para um monitor com vários abas abertas e com fundos pretos, a parede ao fundo tem uma projeção dos códigos e do lado direito há um notebook
Saiba mais sobre porte de empresa, qual natureza jurídica escolher e outras informações de contabilidade acompanhando o nosso blog

Podemos afirmar que a abertura de empresas para profissionais de tecnologia precisa envolver alguns passos: 

  1. realizar um plano de negócio;
  2. escolher a razão social, nome fantasia e marca
  3. definir o porte empresarial (ME, EPP, etc.) e natureza jurídica (EI, LTDA, EIRELI, etc.;
  4. escolher o melhor regime tributário;
  5. o CNAE (atividade) ideal;
  6. e a escolha de um contador especializado para realizar todo o processo. 

Agora que você sabe as etapas para a abertura de empresa, conte com a Contabilivre para te auxiliar durante todo o processo. 

Nossos serviços de contabilidade vão além de contabilizar impostos, eles são consultivos, isso agiliza os processos para que você possa ter tempo para as estratégias do seu negócio. Abra a sua empresa conosco. 

na imagem do lado esquerdo há moedas douradas, prateadas e cor de bronze com um cifrão em formato de B, analogia as moedas digitais, do lado direito há um espaço em azul escrito "Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento"

Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são conceituadas como dinheiro não tangível, mas cambiável. Bitcoin, Litecoin e Ethereum são alguns exemplos das moedas digitais que conquistam cada vez mais espaço dentro do mercado e, consequentemente, estão cada vez mais presentes no horizonte de investimentos dos empreendedores.

Mas, devido ao recente aparecimento delas no mercado, muitas dúvidas ainda surgem a respeito do que são moedas digitais, como surgiram, quais os tipos que existem e se é recomendável investir nelas.

Para sanar suas dúvidas e te orientar sobre o mercado das criptomoedas, nós, da Contabilivre, preparamos esse conteúdo exclusivo sobre esses criptoativos. Confira!

O que são moedas digitais?

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são ativos financeiros que se assemelham às moedas físicas. Mas, enquanto o real, o dólar, entre outras moedas são controladas por um órgão ou governo, as moedas virtuais, em sua maioria, não possuem um órgão regulador.

Apesar disso, as moedas digitais têm algumas finalidades parecidas com as moedas físicas, um exemplo é o conceito de meio de pagamento. Em outras palavras, as moedas virtuais podem servir tanto para contratação de serviço quanto para a compra de produtos.

Portanto, assim como é possível comprar euros, dólares e até o ouro, é possível comprar as criptomoedas. Mas é importante ressaltar que elas possuem muitas diferenças em relação às moedas físicas e, essas características, estão relacionadas ao surgimento delas.

Como surgiram as criptomoedas?

O surgimento das criptomoedas aconteceu por volta do final da década de 80. O programador David Chaum, nascido nos Estados Unidos, desenvolveu a primeira espécie de dinheiro eletrônico com caráter criptográfico que, anos depois, serviria como uma das bases de conhecimento para orientar o surgimento da, então, famosa Bitcoin.

Assim, a primeira criptomoeda descentralizada, a Bitcoin, surgiu em 2009 e é a moeda digital que, atualmente, mais movimenta o mercado. Por trás da criação deste criptoativo está o nome, ou apenas pseudônimo, Satoshi Nakamoto.

Pensadas para atuarem totalmente no meio digital, as moedas virtuais funcionam com a tecnologia de criptografia. Em outras palavras, elas são criptoativos, ou seja, todos os tipos de representação digital de valor que são transacionados eletronicamente e protegidos pela tecnologia de criptografia

Assim, podemos entender que elas são cambiáveis, ou seja, passíveis de venda e compra e, ainda, não tangíveis, ou, melhor dizendo, elas não existem fisicamente. Por fim, além dessas características mais amplas, as moedas apresentam outras particularidades. 

Os tipos de moedas virtuais e suas principais características

Existem vários tipos de criptomoedas e, estas, com diferentes características. Mas nos limitaremos a algumas das mais conhecidas no mercado financeiro: a  Bitcoin, a Litecoin e a Ethereum.

  • A Bitcoin é, como já comentado, reconhecida como a primeira criptomoeda descentralizada. Com essa característica, a Bitcoin é negociada por meio da tecnologia de  blockchain que, de forma resumida e simplificada, é um sistema que permite a transferência de moedas digitais com o modelo peer-to-peer (ponto-a-ponto). 

Em outras palavras, você negocia diretamente com outros detentores do ativo e não precisa de uma instituição intermediária, como, por exemplo, os bancos, para realizar as transações. Além disso, a Bitcoin, ou BTC, foi criada com uma oferta finita, ou seja, há um limite máximo fixo de bitcoins existentes (21 milhões). 

  • A Ethereum é uma criptomoeda e um pouco além disso. Isso porque ela é, também, uma plataforma que, entre outras funções, realiza as transações da ether (ou Ethereum), a moeda virtual. 

Criada pelo programador Vitalik Buterin em 2013, ela utiliza, também, o modelo peer-to-peer e a tecnologia blockchain. Porém, não foi projetada com a ideia de oferta finita, como foi a Bitcoin. Assim, com a Ethereum não há limitação na quantidade da moeda.

  • Por fim, a Litecoin é entendida como uma altcoin, ou seja, ela é uma criptomoeda que surgiu como alternativa à BTC. Assim, altcoins são moedas virtuais “inspiradas” na Bitcoin e, também, possuem como objetivo aprimorar os recursos oferecidos pela BTC. Porém, hoje em dia, no mercado, a Litecoin é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, enquanto isso, referem-se a BTC como o “ouro”  das moedas virtuais. Por fim, Litecoin tem uma quantidade limite de 84 milhões.

Compensa investir em criptomoedas?

Para compreender melhor o investimento em moedas virtuais, é necessário entender outro ponto sobre elas. As criptomoedas são entendidas como ativos multiplicadores de valor.

Isso significa que, com o tempo, a valorização delas pode aumentar e, por meio da oferta e compra desses ativos, você pode vendê-las, aumentando o seu patrimônio. Assim, é possível investir em moedas digitais, mas é importante ter conhecimento das possibilidades e riscos que esse tipo de aplicação pode apresentar.

Quando falamos sobre investimento, independente do ativo, é necessário ter em mente algumas questões como: planejamento, objetivos, estratégia e, principalmente, o perfil do investidor.

Agora, a Bitcoin, e demais moedas, possuem uma característica importante quando falamos sobre investir nesses criptoativos: a alta volatilidade. Isso significa que, nos últimos anos, as moedas virtuais tiveram oscilações significativas em seus preços. 

Criptomoedas, oscilações e perfil de investidor

Um exemplo é a própria BTC. Em abril de 2021, o ativo Bitcoin superou o valor de R$ 360 mil, sendo que, há um ano atrás, o preço era de R$ 42 mil. Mas não suponha que as moedas digitais apenas valorizam, muito pelo contrário, o preço delas pode cair também.

Isso depende muito da lei de oferta e procura das criptomoedas. Como o mercado funciona 24 horas, as oscilações variam de acordo com a movimentação dos ativos nas transações, causando, assim, alta volatilidade.

Por conta disso, antes de investir nas moedas virtuais, é necessário compreender o seu perfil de investidor.

Para exemplificar e resumir, se o perfil for conservador, ou seja, ele prioriza o investimento conservado – aquele que há a priorização da preservação do capital e apresenta baixa tolerância ao risco -, não é aconselhável que esse perfil opte pelas moedas. Isso porque elas podem, em algum momento, proporcionar perdas.

Agora, se o perfil do investidor for arrojado, o objetivo maior desse tipo de investimento é a rentabilidade. Assim, é mais recomendável o investimento em criptomoedas, uma vez que esse retrato também se apresenta disposto a assumir riscos no momento de aplicar o seu dinheiro.

Em resumo…

O mundo está ficando cada vez mais digital e, o mercado está, também, inserindo cada vez mais a tecnologia em seu funcionamento. A Bolsa de Valores funciona em ambiente totalmente digital e as criptomoedas já são utilizadas como um meio de pagamento.

Assim, parece que o rumo do mercado, futuramente, é uma digitalização cada vez maior. Por conta disso, é interessante pensar em comprar moedas digitais e, assim, investir nelas. Desde que o investimento, antes, seja pensado com objetivos e, principalmente, planejamento.

Por isso, é aconselhável que, antes de aplicar capital nas criptomoedas, você planeje seus investimentos, se prevenindo de imprevistos (criando uma reserva de emergência, por exemplo), conhecendo o seu perfil de investidor e, também, adquirindo conhecimento sobre os ativos, ou criptoativos, que deseja aplicar o seu dinheiro.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas. 

pix para empresas

Pix para empresas: o que é e qual a vantagem para o seu negócio?

Quem é dono de um negócio já percebeu que a tecnologia inovou a forma dos consumidores realizarem pagamentos. Com o universo online, o que antes se limitava em “é dinheiro ou cartão” ganhou novas opções a serem exploradas, facilitando, assim, a experiência do cliente. Entre essas novas modalidades, não podemos deixar de falar sobre o Pix para empresas

O meio de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central (BC) já está em vigor e tem tudo para trazer vantagens para o seu negócio. Rápido, prático, seguro e sem custo para o consumidor, é isso que o BC promete!  

Quer saber como funciona o Pix para Empresas? Confira tudo sobre a forma de pagamento e saiba se vale a pena implementá-la na sua empresa. No conteúdo que a Contabilivre preparou, você tira todas as suas dúvidas sobre o Pix, acompanhe! 

O que é Pix? 

O Pix é uma forma de pagamento criada e gerida pelo Banco Central que permite enviar e receber dinheiro em até 10 segundos. Um dos pontos centrais da modalidade é o horário de funcionamento. Diferente de outros meios, como boleto, TED e DOC, o Pix pode ser feito em qualquer dia e horário, incluindo feriados e finais de semana.

Com o Pix para empresas, consumidores e empresários têm mais uma opção para realizar transferência e pagar compras e serviços prestados de forma rápida e sem burocracias. Além disso, os empresários podem realizar o pagamento de fornecedores,  salários de funcionários e até tributos federais

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Vale destacar que o Pix não é um aplicativo, e sim um sistema de pagamentos que diversas instituições financeiras disponibilizam para seus clientes. Esse serviço é oferecido por meio dos próprios apps bancários, provavelmente, já instalado no seu celular e pelo internet banking. 

Como funciona o Pix para empresas? 

O Pix para empresas funciona por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). O serviço é gerido e operado pelo Banco Central e está conectado às contas de Pagamentos Instantâneos, que são as contas das instituições financeiras.

Para receber pagamentos, as empresas precisam se cadastrar no serviço e criar uma chave Pix. Uma característica facilitadora da transação é que o CNPJ, e-mail, chave aleatória gerada pelo sistema e número de celular podem ser registrados como um chave. 

Dessa forma, com o código, a transferência monetária é realizada sem precisar dos dados bancários das pessoas ou de empresas que negociam, basta informar pelo app uma das informações cadastradas

Entenda o serviço de pagamentos instantâneos Pix

O serviço de pagamentos instantâneos Pix funciona de modo integrado direto do aplicativo do seu banco. E se você não sabe se a instituição financeira na qual sua empresa tem vínculo oferece esse serviço, é só acessar o app bancário e conferir se a opção está disponível. 

O Banco Central anunciou que instituições financeiras com mais de 500 mil clientes têm a obrigação de aderir à plataforma, mas antes mesmo do lançamento, mais de 930 organizações, entre bancos tradicionais, fintechs e plataformas de pagamento já haviam se cadastrado para participar de testes. 

Como o cliente realiza o pagamento? 

Os consumidores têm duas opções para realizarem pagamentos com o PIX. A transação pode ser feita pelo próprio aplicativo bancário usando a chave de identificação do recebedor ou por meio do QR Code gerado ou compartilhado pelo estabelecimento. 

O pagador deve fazer a leitura de um desses códigos pelo celular para ser direcionado a página de pagamentos de seu aplicativo cadastrado no Pix. Caso o recebedor compartilhe o QR Code com o cliente, não será possível usar a câmera para a leitura.

No entanto,  um link é gerado pelo sistema do QR Code Pix,  direcionando o consumidor para o pagamento.

Como cadastrar minha empresa no Pix?

Para realizar o cadastro no Pix, sua empresa precisa de uma uma conta transacional (conta corrente, poupança ou de pagamento) em uma instituição que oferece o serviço. O passo a passo do procedimento pode variar de acordo com a sua instituição financeira. 

O registro pode ser feito pelo próprio aplicativo do banco ou pelo internet banking corporativoNão há restrições em relação ao porte das empresas participantes do Pix. A forma de pagamento está liberada para Microempreendedores individuais (MEIs), Microempresas (ME), Empresa de Pequeno Porte (EPP) e até grandes corporações. 

O que muda são as taxas que cada tipo de empresa paga pelo serviço. MEIs, por exemplo, são isentos de tarifas para realizar pagamentos e transferências, porém, algumas instituições  bancárias cobram quando o empresário recebe recursos com finalidades de compra.  

No caso dos outros portes de empresas, a tarifa em decorrência de envio e de recebimento de pagamentos de clientes é estipulada pelo banco que o seu negócio tem conta. Alguns fintechs, no entanto, não cobram taxas das empresas pelo uso do Pix.

Após o cadastro, um agente financeiro irá te contatar para validar sua inscrição e confirmar as chaves Pix que vão cadastrar no sistema.

Pix é seguro?

Segundo o BC, a segurança foi prioridade no desenvolvimento da forma de pagamento.   Requisitos, como  integridade e autenticidade das informações foram massivamente estudados pelos desenvolvedores do sistema. 

Todas transações do Pix para empresas ocorrem através de mensagens assinadas digitalmente e são trafegadas de forma criptografada, em uma rede protegida.

As informações dos usuários são também são criptografadas, isto é, esses dados apresentam protocolos que impedem terceiros acessarem as suas informações. 

Quais as vantagens? 


O Pix é mais uma opção de pagamento para os clientes. O serviço pode ser uma boa forma do seu negócio diminuir os gastos transacionais.  Além disso, quanto mais usuários o Pix tiver, mais chances a empresa tem em alcançar um fluxo de caixa mais rápido

Fora isso, é possível facilitar algumas funções operacionais do seu negócio, como pagamento de salários, contas e  tributos. O horário de funcionamento é uma das principais vantagens, estando disponível 24 horas por dia

Quais as desvantagens? 

Para realizar transações via Pix é preciso ter conexão com à internet. O pré-requisito, provavelmente, faz com que essa forma de pagamento perca alguns usuários que não costumam contratar redes móveis, sendo essa uma desvantagem da modalidade

As taxas são outro ponto negativo do serviço. Com exceção de MEis, apenas pessoas físicas não pagam taxas pelo uso das funções do Pix. Os valores das tarifas ficam a cargodos bancos e fintechs e variam de acordo com cada instituição

Qual a diferença do PIX para TED e DOC?

TED e DOC são formas de realizar transferências. Já o PIX é um sistema que permite fazer pagamentos em estabelecimentos e de contas, além de transferências bancárias. 

O horário de funcionamento dos serviços é a diferença central das transações. O Pix está disponível 24 horas por dia, 7 dias da semana. O TED e DOC funcionam apenas em dias úteis.

Além disso, o PIX traz mais agilidade para os correntistas, uma vez que as transferências e pagamentos são instantâneos. Enquanto o dinheiro enviado por TED cai até às 17 horas e por DOC a transferência só é completada no dia seguinte.  

Outras formas de pagamento

Embora outras formas de realizar pagamentos sejam mais comuns e usados no dia a dia, como boleto, cartões e até mesmo dinheiro, o Pix para empresas tem tudo para ser popularizado pela sua agilidade e baixo custo de operação. 

Um boleto, por exemplo, demora até três dias, após o pagamento, para ser compensado. O cartão de crédito também é uma forma de pagamento rápida e bastante útil, no entanto, o Pix traz mais versatilidade ao permitir pagar contas de forma instantânea. 

Mudanças na forma de pagamento

As transformações digitais causam mudanças em nossos hábitos dia após dia. O dinheiro se tornou digital e cada vez mais temos que nos adaptar as práticas dos consumidores. Em um mundo cada vez mais online, a facilidade e rapidez é algo essencial para agregar valor aos clientes. 

Agora que você já conhece o Pix e pode facilitar as formas de realizar pagamentos e receber recursos, por que não aproveita para simplificar outros processos da sua empresa? Conheça a Contabilivre e tenha mais agilidade e qualidade nos serviços contábeis de seu negócio. 

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