na imagem do lado esquerdo há moedas douradas, prateadas e cor de bronze com um cifrão em formato de B, analogia as moedas digitais, do lado direito há um espaço em azul escrito "Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento"

Moedas digitais: o que são? Surgimento, tipos de criptomoedas e investimento

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são conceituadas como dinheiro não tangível, mas cambiável. Bitcoin, Litecoin e Ethereum são alguns exemplos das moedas digitais que conquistam cada vez mais espaço dentro do mercado e, consequentemente, estão cada vez mais presentes no horizonte de investimentos dos empreendedores

Mas, devido ao recente aparecimento delas no mercado, muitas dúvidas ainda surgem a respeito do que são moedas digitais, como surgiram, quais os tipos que existem e se é recomendável investir nelas

Para sanar suas dúvidas e te orientar sobre o mercado das criptomoedas, nós, da Contabilivre, preparamos esse conteúdo exclusivo sobre esses criptoativos. Confira!

O que são moedas digitais?

Moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais, são ativos financeiros que se assemelham às moedas físicas. Mas, enquanto o real, o dólar, entre outras moedas são controladas por um órgão ou governo, as moedas virtuais, em sua maioria, não possuem um órgão regulador. 

Apesar disso, as moedas digitais têm algumas finalidades parecidas com as moedas físicas, um exemplo é o conceito de meio de pagamento. Em outras palavras, as moedas virtuais podem servir tanto para contratação de serviço quanto para a compra de produtos. 

Portanto, assim como é possível comprar euros, dólares e até o ouro, é possível comprar as criptomoedas. Mas é importante ressaltar que elas possuem muitas diferenças em relação às moedas físicas e, essas características, estão relacionadas ao surgimento delas.

Como surgiram as criptomoedas? 

O surgimento das criptomoedas aconteceu por volta do final da década de 80. O programador David Chaum, nascido nos Estados Unidos, desenvolveu a primeira espécie de dinheiro eletrônico com caráter criptográfico que, anos depois, serviria como uma das bases de conhecimento para orientar o surgimento da, então, famosa Bitcoin.  

Assim, a primeira criptomoeda descentralizada, a Bitcoin, surgiu em 2009 e é a moeda digital que, atualmente, mais movimenta o mercado. Por trás da criação deste criptoativo está o nome, ou apenas pseudônimo, Satoshi Nakamoto. 

Pensadas para atuarem totalmente no meio digital, as moedas virtuais funcionam com a tecnologia de criptografia. Em outras palavras, elas são criptoativos, ou seja, todos os tipos de representação digital de valor que são transacionados eletronicamente e protegidos pela tecnologia de criptografia

Assim, podemos entender que elas são cambiáveis, ou seja, passíveis de venda e compra e, ainda, não tangíveis, ou, melhor dizendo, elas não existem fisicamente. Por fim, além dessas características mais amplas, as moedas apresentam outras particularidades. 

Os tipos de moedas virtuais e suas principais características

Existem vários tipos de criptomoedas e, estas, com diferentes características. Mas nos limitaremos a algumas das mais conhecidas no mercado financeiro: a  Bitcoin, a Litecoin e a Ethereum.

  • A Bitcoin é, como já comentado, reconhecida como a primeira criptomoeda descentralizada. Com essa característica, a Bitcoin é negociada por meio da tecnologia de  blockchain que, de forma resumida e simplificada, é um sistema que permite a transferência de moedas digitais com o modelo peer-to-peer (ponto-a-ponto). 

Em outras palavras, você negocia diretamente com outros detentores do ativo e não precisa de uma instituição intermediária, como, por exemplo, os bancos, para realizar as transações. Além disso, a Bitcoin, ou BTC, foi criada com uma oferta finita, ou seja, há um limite máximo fixo de bitcoins existentes (21 milhões). 

  • A Ethereum é uma criptomoeda e um pouco além disso. Isso porque ela é, também, uma plataforma que, entre outras funções, realiza as transações da ether (ou Ethereum), a moeda virtual. 

Criada pelo programador Vitalik Buterin em 2013, ela utiliza, também, o modelo peer-to-peer e a tecnologia blockchain. Porém, não foi projetada com a ideia de oferta finita, como foi a Bitcoin. Assim, com a Ethereum não há limitação na quantidade da moeda.

  • Por fim, a Litecoin é entendida como uma altcoin, ou seja, ela é uma criptomoeda que surgiu como alternativa à BTC. Assim, altcoins são moedas virtuais “inspiradas” na Bitcoin e, também, possuem como objetivo aprimorar os recursos oferecidos pela BTC. Porém, hoje em dia, no mercado, a Litecoin é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, enquanto isso, referem-se a BTC como o “ouro”  das moedas virtuais. Por fim, Litecoin tem uma quantidade limite de 84 milhões.

Compensa investir em criptomoedas?

Para compreender melhor o investimento em moedas virtuais, é necessário entender outro ponto sobre elas. As criptomoedas são entendidas como ativos multiplicadores de valor. 

Isso significa que, com o tempo, a valorização delas pode aumentar e, por meio da oferta e compra desses ativos, você pode vendê-las, aumentando o seu patrimônio. Assim, é possível investir em moedas digitais, mas é importante ter conhecimento das possibilidades e riscos que esse tipo de aplicação pode apresentar. 

Quando falamos sobre investimento, independente do ativo, é necessário ter em mente algumas questões como: planejamento, objetivos, estratégia e, principalmente, o perfil do investidor. 

Agora, a Bitcoin, e demais moedas, possuem uma característica importante quando falamos sobre investir nesses criptoativos: a alta volatilidade. Isso significa que, nos últimos anos, as moedas virtuais tiveram oscilações significativas em seus preços. 

Criptomoedas, oscilações e perfil de investidor 

Um exemplo é a própria BTC. Em abril de 2021, o ativo Bitcoin superou o valor de R$ 360 mil, sendo que, há um ano atrás, o preço era de R$ 42 mil. Mas não suponha que as moedas digitais apenas valorizam, muito pelo contrário, o preço delas pode cair também. 

Isso depende muito da lei de oferta e procura das criptomoedas. Como o mercado funciona 24 horas, as oscilações variam de acordo com a movimentação dos ativos nas transações, causando, assim, alta volatilidade. 

Por conta disso, antes de investir nas moedas virtuais, é necessário compreender o seu perfil de investidor. 

Para exemplificar e resumir, se o perfil for conservador, ou seja, ele prioriza o investimento conservado – aquele que há a priorização da preservação do capital e apresenta baixa tolerância ao risco -, não é aconselhável que esse perfil opte pelas moedas. Isso porque elas podem, em algum momento, proporcionar perdas.

Agora, se o perfil do investidor for arrojado, o objetivo maior desse tipo de investimento é a rentabilidade. Assim, é mais recomendável o investimento em criptomoedas, uma vez que esse retrato também se apresenta disposto a assumir riscos no momento de aplicar o seu dinheiro.

Em resumo…

O mundo está ficando cada vez mais digital e, o mercado está, também, inserindo cada vez mais a tecnologia em seu funcionamento. A Bolsa de Valores funciona em ambiente totalmente digital e as criptomoedas já são utilizadas como um meio de pagamento. 

Assim, parece que o rumo do mercado, futuramente, é uma digitalização cada vez maior. Por conta disso, é interessante pensar em comprar moedas digitais e, assim, investir nelas. Desde que o investimento, antes, seja pensado com objetivos e, principalmente, planejamento. 

Por isso, é aconselhável que, antes de aplicar capital nas criptomoedas, você planeje seus investimentos, se prevenindo de imprevistos (criando uma reserva de emergência, por exemplo), conhecendo o seu perfil de investidor e, também, adquirindo conhecimento sobre os ativos, ou criptoativos, que deseja aplicar o seu dinheiro.

Nosso blog aborda diversos assuntos como contabilidade, empreendedorismo e tecnologia. Se você gostou desse conteúdo, continue nos acompanhando para mais informações sobre esses temas. 

pix para empresas

Pix para empresas: o que é e qual a vantagem para o seu negócio?

Quem é dono de um negócio já percebeu que a tecnologia inovou a forma dos consumidores realizarem pagamentos. Com o universo online, o que antes se limitava em “é dinheiro ou cartão” ganhou novas opções a serem exploradas, facilitando, assim, a experiência do cliente. Entre essas novas modalidades, não podemos deixar de falar sobre o Pix para empresas

O meio de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central (BC) já está em vigor e tem tudo para trazer vantagens para o seu negócio. Rápido, prático, seguro e sem custo para o consumidor, é isso que o BC promete!  

Quer saber como funciona o Pix para Empresas? Confira tudo sobre a forma de pagamento e saiba se vale a pena implementá-la na sua empresa. No conteúdo que a Contabilivre preparou, você tira todas as suas dúvidas sobre o Pix, acompanhe! 

O que é Pix? 

O Pix é uma forma de pagamento criada e gerida pelo Banco Central que permite enviar e receber dinheiro em até 10 segundos. Um dos pontos centrais da modalidade é o horário de funcionamento. Diferente de outros meios, como boleto, TED e DOC, o Pix pode ser feito em qualquer dia e horário, incluindo feriados e finais de semana.

Com o Pix para empresas, consumidores e empresários têm mais uma opção para realizar transferência e pagar compras e serviços prestados de forma rápida e sem burocracias. Além disso, os empresários podem realizar o pagamento de fornecedores,  salários de funcionários e até tributos federais

Quer saber quais tributos sua empresa precisa pagar? Contate um de nossos especialistas para te ajudar

Vale destacar que o Pix não é um aplicativo, e sim um sistema de pagamentos que diversas instituições financeiras disponibilizam para seus clientes. Esse serviço é oferecido por meio dos próprios apps bancários, provavelmente, já instalado no seu celular e pelo internet banking. 

Como funciona o Pix para empresas? 

O Pix para empresas funciona por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). O serviço é gerido e operado pelo Banco Central e está conectado às contas de Pagamentos Instantâneos, que são as contas das instituições financeiras.

Para receber pagamentos, as empresas precisam se cadastrar no serviço e criar uma chave Pix. Uma característica facilitadora da transação é que o CNPJ, e-mail, chave aleatória gerada pelo sistema e número de celular podem ser registrados como um chave. 

Dessa forma, com o código, a transferência monetária é realizada sem precisar dos dados bancários das pessoas ou de empresas que negociam, basta informar pelo app uma das informações cadastradas

Entenda o serviço de pagamentos instantâneos Pix

O serviço de pagamentos instantâneos Pix funciona de modo integrado direto do aplicativo do seu banco. E se você não sabe se a instituição financeira na qual sua empresa tem vínculo oferece esse serviço, é só acessar o app bancário e conferir se a opção está disponível. 

O Banco Central anunciou que instituições financeiras com mais de 500 mil clientes têm a obrigação de aderir à plataforma, mas antes mesmo do lançamento, mais de 930 organizações, entre bancos tradicionais, fintechs e plataformas de pagamento já haviam se cadastrado para participar de testes. 

Como o cliente realiza o pagamento? 

Os consumidores têm duas opções para realizarem pagamentos com o PIX. A transação pode ser feita pelo próprio aplicativo bancário usando a chave de identificação do recebedor ou por meio do QR Code gerado ou compartilhado pelo estabelecimento. 

O pagador deve fazer a leitura de um desses códigos pelo celular para ser direcionado a página de pagamentos de seu aplicativo cadastrado no Pix. Caso o recebedor compartilhe o QR Code com o cliente, não será possível usar a câmera para a leitura.

No entanto,  um link é gerado pelo sistema do QR Code Pix,  direcionando o consumidor para o pagamento.

Como cadastrar minha empresa no Pix?

Para realizar o cadastro no Pix, sua empresa precisa de uma uma conta transacional (conta corrente, poupança ou de pagamento) em uma instituição que oferece o serviço. O passo a passo do procedimento pode variar de acordo com a sua instituição financeira. 

O registro pode ser feito pelo próprio aplicativo do banco ou pelo internet banking corporativoNão há restrições em relação ao porte das empresas participantes do Pix. A forma de pagamento está liberada para Microempreendedores individuais (MEIs), Microempresas (ME), Empresa de Pequeno Porte (EPP) e até grandes corporações. 

O que muda são as taxas que cada tipo de empresa paga pelo serviço. MEIs, por exemplo, são isentos de tarifas para realizar pagamentos e transferências, porém, algumas instituições  bancárias cobram quando o empresário recebe recursos com finalidades de compra.  

No caso dos outros portes de empresas, a tarifa em decorrência de envio e de recebimento de pagamentos de clientes é estipulada pelo banco que o seu negócio tem conta. Alguns fintechs, no entanto, não cobram taxas das empresas pelo uso do Pix.

Após o cadastro, um agente financeiro irá te contatar para validar sua inscrição e confirmar as chaves Pix que vão cadastrar no sistema.

Pix é seguro?

Segundo o BC, a segurança foi prioridade no desenvolvimento da forma de pagamento.   Requisitos, como  integridade e autenticidade das informações foram massivamente estudados pelos desenvolvedores do sistema. 

Todas transações do Pix para empresas ocorrem através de mensagens assinadas digitalmente e são trafegadas de forma criptografada, em uma rede protegida.

As informações dos usuários são também são criptografadas, isto é, esses dados apresentam protocolos que impedem terceiros acessarem as suas informações. 

Quais as vantagens? 


O Pix é mais uma opção de pagamento para os clientes. O serviço pode ser uma boa forma do seu negócio diminuir os gastos transacionais.  Além disso, quanto mais usuários o Pix tiver, mais chances a empresa tem em alcançar um fluxo de caixa mais rápido

Fora isso, é possível facilitar algumas funções operacionais do seu negócio, como pagamento de salários, contas e  tributos. O horário de funcionamento é uma das principais vantagens, estando disponível 24 horas por dia

Quais as desvantagens? 

Para realizar transações via Pix é preciso ter conexão com à internet. O pré-requisito, provavelmente, faz com que essa forma de pagamento perca alguns usuários que não costumam contratar redes móveis, sendo essa uma desvantagem da modalidade

As taxas são outro ponto negativo do serviço. Com exceção de MEis, apenas pessoas físicas não pagam taxas pelo uso das funções do Pix. Os valores das tarifas ficam a cargodos bancos e fintechs e variam de acordo com cada instituição

Qual a diferença do PIX para TED e DOC?

TED e DOC são formas de realizar transferências. Já o PIX é um sistema que permite fazer pagamentos em estabelecimentos e de contas, além de transferências bancárias. 

O horário de funcionamento dos serviços é a diferença central das transações. O Pix está disponível 24 horas por dia, 7 dias da semana. O TED e DOC funcionam apenas em dias úteis.

Além disso, o PIX traz mais agilidade para os correntistas, uma vez que as transferências e pagamentos são instantâneos. Enquanto o dinheiro enviado por TED cai até às 17 horas e por DOC a transferência só é completada no dia seguinte.  

Outras formas de pagamento

Embora outras formas de realizar pagamentos sejam mais comuns e usados no dia a dia, como boleto, cartões e até mesmo dinheiro, o Pix para empresas tem tudo para ser popularizado pela sua agilidade e baixo custo de operação. 

Um boleto, por exemplo, demora até três dias, após o pagamento, para ser compensado. O cartão de crédito também é uma forma de pagamento rápida e bastante útil, no entanto, o Pix traz mais versatilidade ao permitir pagar contas de forma instantânea. 

Mudanças na forma de pagamento

As transformações digitais causam mudanças em nossos hábitos dia após dia. O dinheiro se tornou digital e cada vez mais temos que nos adaptar as práticas dos consumidores. Em um mundo cada vez mais online, a facilidade e rapidez é algo essencial para agregar valor aos clientes. 

Agora que você já conhece o Pix e pode facilitar as formas de realizar pagamentos e receber recursos, por que não aproveita para simplificar outros processos da sua empresa? Conheça a Contabilivre e tenha mais agilidade e qualidade nos serviços contábeis de seu negócio. 

botão para contato para o que é previsão de demanda